O BE errou

Quando o BE decidiu não “falar” com a troika disse aqui que era um erro. Lembro-me de, nessa altura, haver quem me garantisse estar eu errado e não o BE, e de me atirarem com as razões invocadas pelo Bloco de Esquerda (e ainda mais algumas) em mails e conversas com pessoas conhecidas.

Gostaria de saber o que dizem os mesmos agora. Sou eu que continuo errado?

Exclusão, JÁ!

Falazes, Embusteiros, Mentirosos, Trambiqueiros, Trapaceiros, Injustos, Amorais, Indignos e outras coisas Piores

Esta notícia vinda a público sobre o copianço que os futuros juízes fizeram, em conjunto, num exame indicia muito do que vai mal no nosso País.

Portugal é hoje e cada vez mais, um País dirigido por gentes que nos têm demonstrado e ensinado a sermos, amorais, trapaceiros e mentirosos, com evidentes resultados económicos positivos para quem assim actuar.

Para estes senhores (?) os fins justificaram os meios, e não abona nada de bom para nós, comum dos mortais, se um dia estivermos perante qualquer um deles numa sala de tribunal.
Já não nos basta podermos vir a ser julgados por alguém que da experiência da vida tem quase nada, por alguém que por ventura ainda vive com os papás, por um qualquer imberbe saído há pouco de debaixo das saias da mamã, teremos agora a possibilidade de podermos vir a ser julgados por alguém cuja capacidade crítica, preparação teórica, pensamento jurídico aprofundado, tecnologia judiciária, conhecimentos sobre a relação do direito com o facto concreto, e poder de decisão, estão coarctados pela falta de moral, embuste, trapaça e mentira, de que hoje estão a dar nota pública.
A bem de Portugal e dos Portugueses, estes senhores (?) deveriam ser sumariamente impedidos pelo CEJ (Centro de Estudos Judiciários) de poderem vir a ser juízes, devendo eventualmente enveredar por uma outra carreira onde as suas capacidades possam vir a ser aproveitadas.

O Iraque explicado aos ingénuos

Documentário “Let’s make money” – Ex-assassino económico John Perkins

Disponível  aqui.   via spectrum

Às vezes não parece, mas estamos todos no mesmo barco

Arca de Noé

 

Presidente do Eurogrupo propõe ajuda à Grécia vinda do orçamento da UE

Mais uma moedinha, mais uma voltinha…

As próximas acampadas são em:

AngraRock 2011 (Angra do Heroísmo)
Barco Rock Fest 2011 (Barco – Guimarães)
CoolJazz Fest 2011 (Cascais)
Delta Tejo 2011 (Lisboa)
Ecos da Terra 2011
Energie Music (Vilar de Mouros)
Entremuralhas 2011 (Leiria)
Festa do Avante 2011 (Amora – Seixal)
Festival Azure 2011 (Ilha Terceira – Açores)
Festival do Crato 2011    (Portalegre)
Festival Med 2011 (Loulé) [Read more…]

Avenida da Liberdade, em Lisboa, trocou os carros por canteiros

ver o vídeo

 

Uma genial acção de marketing, apesar de nada ter a ver com produção nacional e solidariedade, como defendeu Sá Fernandes, já que encontrar frutas e legumes nacionais nas lojas do Belmiro tem sido muitas vezes missão impossível e a solidariedade não precisa de galinhas e Tony Carreira na Avenida da Liberdade. Já  os produtores de leite nacionais não viram a sua autorização de manifestação concedida pelo Governo Civil para poderem distribuir o leite que, dizem eles, as grandes superfícies não lhes compram. Isto da solidariedade não nasce igual para todos. Por outro lado, finalmente percebi para que há tanta autoestrada a desembocar em Lisboa: encher a capital de porcos a troco de 100 mil euros.

Agradam-me as escolhas…

Fiquei agradavelmente surpreendido com a composição do novo governo. Há que esperar obviamente pelos secretários de Estado, para perceber o peso dos aparelhos partidários, que pode condicionar e muito, as expectativas amplamente positivas que tenho quanto aos nomes agora anunciados. Alguns críticos, certamente saudosos do ainda governo que nos deixou em estado de coma, apontam o excesso de economistas e gestores, eu diria que à partida é um facto positivo ser governado por gente que percebe o valor do dinheiro e sabe fazer contas, de malabaristas e mestres da propaganda, já tivemos em dose suficiente, com os resultados conhecidos.

Portugal tem 2 graves problemas, o peso excessivo do Estado e falta de rigor. Para resolver o primeiro é necessária vontade política do Primeiro-Ministro, mesmo que tenha de enfrentar o próprio partido, onde existe muita gente à espera que o telefone toque para ocupar um lugarzinho na administração substituindo o boy anteriormente nomeado. O facto de Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira terem vindo do exterior, coloca-os em situação privilegiada para diagnosticar a situação, não é à toa que o novo ministro da Economia é um opositor declarado das PPP e TGV, que servem para arruinar as contas públicas, sem trazer benefícios ao país. De Manuel Pinho, Vieira da Silva, Mário Lino e Ca. estamos fartos, queremos gente nova, que traga ideias diferentes.  [Read more…]

Abdelkrim El Khattabi e a Guerra do Rif

“O Rif é um caldeirão a ferver. Quem puser lá a mão queima-se.”

Em 1921 o Protectorado Espanhol de Marrocos iria ser abalado por uma guerra impiedosa levada a cabo pelas tribos Rifenhas e do País Jebala e Gomara, que ficou conhecida como a Segunda Guerra do Rif.

O Exército de África e a Legião Espanhola sofreram derrotas esmagadoras e, em desespero, os espanhóis utilizaram armas químicas em grandes quantidades sobre aldeias inteiras.

Apesar da superioridade numérica e de armamento do exército de Espanha, o Protectorado esteve à beira do fim, perdendo grande parte do seu território, que em 1925 se resumiu às principais cidades.

A revolta dos guerrilheiros Rifenhos só foi esmagada em 1926, quando a França entra na guerra com uma força de 300.000 soldados comandados pelo general Pétain, que incluía tropas senegalesas e a Legião Estrangeira, que se junta aos 250.000 soldados espanhóis comandados pessoalmente pelo ditador Miguel Primo de Rivera.

Apesar da derrota dos rifenhos, os sucessos militares dos mujahidin do Rif foram decisivos na formação de uma consciência nacionalista marroquina, e deveram-se não só à coragem e determinação do povo Rifenho, como também ao génio político e militar do seu líder, um berbere oriundo da tribo dos Beni Urriaguel chamado Abdelkrim El Khattabi.

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Nuno Crato na Educação: vai dar gozo, mas não exageremos

A nomeação de Nuno Crato sem dúvida que promete um grande gozo: ver um inimigo confesso do eduquês em acção vai ser giro. O simples facto de fazer tremer os que têm disparatado mais no ensino, dos mestres do Boston aos bacharéis e licenciados em “Ciências” da Educação, passando pela maioria dos corredores do ministério, é sem dúvida uma boa notícia.

Não me chega porque ainda não sabemos quem serão os seus secretários de estado e principalmente porque a grande ameaça que paira sobre o ensino é a sua privatização, e quanto a isso os programas do PSD e do CDS não auguram nada de bom.

Veremos se, para começar, aplica a decisão parlamentar sobre a avaliação dos professores, e de imediato. Se o fizer ganha um muito apreciável estado de graça junto das escolas.

Entretanto já foi promovido a taliban por quem do ensino até as novas oportunidades para a fraude defendeu. E ainda agora começou…

Rómulo e Remo amamentados

amamentados

A CRIANÇAS CRIAM. As crianças são criadas. As crianças fundam. As crianças observam-nos. As crianças sabem de nós. Esses pequenos seres entre os 12 meses e os cinco anos, imitam-nos., e nos os observamos. Procuram em nós uma satisfação sentimental das suas emoções e colmatar os seus desejos de uma resposta simpática no difícil processo de amar. Um processo que requer um parceiro, esse processo de ida e volta, conjugado no verbo amar: de simpatia, de antipatia, com raiva, ou, simplesmente, não amar. Em síntese, uma complexidade entre as relações baseadas nas emoções, nos sentimentos e na intimidade do desejo. É esse descortinar dos nossos afectos que permite aos mais novos aprender a ser adultos, com bem ou mal-estar na cultura, como referia o nosso mestre Freud no seu texto de 1930[i], ao desenhar aberrações sexuais do seu tempo. [Read more…]

Os “malditos” Partidos

O preenchimento da agenda de plausíveis escândalos mediáticos, decerto colocará novamente em discussão, a sempre adiada questão do financiamento partidário. Numa opinião pública volúvel e receptiva a qualquer assunto que envolva os seus imaginários carrascos em questões nebulosas ou terrenos movediços, o problema em cíclica discussão, decerto despertará a atenção de muitos, envolvendo aquilo que é o móbil máximo de todas as sociedades modernas: o dinheiro.

Em Portugal, o ano de 1910 viu cair um regime de Liberdade, sob o fogo cruzado de vagos ideais sebastianistas de redenção e uma suposta e totalmente falsa questão de alegado “desvio” de fundos. Já temos essa experiência e por vezes a sociedade parece querer repeti-la.

Não existe democracia sem partidos, tenham as contradições que tiverem, aliando-se ou mosqueteando-se entre si. É um princípio aceite pela esmagadora maioria daqueles que se interessam e participam na coisa pública e tão mais verdadeira é aquela constatação, quando se conclui que mesmo os sistemas monistas ou monocromáticos, se organizam naquilo que não sendo verdadeiramente um Partido, se autodenomina como tal. É que a própria definição Partido, pressupõe indiscutivelmente a existência de um contraposto, mais ou menos hostil e de outros, talvez menos influentes, mas também decisivos na conformação de um quadro participativo, onde existe liberdade de pensamento, acção e associação.

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Os doze trabalhos de Passos*

BPN

Cavaco Silva diz que o novo Governo terá muito trabalho pela frente

 

* Os doze trabalhos de Passos são uma série de episódios ligados entre si por uma narrativa troikiana, relativa a uma penitência que terá de ser cumprida por um dos vencedores eleitorais, Passos Coelho, mais conhecido em português por Obama de Massamá.

Da forma como que são conhecidos actualmente, os trabalhos de Passos não são contados num único lugar; foram reunidos a partir de diferentes memorandos, uns em inglês, outros em português e outros, ainda, em inglês técnico. De acordo com os comentadores de domingo, não há uma maneira específica de interpretar os trabalhos; pode-se inferir apenas que seis deles passam pelo aumento de impostos, e culminaram com o esvaziamento dos bolsos. Os outros seis levam o herói a outras medidas dolorosas, quase sempre relacionadas com cortes de serviços públicos. Têm estes trabalhos objectivos superiores como por exemplo tapar os buracos resultante da nacionalização das fraudes BPN e BPP.

Uma célebre descrição dos trabalhos na arte política encontra-se assinada por um engenhoso futuro estudante de filosofia. Consiste num assim chamado “bom acordo para o país”, tão bom que acumula as qualidades de ter sido diabolizado antes de existir com o facto de não ser executado pelo respectivo mentor.

plagiado daqui e daqui

Ela ia a ministra da Saúde

Entre as recusas está a de Isabel Vaz, da Espírito Santo Saúde, que não quis a pasta da Saúde por considerar que numa altura tão complexa não seria viável uma responsável de um grande grupo do sector assumir a tutela de uma das áreas onde vai ser preciso cortar a eito. I

Mas podia ser pior. Se a convidassem para a Defesa de certeza que aceitava.

Via Esquerda Republicana

A frase mais ouvida em Portugal durante o mês de Junho.

Foge estupor, que te fazem comendador! p’ra que lado se me fazem secretário de estado?!

Ou julgam que, por mudar o regime, mudam as benesses?

Os títulos da imprensa depois de conhecido o governo

Expresso Expresso Público DN

i CM  JN O Primeiro de Janeiro

De todas as manchetes, a do Expresso é a mais negativista. O DN passa um título neutro mas ligado a uma imagem negativa. Público, i, CM, JN e PM são mais ou menos neutros, com alguns toques de positivismo.

No comentário político, tenho repetidamente ouvido o argumento da “falta de experiência”, associado também à nota das recusas de convites. Quanto a este último aspecto e não me parecendo que quem convida terá interesse em anunciar que levou uma tampa, creio que são os próprios convidados (ou que se fizeram de convidados) que aventam as recusas em causa. Não os move o interesse do país, portanto, e ainda bem que não fazem parte do governo, assim sendo.

Quanto à falta de experiência, é de recordar que todos terão este “defeito” até terem passado por cargos governativos. No meu entender, são posições de mau perder e incapacidade de reconhecer que os eleitores votaram na escolha de um novo elenco governativo e não na continuidade das habituais caras.

A seguir, as capas de hoje dos jornais em causa.

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ARTUR, exposição inaugura hoje no LAC

Após 20 dias de residência artística inaugura hoje, pelas 21 horas no LAC ( Laboratório de Actividades Criativas ) em Lagos, a exposição ARTUR ( Artistas Unidos em Residência ). Até 30 de Julho pode passar pelo LAC e confrontar-se com o resultado desta troca de experiências entre os artistas participantes.

Alexandros Vasmoulakis

Antonio Bokel

Fidel Évora

Jorge Pereira

Paulo Arraiano

±MAISMENOS±

hippies e natureza

Tchaikovsky Rococo Variations

O que as pequenas comunidade hippies têm para ensinar aos citadinos que concerne ao respeito pela mãe natureza.

Com todo respeito pelos hippies que amam a natureza e moram conforme ao que a natureza dá, gostava comentar que o ser humano tem evoluído através da História e diversas maneiras, até chegara ser o que agora somos. Ainda mais, dentro da nossa era como ser humano, desde os tempos antes de Cristo, que é a palavra-chave para dividir a evolução actual, muito tem mudado o ser humano em crenças, hábitos, costumes e sabedoria. Calcula-se em Há cerca de 70.000 anos atrás, surgiu o Home sapiens, do qual existem numerosas amostras. Ele teria se apresentado em duas superfícies: [Read more…]

O novo governo

Assunção CristasO Eduquês envergonhadoIndependentemente da cor partidária, acho que este é um bom governo. O que não era difícil, bastando cortar com a governação pela propaganda comunicação.

  • Estou muito curioso quanto a Nuno Crato. Acho que foi boa escolha, espero que consiga acabar com o sucesso educativamente estatístico.
  • Ao contrário de muitos portugueses que têm ido em busca do sonho luso lá fora, Álvaro Santos Pereira largou os seus desmitos no Canadá para ser ministro cá.
  • Assunção Cristas, que ganhou mediatismo nos últimos tempos, fará parte da estreante geração “ministros que já tinham página no Facebook”, pelo que tenho uma certa curiosidade em perceber se esta página se manterá aberta. Se não for fechada, estaremos perante um novel meio de contactar o titular (a titular, no caso presente) de uma pasta ministerial.
  • Surpresa, surpresa, o homem que colheu os louros pela prévia informatização do fisco vai comandar a Saúde. Vai ser giro acompanhar o que O Jumento vier a, recorrentemente, escrever (aposto).

Quanto aos restantes ministros, vamos ver como corre. O programa troiquiano está definido de há dois meses a esta parte e, a bem de todos, esperemos que este governo seja capaz de o cumprir e que isso nos tire da fossa onde estamos há uma década.

segue-se o texto «O Eduquês envergonhado» de Nuno Crato, publicado no Expresso / revista Actual a 27 de Outubro de 2007. [Read more…]

Novos ministros, o perfil de cada um

O novo governo chefiado por Passos Coelho é composto por quatro ministros do PSD, quatro independentes e três do CDS, duas mulheres e nove homens. Se alguns são surpresa – caso dos novos ministros das Finanças e da Saúde, por exemplo – outros são confirmação do que se esperava – Paulo Portas nos Negócios Estrangeiros ou Miguel Relvas nos Assuntos Parlamentares. Desaparecem  alguns ministérios, como o Ministério do Trabalho ou o Ministério da Cultura. Veja o perfil dos novos ministros, um a um:

Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Vítor Gaspar, Miguel Relvas, Pedro Mota Soares, Miguel Macedo, Álvaro Santos Pereira, Paula Teixeira da Cruz, Nuno Crato, Aguiar-Branco, Paulo Macedo, Assunção Cristas

Quem são os novos ministros

O novo governo (XIX governo constitucional) está constituído e foi apresentado por Passos Coelho (primeiro ministro) a Cavaco Silva.

Eis a lista completa dos novos ministros:

Finanças – Vítor Gaspar

Economia – Álvaro Santos Pereira

Negócios Estrangeiros – Paulo Portas

Defesa – Aguiar-Branco

Justiça – Paula Teixeira da Cruz

Administração Interna – Miguel Macedo

Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares – Miguel Relvas

Segurança Social – Pedro Mota Soares

Educação e Ensino Superior – Nuno Crato

Agricultura, Ambiente e Território – Assunção Cristas

Saúde – Paulo Macedo

É também sabido que Francisco José Viegas será secretário de estado da cultura.

Desconhecido, ainda, continua o nome que o PSD proporá para presidente da Assembleia da Républica.

O caso do vídeo “Sócrates parece gay” e se parece grave ou não é

Neste vídeo, em plena campanha eleitoral, Passos Coelho perante um miúdo que afirma “Sócrates parece mais gay“, responde, “não parece, é.

Deixando de lado considerandos sobre porque só foi publicado a 7 de junho, e como foi obtido a partir do original, não vejo qual é o drama, a tragédia, o horror.  Um líder partidário não deve dizer coisas destas em público a despeito de meio mundo o dizer todos os dias? Claro que não. Foi mais um tiro no pé, este com a sorte de não ter circulado em plena campanha. Agora a gravidade da afirmação, ao pé do episódio da enxada, é mínima. Insultar José Sócrates foi um passatempo corrente ao longo destes anos, mais que merecido por razões que nada têm que ver com a sua vida privada. No país em que eu vivo grave mesmo é insultar uma anónima desempregada. No país em que a Maria João vive acredito que as coisas não sejam bem assim, mas isso já é problema dela. O meu é que se insulte o meu povo. O dela é que se insulte o seu líder.

E de qualquer forma esta foi a melhor notícia que podia receber hoje: Pedro Passos Coelho, na qualidade de primeiro-ministro desbocado, promete.

Serões da província.

Arriscando-me a ser crucificado pela opinião internauta, claramente anticlerical, gostaria de comentar um caso que se passou em Valpaços e que a comunicação social, ávida por escândalo, noticiou recentemente.
Ao que parece, o pároco local recusou a comunhão a uma menina (com 16 anos) que trazia um generoso decote. Seguiu-se uma ofensiva à tia da decotada, que viu negada a pretensão de ver celebrada uma missa pela memória de um parente. A tia queixou-se e acha que o padre é retrógrado.
Os comentários à notícia, repartidos por vários órgãos de comunicação social, são bestiais. Os do costume apedrejam o padre, atirando-lhe com a pedofilia, a homossexualidade, a impotência, a Idade Média, tudo conceitos e razões válidas para se discutir um assunto como este.
Esta gente razoável, não frequenta a missa e grande parte assume mesmo o seu ateísmo. E, claro, como não são religiosos, nem católicos, nem frequentam a missa, são os que estão mais aptos para opinar. O seu julgamento é sempre com base num facto muito simples: tudo é mau no catolicismo (embora existam milhares de religiões e seitas no mundo) e que dentro desta maldade existem sempre umas coisas piores e imensamente más, como o facto da pobrezinha não poder conter os seios dentro do top e ir assim tomar a comunhão. Segundo alguns, os direitos dos seios deviam ser tidos em conta.
I dont give a shit for atheísm. Da mesma maneira que os ateus deviam preocupar-se com o catolicismo. Dar importância é favorecer, lembram-se? Não conhecem a célebre máxima de Óscar Wilde? [Read more…]

A má disposição das mulheres…

Segundo a revista Sábado, as mulheres nasceram para ser mal-dispostas. Eu cá já desconfiava.  No entanto, a base cientifica deste estudo irá certamente permitir a muitos homens, eu incluído, explicar que roupa no chão, gavetas desarrumadas e leite fora do frigorífico só são um problema para elas por causa desta má disposição crónica de que, infelizmente, são vitimas :).

No entanto, para tentar melhorar um pouco essa tormenta que é ser mulher, dou o meu humilde contributo: Beijinhos a todas as nossas leitoras 🙂

Contas de sumir

Os amantes da troika fazem umas contas giras:

Este acordo foi sufragado a 5 de Junho por mais de 78 por cento dos votos, ou seja, pelas pessoas que votaram PSD, PS e CDS.

prega Helena Matos.

Vamos admitir que sim. Vamos esquecer que este resultado contou com uma campanha de mentiras promovida pela comunicação social durante meses, que chama ajuda a um empréstimo usurário, acusa de irresponsáveis os que defenderam a renegociação da dívida, etc. etc. Vamos fazer de conta que durante toda a campanha não houve um silêncio sepulcral dos 3 partidos sobre o conteúdo do acordo que aceitaram.

O que posso assegurar é que pouco mais de 65 000 desses eleitores* tiveram acesso ao memorando que supostamente sufragaram, em português. Nem sei se todos o leram. Essas são as estatísticas de acesso ao único sítio onde a tradução estava disponível.

A diferença entre maioria parlamentar e maioria social, explica-se aritmeticamente assim: quando os tais 78% lerem o memorando nos seus bolsos, no prato, na saúde, na educação, no desemprego, ao mesmo tempo que Portugal, tal como a Grécia, continuará bombardeado todas as semanas pelos mercados e pelos amigos franco-alemães, vamos ver como votam, com os pés, e nas ruas. E a seguir nas urnas, se os deixarem.

*acessos antes de 5 de junho. Número máximo, não tendo em conta quem acedeu várias vezes, até porque a tradução foi sendo actualizada.

Manuel Sobrinho Simões e os coitadinhos dos cábulas

Manuel Sobrinho Simões teoriza quanto aos cábulas que foram apanhados em flagrante delito e a quem não lhes aconteceu o mesmo que acontecerá, em princípio, aos que em iguais circunstâncias (flagrante delito) lhes passarem pelas mãos. Falo, portanto, dos futuros magistrados que foram apanhados a copiar tiveram todos nota de dez valores. Transcrevo parte das declarações (Antena 1, 17 Junho 2011 00h00):

Manuel Sobrinho Simões – As pessoas não acham que copiar é uma fraude. (…) Porque infelizmente na nossa cultura isso não é considerado uma fraude. Não é considerado desonesto, é considerado uma esperteza saloia. Eu acho é que a nossa sociedade é permissiva com a esperteza saloia, com a aldrabice. (…). Eles [os alunos que copiaram] coitados são apenas um epifenómeno de uma coisa terrível, que é uma doença social. Nós não punimos a desonestidade; nós não somos exemplares, como povo.

Jornalista – Como é que isso se transforma, como é que podemos mudar isso?

Manuel Sobrinho Simões – Não sei.

E que tal deixar-se de floreados e de “coitadinhos, são umas pobres vítimas da sociedade, ah e tal não sei como se muda a sociedade” e começar a mudança pelo exemplo de base? Sei lá, em vez de se começar a casa de mudança da sociedade pelo telhado, começar pelo alicerce dos casos concretos?

Descubra as semelhanças

É daquelas imagens das quais se pode dizer: boa demais para ser verdadeira. Tirada por Rich Lam durante os confrontos no Canadá após um jogo de hóquei no gelo, parece que foi mesmo encenada.

E qual é o problema? uma das mais célebres imagens do séc. XX, esta:

também o foi, e nem por isso Robert Doisneau deixou de ser um grande fotógrafo.

Agora entre uma encenação e outra, e como ícones, não são apenas 60 anos que as separam. O mundo mudou, e não foi pouco.

Actualização: segundo o Guardian (obrigado Dario) a rapariga foi agredida pela polícia, e o namorado está apenas a confortá-la, donde nem tudo o que parece é. A fotografia passa a não encenada, mas neste caso pode dizer-se que o casal parisiense, esse, ao menos, sempre se beijou.

Agricultura e tempo – parte III

camélia

O movimento do Século XIX vincula-se à esquerda obreira, aos republicanos e ao partido socialista e aparece com as teses de Marx e Engels. As suas reivindicações fundamentais eram: abolição dos foros e das rendas forais, com a reclamação de ter acesso pleno à propriedade das terras que cultivavam, lutar contra o caciquismo que impedia a livre vontade de semear o que melhor podia parecer ao trabalhador. Não eram sempre batatas, milho, trigo, que se vendiam bem por causa do consumo das novas colónias da Espanha que nada sabiam de cultivo. A batata foi trazida desde as novas terras e vendia bem por toda a Europa: A batata contém uma elevada percentagem de água. É uma boa fonte de amido (hidrato de carbono complexo), mas também de alguns minerais como o potássio. O seu teor em proteínas, fibras e vitaminas é escasso. Destacam-se as vitaminas C e B6, que existem sobretudo na pele do tubérculo. No entanto, nas batatas descascadas e nas que são submetidas a processos de cocção, este

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Maria do Céu Machado para ministra da Saúde

Theme park saúde

Fala-se em Maria do Céu Machado para ministra da Saúde. Pouco sei sobre as competências da pessoa em causa, especialmente no que se refere às competências médicas. Mas estas não são chamadas para o cargo em causa. São as competências políticas que neste caso interessam. Neste aspecto, recordo-me de uma entrevista que deu à RTP2 em 2007 onde afirmava (25-07-2007, Jornal 2, após o minuto 22):

  • Há quem use e abuse do serviço nacional de saúde;
  • Os doentes estão inscritos em vários centros de saúde e vão ao médico aqui e ali. Não é assim tão raro, a população gosta às vezes de ouvir outra opinião;
  • A população pede análises em vários sítios;
  • Acho extremamente difícil definir o que são consultas a mais […] Os médicos hospitalares estão sempre a queixar-se que os doentes não largam o hospital […] O doente sente-se bem em lá voltar daí a 3 meses, daí a 6 meses […]

A confirmar-se, concluímos que teremos como ministra da saúde alguém que acha que os portugueses usam o SNS como um parque de diversões, onde vão em busca de recreação, fazendo-o sem necessidade.

Ó pa mim tão fresco!!!

Foram um Pedro Passos Coelho e um Paulo Portas visivelmente cansados que vieram anunciar o acordo de coligação PSD/CDS para formar governo, Prometeram força, coragem, dinamismo, perseverança e outros superlativos do género.

Mas aquelas olheiras, aqueles papos em volta dos olhos desmentem tanta energia verbal. Uma pequena mini-maratona – face ao que os espera – e tamanha ressaca não auguram grande beleza mediática para o pedrinho e para o paulinho. E os tempos que se aproximam exigem telegenia, muita telegenia.

Bandex: Fome

Os Bandex têm brincado, e gozado, com a política à portuguesa. Desta vez, com o auxílio do grande Futre, é a sério e a doer. Como a fome.