Esta acertou no alvo, atravessou o governo e ficou espetada na banca

12.000.000.000,00 €

Este é o valor que o governo não quer transferir para as autarquias para que paguem as suas dívidas, o que fará com que micro/pequenas/médias empresas com viabilidade e facturação continuem a falir e despedir.
Este é o valor que o governo quer dar à banca privada e aos seus accionistas para que mantenham os seus rácios. Não se traduzirá directamente na criação de um único posto de trabalho e/ou dinamizará a economia.

Não há dinheiro… só para alguns.

Tiago Mota Saraiva

Conhece-te a ti mesmo

 

Menezes: ‘Não sou Nosso Senhor Jesus Cristo nem a Madre Teresa de Calcutá’

Não conheço a Esotérica de lado nenhum

O que é interessante é que estas autarquias estão todas no mesmo servidor, alojadas pela empresa Esotérica e o site foi criado sempre pela mesma pessoa: Fábio Poli.
Chega a ser mais bizarro que alguns sites se tornam autênticas cópias e até os títulos saem “alterados”, como este exemplo mostra:

Se conhecesse só teria a dizer bem do serviço prestado.

Elogios à Junta de Freguesia de Tadim – 1

Na última Assembleia de Freguesia cá do burgo, o nosso ilustre presidente de Junta, José Manuel Cunha, acusou-me – e com razão! – que eu nunca vou às assembleias elogiar o trabalho da Junta.

Pois, senhor presidente, vou dar a mão à palmatória e dedicarei aos elogios à actuação da Junta de Freguesia de Tadim toda uma colecção de textos doravante; mas o senhor presidente tem que me ajudar, tem que me dar motivos para elogiar o trabalho abnegado que faz em prol de Tadim, com o dinheiro dos tadinenses. Desde já lhe agradeço a ajuda e a inspiração….

Oh Faxavor

– Eu liguei para o outro número mas ninguém atendeu.

– É, às sextas-feiras ninguém trabalha de tarde na Câmara.

– Ah.

– Ligue na próxima semana depois das nove mas não à hora de almoço, também não há lá ninguém.

– Ah…

Encerrar escolas?

Esta frase dá arrepios, num país onde a juventude está tão mal preparada e as regiões desertas. A desertificação irá acentuar-se, tudo porque é necessário poupar uns tostões,enquanto se esbanjam milhões em gabinetes com doze motoristas, assessores, consultores externos, frotas automóveis, megainvestimentos que ninguem sabe muito bem para que servem.

Dizem-nos que os resultados escolares são muito baixos nestas escolas quando comparados com escolas com mais de 20 alunos e com professores especialistas nas diversas matérias.Não sei se é assim, estamos mais que avisados que as razões, os estudos, os gráficos e os relatórios aparecem sempre a dizer o que quem paga quer que digam. Uma escola perto de casa, sem deslocações, num ambiente conhecido, com professores conhecidos das autarquias e das famílias parece ser o quadro ideal para que jovens de menos de 12 anos possam tirar o melhor aproveitamento.

A ministra, diz que cada caso é um caso, serão estudados um a um com as autarquias e os pais. As autarquias se não tiverem um olhar medíocre e vesgo sobre o assunto, podem ter uma palavra de grande valor , mas se a sua visão for a de poupar uns patacos, serão os alunos a sofrer com o encerramento das escolas.

É dificil perceber que nas autarquias, onde apareceram empresas como cogumelos a fazerem o que as Câmaras sempre fizeram,com administrações de boys e girls a ganharem balúrdios, não possam manter as suas escolas e os seus mais jovens filhos junto de si. A seguir aos filhos irão os pais logo que puderem, e os primos e as tias e os vizinhos…

O mesmo partido que enche a boca com a regionalização ( mas devagarinho…) é o mesmo que mais contribui para a desertificação do interior do país, fechando Centros de Saúde e escolas !

Eu bem desconfiava…

…para não dizer que tinha quase a certeza. Esta é uma das razões pelas quais sou céptico em relação à regionalização em Portugal.

As Redes Sociais nas Autarquias:

Hoje estive num seminário internacional sobre “Estratégias de Comunicação nas Autarquias e nas Organizações Públicas”, organizado pela Omnisinal.

O principal motivo da minha presença: ouvir Sergio Fernández López (SFL) e as suas opiniões sobre as novas ferramentas de comunicação digital, em especial as Redes Sociais, matéria na qual Sergio López é especialista.

Devo confessar que sou um pouco céptico nestas coisas (Seminários). Claro que os considero fundamentais e um importante instrumento de aprendizagem. Porém, abordagens “académicas” relacionados com as novas ferramentas comunicacionais digitais, mais especificamente as Redes Sociais e a sua importância na comunicação institucional, não podem ser explicadas por qualquer um.

Outra coisa que me irrita solenemente nestas sessões é a velha mania portuguesa de fazer perguntas opinativas. Ou seja, em vez de se tirar dúvidas, emitem-se opiniões, as mais das vezes perfeitamente deslocadas quando não estúpidas. Como diz um amigo, são os “achadores” – eu acho que isto, eu acho aquilo…

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Pórticos, Chips, Scuts E Cidade Da Maia

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MUDARAM DE IDEIAS

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Desloco-me quase diariamente, pelas estradas do meu distrito (Porto), muitas das vezes só pelo prazer de passear. Tenho esse privilégio.

Nesses meus passeios, acontece ter de passar pelas auto-estradas e vias rápidas da zona. De longe a longe, lá se viam, nos últimos tempos, um ou outro pórtico novo, que ninguém me sabia dizer ao certo para que iria servir.

Vou muitas vezes à cidade da Maia.

Antes das eleições, vi por lá cartazes, grandes, a informar os munícipes, que a Câmara da Maia, e evidentemente o seu Presidente e de novo candidato, eram contra o pagamento de portagens nas "scuts" da área. Ninguém, em seu prefeito juízo, aceita de bom grado, esse pagamento, até porque se sabe da falta de alternativas a essas estradas de circulação rápida.

Depois, e durante a campanha eleitoral para as Autarquias, vi por lá, em substituição dos cartazes de que falei, as caras dos candidatos e os símbolos dos partidos que os apoiavam.

Até aqui, tudo normal, penso eu.

Dia de eleições, Domingo, os que votaram foram votar e os outros também não.

Na segunda-feira imediata, coisas estranhas aconteceram. Como se fossem cogumelos, os pórticos multiplicaram-se. numa azáfama incrível, dezenas de operários estavam a trabalhar para pôr em pé dezenas de coisas dessas espalhadas pelas "scuts" da zona. Depressa se verificou,, e se soube que iriam servir para o pagamento, via chip a colocar nos automóveis, de portagens.

Estranhei. Antes das eleições ninguém se mexia, ninguém falava no assunto. No dia a seguir, tudo em pé de trabalho. A fazer muito depressa o que todos contestam.

Bem, todos não, que a Câmara da Maia, agora que os mesmos venceram, esqueceu-se de voltar a colocar os cartazes antigos a dizer que eram contra o pagamento de portagens na "scuts". Será que agora já não interessa captar as simpatias dos munícipes? Afinal já está tudo ganho, para quê qualquer preocupação?

Os pórticos, já estão todos instalados. Todas as auto-estradas da zona estão minadas com eles. A28, A29, A41, A25 e por aí fora, têm já tudo a postos.

Com o início do pagamento de portagens, as estradas antigas vão encher-se de carros. Os engarrafamentos vão ser uma constante. O País, nestas zonas vai tender a parar.

É um simples e evidente ataque ao Norte. Se não vejamos:

-Porto – Aveiro PAGA!

-Porto – Espanha PAGA!

-Porto – Paços de Ferreira – Lousada – Felgueiras PAGA!

-Porto – Aeroporto PAGA!

Gostaria ainda de saber como se vai atravessar a ponte de Vila do Conde, por exemplo? Vamos ter "bicha" parada do Porto até à ponte. E depois até passar a Póvoa, como vai ser? Só por lá há uma estrada (que não passa de uma simples rua) com uma faixa para cada lado, cheia de tudo o que é comércio e indústria. Qual a alternativa que nos deixam? Quantas empresas, e quantos particulares vão deixar de ter possibilidades de subsistir?

Mas o governo é que sabe, e todos baixam as orelhas.

Ou não?

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Cartazes Para Que Vos Quero (II)

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AINDA ESTAMOS ATOLADOS NELES

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De uma maneira geral, andamos todos os dias pelas mesmas ruas, pelos mesmos sítios, e nem damos pelas diferenças ou pelas não diferenças na paisagem. Mas deveríamos estar com mais atenção.

Desde há uns meses que fomos inundados por cartazes políticos. Cresceram como cogumelos por todo o lado. Eles são grandes, pequenos, médios, estão presos ao chão, pendurados em postes ou suspensos em cabos que atravessam as ruas. Há-os para todos os gostos e feitios.

Já em tempos, escrevi sobre eles, e sobre a sua necessidade.

Neste fim de semana, fui passear olhando "com olhos de ver". Afinal, já há uma semana que se realizou a última eleição desta série de três, e se os partidos políticos e os candidatos foram tão céleres a colocá-los, também o deveriam ter sido a retirá-los.

No entanto, tal não aconteceu. Ainda por aí estão, espalhados por todo o sítio. Uns ainda como novos, outros um pouco degradados e outros ainda, totalmente desfeitos. A poluição visual é tremenda.

Porque se não exige, os autarcas eleitos é que o deveriam fazer, que os partidos ou candidatos que os colocaram, os retirem num espaço de tempo que tem de ser necessariamente muito curto, e que arranjem o que estragaram para os colocarem ? Vamos ter de continuar a "gramar" com este espectáculo por mais tempo? Ainda há, por aí, alguns cartazes das eleições de Junho, muitos das eleições de Setembro, e praticamente todos das eleições de Outubro. Não há multas para quem não os retira atempadamente?

Ou então porque não tomam as Autarquias, nas suas mãos e imediatamente, essa retirada e esse arranjo, e depois apresentam a conta a quem de direito?

Aqui fica a reclamação e a sugestão, dirigidas aos senhores autarcas do meu País.

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Touradas

Recentemente a Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu proibir a realização de touradas na cidade. Não me interessa  tanto a medida em si, que terá certamente muitos defensores e outros tantos detractores, mas sim uma pergunta em concreto que a decisão suscitou a um jornalista. Neste caso, foi um pivot da SIC Notícias, cujo nome infelizmente não recordo. Perguntava este ao presidente Defensor Moura se estava certo de que a medida correspondia à vontade da maioria da população. Visivelmente pouco habituado, como de resto a maioria dos autarcas, a ser confrontado com esta questão, o presidente esquivou-se e foi necessário repetir a pergunta. E então respondeu que não precisava de saber isso, só precisava de saber que Portugal havia subscrito uma declaração de defesa dos direitos dos animais.

No que me diz respeito, gostaria que se acabasse de vez com as touradas, não tanto por proibição mas porque fosse crescendo uma sensibilidade que visse com repulsa os maus tratos infligidos aos animais. Mas pergunto-me porque razão tão poucas vezes se pergunta a um autarca se está certo de que qualquer uma das medidas que pretende implementar corresponde à vontade da maioria dos seus munícipes.

Responder-me-ao que não precisa de estar, foi eleito pela maioria para decidir e a contínua consulta aos cidadão atrasaria a tomada de decisões e tornaria a governação impossível. Mas não posso deixar de pensar que, pelo menos ao nível do poder autárquico, poderia e deveria ser de outro modo.

Queria a maioria dos portuenses que o teatro Rivoli fosse entregue às soporíferas encenações do sr. La Féria? Queria a maioria dos portuenses que a Avenida dos Aliados fosse despojada sem piedade de qualquer vestígio de árvores de sombra, flores, relva, bancos de jardim, para que em seu lugar se estendesse o cimento e se colocassem umas pobres árvores depenadas, que mais pareciam sobreviventes de um holocausto?

E, da mesma forma, podemos perguntar se era a vontade da maioria dos portuenses que se teve em conta quando se pensou entregar a privados a gestão do mercado do Bolhão, do pavilhão Rosa Mota, da praça de Lisboa, do mercado Ferreira Borges?…

Desculpar-me-ao se me centro exclusivamente na cidade do Porto, mas creio que não deverá ser difícil enumerar, em muitas outras cidades deste país, situações semelhantes. Afinal, com maior ou menor mestria, vamos todos sendo toureados.