Castas portuguesas, a Família Durão Barroso

durao barroso

Anda por aí um espanto porque Luís, filho do José Manuel, foi ganhar a vida no Banco de Portugal.

Luís José Durão Barroso, tio deste sobrinho e por coincidência irmão do José Manuel, é desde Janeiro de 1994 Vogal da Comissão Nacional de Protecção de Dados. Suponho que remunerado.

Porreiro senhores deputados!

Durão

Há cerca de um mês atrás, na abertura do Brussels Economic Forum, Durão Barroso afirmava que os governos deviam deixar de culpar Bruxelas e começar a assumir responsabilidade pelas suas decisões: “É muito importante que quem toma decisões depois assuma as responsabilidades”, disse o homem que virou costas às suas responsabilidades governativas assim que lhe acenaram com uma abastada vida de burocrata em Bruxelas. Durão, a terceira ou quarta escolha para o cargo de Presidente da CE, não hesitou e deixou o país mergulhado numa crise política que terminou na dissolução da AR e consequente subida ao poder de José Sócrates. Se isto não é responsabilidade, não sei o que será.

Volvido um mês, ficamos ontem a saber que a maioria PSD/CDS-PP chumbou a vinda de Durão Barroso à Comissão Parlamentar de Inquérito à Aquisição de Equipamentos Militares, para responder a perguntas dos deputados sobre o caso dos submarinos. Não se percebe este bloqueio mas é possível que os deputados da maioria não se revejam nas palavras do burocrata e não pretendam vê-lo assumir responsabilidades pelas suas acções, caso hajam, algo que caberia à dita comissão apurar. Ficava-lhe bem aparecer por lá, até porque ainda há duas semanas tivemos que pagar uma multa de 3 milhões de euros resultante de ilegalidades praticadas pelo seu curto mas inesquecível governo. Mas os distintos deputados da maioria acharam melhor bloquear a iniciativa do BE, não vá esse hipotético assumir de responsabilidades colocar uns quantos em cheque. Foi porreiro pá!

A bem da transparência e da democracia

PSD e CDS chumbam audição a Durão Barroso sobre o caso dos submarinos. Não vão os telhados de vidro desabar como a selecção brasileira…

Um título que é um tratado. E um resumo da “mais valia” para Portugal.

Decisão de governo de Durão multada pela UE em 3 mil milhões

1969-2014

1969-2014
Ninguém gosta de ser interrompido numa Universidade… e isso vê-se na expressão…

A escola de Durão Barroso

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O companheiro Barroso veio fazer campanha ao seu Liceu, dirigindo-se ao pessoal do “no meu tempo é que avia inducação, a minha carta classe vale mais ca escola toda hoje“, compreende-se, estando na reforma tendem a não votar A(N)P, veio o Barroso my friend assegurar que ali aprendeu com rigor e excelência.

Foi um bocado indigno, não se humilha assim a própria escola.  Aquela que João Pinto e Castro também conheceu, e lembrava assim:

Em meados dos anos 60 (creio que precisamente em 1965), três quartos dos alunos da minha turma do Liceu Camões, secção do Areeiro, faltaram à exibição de ginástica programada para o dia 10 de Junho, Dia da Raça, no Estádio Nacional. 

No último dia de aulas, fomos todos chamados à presença do Reitor e sumariamente expulsos do liceu. Nas condições política da época, isto poderia até certo ponto ser considerado normal, dado que, no quadro da Mocidade Portuguesa, a nossa ausência equivalia a uma espécie de deserção. Mas agora vem a parte mais curiosa: apesar de, por razões de saúde, eu ter sido nesse ano dispensado da ginástica, fui expulso como os outros sem apelo nem agravo. 

Um Liceu à maneira do que tínhamos em Coimbra, para as nossas elites e onde, no meu caso, e pelas palavras do Carlos Fiolhais: [Read more…]

A abolição silenciosa (e consentida) da democracia

Give up your rights

Ultimamente sinto-me no filme da democracia New World Order style que se desenrola nos EUA desde o muito mal explicado atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001. Há quem acredite que, com o 25 de Abril, assistimos a apenas um PREC. Na realidade foram dois. E ainda que um tenha ficado rapidamente pelo caminho, o “processo revolucionário em curso” levado a cabo pela mesma elite que já governava o país no tempo do outro senhor continua, e conheceu dias de franca expansão desde 2008, altura em que os verdadeiros terroristas do globo decidiram que os países mais vulneráveis da zona euro (entre outros) haviam de pagar as aventuras especulativas dos grandes bancos mundiais e da alta finança em geral. Como resultado de erros que não cometemos e do facto dos 2 partidos e meio que dominam o sistema político serem meros instrumentos nas mãos da verdadeira elite, assistimos hoje ao acelerar da perda de soberania financeira, que de qualquer forma já vinha sendo progressivamente alienada desde a adesão à União Europeia, mais tarde convertida em IV Reich.

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BPN: pagamos e ainda gozam

duraobarrosoO mordomo dos carrascos de Bagdade  veio avisar a pátria de que existe, emigrado, e pretende regressar à sua zona de conforto. Empreendedor como sempre, José Manuel ambiciona disputar o difícil mercado dos candidatos da direita a Belém, intenção que confirmou desmentindo-a numa entrevista.

Mas o cherne da sua aparição foi outro: deixou à campanha eleitoral europeia dos seus uma dica fabulosa: atacar outro notável emigrante, Vítor Constâncio, afirmando que o tinha questionado três vezes sobre o banco do PSD.

A anedota é hilariante: o homem que viu um arsenal no Iraque, que lá não estava, acusa o ex-governador do Banco de Portugal de não ter visto que o BPN era uma associação de malfeitores, que o era, mas onde ninguém tocava, precisamente porque os bandidos são do seu partido e às castas de inimputáveis nada se vê, nunca se investiga, jamais se invade a privacidade das fraudes. [Read more…]

Luxos

Em assertiva entrevista, o presidente da Comissão Europeia determinou ser indispensável que surja uma candidatura à presidência da República apoiada por PS, PSD e CDS.

E a democracia? Ah, sim, pois, têm de compreender, isso é luxo de ricos.

barroso

É importante respirar, ter uma pausa, pensar, reflectir

Uma marca de cervejas pôs “Paulo Bento a dar táctica [sim, exactamente: ‘táctica’ e ‘tácticas’] para unir os portugueses à Seleção”. Seleção? Seleção. Felizmente, existe concorrência.

Lembramo-nos todos certamente daquilo que foi escrito, há mais de um ano, acerca da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990: “o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior”. Efectivamente, plenamente aplicado e sem problemas de maior.

Convém que os responsáveis por um anúncio com quase quatro anos aproveitem a resposta do actual presidente da Comissão Europeia – “é importante respirar, ter uma pausa, pensar, reflectir…” –, admitam aquilo que salta aos olhos de todos (no Expresso não se adopta o Acordo Ortográfico de 1990) e acabem com este triste e deprimente espectáculo. Porque “a coisa mais normal do mundo” é um português escrever ‘reflectir’. Reflectir? Sim: reflectir.

reflectir

 

A deriva governamental

IRC e taxas

Em Janeiro entrou em vigor a menor carga fiscal para as empresas para, apenas três depois, vir o mesmo governo, que se está nas tintas para as eleições, aventar a possibilidade de mais impostos para as empresas.

Como se sabe, de boas intenções está o inferno cheio – e cá no rectângulo, de há uns anos a esta parte, isto tem sido um gigantesco inferno.

Só cá faltava, neste reino da hipocrisia, o mordomo dos Açores vir mandar mandar bitaites, depois de ter abandonado o país pela oportunidade de Bruxelas. “Ó Pedro, olha que há limites. Pensa nas eleições – nas tuas e na minha”.

Cavaco Silva não adopta o Acordo Ortográfico de 1990

sampaio guterres durao cavaco

© ACNUR/ S.Hopper (http://bit.ly/1na93XN)
© ENRIC VIVE-RUBIO (http://bit.ly/1na9cdV)

É verdade, já sabíamos. Contudo, no prefácio deste livro de Xanana Gusmão, ficam dissipadas aquelas dúvidas que pudessem ainda subsistir: tudo continua como dantes.

Aliás, através de uma leitura atenta dos quatro prefácios, não se detecta qualquer vestígio de adopção do AO90.

Sampaio, Guterres, Cavaco Silva e Durão Barroso não vêem qualquer necessidade de adoptar o AO90, num livro promovido pela CPLP (sim, pela CPLP) — permitam-me que volte a perguntar: para quê?

Foi ainda durante o mandato de Xanana Gusmão como Primeiro-Ministro que a economia timorense registou quatro anos sucessivos de forte crescimento, que o país foi objecto, pela primeira vez na sua História, de um plano sistemático de electrificação e se procedeu ao lançamento dos alicerces de uma rede de protecção  social em larga escala.

Aníbal Cavaco Silva

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A mesma visão e a mesma liderança são expressas nos discursos compilados neste livro, documentando um projecto que em vários aspectos foi tão difícil como a conquista da independência: a construção de um novo país democrático e com unidade nacional, por via da reconciliação e do desenvolvimento.

António Guterres

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20 de Maio de 2002 ficará para sempre gravado na minha memória.

José Manuel Durão Barroso

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No dia seguinte, em mais um acto excepcional, apresentei, pessoalmente, ao Presidente Xanana Gusmão o primeiro Embaixador de Portugal em Timor-Leste.

Jorge Sampaio

Durão a presidente?

Nada disso! Um cargo internacional que este cherne já não nada em águas periféricas.

 

Camarada Durão

No dia em que a China celebra os 120 anos do nascimento de Mao Tsé-Tung, vale a pena recordar esse ícone da luta revolucionária maoista que foi o camarada Durão:

medida essa que não é mais do que o reflexo da crise do sistema de ensino burguês, e medida essa que é inteiramente incorrecta, anti-operária e anti-popular

E era este o discurso do camarada Barroso há 37 anos atrás. Mao estará certamente orgulhoso dele.

Dez anos é muito tempo

Segundo o presidente da Comissão Europeia, “Dez anos já chega. Dez anos é muito tempo”. Sim, lembrei-me de Paulo de Carvalho. E lembrei-me da minha primeira sessão de Estrasburgo, em Julho de 2003, quando interpretei Pat Cox, ladeado por Berlusconi e por Prodi, o homem a quem Durão Barroso sucedeu. Realmente, foi há muito, muito tempo.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Ah! Não se esqueçam: hoje, joga a Selecção.

José Manuel Durão Barroso, o carreirista

manifestação mrpp 1975

Chego por via do José Simões ao CV do Presidente da Comissão Europeia. Ali se escreve:

A sua carreira política começou em 1980, quando aderiu ao Partido Social Democrata (PSD).

Apreciei o rigor e a exactidão. A carreira política começou formalmente nesse ano, carreira no sentido de “profissão ou percurso profissional” que a tão altos voos o haveria de levar. Militância política é outra coisa, e como é sabido essa iniciou-se antes, no MRPP, onde o carreirismo era ferozmente combatido.

É a diferença entre um tempo em que se acredita em causas e outro onde se toma a opção de seguir uma carreira política, coisa que no MRPP seria impossível. Está certo e confere. [Read more…]

Durão e os moralistas de Bruxelas

Um dos problemas de termos abdicado parcialmente da nossa soberania em favor desta espécie de projecto europeu em que nos metemos, reside no facto de termos que levar com lições de moral destes supostos representantes que ninguém elegeu para nos representar, nomeados pelos amigos e pelos amigos dos amigos.

Um desses moralistas é Durão Barroso, um homem que gosta de falar de responsabilidades mas que não hesitou em fugir às suas quando teve a primeira oportunidade. É que este senhor até foi escolhido democraticamente para Primeiro-Ministro de Portugal, mas, quando lhe deram a oportunidade de ser a terceira ou quarta escolha para servir os “führers” europeus, o homem lá foi, todo contente, servir a corte do eixo franco-alemão, como “bom aluno” português que é. Mas hey, até o Obama tem um cão português na Casa Branca!

Para além de nos ser completamente inútil enquanto presidente da Comissão Europeia, este antigo maoísta ainda gosta de mandar a sua boca. No outro dia, em Vilamoura e sem o punho erguido de outros tempos, falava no “caldo entornado” que seria se Portugal deixasse de seguir à risca o plano de destruição social a que está sujeito (e para além do qual o governo tanto gosta de ir), fazendo uso da habitual chantagem dos mercados e do aumento dos juros. Agora é o organismo a que preside que se vem juntar ao coro anti-Tribunal Constitucional. Há uns dias atrás surgiu um relatório e o cerco foi-se apertando. A ideia que tentam passar é a de que, caso haja um segundo resgate, a culpa será do TC e desses juízes anarquistas que se julgam no direito de interpretar a Constituição em benefício dos portugueses.

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O Terrorismo da Incerteza

Ainda alimento a esperança de que o fundamentalista Arménio leve a grande ganadaria minoritária de protestantes para uma avenida habitual de Lisboa, em vez de arriscar chatices e incidentes na Ponte 25 de Abril-Salazar. Se calhar chovem picaretas no dia 19 e lá irão eles, os camaradas, todos molhados, cuecas molhadas, bigode molhado, ventre rotundo molhado a pingar pela ponte, apanhando uma tosse, uma gripe, uma maleita qualquer. Se alguém se constipar, de quem será a culpa? Do Arménio, pá! Quis espingardar contra tudo e contra todos. Agora que se amanhe enquanto chove a cântaros. Se qualquer lugar serve para espingardar, por que motivo tem de ser na Ponte, sujeitos a uma rabanada de vento derruba-camaradas, asa delta à força o camarada gordo agarrado à tarja a pique no Tejo, pá?! A CGTP-PCP continua muito caprichosa e insiste em aterrorizar-nos com a incerteza de uma manif pachorrenta ou incendiada pelas endorfinas eufóricas da travessia Almada-Lisboa. É um escândalo que algumas entidades se acovardem e não digam o óbvio: a marcha é uma criancice tola. E não pode acontecer.

Dou-me conta, e digo-o muitas vezes, que não vale a pena procurar com uma lanterna uma só voz autorizada, forte, liderante, digna de respeito em Portugal. É o deserto. Um Primeiro-Ministro fraquinho. Um Presidente fraquinho cheio de medo de ser mal-interpretado e indirectamente conspurcado com as aselhices do amigo Machete, todos os ex-Presidentes irrelevantérrimos, com excepção não-rapace de Eanes, pontificando nesse triste friso III-republicano Zero Soares e Zero Sampaio; uma Oposição indescritivelmente fraca, submissa e incapaz de mobilizar convincentemente um átomo de gente. [Read more…]

Por baixo da mesa

Segundo resgate “não está em cima da mesa”, diz Durão

Durão Barroso retratou-se junto de Hollande?

Segundo o Diário de Notícias de anteontem,

DB FH 2

Durão Barroso retratou-se junto de Hollande? Será possível? Ter-se-ão enganado no DN? Estarão a brincar connosco?

Ah! Aparentemente, sim, é possível. Não, não se enganaram. Sim. parece que…

Então, as minhas sinceras desculpas. Não fazia a mínima ideia. Mesmo assim, confesso, não acredito…

DB FH

Original: GEORGES GOBET/AFP/Getty Images (http://bit.ly/12YBwfj)

Sem a ajuda de Francisco Belard e de Ricardo M. Santos, não teria chegado a este título do DN. Obrigado a ambos.

Merkel: Austeridade, eu?

Que Portugal e Grécia estão quase reduzidos a cinzas, que a Espanha para lá caminha, que os indicadores europeus são piores que nunca, ninguém duvida.

Culpados, responsáveis, é que não há, afinal não é só em Portugal que a culpa morre solteira. Já faltou mais para ouvirmos a sra. Merkel dizer que foi sempre a favor da mutualização das dívidas e de maior igualdade de tratamento entre os países europeus. Para já, vem dizer que foi sempre contra a austeridade (as palavras podem não ser estas, mas o sentido é).

A Alemanha tem alguma culpa na situação actual? Não, nem pensar, a culpa é de Barroso, esse indígena do sul, do BCE, essa instituição que funciona à margem da vontade alemã, e de interesses que a Alemanha desconhece, a iniciar pelas próprias eleições alemãs.

É, aliás, por causa das eleições alemãs, que Merkel inflecte o discurso e procura deitar areia para os olhos dos próprios alemães, numa altura em que no país se começa a entender onde conduz a política suicida da dupla Merkel/Schäuble, com o PIB da zona euro a contrair 0,2% e com a locomotiva alemã a crescer apenas 0,1% no último trimestre. [Read more…]

O bode respiratório

Alemães criticam Barroso e a austeridade.

De todos os lados

Praticamente não houve lua de mel do povo português com a troika. Pouco depois de a troika ter entrado em território nacional, começaram a chover os protestos e as manifestações em todo o país. Por tabela, o governo nunca teve estado de graça porque cometeu o erro, diga-se que pouco inteligente e muito saloio, de gritar aos quatro ventos que o governo iria “mais além da troika”, que a austeridade iria acontecer “custasse o que custasse” para se atingir o sublime objectivo de “empobrecer o país”. E como assim aconteceu, com tremendo sofrimento do povo e visível regozijo da senhora Merkel, o país atónito passou da desconfiança à rejeição, agravada por observar a olho nu o servilismo, a ausência de coluna vertebral de todo o gang da bandeirinha na lapela. A rejeição passou a ser demonstrada por todos os meios: na rua, nas escolas, nas famílias, nas empresas, nas forças armadas, nos lares, nas galerias do parlamento, em toda a parte. As vaias aos governantes têm-se sucedido, a Grândola Vila Morena passou a ser um hino de revolta de norte a sul do país. Os artistas explodiram ao verem em perigo a liberdade conquistada em Abril de 1974.

Mas havia uma nuvem sobre esta unanimidade popular: as pessoas julgavam-se sós, isoladas do mundo na sua revolta. Daí a desusada atenção com que passaram a olhar para a Grécia, Chipre, Irlanda, Espanha, Itália e França. Os sindicatos, os trabalhadores portuários, os bravos trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo, a internet, os jovens, os artistas fizeram o resto: começaram a deslocar-se a Portugal figuras desses países para mostrarem a sua solidariedade e acordo. Puseram-se muitas esperanças em François Hollande, presidente da França, mas ele cometeu o erro fatal de ser demasiado bem educado, demasiado cavalheiro e conciliador com uma mulher como Merkel, formatada na arrogância prussiana e no bloqueio totalitarista da antiga RDA de sinistra memória. É um caso perdido. [Read more…]

O Burroso

alforreca

 

Confesso: sempre tive uma certa preferência pelo apelido com que um órgão da imprensa americana, inocentemente, designou o nosso então breve primeiro-ministro, aquando da sua participação caricata e criminosa, como fantoche de serviço, na “cimeira” de bandidos que reuniu nos Açores em preparação da invasão do Iraque. Se o lapso tivesse apelidado o homem de Borroso, também não estava mal.

Durão Barroso, de seu original nome, é o paradigma do político-ténia: destituído de tudo em que se reconhece virtude e probidade num homem, intelectual e moralmente invertebrado, agarra-se contudo (e com tudo…) ao que lhe proporcione a sobrevivência, coma o que comer, viva onde viver. Sempre foi assim. O comportamento que o fez ser expulso do MRPP (por “intolerável oportunismo e falta de carácter”, dizem-me) é o mesmíssimo que o leva a boiar com pessoal sucesso no esgoto da política europeia actual. Hoje, a criatura, numa entrevista a um jornal alemão, teceu rasgados elogios à Merkel, enquanto zurzia forte e feio no seu próprio país e países companheiros de desgraças. Talvez por se ter atrevido, há dias, a dizer umas palavrinhas, tentando agradar a outros sectores, fora das estreitas baias a que o confinam os seus patrões. Durão no seu melhor.

(Nota: Zé, dizem-me os meus amigos, enganaste-te na foto que acompanha esta nota; aquilo é uma alforreca, animal invertebrado peçonhento e perigoso, carente de sistema nervoso central. Não, digo eu, não me enganei).

Guantánamo está-me a matar

Prisioneiros em fatos de macaco laranja aguardam numa área temporária sob o olhar atento da polícia militar no campo “Raios-X” na Base Naval de Guantánamo, em Cuba, durante o processamento para o centro de detenção temporária em 11 de janeiro de 2002. Aos detidos vai ser dado um exame físico básico por um médico, que inclui uma radiografia do tórax e recolha de amostras de sangue para avaliar a sua saúde. Foto do DoD (departamento de defesa) pelo sub-oficial de primeira classe Shane T. McCoy, da Marinha dos EUA.

Os EUA mantém prisioneiros em Guantánamo, à margem de todas as leis, sem acusação e sem julgamento homens sem qualquer esperança (muitos deles capturados ainda menores). As notícias nos media normais sobre este caso em Portugal são mínimas (ao contrário do que aconteceu quando os criminosos combinavam a guerra de agressão).

A seguir ao corte pode ler o testemunho de Samir Naji al Hasan Moqbel, preso há 11 anos em condições desumanas (traduzido do New York Times).

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Quando a premissa é falsa, quero lá saber do programa do governo

Programa do ainda “actual Governo“:

O Grupo RTP deverá ser reestruturado de maneira a obter-se a uma forte contenção de custos operacionais já em 2012 criando, assim, condições tanto para a redução significativa do esforço financeiro dos contribuintes quanto para o processo de privatização.

Sendo mentira, a parte da “redução significativa do esforço financeiro dos contribuintes“, ficaria por aqui, deixemos agora o Marques Mendes que descapitalizou a RTP acabando com a taxa de radiodifusão ou a taxa/EDP que foi inventada na curta estadia de Durão Barroso em S. Bento, tudo às ordens do tio Balsemão que agora se descobre enquanto aprendiz de feiticeiro, nem estou virado para discutir o caso privatização da RTP propriamente dito, uma toleirada de Agosto inventada à pressa para tapar o absoluto e definitivo falhanço das metas orçamentais. Mas ao procurar no tal programa de governo não pude deixar de ler um parágrafo anterior:

As mudanças em curso (v.g. a Televisão Digital Terrestre, que deverá cobrir todo o País em 2012, e as novas gerações de banda larga) exigem especial cuidado de forma a garantir que não há cidadãos excluídos particularmente por razões económicas, pelo que o Estado compromete-se combater qualquer tipo de exclusão, actuando de forma rigorosa na esfera legislativa e reguladora.

Perante factos, nem vale a pena gastar argumentos. Esta gente é tão rasca que ainda acordo com saudades do exilado parisiense um dia destes. E aí, não respondo pelos meus actos.

Fonte do gráfico.

Os quatro malfeitores

Faz hoje 9 anos que quatro malfeitores se reuniram na Base das Lajes para justificar o injustificável. Neste momento, os EUA já retiraram as suas forças do Iraque, substituídas largamente por mercenários. Os iraquianos continuam a sofrer. E quanto aos malfeitores, foram todos devidamente recompensados.

Recorde aqui a Cimeira das Lajes

Desemprego: a tragédia e a epístola de Barroso a Passos

O desemprego é, de facto, das mais graves calamidades sociais nos países europeus.  O Eurostat acaba de divulgar estatísticas, sintetizadas no gráfico seguinte:

Taxas de Desemprego em Dezembro de 2011

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Obs.: * Outubro 2011     ** 3.º Trimestre de 2011

O índice relativo a Portugal (PT) atingiu 13,6% no final de Dezembro de 2011, valor que excede a previsão do Governo da média para 2012: 13,4%.

De salientar que os países sob a terapia de austeridade da ‘troika’, Grécia (19,2% em Outubro de 2011) e Irlanda e Portugal (14,5% e 13,6%, respectivamente, em finais de 2011) têm registado crescimento do desemprego; fenómeno que, de resto, é o resultado natural da insensibilidade social das políticas em vigor.

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Cavaco vaiado em Guimarães, não viu este vídeo nas TV’s, pois não?

Deixo o texto de quem filmou e cada um que faça a sua leitura.

Jantar na inauguração da Capital Europeia da Cultura 2012: Cavaco Silva é vaiado pelo Povo (mesmo Povo e não os folk do costume) à entrada e à saída do restaurante; Durão Barroso é aplaudido (quando veio à janela e na saída ); Álvaro Pereira – Ministro da Economia – é aplaudido e cumprimentado.   [Read more…]

Americanos retiram do Iraque, sem honra nem glória

Claro que na guerra nunca há honra ou glória é, afinal de contas, um negócio porco.

Soldados Americanos violam uma iraquiana de 14 anos - identificada como jovem mulher nos relatórios oficiais - clique na foto para ler a história dela e outras, em inglês

A guerra no Iraque foi um negócio especialmente porco porque se tratou de uma guerra de agressão. Guerra que o agressor nem teve coragem de declarar. Nos julgamentos de Nuremberg, as guerras de agressão, foram consideradas o crime internacional supremo.

 
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