As lições de propaganda de Marques Mendes

MarquesM

Em artigo de despedida do painel de cronistas da visão, Marques Mendes dedicou algumas linhas a elogiar Jorge Sampaio, recentemente distinguido com o Prémio Nelson Mandela. Não irei discutir a justiça na entrega do galardão mas apenas a conclusão genial do barão social-democrata: esta distinção é relevante por ser ilustrativa da afirmação de personalidades portuguesas à escala planetária. E aproveita a deixa, claro, para fazer um mimo ao amigo Durão Barroso.

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O alcarnache

Na lavoura, o alcarnache é sobejamente conhecido. Corta-se-lhe a rama mas basta um pedaço de raiz para a erva regressar com igual esplendor. Adapta-se aos herbicidas, torna-se forte com as adversidades e só desaparece quando tudo o resto secou.

Há personagens assim na política e a apresentação do livro de Miguel Relvas reuniu uma parte delas. A revista Sábado publicou esta semana um depoimento de Norberto Pires, ex-presidente da CCDR Centro, a denunciar como funcionam as pressões partidárias, no caso do PSD/CDS mas podia perfeitamente ser do PS, os partidos que têm passado pelo poder. É o mundo de Relvas, e de outros, como Marco António Costa, os homens do partido, que decidem lugares nas listas de deputados e nas nomeações. A corte esteve presente na apresentação do doutor por prescrição. [Read more…]

Como está o teu nível de sinceridade, Durão?

Durão Balsemão

Há pouco mais de duas semanas, nas Conferências do Estoril, Durão Barroso afirmava perante a plateia que, desde a sua saída da Comissão Europeia, o seu “nível de sinceridade aumenta todos os dias“.

Apesar das dúvidas óbvias que tais declarações suscitam, tentemos por um momento abstrair-nos daquilo que é o historial do primeiro-ministro que abandonou o país por dinheiro e prestígio e assumir que as declarações do mordomo das Lajes, excepcionalmente, são verdadeiramente honestas. Partindo deste princípio, agrada-me a possibilidade de virmos em breve a saber um pouco mais sobre os meandros do nebuloso Clube Bilderberg, no seio do qual alguns acreditam que se decidem os destinos do globo. É que o magnata da comunicação social Francisco Pinto Balsemão prepara-se para passar a pasta de membro residente do steering committee desta organização ao senhor cherne, pelo que, dado o recente aumento do seu nível de sinceridade, talvez fiquemos em breve a saber um pouco mais sobre estas reuniões que juntam a elite europeia e norte-americana, sempre envoltas em total secretismo, patrulhadas por exércitos locais e cuja esmagadora maioria dos participantes partilham a extraordinária coincidência de serem eleitos ou seleccionados para cargos de relevo nos seus países e/ou em organizações internacionais pouco depois de por lá passarem. Alguns chegam mesmo a demitir-se dos cargos que anteriormente ocupavam, um mês depois de lá terem estado. Vale tudo.

Agora a sério: é claro que não vamos saber coisa nenhuma. Perguntar-lhe o que quer que seja sobre esta organização terá o mesmo efeito que a tentativa frustrada da jornalista Marisa Moura em 2013: silêncio. O nível de sinceridade de Durão, a existir, nunca chegará a tanto. Para além de que importa manter a maior parte dos ainda portugueses na ignorância. Eles não iam perceber…

Encontros inesperados entre política e futebol

futebol

Cartoon: Rodrigo Matos@Expresso

Quando ontem cheguei, a casa não tive como não levar de frente com a notícia da transferência inesperada de Jorge Jesus para o Sporting. Tirando esse perigosíssimo órgão de comunicação social de esquerda que é o Público, os principais jornais portugueses tinham como primeiro destaque nos seus sites esta nova novela futebolística, paralelamente esmiuçada com profundidade pelos três canais noticiosos. A única dúvida que me ocupava o pensamento era “onde raio foi o Sporting buscar dinheiro para pagar um treinador tão caro como Jesus, cujo salário no Benfica já se situava na casa dos 4 milhões de euros?”

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70 000 euros

Quem paga para ouvir Durão Barroso merece o inferno, e vai tê-lo, terá de o ouvir.

Boas notícias para as universidades   portuguesas

Durão Barroso vai dar aulas na Universidade de Genebra

Diálogo esquisito

– “Durão Barroso vai ser professor universitário.”
– “Sim? Que sorte têm os estudantes de Coimbra!”
– “Mas o Durão não vai ser professor na Universidade de Coimbra!”
– “Precisamente. Que sorte têm os estudantes de Coimbra!”

O imbecil e a ameaça jihadista que paira sobre Portugal

Cimeira das Lajes

O novo director do SIS, Adélio Neiva da Cruz, alertou ontem o país para o facto de Portugal não estar fora do radar dos jihadistas. Assim de repente, vêm-me à memória um determinado imbecil que em 2003 trocou as funções de primeiro-ministro pelas de mordomo e trouxe para o nosso país um terrorista e dois dos seus bobis europeus para juntos planearem a invasão ilegítima de um estado soberano.

O que se seguiu não é novidade para ninguém: os países governados pelos bobis foram vítimas de dois brutais atentados terroristas, o primata norte-americano continuou a semear o terror enquanto açambarcava poços de petróleo, o país invadido tornou-se mais violento e completamente ingovernável e o mordomo, esse imbecil, ganhou-lhe o gosto e fugiu do país para servir outros aristocratas. Já Portugal foi poupado da violência fundamentalista, possivelmente porque nem os radicais islâmicos levaram a sério o papel do imbecil que colocou o nosso país no seu radar. Quem diria que o inútil do mordomo até poderia dar jeito? Ou será que ainda não chegou a nossa vez? É que estes gajos sabem ser pacientes…

Das Lajes à condecoração: a história de Durão, o mordomo

Corria o ano de 2004. Nos corredores burocratas de Bruxelas, discutia-se a sucessão de Romano Prodi e o nome de Durão Barroso surgia como terceira ou quarta opção para o cargo. Barroso não era uma personalidade destacada da cena política internacional mas cumpria requisitos de subserviência que poderiam ser muito úteis, como foi possível verificar, para servir os interesses das principais potências europeias. Algo que de resto tinha já ficado provado quando se colocou no papel de mordomo da Cimeira das Lajes, arrastando o nosso país para uma guerra absurda que não nos dizia respeito e que colocou Portugal nos radares do terrorismo islâmico. Uma guerra sem qualquer tipo de legitimidade e que mais não foi do que uma violação da soberania de um Estado para controlar os seus recursos petrolíferos e um aviso à navegação para outros chefes de Estado que tivessem a ousadia de, tal como Saddam, levantar a possibilidade de transaccionar petróleo em euros ou noutra moeda que não o dólar.

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Continua chamando-me assim cherne

chernia-01Durão Barroso foi, como se sabe, um dos primeiros atletas a trocar um dos três grandes cargos portugueses por um dos maiores clubes mundiais. Pouco antes disso, a sua mulher, recorrendo à obra de Alexandre O’Neill, tinha ajudado o país a arranjar uma alcunha para o próprio marido e Durão passou a ser conhecido por cherne.

Graças às suas qualidades de velocista, Barroso detém o recorde do percurso mais rápido entre Lisboa e Bruxelas. Não fosse já ter sido alcunhado e poderia ter ficado conhecido como “carapau de corrida”, mantendo a referência piscícola e relevando a virtude atlética.

Ora, o cherne foi, esta semana, condecorado por um cavaco, que é, como se sabe, um marisco, facto que ajudou a manter um ambiente de fábula marítima. Marítima, pelos espécimes em causa; fábula, porque só no mundo da fantasia é que é possível acreditar no palavreado absurdo de cada uma das personagens. [Read more…]

O Cherne, como o baptizou a respectiva esposa, confunde País com Cavaco Silva

cherne_durao[2]

O ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso afirmou hoje que “o reconhecimento” de Portugal, através da condecoração entregue pelo Presidente da República, significa que “foi correcta a decisão” que tomou de deixar o Governo em 2004. [ionline]

Passados dez anos, Barroso achou que precisava de se justificar. Bastou-lhe um ténue sinal positivo, o de uma única pessoa, para se auto-elogiar, já que Cavaco Silva não perguntou aos portugueses se estes o queriam condecorar.

Correcta

dbcs

Cerimónia de condecoração do Dr. José Manuel Durão Barroso © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa (http://bit.ly/DBCSAO90)

Efectivamente, foi correcta. Não, não foi *correta. Foi correcta. Com cê. Exactamente: correcta. Contudo, conhecendo os hábitos da casa, daqui a alguns meses, a citação sairá deturpada, ou seja, sairá *correta. Sim, claro, no Expresso

correctaActualização (4/11/2014): Entretanto, alguém decidiu aplicar o Acordo Ortográfico de 1990 ao excelente ‘correcta’. No título, claro. No texto, felizmente, o ‘correcta’ mantém-se. Os meus agradecimentos a Paula Blank, pela indicação deste habitual exercício de cosmética.  

correta

Pedro Marques Lopes trucida o cherne no DN

Durão Barroso saiu mal de Portugal e deixou a União Europeia ainda pior. É um político que entra sempre pela porta grande e sai sempre por uma muito pequena. O seu mandato só não fica para a história como um terrível fracasso porque nem para a história fica.

Adeus mordomo!

É uma sentida dedicatória ao pequeno cherne, outrora revolucionário anti-burguês do MRPP, hoje um dos mais dispendiosos mordomos do mundo burocrata. Foi um orgulho e uma honra vê-lo abandonar o país a meio do mandato para ir para Bruxelas fazer absolutamente nada de útil. Excepto para o seu dono. Ou será dona? Não importa. O que importa é que chegou o tempo para receber aquela cadeira que há muito lhe está destinada, num qualquer conselho de administração dessa Europa. Até já Durão. Vemo-nos em Belém?

(versão legendada)

Chomsky e Houaiss: perspectiva, concepção, aspectos e facções

110p

Elements of Linguistic Structure, Noam Chomsky, 1955 © MIT (http://bit.ly/1vRi4OH)

Truly, we live in a world in which people feel entitled not just to their own opinions but their own facts.

Paul Krugman

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Em qualquer área em que seja usada, tanto no Brasil, como em Portugal ou na África, a língua portuguesa será grafada de uma só maneira. Isso significa que um livro editado em português pode correr todos esses países, porque a ortografia é a mesma

Evanildo Bechara

***

Li recentemente um artigo de 1996, do jornalista brasileiro Ibsen Spartacus (1965-2003), acerca do Roda Viva com Noam Chomsky. Lembrei-me, obviamente, do Roda Viva com Antônio Houaiss (1915-1999), ao qual me referi em 2009 (p. 10), com o conhecido lexicógrafo a admitir o valor diacrítico da letra ‘c’, embora errando o alvo: na palavra ‘actividade’, a letra consonântica ‘c’ tem de facto valor grafémico, sim, mas esse valor não é diacrítico.

Neste registo, com um desempenho teórico francamente melhor, Houaiss esclarece aqueles que não conhecem o sistema ortográfico do português europeu: “[a consoante muda], em Portugal, se escreve para fins de abrir o timbre ou por coerência; como em ‘activo’, eles põem o ‘c’ para dizerem ‘activo’ [aˈtivu], em lugar de dizer *’ativo” [ɐˈtivu]; eles põem esse ‘c’ em ‘acção’, coerentemente, por serem co-radicais”. Depois, acrescenta: “para dizerem ‘optimizar’ [ɔtimiˈzaɾ], eles têm que pôr o ‘p’; ao pôr em ‘optimizar’ o ‘p’para essa função de timbre, automaticamente eles levam o ‘p’ para o cognato ‘óptimo'”.

Muitos anos volvidos sobre estas intervenções de Houaiss [Read more…]

Já se viu algum pirómano não gostar de olhar para o fogo?

Na despedida, Barroso defende que UE está mais forte do que antes da crise

Infiltrados, invasões e propaganda

POLAND-US-UKRAINE-POLITICS-CRISIS-OBAMA

No inicio deste mês, o irresponsável e patético mordomo-fantoche Barroso fez correr um boato que dava conta de uma conversa telefónica tida com Vladimir Putin, na qual o presidente russo teria referido, em tom de ameaça, que poderia tomar Kiev em duas semanas. O boato do cherne deu imediatamente origem a manifestações de reprovação por parte dos moralistas ocidentais que também gostam de invadir estados soberanos e os seus soldadinhos de chumbo na comunicação social fizeram o resto do trabalho. De um momento para o outro, Putin preparava-se para tomar Kiev em duas semanas. Era dado adquirido.

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Durão Barroso e 30 anos de política: reflectir

barroso

© euinside (http://bit.ly/1seimMg)

Segundo o Expresso, Durão Barroso terá declarado o seguinte: “Eu acho que neste momento, por várias razões – algumas até pessoais -, é importante respirar, ter uma pausa, pensar, *refletir”. Não é verdade. Lamento imenso. Já aqui no Aventar tive a oportunidade de chamar a atenção para o correctíssimo e exactíssimo reflectir da entrevista de Durão Barroso. Reflectir. Efectivamente. Reflectir.

 

Farto de filhos de chernes que sabem nadar

Tacho Laranja

Quando estudava na universidade e ainda cultivava algumas utopias, sonhava vir um dia seria embaixador. Ou qualquer coisa numa embaixada. Um sonho como outro qualquer e, convenhamos, bem mais realista que ser astronauta, chef no Noma ou Jorge Mendes. Porém, sempre que abriam concursos para recém-licenciados estagiarem em embaixadas, uma curiosa coincidência estava presente na esmagadora maioria dos perfis dos felizes contemplados: o seu apelido coincidia com o apelido do embaixador, ou do cônsul ou de outro qualquer alto funcionário da embaixada. Como o meu pai era agente da BT e a minha mãe assistente técnica dos Serviços Administrativos no liceu cá da terra, rapidamente percebi que o meu apelido não era elegível para tão distinto – e bem remunerado – cargo.

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Castas portuguesas, a Família Durão Barroso

durao barroso

Anda por aí um espanto porque Luís, filho do José Manuel, foi ganhar a vida no Banco de Portugal.

Luís José Durão Barroso, tio deste sobrinho e por coincidência irmão do José Manuel, é desde Janeiro de 1994 Vogal da Comissão Nacional de Protecção de Dados. Suponho que remunerado.

Porreiro senhores deputados!

Durão

Há cerca de um mês atrás, na abertura do Brussels Economic Forum, Durão Barroso afirmava que os governos deviam deixar de culpar Bruxelas e começar a assumir responsabilidade pelas suas decisões: “É muito importante que quem toma decisões depois assuma as responsabilidades”, disse o homem que virou costas às suas responsabilidades governativas assim que lhe acenaram com uma abastada vida de burocrata em Bruxelas. Durão, a terceira ou quarta escolha para o cargo de Presidente da CE, não hesitou e deixou o país mergulhado numa crise política que terminou na dissolução da AR e consequente subida ao poder de José Sócrates. Se isto não é responsabilidade, não sei o que será.

Volvido um mês, ficamos ontem a saber que a maioria PSD/CDS-PP chumbou a vinda de Durão Barroso à Comissão Parlamentar de Inquérito à Aquisição de Equipamentos Militares, para responder a perguntas dos deputados sobre o caso dos submarinos. Não se percebe este bloqueio mas é possível que os deputados da maioria não se revejam nas palavras do burocrata e não pretendam vê-lo assumir responsabilidades pelas suas acções, caso hajam, algo que caberia à dita comissão apurar. Ficava-lhe bem aparecer por lá, até porque ainda há duas semanas tivemos que pagar uma multa de 3 milhões de euros resultante de ilegalidades praticadas pelo seu curto mas inesquecível governo. Mas os distintos deputados da maioria acharam melhor bloquear a iniciativa do BE, não vá esse hipotético assumir de responsabilidades colocar uns quantos em cheque. Foi porreiro pá!

A bem da transparência e da democracia

PSD e CDS chumbam audição a Durão Barroso sobre o caso dos submarinos. Não vão os telhados de vidro desabar como a selecção brasileira…

Um título que é um tratado. E um resumo da “mais valia” para Portugal.

Decisão de governo de Durão multada pela UE em 3 mil milhões

1969-2014

1969-2014
Ninguém gosta de ser interrompido numa Universidade… e isso vê-se na expressão…

A escola de Durão Barroso

opan

O companheiro Barroso veio fazer campanha ao seu Liceu, dirigindo-se ao pessoal do “no meu tempo é que avia inducação, a minha carta classe vale mais ca escola toda hoje“, compreende-se, estando na reforma tendem a não votar A(N)P, veio o Barroso my friend assegurar que ali aprendeu com rigor e excelência.

Foi um bocado indigno, não se humilha assim a própria escola.  Aquela que João Pinto e Castro também conheceu, e lembrava assim:

Em meados dos anos 60 (creio que precisamente em 1965), três quartos dos alunos da minha turma do Liceu Camões, secção do Areeiro, faltaram à exibição de ginástica programada para o dia 10 de Junho, Dia da Raça, no Estádio Nacional. 

No último dia de aulas, fomos todos chamados à presença do Reitor e sumariamente expulsos do liceu. Nas condições política da época, isto poderia até certo ponto ser considerado normal, dado que, no quadro da Mocidade Portuguesa, a nossa ausência equivalia a uma espécie de deserção. Mas agora vem a parte mais curiosa: apesar de, por razões de saúde, eu ter sido nesse ano dispensado da ginástica, fui expulso como os outros sem apelo nem agravo. 

Um Liceu à maneira do que tínhamos em Coimbra, para as nossas elites e onde, no meu caso, e pelas palavras do Carlos Fiolhais: [Read more…]

A abolição silenciosa (e consentida) da democracia

Give up your rights

Ultimamente sinto-me no filme da democracia New World Order style que se desenrola nos EUA desde o muito mal explicado atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001. Há quem acredite que, com o 25 de Abril, assistimos a apenas um PREC. Na realidade foram dois. E ainda que um tenha ficado rapidamente pelo caminho, o “processo revolucionário em curso” levado a cabo pela mesma elite que já governava o país no tempo do outro senhor continua, e conheceu dias de franca expansão desde 2008, altura em que os verdadeiros terroristas do globo decidiram que os países mais vulneráveis da zona euro (entre outros) haviam de pagar as aventuras especulativas dos grandes bancos mundiais e da alta finança em geral. Como resultado de erros que não cometemos e do facto dos 2 partidos e meio que dominam o sistema político serem meros instrumentos nas mãos da verdadeira elite, assistimos hoje ao acelerar da perda de soberania financeira, que de qualquer forma já vinha sendo progressivamente alienada desde a adesão à União Europeia, mais tarde convertida em IV Reich.

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BPN: pagamos e ainda gozam

duraobarrosoO mordomo dos carrascos de Bagdade  veio avisar a pátria de que existe, emigrado, e pretende regressar à sua zona de conforto. Empreendedor como sempre, José Manuel ambiciona disputar o difícil mercado dos candidatos da direita a Belém, intenção que confirmou desmentindo-a numa entrevista.

Mas o cherne da sua aparição foi outro: deixou à campanha eleitoral europeia dos seus uma dica fabulosa: atacar outro notável emigrante, Vítor Constâncio, afirmando que o tinha questionado três vezes sobre o banco do PSD.

A anedota é hilariante: o homem que viu um arsenal no Iraque, que lá não estava, acusa o ex-governador do Banco de Portugal de não ter visto que o BPN era uma associação de malfeitores, que o era, mas onde ninguém tocava, precisamente porque os bandidos são do seu partido e às castas de inimputáveis nada se vê, nunca se investiga, jamais se invade a privacidade das fraudes. [Read more…]

Luxos

Em assertiva entrevista, o presidente da Comissão Europeia determinou ser indispensável que surja uma candidatura à presidência da República apoiada por PS, PSD e CDS.

E a democracia? Ah, sim, pois, têm de compreender, isso é luxo de ricos.

barroso

É importante respirar, ter uma pausa, pensar, reflectir

Uma marca de cervejas pôs “Paulo Bento a dar táctica [sim, exactamente: ‘táctica’ e ‘tácticas’] para unir os portugueses à Seleção”. Seleção? Seleção. Felizmente, existe concorrência.

Lembramo-nos todos certamente daquilo que foi escrito, há mais de um ano, acerca da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990: “o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior”. Efectivamente, plenamente aplicado e sem problemas de maior.

Convém que os responsáveis por um anúncio com quase quatro anos aproveitem a resposta do actual presidente da Comissão Europeia – “é importante respirar, ter uma pausa, pensar, reflectir…” –, admitam aquilo que salta aos olhos de todos (no Expresso não se adopta o Acordo Ortográfico de 1990) e acabem com este triste e deprimente espectáculo. Porque “a coisa mais normal do mundo” é um português escrever ‘reflectir’. Reflectir? Sim: reflectir.

reflectir

 

A deriva governamental

IRC e taxas

Em Janeiro entrou em vigor a menor carga fiscal para as empresas para, apenas três depois, vir o mesmo governo, que se está nas tintas para as eleições, aventar a possibilidade de mais impostos para as empresas.

Como se sabe, de boas intenções está o inferno cheio – e cá no rectângulo, de há uns anos a esta parte, isto tem sido um gigantesco inferno.

Só cá faltava, neste reino da hipocrisia, o mordomo dos Açores vir mandar mandar bitaites, depois de ter abandonado o país pela oportunidade de Bruxelas. “Ó Pedro, olha que há limites. Pensa nas eleições – nas tuas e na minha”.