Nas últimas duas semanas tenho acompanhado com alguma atenção dentro das minhas possibilidades o Australian Open. A eliminação precoce dos principais favoritos à vitória na prova pelos lugares cimeiros que ocupam no ranking mundial de Novak Djokovic e Andy Murray (apesar de estarmos no início da nova temporada e do Open Australiano ser a primeira confirmação do estado de forma dos tenistas para a presente temporada e do facto de alguns dos tenistas se darem algo mal com o caloroso e húmido clima austral) e as dúvidas existentes quanto ao estado de forma de Rafael Nadal e Roger Federer, este último regressado depois de meio ano de paragem que o impediram de prosseguir por exemplo o seu sonho olímpico no Rio, suscitam a possibilidade, pelas excelentes exibições que foi fazendo ao longo do seu percurso na prova, de termos em Grigor Dimitrov o habitual outsider ou até mesmo underdog que costuma marcar historicamente o grand slam australiano.
Esconde, esconde Nuno!
Já se aperceberam que depois de Nuno Carvalho, o repugnante sócio-gerente da Padaria Portuguesa ter dado um cravo na ferradura numa 2ª oportunidade concedida pelo Expresso, todos os vídeos do 1º acontecimento desapareceram do Youtube?
Afinal, o Trump é nosso amigo!

Propaganda do Partido Popular Europeu, o maior no PE
Um argumento tão dilecto como demagógico dos paladinos do acordo de “comércio livre” e investimento com o Canadá, o CETA, – que o Parlamento Europeu se prepara para votar no próximo dia 15 de Fevereiro, podendo desde logo entrar provisoriamente em vigor – é a descomunal afinidade de valores entre o Canadá e a Europa.
Essa intensa comunhão de valores não poderia pois deixar de ser invocada pela deputada Lara Martinho do PS, pelo deputado Mota Soares do CDS-PP e pelo deputado Carlos Costa Neves, do PSD, durante a apreciação da petição pelo debate do CETA na Assembleia da República, no passado dia 12 de Janeiro. Costa Neves, aliás, entusiasmou-se particularmente nessa parte, bradando contra os partidos que apresentaram projectos de resolução de rejeição do acordo (BE, PAN, PCP e PEV): “Com o Canadá, vejam bem! (…) Ou será exactamente por isso que essas esquerdas são contra este acordo, será exactamente por ser com o Canadá e por o Canadá ser como é?” [Read more…]
$entir o Benfica

A reacção de Carrillo ao 3º golo do Moreirense. Ai os mercenários, os mercenários…
Por mim, não escravizas mais ó palerma
O mundo moderno está cheio destes palermas liberais. O estádio actual do capitalismo selvagem, estádio em que as classes e os interesses mais fortes conseguem por via das marionetes que instalam e vão puxando no poder, permitiu a uma classe diminuta, constituída por meia dúzia de seres parasitas não-produtivos controlar por A+ B as rédeas daqueles que diariamente os enriquecem. Ora pela celebração de tratados e acordos bilaterais ou multilaterais que censuramos, como é o caso do CETA ou do TTIP (remeto-vos para os posts da nossa especialista, a Ana Moreno) ora por via da legislação europeia que na maior parte dos casos, na sua parte laboral, não é mais do que o produto requerido à la carte pelos milhares de lobbistas pagos a peso de ouro pelas grandes multinacionais para pressionar os legisladores europeus em Bruxelas, ora pela criação e modificação de legislação nacional laboral ou pela revogação de direitos adquiridos pelos trabalhadores no passado, ora pela forma que considero ser a mais pródiga de controlo social que é o ordenado mínimo nacional.
“Samir, o sudanês por Rafael Barbosa no JN
Rafael Barbosa, Editor Executivo do JN:
“Enquanto escrevo, as televisões dão em direto o debate parlamentar em que se discute se a TSU dos patrões deve ou não baixar, para compensar a subida do salário mínimo de 530 para 557 euros. Só os vejo, não os ouço. Os dedos em riste, as expressões faciais vincadas, os sorrisos irónicos ou cínicos, os aplausos entusiasmados aos chefes. O culminar de quatro semanas de troca de argumentos, de cambalhotas políticas e acrobacias retóricas. Os entendidos chamam a isto debate político. Olhando para as bancadas do Parlamento, assim, sem som, diria que é um teatro. Um teatro absurdo, se tivermos em conta que, na sua origem, está, afinal, se é ou não possível pagar mais um euro por dia a cerca de 650 mil trabalhadores. Gente pobre e explorada que vai continuar a ser pobre e explorada.
Pode alguém ajudar a envenenar este animal?

Em Aveiro. Numa cidade em que a Câmara Municipal disponibiliza sacos-luva para que os donos depositem os detritos dos seus animais. Ir à respectiva junta ou à câmara (para os requisitar ou para reclamar do facto de existirem muitos cães vadios naquela zona) dá trabalho. Voltamos ao tempo da justiça popular.
O Evangelho segundo São Mendes
Rui Vitória diz que Gonçalo Guedes representa o que é a formação do Benfica. Eu cá continuo a acreditar convictamente que a formação do Benfica é o que São Jorge Mendes quiser.
Se o ridículo render votos, Cristas será sempre a campeã eleitoral

Descansem camaradas! Não, não vos venho falar da imagem colocada em epígrafe. Não vos venho falar da tentativa frustrada que a autora da imagem fez para tentar transparecer sensualidade de um feio e infantil vestido de kiwis. Não vos venho falar da imagem que a meu ver deverá ter sido o motivo que levou a Juventude Popular a promover a educação para a abstinência sexual nas escolas como aqui ironizou (e bem) o meu camarada João Mendes nem vos venho falar da falta de beleza da senhora, caso para considerar como um terrível act of god para a humanidade. Venho portanto falar-vos de Assunção Cristas, uma líder partidária bifurcada que nos dias que correm se tem assemelhado a um daqueles tentáculos das máquinas de brindes, ora focada em tirar com um crédito coelhos da cartola da gestão de Costa na CML, ora focada em tirar com a outra nabos da púcara do mesmo sujeito na AR nas questões da descida da TSU e da dívida pública.
Sai Ecclestone, entra Ross Brown
O excêntrico magnata que revolucionou, internacionalizou e tornou mais segura a prova sai de cena com um ganho total de 4,8 mil milhões de dólares, depois de ter sido confirmada hoje a total aquisição dos direitos comerciais da prova pelo grupo Liberty Media. Ross Brown, o engenheiro dos títulos de Michael Schumacher é o senhor que se segue na liderança do circo.
É mesmo para acabar.
“Com a retirada de Obama e a entrada em cena do Luís XIV da Quinta Avenida, o mundo entra noutra fase. Podemos chamar-lhe incerteza mas incerteza é o que menos existe” – Clara Ferreira Alves, Expresso, 21 de Janeiro de 2017.
Quando acabei de ler o artigo desta semana de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso fiquei a pensar que nunca como nos últimos tempos concordei tanto com aquilo que ela escreve. Sempre gostei de ler os seus artigos e ainda mais quando discordo das suas opiniões. Mas este seu texto, com o título “É para Acabar”, é do melhor que tenho lido nos últimos anos. Está ali tudo, devidamente retratado e colocado no seu real contexto:


A maior prova, se tal seria necessário, foram os resultados das eleições nos Estados Unidos. A imprensa a fazer campanha contra Trump e o resultado foi ao contrário. O mesmo se diga no que toca ao Brexit. Retomando o texto de Clara Ferreira Alves:

Estou plenamente convencido que assim será. Um a um, eleição a eleição os “Trump” mais ou menos letrados por esse mundo fora, a começar pelas próximas eleições em França, vão vencer com o voto popular. Porque o povo está farto. Completamente farto e prefere o “quanto pior, melhor”. As elites merecem que assim seja, para desgraça de todos. Voltando ao artigo de Clara Ferreira Alves:

Subscrevo tudo isto que a Clara Ferreira Alves escreveu. Para mal dos nossos pecados, estou convencido que assim será. É mesmo para acabar…
Os “ensináveis” – convites para a precariedade no trabalho

Ontem à noite quando fui abrir a minha caixa do correio, apareceu-me esta enorme pérola. As questões de linguística deixo-as obviamente para quem de direito, ou seja, para o meu estimado colega de bancada Francisco Miguel Valada. Decerto que o douto autor deste convite, de tão mestre que é na arte de ensinar a venda da banha da cobra, não se deverá importar de representar no papel de ensinado.
Ao ler este convite fiquei embasbacado. Fruto das mais recentes experiências que tive à procura de emprego, confesso-me cada vez mais assustado em relação ao mercado de trabalho.
A Rádio (Im)popular

A RTP merece um enorme aplauso graças a um programa televisivo que, ao longo dos tempos, se destaca pela qualidade do seu jornalismo de informação, o “Sexta às 9”. Não escondo o espanto sempre que o vejo pois não estou habituado a jornalismo de investigação semanal no nosso país e ainda menos com esta qualidade – nem sequer escondem o nome das “crianças”. Coisa ainda mais rara.
Desta vez, a reportagem foi sobre a Rádio Popular e a venda de telemóveis iPhone como novos quando na realidade são usados, mais precisamente, recondicionados. A reportagem pode ser vista neste link.
Washington a ferro e fogo
Os protestos anti-trump aqui, em directo. O Huffington Post fala de 25 mil pessoas envolvidas no protesto. A CNN avança que 100 manifestantes já foram detidos. Manifestações com milhares de pessoas em Nova Iorque, Chicago e São Francisco.
O triunfo dos porcos
All the way from Washington
Her bread-winner begs off the bathroom floor
We live for just these twenty years
Do we have to die for the fifty more?
1 ano e 10 dias sem Bowie. Dia 1 do triunfo dos porcos. Dia 1 de um novo mundo. Esperemos que não. Esperemos que a besta seja controlada, seja de que maneira for. Não é que os conselheiros de estado, as múltiplas agências, os múltiplos lobbies que planam pelo Congresso e pelo Senado sejam gente melhor do que o pai do Barron porque não o são, mas pelo menos, mal ou bem, destes temos sempre uma previsibilidade (mais para o mal do que para o bem) que não nos surpreende.
God Bless Us
Celebridades como Robert De Niro ou Michael Moore discursam agora num protesto anti-trump ao pé da Trump Tower em Nova Iorque. Aqui, em directo, na página de facebook da CNN.
O principal nomeado para o Prémio Quanta Falta de Vergonha na Cara 2017
“Porque aquilo que nós estamos a fazer com esta acção (votar contra a descida da TSU na Assembleia da República) é salvar a concertação social e não parece”– Luís Montenegro na Grande Entrevista, RTP, em 18-01-2017
Basta! O Sporting precisa de uma reflexão urgente

Como já escrevi em determinadas ocasiões neste espaço, sou um Sportinguista puro, doente, a roçar o fanático há 29 anos. A minha relação com o Sporting é una: nunca abandonei o apoio a este clube nos maus momentos, fazendo sempre das tripas coração para o ver quando financeiramente o posso e não o posso fazer, estando a equipa de futebol, de hóquei, de andebol, de futsal, de ginástica ritmica a ganhar ou a perder, a golear ou a ser goleada, com ou sem títulos nas últimas temporadas. Quando o mês está a correr mal e estica mais do que aquilo que era devido. Quando a tristeza assola mais a alma do que a alegria. Quando o Godinho, o Soares Franco, o Bettencourt e toda aquela tralha de Cascais que acha que somos raia miúda e que jamais deverá governar os destinos do clube, nós os Sportinguistas que nos fundimos com o clube, que o tomamos como uma parte muito importante das nossas vidas, com o mesmo quase acabaram. Quando, com este grande amor que nos possui durante 365 dias por ano, 24 horas por dia, que levamos ao peito ao frio, à chuva, que transportamos como capa quando os rivais nos escarnecem dos nossos sucessivos fracassos, que nos enche de orgulho e de lágrimas, ao ponto de não querermos ir à escola, de não conseguirmos desfrutar de uma refeição como deveria ser desfrutada quando perde aquele jogo importante.
Desastre contínuo e sem fim
Nem Bruno, nem Juveleo, nem Jesus, nem Raúl José, nem Bas Dost, nem Coátes numa marrada uruguaia bem assente na sequência de um pontapé de canto. Há que dizê-lo abertamente e sem rodeios, chamando os bois pelos nomes quando a figura é fraca: este Sporting não joga um caralho e anda completamente à deriva. Sem entrega, sem alma, sem discernimento e possivelmente, a continuar assim, sem futuro.
Primeiro aviso a Trump

A Alemanha é a primeira a “mostrar os dentes” a Trump e a explicar-lhe como funciona, hoje, a economia global. Ainda bem que é a Alemanha. Pior será no caso da China. É que esta não se limita a “ranger“…
O mundo está a ficar perigoso. Muito perigoso.









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