Luz verde para a Baysanto

União Europeia aprovou a fusão entre Bayer e Monsanto – Mais um passo a caminho do “admirável mundo novo”.

75% do mercado global de sementes é já controlado por apenas 10 empresas, outras tantas dominam 95% do mercado global de pesticidas. Com a megafusão, vai emergir uma corporação que, a nível mundial, dominará 30% do mercado de sementes e 24% do de pesticidas.

A Baysanto vai influenciar grande parte do que comemos, o modo como cultivamos os alimentos e os medicamentos que tomamos. Às mãos deste monstro agro-químico espera-nos maior redução da biodiversidade, mais pesticidas, organismos geneticamente modificados e monoculturas, aumento dos preços e perda de acesso a sementes, maior sujeição dos pequenos agricultores à prepotência e concorrência dos tubarões….

Mas com que direito andamos a dar cabo disto tudo como se não houvesse amanhã???

Os alemães não são parvos…

Por agora irão estabelecer acordos e promover a paz social na Auto-Europa, há que rentabilizar o investimento nas linhas de montagem do T-Roc. Novos projectos, a começar já pelo descapotável, serão desviados para outras paragens, longe de bloquistas, comunistas, Arménios e outros parasitas…

Ortografia sem filtro

In Britain’s case, I’d suggest that we think of financial services as the industry in question. Such services are subject to both internal and external economies of scale, which tends to concentrate them in a handful of huge financial centers around the world, one of which is, of course, the City of London.
—  Paul Krugman

When there are external economies of scale, a country that has large production in some industry will tend, other things equal, to have low costs of producing that good. This gives rise to an obvious circularity, since a country that can produce a good cheaply will also therefore tend to produce a lot of that good.
—  Krugman & Obstfeld

***

Segundo o Público, o «imposto sobre o tabaco foi o ponto fraco das receitas fiscais», tendo sido a única cobrança a descer em 2017. Pelos vistos, aliás, o Governo contava com esta descida, mas de forma marginal, tendo a diferença ficado muito acima daquilo que se previra no OE, et pour cause, “oficialmente” (eis as aspas, na conhecida versão gráfica do gesto das orelhinhas de coelho).

O Governo tem vindo a contribuir, sistematicamente, desde 2012, para a acentuada descida da qualidade dos Orçamentos do Estado. Curiosamente, tal como a descida das receitas fiscais com o imposto sobre o tabaco, a descida geral na qualidade ortográfica estava prevista e deve-se também a um efeito único. Todavia, o Ministério das Finanças não previu esta descida e não sabe qual o efeito . Para prever e para saber, convém estudar. E querer saber. E o Governo está-se rigorosamente nas tintas.

Sim, nas tintas. Para isto: [Read more…]

Sobre rankings, apenas o óbvio…

Enquanto cidadão importa-me e muito que Portugal tenha os melhores quadros superiores. Se tiver um problema de saúde espero ser atendido por um profissional médico altamente especializado e qualificado, da mesma forma que confio nas capacidades do engenheiro ou arquitecto que constroem as pontes que cruzamos ou edifícios onde trabalhamos e habitamos. [Read more…]

Paul Romer, o homem que falou demais

image

[Paul] Romer [Economista-chefe do Banco Mundial] told the Wall Street Journal that Chile’s recent slide in the index was almost entirely due to methodological changes that could have been politically motivated, and not by deterioration in the South American nation’s business environment.

Chile ranked as high as 34 under the administration of President Sebastian Pinera in 2010 to 2014, but as low as 57 during Bachelet’s two terms in office, which ran from 2006 to 2010, and from 2014 to now.

Chilean economist Augusto Lopez-Claros, who was in charge of compiling Chile’s ranking for the World Bank report, said accusations of political manipulation were “wholly without merit.” Chile’s recent rankings decline was due to other countries, including Mexico and Colombia, stepping up their efforts, as well as fully-justified and transparent methodological changes, Lopez-Claros said in an emailed note.

That wasn’t how Romer saw it. [Bloomberg,13/01/2018]

[Read more…]

Depois do BPN, BPP, BES e BANIF, supõe-se que exista um forte controlo sobre os produtos bancários, certo?

Errado.

Tal como explica Helena Garrido na Antena 1, aos balcões da Caixa Económica do Montepio Geral está a ser vendido um produto chamado “Capital Certo”, o qual de certo apenas tem o risco associado.

Com efeito, o produto em causa não é do banco, mas sim da Associação Mutualista, estando a ser publicitado no banco como tendo retorno  de investimento garantido. Acontece que as letras miudinhas referem que é preciso ler as condições e estas, depois de uma vastidão de páginas (cerca de 40), com complicadas condições, dizem que o retorno, afinal, não é garantido.

Mas ainda pior é o Banco de Portugal ter proibido a venda deste tipo de produtos  aos balcões dos bancos e este continuar a ser vendido. E, igualmente inacreditável, é o produto não estar sujeito a nenhuma fiscalização.

Será que não se aprende nada neste país? E admite-se que a lei, tão escrupulosamente aplicada aos cidadãos, seja apenas uma linha de orientação para a banca, ainda para mais depois das fraudes por ela praticadas?

A revista Proteste já recentemente tinha alertado os clientes para se manterem afastados deste produto. Apesar de, em 2013, ter afirmado que o “Montepio Capital Certo é uma alternativa de poupança a considerar“. Sendo o mesmo produto, é caso para, novamente, se questionarem as recomendações desta revista.

Aqui fica o podcast com os detalhes do caso.

Leitura adicional:

– Montepio vende produtos da mutualista sem distinção clara face a depósitos (Público)

– Qual é coisa, qual é ela, parece o Montepio, mas não é o Montepio? (Eco)

EDITADO (corrigida gralha no título)

In Delgado they trust

Luís Delgado pegou em 10, 2 milhões e comprou vários objectos que Francisco Pinto Balsemão tinha em sua posse, nomeadamente revistas como Visão e Caras.

Delgado, que tem feito carreira como defensor das ideias mais indefensáveis da direita mundial, é dono de uma empresa com a irónica designação Trust in News. A primeira palavra pode, também, significar “confiança”. Luís Delgado é, sem dúvida, um homem de confiança, bastando lembrar o facto de ter defendido, como muitos outros, a bondade da guerra do Iraque. [Read more…]

Ano novo, impostos novos

Governo anuncia aumento do imposto sobre os combustíveis
O Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) vai ser aumentado a partir de segunda-feira [amanhã], segundo uma portaria publicada hoje [31/12/2017] pelo Governo em Diário da República. [DN, 31/12/2017]

A taxa do ISP aplicável à gasolina passa a ser, respectivamente, 0,556 euros e 0,343 euros por litro para gasolina* e gasóleo, o que se traduz num aumento de 0,9 cêntimos por litro de gasolina e de 0,6 cêntimos por litro de gasóleo.

Escolher o dia da passagem de ano para anunciar este aumento é uma sacanice em dose dupla. Primeiro, por aumentar os impostos num produto cujo preço já é maioritariamente composto por impostos e, em segundo lugar, por novamente se ir pelo caminho de anunciar medidas quando os portugueses andam entretidos com outras coisas. Pelo andar da carroça, já estou a olhar para o calendário para me preparar para futuras más notícias.

* com teor de chumbo igual ou inferior a 0,013 g por litro

 

Socialismo no século XXI

A doutrina socialista apregoa igualdade, mas o resultado palpável obtido sempre que algum país leva à prática as ideias de Marx, acaba por ser a miséria generalizada, excepção feita aos iluminados camaradas dirigentes que conduzem o rebanho se sacrificam liderando as massas.
A Venezuela é hoje um triste e lamentável exemplo do resultado a que conduzem o desrespeito pelas liberdades, pela propriedade e iniciativa privada. Não faltam por esse mundo fora invejosos aspirando a meter as mãos nos bolsos de quem produz, em nome do Estado social e outros disparates do género. A bizarria começou com Chavez, mas agravou-se com Maduro, que incapaz de encarar o fracasso da sua política, recorre a delirantes desculpas inventando inimigos e teorias da conspiração, esquecendo o essencial, que o seu regime socialista nada produz à excepção do petróleo, uma riqueza natural que nada tem a ver com política. Ainda assim, nem ao combustível a população consegue aceder. [Read more…]

Investimento estrangeiro, ditaduras e paraísos fiscais

Um estudo do Ministério da Economia aponta para um investimento estrangeiro na casa dos 119 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2017, do qual 44% tem origem no Luxemburgo e na Holanda. Porque os nossos parceiros luxemburgueses e holandeses têm interesse nas oportunidades disponíveis no nosso país? Nem por isso.

O que acontece é que, como todos sabemos, apesar do esforço hercúleo de alguns para o negar, Luxemburgo e Holanda são paraísos fiscais. Daí decorre que funcionam como base operacional para diferentes tipos de investidores, de variadas nacionalidades, que usam as habilidades fiscais dos nossos parceiros europeus para uma vasta gama de negócios, que vão das simples lavandarias de dinheiro até subsidiárias de interesses oligarcas e estatais autoritários, como é o caso da China Three Gorges, que investe no nosso país através de uma holding sediada no Luxemburgo. [Read more…]

2 pesos e 2 medidas é que não pode ser, explicações precisam-se…

54 mil Euros pagos em 6 prestações a 3 familiares entre 2009 e 2011, por alguém que tem declarados rendimentos de trabalho dependente na ordem dos 200 mil Euros não parece à primeira vista um assunto de grande relevância. [Read more…]

Leituras

Sinceramente, não compreeendo como é que se pode andar por aí a saudar as decisões das agências de notação, mesmo que seja por oportunismo. O movimento recente de melhoria da notação da República dá jeito, eu bem sei. Note-se, no entanto,  que quem não tem memória e quem aceita as estruturas financeiras por reformar, até pode ganhar alguma coisa no curto prazo, mas perde também sempre qualquer coisa no curto prazo e tudo no médio e no longo.

Note-se que estamos a falar de instituições que tiveram responsabilidades pela crise financeira, iniciada em 2007-2008, validando todo o lixo financeiro que a ganância sem trelas regulatórias relevantes conseguiu inventar até aí. Esta crise tramsmutou-se na zona euro em crise da dívida que não era, e que continua a não ser, soberana, dado que está denominada em moeda estrangeira. Neste caso, as agências validaram toda a especulação contra os elos periféricos mais fracos. [João Rodrigues;  continua no Ladrões de Bicicletas]

Os ventos nos últimos 3 anos têm-nos sido favoráveis. Juros baixos, melhorias de notação financeira e melhoria dos indicadores que a UE tem usado para nos apertar. Mas olhemos para nós mesmos e constate-se que o país continua essencialmente igual. Não houve transformação alguma que justifique a mudança, sendo o actual estado das coisas circunstancial.

Bom, mudou num aspecto, mas para nos fragilizar mais. O trabalho passou a ser mais precário e a malha do Estado está quebrada, mergulhada num mar de falta de meios, à mistura com ineficiência e desorganização. Mas estas agências  dizem que agora estamos melhor. Não estamos. Apenas vivemos um desafogo, graças ao garrote menos apertado. Dão-nos melhor nota depois da destruição causada pelo sector financeiro, esse mesmo no qual essas agências de notação validaram todo o lixo como se se tratasse de ouro.

Suicídio colectivo

Segundo o Jornal de Negócios, a agência de notação norte-americana Fitch deverá pronunciar-se hoje sobre o rating do Estado português. Analistas citados pelo matutino esperam uma revisão em alta, que retire a divida pública portuguesa do famoso “lixo”, abrindo portas a novos investidores e oportunidades, até aqui vedadas ao nosso país.

Posto isto, a pergunta para um milhão de euros: alguém me sabe dizer onde terá lugar o suicídio colectivo dos profetas do apocalipse e da imprensa e respectivos comentadores ao serviço da elite ressabiada que patrocinou a lenga-lenga dos resgates e da Venezuela? Quem souber que me mande a morada, que eu vou só ali fazer pipocas e já venho.

Federalismo, uma ameaça para levar a sério…

Martin Schulz foi derrotado nas eleições alemãs, que não me interessam rigorosamente para nada, mas pode vir a fazer parte do próximo governo em coligação com Angela Merkel ou quem sabe, caso a actual chanceler não consiga apresentar uma solução até podem vir a ser convocadas novas eleições e se os eleitores entenderem Schulz até pode acabar chanceler. Ora para consumo interno os alemães que decidam, mas sabemos o papel da Alemanha na U.E. e quanto esta se tem tornado uma entidade cada vez mais omnipotente e omnipresente na vida dos europeus. [Read more…]

Presidência Portuguesa do Eurogrupo

A candidatura de Mário Centeno à Presidência do Eurogrupo tem suscitado diversas interrogações, manifestações de apoio e algumas de repúdio. Apartando-me dos apoios e repúdios de famílias partidárias por pouco interessantes, detenho-me sobre algumas interrogações que me parecem estranhas.
Desde logo, a de saber se Centeno terá ou não tempo para assumir essa presidência e continuar a assegurar as suas funções como Ministro das Finanças de Portugal. Não sei como não haveria de ter tempo para desempenhar, em simultâneo, as funções que outros assumiram antes, para mais com a equipa de qualidade que Centeno diz ter constituído no seu Ministério.
eurogrupo
Outros questionam-se se Mário Centeno estará habilitado com a experiência necessária para o cargo a que se candidata. Parece-me uma questão que não faz sentido, uma vez que se trata de alguém academicamente habilitado e com a experiência que estes dois anos de governação e negociação com o Eurogrupo e Bruxelas lhe granjearam, sempre com sucesso.
As interrogações [Read more…]

Previsões da OCDE que não interessam

antecipam um crescimento da economia portuguesa superior à média da zona euro em 2017, 2018 e 2019. Belzebu não facilita.

Uma vida que ardeu, uma esperança que é necessário reconstruir

Oliveira do Hospital ardeu depois de Pedrógão. Morreram muitas pessoas, várias famílias ficaram destruídas e isso nunca ficará bem e nunca se resolverá. São marcas que ficam para a vida toda, são memórias que voltam, de tempos a tempos, e atormentam.

(CLICAR na imagem para ver o vídeo)

(9º episódio do programa “E se…”, um programa que faço para o COIMBRA CANAL, com a realização de Rijo Madeira)

O que ardeu foi praticamente tudo. Ardeu a floresta e espaço verde de lazer. Na verdade, o verde praticamente desapareceu.

Arderam as empresas e o emprego de muita gente. Depois das mortes, este é o drama mais significativo.
Os custos associados a estes incêndios medem-se em vidas perdidas, famílias destruídas, floresta perdida, negócios arrasados e um efeito muito significativo na esperança num futuro melhor. De tudo, apesar de certas coisas não terem solução, o mais difícil de recuperar é o ânimo necessário recomeçar tudo de novo. Esse é o maior custo, porque apesar de tudo a vida continua, e aquele aspeto que merece uma atenção muito especial.

Os incêndios deste verão mostram um país desorganizado e impreparado para estes eventos naturais. O “E se…” quis mostrar essa realidade, deixando claro que é nossa obrigação garantir que vamos construir um país que estará preparado e é solidário com quem é atingido pela calamidade. E essa é uma resolução que todos temos de tomar e realizar.
Exige-se que o Governo e as entidades regionais percebam que esse processo de reconstrução exige incentivos muito significativos, de pelo menos 85%. Eu diria que o país tem a obrigação de apoiar quem perdeu tudo e quer renascer, produzir e criar emprego.

Ouvimos os empresários que nos falavam de uma discriminação negativa de Oliveira do Hospital, referindo que o apoio prometido pelo Governo teria aqui um incentivo (70%) menor do que em Pedrógão (85%). Não percebemos a discriminação, nem a aceitámos. Aliás, consideramos que os incentivos deveriam ser até superiores a 85% nos dois locais, pois estes incêndios mostraram também uma completa falência do Estado e dos serviços de proteção civil.

Tem a palavra o Governo e a CCDRC.

Esperamos que o Senhor Presidente da República esteja atento ao que está a acontecer e atue no sentido de acelerar os apoios e garantir que se efetuam com a dimensão necessária.

 

ESCANDALOSO ROUBO AOS PORTUGUESES

Para verificarem a pouca vergonha que é esta RENDA que todos pagamos à EDP, vejo o acordo assinado em 2012 entre o Governo e a EDP Renováveis, os preços fixados e o valor, desde 2013, do preço médio da energia.

Link: http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR41305.pdf

Para resumo: em 2012 terminava o período de 15 anos em que o Estado financiou as eólicas. O Governo de então, com PM Pedro Passos Coelho e Ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, assinaram um acordo em que se mantinha nos 7 anos seguintes (2013-2020) uma tabela de preços (estilo SWAP) que protegia as Eólicas. Os Portugueses pagavam 74 Euros por cada MWh, caso o preço médio diário fosse inferior a esse valor (e foi sempre por LARGA margem), pagariam o preço médio diário se esse valor estivesse entre 74 Euros e 98 Euros, e pagariam 98 euros/MWh se o preço médio diário fosse superior a 98 Euros/MWh.
 
Como o preço médio diário (claro, contratos feitos para enganar e para ter lucros GARANTIDOS) foi sempre muito inferior a 74 euros/MWh, os Portugueses, os contribuintes, estiveram sempre a financiar a EDP Renováveis. É isso a RENDA EXCESSIVA.
 
Lembre-se disso quando pagar a conta da eletricidade. Está a pagar o negócio garantido dos outros. Está a pagar negociatas que pretenderam garantir que as eólicas tinham lucros fabulosos, com os contribuintes a financiar, para depois as empresas serem vendidas a estrangeiros. Nós, contribuintes, continuamos a pagar este escândalo.
 
Lembre-se disso quando olha para o comportamento dos partidos na AR relativamente a propostas para aplicar taxas às rendas excessivas e ESCANDALOSAS das empresas de energia.
 
Lembre-se disso quando olha para os seus consumos e pensa em poupar, desligando o aquecimento, porque não pode pagar as contas. Não pode suportar contas para se aquecer e dar conforto à sua família, mas está a pagar os lucros escandalosos dos outros e os salários MEGA-milionários de MEXIA e companhia.
 
ISTO É UMA VERGONHA E UM ROUBO AOS PORTUGUESES.

 

 

Vergonha

A Mariana Mortágua fez ontem um intervenção no parlamento de muito boa qualidade. Todos os partidos têm uma retórica sobre as rendas das elétricas. O BE fez uma proposta concreta sobre uma taxa sobre as rendas excessivas. Foi aprovada pelo Governo e depois (aparentemente) removida. Maria Mortágua mostrou a sua indignação e foi muito dura com o Primeiro-Ministro.

Como eu, a generalidade dos portugueses registaram 3 coisas:

1) Ninguém, no PS e no Governo, desmentiu a deputada Mariana Mortágua sobre o acordo que ela afirmou ter existido;

2) Ninguém se indignou sobre o efeito que um lobby fortíssimo da EDP teve sobre uma decisão que estava já acordada;

3) O PSD e o CDS também estiveram totalmente calados.

Quando alguém não percebe por que razão as empresas pagam a ex-políticos, que na generalidade nada sabem fazer, para se sentarem em conselhos de administração dessas empresas, pagos a peso de ouro, agora devem perceber. Estão lá para fazerem este trabalho que agora fizeram.

Black Friday – avulsos a propósito do dia das pechinchas

  1. Um dia destes, na baixa, cruzei-me com uma senhora que ia de mão dada com a filha, dos seus 10 anos, mais coisa menos coisa.
  • Mãe, o que significa consumismo?
  • Quando uma pessoa compra alguma coisa porque precisa mesmo, por exemplo como nós vamos agora comprar uns sapatos para ti porque os outros já não te servem, isso não é consumismo. Quando alguém já tem o suficiente de qualquer coisa e mesmo assim compra mais sem precisar, a isso é que se chama consumismo.

[Read more…]

Adeus, Auto-Europa!

Estávamos em Agosto, um mês silly por excelência, e os proletários da Auto-Europa, estúpidos como uma porta, decidiram fazer uma greve, na sequência da rejeição, por larga maioria dos trabalhadores, das propostas decorrentes do pré-acordo entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da empresa.

Imediatamente, profetas de todas as direitas, indignados com tamanho geringoncismo, anunciaram novos cataclismos, área em que se vêm especializando desde finais de 2015. Era o princípio do fim da grande exportadora portuguesa. A Auto-Europa preparava-se para fechar portas, tão certo como a chegada do diabo, e contavam-se os dias até ao trágico desfecho.  [Read more…]

Premiar a mediocridade em lugar do mérito…

É normal que um profissional entre no mercado de trabalho, adquira experiência, competências, invista na sua formação e consiga evoluir na sua carreira. Obviamente que existem aumentos na remuneração à medida que o desempenho e qualificação também permitem a obtenção de melhores resultados. Não me passa pela cabeça que um médico com 20 anos de serviço tenha a mesma remuneração que um colega que terminou o estágio há pouco tempo. Nem tão pouco que um professor após 20 anos a leccionar possa ser comparado com um colega recém formado. Mas a justificação para a diferenciação não pode ficar pelos anos de serviço, precisa ser acompanhada de resultados obtidos. [Read more…]

Artlant – como trocar 590 milhões por 28 milhões e ficar contente

O maior devedor da CGD (Artlant: 590 milhões de euros de crédito CGD e que prometia faturar 500 milhões em 2012) foi vendido por 28 milhões de euros. O negócio ruinoso e fraudulento, apresentado como um investimento totalmente privado, tem o rosto de José Sócrates e Manuel Pinho, para além de toda a administração da Caixa-Geral de Depósitos da altura: Carlos Santos Ferreira, Maldonado Gonelha e Armando Vara.

Podem encontrar a história toda aqui. Com todos os personagens, os nomeados que andam de negócio em negócio e apresentam oportunidades MILAGROSAS que depois se transformam em PESADELOS. No meio, claro, está sempre a CGD… ou seja, os contribuintes que PAGAM e não REFILAM.

Em Portugal ninguém é responsabilizado por nada e, depois de centenas de milhões em prejuízos, andam pelas ruas de cabeça levantada, bem vestidos, em grandes carros, passeando a sua criminosa arrogância.

A diferença entre Portugal e qualquer democracia desenvolvida é a qualidade da Justiça.

E se a bolha rebenta?

Mais um excelente artigo de Marco Capitão Ferreira, de leitura altamente recomendada.

Maravilhas do admirável capitalismo novo

A NOS criou uma empresa no Luxemburgo através da qual facturou 58 milhões de euros a si própria. Só em 2016, o negócio rendeu 10 milhões de euros.

Inferno fiscal

Os parasitas que (des)governam Portugal procuram anestesiar cidadãos baixando impostos directos, aumentando em simultâneo os indirectos. À partida sabem que a esmagadora maioria dos portugueses não dão conta do alastramento deste vírus, pode-se olhar para o montante retido em IRS ou total no último recibo do ano, mas poucos fazem o cálculo numa factura, até porque apenas aparece o IVA. Esta praga avança silenciosa pelos bolsos de quem aufere rendimentos ou cria riqueza. Contas feitas no final o contribuinte paga sempre mais, para o Estado o céu é o limite, enquanto a despesa pública segue desgovernada e sem travões, alimentando a tralha clientelar que faz render votos… Imposto é roubo!

Contra o Orçamento do Estado para 2018

Esta reafectação parece-me ser extremamente problemática.

— Marie-Hélène Aubert

À un moment, elle se fait tej par son keum et elle se réveille à oualpé dans un champ de blé. Du coup, elle est trop déprimée, elle a le seum de la vie, elle se suicide.

Jean Rochefort

Com certeza.

António Costa

***

© JO\303\203O RELVAS (http://bit.ly/2zmwknD)

Exactamente: “com certeza”. Foi a resposta do primeiro-ministro, quando interrogado sobre a confiança em relação à aprovação do OE2018. Infelizmente, não perguntaram a António Costa acerca da qualidade técnica do OE2018. A certeza acerca da aprovação de um diploma depende de uma avaliação do desenrolar de negociações e da celebração de acordos entre partes: neste caso, entre PS, PCP, PEV e BE. E o primeiro-ministro, obviamente, “com certeza”. Agora. Porque, há uns anos, perante um documento exactamente com as mesmas falhas técnicas, António Costa votou contra a proposta do Governo.

Todavia, a certeza quanto à qualidade técnica de um documento depende de uma leitura pormenorizada e de alguma bagagem relativamente a aspectos concretos. Por exemplo (e fica como alerta para o futuro próximo), se alguém acreditar que [Read more…]

Para lá da operação marquês

José Sócrates poderá estar apostado em transformar a operação marquês num processo político, levando para o julgamento a sua acção governativa, acreditando que a dificuldade que existe em provar casos de corrupção em Tribunal, resultará a seu favor. Sabemos dos prazos da Justiça portuguesa, da complexidade deste processo, pelo que dificilmente existirá uma decisão em primeira instância antes de 2020. Nessa altura previsivelmente António Costa continuará Primeiro-Ministro e até poderá obter uma maioria absoluta. Obviamente que existe em Portugal separação de poderes, e tal facto é por si suficiente para descredibilizar hoje a tese do julgamento político, quanto mais colocados perante um cenário em que o seu antigo número dois chefia o governo há vários anos. Mas claro está que o pior cego sempre foi o que não quer ver e crédulos por aí não faltam… [Read more…]

A catástrofe financeira portuguesa e os comunas do FMI

O drama, a tragédia, o horror, as sanções, o desemprego galopante, a fuga de capitais, o défice de dois dígitos, o diabo e o resgate estão quase a chegar. Ninguém sabe bem quando, que a ditadura soviética torna impossível de prever o que quer que seja – o próprio diabo queixava-se há dias que os fascistas da CIG não o deixam em paz – mas sabe-se que tudo isto e muito mais está para vir. É o que dizem os spin masters do passismo defunto, pelo menos quando não estão a instrumentalizar emocionalmente os portugueses com os fogos florestais ou a elogiar a grandeza de Donald Trump e dos venturas desta vida. [Read more…]

Raquel fantasyland

Desvaloriza a iniciativa privada, culpa o capitalismo pelos males da sociedade. Para a doutora Raquel, óptimo seria viverem todos à custa do Estado. Esquece contudo que essa experiência já foi tentada, gerou apenas miséria e provocou milhões de mortos. Uma tragédia se exceptuarmos os camaradas dirigentes que tinham a árdua tarefa de conduzir as massas…