Cosmética bruxuleante ao serviço das multinacionais

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O facto de o mecanismo de Resolução de Litígios entre Investidor e Estado (ISDS) outorgar às multinacionais direitos superiores aos dos Estados e dos cidadãos é de tal modo estridente que levou à articulação de fortes protestos por parte de uma larguíssima franja da sociedade civil europeia, acabando por obrigar Bruxelas a rever a sua proposta a esse respeito no texto do Acordo Transatlântico sobre  Comércio e Investimento (TTIP). [Read more…]

Marcelo, o coerente

Se há personagem lusa que sempre mostrou ao que vinha, essa pessoa foi Marcelo.

Diz o candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto: “Privilegiar a Escola Pública é um erro.”

Acrescenta ainda a suprema inteligência do candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto que a FENPROF manda no MEC.

Diz que a Liberdade de Escolha é fundamental e subscreveu a aposta de Nuno Crato no ensino Privado.

Agora quer ser Presidente da República. martelo

Ora, não podia ser mais coerente. Há quem o acuse de ser incoerente. Eu discordo. Este senhor é a coerência em pessoa, com direito a foto e tudo, no dicionário ilustrado, algures ali pela letra c.

Ele defende que o dinheiro do povo seja colocado nas escolas privadas. Eu defendo que o dinheiro seja usado para valorizar a Escola Pública.

Ele defende que a Escola Pública, estando maior, está pior. Eu escrevo que a Escola Pública, atendendo à forma como o PSD a tratou, até está muito bem.

Coerências à parte, quando eu for candidato a Presidente irei continuar a defender a Escola Pública. Ele, sendo um não-candidato, mantém a coerência e defende quem o financia.

Por isso, caro leitor, já sabe: se defende o desinvestimento na Escola Pública, seja coerente, vote Marcelo

FCP: O Complexo Basco

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(Este post foi originalmente escrito numa página de grupo privada de adeptos do FCP nas redes sociais depois da derrota com o SCP. Não era para ser publicado no Aventar mas a pedido de muitos decidi colocar aqui a minha opinião. Actualizada fruto dos últimos acontecimentos)

Para muitos este é um post sobre futebol. Para alguns é um pouco mais do que apenas um post sobre futebol.

Mesmo fazendo um enorme esforço não me lembro do momento exacto em que me tornei portista. A influência do meu pai foi fundamental. Recordo-me do velho rádio onde ouvia os relatos (o Quadrante Norte), das disputas na primária com outros miúdos que eram adeptos do Benfica. E depois, a promessa do meu pai de que aos 10 anos me faria sócio do Porto. E assim foi. Mais tarde vieram os primeiros jogos em que fui autorizado a ir sozinho para o Estádio das Antas, depois com os amigos. As alegrias, as tristezas. E 1987. O ano de Viena, do calcanhar do Madjer, as fintas intermináveis do Futre, do eterno capitão João Pinto agarrado à Taça dos Campeões, da cidade do Porto virado do avesso sem esquecer a loucura vivida em pleno cruzamento da Areosa. Os anos oitenta foram intensos. Não estávamos habituados a tantas vitórias. Já os anos noventa foram de vitórias atrás de vitórias. O início deste século foi um verdadeiro regalo: Taça UEFA, Liga dos Campeões, Liga Europa, domínio absoluto a nível nacional, Mourinho, Deco, André Villas-Boas, etc, etc, etc.

Ao longo destes anos o Porto conquistou títulos, lançou jogadores e fez milhões com receitas de todo o género e feitio. Em todo este percurso iniciado no final dos anos setenta passaram por aqui inúmeros jogadores e vários treinadores. Mas existe algo que fez a diferença: Jorge Nuno Pinto da Costa. Liderou o FCPorto e fez uma autêntica revolução. O clube e todos os seus adeptos devem-lhe muito. Ele personifica o FCP vencedor.

Foram poucos, muito poucos, os pontos onde falhou.

Em todos estes anos (mais de três décadas) de liderança ser um tremendo desafio encontrar falhas é algo verdadeiramente impressionante. Claro que existem. Todos as temos e ninguém é perfeito. Nem ninguém vive eternamente. Embora Jorge Nuno Pinto da Costa tenha conseguido com todo o mérito ficar eternamente na história do Futebol Clube do Porto. Só que o tempo é implacável. Para todos nós, sem excepção.

Nem tudo são rosas nos últimos 10 anos do FCPorto no que toca à situação financeira do clube. Em 2004 o passivo do clube rondava os 82,8 milhões de euros. Em 2013 atingia os 220 milhões. Contudo, nesse período, as vendas de jogadores e treinadores foram superiores a 320 milhões de euros. Em 2014/15 o passivo do FC Porto subia de 220 para 276 milhões.

Ao mesmo tempo, no mesmo período, o Porto batia todos os recordes de vendas de jogadores somando mais de 100 milhões em apenas uma época.

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«Marcelo Rebelo de Sousa mentiu»

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via The Telegraph (http://bit.ly/1n2nrIR)

É esta a acusação (entretanto divulgada pelo Público) que pode ser lida no Esquerda Net, relativamente à «questão da inconstitucionalidade do OE2012»:

No debate desta segunda-feira, na Sic Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa mentiu quando confrontado por Marisa Matias, que recordou as declarações críticas do então comentador televisivo sobre o pedido de fiscalização sucessiva do OE2012 entregue pelo Bloco e alguns deputados do PS.

O OE2012?

Lembro-me muito bem do OE2012 e fico feliz por este tema entrar na pré-campanha para as eleições presidenciais. Efectivamente, o Orçamento do Estado para 2012 foi um autêntico precursor do permanente caos orçamental em que vivemos há praticamente um lustro, como se perceberá através de leitura atenta dos sucessores OE2013, OE2014 e OE2015. Quanto ao OE2016, aguardemos com serenidade.

Recordemos que o OE2012 foi um Orçamento do Estado com “caráter acomodatício” e com “carácter universal”, com “setor bancário” e com “sector dos transportes ferroviários”, com “excepto receita de privatizações”, com “exceto ações” e com “acções e outras participações”, com “activos financeiros” e com “ativos e passivos financeiros”, com “interacção dos seguintes factores” e com “interação dos seguintes fatores“, com “despesa efectiva” e com “despesa efetiva“, com “serviços colectivos” e com “serviços coletivos“, com “protecção do meio ambiente” e com “proteção do meio ambiente”, com “contratos efetivamente celebrados” e com “efectivamente paga”, com “duas ópticas” e com “numa ótica“.

***

Pierre Boulez (1925-2016)

Floriano

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O único homem que exercia um verdadeiro controlo sobre estas coisas era um tipo chamado Floriano. Era ele quem fazia o tempo, provocando, a seu bel-prazer, a chuva, a neve, os dias de sol ou as trombas de água, desencadeando tempestades e canículas, produzindo, com um pequeno esforço extra, leves brisas e temperaturas amenas. As horas vagas, passava-as sentado numa cadeira, a pensar. E pensava coisas espantosas.

Quando um dia, preocupado com algumas ideias esquisitas que me tinham recentemente ocorrido, lhe perguntei qual era, na sua opinião, o futuro da arte, desatou-se estupidamente a rir e respondeu-me que essas coisas ninguém as podia adivinhar. Ele sabia. [Read more…]

O homem da vermelhinha

Eu como professor de direito teria muita dificuldade em dizer duas coisas diferentes sobre a mesma questão jurídica“. Ok. Mas um Presidente da República pode dizer o que quiser. Por isso é que Marcelo já era Presidente da República antes de ser professor de direito. E de nascer.

Uma justiça de carinho

justica_portuguesaMarco Faria

A Justiça portuguesa é isto: A, descontente com o fim do namoro, mata B (a data foi 11 de Outubro de 2013 e é irrelevante, ou não). O Tribunal de Braga condena A por homicídio qualificado e profanação de cadáver. A é condenado a uma pena de 21 anos de prisão efectiva. A defesa de A recorre e o Tribunal da Relação de Guimarães baixa a pena para 12 anos e 3 meses. Leio ainda que a «acusação, deduzida pelo Ministério Público, refere que o arguido conduziu a vítima até à serração, onde primeiro a terá tentado matar a tiro. Como ela não morreu com os disparos, o arguido amarrou-a e estrangulou-a, após o que, e ainda segundo a acusação, a meteu num forno.» A Relação reduziu a pena por considerar «que o arguido tem ‘muitas circunstâncias a seu favor’, entre as quais não ter antecedentes criminais e fazer parte de uma família ‘bem estruturada e referenciada como exemplar. Há a esperança fundada de que a atenuação especial da pena trará vantagens para a reinserção social do arguido’», cita o acórdão dos juízes desembargadores. A Relação de Guimarães decidiu aplicar o regime penal especial para os jovens, e por isso, determinou uma pena inferior (e retira 8 anos e nove meses à pena inicial). Pormenores processuais… A cereja no bolo vem da Defesa: alega que «o crime de profanação de cadáver deve cair, sublinhando que o arguido, após meter o cadáver no forno, o cobriu com um lençol, uma atitude que considera configurar ‘um último gesto de carinho e de respeito’ pela ex-namorada.»
O Supremo Tribunal de Justiça ainda vai a tempo de repor algum bom senso, ou será que o crime compensa?
Será que a Justiça portuguesa é uma instância de carinho?

Um favor aos corruptos

Será que Paulo Morais não entende que ao fazer as suas inverosímeis generalizações sobre o tema da corrupção ( “o Parlamento é uma central de negócios e corrupção” em que “todos os grupos parlamentares estão envolvidos”) está, não só a enunciar um juízo grosseiramente falso como, ao misturar tudo no mesmo granel, a fazer um favor aos corruptos? Ou sabe? – o que é pior.

A beatificação de Marcelo Caetano, por Marcelo Rebelo de Sousa

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Se Cavaco Silva era um cidadão perfeitamente “integrado” no Estado Novo – e se dúvidas restassem, a contradição entre rejeição da atribuição de uma pensão a Salgueiro Maia e a atribuição de uma pensão por serviços “excepcionais e relevantes” a dois ex-inspectores da PIDE/DGS fala por si – um fascista praticante portanto, Marcelo Rebelo de Sousa não lhe fica muito atrás e será, no sentido facho da coisa, o candidato ideal para suceder a Cavaco.

Regressemos a Fevereiro de 2009. No colóquio “Tempos de transição”, dedicado à vida íntima de Marcelo Caetano, da qual Rebelo de Sousa fez parte, tendo o seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, amigo de Caetano e destacado fascista, desempenhado inúmeras funções na estrutura dirigente da ditadura, da Mocidade Portuguesa ao Parlamento-fantoche do Estado Novo, passando pelos ministérios da Educação, das Colónias, Saúde e Assistência, Corporações e Previdência Social, o agora candidato à presidência da República não poupou nos elogios a uma das figuras maiores do regime opressor que impôs ao país um reino de ignorância, manipulação e terror durante quatro décadas. [Read more…]

Sobre a Dívida Direta do Estado

A 30 de Setembro de 2015, a Dívida Direta do ESTADO PORTUGUÊS em VALOR ABSOLUTO era de: 225 722 862 435,04 €
Recordo que em Portugal vivem 10 487 289 pessoas e o PIB era, no final de 2014, igual a 173,4 mil milhões de euros.

Tendo por base a informação disponível elaborei este slide, nos quais procurei colocar a informação sobre a dívida direta do Estado, em valor absoluto, bem como informação sobre quem era PM e quem era PR. A análise é algo simplista, mas permite ter uma ideia geral. Simplista, porque ao longo dos anos, nomeadamente desde 2011, muita dívida escondida passou a estar no perímetro orçamental, e existiu ainda o resgate feito pela Troika cujos efeitos na dívida se fizeram sentir nos anos a seguir a 2011.
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Alerta Vermelho

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A imprensa de todo o mundo noticia hoje alegados testes do regime norte-coreano com o que se pensa ser a primeira bomba de hidrogénio produzida por Pyongyang. No comunicado lido pela televisão estatal pode ler-se:

O primeiro teste com bomba de hidrogénio da República foi realizado com sucesso às 10h do dia 6 de janeiro, baseado na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores.

A actividade sismica detectada por diferentes centros de monitorização parece confirmar as notícias e o regime não perdeu a oportunidade para enviar avisos à comunidade internacional: o reforço da capacidade militar/nuclear do exército norte-coreano é para continuar e intensificar. Resta saber, a confirmar-se a posse desta arma, se a Coreia do Norte irá usá-la contra civis desprotegidos e inocentes de um qualquer país militarmente vergado como aconteceu com o Japão em Agosto de 1945. Estados opressores e imperialistas tendem a comportar-se da mesma maneira.

Os professores também mentem

Marcelo desiludiu e mostrou a face que os mais inteligentes lhe conhecem. De caretas. Homem da televisão, homem da rádio, homem da imprensa escrita, esqueceu-se que na era da internet, todos podem facilmente com um clique fazê-lo lembrar das incongruências ditas no passado em relação à opinião manifestada no presente. A cair a pique na consideração daqueles que “tanto gostam de o ouvir”…

Os candidatos presidenciais

Aqui deixo uma breve nota sobre os 10 candidatos presidenciais.

  
Henrique Neto Reconheço-lhe  uma profundidade de pensamento que não encontro nos outros (cf. 1, 2, 3, 4).
António Sampaio da Nóvoa Já se apresentou como não político, o que para mim me deixa logo desconfiado. Veja-se no que deu o campeão do “não político”.
Cândido Ferreira Quem?
Edgar Silva Quem? (Foi uma má escolha do PCP. Carvalho da Silva tornaria, quanto a mim, a disputa muito mais interessante.)
Jorge Sequeira Quem?
Vitorino Silva Quem?
Marisa Matias Parece ser a aposta do BE no eleitorado mais jovem.
Maria de Belém Roseira A candidata da facção de negócio do PS.
Marcelo Rebelo de Sousa O candidato da facção de negócio do PSD.
Paulo de Morais O candidato que ainda não percebeu que não está a concorrer a primeiro-ministro.

De todos, Henrique Neto é, no meu entender, aquele que apresenta o conjunto de ideias em maior sintonia com o cargo a que concorre.

Valha-nos Vítor Constâncio!

VC

Pedro Tadeu, no Diário de Notícias:

Alegremente vejo os principais articulistas da especialidade a confiar no futuro pelo facto de o controlo da situação passar para o Banco Central Europeu, esperançosos em que as novas regras de regulação impeçam novos problemas. Como o homem que comanda essa regulação se chama Vítor Constâncio, o mesmo governador do Banco de Portugal “torpedeado” no caso BPN, não vislumbro motivo para tanta fé.

E esperar que a União Bancária, um lago onde nadam tubarões muito maiores e mais vorazes do que os peixinhos financeiros portugueses, seja água limpa e segura para pôr a nadar o nosso dinheiro só pode mesmo ser vontade de afundar, de vez, o que resta do país.

Valha-nos Vítor Constâncio, que isto de ganhar o dobro do salário da presidente da Reserva Federal não pode ser à toa.

Yeah right…

Os primeiros fatos do ano

alas poor yorick

Laurence Olivier, Hamlet, 1948 (http://bit.ly/1OwIaPs)

I guess some things never change
W. Axl Rose, Dead Horse

O throw away the worser part of it,
And liue the purer with the other halfe.
— Shakespeare, “Hamlet” (Folio 1, 1623)

A presente resolução do Conselho de Ministros determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011 -2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011

***

Enquanto, no mercado de Tsukiji, alguém adquiria o primeiro atum rabilho do ano, o Diário da República trazia-nos os primeiros fatos de 2016. Efectivamente, eis o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 em todo o seu esplendor e em plena aplicação, no primeiro número de 2016 do Diário da República — para quem não souber, Diário da República não é o Diário Oficial da União. Ou seja, ontem. Isto, é em Janeiro. Em Janeiro de 2016.

Exactamente: Janeiro de 2016 − Janeiro de 2012 = 4.

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Presidenciais 2016: votação Aventar

Conservadores e radicais

Duda Orban

O que é o Bloco de Esquerda? Um partido radical. O PCP? Um partido radical. E o Podemos? Um partido radical ep perigoso que isso é malta amiga do Chávez! O Syriza? O radicalismo em todo o seu esplendor. Jeremy Corbyn? Um radical que se apoderou do Partido Trabalhista. A lista poderia continuar. Quem afronta o regime que comanda a política europeia é, regra geral, apelidado de radical. São radicais porque se opõem à austeridade cega, radicais porque denunciam as centrais de negócios travestidas de partidos políticos que gerem orçamentos de Estado em benefício das suas clientelas, radicais porque se opõem à ditadura da alta finança, radicais porque querem regulação e um Estado forte que contenha a voracidade do liberalismo sem freio. Tudo radicais. Uma ameaça à admirável democracia das elites que impera no continente europeu. [Read more…]

Se fosse abafado ficaria tudo bem

Repare-se no detalhe:

Questionado pela Lusa, Hermínio Rodrigues referiu: “Os esclarecimentos não foram dados porque tínhamos a expetativa de que o problema fosse resolvido antes do final do ano”, o que acabou por não se verificar.  [CM]

Ficámos a saber que, para o presidente desta empresa municipal responsável pelo Centro Escolar de Alcobaça, se não se souber, não será preciso informar. Eis o padrão de transparência desta PPP.

Agora atente-se num detalhe. O imóvel foi avaliado pelo fisco em 2.8 milhões de euros. Mas a Câmara Municipal de Alcobaça assumiu uma renda de 63.5 milhões de euros pela utilização deste imóvel durante 23 anos. Nada mau. Depois admiram-se por o TC ter sucessivamente recusado o visto a esta negociata.

Ainda outra coisa engraçada nisto, em mais um caso onde o Estado é bombeiro dos privados, como nesta PPP detida em 51% por privados, é, no entender do vice-presidente da CMA, Hermínio Rodrigues, a solução para a dívida de IVA que levou à penhora  dever ser paga pela CGD.

Mais um esquema ligado à Parque Escolar inventada pelo governo de Sócrates para ter obras no período eleitoral e agora manobrado por uma Câmara PSD. Ganham todos, desde que você pague.

A Polónia restringe a liberdade de imprensa

A nova lei da comunicação social polaca prevê ao seu Ministro das Finanças demitir quem quiser e nomear quem quiser para a direcção dos órgãos de comunicação estatal, numa medida sem precedentes no país. Assim sendo, o Ministro Polaco das Finanças (espanto; porquê o Ministro das Finanças) poderá desfazer a vida a quem, ouse dentro dos órgãos de comunicação social do Estado, criticar as medidas do seu governo, assegurando-se que, daqui em diante, todos os jornalistas que trabalhem no sector público polaco, se coadunem com as instruções informativas que forem ministradas pelo executivo polaco sob o risco de virem a ser saneados. O controlo da imprensa é e sempre foi um pequeno passo que os governantes trilharam para exercer o tão ambicioso controlo social através da manipulação da informação. A lei aprovada na Polónia tem efectivamente esse pretensioso objectivo.

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A escultura portuguesa ficou hoje mais pobre

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A cultura portuguesa, nomeadamente a escultura, ficou hoje mais pobre com a morte de Jaime Azinheira que, para além de um escultor de referência, foi também professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde deu aulas até 2005.

Jaime Azinheira licenciou-se em Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto onde fez também o seu doutoramento.

As suas esculturas salientavam-se por serem feitas em materiais frágeis, como o papel ou gesso, através de uma técnica original e única de moldagem.

Os seus trabalhos de escultura de uma enorme singularidade, cenográficos, são objectos artísticos muito expressivos.

Nos seus trabalhos Jaime Azinheira serviu-se de figuras caricatas, em situações do dia a dia, muitas vezes monstruosas, mas sempre com um lado humano muito patente.

Uma grande parte da sua obra que marca de forma indelével a escultura portuguesa pode ser vista na Casa Museu Teixeira-Lopes, em Vila Nova de Gaia e no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, na cidade de Amarante.

A zona cinzenta de Maria de Belém

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Não tenho acompanhado os debates presidenciais. O entusiasmo que me colou à TV por altura de todos os debates televisivos que colocaram frente-a-frente os líderes dos partidos em disputa pela vitória nas Legislativas é agora substituído pelo tédio de assistir a uma campanha para uma presidência da República na qual um candidato, Marcelo Rebelo de Sousa, leva uma vantagem absolutamente desigual sobre todos os seus opositores e, como se tal não bastasse, ainda é levado ao colo pela imprensa. Não admira que já se autoproclame sucessor de Cavaco Silva. [Read more…]

“Refugiado”

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É a palavra do ano [JN].
(na imagem, um ser humano atira flores a outro ser humano igual a ele mas sem flores para atirar)

Charlie Hebdo, um ano depois

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Deus, uma AK-47 e o olho que tudo vê. Religião, terror e medo. Quase um ano após o atentado, o mundo é um lugar ainda mais inseguro. Pena que alguns terroristas continuem a ser recebidos de braços abertos no Ocidente.

O tabu do tabu

Fazer uma reportagem com um ângulo definido e não procurar o outro lado é mau jornalismo. O Público este domingo, com o apoio da Fundação Francisco Manuel dos Santos, estreia a “Série Especial: Racismo em português” com a reportagem “Ser em africano em Cabo Verde é um tabu”. Não porque seja mentira que Cabo Verde, na generalidade, não quer ser África. É verdade. Mas a identidade cabo-verdiana existe e está bem vincada, nas nove ilhas habitadas. A generalização de África, enquanto continente, a uma única cultura (a dita “africanidade”) é a típica visão ocidental. Mas agora os ocidentais querem quebrar o tabu. E caíram no perigo da história única, que Chimamanda Ngozi Adchie explica tão bem. Entramos, portanto, na era do tabu do tabu. [Read more…]

Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!

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Informo que tomei esta difícil decisão de não permitir comentários aos meus textos após uma longa reflexão depois de uma campanha inqualificável em que fui alvo de ataques pessoais e profissionais sustentados em escabrosas mentiras, insultado e até ameaçado, quase diariamente, ao longo de vários meses.

Peço desculpa, por esta minha decisão, aos meus companheiros do Aventar e aos leitores que civilizadamente comentavam os meus textos, mas estou convicto que compreenderão esta minha difícil opção.

Eu sou um democrata, defensor absoluto do debate, da pluralidade de ideias e da liberdade de expressão, porém não posso permitir que alguns cobardes aproveitando-se da possibilidade de poderem comentar os meus textos usem esta funcionalidade para diariamente, várias vezes por dia, atacarem a minha honorabilidade e idoneidade pessoal.

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Presidência da República: debates

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Depois do 1° dia de debates ficou claro o que eu já pensava. Há dois candidatos a PR com conteúdo, propósito, coerência e que merecem atenção: Henrique Neto e Marisa Matias.

O Henrique Neto é um homem sério, que conhece a vida e as suas dificuldades, mas que nunca cedeu perante elas para seguir o seu caminho. É um exemplo de determinação, como empresário, como cidadão e como homem de família. As suas intervenções políticas são sempre muito ponderadas, refletidas, muito maduras, responsáveis e cheias de pontos de reflexão e caminhos de solução, sem querer nunca apontar caminhos únicos. Como homem da realidade, não poderia ser de outra forma sendo empresário, sabe que não existem caminhos únicos mas tão somente opções – as quais têm vantagens e inconvenientes -, e o que devemos fazer é ser capazes de escolher aquelas que resolvem problemas no curto prazo e abrem horizontes mais largos no médio e longo prazo.
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O debate presidencial surreal

mrs.tinoOntem tivemos o esperado debate do ano na TVI 24 que reuniu Marcelo Rebelo de Sousa, Tino de Rans e mais duas personagens, provavelmente muito respeitáveis, mas que não percebi ao que vêm nestas eleições presidenciais.

Um candidato supersónico que abriu as hostilidades lendo uma declaração escrita e à velocidade que entrou no debate saiu do mesmo. Tivemos Tino de Rans a discutir o tamanho dos sapatos e a altura de Marcelo. Por sua vez Marcelo a dizer-nos que Tino é um calceteiro de excelência. O professor dos óculos redondinhos roxos a contar-nos que não tem um salário, mas sim um ” secalhário “. Tino de Rans a dizer-nos que tinha um perfil muito parecido com o de Marcelo e que, por isso, a segunda volta das eleições iria ser disputada entre ambos. O professor dos óculos roxos redondinhos a dar-nos conhecimento que era o homem certo para o lugar incerto, daí que muito provavelmente tenha dito que caso não consiga sequer obter um voto será eleito Presidente da República.

Por outro lado tivemos Tino a dar-nos conhecimento que iria devolver o Palácio de São Bento ao povo porque o seu gabinete iria ser na rua. Tivemos Marcelo a dar-nos uma pequena lição de Direito explicando aos portugueses que uma coisa é ser cliente outra é ser proprietário. Tivemos ainda Tino de Rans, com um ar de grande felicidade, a dizer-nos que com ele teremos uma primeira dama com apenas 24 anos. E claro Marcelo Rebelo de Sousa a ver o jogo da bancada elogiando o candidato supersónico, o outro Professor e Tino de Rans. E o entrevistador, Paulo Magalhães, a fazer um esforço brutal para tentar passar a imagem que estávamos perante um debate presidencial sério.

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Presidenciais 2016 – debates

Assisti aos 4 debates desta noite. No 1º Sampaio da Nóvoa surpreendeu-me pela positiva, postura serena, calma, dominou completamente Marisa Matias, que poderia ter ficado encostada às cordas na questão do Orçamento rectificativo. A eurodeputada não consegue despir a militância, representando uma facção do Bloco de Esquerda que dificilmente valerá eleitoralmente metade do resultado alcançado pelo partido nas últimas legislativas. Claro que tacitamente Sampaio da Nóvoa que aspira a voos mais altos, porque precisa dos votos da candidata numa eventual 2ª volta, permitiu que Marisa Matias passasse incólume sem grande contraditório. De resto Marisa Matias também não pretendia levantar grandes dificuldades ao opositor de hoje, limitando-se ao soundbyte. O seu objectivo é marcar território para si própria e para o Bloco de Esquerda, criando durante a campanha, principalmente nos debates, as maiores dificuldades que conseguir a Maria de Belém e principalmente a Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]

O debate político do ano

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O ano de 2016 começa politicamente em grande. Hoje vamos poder assistir, às 23h30, na TVI24, ao debate político do ano.

O debate reunirá os candidatos presidenciais Marcelo Rebelo de Sousa e os conhecidíssimos, nas suas ruas, Jorge Sequeira, Cândido Ferreira e Vitorino Silva (vulgo Tino de Rãs).

Este debate, sem qualquer menosprezo pelos debates que se seguirão, penso que decidirá quem vai ser o próximo Presidente da República.

A não perder por todos os indecisos que ainda não decidiram o seu voto!

Pizzo

Começa pelos hotéis, um Euro por noite, até um máximo de 7 Euros por cliente. Em seguida virão as chegadas ao aeroporto. Iniciada a extorsão será difícil parar o apetite do polvo e não custa a crer que outras autarquias venham a seguir este triste e lamentável exemplo…