Sucumbirá Seguro à Pressão Interna?

Morsa Soares

Muito cuidado com a morsa Soares e a morsa Alegre, Seguro. Um filhote como tu pode ser esmagado. Que seria de um partido de Governo sem tais figuras… tutelares, exemplos de trabalho, uma vida inteira longe da teta generosa do Estado?!

Repare-se no triste espéctáculo que nos dá o PS, pelas suas figuras e figurões com acesso fácil aos microfones patéticos do Regime e às antenas repetidas e passentas das TV e das Rádios. Dois PS avultam. O PS extinto e o PS ainda a fumegar de ter sido Governo. Ambos exercem uma pressão insolente e pornográfica sobre Seguro, capaz de suscitar compaixão por Seguro, terna condescendência por Seguro. Quantos PS há, afinal?! Quantas falanges, falangetas, alas, nichos? E por que motivo a Esquerda dentro do PS esperneia tanto?! A ameaça de cisão desse partido é a mais cómica e sonsa ameaça de que há memória na história recente politico-partidária nacional.

Refresquemos a memória de rato dos promotores da pressão interna com que Seguro tem de se haver: a crise política não começou com uma grave crise no Governo de Emergência Nacional. Começou com o grave desafio eleitoral colocado pelo cumprimento escrupuloso e sério do Memorando só pela via financeirista, cujo peso foi quase absoluto até 1 de Julho último. Mesmo a admissão de falhanço a que inaudita e humildemente o próprio Vítor Gaspar alude é, antes de mais, a admissão de um falhanço pessoal, não das políticas. Um falhanço das previsões. Um falhanço da dose, graduação e temporização dos efeitos negativos das políticas antes de os seus efeitos virtuosos começarem a surgir. O falhanço, sobretudo, do apoio e adesão, dentro do próprio Governo, para que, junto da Troyka, Gaspar pudesse manter a face e declarar possível garantir o cumprimento dos cortes mais decisivos para 2013 e 2014. [Read more…]

Dilma, Morsi e o Dr. Soares

A rua está a falar cada vez mais alto. Gritou na Turquia. Vociferou no Brasil. Berra agora no Egipto, rejeitando um presidente eleito, o islamista Mohamed Morsi, cujos passos políticos foram dados no sentido, não de uma reconciliação nacional, mas de um absolutismo islamizante, pé ante pé, medida ante medida. A rua é soberana no século XXI? Depende. Alguns, na Esquerda Impostora e Nihilista Portuguesa, convocam-na e ela não acontece. Nunca. A não ser que, num primeiro momento, se disfarce de movimento cívico Que se Lixe a Troyka para logo se expor e gerar desmobilização dado o facto de os portugueses odiarem ser manipulados do Sofrimento Real para o Nada Garantido, típico das Esquerdas Raivosas, do BE ao PS. A rua não se empertiga em Portugal. Não acontece em Portugal. Mário Soares, por exemplo, tomando a nuvem por Juno, considerou que os insultos organizados pelo Bloco de Esquerda e os arrufos promovidos pelo PCP, à chegada e à partida dos Ministros em eventos e encontros oficiais, chegariam e sobrariam para derrubar o Governo Passos. Não. [Read more…]

Acordo Cacográfico da Língua Portuguesa de 1990

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Luís Nunes/Demoticon (http://bit.ly/1688Tde)

Acerca desta notícia, uma consideração intempestiva, cinco perguntas de algibeira e respectivas reacções irreflectidas (respostas), durante um curto intervalo para café.

Consideração:

Trata-se de inaceitável ingerência no processo de avaliação actualmente levado a cabo pelo Grupo de Trabalho — Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico, da Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República. Para já, é tudo o que tenho a considerar. Se mais considerasse, correria o risco de pressionar os deputados e de perturbar indecentemente o processo de avaliação em curso. Em suma, de ter um comportamento semelhante ao do Governo português.

Pergunta:  É possível, em Declaração Conjunta de uma Cimeira Brasil-Portugal, que as grafias *Arquitetura (duas vezes, uma com ‘A’ inicial, outra com ‘a’ inicial), *Projeto [Read more…]

Mário Soares visto pela direita

A direita decente, que também a há, não vomita mentiras: coloca o homem na História.

Magno Momento Gagá

A velhice, no pior sentido do venerado conceito, foi ontem à Aula Magna.

Pelas TV, pudemos ver, como quem vai ao zoológico pasmar com espécimenes raros, o que tem sido este Regime Corrupto: uma horrorosa forma de enriquecer através da manipulação e do tráfico de influências continuamente exercido. Histérico, perdido no seu ódio odioso, ululante, o milionário Soares teve o beija-mão processional com que sonhara, mas exaspera-se na mesma: o que já não tem, conforme sempre teve, é um Governo ao seu serviço, como os de Guterres ou os de Sócrates: «Dr. Soares, o que podemos fazer por si Dinheiro. Dinheiro. Dinheiro.

É duro ser solenemente ignorado, finalmente. O Circo de ontem na Aula Magna é a anacronia, a desonestidade e o exclusivismo que, com Pacheco presente em forma de carta, dramatizam e concentram num só Governo o grande problema do Mundo. Não há diagnóstico nem enquadramento do País. Só há instinto. Só o epidérmico. Só o cio e a exclusividade de Esquerda, ilusões de Esquerda num mundo onde a Esquerda não tem soluções a não ser o absurdo, aquilo em que ninguém vota, na hora da verdade.

Ontem, o dr. Soares exibiu toda a sua malícia e todo o seu ego: ele é o Regime. O Regime agoniza. O Regime é corrupto no tom e no grau de atrevimento. O Regime não tem vergonha nenhuma. O Regime deu-nos três bancarrotas. O dr. Soares está rico, extremamente rico e, para que isso pudesse ser assim, foi preciso que Governos irresponsáveis, venais e incompetentes, lhe fizessem todas as vontades.

Ontem, tivemos Circo Magno, num Magno Momento Gagá. Essa masturbação acabou num enorme foguetório. O Regime foi para casa. Continua milionário e convencido da velha força e influência plutossocializante. Está sempre pronto para mais uma perninha maliciosa e conspirativa, e uma chantagem violenta, insolente, sobre o Presidente em Exercício Cavaco, sobre o Menino Jesus e sobre a Popota.

Fuga em frente será modalidade olímpica

full_foto_teresa_leal_coelho_3Para se ser político, pelo menos em Portugal, é necessário ser-se especialista na Fuga em Frente, a mais recente modalidade olímpica. Se o Triatlo exige resistência, a Fuga em Frente baseia-se no descaramento.

Aliás, o que fez com que este desporto passasse a ser modalidade olímpica foi o facto de o político aprender a ignorar olimpicamente qualquer mentira, promessa ou contradição.

Mário Soares e Cavaco Silva são as grandes referências, os veteranos da excelência.

Soares, por exemplo, critica o FMI e austeridade, passando uma aparente esponja sobre o seu passado como primeiro-ministro. O mesmo Soares, depois de ter arrumado o marxismo numa gaveta e depois de ter vivido imperturbável os anos em que José Sócrates aplicou receitas de direita, arvora-se, agora, em unificador da esquerda.

Cavaco, depois de ter contribuído para a depauperação do tecido produtivo, transformou-se no defensor do regresso à agricultura e de outras actividades para cuja quase-extinção contribuiu.

Ontem, num debate da SIC Notícias, Teresa Leal Coelho, exímia praticante da modalidade e fervorosa atleta da bancada do PSD, mostrou estar à altura dos melhores, ao desvalorizar o facto de Passos Coelho ter faltado a todas as promessas que fez e ao afirmar, com magnífico descaramento, que as políticas actuais foram impostas ao governo. Trata-se de uma séria candidata à medalha de ouro.

Assim, o futuro de Portugal na Fuga em Frente será, com certeza, radioso.

Quando o Plutossocialismo Estrebucha

Camarada, estás cansado da Austeridade? Podes voltar à balbúrdia e à roda livre dos cheques amistosos dos Governos Socialistas, onde crescimento e emprego, emprego e crescimento nasciam como cogumelos ao estalar de um dedo. Basta nacionalizares o teu voto e sugerires às Esquerdas o que às Esquerdas incumbirá, assim que a Suprema Maçã Podre do Regime, sempre a maquinar conspirações, acabe de as federar para derrubar este Governo e talvez o próximo e o próximo, se, à vez, cada um dos próximos governos não agradarem ao Exmo. Plutossocialista Maçónico, papa de todos os Plutodemocratas.

Só gostava de perceber como é possível que amanhã Mário Soares, basicamente a Maçã Podre Suprema do Regime, consiga reunir na mesma sessão, na Aula Magna, as direcções do PS, PCP e Bloco de Esquerda e estas aceitem deixar-se federar-conspurcar numa espécie Peitaça Comum que funcionará como Espantalho das intenções e simpatias da Opinião Pública e como Repelente Fatal do voto útil ulterior numa alternativa a Bruxelas, a Berlim e às políticas que o BCE prescreve para o nosso carcinoma regimental corrupto e decadente, sob o obediente Governo de Salvação pós-PEC a que Passos-Gaspar presidem. [Read more…]

Vossa Inefável Vampireza

Mário Soares está lúcido? Como uma porta. Ubíquo como o ar que respiramos, omnipresente como o metano que largamos, o viscoso Mário Soares faz primeira página de jornais dia sim, dia sim. Conspira desesperadamente pela queda do Governo. Ninguém o escuta sem sentir que escuta o estertor de um passado que nos deu azar. Ouvi-lo, lê-lo é ler e ouvir a desesperada mumificação conveniente de um estado de coisas insustentável. Agora quer federar as esquerdas antes que a lógica anti-corrupção subjacente às reformas estruturais na Europa o fodere a ele e ao Regime que, desde o princípio, sempre lhe correu de feição ao bolso e ao instinto manipulador. [Read more…]

O medo é que manda na vinha

Paulo Portas tem sido chantageado pelo governo por causa do processo dos submarinos e dos carros de combate Pandur. Quando, pela primeira vez, Portas admitiu que estava a ponderar se ficava ou não, o caso dos submarinos voltou à primeira linha. E isso obriga-o a continuar no governo. O medo é que manda na vinha…

Mário Soares chamando os bois pelo nome, numa entrevista exemplar onde defende a unidade da esquerda (eu diria dos democratas) por aquilo que é  o seu programa mínimo comum: derrotar a austeridade, derrotar aqueles que tentam mudar ilegitimamente o regime, mas sem votos para alterar a constituição.

Era bom que de uma vez por todas se entenda isto: Marcelo Caetano ao pé de Passos Coelho e Vítor Gaspar parecia um democrata. É disto que falamos.

George Grosz: The Wanderer

George Grosz: The Wanderer

Tiro no porta-aviões

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A Impostura de Monsenhor Bardamerda

Espero sempre o pior dos que se têm a si mesmos por donos do Regime, especialmente quando persistem em encher de treta aquilo que pertence à crueza dos números: um Estado tornado inviável e agora acossado por exigências de rigor  desde o núcleo do Poder Político Europeu, estando em causa, conforme está, a saúde mesma do Euro. Não estranho sequer que a senecta abécula Soares, um desses donos regimentais da Coisa Pública como coisa sua, alguém que sempre abusou da influência por detrás dos panos, alguém que sempre enfastiou a Opinião Pública e abusou dos media, comente pela enésima vez outros titulares no exercício de cargos públicos, cargos que já ocupou, e o faça em termos chulos, num tom vexatório, desleal, incompetente e desonesto, e, sim, mal-fodido. [Read more…]

Ainda Soares e a Esquerda Guilhotina

guilhotinaPortugal está literalmente sob um regime constritivo, imposto do exterior, no plano económico e em tudo semelhante ao de um estado em Guerra. Todo o nosso ambiente económico-financeiro está condicionado pelos ditames alemães e norte-europeus. Contra isto, nada ou muito pouco há a fazer que passe pela acrescida fragmentação e pelo extremismo ideologizante na sociedade portuguesa. Linha atávica e oportunista a alemã? Sem dúvida. No entanto, o problema português passará a ser ainda mais grave, mal nos disponhamos a devorar-nos uns aos outros como as ratazanas alegóricas de que fala o vilão de 007, Skyfall.

Ora, neste ponto, Soares não pode estar bem nem quantos advogam que o sangue mane das frontes e da jugular de Cavaco, Passos e quem mais Soares acha passíveis de um atentado. Não somos ratazanas, Dr. Soares. Pensei que a democracia e o respeito pelos adversários fossem dados adquiridos bem mais valiosos para si e não uma febre passageira da idade madura.

Não deveria ser a anarquia, a conflitualidade cega, nenhuma dicotomia anacrónica, na sociedade portuguesa, sob o bafo a enxofre de uma espécie de extremismo de suposta Esquerda Guilhotina, a orientar-nos. Se a raiva, o mau perder, o descabelamento estapafúrdio, medulam, afinal, o espírito do tonto octogenário, não podemos fazer nada.

Exactamente

Por muito menos que isto foi morto o rei D. Carlos – uma grande entrevista de Mário Soares.

Merdiavélico Soares

lindorsugeriu a forma de resolver todos os nossos problemas: acrescentar mais um. Vá lá, Dr. Merdiavélico Soares, vá lá mudar a fralda.

Fantástico!

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Na sua ansiosa corrida pelo poder, AJS anuncia urbi et orbi a boníssima nova. É a notícia do dia, a bomba mediática que garantirá a regeneração nacional. Soares e Alegre fizeram as pazes. Óptimo, aqui está um projecto de futuro a longuíssimo prazo!

A Bosta Nunca é Rigorosamente a Mesma

Cartaz 15Sobre Soares já escrevi de mais. Em 1974, aparecendo como um herói com as costas aquecidas pela CIA, passou a defender a democracia em Portugal no século XX como negócio a que foi persuadido à última da hora: foi especialmente bom para a elite soberba que, com o mesmo pedantóide Soares, substituiu a soberba corporação que dominara Portugal e envelhecia no Estado Novo. Sobre Soares não há nada que se possa dizer que suplante as figuras miseráveis, mesquinhas, conspirativas, que anda a fazer: falam por si e não são de agora. De todos os pecados mais grosseiros do desbragado idoso desbocado, apoiar Sócrates, comparecer em comícios de apoio a tal figura e voar baixinho no meio da devastação centro-africana deixada pelo socratismo, foi por demais imperdoável. O que deveras me encanita é que esse Soares e o pessoal degenerado do socratismo, demasiado alive and kicking no seu impudor, unidos a uma só voz-bosta, apareçam hoje a ultrapassar a Realidade pela Esquerda, desenvolvendo uma crítica à governação Passos fora de uma complementar crítica honesta que varra a eito todo o espectro político português, que os inclua a eles todos e os condene igual e inapelavelmente.

A essa cambada de abutres que nos não representa no sentido sagrado do termo esperava-se que não gastasse o mau latim a fomentar o fosso ignominioso entre um Nós e um Eles, quando PS, PSD, CDS-PP são um todo quase homogéneo na malfeitoria gerada ao País, hoje divididos apenas porque o PS confortavelmente não quer assumir o odioso, o abominável ónus, de cooperar na refundação do Estado Português segundo novas bases tão realistas quanto miseráveis, covardia em que é manifestamente secundado por Paulo Portas e a parte do CDS-PP ainda com veleidades eleitorais. BE e PCP mostram-se arcaicos na retórica, lastro bloqueador e empobrecedor nas formas de luta, e por isso não concitam confiança de espécie nenhuma. Ninguém vota nisto. [Read more…]

Ontem à noite na TVI24, Mário Soares

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Maria, tu que és uma mulher culta e sensível, que foste a grande actriz que não esqueceremos, que amas a poesia e as belas letras, que tens sido a grande mulher por detrás do maior homem de Estado depois do 25 de Abril (embora se tenha feito e crescido Maria – como pudeste permiti-lo mulher? – à sombra da bananeira armadilhada dos EUA e da UE), tu que apesar de tudo isso és essa grande senhora, faz-nos o favor de amarrar o teu homem ao cadeirão e não o deixes sair à noite para ir à televisão fazer figuras tristes, que envergonham todos os que o respeitaram – e ainda mais os que acreditaram e votaram nele, vendo na sua acção um socialismo justo e no seu carisma amável a marca do génio dos grandes líderes democráticos, malgrado os elitismos e demais burguesismos que nunca o largaram, e fizeram do PS um partido de subidores de vidas, inspirados pelos exemplos e visões de grandeza desse teu homem Maria. Figuras tristes que, como se não bastassem, ainda por cima prejudicam a luta dos muitos que (infinitamente mais esclarecidos do que ele por estes dias) mereciam, com benefício para a informação do povo que está a ser dizimado pelo Governo Passos/Troika, esse espaço de antena Maria.

Os ibéricos, esses malandros

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(c) Parlamento Europeu
Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes assinam o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia

12 de Junho de 1985: após oito anos de negociações, Portugal assinava o tratado de adesão que o colocaria em 1986 no clube dos consumidores europeus e grandes exportadores mundiais, então 320 milhões de indivíduos. A Europa dos ricos alargava as suas fronteiras aos pobres e recebia de uma assentada três milhões suplementares de desempregados. Jacques Delors celebrava o esforço comum empreendido em favor de «um mesmo ideal [que serviria] para reforçar as nossas economias, confortar as nossas democracias e partilhar as nossas culturas.» E foi assim, a imaginar que estávamos num clube filantrópico de amigos beneméritos, que deixámos a corrupção de sempre (a do sistema de poderes de tráficos e influências que prossegue minando de injustiça e imoralidade a vida dos cidadãos) tomar conta do Estado democrático. [Read more…]

Memórias da Universidade de verão

A JSD e Mário Soares – porque não te calas?

Setenta Elefantes num Portugal de Porcelana

Cartaz 02Confesso que me é muitas vezes impossível subscrever conclusões tão peremptórias quanto aquelas subjacentes por exemplo à carta aberta que exige a demissão do Primeiro-ministro. Porquê? por causa do entrave que me é colocado desde logo pelo tipo de subscritores. Deveremos lutar contra o lado asqueroso, anti-social, desalmado, do Memorando? Sem dúvida! Ficar à mercê de credores é ficar à mercê de uma lógica que não têm coração. Ir institucionalmente mais longe, conforme propugna esta ‘carta’, à luz do percurso grego, parece-me, seria horrível. Estamos reféns do tempo, mas não dos motivos e das razões para resistir, dentro das regras que nos prestigiem e salvaguardem.

Sendo verdade que me inscrevo naqueles que, não tendo partido, se preocupam verdadeiramente com o destino do seu País e do seu Povo, não posso jamais pactuar com um grupóide de paquidérmicos, muitos deles dependentes dos contribuintes há décadas, como o magno signatário minúsculo Soares. O que pensar dele e de gente toda ‘fiável’ e socialmente beata do calibre intelectual e instintual de um João Trotsky-Guevara Galamba?

Assinar ou subscrever enunciados emanados de figuras pesadas e repetidas e omnipresentes e papais e incontornáveis e tutelares, foda-se!, torna repelente a causa e matéria para espessa suspeição o objectivo que as move. Para avalizar a qualidade de um peditório desses, olhemos para o perfil e trajecto do pedinte ou pedintes. O trajecto não é frugal. O perfil não é isento. Borraria a minha cara de esterco se Sócrates me aparecesse com um abaixo-assinado para a eleição de Manuel Maria Carrilho como presidente da ONU ou para a constituição de um grupo de trabalho para salvação das contas nacionais.

Só posso borrar a minha cara sempre que o Soares encabeça ou preside ou impulsiona seja lá o que for-manifestos, cartas abertas e outras ejaculações esquerdíssimas e estado-socialíssimas.

A vingança serve-se fria

E pronto, lá passou o orçamento para credores e outros clientes verem, com o voto daqueles poucos portugueses que nem imaginam como é a vida verdadeira dos outros portugueses todos, a quem dedicaram um caderno de encargos para o Estado que a realidade se encarregará de mostrar irrealizável. Do alto da sua altaneira retórica, investido pela missão suprema dos salvadores das pátrias falidas, o mestre-de-obras está satisfeito: mais uma vitória contra essa gente de coração maioritariamente socialista [e não disse PS], habituada a viver com o que constantemente deve, como se isso fosse muito natural, como se a boa vida fosse alguma vez para todos. Tomem e embrulhem. Já se tinham acabado os empregos, os filhinhos todos a estudar para doutores, os carrinhos novos de tantos em tantos anos e as férias nos brasis – agora acabou-se também tudo o resto. É assim, de vez em quando há um mundo que se acaba. Tomem e embrulhem este mundo novo que vos damos. E agora virem-se.

E a visão daquelas pessoas no parlamento da República (e disse República), a votar disciplinadamente contra o povo, será inesquecível para muitos. Carrascos, sim, como dizia uma senhora para a tevê, pais refundadores mauzões a sovar os filhos e a mandá-los para a morte, ou então para a pátria exógena de onde eles próprios vieram pela mão dos pais, com guia de marcha rápida, a trote da descolonização do Soares. Carrascos sim, cheios de raiva antiga no esquecimento, e ali chegados graças ao Sócrates dos computadores para todos e das escolas novas de que não precisávamos – e graças, também, aos CDSs das coligações com todos e a essa imensa maioria de abstencionistas que não querem saber da política.

E no final, Gaspar a passar a mão pelo pêlo dos dirigentes do PS: cuidado com os radicais da vossa paróquia que a gente ainda tem uns assuntos para resolver juntos. E depois o inaceitável e habitual compromisso cobarde do rapaz Seguro: isso da Constituição é com o senhor presidente.

Da Opinião Ordinária, Insidiosa e Habitual

Hoje é dia de mais opinião ordinária e habitual. Ordinária, porque finge que nasceu ontem. Habitual, porque é palavra de donos disto, arrogados donos morais e institucionais disto-Portugal. Só os que se concebam donos do Regime, como Soares, se alarmam sobremaneira com o confisco que lhes sucedeu impensável também a eles: cansativamente, pronunciam-se sobre a Europa, sobre o País, mas o País suporta mal quer o Fisco Brutal quer o trajecto sanguessuga desses pais e herdeiros imorais do Regime. Ordinária, porque não disfarça os seus intentos pessoalíssimos, a busca na secretaria «Demetir, demetir e demetir!» da desesperada reversão dos prejuízos causados pelo recuo governamental dos apoios à Fundação. Habitual, porque o rei intocável, jarra melindrosa do Regime, não se enxerga: olho para o crepuscular Mário Soares e penso no Dâmaso Salcede que Eça pintou: a mesma figura, a mesma ridícula obsessão por si mesmo inexistente e pelos modelos estrangeiros, mas que nem em França hoje encontram guarida e defensor. [Read more…]

Em Madrid é mesmo assim, pelas ruas

Temendo 10 milhões de condenados às galés, em Lisboa o “activo” de 17 milhões/ano esconde-se no Pátio da Galé, enquanto um dos três “passivos” foge a meio do Conselho de Estado, temendo ouvir aquilo que se sabe. Diferenças…

Margarida Marante e o histórico debate Mário Soares – Freitas do Amaral das Presidenciais de 1986

Grande lata

Colocado perante a possibilidade de os portugueses terem de pagar mais impostos, Mário Soares considerou que “agora é que o país está de tanga” e não quando Durão Barroso o afirmou “há alguns anos”. “As pessoas não ganham dinheiro nenhum e estão em grande dificuldade”, considerou.

(Público)

É preciso ter muita lata para chapar isso na cara dos portugueses. O homem que disse ter convencido Sócrates a ceder à troika, o patrono do partido que governou o país desde que o cherne do discurso da tanga fugiu até nos ter conduzido à bancarrota deve achar que somos de memória curta. Que tenha vergonha na cara.

A reabilitação de João Franco

Num daqueles impulsos que tão bem o caracterizam, o senhor doutor Mário Soares ainda acusa o corte de subsídios desfechado sobre fundações privadas que medram com dinheiro público. Agora, numa revanche à la française, decreta a urgência da corrida a pontapés do governo saído de uma maioria eleita há pouco mais de um ano. Deve andar bem influenciado pela nova praxis imperial sediada em Bruxelas, trauteando a conveniência do encontrar de um luso-Monti  que satisfaça os apetites da tal Europa federal que continhas bem feitas, não existirá.

João Franco governou por decreto, mas com eleições marcadas para 5 de Abril de 1908. Mário Soares inverte a situação: fazem-se eleições e depois arranja-se um governo que nada tenha a ver com as ditas cujas. No tempo de D. Carlos I, governar com liberdade de imprensa e de reunião, mas através de decretos que não iam ao Parlamento, chamava-se – abusivamente, é verdade – governar “em ditadura”.

O único problema a colocar aos entusiastas de soluções expeditas gizadas pela plutocracia, consistirá no seguinte: no circo da política nacional, não existe alguém que remotamente chegue à unha negra do pé esquerdo de João Franco. Percebeu, Dr. Soares?

O Sacro e Pontifical Soares Falou Outra Vez

O monolítico burguês Mário Soares, o grande empedernido de todas as gulas, a grande caricatura da caricatura do socialismo, grande desgraça e pai de muitas, voltou a falar. Falara já ontem. E amanhã falará com o peso e a importância de um peido solene. [Pacheco Pereira, falhado e tortuoso político em quem ninguém votaria, é outro que de vez em quando também emite raivosamente]. Mas Soares tem mais peçonha. Décadas e décadas de boa vida só agora ameaçadas determinam que emita sinais de fumo e odores a corno queimado.

A sua tristeza e irresponsabilidade pronunciativas não poderiam ser maiores. Daí o passar para as palavras todo o anquilosamento moral acumulado nas carnes laicas. É como se agora nos quisesse descolonizar outra vez. Parasitariamente, para ele o dinheiro da Troyka aparece sempre. Por isso berra com a delicadeza, o sentido de Estado e a ponderação com que descolonizou África. Para que lhe fazem perguntas, meu Deus?! O inquieto e túrbido Soares está somente atormentado consigo mesmo nos proventos ameaçados e com a Fundação sujeita a um corte de 30% por parte do Governo Passos.

Mário, Vossa Antiguidade não consegue sofismá-lo. Vossa Autoridade aparece agora tão castigadoramente a pronunciar-se sobre o Governo Passos como se o Passado não pesasse. Como é que Vossa Sujidade só aparece agora como soberaníssimo desdenhador de uma governação? Como é que Vossa Pontifical Vestustade só anatemiza a Troyka e o Passos, com frases cortantes só dedicáveis a canalhas, a ditadores e a assassinos?!

A nossa obtusidade deve ser incomensurável para não perceber os rótulos que todos os dias comummente e burguesmente Vossa Anquilosada Senilidade apõe a este Governo afinal herdeiro de um outro, esse, sim, repleto de ladrões, de glutões, de incompetentes e comissionistas, como aliás foi e é Vossa Inefabilidade Furtiva. Mexe-se num privilégio de Vossa Endestésica Senhoria e logo sente por dentro mais fúria que a dos gatos por fora, quando lhes amarram campainhas ao rabo. Vossa Voracidade não tem uma palavrinha para qualificar os roubos e as devastações perpetrados pelos recentes anos socratistas-socialistas?! [Read more…]

Mário Soares não vai

“Estou absolutamente indignado. Se não tivesse de ir para o Algarve, que tenho lá obrigações, iria no dia 15 com certeza à manifestação” Mário Soares dixit

Alguém pode fazer o favor de dizer ao sr. Soares que Portimão, Loulé e Faro ficam no Algarve, locais onde ele poderá “com certeza” ir à manifestação?

Proposta Frugal ao Pançudo Soares

Conspirativo e velho, mas de velhice moral aplicada à política, por que é que Mário Soares, em vez de vir propor um novo Governo, com aquele tesão todo juvenil e manhoso, não propõe que se finem os salários e mordomias vitalícios dos ex-PR?! Um acto finalmente frugal no ocaso da vida seria tão belo como todo um Januário com tento na língua e visão de conjunto. Ou ainda não chega de encher a pança à fartazana pelas décadas das décadas?! Soares, o Grande Cevado da Política Portuguesa, seria amigo se me transferisse uns cinco euros para eu poder comprar uns pães, uma garrafa de vinho tinto e uma dúzia de ovos.

O Putedo das Esquerdas

O Congresso das Alternativas é uma coisa que volta e não volta regressa para cheirar mal a partir do lado do espectro castrado nacional que se intitula de Esquerda. Sempre digladiantes e sempre rivais, devorando-se pelas décadas, aparecem agora, velhos e catarrentos, organizadores e primeiros aderentes do Congresso das Alternativas. Comecemos pela coisa inefável chamada Soares. Politicamente, Soares é um nojo. Um nojo ao nível do desgaste e da dissolução de Cavaco, coisa inexorável. Nojo porque não avalia os desastres que a sua prole causou ao País. Nojo porque hemiplégico da Razão. Mesmo o PCP, espécie de Partido Comunista Católico Nacional, ameaça aderir a esse folclore pífio. Isto, resumidamente, é mais um passe cínico de contorcionismo: imagine-se João Galamba, Isabel Moreira, o bosta total valupi, arvorando-se todos de Esquerda, criados, como Eva, a partir da costela do Filho da Puta dos Furtos, e já podemos crer ter avistado um porco a fazer parapente. O único perigo será levar a sério gente que já mostrou de que lado perigoso-guloso quer estar. Ser de Esquerda, para estes merdas, é uma espécie de gripe nostálgica quando se confrontam com a impossibilidade de ser Poder para sugar e sugar Portugal. Beatos do caralho!