Cortes, mas só para alguns

cortes salariais

E o urso sou eu?!

Da cegueira…

Hoje os especuladores esfregam as mãos de contentes: com uma taxa de juro como esta (6,7%) até eu ficava eufórico!

O nosso país, hoje, ao colocar os quase 600 milhões de euros a uma taxa de juro desta grandeza (6,7%) vai pagar, por ano, só em juros qualquer coisa como 41 milhões de euros! Em Abril de 2010, para a mesma quantia, pagava 25 milhões de euros. Porreiro, pá!

Anda tudo doido…

Na Escola, os Pais fazem a diferença

O estudo divulgado pelo Diário de Notícias de ontem (descoberto aqui) surge em contraponto a outro anunciado com muito mais pompa e circunstância e que mereceu algum debate no Aventar. Mais uma vez, nesta análise, terei como base apenas a notícia.

A autora do estudo, Teresa Guimarães, é investigadora da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, dado que nos é facultado pela notícia. Em síntese, procedeu à comparação entre dois grupos de 12 famílias carenciadas no Vale do Ave: num grupo, os alunos têm bons resultados, enquanto no outro há insucesso escolar. A investigadora conclui que a diferença, não estando nos rendimentos das famílias, está na atitude dos encarregados de educação relativamente ao percurso escolar dos filhos. Mesmo correndo o risco de abusar da auto-citação e de parecer que estou a brincar ao “eu já tinha dito isso”, a verdade é que já opinei sobre este assunto aqui, com uma base absolutamente empírica e sem pretensão de originalidade, mas com conclusões semelhantes. [Read more…]

Psssst, Washington, Please, We Have a Problem

Pois parece que nada mais nos resta do que, a partir de quarta-feira, e caso a venda de dívida corra mal, chamarmos os senhores do FMI, apesar das afirmações do sr Teixeira dos Santos e da tentativa de enganar dos mercados  na apresentação dos números de 2010 para o défice previsto. Pelo seu lado o Primeiro Ministro de Portugal diz que o FMI não é preciso por .
Nesse pressuposto, o nosso amigo Drucas, que tem estado calado e quedo, já se movimenta, perfilando-se para umas eleições antecipadas.
Também o líder do CDS pede sem cessar novas eleições.
Todos à espera do óbito oficial do ainda nosso Primeiro, que em estertor, lá nos vai dizendo que não precisamos para nada dos senhores de Washington.
O comentador Marcelo lá vai mandando as suas bitaitadas, e a pressão dos mercados e em especial da  França e da Alemanha, faz-se sentir cada vez mais. [Read more…]

Leilão de Quarta

Cassandra

Na próxima quarta-feira vamos pedinchar mais 1250 milhões de euros, se tivermos sorte.

Vai ser necessária sorte porque o juro que nos está a ser imposto já é quase insustentável, se aumentar muito não conseguiremos comprar todo o dinheiro que queremos.

Se não obtemos o dinheiro que queremos, ficamos impossibilitados de fazer mais estradas, aeroportos ou TGVs, as remodelações de interiores nos gabinetes ministeriais ficam limitadas às requisições de obras de arte aos museus nacionais, os motoristas deixam de puder estar “on-call” vinte e quatro horas por dia (quem irá levar os putos à escola!?), vai ficar complicado encomendar cinquenta estudos a empresas de amigos por cada decisão a tomar, os militares ficam sem brinquedos novos, a PSP deixa de puder comprar blindados para cenários de guerrilha, e por aí adiante até à náusea (para reforçar a ideia, não deixem de ler isto).

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ninguém toca na minha mulher. eu preciso dela como ela de mim

eu precisso dela como ela de mim

Para nossa desgraça, hoje de manhã, enquanto tratava de cumprir os meus deveres com Aventar, a irmã de uma amiga de minha mulher foi assassinada. Não sabemos nem o motivo, nem o nome nem esse porquê necessário para entender a nossa vida. Apenas sabemos que ela colaborava comigo para Aventar, a presa, para sermos capazes de entregar um texto solicitado para hoje antes do meio-dia. Era impossível cumprir o pedido. Como é natural, Maria da Graça que sabe ironizar bem, perguntou-se com tristeza: como é que as mulheres não se sabem defender? Ripostei: nem todas, mas há muitas, como escrevi no texto que reproduzo cá para não esquecer

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genealogia de Karl Marx e a sua disciplina de vida

É sabido que tenho escrito dois livros sobre Kart Marx: Karl Marx, um devoto luterano, editado pelo ISCTE-IUL em http://repositorio.iscte.pt/, e no Internacional: http://www.rcaap.pt, 500 páginas, enquanto a minha editora Tinta-da-china, Lisboa, decide a sua publicação em breve; bem como ofereci à Associação Portuguesa de Antropologia, APA, outro de 200 páginas: A religião é o ópio do povo, mesmos repositórios, mas a ser editado por Celta Edições, Oeiras. É desses capítulos que tenho organizado um excerto entregue a APA para o Congresso de Setembro de 2009. O texto está ainda nos repositórios mencionados.

Porque se falo de Karl Marx, a imagem que publico é a da sua mulher? Sem ela, Marx nunca teria escrito nada. Foi a baronesa quem redigiu O Manifesto Comunista,

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o que espero para 2011

No meu texto Pedir, de faz uma semana antes, especifico o que desejo para este ano de 2011. O primeiro, por estarmos em eleições presidências, que o meu candidato seja o ganhador. Parece-me que corresponde. Se o nosso executivo socialista já parece social-democracia, o candidato triunfador socialista, da forma e maneira que ele é, tornará aos princípios de 1972. Confio em ele: é senhor, não insulta, não ironiza, não tem arrogância, sabe imenso de economia ciência necessária para refazer os desfeitos começados, como todos sabemos, por que nos governa, no qual enganosamente depositamos à nossa soberania. Foi uma desgraça que o poder executivo de hoje, que eu apoio pela sua valentia de enfrentar à crise com os nossos meios e sem pedir empréstimos, que cobram altos juros, foi uma desgraça, dizia antes, termos confiado em quem não devíamos e representa a Nação, e apenas por isso, faz como entende. [Read more…]

lembro ter escrito que…

analfabetismo activo e passivo entre adultos

Para os meus alfabetizados ao longo de uma cumprida cronologia…

Os iletrados do mundo não lêem, mas falam e falam de tragédias. Foi escrito, se bem lembro, com a minha amiga, orientada de tese e antiga discente, Ana Paula Vieira da Silva. O texto foi resultado de uma conversa ao telefone. A seguir a esse texto, escrevi outro sobre as formas de gerir o ensino em Portugal. Carta Aberta, com respeito e firmeza. Meu Deus! (apenas uma exclamação, não sou homem de fé). As mensagens chegaram em toneladas de mega bytes. Não pararam as mensagens de parabéns, os comentários em prol dessa defesa, acréscimos de congratulações por defender o corpo docente deste meu outro país, Portugal. Mas, estou certo, tenho comigo o texto, esta imensidão não esperada, de com comentários, as cartas, os telefonemas, etc. Nenhum falava dos iletrados. Como diz o meu bom amigo, hoje Doutor em Educação Especial, [Read more…]

Os mercados são como as paredes

“Apelo aos líderes políticos para estarem mais calados e deixarem os comentários para os comentadores, e perceberem que os mercados financeiros estão a ouvir”.

 

José Barroso, o mordomo dos líderes europeus, uma espécie de Alfred dos Batmans todos que mandam no Velho Continente, pede aos seus patrões que estejam “mais calados”, o que, em termos de Física Acústica, será, com certeza, um achado, porque perceber a diferença entre estar mais ou menos calado é algo que só pode pode estar ao alcance de um homem de espírito agudo e durão de ouvido.  

Passando da Física para a Biologia, penso que será urgente investigar os mercados, esses seres misteriosos que, ao que tudo indica, estão dotados de um sistema auditivo tão apurado que os leva a um comportamento assustadiço. Até vou escrever mais baixinho, que me pareceu ver um na cozinha.

el secreto de la confesión revelado em época de natal

escrito en luso galaico y en castellano español… como es la realidad Gálica…


Retirado do meu livro Esperanza, uma história de vida, publicado por Carlos Loures no:  http://estrolabio.blogspot.com/

Antes de entar no texto, coido impottante unha explicação. La confessão é um sacramento de Igrexa Católica Romana e é segreta entre confesor e confesado. Relig. catól. Acto!Ato instituído por Deus para purificar e santificar as almas. Pero, tem todos menos de secreto, como analiso en este texto, reedição de um anterior meu. Vamos a isso…

San Lourenzo de Vilatuxe é unha parroquia que se localiza no concello de Lalín. Segundo o padrón municipal de 2004 tiña 719 habitantes (376 mulleres e 343

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o natal deste ano 2010

…para a minha mulher, que tudo faz por mim… 

Todos sabemos o que é o Natal, pelos menos nos países do Ocidente e cristãos. É a comemoração do nascimento de quem nos salvara do pecado, faz 2010 antes deste dia. Para as pessoas de fé religiosa é o nascimento do Redentor do Mundo. O problema, mais uma vez, é definir estas palavras, estes conceitos a que não estamos habituados por não sermos religiosos, ou sendo religiosos, aprendemo-los na infância mas depois esquecemo-los porque a vida, dura como ela é, faz-nos pensar todo o dia nos nossos deveres profissionais remetendo partes da nossa história, longa como é, para o esquecimento, também o stress do dia-a-dia não nos permite sermos homens e mulheres de fé e de acreditar na existência de uma divindade, que nos proteja das aleivosias de outros seres humanos.

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Natal.mito, ritual ou processo comercial?

se for ritual, não esqueça o Orçamento de Estado de 2011...

Para os meus netos Tomas e Maira Iturra van Emden e à preciosa nova neta May Malen Iturra Isley

Em 1260, na sua obra Provérbios, Tomás de Aquino escreve elementos do que viria a ser a sua obra O Catecismo, editado pelos Frades Dominicanos e mais tarde, em 1878, pelo Papa Leão XII, nascido a 20 de Fevereiro de 1878, foi eleito sucessor do Papa Pio IX. É frequente referirem-se ao Papa Leão XIII por suas duas importantes encíclicas: Rerum Novarum, a de 1891, sobre os direitos e deveres do capital e trabalho, em que introduziu a ideia da subsidiariedade no pensamento social católico e a Aeterni Patris, de 1879, sobre a Filosofia, onde destaca a importância do retorno à Filosofia de São Tomás de Aquino do Vaticano, a sua primeira preocupação é declarar a obra de

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Natal-imaginário infantil, imaginário adulto ou troca social

Natal costumava ser festa da alegria, mas a crise económica de hoje...

Para o meu próximo descendente, essa criança, filha de uma das nossas filhas

1. Natal

Os leitores devem estar habituados a ler nos meus textos, uma ideia em que sempre teimo: qualquer grupo social tem, pelo menos, duas formas de ser ou duas culturas: a dos adultos e a das crianças. A do adulto, esse imaginário para calcular e decidir; a da criança, essa fantasia à espera. A do adulto, para calcular e decidir, porque vive no meio das finanças, dos orçamentos. Fantasia à espera, por viver no meio dos mimos, recebidos ou esperados. Duas lógicas de ideias que andam, ora entrelaçadas ora paralelas – umas no lar, outras, à distância. É na altura da noite e do frio, que começamos a pensar nesta brincadeira das duas culturas. [Read more…]

Ora Bessa!

Daniel Bessa

Há comportamentos de certos homens públicos que me causam psoríase. Olho para o percurso político-partidário deles e fico perplexo e indignado.

Daniel Bessa, Joaquim Pina Moura, Mário Lino e António Mendonça, todos oriundos de certa esquerda, constituem alguns exemplos de eloquente falta de vergonha. Vidas de videirinhos que, para manter benesses, não hesitam em tornar-se serventuários de ideologias que antes combateram (?) e opostas ao individualista egoísmo que, pelos vistos, sempre os norteou.

Segundo o ‘Público’, Daniel Bessa considera: “A economia está ser aniquilada pelo Estado Social”. É caso para afirmar com estrondo: “Ora Bessa!!!”. Eu e felizmente muitos, muitos mais pensamos exactamente o contrário; isto é: “O Estado Social está a ser aniquilado pela economia”. Então não foi Bismarck, um conservador do século XIX, o fundador do Estado Social? É ou não verdade que, terminada a Guerra Fria, os Estados europeus, a partir de Margaret Tahtcher, e com neoconservadores e socialistas (?) em sintonia, produziram e desenvolveram o modelo  da drástica redução do papel do Estado na economia, das PPP’s e da infabilidade  do mercado da ‘mão invisível’? O que é que o Estado Social contribuiu para as bolhas financeiras, imobiliárias e desgovernação do sistema financeiro? Tudo o que nos fez aportar ao território do descalabro dos sistemas económicos, do euro e das desigualdades sociais emanou do Estado Social? [Read more…]

pedir

para a minha mulher, adoentada nestes dias..

Amiúde oiço a palavra pedir no nosso país. Dizia a minha mulher hoje de manhã, que este era um país de pedinchas. Um aglomerado de pessoas que procuram favores, empréstimos, crédito, dinheiro dos amigos, pessoas sem o valor de agarrar a vida com as suas duas mãos e seguir em frente nos piores minutos da vida. Piores momentos da vida, são quando gastamos em excesso, quando não medimos a nossa capacidade de adquirir o que compramos, como se diz en calão português, à toa, por outras palavras, sem rumo definido, a esmo, ao léu. Estas duas últimas palavras precisam também de uma definição antes de recuperar a frase anterior: pessoas que se prendem muito nas palavras sem uma gota de verdade, esquecendo o conjunto (olhar, vivência, pensamento), sem uma gota de verdade ou muitas de dúvidas, se podermos saber qual é a verdade e a realidade da pessoa que fala a esmo. Pessoas que acabam por se tornarem vítimas em potencial do que chamamos falha ou decepção.

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a vida eterna

ideia de vida eterna que nos salva do orçamento de estado

Não são os livros, nem as pinturas, nem as palavras: é a concepção de um caminho com ideias novas, para todos e de todos por igual. Como já estava prometido. Os que prometiam a vida na terra, eram revolucionários mencheviques, como tenho narrado em outros textos referidos a Émile Durkheim e Marcel Mauss, uma minoria a respeitar a realidade da luta de classes e contribuir para o seu sucesso, esse aceitar sermos seres humanos iguais em direitos, liberdades e fraternidade, como tinha sido referido e definido em 1788 pelo Manifesto dos Plebeus, síntese das ideias de Grachus Babeuf, quem, com esse Manifesto, colaborara a provocar a Revolução Francesa em 1789. Parte do texto original diz : “O que é uma revolução política em geral ?  E em particular, o que é a revolução francesa?”, pergunta-se Babeuf no seu jornal La Tribune du peuple. A sua resposta é: “uma guerra declarada entre os patrícios e os plebeus, entre os ricos e os pobres”. Em 1796-97, a Revolução já não uma revolução. O Directório procura acabar com ela, para proveito dos proprietários, dos que especulam, s… Babeuf suspeita que os “ricos” enganam ao povo, conspiram contra ele para manter o seu

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Desencontro

pessoas que se estimam mas não se entendem

Apareci em Portugal em Dezembro de 1980 a convite do Instituto de Ciências Gulbenkian e do Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa, denominado ISCTE nesses tempos.

Apareci de visita desde a minha britânica Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, com licença de apenas um mês do meu catedrático Jack Goody, orientador que ainda não tinha, à época, sido enobrecido.

Mal pisei terra lusa, senti-me confortável e fui bem recebido, esse dia e sempre. As pessoas eram amáveis, mostravam interesse pela vida dos outros e éramos bem acolhidos. Não me parecia ser estrangeiro a usufruir da amizade do povo luso europeu. Pelo contrário, as pessoas tinham tempo para almoçar juntas, para conversar e o trabalho era tão leve, como na minha universidade inglesa. Leve por não estar sobrecarregado de aulas, leve, por não ter imensos discentes sentados a ouvir esse sotaque que não podia retirar da minha fala, como narro no texto As Minhas memórias do ISCTE, publicado neste sítio de debate de saberes.

O debate era o mais interessante neste país. Tínhamos o Seminário UNESCO orientado por mim em Portugal e Maurice Godelier em França, bem como criámos o

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a festa da intimidade. Ramadão e Natal

Cristãos comemoram, Muçulmanos invadidos

for the van Emdens: daughter Paula, husband Cristan and children Tomas e Maira Rosa

1. Introdução.

Normalmente, tenho escrito textos que referem esta quadra como um Feliz Natal. Normalmente. Mas, será que é uma época para falar de normalidade? Ou, porém, como vamos definir um tempo normal? Quando é que a vida social tem sido normal. Será quando agimos conforme as nossas ideias e os nossos hábitos e costumes? Mas, os hábitos, como os costumes, não mudam? Será que normalmente significa o que éconjuntural e heterogéneo? Não é por acaso que tenho usado essas palavras nos meus textos de pesquisa. O acaso é a normalidade. A normalidade é o comportamento conjuntural que estrategiza e manipula os feitos, ou factos – decida o leitor -, que constroem o mundo social e divide o trabalho entre todos nós. Estratégia que pode cair em mãos prudentes para virar os acontecimentos em favor do povo, pelo povo e para o povo, por ser a estratégia uma actividade social do povo. Estratégia que varia conforme os objectivos a atingir. [Read more…]

a restauração revisitada

a penísula Ibérica em 814

Fiquei a pensar que a cronologia histórica é uma permanente restauração. Não apenas de dinastias, bem como de pessoas, se a entendermos como reparar, restabelecer no seu sítio o que estava mal colocado em outro. No entanto, a restauração procurada por nós, tem outra definição: restituir ao poder (uma dinastia, um governo).

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A restauração

precisamos de uma nova restauração... económica

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a greve do 24 de novembro fracassada

É quase um delírio. Ver essas multidões a marchar para defender os seus direitos sindicais e cidadãos. É arrepiante ver como os direitos dos trabalhadores dos trabalhadores são avacalhados. Torno a dizer é quase um delírio, porque quem deve mandar em uma República, são os representantes dos trabalhadores. Mas, qual é essa representação? Ao modo de cada partido e não à moda dos direitos que o operariado tem. Cada partido político, tem a sua quota-parte do povo, nem todos da mesma classe social. Os partidos, ou dito de outra forma: união de muitas pessoas para um determinado fim, objectivos parciais, facçãofação, bando. Um partido político é um bando de pessoas unidas pelo mesmo objectivo. Eu diria que todos eles procuram meio para que os seus apoiantes possam lucrar. Lucros diferentes entre todos eles.

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o debate desencontrado da greve de 24 de Novembro

a greve do 24 foi a maior dos últimos tempos

Como sabemos, as duas centrais sindicais de Portugal uniram-se para o protesto contra as felonias dos nossos legisladores. O Orçamento de Estado continua a levantar dúvidas entre os que querem aumentar os impostos e os que procuram na Assembleia alternativas para não ser a maior parte de Portugal a pagar as dívidas do Estado.
A intenção dos legisladores é conhecida por todos, leia-se um jornal num quiosque qualquer (quem pode comprar jornais hoje em dia?) e, de imediato, fica-se a saber quais os aumentos que estão projectados para os bens alimentar, para os fármacos, os impostos extras por escalão, a redução dos ordenados, o despedimento de trabalhadores da função pública e todas as outras doenças que aguardam a nossa estabilidade e divertimento fora de horas de trabalho.

O debate é aceso. Há a versão das centrais sindicais que diz que três milhões de trabalhadores aderiram à greve; há a conveniente do Governo, que fala em 28%. Mas, os que

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Quem vai a Irlanda salvar?

A Irlanda finalmente cedeu e vai hoje pedir ajuda ao FMI (como me parece que em breve vai acontecer a Portugal). Poderemos dizer que o boom económico da Irlanda se fez à custa de crédito fácil e era por isso insustentável, o que é verdade. O problema é quando se fala nisso, raramente se explica que os responsáveis disso são fundamentalmente os Bancos que se alavancaram de uma forma obscena e em muitos casos criminosa, encontrando-se por isso neste momento numa situação insustentável.

Os leitores mais atentos certamente estarão a interrogar-se sobre o que o estado irlandês tem exactamente a ver com a folia dos Bancos, especialmente num país onde o estado não tem intervenção directa nos mercados financeiros. Aqui encontramos a parte verdadeiramente dramática de toda esta história que vamos recordar a seguir.

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a conheci e fiquei rendido

beixo de paixão

Nem parecia ser a realidade. Era um sonho de mulher. Tinha esse temperamento que as vezes muda mas que a paixão sabe aceitar.Bem sei que estamos na muito publicitada cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte ou OTAN ou NATO em inglês. Bem sei que estamos com problemas de orçamento de estado, que os partidos se apoiam e um minuto depois se desentendem e o dito e tomado por não dito. Bem sei que todo vai ser mais caro porque os nossos legisladores, para tapar os buracos de dívida por eles causado por não saber governar, vão remediar a doença económica com uma subida de impostos como jamais tinha sido vista no nosso país, como também que os nossos ordenados passaram a ter impostos novos, que por ganhar mais do que outros, vai cair sobre mim, como sobre outros um imposto novo e especial. Que estamos à beira de uma eleição Presidencial

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Os Mercados

Nos dias que correm toda a gente fala numa coisa a que chamam “mercados”. Ninguém se dá ao trabalho de clarificar o que vem a ser isso dos mercados e parece-me que a maior parte dos “comentaristas” que falam nos nossos media não fazem a mais pequena ideia do que estão a dizer.

Há inclusive teorias de conspiração a circular que apresentam ideias mirabolantes para tentar explicar a situação em que estamos, sem apresentarem o mínimo resquício de prova do que estão a dizer. Por exemplo acabei de ouvir na televisão (SIC Notícias), numa tentativa muito débil de explicação, os seguintes argumentos:

  1. Estamos a ser vítimas de um ataque concertado pelos “mercados internacionais” (outro que defende este ponto de vista: Alegre critica silêncio de Cavaco sobre agitação dos mercados);
  2. Há outros problemas com indicadores tão maus como os de Portugal que não estão a ser tão castigados como nós;
  3. Há algo que não bate certo quando o BCE empresta a 1% aos bancos e estes por sua vez emprestam a 7% a Portugal (este último argumento nem se qualifica como tal). – (Ideia também repetida aqui: Louçã culpa bancos nacionais pela subida dos juros da dívida portuguesa)

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as felonias dos nossos governantes

o sítio onde tanto se sofre e pode ser resolvido

Não me é fácil escrever estas palavras, menos ainda a palavra felonia, de amplo significado: Rebelião (de vassalo para com o seu senhor), traição, crueldade. Também não me é fácil adjudicar estes adjectivos às pessoas que nos governam, no melhor sentido das suas intenções, mas com mal resultado. Mal resultado não propositado, mas contudo, mal resultado para a nossa sobrevivência.

Longe de mim adjudicar o adjectivo aos nossos governantes, como tenho feito em textos anteriores. É infantil pensar que os nossos representantes na soberania da Nação, querem matar o povo à fome, apesar de ter ouvido os debates ocorridos na Assembleia. É nessa instituição onde se resolvem as leis e se orienta o caminho que a Nação deve seguir. Bem sabemos que em democracia, há diversas formas de pensar, todas elas com assento no parlamento. Todas elas com promessas de trabalho e de abrir indústrias, de criar fontes de trabalho para quem tem apenas a sua força para laboral: nem casa própria nem alugueres baixos de prédios ou quartos ou andares, para viver. Ainda mais, o preço dos comestíveis tem sido elevado por um imposto de valor adquirido, que, mal foi anunciado que seria a partir de Janeiro, os comerciantes começaram logo a cobrar. O nosso povo, habituado a obedecer aos que mandam, paga sem debater. Na minha impressão, ainda existe a ideia de os soberanos não terem de prestar contas a ninguém. A nossa monarquia foi longa demais, quase a ultrapassar os

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A crise eterna

Andamos muito entretidos em Portugal com a aprovação do orçamento, com as medidas que o governo anuncia, com as medidas que o PSD sugere e especulamos se o FMI vem ai até ao fim do ano ou se aguentamos até ao fim do primeiro trimestre. Tudo coisas muito excitantes.

Depois do primeiro impacto de todas estas questões, começamos a tentar perceber as causas. Atiramos as culpas para o bloco central – e quando o fazemos não erramos na identificação dos responsáveis – depois culpamos os banqueiros – e é verdade que estes com a sua cega ganância não têm feito grande obra pelas pessoas que vivem no rectângulo. Toda a nossa indignação é perfeitamente justificada.

Atingimos um ponto onde é gravíssima (e insustentável) a nossa dívida externa pública de cerca de 77% do PIB (est. 2009), ou a ainda mais grave a dívida privada a parceiros não nacionais de 146% do PIB (a 30 Junho 2009), esta situação não é nova para Portugal e muito menos qualquer coisa de imprevisível.

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levanta-te e anda, Portugal!

sítio em que se debate a injecção de pobreza para o bom povo português

Para os pais das crianças que hoje vivem a nova História de Portugal.

E que tentam ultrapassar a crise provocada por malfadada política

É A FRASE QUE REFERE O EVANGELISTA MATEUS, CONHECIDO ENTRE MEMBROS DA CULTURA CRISTÃ, NO SEU TEXTO DO SÉC. I, CAPÍTULO IX, VERSÍCULO 5. ERA UM PARALÍTICO, CUSTAVA-LHE A ANDAR E O SEU SENHOR JESUS, MANDA-O ANDAR.

Uma metáfora do que acontece hoje no nosso país.

E o paralítico da História, andou. Talvez, por não ser de Portugal…Ou, como diz esse outro Evangelista, João, no seu texto do mesmo Século, Capítulo XI, versículos 33 a 44, manda Lázaro sair do seu sepulcro, levantar-se e andar. Metáforas, senhor leitor, que nós, agnósticos, precisamos usar, quando um povo, definido pelo seu saber e práticas como cristão, apesar de a Constituição definir no seu Artigo 1, versão de 2001: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária, se comporta de forma costumeira.

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a maturidade dos mais novos e o quarto mandamento dos romanos

sempre quis uma família imensa, mas os velhos acabamos sempre sós....

Para Paula van Emden e Camila Ilsley essas novas senhoras, antigamente Iturra-González…..

Os descendentes são a lei da vida. Essa lei que diz que o amor é uma força da natureza[1] que, de dois nascem quatro, cinco ou mais. Paixão definida por muitos analistas, entre eles, Sigmund Freud, como parte do jogo do amor[2]. Bem como essa lei da vida definida por Wojtila em 1992[3], publicada posteriormente[4].

Não estou certo se as citações definem o que acontece na vida real. Ou, será o inverso, é da vida real que estas são retiradas. Para não perturbar a vida dos seres que crescem e um dia vão para outros sítios, os seus progenitores ficam sempre na ansiosa expectativa de saber deles.

A filiação é um mandato para orientar os mais novos para uma nova criançada consequência do amor entre eles, dessa paixão que não pensa mas age, por ser o amor a referida força da natureza. Esta força da natureza leva à procriação de outros. Procriação que muda a hierarquia entre os membros da família. Parece metáfora, mas não o é. É apenas o direito livre e soberano de dois seres que, encontram-se por acaso, gostam um do outro, desenvolvem uma paixão que une e obriga à construção do seu próprio lar. Lar que, por sua vez, irá dar lugar a outro. [Read more…]