Uma bem conhecida lição


Com a crise do Egipto aprendemos uma coisa: nos americanos não se pode confiar.

Mubarak Abandona o Poleiro

Mubarak resignou-se e desceu da cadeira; nasce hoje uma nova esperança para vários outros regimes democráticos do Norte de África…

O milagre da multiplicação dos disparates no deserto de ideias da nossa direita

Na verdade, o Egipto foi a pátria ideológica da Al-Qaida, e a organização que individualmente mais moldou o fundamentalismo islâmico, é a Irmandade Muçulmana que, sabe-se, não teve até agora papel fundamental nos protestos. Mas o grupo existe, tem força e uma longa história de perseguições por parte de Nasser, Sadat e Mubarak, e representa uma presença activa contra o secularismo e a modernização da sociedade egípcia. A queda de Mubarak significa o fim de uma ditadura, mas também tira do poder um militar que sempre foi um travão à influência fundamentalista. Para haver democracia no Egipto não basta derrubar Mubarak, é preciso impedir que, no vazio do poder, não ascenda a Irmandade Muçulmana.

Os negritos são meus, a saber: sujeito, vírgula e predicado.

As regras para virgular são complicadas, e por vezes subjectivas, a da vírgula entre sujeito e predicado é das poucas muito claras, sendo gramaticalmente um erro grave.

Estou a desviar a atenção para a gramática, em vez de me referir ao conteúdo? Pois estou. Sabendo que Pacheco Pereira até já soube o que é uma ditadura e que uma ditadura nunca será um mal menor, prefiro corrigir-lhe a gramática. O resto já não vale a pena

Aguardam a Sua Chegada na Brumosa Manhã Portuguesa

É um Portugal nebuloso o que temos hoje em dia, cheio de secretas esperanças e de cada vez menos valores. Com a revolução, já lá vão uma quantidade de anos, chegou a democracia nas palavras que depressa desapareceu nos actos (se alguma vez chegou a existir neles), chegou alguma modernidade e um moderado desenvolvimento, subiu temporariamente o nível de vida de uns quantos, com todos a passarem a considerar-se aristocratas e, fruto de inúmeros erros, os critérios das escolhas das chefias baseados na competência foram desaparecendo como que por encanto, substituídos pelo laxismo, facilitismo, pelo grupo político predominante e pelo favorecimento económico.

Desde o tempo do poeta Pessoa que os fantasmas povoam o nosso imaginário, se bem que mesmo antes do primeiro quarto do século passado, seja certo que também eles por cá tenham andado. [Read more…]

A moção do BE serve para quê?

José Manuel Pureza declarou hoje à Antena 1 que a direita cairá no ridículo se votar a moção de censura ontem anunciada por Francisco Louçã. Acrescentou ainda que a moção se destina a separar águas e distinguir esquerda e direita. É assim a modos que uma moção-electrólise, digo eu.

O raciocínio é mais ou menos este: nós vamos apresentar uma moção mas vocês não sejam ridículos, não votem nela. Não votem, porque se votarem, a moção faz efeito e não é para isso que a apresentamos, é só para dizer que nós somos nós e vocês são vocês. Nós chamamo-nos B. de Esquerda e vocês assumem-se de centro direita e de direita. Toda a gente sabe isso, mas  nada como uma moçãozinha para deixar claro o que todos sabem.

Dito de outra forma: se vocês votarem a nossa moção são ridículos. Caso contrário, a moção não serve para nada (antecipadamente assumido por JMB) e torna-se ridícula.

Sócrates esfrega as mãos e ri-se. Pudera.

Eleições presidenciais: as situações deveram-se a ocorrências

 

Bronca eleitoral deveu-se a várias “fragilidades”

De acordo com as conclusões divulgadas, os problemas verificados nas eleições de 23 de Janeiro, e citando o relatório, tiveram origem numa “convergência de razões de natureza operacional e de natureza técnica“. Para além disso, ficamos a saber que “uma outra gestão da mesma infra-estrutura tecnológica poderia ter sido suficiente para evitar os comportamentos anómalos ocorridos no dia 23 de Janeiro“. Daí pode concluir-se que essa mesma infra-estrutura se mostrou “inadequada à resposta de grande concentração de solicitações”, o que não significa que “exista obrigatoriamente uma necessidade específica de reforço da componente computacional”.

Dito de outro modo, e tendo em conta a informação disponível sobre as conclusões do relatório acerca dos problemas ocorridos durante as eleições presidenciais, é possível deduzir que esses mesmos problemas foram consequência das respectivas causas, ou seja, que algumas situações se deveram a certas ocorrências, ou melhor, que, no fundo, as coisas correram mal pela simples razão de que não correram bem. Um estudo mais aprofundado sobre o tema poderia, mas só se fosse realizado, conduzir a um aprofundamento do assunto, do mesmo modo que uma análise mais incisiva dos eventos poderia levar a que se pudesse perceber cabalmente o que era perceptível.

Sindicalismo, tecnologia e idas à escola

Com toda a consideração que tenho pelo Luís Lobo, dirigente do meu sindicato e rapaz da minha criação, esta sua afirmação ao Público:

“Não trabalhamos por email ou por blogue, vamos, pessoalmente, escola a escola, alertar os professores, é um trabalho que dá frutos, mas não de um momento para o outro”

obriga-me a perguntar se entende por ir à  escola afirmar numa reunião sindical que o actual processo de liberalização selvagem resulta da queda da União Soviética, acrescentado com requintes de crueldade que as social-democracias nórdicas apenas existiam porque o sol na terra estava ali ao lado. Aconteceu na minha escola, no 1º período.

Pesem as nossas divergências ideológicas sei que o Luís não confunde uma sessão de esclarecimento do PCP com uma reunião sindical. Além disso repito o que já escreveu o Paulo Guinote: nós estamos nas escolas, vocês vêm cá reunir, e descobrir realidades que desconhecem. Tivesse o SPRC aceite a proposta feita há muitos anos de limite de mandatos dos dirigentes sindicais, ou seguissem estes a prática exemplar de alguns colegas, que se recusam a ficar no sindicato a tempo inteiro, e as coisas seriam mais fáceis.

Quanto ao mail, deixa cá ver quantos anos demorou o SPRC a descobrir que podia mandar mails aos sindicalizados, mais barato e eficaz que o jornal em papel, e já agora aproveito para contar que no dia 13/04/08 enviei um mail ao webmaster da Fenprof solicitando a implementação de um feed na página, o google reader facilita, que me respondeu “Feed RSS é coisa que está planeada, e que será implementada logo que possível.”

Azar, até hoje ainda não foi possível. Isso e deixar de usar software da Micro$oft.

Cuidado: não recomendado a pessoas sensíveis

Notícia pornográfica, daí a bola vermelha, não recomendada a pessoas sensíveis. Se se impressionar com facilidade não leia. Não digam que não avisei.

Será o CM feito por um bando de garotos excitados?

A capitã Patrícia Almeida poderá, muito em breve, sair do Comando do Destacamento Territorial da GNR de Santarém. A oficial que protagonizará, em conjunto com a cabo Teresa Carvalho, o primeiro casamento gay da história daquela força de segurança, pediu para ser transferida para o Comando Administrativo e de Recursos Internos (CARI), em Lisboa.

In Correio da Manhã

O Correio da Manhã faz destaque hoje desta informação. Com chamada à primeira página. Parece que por lá dizem ser uma ‘notícia’. Não consigo é perceber porquê.

É a primeira oficial da GNR a fazer um pedido de transferência? É a primeira oficial de nome Patrícia a pedir a transferência? É a primeira vez que o Correio da Manhã publica uma notícia sobre a GNR? É a primeira vez que o Correio da Manhã (CM) publica uma notícia? Ou não há notícia e o CM tinha falta de assunto? O CM faz notícias de todos os pedidos de transferência? Ou só dos pedidos de transferência de elementos das forças de segurança? O CM faz notícias ou é o boletim interno da GNR?

Só não quero é acreditar que o CM faz esta ‘notícia’ – e com chamada à primeira página – porque quem pede a transferência é uma senhora homossexual que vai casar. Porque não quero acreditar que o CM seja um feito por um bando de miúdos que se excitam com informações deste teor.

De Âncora a Moledo do Minho

Linha do Minho, anos 60-70.

as minhas memórias-6-a aplicação da lei

a memória existe e é escrita e para obedece à lei

Pareciam-me uma ignomínia as formas de tratamento dos patrões aos inquilinos, especialmente se eram da Nação Mapuche. Porque denomino Nação ao que se designa normalmente uma etnia na nossa ciência da Antropologia? Primeiro, porque eram os proprietários da terra tomada pelos invasores estrangeiros, pelos huinca. Porém, para os Mapuche, eu não era chileno, era estrangeiro ou huinca. Este conceito não está definido no Dicionário Da Real Academia da Língua Espanhola, por não ser palavra da mal chamada Língua Espanhola. Como também não aparecem as palavras usadas pelo luso – galaico da Galiza, ou o Bable das Astúrias, denominado pelo arrogante Dicionário citado de dialecto de los asturianos, ou o euzkaro das Províncias Bascas que a real academia da língua não reconhece como idioma do Reino de Espanha, tal como a língua Catalã, que define como Lengua romance vernácula que se habla en Cataluña y en otros dominios de la antigua Corona de Aragón, apesar disto, o meu avô paterno, aragonês, falava um Castelhano quase imperceptível. [Read more…]

A teimosia de Mubarak e a obstinação do Povo Egípcio

Praça Tahrir - CairoOntem, em diversas cidades egípcias,  havia imensa esperança na retirada de Mubarak. No santuário da revolta, a Praça Tahrir no Cairo, a expectativa do povo estava ao rubro. Quem pôde e quis, à volta do globo, testemunhou. A complementar as imagens,  notícias de diversas fontes, da BBC à Reuters, indiciavam que Mubarak estava prestes a demitir-se.

Cerca de 22:00 horas no Cairo, finalmente, via TV, o ditador surgiu a discursar às massas. Ao ruir das expectativas, eclodiu a imensa frustração dos cidadãos na Praça Tahrir; e certamente em muitas outras praças, ruas e ruelas do Cairo, de Alexandria, do Suez e de, sabe-se lá, quantas mais localidades e povoações do país. Mubarak confirmou-se disposto ao sacrifício de prolongar os 30 longos anos de presidente, até Setembro próximo. Prometeu  alterações da lei constitucional e respeitar, agora sim, um povo,  que ele próprio desprezou ao longo de três décadas. A Omar Souleiman, o vice-presidente e homem de confiança dos EUA, delegará poderes no sentido da democratização do Egipto. [Read more…]

A Moção de Censura…

…e o dia do suicídio do Bloco de Esquerda.

Qual incoerência, precisam de tradutor?

“Sabemos que no dia em que estamos a discutir não tem qualquer utilidade prática a apresentação de uma moção de censura”, disse Louçã. Que acrescentou: “Apresentaremos sempre alternativas e não nos pronunciaremos sobre moções de censura que não existem ou sobre intenções vagas de apresentação por este ou aquele partido.”

Disse Francisco Louçã no dia 5, e anda meio mundo a disparar que o anúncio hoje feito da apresentação de uma moção de censura entra em contradição com esta frase. Quando o Bloco volta a ser de Esquerda, sinto-me na obrigação de explicar aos não falantes da língua portuguesa que: [Read more…]

que aborrecido…

Gostas? Tens a certeza? Gostas de quê, afinal?

Uma senhora morreu em sua casa e o seu corpo foi encontrado apenas agora, nove anos após o falecimento.

É uma notícia triste, de solidão , abandono e desinteresse, um retrato de certa sociedade que criámos. O meu colega José Freitas deu conta dos factos aqui no Aventar, num estilo curto, seco e objectivo. Dizia que o corpo da senhora e o do seu cão haviam sido encontrados após nove anos, pouco mais.

Bastou para que oito pessoas levantassem o polegar, carregassem no botão e dissessem Gosto. Gostam? Mas gostam de quê, podem dizer-me? Dada a natureza e o tom da notícia, parece que gostam da morte da senhora e do abandono do cadáver.

Eu sei que o botãozinho está lá, mas deve ser utilizado com um mínimo de inteligência. E de pudor, já agora.

Egipto, para já ganha o povo

Para já ganha o povo, o futuro logo se verá. Para já ganha a civilização contra a barbárie. Para já ganhamos todos.

17h27 Paulo Moura, enviado especial do Público, no Cairo: “A praça Tahrir está a encher-se de gente, está a ficar completamente cheia. Não há caos. As pessoas continuam organizadas, estão a fazer os piquetes do costume, são civis que revistam as pessoas para ver se não têm armas. Para entrar na praça é preciso passar por uns 15 checkpoints destes. Na praça as pessoas estão num grau de excitação enorme, dão beijos umas às outras, há um clima de vitória.”

17h21:Mubarak está de saída (especialmente desde que o ministro da Informação o negou)”, escreve o antigo editor de Médio oriente do “Guardian”, Brian Whitaker. Mas exército e Suleiman lado a lado a governar o Egipto é um cenário que não agradaria à maioria dos egípcios.

17h19: “Praça Tahrir, agora: cânticos, música, assobios. Isto já não é um protesto, é um enorme concerto”, escreve no Twitter Arabzy.

A carta do CEO da Nokia

Precipício

Uma notável carta do CEO da Nokia aos seus co-nokianos. Sobre a Apple, o Android e demais concorrência. Sobre a própria Nokia e a forma de encarar o presente. A ler no 31 da Armada.

Eu, que fui entusiasta dos produtos dessa empresa, acabei por mudar para uma marca branca, um tal “Boston”, pela simples razão de estar anos luz à frente do que a marca tinha para oferecer. Por um preço aceitável, ganhei um bom dispositivo de acesso à net e um mau telefone. Um inconveniente menor, uma vez sinto menos falta do telefone do que da net.

Vi a empresa definhar a cada resposta inadequada à concorrência. Como é que eles mesmo não o viram? Às vezes não queremos ver, fale-se de pessoas, de empresas, de governos ou de países. A prova é o Portugal que aí está, à beira do colapso financeiro e, segundo o líder, no rumo certo. Em direcção às chamas, seguramente.

Moção de Censura fresquinha

Vindo do fundo do pelotão o Bloco de Esquerda passa da ameaça velada à concretização e vai apresentar uma moção de censura ao governo dentro de um mês.

Vamos assistir ao milagre da multiplicação das moções, aposto. PCP, PSD e CDS, sentir-se-ão ultrapassados, e cada um terá a sua, mais coisas menos coisa.

E alguma será aprovada? Duvido. Mas vai ser entretido ver se passam ou não. E como em barco à deriva os náufragos são dados à asneira, vamos ver quantos friportes nascem e quantos sobreiros à portucale são abatidos.

O 4º Poder vai lá estar

Deus e o iPhone são incompatíveis

call godCatólicos não se podem confessar pelo iPhone

Especialistas em informática declararam ao Aventar que o iPhone é incompatível com Deus: “Usam linguagens de programação completamente diferentes, para além de que não tem memória suficiente para integrar a base de dados do Criador que é, efectivamente, muito pesada.” Um outro técnico, que não quis ser identificado, confidenciou-nos que a confissão é, efectivamente, possível, havendo, no entanto, alguns problemas na absolvição que poderão ser resolvidos com a instalação de um pequeno programa, o “Ego te absolvo 3.0.9”, que inclui, para além do perdão, o número de Ave-Marias e de Pais-Nossos previstos nas várias penitências.

Para os católicos com maiores dificuldades económicas, o Vaticano irá criar uma linha directa para Deus, a pagar no destino. Fonte ligada ao Santo Padre afirmou que, no fundo, o que encarece o acto é o intermediário, “pelo que, prescindindo do padre, será possível aos mais necessitados dispor de meios para uma absolvição mais acessível.”

Já não é a primeira vez que, na história da Igreja, há incompatibilidades de software: efectivamente, dentro do mesmo hardware, a Bíblia, verificam-se, frequentemente, conflitos entre o Velho e o Novo Testamento, programas que correm em linguagens completamente diferentes: basta ver que o Deus que distribui terabytes de castigos no Velho Testamento parece ter gasto todos os recursos e, onde havia um programa que permitiu parar o curso do sol, passa a haver um rapaz que se limita a transformar água em vinho, um truque que o próprio Vasco Santana viria a usar na rodagem de O Pátio das Cantigas.

contenção…

Ah, Viseu!…

(Bragança) Viseu teve “o transporte do futuro” entre 1914 e 1990; Fernando Ruas, eternizado autarca do cavaquistão, mandou, com as máquinas da própria autarquia, derrubar o ingente edifício da estação, soberbamente localizada no sopé do centro histórico da cidade. A Viseu chegaria o IP5 (a salvação) para, recentemente, o ver substituido pela A25 (ainda grátis) e complementado pela A24 (grátis, desde a fronteira de Chaves).

Curioso será notar que, até 1990, a Viseu se podia chegar por duas vias férreas – Linha do Dão (desde Santa Comba Dão, Linha da Beira Alta) e Linha do Vouga (desde Espinho/Aveiro). Com o dinheiro da Europa, a aposta foi desmantelar, não modernizar. E Viseu tornou-se assim naquilo que é hoje: a maior cidade da Europa sem acesso ferroviário. O mesmo que o demoliu anda há anos a pedir comboios

as minhas memórias-5-reprodução social

A Universidade fundada por Andrés Bello. Antes, existía a Real de San Felipe

Estou ciente de ter escrito sobre parte da vida política e social do Chile, especialmente sobre a vida da reprodução humana. No entanto, estou também consciente de que falar de reprodução humana, é definir quais as formas em que a população vive, aprende, sabe, contribui para o crescimento do País.

A primeira ideia que aparece na minha cabeça, é a de que o Chile é um país novo relativamente ao conjunto de Estados que existem no nosso planeta. Bem sei que este ano cumprimos 200 anos de independência da coroa de Espanha e, como país y Reyno, 368 anos antecedem a Independência. No conjunto, o Chile existe como memória escrita há cerca de quinhentos anos. Anteriormente, era habitado por etnias ou nativos do país, de que pouco ou nada se sabe, pela inexistência da escrita sendo a memória guardada em lendas, histórias que passavam de uma para a outra geração, ou pelas hierarquias definidas entre os nativos. [Read more…]

Portugal 1 – Argentina 2 … Era uma vez o Cristiano Ronaldo Y o Lionel Messi …

… Y o Cristiano Ronaldo C@gou no Messi. End Of Fairy Tail

"Turismo no Município de Castro Daire"

Este post é uma saudação elogiosa a um município cujos autarcas respondem na primeira pessoa ao que a sua função (voluntária) os obriga; E como, por exemplo, aqui em Braga ou em Tadim, até as cartas registadas com aviso de recepção ficam longos invernos sem o mínimo ui ou ai, não posso deixar de relevar a minha recente experiência democrática. A mensagem que enviei há dias reza mais ou menos assim…:

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Quantos porcos tem uma vara?

vara_e_socratesArmando Vara tem um curriculum  marcado pela eficácia. Do ponto de vista académico, em 2004, sem licenciatura do curso antes frequentado na Universidade Nova de Lisboa, obteve um diploma de Gestão Pós-Empresarial do ISCTE. Posteriormente, a três dias  de ser nomeado Administrador da CGD, obteve a licenciatura da extinta Universidade Independente, a tal que examinava ao Domingo os alunos – José Sócrates é a cabeça de cartaz – com testes resolvidos e enviados por fax. Inglês Técnico, Física Quântica, o Electrão e o Positrão, e outras áreas científicas, integravam o programa de matérias complexas. Ao alcance, apenas, de  sábios, de que a governação da nação se vem valendo há anos.

O coitado do Vara – esqueçamos o infelizmente inesquecível José – vivia tranquilo. Uma vidinha simples e recatada de empregado de balcão da CGD em Vila Real e, azar dos azares,  desencaminharam o homem para funções partidárias e governamentais na capital. Uma espécie de “americano em Paris”, subitamente e a “Bem da Nação”, sem mais nem ontem está envolvido em trapalhadas da governação. Para cúmulo, oriundo de Vila Real, cidade premonitória da política à portuguesa.

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Os Deolinda e os parvos da santa terrinha

Sempre achei este comentador tosco e trauliteiro. Problema dele, de quem o segue e de quem lhe paga.
Agora deu-lhe para sair do seu campo de conforto – dizer mal de políticos  cá do sítio – para chamar parvos aos Deolinda e a quem deles gosta.
É verdade que, a propósito da canção que fala em ser-se parvo, se têm escrito muitas loas e alguns exageros, como esse de se tratar do hino de uma geração.
Eu, que não tenho hino nem geração – o que se compreende se pensarmos que Sócrates ou até o plumitivo primário a quem me refiro têm, mais coisa menos coisa, uma idade aproximada da minha e que um facto desses é suficiente para acabar de vez com qualquer ideia de pertença – acho que parvo é o senhor.
Saberá ele que os Deolinda são uma banda e fazem canções? Canções, isso mesmo, como o parvo do Rui Veloso fez sobre um tal Chico Fininho, a parva da Amália sobre a casa de uma dita Mariquinhas ou outros idiotas fazem sobre temas do seu tempo, como homens que vendem castanhas, touradas, bikinis às bolinhas, cargas em contentores ou comboios a apitar? Sabe o putativo comentarista que as canções não se fazem para salvar pátrias falidas ou indigentes? Sabe que as letras – medíocres, como diz – são apenas letras e devem tanto à literatura como  a ela são devedoras as suas croniquetas comuns e repetitivas? [Read more…]

Décalogo de MuBarack Obama

(Este texto de um grande amigo meu, parece-me muito oportuno)

Décalogo de MuBarack Obama

por César Príncipe [*]

Assegura o Livro do Êxodo que Javé/Deus ditou as Tábuas da Lei a Moisés/Profeta. Assegura o Deuteronómio que foi o próprio punho de Javé a passar a letra de forma os Dez Mandamentos. Doutos e circunspectos biblistas garantem haver Javé gravado as pedras, pois os humanos tendiam a quebrá-las. De qualquer modo, o Verbo é Divino e as dúvidas tiram-se na Guerra dos Seis Dias no Sinai ou na Escola de Gaza. A sublevação do povo egípcio vem recolocar na Agenda o papel de Deus no Médio-Oriente. Desde logo, a actualização da Lei de Moisés. Em verdade vos digo, a Lei de MuBarack Obama. De resto, o presidente dos EUA confessou ter redobrado as preces desde que o povo egípcio saiu à rua. De facto, desta vez, não foi para exibir chagas e pedir esmola. Foi para reclamar direitos e liberdades. Cansou-se de dormir nos cemitérios. Optou por dormir, com alarmes ligados, na Praça Tahrir. Mas os profetas também não dormem. Eis as Novas Tábuas da Lei (versão sugerida pelo velho católico, apostólico e romano Silvio Berlusconi e pelo cristão-novo Tony Blair: o primeiro, porque Ruby, estrela do serralho bunga-bunga/Palácio da Ordem de Malta, é egípcia e Silvio é persona grata; o segundo, porque é um compagnon de route de serial-Killers e salteadores de Enciclopédia): [Read more…]

É preciso um desenho?

Quando jogas pela selecção os árbitros são outros pá. As faltas são faltas, e os penáltis são marcados. Entendido Fábio Coentrão?