Contra o Acordo Ortográfico: não há uniformização ortográfica

A tese deste texto é a de que o AO90 não produz uniformização ortográfica, e isso, de certo modo, já ficou demonstrado no texto anterior e é reconhecido, aliás, na Nota Explicativa do Acordo Ortográfico, 4.4. (acerca dos casos de dupla grafia). Ora, a verdade é que um dos objectivos do AO90 consistia em criar uma ortografia comum, para que todos os falantes lusófonos pudessem escrever a uma só ortografia.

Em primeiro lugar, é curioso notar que o próprio texto do AO90 contém a demonstração cabal desse falhanço, quando se verifica que são utilizadas duplas grafias como “antropónimos/antropônimos” ou “fónico/fônico”, de modo a respeitar ortografias que continuarão a ser diferentes. Leia-se o seguinte exemplo retirado da Base I:

2.º As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais:

a) Em antropónimos/antropônimos [sic] originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo, Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista;

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Hoje dá na net: Estado de Sítio

Ficha IMBD. Em castelhano.

Dia dos namorados

– “Príncipe, queres casar comigo?”, pergunta a Princesa.

– “Não!”

E viveram felizes para sempre.

(um abraço ao autor JC)

Dia dos namorados, nada de pieguices

Carta do Canadá: Lá fora e cá dentro

por Fernnanda Leitão

Ensina-me a experiência que é prudente não acreditar em pessoas que, para enriquecerem o curriculum, proclamam repetidamente que são “africanistas”.  Na prática são colonialistas de mentalidade e actos. Ficou-lhes agarrada à pele, na sua passagem pelas colónias, uma atracção encantada pelo capataz de roça. Em geral, de tudo fazem (ou julgam fazer) uma roça.

O famoso vídeo que deu a volta ao mundo, aquele minuto de conversa sussurrada entre o Ministro das Finanças de Portugal e o seu homólogo da Alemanha, cuja linguagem corporal só por si dizia tudo de servilismo e diplomacia de cócoras, vem confirmar as suspeitas que se agigantam seis meses depois da entronização do actual governo que,dizia ele, vinha para salvar os portugueses das garras da maldade  da exploração e da mentira. Escusa o cómico de serviço ao  regime, seja o governo qual for, bolsar que é o contrário disto, nos programas que os contribuintes andam a pagar, porque ninguém lhe dá crédito,também a ele.  De resto, a confirmação da bajulice vem do chefe do governo, e seus acólitos,quando trombeteia que “nós vamos além da troika”. É o que se chama querer mostrar serviço, “custe o que custar”, e está  custar fome, miséria, privação e desespero a largos milhares de portugueses, que vêem a Pátria a sucumbir às mãos de agiotas. Já pela Europa fora peritos sensatos sublinham que a receita autoritária da chanceleira Merkel não cura países aflitos, antes os mata, mas o primeiro ministro fabricado na jota mantém-se irredutível na sua fidelidade canina. Nem a opinião contrária do FMI o demove na sua obediência babada àquela Adolfa. [Read more…]

Uns cortam nos Feriados…

Outros cortam no Domingos.

À espera dos bárbaros

– Que esperamos na ágora congregados?
Os bárbaros hão-de chegar hoje.
– Porquê tanta inactividade no Senado?
Porque estão lá os Senadores e não legislam?
Porque os bárbaros chegarão hoje.
Que leis irão fazer já os Senadores?
Os bárbaros quando vierem legislarão.
– Porque se levantou tão cedo o nosso imperador,
e que faz sentado à porta da cidade,
no seu trono, solene, de coroa?
Porque os bárbaros chegarão hoje.
E o imperador espera para receber
o seu chefe. Até preparou [Read more…]

De regresso a Alvalade, Sá Pinto em breve deve sair depois de andar à porrada pela enésima vez


Todos sabemos que o novo treinador do Sporting, Ricardo Sá Pinto, resolve o problema sempre da mesma maneira: à bordoada. Foi assim quando Artur Jorge não o convocou para a Selecção Nacional, foi assim quando foi expulso no último jogo da sua carreira (que melhor forma de terminar uma carreira recheada de êxitos?), foi assim da última vez que saiu de Alvalade depois de bater em Liedson.
Por isso, não devemos esperar que a sua passagem pelo Sporting dure muito. Quanto ao Domingos, estou com ele. Ainda gostava de ver o caixote do lixo dos verdes.

Telefonema de Domingos a Vítor Pereira

Vitor Pereira, treinador do Porto

– Pá, é bem feito para o Pinto!

– Quem? O Presidente?

– Não! O ! Agora é que eu o quero ver ao estaladão com o Americano… Aquele, o… Como é que ele se chama?

– Polga?

– Não! Esse é do Paraguai? O outro. O que tem nome de telemóvel… Oniduo ou lá o que é… Mas, o nome não interessa! O que vai ser bacano vai ser o Pinto à cabeçada com ele.

– Quem? O Presidente?

– Porra! Tu és mesmo burro! Olha lá. Esse Pinto já te ligou?

– Quem? O Presidente?

– Sim. Esse! Já te ligou?

– Ligou. Pediu-me para ir comprar pão quente para a Brasileira.

– Ah… OK… Mas…

– Mas, porque é que perguntas?

– Por nada! Era só para saber se amanhã arranco pela 222 ou se me fico por Leça…

Manolis Glezos continua a lutar contra a ocupação alemã

O senhor que está a ser agarrado pelo colarinho tem 89 anos. O polícia que o está a agarrar terá idade para ser seu filho ou seu neto. O senhor chama-se Manolis Glezos e, em 1941, durante a ocupação alemã, retirou a bandeira nazi da Acrópole, tendo, posteriormente, passado por um calvário de prisões e torturas, entre alemães, italianos e colaboracionistas gregos (que, também naquele tempo, já existiam). Setenta anos depois, ei-lo, ainda, a lutar contra um país manhoso, disfarçado de Europa. A Europa tem de ser outra coisa. Se é para ser a mesma, mais vale hastear outra vez a suástica.

O tratamento anterior não funcionou

Praça Syntagma (2012-02-12)

O tratamento anterior aplicado à Grécia não funcionou. Por isso, vamos repetir a dose e vamos esperar que funcione. Este será o terceiro pacote de austeridade. É de doidos, é óbvio que não vai funcionar.

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Orquídeas VII: dendrobium

Hoje vamos viajar até à Ásia.

dendrobium, orquídea

Dendrobium (Manuel Lourenço, V.N. Gaia, Portugal)

Esta Orquídea é epífita, isto é, vive sobre outra planta, mas não a parasitando. Daí o nome dendrobium: dendro (árvore) e bium (vida).

E, agora o serviço público Aventar lembra que amanhã é dia 14 de fevereiro. Aproveite o dia dos namorados e ofereça uma orquídea.

 

 

Receita infalível para meter pessoas escorregadias na cadeia

No fim, ainda fica com a covete para fazer um arrozinho.

Uma difícil arte

 

(Paul Cézanne, Retrato do Pai do Artista, c. 1866)

Às vezes, espreito o que escreve Frei Bento Domingues no PÚBLICO e gosto. Nem sempre concordo, nem sempre compreendo a sua «dureza». Este domingo, talvez pelo uso de palavras mais simples, li a crónica até ao fim.
Julgo que procuramos num texto as palavras que precisamos. Muitas vezes as que alimentam a alma…

Talvez influenciada pelas últimas notícias de idosos que foram encontrados mortos em casa, sós, ao fim de vários dias ou mesmo semanas, as palavras que Bento Domingues escolheu para este domingo 12/2, remeteram-me para essas histórias de vida tristes que não encontraram nos vizinhos e na sociedade a família que não tinham ou que já não os queriam por perto ou que deles se foram afastando por esta ou aquela razão.
Agrada-me e identifico-me com a ideia de “ver o mundo como uma família” e de que a “Igreja deve ser o sinal e o instrumento de um mundo de mãos dadas, de um mundo que tende a entender-se como sendo uma família, na multiplicidade de todos os povos e culturas”.
E sim, é deveras difícil essa “arte de sermos família com pessoas que não escolhemos, mas acolhemos.”

E as pessoas?

austeridade

(latim austeritas, -atis)

 s. f.

1. Qualidade de austero.

2. Cuidado escrupuloso em não se deixar dominar pelo que agrada aos sentidos ou deleita a concupiscência.

3. Severidade, rigor.

austero |é|

(latim austerus, -a, -um)

adj.

1. Que é muito rigoroso nos seus princípios.

2. Rígido, severo.

3. Sério e grave.

4. Penoso.

5. Ríspido.

6. Sombrio, escuro.

Um homem austero é sério e rígido, de uma honestidade inflexível. Nos últimos tempos, austeridade tem sido uma palavra impropriamente usada: se é certo que entre aqueles que impõem medidas duras à Europa há inflexibilidade, a seriedade é-lhes estranha, porque não pode ser honesto resolver problemas de contabilidades privadas ou mesmo secretas, criando mais empobrecimento e mais insegurança aos cidadãos europeus.

A sociedade em que quero viver é filha de ideais muito antigos, nem sempre cumpridos e muitas vezes verbalizados. Sou um filho dos ideais da Revolução Francesa, sem a parte da guilhotina. Sou um filho dos ideais da Revolução Americana, sem a parte do extermínio dos índios. Sou filho de boas ideias e de ideais generosos, mesmo quando a sua prática foi, tantas vezes, pervertida. Há poucos dias em que não me sinta como um católico envergonhado com o Vaticano ou um comunista que sempre odiou o Muro de Berlim.

Esta Europa em que vivo não é o farol civilizacional em que me julguei razoavelmente seguro. É uma parte do mundo dominada por uma gente perigosa, gente sem alma, gente anti-social, porque este marialvismo que chama pieguice às queixas de quem é diariamente roubado é próprio de quem é anti-social.

Na Grécia, o parlamento submete-se às ordens de Berlim, prometendo mais austeridade, mais dificuldade, mais pobreza. Aquilo que foi aprovado ontem no parlamento alemão de Atenas prevê, entre outras coisas, a obrigatoriedade de despedir funcionários públicos, sempre por razões contabilísticas.

A direita limitar-se-á a dizer que é natural que assim seja, que tem de ser, que não há direitos adquiridos, que o mal está todo naquilo que é público. E as pessoas? Meros grãos de areia numa engrenagem em que banqueiros, empresários e políticos se governam. O resto é brincar ao Monopólio e ir à missa aos Domingos, deixando uma esmola ao mendigo providencial que existe para que o esmoler se sinta bondoso.

Entretanto, enquanto a direita engole uma hóstia devota, não perde tempo a pensar no funcionário público ou no operário gregos que irão ser despedidos e que voltarão para casa carregados de revolta ou de pieguice. A direita, ao sair da missa, limitar-se-á a trocar palavras graves e descontraídas como inevitabilidade ou emitirá um conselho sisudo sobre a necessidade de trabalhar mais. Perder tempo a pensar nas pessoas, nos seus problemas? Isso seria uma fraqueza.

Contra o Acordo Ortográfico: um texto inconsistente

O AO90 terá sido elaborado por especialistas reputados. O facto de se ser um especialista numa matéria aumenta as responsabilidades e é legítimo exigir que um enunciado produzido por um especialista seja consistente e coerente.

O AO90 é, no entanto, ao contrário do que seria de esperar, uma acumulação incoerente de enunciados, o que é, portanto, inadmissível. Limitar-me-ei a dar alguns exemplos.

Na Base II, defende-se que o ‘h’ inicial se mantém por “força da etimologia”. O mesmo argumento é utilizado, na Base V, para manter o emprego de e, i, o e u em sílaba átona, ou seja, e exemplificando: apesar de corresponder ao som “i”, continuaremos a escrever “ameaça” com ‘e’.

É certo que a manutenção destas regras não afecta a desejada uniformização ortográfica, mas quando se trata de eliminar as chamadas consoantes mudas, na Base IV, o critério passa a ser o da pronúncia. Que aconteceu ao critério etimológico que serviu para que o “h” inicial não desaparecesse? [Read more…]

Hoje dá na net: O futuro da humanidade: uma palestra por Isaac Asimov

Há algum tempo encontrei uma interessante palestra «The Future of Humanity» (O futuro da humanidade; tradução Google), dada por Asimov. Mostra o lado de pés na terra, com uma dose de polémica, de um prolífico autor de ficção científica cheia de viagens espaciais. Aproveito para deixar duas entrevistas (detalhes sobre datas, local e entrevistador):

Hoje dá na net: Zorba, o Grego

Ficha IMBD. Em inglês.

Είμαστε όλοι Έλληνες (Somos todos Gregos)

O que sobra do parlamento grego aprovou mais um pacote de austeridade. Segue-se a revolta social intensa, com final imprevisível. Sem nenhum raciocínio lógico esta tarde deu-me para achar que o objectivo final de Merkozy é a saída dos PIIGS do euro, tipo eu quero uma moeda forte só para mim.

Seja ou não seja, o destino da Grécia está traçado, e o nosso será já a seguir. Ou ainda alguém acredita que a austeridade cega e as privatizações ladras resolvem alguma coisa, e levantam uma economia que se afunda cada vez mais? O Vítor Gaspar acredita, eu sei, mas os loucos não contam e não deviam governar países.

Imagem e título roubados a Os Dias do Fim

Gastronomia portuguesa

Cristiano Ronaldo Acelera no Aventar

Cristiano Ronaldo, Aventador

Cristiano Ronaldo, Aventador - Lamborghini Aventador LP 700-4 (imagem do Jornal Marca)

Mais ou menos…

Em primeira mão o Aventar deu a notícia: Cristiano Ronaldo também aventa.

Agora é do conhecimento de todos – dez pontos à frente do Barcelona, os golos do Cristiano Ronaldo chegam de Lamborghini! Vamos ver quantos marca ao Levante !Foram SÓ 3!  Ao volante deste fantástico carro Cristiano Ronaldo conduz o Special one até ao título, que vai ser histórico: perde os jogos todos com o Barcelona e é campeão!

Queridos, não encolham as manifes

Diz a CGTP que ontem estiveram 300 000 em Lisboa. Sendo óbvio que no Terreiro cabem pouco mais de 120 000, também não ouvi ninguém dizer que estiveram lá todos ao mesmo tempo, e truques baixos como o do JN, que andou a publicar um vídeo feito antes de a praça encher são pura batota. Andamos a inflacionar números de manifestantes desde 75 (quem começou até foi a direita) e agora é tudo muito relativo.

Por mim estou com o espírito do Luís M. Jorge:

Para um espírito prático a fraqueza dos nossos sindicatos só tem estas soluções: ou se tornam muitos e param o país, ou se tornam muito violentos e param o país.

Servem as manifestações para alguma coisa? já ouvi patrões de patrões louvar estas iniciativas: acham eles que o pessoal faz o seu piquenique, extravasa a raiva nas palavras de ordem, e fica muito contente por serem muitos. Em parte é mais ou menos isso, razão porque fica mal à direita encolher a manife, se tivessem juízo ainda falavam em 400 000.

A manifestação eficaz juntará um destes meses os que alinham com os sindicatos com os que nunca alinharam, principalmente os desempregados. E não será em Lisboa, será pelo país fora, provavelmente mais pelo país fora, e desconfio que de norte para sul. Eficaz em número, nem precisando de ser muito violenta, embora conhecendo os hábitos da casa e o funcionamento das panelas de pressão tal seja provável. Já faltou mais, este governo tem-se esforçado por isso, e nesse dia prometo acender uma velinha a Vítor Gaspar, será merecida.

Adenda: além de ser um belo vídeo, estas imagens desmentem quem acha que o Terreiro do Paço nem sequer encheu: [Read more…]

Autonomia e gestão das escolas: é como o Pai Natal!

O Ministério da Educação e Ciência apresentou há uns dias um documento de princípios sobre a gestão das Escolas. E na última semana entregou aos sindicatos uma proposta de Lei para alterar o Regime de Autonomia e Gestão das Escolas.

Vamos então ao debate!

Manuela Mendonça, FENPROF

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Uma história antiga

adão cruz

Há muitos anos, João andava na Faculdade. Encontrava-se no velho Café a estudar umas coisas de embriologia, a estúpida abordagem da embriologia de então, que nada tem a ver com as maravilhosas lições de Richard Dawkins. Estava sentado numa daquelas pequenas mesas quadradas, mesmo junto à porta. [Read more…]

O dinheiro do futebol não tem cor… nem rasto…nem ética!

“Passe de João Moutinho foi vendido a empresa gerida por membro suplente do conselho superior do FC Porto e recomprada a fundo gerido por empresa em que está um ex-dirigente do Sporting.” (in Público, p.4)

O Público sugere que o dinheiro se perdeu numa rede de fundos.

Não me parece. Os estudos mais recentes mostram que existe uma distância significativa entre os recursos disponíveis para os clubes portugueses e para os seus adversários europeus. No entanto, no plano desportivo, essa diferença não é, antes pelo contrário, visível.

Com dificuldades em aceder ao crédito, os clubes Portugueses vão buscar dinheiro onde ele existe.

A transparência? A ética?

Está na Holanda! À venda no Pingo-Doce!

Whitney Houston, 1963-2012; adeus miúda

Esta cachopa cantava num género que não me assiste: delicodoce, romântico a puxar mais pela voz que pela cantiga, muito soul, alma com quem vou pouco à bola.

O género tinha uma excepção: Whitney Houston, capaz de meter um calhau à procura do lenço no bolso, especialista nas grandes canções que fazem um filme lamechas transmitir aquele bocadinho de tarde bem passada nas matinés que compensa o preço dos dois bilhetes.

Só quem nunca se apaixonou não fica triste: morreu Whitney Houston.

À Entrada da Estação de Torre de Moncorvo

Linha do Sabor, anos 70.

Contra o Acordo Ortográfico: o que não interessa

A discussão sobre o Acordo Ortográfico (AO90) não está esgotada. Hoje, e ao longo de mais sete textos, procurarei dar o meu contributo para o debate, sabendo que será praticamente impossível ser original, tal a quantidade de contendores que tem versado o assunto. Procurarei, ainda assim, sintetizar, divulgar e organizar muita da argumentação entretanto produzida.

No debate sobre o AO90, tem havido demasiado ruído para que esse mesmo debate seja efectivo e, portanto, consequente. Entre a confusão de declarações importa definir, antes de tudo, de que é que não falamos, quando falamos sobre o AO90.

Há, por exemplo, quem afirme que não devemos adoptá-lo porque somos os donos da língua e que, portanto, a haver sujeição, deveriam ser os outros países a acatar o que lhes quiséssemos impor. Tudo indica que tais afirmações terão origem num complexo resultante de um desejo de regressar aos tempos colonialistas. [Read more…]

O trapézio fez 4 anos

Só agora dei por ela, o meu blogue de poesia favorito continua a dar-nos poesia passada para português.

Do Trapézio, sem rede; este eu até pagava para ler.

Vitória do Nacional na Luz

O Benfica marcou mais golos, mas o Nacional cumpriu o seu principal objectivo.