Tradução do memorando da troika: a desculpa oficial

No Jornal da Noite da SIC de hoje surge a desculpa oficial por o governo não ter disponibilizado a tradução do memorando da troika. Cintando de memória, dizem do lado do governo que o documento não foi publicado antes porque era secreto; que só hoje, depois de aprovado no ECOFIN, é que pode ser tornado público. Secreto?! O Expresso e o Público e outros órgãos de comunicação social estiveram a praticar um ilícito? E o próprio governo, andou na ilegalidade por divulgar um documento oficial? Enfim, engole patranhas quem quer.

Fica bem a quem erra ter a humildade de reconhecer o erro, o que constitui um passo da aprendizagem. Não foi o que o governo fez. Pelo contrário, procurou ludibriar os portugueses com um pretenso secretismo nunca antes usado nem pela troika nem pelo governo. Longe vai o tempo do primeiro-ministro que afirmou nunca se enganar e raramente ter dúvidas. Este não o diz mas a arrogância é a mesma.

Glu-glu-glu

Teixeira dos Santos confirma: só em juros, Portugal podia ter uma frota de sessenta submarinos! A pergunta a colocar é: se em vez de pagarmos 30.000 milhões em juros, tivéssemos essa quantidade de submersíveis, quem nos atacaria por um calote?

Sessenta submarinos? Caramba, até o almirante Dõnitz esfregaria as mãos de contente!

Meninas, fiquem a saber

Segundo o Tribunal da Relação do Porto:

I – O crime de Violação, previsto no artigo 164.º, n.º 1, do CP, é um crime de execução vinculada, i.é., tem de ser cometido por meio de violência, ameaça grave ou acto que coloque a vítima em estado de inconsciência ou de impossibilidade de resistir.

II – O agente só comete o crime se, na concretização da execução do acto sexual, ainda que tentado, se debater com a pessoa da vítima, de forma a poder-se falar em “violência”.

III – A força física destinada a vencer a resistência da vítima pressupõe que esta manifeste de forma positiva, inequívoca e relevante a sua oposição à prática do acto.

IV – A recusa meramente verbal ou a ausência de vontade, de adesão ou de consentimento da ofendida são, por si só, insuficientes para se julgar verificado o crime de Violação.


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Declaração de voto: votar ou não votar e em quem?

Com eleições a aproximarem-se, com os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Faça a sua declaração aqui ou, se preferir, na caixa de comentários deste post.

Alô Câmara Corporativa: o Jerónimo de Sousa fez-me uma pergunta e eu gostaria de lhe responder

Tradução do memorando? Devia haver. É o que diz o chefe. Já podem linkar a nossa tradução do programa do próximo governo.  O homem ficou embaraçado.  Não se faz ao chefe.

Da nossa parte foi só serviço público. Incómodo? Acontece.

A rainha que tem as mãos sujas de sangue

Ele diz que casou com África…

…mas parece que foi contra a vontade da “esposa“. Divórcio à vista

Novas oportunidades – III

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         -Não gostas de ler nem escrever? A matemática aborrece-te? A escola é uma seca? Os professores são chatos? Vai mas é dar uns pontapés na bola, descobre o Ronaldo que há em ti, ainda recebes equivalência ao 9º ano sem teres a maçada de estudar ou ires às aulas….

Novas oportunidades – II

                                                                                                             Recebido por e-mail!

Novas oportunidades – I

Más notícias para o BES (ou não)

Depois da lata de baixar o IVA do golfe (o desporto; não estamos a falar do carro) para 6% e das facilidades concedidas à Herdade da Comporta, duas benesses ao banco do ministro BES, hoje recebeu o Grupo Espírito Santo uma má notícia: «Portugal perde organização da Ryder Cup 2018 para a França».

É a vida. Mas o Estado continua a ser bom encosto: «BES pede financiamento de 1,25 mil milhões com garantia do Estado».

Não deixa de ser curioso como a aproximação de eleições acabou por recentrar o BES na agenda económica, algo bem patente com a repetida aparição pública de Manuel Pinho na última semana em diversos órgãos de comunicação social (RTP, TSF, Expresso). Coincidências? Sim, seguramente. Sem dúvida. Obviamente.

Sócrates, Passos e “ses”

Sócrates diz que quem ganhar as eleições “é que vai para o governo”. Uma verdade de La Palisse. Mas como e em que circunstâncias? É que existem demasiados ses para tantas certezas. Se o PS e o PSD se encontrarem numa situação de empate, decerto terá a responsabilidade de formar um governo, quem conseguir obter uma maioria parlamentar. Com o CDS, evidentemente. Não nos admiremos muito, se Paulo Portas obtiver para o seu Partido o melhor eleitoral desde as eleições de 1976, quando arrebanhando 15,98% dos sufrágios, o CDS conseguiu eleger 42 deputados. É que verdade seja dita: o PC e o BE auto-excluem-se de qualquer executivo ou maioria parlamentar que tencione cumprir o Diktat (vulgo Memorando) celebrado com as instâncias representadas pela Troika-Regente.

Pelo evoluir da campanha que se prevê iconoclasta, logo veremos em que atoleiro o sistema se enterrará, para grande gáudio de Belém. A guerrilha que os cavaquistas têm imposto a PPC, deve querer significar algo.

Uma outra questão, será saber o porquê de tanta ansiedade em manter o poder.  Ainda haverá algo que convenha permanecer na penumbra?

A tradução do Memorando da Troika em português existe…

…foi feita pelo Aventar -com a colaboração de alguns leitores, está aqui, muita gente sabe isso e nós agradecemos a quem ajudou a divulgá-la:

TVI 24

Correio da Manhã

Público

A Bola

Sábado

Agência Financeira

Albergue Espanhol, 5Dias.net, 31 da Armada, A Educação do Meu Umbigo, Blasfémias, Estado Sentido, Esquerda.net, Cachimbo de Magritte, Atributos e tantos outros blogues, redes sociais e agregadores de conteúdos que nos seria impossível nomear todos.

Como se vê, há muito quem saiba. E há quem não saiba (ou faça de conta) por não lhe interessar. A sonegação de informação por parte do poder é uma estratégia antiga e conhecida, cabe aos cidadãos lutar contra ela.

Novas Oportunidades: a avaliação externa impossível

Hoje PS e PSD andam a brincar às Novas Oportunidades. É assunto que já me ocupou o teclado: as fraudes sistemáticas, as mentiras de Luis Capoulas, e a razão porque o logro é endémico:

As fraudes só passam porque as equipas deixam. E as equipas deixam porque têm metas para cumprir, pairando sempre sobre a sua cabeça a ameaça de encerramento do CNO. Estamos a falar de pessoal maioritariamente contratado (agora menos a recibo verde, é certo) ou sem componente lectiva na escola onde está colocado, e do ou cumpres ou ficas desempregado.

Passo a explicar a Passos Coelho porque não vale a pena fazer auditorias externas. Primeiro porque já foram feitas, com o objectivo de não servirem para nada, mas feitas. Segundo porque embora todas as equipas tenham ordens para certificar qualquer analfabeto que se preste a um processo de certificação de competências isso não está escrito em lado nenhum: existem metas que não dizem claramente validem, fingem dizer outra coisa, tipo despachem, cumpram, inscrevam. Coisa fantástica, na ANQ as instruções superiores passam sempre para a base da hierarquia via formação: é que numa reunião não se escreve, só se diz, não ficam provas. Quando as coisas chegam às equipas são factos orais consumados.

E por último porque José Manuel Canavarro, autor do programa do PSD para a Educação, no intervalo de outros negócios privados e de uma carreira académica muito turbo, também dá uma perninha à ANQ: [Read more…]

Foi você que falou na Irlanda?

Uns estão virados para Dublin e o jogo de amanhã. Outros já foram os mais irlandeses dos políticos portugueses.

Em 2001 Paulo Portas foi a Dublin,  não havia futebol, mas muito que aprender com o governo:

Durante a reunião com o ministro das Finanças, Paulo Portas pretende abordar o método irlandês para atingir o equilíbrio orçamental, a contenção da despesa pública, as reformas estruturais e o uso e fiscalização dos fundos comunitários.

 Devia lá voltar amanhã. O jogo promete ser um bom jogo, e pode ser que encontre o tigre celta perdido no coração do neo-liberalismo europeu agora falido.

Links via Klepsýdra, onde há mais. Fotografia de jaqian.

…são dias assim.

Anda um gajo qualquer no Albergue orgulhoso por causa do Aventar e dos Celtas.

Luís Capucha, das Novas Oportunidades, enfrenta Passos Coelho, dos oportunismos habituais

Já se sabe: com a campanha eleitoral, Passos Coelho está transformado numa espécie de Zelig. De manhã, é africano, à tarde, é pescador, e, à noite, diz o que os professores gostam de ouvir e não me admiraria que viesse a dizer que é o mais docente dos candidatos.

Hoje, o presidente do PSD criticou, com argumentos justos, o embuste chamado Novas Oportunidades. Imediatamente, Luís Capucha, saltando em defesa do seu latifúndio, ligou o mp3 e fez ouvir os dois mandamentos acéfalos do costume:

     1. atacar as NO é atacar os profissionais que aí trabalham e os alunos que por ali passam;

     2. as pessoas que atacam as NO são uns elitistas que pensam que a Educação não deve chegar a todos.

Quanto à primeira ideia, a verdade é que é possível descobrir facilitismo (ou é impossível não descobrir) nas NO, sem que isso signifique criticar as pessoas: os professores são obrigados a cumprir o que lhes é imposto, mesmo que não concordem (o que também acontece fora das NO), e os alunos mais ingénuos são enganados, acabando por confundir a posse de um diploma com a aquisição de conhecimentos. Os alunos menos ingénuos limitam-se a aproveitar a ocasião, o que é humanamente compreensível.

A acusação de elitismo, por outro lado, não passa de um inábil princípio de intenções. Na verdade, criticar o facilitismo das NO é outra maneira de afirmar que os alunos merecem melhor. Facilitar-lhes a vida, na verdade, é só desrespeitá-los. A expressão “processo educativo” é, no fundo, muito feliz, se tivermos em conta o substantivo ‘processo’: aprender não é obra de um momento, é um percurso com passos que devem ser seguros.

Capucha é o verdadeiro homo socraticus: limita-se a soltar duas ou três ideias e não se afasta daí um milímetro, não vá dar-se o caso de ter de argumentar verdadeiramente.

Catenária Portuguesa

Vinte e cinco mil volts acima das nossas cabeças, Março 2011.

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Genealogias

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Sócrates julga que o Ministério das Finanças traduziu o Memorando

José Sócrates em debate com Jerónimo de Sousa, afirmou com alguma convicção que o memorando teria sido traduzido e disponibilizado aos portugueses. Mas o Minitério das Finanças não fez esse trabalho. Quem o fez foi a equipa do Aventar com a colaboração dos seus leitores. Pode ler, não graças ao governo, nem aos partidos, nem sequer à comunicação social, seguindo este link.

O Público refere que o governo preferiu dar aos portugueses apenas uma versão reduzida. Mas, enfim, nem isso é verdade, o que existe no site do MdF é apenas uma apresentação e um discurso, onde se tomam as liberdades de comunicação normais deste governo.

para a colecção

Faça a sua Declaração de Voto: porque é que vai votar, ou não, num partido ou candidato

Entramos nas horas finais de campanha e o Aventar continua a dar voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua. Participe numa iniciativa que consideramos ter sido um sucesso, a julgar pela participação dos leitores.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Dê a sua opinião.

O caso Dominique Strauss-Kahn, haja calma

Primeiro uma divulgação precipitada: um militante da direita francesa tuítou a notícia da detenção do pré-candidato presidencial antes da polícia nova-iorquina ter piado, com o detalhe, errado, de que esta teria ocorrido no hotel.

Agora começam os alibis:

Parece-me ligeiramente precipitado dar DSK por culpado do que também pode ter sido uma armadilha, que interessa à política francesa, mas também a outras (o próximo homem do FMI não vai ser europeu, e convém não esquecer que a especulação financeira tem atacado sobretudo a Europa). Para já veio ao cimo o verdadeiro personagem Dominique. Como muita gente tem repetido, alguém que faz às mulheres o mesmo que o FMI tem feito aos povos.

PS e Educação: seis anos de ruína

A Educação não é um tema que, efectivamente, preocupe a maioria dos portugueses. Esse facto, entre muitas outras coisas, tem permitido que, no Portugal democrático, o défice educativo seja pornográfico, independentemente das muitas melhorias que se têm verificado.

Nos últimos seis anos, no entanto, conseguiu-se, até, o milagre de acabar com muito do que ainda ia funcionando nas escolas e o que era bom passou a medíocre e o que era mau passou a péssimo. Os dois governos dirigidos por Sócrates conseguiram alcançar o improvável: tomar uma larga maioria de medidas prejudiciais à Educação, algo comparável a falhar constantemente um alvo colocado a um metro de distância.

Os seis anos de políticas, por assim dizer, educativas corresponderam a uma acumulação de medidas lesivas da Educação apresentadas como modelares, graças a uma máquina publicitária que debitou avanços milagrosos, ao mesmo tempo que criava a hagiografia de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, exemplares lídimos do marialvismo político. Domar os professores e reduzir o défice a qualquer preço foram as bases das políticas educativas do PS.

O bombardeamento da Educação foi de tal modo gigantesco que se torna difícil apresentar uma visão de conjunto. Deixo aqui algumas notas dispersas, na esperança de contribuir para uma reflexão apurada até 5 de Junho. Peço desculpa se abuso da auto-citação, ao remeter para escritos mais antigos guardados noutro lugar na blogolândia, mas a verdade é que ainda não mudei de opinião.

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A caminho de Dublin (faltam 2 dias)


Dublin é música, música e mais música. Uma característica que faz de Dublin uma cidade fantástica.
Em grande parte dos pubs do Temple Bar e do centro da cidade, há música ao vivo todas as noites. Música tradicional irlandesa, entenda-se. Em alguns desses pubs, há música durante todo o dia.
Como a minha cultura a este nível não é grande, ficar-me-ei pelos meus gostos pessoais através de 2 exemplos.
Os Dubliners. Banda mítica, foi fundada em 1962 e, desde então, tem vindo a renovar o seu elenco. Muitos dos elementos fundadores já desapareceram. Têm sido dos principais embaixadores no mundo da música tradicional da Irlanda.
E Davy Spillane. Nasceu em Dublin em 1959 e toca a música tradicional do seu país utilizando como instrumento o uilleann pipe. Conheci a sua música num concerto que deu na Ribeira do Porto no início dos anos 90. Um concerto que marcou um dos momentos mais importantes da minha vida…

O relatório das PPP (II)

No post anterior partiu-se do número de PPP lançadas no período 1985-2010 para se dissertar sobre a tese “todos iguais”. Para melhor se caracterizar as PPP, apresentam-se agora mais alguns dados.

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Tu, Ministro da Cultura? Tem juízo, pá!

Qualquer indivíduo que tenha assistido a três festivais de verão e visitado duas exposições acha-se com uma cultura superior à média. Ouvindo e gostando dos violinos de Chopin pode ser-se secretário de estado. E se, por acaso,  se tiver folheado a Ulisseia e visto As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos estáse apto para ministro da cultura.

A cultura, com a honrosa excepção de Carrilho, é uma espécie de florzinha para pôr na lapela, uma coisa onde há uns coquetéis e é agradável aparecer para ver quem está e ser visto. E os ministros, mais rissol, menos rissol, têm-na tratado assim, de acordo com este entendimento.

O resto, os sítios onde não há rosé nem canapés de camarão, é composto por hordas de tipos que protestam e gritam alto, dá-se-lhes uns subsídios para os calar, arranja-se umas bolsas, mas só aos que gritam mesmo alto. Os outros ignoram-se e pronto. De vez em quando, de preferência nas alturas em que aparecem altos dignitários estrangeiros e se faz uma cimeira, organiza-se uma inauguração de encher o olho e aí está: com este programa não se faz pior que os anteriores ministros, no mínimo faz-se igual.

Até hoje, os governos foram mantendo o ministério, apesar de subfinanciado. Era uma flor cara, mas pronto, dava para ostentar junto à gravata ou ao colar de pérolas, fazer figura de inteligente e gozar o deslumbramento do poder. Agora, Passos Coelho afirma que vai acabar com a Cultura, perdão, com o ministério e será ele próprio, além de primeiro-ministro, ministro da cultura. Não podia ser mais esclarecedor sobre a sua interpretação. Com ele, nem para flor a cultura serve.

Estação de Águas de Moura

A Estrada Nacional 10 junto à Linha do Sul, Abril de 2011.

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Capítulo VI

Capítulo VI

Eu sou homem e mando. Eu sou mulher e obedeço. Meninos e meninas.

 O comando da ordem social

“Gostava de ir como a Bertita, toda de branco como se fosse noiva. Pai, deixas-me?”, perguntava a “pequena do pai”, na medida em que ela pensava que ele mandava e decidia; e, ainda, porque era dele que dependia a celebração de um ritual associado a uma crença de Vilatuxe pouco praticada em casa. A conversa passou-se há quase 20 anos, numa aldeia galega onde pai e filha eram moradores conjunturais. E girou à volta de uma crença confessada em público e posta em dúvida em privado. A pequena, aliás, sabia que o pai pouco se importava com esses assuntos e que, adulto como era, pouca atenção ia dar ao seu pedido. Assim, com um misto de confiança que [Read more…]

Os três documentos do memorando da troika

Possivelmente já leu, pelo menos na diagonal, o memorando da troika que traduzimos aqui no Aventar e este é assunto que, talvez, já lhe cause enjoo. Mas sabia que o memorando de entendimento entre o Governo e o FMI-BCE-CE é composto por três documentos? E que um deles foi o que permitiu a Louçã dar um arraial de porrada a Sócrates no debate da passada semana?

Até agora, praticamente só se tem falado de um deles, do documento “Portugal: Memorando de entendimento sobre  condicionalismos específicos de política económica” [MoU, abreviatura para Memorandum of Understanding]. Mas o próprio MoU refere os outros dois documentos, a saber o “Technical Memorandum of Understanding”  [TMU, Memorando Técnico de Entendimento] e o Memorandum of Economic and Financial Policies [MEFP, Memorando de Políticas Económicas e Financeiras].

E o que são estes dois documentos? [Read more…]