Feliz Dia Mundial da Fotografia.
D. João e a conquista de Ceuta
A conquista de Ceuta com0 primeiro momento do processo expansionista português. Causas er consequências da conquista e o papel do rei D. João I. Tem o inconveniente de ser em espanhol, mas vale a pena.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo
O Chaves

Dos arredores de Salus (Linha do Corgo), o “Chaves” habita o Vale d’Este há 16 anos e vibra com o karaoke.
A batalha de Tânger
Postal antigo do porto de Tânger
Desde que fora conquistada em 1415, Ceuta era um “sumidouro de dinheiro”. Com o bloqueio terrestre imposto pelos marroquinos e abandonada pela sua população, “Ceuta tornou-se pouco mais do que uma grande e vazia cidade-fortaleza varrida pelo vento, com uma dispendiosa guarnição portuguesa que tinha que ser abastecida continuamente através do mar”. (LOPES, 1989, obra citada)
Ao crescente número de vozes que defendiam o seu abandono por Portugal, o Infante D. Henrique, principal defensor da política expansionista portuguesa, contrapunha a ideia da conquista de outras praças no Norte de Marrocos, nomeadamente de Tânger, para criar um enclave de maiores dimensões e prosseguir a expansão além-mar.
A possibilidade de Castela tomar Tânger precipitou os acontecimentos. Mas contrariamente ao que se passara com Ceuta, o ataque a Tânger foi deficientemente planeado e foi descorado o necessário secretismo a uma operação dessa envergadura. Para além disso, não existia uma motivação geral pela expedição, a qual implicava a impopular cobrança de mais impostos no Reino para o seu financiamento e o recrutamento forçado de soldados. O próprio transporte do exército foi resolvido com recurso ao frete de embarcações de carga a Castela e Aragão, não dispondo o país de uma armada preparada para apoiar eficientemente as tropas na batalha. No final, armada que saiu de Portugal era constituída por apenas 8.000 homens, número muito reduzido, tendo em conta que se estimava inicialmente que seriam precisos cerca de 14.000 para a expedição.
A descrição que se segue narra os acontecimentos ocorridos desde a saída das forças portuguesas da praça de Ceuta no dia 27 de Agosto de 1437 até ao seu resgate na praia de Tânger no dia 19 de Outubro do mesmo ano. [Read more…]
Portugal veste Relâmpago
O Expresso de hoje traz na 1ª página uma notícia que associa uma empresa portuguesa aos atletas jamaicanos que venceram a medalha de ouro em Londres. Na foto, Bolt e os seus dois compatriotas estão vestidos pela P&R Têxteis (Barcelos), fundada há trinta anos. “E em Londres há muitos registos vitoriosos para o álbum de recordações da P&R, como os três lugares na final dos 200 metros homens, o ouro e a prata na final dos 100m, as vitórias nos 5 mil e 10 mil m masculinos ou nas maratonas masculina e feminina.”
As camisolas confeccionadas por esta empresa usa sistemas de colagens ultrassónicas em vez das tradicionais costuras.
“95% é o peso das exportações nas vendas da P&R”.
Um caso de sucesso e que investe anualmente 5% do seu volume de negócios em inovação e marketing.
Nuno Pinto, o fundador, não é figura conhecida, não escreve artigos nos jornais (convidam-no?), não ocupa tempo de antena nas rádios e televisões. Mas devia. São estes homens que ainda seguram «as pontas».
Parabéns por ter inovado, por ter mudado de estratégia ao longo dos anos (moda) e se ter especializado em desporto de alta competição.
É importante conhecer estes casos que pontuam positivamente este mar de crise que nos envolve.
Tourada em Viana do Castelo, porquê?

Depois de uma década e meia de profunda requalificação urbana e ambiental, com preservação e valorização dos recursos naturais, Viana do Castelo desenvolveu um modelo de cidade com estilos de vida saudável em perfeito equilíbrio com o privilegiado ecossistema envolvente.
O respeito pelos direitos dos animais e a decisão de declarar “Viana do Castelo Cidade anti-touradas” foram consequências naturais da evolução civilizacional da comunidade vianense, com aprovação da esmagadora maioria dos cidadãos e escassíssimas manifestações de oposição, como aliás o demonstraram os proprietários da Praça de Touros (que a venderam sabendo que acabariam as touradas) e, até, do centenário clube taurino da cidade que há muitos anos se dedica tranquilamente à prática de bilhar e xadrez.
Em Viana do Castelo não há touros, nem toureiros, nem forcados e as touradas nada tinham a ver com a Romaria d’Agonia, dedicada às belezas vianenses – o traje, o ouro, as danças e os cantares, o cortejo, as procissões e o fogo de artifício que atraem muitas centenas de milhares de forasteiros anualmente. [Read more…]
alternativas para quem não pratica yoga
“There’s an old Italian saying: you fuck up once, you lose two teeth.” – Tony Soprano
Num certo episódio de Os Sopranos, o patriarca Tony indigna-se com a presença de um tipo num restaurante que se atreve a estar sentado à mesa com um boné na cabeça. Vai ter com ele e diz-lhe para tirar o boné. Gera-se a tensão habitual nestas cenas: o homem do boné está acompanhado por uma mulher e por isso hesita entre o seu orgulho masculino e a integridade do seu esqueleto, mas, após sopesar ambos, acaba mesmo por tirar o boné. Para compensar a sua colaboração, Tony manda o empregado servir uma excelente garrafa de vinho àquela mesa.
Como muitos indefectíveis defensores da não-violência, adoro histórias da máfia. [Read more…]
Dia Mundial da Fotografia
Resposta a “Esquerda – destinada a perder?”
Por LuisF
Comentário ao post Esquerda – destinada a perder?.
O século XX assistiu ao apogeu e declínio da esquerda. Esta, conquistou poder e falhou na sua execução, perdendo aí parte do referencial de humanismo progressista que lhe estava (e está) na base. Com a queda do modelo económico e de organização social caiu também a pujança ideológica mais radical, vermelha e comunista. As variantes social democratas não passam de subterfúgios menos ambiciosos duma sociedade baseada no “homem bom” capaz de se organizar em prol da comunidade. Esse “homem bom” revelou-se como é: individualista, interessado no melhor para si, e para os seus. A esquerda não o previu, não o incluiu nem criou formas de o “auditar”…
Apesar desta “dura” realidade para as almas generosas (e talvez a mais bela matriz da esquerda esteja precisamente no sentido humanista de protecção dos fracos e tolerância à diferença), a verdade é que o mundo precisa da “esquerda” como nunca.
Não obstante, a esquerda está ainda na ressaca dos seus próprios “falhanços” históricos e continua a ignorar as alterações profundas que o mundo experimentou nos últimos trinta anos.
Em Portugal, a esquerda “parlamentarizou-se”, sentou-se do conforto dos telejornais, na maciez amorfa do sistema e desistiu das lutas verdadeiras, optando em muitos casos pelas causas perdidas ou até levianas.
Catarina Martins e João Semedo à frente do Bloco
Pelo menos é o que se diz na comunicação social.
No texto do Francisco Louça podemos ler
“Para pensar esse novo modelo de direção fiz uma única sugestão: que a nova representação do Bloco seja assegurada por um homem e uma mulher. Sei que aparecerá o argumento de que isto não é tradicional e que este modelo, que entre nós foi proposto pelo Miguel Portas, é demasiado inovador. Penso o contrário: a renovação de estilos de liderança com a representação de homens e mulheres – já estamos no século XXI -, é o caminho normal da esquerda. Temos quem assegure esta capacidade de liderança. Como noutros partidos europeus, este modelo acentua o trabalho coletivo na direção e no movimento e é assim que nos fazemos mais fortes.”
No Expresso e no Público não há dúvidas: Catarina Martins e João Semedo são os eleitos, pelo menos no que ao Louça diz respeito porque me parece que haverá um Congresso para os eleger, certo?
Mas como primeira ideia subscrever por inteiro a proposta, sendo que me agradaria mais a Ana Drago e o João, mas mais importante do que discutir as pessoas importa perceber o que é que o BE quer fazer com a força que tem: ser apenas parte da análise ou também parte da solução? Quer ser só oposição ou também quer ser governo?
Os Lusíadas
Documentário sobre a obra de Camões, ideal para iniciar o estudo desta matéria ou para acompanhá-la ao longo das diferentes aulas. Para qem preferir, também é possível acompanhar a leitura da obra.
A carta de Louça aos Bloquistas
Francisco Louça publicou, no Facebook, uma carta onde deixa clara a intenção de se afastar da liderança do Bloco:
Carta aos ativistas e ao povo do Bloco
Decidi que na próxima Convenção, no termo do meu mandato como porta-voz do Bloco, não me recandidatarei a essa função. Devo esta explicação em primeiro lugar aos ativistas e ao povo do Bloco, e é por isso que te escrevo para que a leias antes de qualquer outra pessoa.
Cumpri estas funções durante dois mandatos e dei a cara pelo Bloco desde a sua fundação. Julgo que é tempo de uma renovação da representação pública do nosso movimento. Determina-me a minha conceção pessoal do princípio republicano: na vida política, é preciso saber que o exercício de uma responsabilidade mais intensa tem sempre um tempo e que, numa luta coletiva, dar lugar aos outros é das decisões mais dignas a que somos chamados. A renovação da direção faz o Bloco mais forte.
Durante treze anos, dei tudo o que podia e sabia ao nosso movimento. [Read more…]
A Praia
No verão, páram em Moledo todos os comboios da Linha do Minho. Mas há quem prefira a Linha de Cascais.
Portugal Low Cost
Está tudo em saldo! Elas são as lojas low cost, as padarias low cost (abertas das 6: 30 h às 22h, padinhas a 0,08 € e café a 0,40€), viagens low cost, as livrarias low cost (vi bem: livros a 0,75 €). Ganham com a crise. Ganham à custa da pobreza dos portugueses.
É o país em saldo, ao desbarato. É triste.
Tretas politicóides: a História como morte da crise
Descubro, por acaso, uma pergunta de António Sérgio, escrita em 1915: “Quando nos convenceremos de que se cria, avigora, triunfaliza um povo, não por uma colectiva recordação do passado, mas por uma aspiração comum para o futuro?”
Nesse vácuo palavroso que é o discurso político, é frequente ouvir a mediocridade governante usar o passado glorioso do povo português como garantia de que saberemos, porque sempre soubemos, ultrapassar mais este obstáculo, mais aquela crise, como dignos descendentes que somos de todos os que dobraram bojadores ou descobriram outros mundos. [Read more…]
153 mil pessoas ganham até 310 euros/mês
“O número de portugueses com salário abaixo de 310 euros aumentou 9,4% face a 2011”.
O Diário de Notícias lembra que o limiar da pobreza, calculada pelo INE para 2010, foi colocado nos 421 euros por mês.
São 153 mil pessoas que trabalham, mas são pobres. Ganham bastante abaixo daquele valor limite. Mas há muitos mais trabalhadores nesta situação…
Mais de metade dos trabalhadores jovens portugueses têm contrato a prazo
É evidente que o motivo da pouca eficiência do trabalho são as leis demasiado protectoras do trabalhador. </sarcasmo>
Acto de Fuga
Acabei de ler uma passagem de Últimas Notícias do Sul de Luis Sepúlveda que mostra como os escritores são óptimos agentes turísticos!! Garentem-nos viagens a baixo preço, de grande qualidade e a lugares paradisíacos, mas sem sair de casa!Quando lemos ou escrevemos realizamos um ato de fuga, a mais pura e legítima das evasões. Dela saímos mais fortes, renovados e talvez melhores. No fundo, apesar de tantas teorias literárias, os escritores são como aqueles personagens do cinema mudo que escondiam uma lima num bolo e, assim, o preso conseguia cortar as grades da cela. Proporcionamos fugas temporais.
Cuidado com o dono do cão
«Cuidado com o cão»; «cuidado cão bravo»; «cuidado cão feroz Pit Bull»; «Beware of the dog enter at your own risk».
Vemos estas inscrições nos portões das casas. Algumas nem cão têm, mas dar a entender que ali há um, pode assustar eventuais larápios e afins… Um cão mete respeito.
Só num mês soube-se de três casos, dois deles fatais (a senhora de 71 anos do Faial e a menina de 20 meses no Porto).
Há que prevenir o próximo ataque!
Há que responsabilizar os donos destes cães perigosos e «potencilamente perigosos»!
Do que é que se está à espera?
Alavancagem
i) Se tiver 10 000€

ii) Pode dar esses 10 000€ como entrada para uma casa que valha 100 000€

iii) Se o valor da casa subir para 110 000€, então o seu lucro será 10 000€, ou seja 100%.
Chocos com tinta são chocos com tinta
Depois de Passos Coelho ter afirmado que a crise terminará em 2013, Álvaro Santos Pereira, o Álvaro, veio relativizar o arremesso do chefe do governo, lançando uma palavra de bom senso, parecendo abandonar o estatuto de pateta de serviço do governo. [Read more…]
História dos Descobrimentos Portugueses
A descoberta, colonização e exploração económica das ilhas atlânticas, Madeira e Açores, como primeira amostra audiovisual sobre este tema. No entanto, como forma de motivação para os Descobrimentos, aconselha-se a utilização de música e de poesia. De Fernando Pessoa a Fausto, de Camões a Rui Veloso.
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI.
Unidade 5.1. – A Abertura ao Mundo
As férias de Duarte Lima
Ovos estrelados
Em Abril, na revista Fugas/Público, Miguel Esteves Cardoso escreveu deliciosamente sobre a felicidade de comer ovos estrelados! No mesmo dia, li no Expresso que vão ficar mais caros 60% …
Vou escrever sobre eles, hoje, que a minha sogra me trouxe meia dúzia de ovos das suas galinhas!
Um ovo estrelado é uma beleza! Quem não gosta de ovos estrelados? «Espetar» a batata frita aos palitos na gema… ou o arroz misturado com a gema semicrua!!
Lembrei-me neste exacto segundo que costumava misturar açúcar com broa nos ovos estrelados quando era criança. A minha mãe adorava também. Julgo que já não o faz…
O que seria de uma dona de casa sem os ovos? Quando não há nada de jeito para fazer nem tempo para descongelar peixe ou carne, recorro aos ovos, os melhores amigos da cozinheira!! Claro que mais que um já é uma festa!
O que se pode fazer com ovos…quase tanto como com o bacalhau!
Um ovo estrelado dentro de um pão (a gema a cair no prato), acompanhado por uma sopa já desenrasca e nada mais rápido. Comida de pobre?
Comida de «pobre» é a que me sabe melhor!
“Tipo” kosher-KLOP!
Notícias dos frechados camaradas do Partido Jobbik, informam-nos acerca de uma curiosidade de verão: no Parlamento Europeu, está uma versão disco do Feld-Marschall Erhard Milch. É mesmo caso para um vibrante KLOP!
Relvas é Portugal
Não há notícias de que o omnipresente, dinâmico, empreendedor, Relvas se tenha demitido. Nem se demitirá. Fez melhor. Desapareceu. A licenciatura de Relvas, as equivalências do Relvas, o papel triste da Lusófona no processo, mesmo os multi-hiper-ultra negócios do Relvas, tudo veio divertir-nos enormemente antes das férias, reforçando o lado provinciano, inconclusivo, pícaro e falhento da nossa classe política e a miserabilidade deplorável da nossa democracia e Regime: vale tudo, não há escrúpulos, o modus operandi da geral rapacidade das nossas elites não muda. Está tudo ligado. Antes disso, Relvas enfrentou uma comissão parlamentar, titubeando no que o vinculava ao super-espião Silva Carvalho, homem de alma rugosa e que o Porcalhão Parisiense empossara. Está tudo ligado. Relvas foi ainda acusado pela Redacção e Direcção do Público de ter ameaçado fazer um boicote do Governo a esse órgão e divulgar a proximidade íntima de uma jornalista com um socialista qualquer que lhe toldaria a isenção. Relvas proporcionou-nos novela. Relvas proporcionou-nos picante. O facto de haver quem defenda Relvas, como José Miguel Júdice, não releva de nenhuma hipocrisia ou decadência adicionais que se tenham abatido de repente, calamitosas, na política nacional. A política nacional é calamitosa, desleal, rapace, oportunista. Recordemo-nos que Júdice defendeu derreadamente o Porcalhão Parisiense, por vezes de modo mais leal que Emídio Rangel, o Grande Bobo. Está tudo ligado. Não era com Relvas que o padrão haveria de mudar.
Portugal recorre(rá) a emigrantes
Depois de ler a notícia «Madeirenses pagam a festa da aldeia, recuperam a igreja e ajudam a pagar tratamento de criança vítima de um acidente», fiquei a pensar: é preciso que venham os emigrantes resolver os problemas da sua terra. Os emigrantes saíram do país à procura de melhores condições de vida, fizeram um bom pé-de-meia e, sentindo-se gratos pelo sucesso e pela vida que lhes tem corrido bem, têm actos generosos como o tiveram os madeirenses de Boaventura que, chegados da África do Sul ou da Venezuela, pagam festas na aldeia e ainda providenciam melhoramentos e cuidam da saúde de uma menina.
Esperemos que seja apenas Boaventura e outras pequenas vilas e aldeias portuguesas a precisar destes pequenos (grandes) apoios.
As coisas estão de tal maneira, que não é difícil imaginar recorrer-se a eles para «desenrascar» Portugal.
Tratem-nos bem, é o mínimo que se pode fazer.
Bem hajam
O bobo e o umbigo
Quem não seja do ramo pode estranhar, mas entre a malta de História é vulgar cada um ter os seus fetiches, históricos.
Ao Paulo Guinote deu-lhe para ter um bobo, versão romanceada não exactamente pelo Herculano, uma aparição moderna na forma de quem entre cuspidelas no dicionário acredita em microfones escondidos nas caixas de ventoinhas barulhentas e despeja traques quando é contrariado. Uma Zita, um Crespo, que se assina Fafe, e sofre de nanismo mental, tipo confundir aventar com Aventar, por conta de um “avatar“.
Eu por mim, gostava de ter um Nuno Gonçalves cá em casa. Fetiches, ao contrário de gostos, não se discutem. Siga.
Neste caso (e noutros) também sou liberal
ou a rigor, libertário: Fascismo higienista causa vítima mortal













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