Correcta

dbcs

Cerimónia de condecoração do Dr. José Manuel Durão Barroso © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa (http://bit.ly/DBCSAO90)

Efectivamente, foi correcta. Não, não foi *correta. Foi correcta. Com cê. Exactamente: correcta. Contudo, conhecendo os hábitos da casa, daqui a alguns meses, a citação sairá deturpada, ou seja, sairá *correta. Sim, claro, no Expresso

correctaActualização (4/11/2014): Entretanto, alguém decidiu aplicar o Acordo Ortográfico de 1990 ao excelente ‘correcta’. No título, claro. No texto, felizmente, o ‘correcta’ mantém-se. Os meus agradecimentos a Paula Blank, pela indicação deste habitual exercício de cosmética.  

correta

Será que percebemos aquilo que está em jogo?

desigualdade

Um relatório da OXFAM tornado público na semana passada revela, entre outros indicadores esclarecedores sobre a situação de assalto global a que continuamos a assistir, que um imposto de 1,5% sobre as fortunas dos 1654 bilionários que existem no planeta em 2014 – há 5 anos eram “apenas” 793, menos de metade, mas as crises financeira têm destas coisas – resultaria numa colecta de 74 mil milhões de dólares o que, nas contas da organização, seria “dinheiro suficiente para preencher as necessidades de financiamento para pôr cada criança na escola e para introduzir serviços de saúde nos países mais pobres do mundo“.

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Funcionários judiciais portugueses expulsos de Timor

por alegada «incapacidade técnica» e por prejudicarem a «defesa dos interesses timorenses» receberam hoje ordem de marcha rápida e têm 48 horas para deixar o território. Lido aqui.

PODE(MOS) sim senhor!

É certo que é só uma sondagem, mas se o bloco central espanhol pode tremer com a ascensão de um novo partido, porque raio não haverá a nossa central nacional de corrupção e criminalidade de colarinho branco de tremer também?

Ver e rever: Monty Python – Sviatoslav Richter and Rita

E a própria interpretação “séria” é mesmo martelada ao piano.

 

Liberdade, capitalismo…

Dificilmente uma empresa estatal é inovadora. A busca de novas soluções, ganhos de eficiência e produtividade tendem a ser frequentes numa empresa privada. Porquê? Porque o seu principal objectivo é lucro. Novas soluções significam na maior parte das vezes novos produtos ou serviços, que levam à conquista de mercado, aumento de vendas, que se traduz no crescimento da empresa e retorno do investimento para o accionista. Não é linear que o número de empregos seja proporcional ao aumento de valor, mas a qualidade e remuneração do trabalho costuma andar de mãos dadas com estes princípios. Também não é por acaso que nos rankings anuais das melhores empresas para trabalhar surjam nos lugares cimeiros empresas que se enquadram no perfil que acima descrevi, detentoras de marcas que praticamente todos conhecemos e consumimos diariamente, muitas vezes sem sequer nos apercebermos. Também não costumamos ver estas empresas nos noticiários, excepto talvez nas páginas económicas quando realizam alguma operação em Bolsa ou anunciam lucros. São empresas que não costumam empregar políticos ou mendigar favores. E não passa pela cabeça de quem quer que seja defender a nacionalização de qualquer destas empresas, pois tal significaria o colapso imediato, com prejuízo para os Estados em matéria de impostos e aumento brutal do desemprego. [Read more…]

Fotógrafos de renome explicam o que é de facto a fotografia moderna

O premiado cineasta e fotógrafo Tyrone Lebon criou este interessante documentário, mostrando o estado da arte da fotografia moderna. O filme apresenta alguns dos melhores fotógrafos contemporâneos do mundo falando sobre seu processo criativo, inspiração e, finalmente, o que é sobre fotografia moderna. [daqui]

Felizes para sempre

felizes sempre
Uma coisa é garantida na maior parte dos contos de fadas (com ou sem bruxas, ogres, gigantes, duendes e outra fauna diversa) desde que os seus protagonistas sejam príncipes ou princesas: no fim, casam-se e são muito felizes.

Claro que quando as personagens são plebeus arriscam-se a ser, como aconteceu com a Capuchinho Vermelho e a Avó, comidas por um lobo ou outro predador adequado o que, no caso, tem sentido moral, já que a fedelha era desobediente e atiradiça e a avó manifestava uma lamentável negligência com a qualidade da fechadura da porta. Porém, quando se trata de ser ou ascender ao estatuto de príncipe, a coisa fia mais fino. [Read more…]

Quando eu morrer

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Hoje, já dia 2 de Novembro, mas ainda dia 1, celebrou-se mais um Dia de Todos os Santos. Dia de ida ao cemitério. Dia que se justificava ser feriado, já que as famílias aproveitam para se encontrar. Velar os mortos é apenas um pretexto e em muitos casos reúnem-se dezenas de pessoas em torno de um jazigo. É uma forma de recordar quem partiu e de estar com quem ainda por cá anda. Morte e vida são celebradas de mãos dadas. Mas claro que a nossa Igreja, ao ser confrontada com a necessidade de reduzir feriados religiosos, escolheu eliminar este. Um dos poucos feriados que realmente juntavam as famílias. Tem muito de pagão, é verdade, mas foi a própria ICAR que tentou abafar uma celebração bem mais ancestral…

Hoje celebra-se a vida através da recordação dos mortos e dos seus feitos. A mim continua-me a fazer espécie aproximar-me de um buraco no chão coberto por lápides de mármore, sabendo que o corpo inerte do meu pai está algures ali por baixo desfazendo-se lentamente. Raramente visito o cemitério. Não suporto a ideia de o saber ali. Detesto ver a fotografia dele numa placa de mármore. Abomino sabê-lo ali. Sempre acreditei e defendi que a melhor homenagem que podemos fazer aos nossos mortos é tê-los tratado bem em vida. Que adianta ir regularmente ao cemitério, limpar campas, comprar flores, acender círios, se não os tivermos tratado bem em vida? Não foi exactamente o meu caso. Sempre «choquei» com o meu pai. Feitios demasiado semelhantes. Demasiadas diferenças de opinião. No entanto, já doente, visitei-o sempre que podia. Por vezes sabia que iria ser mal recebida, que iria ser maltratada, mas aparecia. O fim de vida dele não foi digno. Um homem enérgico preso a uma cama, a usar fraldas, dependente de terceiros para a higiene e alimentação, frequentemente com alucinações… Não foi bonito.

Sei que não estive presente tanto quanto devia. Sei que não dou o apoio que devia à minha mãe. Sei que não a vejo tanto como gostaria e isso vai radicalmente contra a minha teoria de tratar bem em vida porque o que importa e o que conta é a sua presença vivos. É isso que nos permitirá recordá-los depois de os perdermos. [Read more…]

Felizmente tenho escolha

E desde 2005 que opto por não voar na TAP… Nada contra o direito à greve. Tão legítimo como escolher a companhia aérea que me transporta ao destino que escolhi na data e hora que agendei e pelo qual previamente paguei…

Os lucros e a criação de empregos

Lloyds aumenta lucros e anuncia nove mil despedimentos

Sempre que se alude à importância de aumentar os impostos sobre os mais ricos ou sobre os lucros das empresas, aparece sempre alguém a condenar essa intenção, defendendo que esse lucro dará origem a mais empregos.

A verdade é que ganhar mais dinheiro ou muito mais dinheiro não significa que se vá a correr diminuir a taxa de desemprego. Se assim fosse, por cada vencedor de um jackpot dos euromilhões apareceriam vários empregos.

Nada disto é simples e muito disto é fado, mas dá, no mínimo, que pensar a história do banco que, hoje, aumenta os lucros e amanhã despedirá nove mil pessoas, o que poderá afectar, pelo menos, outras tantas.

Talvez um banco não tenha de pensar nisso, mas a sociedade, essa forma humana de se ser solidário, não pode fingir que o desemprego não traz vários problemas e acabamos sempre por voltar ao papel do Estado e à importância dos impostos.

Horta Osório é o presidente do Lloyds Bank. Fez parte do Compromisso Portugal, onde estão cristalizadas muitas das ideias que este governo continua a impor. Recentemente, explicou que os salários dos portugueses podem subir se a produtividade dos trabalhadores aumentar. Pelos vistos, as reduções salariais dos últimos anos resultaram da diminuição de produtividade dos trabalhadores.

Trânsito e economia

Toda a gente ri (amargamente) das declarações de Pires de Lima, segundo as quais Portugal estaria “à frente de grandes economias mundiais”. Ora, de uma certa perspectiva – em linguagem da prevenção rodoviária, por exemplo – o ministro pode ter alguma razão. Ainda há pouco dei comigo à frente de carros que circulavam na minha rua a imprudente velocidade.e, apesar de estar sobre a passadeira de peões, vi jeitos de a coisa acabar mal.

“Estamos à frente de grandes economias mundiais”? Caramba! O melhor é fugir rapidamente, não vá dar-se o fatal atropelamento.

Dia de todos os santos

dia de todos os santos

A memória é traiçoeira. De que mais se lembram?

Adenda:
Guterres: O pântano
Passos Coelho: O regresso de emigração

Halloween

Confesso que não gosto do Halloween nem do que o acompanha. Mas vi. Os monstros estavam lá. Amontoavam-se em filas, olhos raiados, expressões sinistras, gestos lúbricos, goelas ávidas. Havia mortos-vivos, vampiros, múmias e seus servos menores – os monstros têm sempre servos menores. Todos ululantes, dirigindo os seus impropérios às pessoas que, em frente deles na ampla sala, apesar de inquietas, respondiam conforme as forças que tinham. Mas os monstros eram mais e avançavam. E venceram. Assim, apesar da resistência das pessoas, o Orçamento Geral do Estado foi aprovado.

Da série Crato é a escolha certa (6)

“Bloqueio” informático colocou professores em vagas que não existiam

Eles “andem” aí…

caças

Os russos andaram aí. Voaram por cima de Portugal e, tal como Evo Morales, não chegaram a parar. O destaque no site da TVI24 é genial: “Ordem de interceção veio da NATO e foi até Cavaco. Pilotos portugueses expulsaram os russos do espaço aéreo de responsabilidade nacional por gestos.” Vejam bem o nível hollywoodesco da cena: Europa em pânico com a passagem ameaçadora de 2 aviões russos (pelos vistos eram 8 mas 6 assustaram-se com os aviões noruegueses e voltaram para trás), os gajos aproximam-se de Portugal, o comando da NATO eleva o grau de alerta e avisa a hierarquia de comando nacional até que a informação, classified, chega a Cavaco – queria dizer alguma coisa sobre este momento, mas a ideia do comunicado do comando supremo da NATO e chegar ao Cavaco é hilariante e inenarrável – os nossos caças levantam voo e expulsam os russos do nosso espaço aéreo. Com gestos. Mission accomplished. “Nem na Guerra Fria aconteceu“. Pois não. Nem em Hollywood quanto mais na Guerra Fria…

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Ano de viragem, para torrar mais um bocado.

viragem

 

Parece que 2015 será ano da viragem. Como já o foram, 2012, 2013 e 2014.  De cada vez que isto vira, é mais uma torradela nas nossas economias, mais impostos e mais cortes. A coisa já está preta e, se é para virar de novo, vai acabar em carvão. Não é por nada, mas todos passamos bem sem mais um ano a virar frangos.

Ver e rever: O estranho mundo de Jack

Para hoje, a noite das abóboras.

Civilizados? Quem? Os suecos???

Nada disso, é gente maluca

Here we go

again

Pedro Pepe-Rápido Coelho

Não é novidade PPC dizer uma coisa e o seu contrário. Desta vez demorou 2 horas até se desdizer.

Um par mortífero

Já aqui contei que a minha cadela Rita adoptou um gato vadio, o Chico. Nos outros lugares, menos virtuais, onde também o contei, a reacção foi sempre de ternura embevecida. Punham-se as cabecinhas de lado quando ouviam a história, aquele sinal inegável de que os ouvintes responderiam com adjectivos como fofo, lindo, queriducho, e outros termos detestáveis. A história começou a correr e eu fiquei conhecida em certos meios como “a dona da cadela que vive com um gato”. Houve até um vizinho que veio ter comigo na rua para perguntar-me se era eu que escrevia no Aventar porque tinha lido o post e reconhecido a cadela e o gato que ele via do seu quintal. A Rita e o Chico devolviam a uma pequena amostra de seres humanos a fé quase perdida na possibilidade de um mundo de paz e harmonia.

Embalada com o sucesso da história, não me coibi de ir partilhando detalhes mais actualizados. E aí, para meu espanto, o entusiasmo esmoreceu de forma súbita. É que a cadela começou a ensinar o gato a caçar. Ele tinha o talento inato mas faltava-lhe a aprendizagem dos procedimentos. Começaram pelas ratazanas. Ao que o Chico tinha de rapidez e agilidade, a Rita respondeu com astúcia e experiência. Percebi logo que estavam ali dois assassinos em série. Orgulhoso, o Chico foi deixando um rasto de roedores chacinados por todo o lado, a sua forma de retribuir o carinho a quem lhe dá de comer. A Rita também ficou orgulhosa dele, mas disfarçou mostrando uma entediada indiferença quando ele empurrava as ratazanas mortas para junto da cama dela, uma das mais tocantes manifestações de afecto a que se pode assistir neste mundo. [Read more…]

Quanto vale uma cabeça?

fuga-informacao

Mandaram os serviços da ministra da justiça que se soubesse que havia suspeita de sabotagem no arranque do novo CITIUS, que a PGR está a investigar e que há dois bodes expiatórios, perdão, visados no relatório sobre o caos no Instituto de Gestão Financeira e dos Equipamentos da Justiça (IGFEJ), relatório esse feito pelo próprio IGFEJ, embora não tendo vindo a público quem o assinou, nem quem investigou. Pormaiores para que se possa aferir a isenção do dedo acusador.

Sem conhecer os meandros deste caso, afirmo, com grande confiança, face ao que é padrão na industria de software, que estamos perante uma encenação para salvar a cabeça da ministra e, consequentemente, lavar a cara do governo. Passo a explicar. [Read more…]

Da manteiga e da planta

Escreveu Rodrigo Viana de Freitas, “É para mim mais do que certo: quando este vento passar, será todo este talento que nos fará navegar“, na P3 do Público sobre a geração 20-30. Um texto que recomendo e com o qual concordo.

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Censurado

nos bolsos deles
Do ensaio visual A luta voltou ao muro, de Ricardo Campos, censurado da revista Análise Social.

O anedótico e incompetente jihadista Machete

Machete

(hum… acho que fiz merda. Again…)

É possível que não exista outra forma de abordar o complexo Rui Machete que não seja através do humor. Após mais um episódio verdadeiramente patético protagonizado pela estrela do clássico “Perdoa-nos Angola, O Ministério Público não sabe o que faz”, o Inimigo Público atribuiu-lhe o título de Jihadista Honorário e rebaptizou-o de Al BPN (para quem Alá tem 70 reformas milionárias reservadas no Paraíso), um nome que lhe assenta que nem uma luva, apesar do gabinete de Passos Coelho não ter entendido que assentasse tão bem no seu CV. Detalhes.

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Anticyclone

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© Sandra Rocha

Durante cinco anos, entre 2009 e 2013, Sandra Rocha regressou à ilha Terceira, onde nasceu e viveu até aos vinte anos, para visitar e fotografar a sua família. [Read more…]

Vem aí a super-esquadra-mega-agrupamento-escolar

Imagem5Segundo os computadores da OCDE, Portugal ainda tem polícias e professores a mais. Nestas áreas, de acordo com o Jornal de Negócios, é necessário “um ajustamento mais substancial”. Alguns, mais ingénuos, poderão pensar que “ajustamento” é um eufemismo de “despedimento”, mas estão enganados: para haver eufemismo, os trabalhadores teriam de ser considerados pessoas, o que, felizmente, já não acontece.

Nuno Crato, o ministro mais rápido do Faroeste, já pensava que o único professor bom era um professor despedido. A OCDE, qual sétimo de cavalaria, faz soar o cornetim e vem em socorro dos ministros acossados no forte.

É fundamental, então, que polícias e professores se preparem para os tempos que aí vêm, porque é fácil adivinhar o futuro, tendo em conta o governo reformista que temos.

Não, não será suficiente despedir alguns professores e outros tantos polícias. O governo irá, com certeza, mais longe do que isso.

A solução estará na fusão de super-esquadras com mega-agrupamentos e as vantagens são evidentes.

Antes de mais, está para nascer uma nova profissão que poderá passar a chamar-se profelícia ou polissor. Alguns especialistas já se pronunciaram contra o primeiro termo, uma vez que se aproximará demasiado de delícia e convém evitar a lubricidade latente. De qualquer modo, a designação deste cruzamento entre professor e polícia está em consulta pública, pelo que a caixa de comentários está à vossa disposição, como serviço público que gostamos de ser. [Read more…]

Devia ser proibido falar assim dos políticos

A problemática da condecoração socrática

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Alguns jornais portugueses, como o I ou o Diário de Notícias, dão hoje conta desse imperativo do campo da ética e da moral, de singular importância para o país e para os portugueses, que diz respeito às condecorações de antigos primeiros-ministros, neste caso Pedro Santana Lopes e José Sócrates.

Trata-se de uma questão que, a par do problema das contas públicas ou da situação do BES, constitui um motivo de especial preocupação para todos. Países civilizados não deixam primeiros-ministros por condecorar e é sabido que este tipo de condecorações tem impacto directo nos juros da dívida e nas notas atribuídas pelas santíssimas agências de notação financeira norte-americanas. Adiar um problema destes é adiar o futuro do país pelo que este é um debate urgente e central para Portugal.

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