Podia dar o exemplo da Educação, em que uma imbatível Maria de Lurdes Rodrigues, no que diz respeito ao ataque à Escola Pública em geral e aos professores em particular, é perseguida nos seus feitos pelo actual titular da pasta.
Podia dar o exemplo da Saúde, cujo SNS está pior do que alguma vez esteve – cortesia do Partido que o fundou.
Podia dar ainda o exemplo da Energia – no meio de todas as vergonhas de Pinho e Sócrates, o actual Governo consegue transformar uma dívida da EDP ao Estado numa dívida do Estado à EDP.
Pois, não há dinheiro. Mas para os mesmos de sempre há sempre dinheiro.
Podia dar n exemplos, mas não é preciso. O fim da austeridade é uma treta e a merda é a mesma de sempre. Desde o início mas sobretudo desde que é presidente do Eurogrupo, o ministro dos bilhetes do Benfica mais não faz do que sacar aqui e ali, cativar tudo o que mexe, meter-se com quem tem menos e acobardar-se perante os poderosos. Um corrupto moral que não passa disso mesmo – de um corrupto moral.
Quanto à Esquerda, continuará até ao fim da Legislatura refém do PS. A engolir sapos perante um Governo mortinho por que o façam cair para depois poder governar em maioria absoluta. Perante um Governo que actualmente está mais próximo do PSD do que da Esquerda.
Alguma vez esteve mais longe?
Os politólogos estão estupefactos: O PS consegue governar mais à Direita do que o PSD
Sabes que cheira (ainda mais) a esturro
quando José Sócrates sai em defesa de Manuel Pinho. Birds of a feather…
Um cemitério chamado Vale do Tua
[Carlos Almendra Barca Dalva]
Não é de hoje ou de ontem. A oferta do vale do Tua à EDP e ao António Mexia não é coisa que se faça de um dia para o outro. Demora seu tempo. Uma década, coisa menos coisa. Pelo meio, houve tempo para encontrar justificações, as vantagens e lugares-prémio para os judas do costume. A seguir, encontrou-se forma de entregar a exploração turística das águas a um empresário amigo, Mário Ferreira que em breve nos brindará com barcos-churrasco redondos e uma espécie de “comboio turístico” a fazer lembrar a Disneyland de Paris ou mesmo a original, na América. Sobre essa peça de mau humor, dediquei a Mário Ferreira duas cartas abertas. Na primeira delas, aqui no Aventar, surge uma fotografia da “locomotiva” (com altifalantes) que o visionário empresário imaginou para o vale do Tua e o que restar de uma via férrea como não há muitas na Europa. Um brinquedo, portanto. No comentário que lhe fez, Mário Ferreira estava obviamente equivocado.
Mas, claro está, porque os tempos são modernos e interactivos, o afogamento de um vale inteiro pela EDP tem que ser celebrado. Há que celebrar o assassinato que acaba de se cometer, como a querer dizer que tudo isto era inevitável, não havia nada que pudéssemos fazer contra este atentado, com esta parede de 90 metros de altura com vista para o vale vinhateiro do Douro, ainda Património da Humanidade.
Matem o Rei! Viva o Rei!
Vai daí, nasceu o “Centro Interpretativo do Vale do Tua” na estação ferroviária homónima que, diz a CP, “é um espaço que desvenda a riqueza natural e histórica de um território”. A sério?
As rendas excessivas da EDP no país da imprensa comunista

Fotografia: Paula Nunes@ECO
António Mexia é o exemplo acabado de um homem de sucesso em Portugal. Deu aulas, foi para a política, daí para organismos e empresas públicas, com a passagem da praxe pelo BES, e regressou à política, de onde em bom rigor nunca chegou a sair, para integrar o executivo Santana Lopes, entre Julho de 2004 e Março de 2005. Dai seguiu directo para a cadeira de presidente do Conselho de Administração da EDP, onde continua, hoje sob a batuta do regime chinês. Em 2014 recebeu de Cavaco Silva a mais alta condecoração da Ordem de Mérito Empresarial. Três anos depois, foi constituído arguido no caso relacionado com as rendas excessivas da EDP. Aquele percurso clássico. [Read more…]
Eduardo Catroga, um liberal ao serviço do regime comuno-capitalista chinês

via ECO
Eduardo Catroga esteve 12 anos no topo da hierarquia da EDP, tendo lá chegado uns anos antes da avalanche privatizadora do governo de Pedro Passos Coelho, do qual foi conselheiro e emissário ao mais alto nível, ter entregue a maior fatia da outrora eléctrica portuguesa ao gigante energético China Three Gorges, uma empresa estatal de um daqueles países que, se não ordena execuções em Londres com gás Novichok, faz parecido com localizações e ferramentas diferentes.
Porém, foi com a chegada do regime chinês ao comando das operações da EDP que Catroga chegou mais alto, chamado a exercer funções de presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, em 2012. Resta saber se pelas suas qualidades técnicas, se por algum eventual contributo para o programa eleitoral que o PSD levou a sufrágio em 2011, no seio do qual a política de privatizações era todo um programa em si. Ou não fosse Catroga um homem que percebe de corredores. [Read more…]
Dança de boys na EDP

Apesar de estar hoje sob a égide de outro estado, uma ditadura à qual os pseudo-liberais que engavetaram a social-democracia alegremente entregaram o controle estratégico de uma das mais importantes empresas nacionais, a EDP continua a ser um prestigiado viveiro de boys do bloco central e do seu pequeno táxi populista. Hoje ficamos a saber que Eduardo Catroga, boy de Pedro Passos Coelho, será substituído por Luís Amado, destacado boy socialista, para integrar um órgão repleto de profissionais do tacho como Braga de Macedo, Celeste Cardona ou Ilídio Pinho. Avante, camaradas!
O PS é permeável aos grandes interesses económicos. Qual é a novidade?

Ontem, ou talvez até na Quinta-feira, recebi uma notificação de um jornal, penso que do Diário de Notícias, que fazia referência à tensão no seio do PS, a propósito das declarações de Catarina Martins. Fui espreitar, curioso, e percebo que fui enganado. Afinal, era apenas Francisco Assis a exigir que o seu partido defendesse a sua honradez. E todos sabemos que Assis é tão representativo deste PS como Pacheco Pereira do PSD passista.
Como ainda não tinha ouvido as declarações da líder do Bloco, aproveitei a deixa. Vou a ver e a senhora não diz nada de novo. O PS é permeável aos grandes interesses económicos? Oh my fucking God, por esta é que eu não esperava! Qual é mesmo a novidade? [Read more…]
Substituição de boys à vista na EDP?
sai Eduardo Catroga, boy de Passos Coelho, por acumulação de mandatos, talvez entre Diogo Lacerda Machado, boy de António Costa que está em todas. O dinheiro, esse, continua a entrar nos cofres dos camaradas do PC Chinês.
Rendas EDP/CMEC: Manuel Pinho constituído arguido

Enquanto se multiplicam os pedidos de demissão de alguns ministros deste governo, recordamos hoje um ministro que incorreu na palermice ilustrada pela foto em cima, acabando no olho da rua, despedido pelo messias do século XXI, José Sócrates. Depois de ter voltado à ribalta mediática nos últimos dias, Manuel Pinho volta a fazer manchetes, uma vez mais pelos piores motivos, ao ter sido constituído arguido no processo que investiga as rendas da EDP e a aprovação do regime remuneratório dos CMEC. [Read more…]
António Costa ou a cobardia na luta contra os poderosos
Não me custa admitir que António Costa nasceu para governar. Ali é que ele se sente bem. Todos nos lembramos quão desastrosa foi a sua prestação como líder da Oposição, ao ponto de conseguir perder as eleições para um Governo miserável que vinha de 4 anos de Troika.
A constatação deste facto não me leva a sentir maior simpatia por ele. Pelo contrário. Não gosto de António Costa e gosto ainda menos do PS, um Partido que desde o início traiu a sua matriz ideológica. O facto de estar neste momento aliado à Esquerda é puramente circunstancial. Era a única forma que o primeiro-ministro tinha de chegar ao poder e salvar a sua carreira política. Da próxima vez, se necessário for, aliar-se-á ao CDS com o mesmo à-vontade e com o mesmo sorriso cínico de sempre.
Apesar de tudo, ao votar no Bloco, contribuí para a actual solução governativa. Não me arrependo porque, no fim de contas, a alternativa passista seria bem pior. Mas não escondo que esperava muito mais de um Governo que se ancora nos Partidos de Esquerda e que precisa deles para desenvolver as suas políticas.
A política energética e as rendas excessivas da EDP são um bom exemplo. Como é que não se consegue cortar um cêntimo que seja nestas rendas escandalosas? Foi o PS que as criou, é o PS que tem rectificar o erro e acabar com elas. Ou a coragem de lutar contra os poderosos e os grandes grupos económicos esgotou-se toda com a questão dos colégios privados? [Read more…]
Mexia em dinheiro sujo
Não sei se trata de um verbo ou de um nome.
O presidente executivo da EDP, António Mexia, foi constituído arguido na investigação do Departamento Central de Investigação Criminal e Acção Penal (DCIAP) aos contratos entre o Estado e a EDP sobre rendas garantidas (os chamados CMEC). A notícia, avançada pela TVI e pela SIC Notícias, foi confirmada pelo PÚBLICO e mais tarde pelo próprio DCIAP. [PÚBLICO]
Sei que se trata de uma empresa estratégica para o país, que foi privatizada e que tem uma figura de topo a ser investigada.
O estado a que isto chegou…
Um partido perde eleições e imediatamente um seu ministro salta para a administração de uma grande empresa pública, nomeado pelo governo sucessor. Supostamente a empresa aldraba contas, o ministro da tutela aprova, contribuintes e empresas pagam. Finalmente o ministro consegue um emprego como professor universitário nos USA, não por ter sido convidado pela universidade, mas porque a empresa anteriormente tutelada financiou o curso que a universidade introduziu no seu programa. Lembram-se quem à época dos factos governava Portugal?
É de chamar aqueles que venderam os anéis e os dedos
China recebe em dividendos um terço do que pagou pela EDP. Cedo descobriremos o preço de se ter vendido a REN e outras áreas de soberania.
O palhaço
Aranhiços nas cidades

Como saberá quem se dirigir a um departamento de urbanismo, as câmaras municipais são extremamente zelosas quanto aos projectos de construção apresentados pelos munícipes. Concluímos que a EDP e as empresas de telecomunicações devem passar as passas do Algarve para conseguirem aprovar os aranhiços que edificam nas cidades, inclusivamente nas restritas zonas históricas. Se assim não fosse, estaríamos a assumir que estas empresas gozam de uma impunidade que lhes permitiria fazer o que bem lhes apetecesse. E ninguém acredita que isso possa acontecer nas nossas câmaras municipais, pois não?
Os invejosos e a ambição nacional

Em artigo indignado, publicado no Correio da Manhã, o director da revista Sábado, Rui Hortelão, presenteou-nos com um daqueles clichés que não raras vezes é usado na defesa dos privilégios das nossas santas e imaculadas elites. Não há volta a dar: quem critica obscenidades salariais fá-lo por inveja, por hipocrisia e por falta de ambição nacional. Cambada de bandalhos.
A indignação de Hortelão surge na sequência de uma entrevista dada por António Mexia à Sábado, na qual o entrevistado falou sobre o seu salário de 6800€/dia. E, claro, num país à rasca, vários foram os que se indignaram com os valores, e isso aborreceu o director da Sábado, que fez questão de recordar a plebe que o senhor Mexia está à frente do maior pagador de impostos em Portugal. Porque, como todos sabemos, se uma empresa paga muitos impostos, os seus gestores devem ter um salário estratosférico a condizer. Não concordar com isto é ser invejoso, hipócrita e pouco ambicioso quanto à grandeza de um país que, obviamente, se mede também pelos salários dos gestores das suas maiores empresas. [Read more…]
O profissional da política de corredor

Quiçá inspirado pelo episódio opaco e mal explicado do amigo-consultor não-oficial do primeiro-ministro, o eterno Eduardo Catroga encurralou António Costa num evento solidário da EDP para lhe oferecer a sua experiência em consultoria de corredor. Depois de o informar que os accionistas da EDP pretendem uma audição com Costa, Catroga tem esta afirmação fabulosa:
Se você precisar de mim para dar aí alguns entendimentos eu disponho-me a isso.
Um homem disponível. Disponível no passado para dar uma mão na ascensão de Passos Coelho, que decidiu a privatização do que restava da EDP, empresa que, imediatamente a seguir, contratou Eduardo Catroga para administrador, disponível no presente para ajudar António Costa nuns “entendimentos” e, quem sabe, para aquecer uma outra cadeira num conselho de administração qualquer. Um profissional dos corredores, subterrâneos e obscuros, onde a política do compadrio acontece. Há quem lhes chame parasitas.
Grandes feitos do governo PSD/CDS
Estado chinês ganha quase €400 mil por dia na EDP. A este ritmo, quanto falta para se acabar o dinheirito da venda? Portugal à frente, sempre.
Distribuição equitativa dos sacrifícios? Qual distribuição equitativa dos sacrifícios?

Destacados oficiais do ministério da propaganda rasgaram recentemente as vestes por causa de uma proposta do PCP para uma actualização extraordinária de 10€ das pensões abaixo de 5.549,34€, uma medida que custaria, números redondos, cerca de 250 milhões de euros por ano aos cofres públicos. A título de comparação – tendenciosa, não escondo – a “demissão irrevogável” de Paulo Portas provocou perdas na bolsa de Lisboa nove vezes superiores a este valor. É legítimo concluir que os custos da fome de poder do ex-vice-primeiro-ministro seriam suficientes para cobrir esta proposta durante quase uma década. Adiante. [Read more…]
O tacho do pai do Sec. Estado da Energia e a história que se repete até à exaustão
Em Abril passado, surgia no Diário de Notícias o seguinte título: “Pai do secretário de Estado da Energia é consultor da EDP“. Até aqui tudo bem, o senhor até pode lá ter chegado fruto das suas competências e experiência, e o facto do seu filho ser o dirigente máximo que tutela do sector não ter nada a ver com isso. Mas esta notícia cita o empresário Manuel Champalimaud, autor da denúncia, que refere que “a EDP soube defender-se politicamente” da Contribuição Extraordinária do Sector Energético (CESE). [Read more…]
Privatizações: a perspectiva de Mariana Mortágua
Paulo Pereira
“O Poder de fazer um apagão no País é a Razão porque a EDP nunca pode ser privada”
O Tribunal de Contas arrasa o processo de privatização da EDP e da REN. Os juízes sublinham que os elevados dividendos anuais das empresas podiam render, no longo prazo, mais dinheiro ao Estado do que a operação de venda. Apontam ainda um conflito de interesses, com consultores a trabalharem para ambos os lados.
Miguel Relvas, o cabeça-de-lista
To give you an example of the magnitude of the error, to believe that the world is less than 10,000 years old, when in fact we know the world is 4.6 billion years old, is equivalent to believing that the width of North America from New York to San Francisco is less than 10 yards.
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Através do Jornal de Negócios, fiquei a saber que
A EDP lançou a campanha “Um século de energia”, o único trabalho publicitário realizado por Manoel de Oliveira na sua carreira com oito décadas. Este foi o ponto de partida para a energética lançar um concurso cujo vencedor vai ser premiado com a oferta de 100 anos de energia – electricidade e gás natural.
A EDP, segundo o Público, apresenta a curta-metragem
como “uma obra inédita”, “o último trabalho realizado pelo mestre Manoel de Oliveira”, e que deu origem à “única campanha de publicidade” na carreira do realizador.
Vejamos, então, o contributo desta curta-metragem para a ortografia portuguesa: direção, diretor, projeções, Abril, electricista e hidroeléctrica.
Quanto ao sítio do costume, hoje, não há grandes novidades.
Quem quiser novidades, pode encontrá-las no Diário de Notícias: [Read more…]
Dona da EDP bloqueia produtos da Google
Assim se vende a democracia por cá, quando se fecham os olhos à origem do dinheiro.


Carlos Almendra Barca Dalva

Exacto, não é António Mexia, não é a 










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