O programa semanal de rádio Vidas Alternativas 206 abre com uma discussão entre Monarquia e República a propósito de uma petição que Nuno da Camara Pereira, Presidente do PPM, Partido Popular Monárquico, lançou na net para alterar um artigo da Constituição, para permitir a utilização do referendo para a legitimar ou não.
Depois de Nuno da Câmara Pereira, fomos ouvir Luís Mateus, militante republicano, que expôs as suas razões contra essa petição.
Fechamos ouvindo o sociólogo António Pedro Dôres, debruçando-se sobre os casos, sempre escandalosos e reincidentes, da falta de respeito pelos direitos humanos dos presos nas prisões portuguesas.
Abertos às vossas criticas e comentários, sugerimo-vos que se inscrevam na nossa newsletter em www.vidasalternativas.eu.
Antonio Serzedelo-editor
Vidas Alternativas 206 – Sinopse do programa de rádio
Faltam 430 dias para o Fim do Mundo
E as famílias já dão os primeiros sinais claros da enorme crise que se abate sobre os portugueses, em especial a classe média (ainda existe?). E temos mesmo que gritar, berrar, não calar esta tendência estranha de controlo governamental dos media. E este governo já segue o cherne.
Faltam 431 dias para o Fim do Mundo:
Organizar uma revista de imprensa ao Domingo não é pêra doce. Boa parte das notícias é como o arroz do dia anterior, requentadas.
O futebol domina e a tragédia de Cardozo poderia servir para um remake do filme: A Angústia do Guarda-redes na Hora do penalti só alterando para a angústia do atacante. E como o futebol é o ópio do Povo, o Euro 2012 marca a agenda com outro tipo de ânsias lusas: será a Dinamarca mais forte? Fica uma pergunta: será que vão gastar o mesmo em estádios que se esbanjou em 2004? O Octávio, esse, não se cala.
Porém, o Mário Crespo e o processo Face Oculta dominam a agenda mediática da política nacional. As escutas, nas suas diferentes nuances, continuam a ser escutadas por todos com a máxima atenção. Um avisa que permite. Outro nem confirma nem desmente. Todos vão rumar à AR.
Enquanto tudo isto se passa mesmo em frente dos nossos olhos, Marco António Costa (e bem) sublinha o óbvio: o actual PSD não está à altura do momento. Na minha terra define-se o actual PSD desta forma lapidar: “Nem f… nem deixa f…er”. Ou em linguagem adaptada ao convento: nem procria nem deixa procriar.
Pedro Marques Lopes, a «isenção» da TSF e o «amigo Joaquim»

«Bloco Central» é um programa de actualidade política da TSF cujo nome diz tudo. De um lado, Pedro Adão e Silva representa o PS. Do outro, Pedro Marques Lopes representa o PSD.
Pedro Adão e Silva foi dirigente nacional do PS e autor da moção de José Sócrates no último Congresso. Pedro Marques Lopes não é nem nunca foi nada no PSD. Pedro Adão e Silva defende com todas as forças o PS e o primeiro-ministro e está sempre a atacar o PSD. Pedro Marques Lopes ataca com todas as forças o PSD e Manuela Ferreira Leite e não raras vezes defende o primeiro-ministro.
É assim a isenção da TSF. Claro que ninguém foi dizer a Pedro Marques Lopes o que ele devia dizer. E ninguém foi dizer a o director da TSF Paulo Baldaia para contratar Pedro Marques Lopes para um programa deste género. Não é preciso. Lembram-se da história do cãozinho amestrado? Pois, o «amigo Joaquim» não precisa de dar ordens. Todos sabem, a cada momento, o que hão-de fazer.
As notícias de hoje pelo buraco da fechadura…
O nosso Primeiro, esse grande defensor da Liberdade de Imprensa, exclama hoje sobre o que apelida de “jornalismo de buraco da fechadura” e eu a pensar que ele se estava a referir aos negócios do jornalismo por debaixo da mesa que, pelos vistos, os seus mais chegados andam a fazer. Até Cavaco Silva, vejam bem, apela ao respeito pela Liberdade de Imprensa. Amanhã, ou muito me engano, ou vai apelar a que devemos ajudar Sócrates a terminar o mandato com toda a dignidade. A vingança é um prato que se serve frio. Aqui e em Boliqueime.
É obrigatório ler o editorial do i. É uma forma de melhor compreender o que escrevi em cima.
Mas, na óptica dos portugueses, vamos lá falar do que interessa: o vírus Sá Pinto. Então não é que o fleumático Carlos Queiroz bateu no sensaborão Jorge Baptista? Deve ter sido uma coisa arrepiante. Tipo “lutadores de Sumo”. Espero pelas imagens deste túnel e do competente castigo a aplicar pelo menino da Liga. Ups, neste caso só a FPF e a ERC é que podem actuar. Deixem lá.
Nota final: ainda pensei que tinha sido o Aventador Luís Moreira…
Moura Guedes, Eduardo Moniz, José M. Fernandes têm razão!
Nestes casos a razão está, sem qualquer dúvida, do lado de quem foi calado, perdeu o seu emprego, foi censurado pelo governo.
E nestes casos, que são gravíssimos, as vítimas deveriam levar os casos a tribunal. Bem sei que todos eles saíram com grandes indemnizações e isso acalma os ânimos, mas estamos perante a prepotência do governo, misturando-se com as empresas de comunicação social e influenciando a sua linha editorial.
Foram calados porque o governo não gosta que as notícias informem devidamente os cidadãos, utiliza a informação em proveito próprio, mente descaradamente e não quer ser contraditado. A democracia está em perigo quando as empresas do Estado são utilizadas para silenciar adversários políticos, para esconder os resultados da governação ou para calar as suspeitas várias que recaem sobre o caracter de José Sócrates!
Antigamente era a censura oficial do Estado Novo que utilizava estes métodos, o célebre lápis azul, agora é mais subtil, fazem-se negócios, a propriedade das empresas de comunicação mudam de mãos, e com os seus apaniguados nos lugares centrais filtram-se as notícias, entorce-se a verdade.
Tudo isto é tambem o maior labéu contra Sócrates, porque quem, como ele, está sujeito a tantas notícias que põem o seu bom nome pelas ruas da amargura, deveria pugnar mais do que ninguem pela liberdade de expressão, a melhor forma de mostrar a sua inocência.
Depois da queda do fascismo não esperava ter, novamente, que olhar por cima do ombro quando ouço determinada estação televisiva ou leio determinado jornal.
Antes era a PIDE e agora são os boys que pululam por tudo quanto é empresa pública?
Rapidinhas Aventar #3:
Se eles não consideram censura a não publicação do artigo de Mário Crespo, então está tudo explicado. E os restantes comentadores do JN avisados. Para memória futura.
Eu vi um Sapo…
Ó meu Sapo, sapinho, cada vez mais pequenino, andas bastante mauzinho.
Foi o teu chefe que te mandou coaxar baixinho para os dele e alto para os outros?
Será que só eu notei que tu, meu sapinho, apenas linkas quem no Crespo bate sem ser de mansinho?
Ai sapo, sapinho que tu andas aflitinho e só ouves a voz do dono? Será bicho, será medo? Gente não é, certamente. Bichano, bichinho, não sejas tontinho, faz por cumprir, nem que seja de vagarzinho, as regras do joguinho e sê plural, pois todos nós, até o Crespo, pagamos o teu salário e não é pouquinho.
Será a PT, será o nosso Primeiro? O que será que te faz mansinho para o Poder e tão bravo para a Oposição? É que sabes menino, ou será menina?, nós andamos atentos e não aventamos injustamente mas que só vimos linkados os maledicentes, ai isso vimos, (com estes olhos que a terra há-de comer) que o diga o mártir Crespo.
Ai Sapo, sapinho, vê se ganhas juizinho e não te esqueças nunca que há amanhãs que cantam a Paz, o Pão e a Liberdade e nesse dia podes ter de ir de carrinho…
Os custos das contas, o Conselho de Estado e o cantando e rindo
Depois das eleições e das manobras do Orçamento do Estado, começam a aparecer as facturas de sucessivas incompetências e mentiras: a bolsa portuguesa caiu a pique por reacção às contas públicas.
Por cá há quem esqueça que se pode enganar muita gente ao mesmo tempo, mas não se engana toda a gente. E enganar os de fora é mais complicado, e os custos sobem, tal como os juros, e nem os parceiros perdoam.
Por cá temos teatro institucional, representado em nobres palcos, como o do Conselho de Estado. A preocupação da elite da República não está na dívida pública e nos seus asfixiantes custos, nas quedas de encomendas ou nos perigosos sinais de asfixia da liberdade de expressão. Nada disso. É antes com uma crise de ameaças provocada por quem não parece querer governar aquilo que ajudou a criar.
Podiam, já agora, debater o estado do tempo, que, também, merece cuidados, a pôr o país em alerta.
Certo é que o melodrama vai continuar, por outros palcos, qual trupe itinerante, porque é necessário reforçar o circo quando escasseia o pão. Ainda que se dê ares que dinheiro não é problema.
Posts históricos da blogosfera: Como José Leite Pereira chegou ao JN
Em 8 de Janeiro de 2005, o «Glória Fácil», onde então escreviam João Pedro Henriques e Fernando Câncio, aborda a liderança do «Jornal de Notícias» e a sucessão que se preparava. José Leite Pereira seria o novo director. Passaram-se desde então 5 anos e aquele texto, à luz daquilo que hoje sabemos, é completamente surreal. João Pedro Henriques, embalado provavelmente pela companhia de blogue, conseguiu escrever pérolas como esta: «Esta capacidade de resistir tornou certamente o jornal desagradável aos que, no triângulo PT/Lusomundo/Governo, o esperavam mais dócil para o poder vigente. Esses, se pudessem, livrar-se-iam o mais rapidamente possível de José Leite Pereira e da sua direcção».
O conteúdo do «post» é tão actual que tem de ser considerado um dos «posts» históricos da blogosfera portuguesa.
«José Leite Pereira dirige o “Jornal de Notícias” há cinco anos. Frederico Martins Mendes, que agora se reformou, é desde então apenas “director” no cabeçalho (apesar da sua grande influência histórica no jornal).
Sob a direcção de José Leite Pereira, o Jornal de Notícias melhorou a olhos vistos. Ele e a sua equipa (David Pontes, Alfredo Leite, António José Teixeira) transportaram para o jornal uma dinâmica que só não vê quem não quer. O jornal continua a vender muito bem e isso acontece sem cedências a tentações tabloidizantes. [Read more…]
A verdadeira história de José Leite Pereira no JN
O «Jornal de Notícias» é um património, acima de tudo, do Grande Porto e da Região Norte. Jornal centenário, envolveu-se ao longo dos anos nas mais importantes causas da cidade, ao ponto de ser hoje um dos seus símbolos. No nosso JN, a liberdade foi sempre um valor supremo que ninguém conseguiu pôr em causa. A campanha pela demolição do Palácio de Cristal será, porventura, uma mancha num percurso nobre e fértil em momentos de defesa de toda uma comunidade.
Desde pequeno que me habituei a ver no JN um amigo. Cresci com as suas páginas, que há uns anos atrás eram muito grandes e desajeitadas. Passei horas e horas naquele edifício, procurando notícias sobre o FC do Porto no seu Arquivo Histórico e pagando, na altura, 30 escudos por cada fotocópia que pedia. Recordo com saudade a «Empresa do Jornal de Notícias», que editava também aquele vespertino de páginas amarelas e, mais tarde, «O Jogo». Todos os anos, com Serafim Ferreira à frente do pelotão, aí estava a «Empresa do Jornal de Notícias» a organizar a Volta a Portugal em Bicicleta.
É por isso que me invade uma enorme tristeza quando vejo o estado a que o meu JN chegou. Quando vejo naquilo que se transformou, nos últimos anos, por vontade de um empresário que percebe tanto de jornais como eu de automóveis. Por via do empresário e por via da pessoa que ele escolheu para dirigir o verdadeiro «porta-aviões» que é e sempre foi o JN no seio do Grupo Controlinveste. Falo de José Leite Pereira.
Recuemos uns anos. Em 2005, no âmbito de um negócio muito mais vasto, que foi patrocinado pelo poder político através de avultadas garantias bancárias, Joaquim Oliveira acabou por comprar uma série de títulos que estavam na posse da Lusomundo, como o JN, o DN, o 24 Horas, O Jogo ou a TSF. Para dirigir o título mais importante do Grupo, o JN, escolheu um jornalista que já fazia parte da Direcção desde 1998 e que dava garantias de se adequar aos objectivos que tinham conduzido ao patrocínio do negócio por parte do poder político.
Para se ter uma ideia dos objectivos que presidiram a essa escolha, o longo historial de jornalista de José Leite Pereira tinha como principal medalha a cova onde enterrou o «Diário Popular». A escolha ideal, como se vê, para dirigir um diário como o Jornal de Notícias. Algo que, de resto, se tem visto nos últimos anos: durante a sua gestão, o JN obteve os piores resultados de sempre a todos os níveis (comercial, audiências, qualidade, influência). A sua estratégia, suicida, de procurar ganhar espaço em Lisboa levou a um decréscimo significativo da importância do JN a Norte e, pior, sem resultados positivos em Lisboa.
Nada disto interessava, pois José Leite Pereira fora escolhido para liderar um projecto político bem claro. [Read more…]
Futebol Total, Esquecimento Parcial:
Por momentos vou esquecer toda a campanha de roubalheira a que se está a assistir no futebol português e esta cruzada infame de levar ao colo o Benfica a campeão.
Por instantes vou esquecer a paranóia comunicacional deste Partido Socialista de Sócrates entretido em censurar, o que certamente só pode encher de vergonha os seus fundadores e militantes como Manuel Alegre.
Numa só ocasião vou fazer de conta que não me estou a aperceber que o NOSSO Jornal de Notícias está a mergulhar a pique rumo ao descalabro pela mão de um coveiro travestido de jornalista.
Tudo esqueço quando sou, desta forma inacreditável, apanhado de surpresa! Por um azar inexplicável, foda-se! Não assisti ao jogo, nem no Dragão nem na televisão e apenas soube do resultado quando um amigo, adepto do Belenenses me telefonou (e eu no meio de uma reunião) insistentemente e me pergunta: “Conheces alguém que arranje televisões?”. E eu, aparvalhado e com vontade de lhe bater, respondo: “Eu não”. E ele, todo lampeiro diz-me: “É que a minha televisão deve estar avariada pois indica-me que o Porto está a ganhar por 5 a 1 ao Sporting”. Cum catano! Uma jogatana destas e eu népia, nicles, nada. Ora foda-se, é preciso ter muito azar!!!
Mário Crespo, Governo, China, crime e companhia
Se fosse há uns anos atrás, tipo época de Governo de Direita, o caso Mário Crespo dava direito, até, a intervenção do Presidente da República. Mas os tempos são de Esquerda, isto é são de PS. Será apenas um “problema” do Governo, para “solucionar”, entre o silêncio e o acto de silenciar.
No Governo, além do baile das prioridades entre TGV e estradas novas, é o Ministro das Finanças que quer substitui José Sócrates no papel do “agarrem-me ou eu vou embora”. Teixeira dos Santos ameaçou demitir-se por causa da Madeira. Com a sucessão de casos, João Jardim deve sentir-se elogiado. E por falar em Madeira, os estragos do mau tempo acumulam-se. Mais um argumento para ajudar financeiramente a ilha.
Na China haverá, segundo a OCDE, excesso de créditos bancários. Por aquelas bandas até o dinheiro é mais barato. Esperemos que as famosas casas dos chineses comecem a vender, também, dinheiro ao desbarato. Isso é que era…
Steve Jobs, da Apple, terá criticado a Google e a Adobe, chegando mesmo a afirmar que a Google “quer matar o iPhone”. A qualquer momento espera-se uma abertura de inquérito por parte da Procuradoria Geral da República.
Francisco Van Zeller afirma não comprar produtos estrangeiros. Desconfio que também tem um Magalhães…
Por fim, e como está na moda criminalizar tudo, porque em tempos de fome, a moralidade demagógica aperta, Helena Roseta defende a criação do crime de abuso urbanístico. Já agora, podia-se criar também o crime político, tipo mentir aos portugueses, prometer e não cumprir, etc. É que também convinha moralizar um pouco a política. E que tal ler o Código Penal para perceber que todos os actos que sustentam o chamado “abuso urbanístico” estão lá previstos como crime? É que não há falta de Lei, mas sim de Justiça.
Mário Crespo VS Leite Pereira
Enquanto se discute a censura a Mário Crespo eu prefiro avançar para as comparações.
Ora vamos lá comparar o percurso jornalístico de Mário Crespo e de Leite Pereira. Por onde andaram e o que aconteceu a um e outro ao longo dos anos? Quem é o jornalista Leite Pereira e qual o seu contributo para o jornalismo em Portugal? E o mesmo para Mário Crespo? Quando é que um e outro censuraram e foram censurados? Algum deles é “a voz do dono”?
Deixo estas questões aos leitores.
iPad by Apple:
Aqui ficam as explicações do produto fornecidas pela Apple sobre o Ipad:
Todas as aplicações integradas no iPad foram concebidas de raiz para tirar partido do ecrã Multi-Touch de grandes dimensões. E funcionam em qualquer orientação. Pelo que pode fazer coisas com estas aplicações que não consegue fazer com qualquer outro dispositivo:
1. O ecrã Multi-Touch de grandes dimensões no iPad permite visualizar páginas da internet como foram concebidas para serem visualizadas — uma página inteira de cada vez. Com cores vibrantes e texto nítido. Pelo que, quer observe uma fotografia na vertical ou horizontal, pode ver tudo num tamanho legível. E com o iPad, navegar na internet nunca foi tão fácil ou intuitivo. Isto porque utiliza o dispositivo apontador mais natural que existe: o seu dedo. Pode percorrer uma página deslocando o dedo para cima ou para baixo no ecrã. Ou apertar para aproximar ou afastar numa fotografia. Existe também uma vista de miniaturas que mostra todas as páginas abertas numa grelha, para permitir que se desloque rapidamente de uma página para outra.
Orçamento, salários e carrosséis
Depois do acordo, as perguntas. Ferreira Leite quer saber “Porque é que o défice se agravou 1,3% em 15 dias?”. Já Sócrates rejeita acusações de ter escondido valor do défice, o que não me espanta: provavelmente nunca o soube verdadeiramente.
Eu, já agora, gostava de saber o porquê da abstenção do PSD? Quais foram as matérias concretas em que incidiu o acordo entre o PS e o PSD? E o mesmo se diga acerca do CDS-PP. É que as responsabilidades não devem ser apenas exigidas, também devem ser assumidas.
As empresas alinham com o Governo para um 2010 sem aumentos salariais, e Teixeira dos Santos já fala em cortes nos salários do Governo. Ou comem todos, ou há moralidade (?!).
Entretanto José Sócrates quer sossegar os ânimos dizendo que a “viligância das agências de rating a Portugal não é única”, ou seja todos os países estão a ser vigiados. Fico muito mais descansado: pelos vistos não é nada pessoal contra nós, são apenas negócios tal como a velha máxima da Máfia “nada pessoal, estritamente negócios”.
Quem não teve meias-medidas foram os empresários de carrosséis que saltaram as barreiras de protecção colocadas pela PSP para conter a manifestação junto à residência oficial do Primeiro Ministro. Acho até que a PSP está a ter muita sorte por os manifestantes não terem trazido as girafas, os cavalos e as chávenas gigantes.
Greves, Orçamento, Ano Judicial e afins
A Ministra da saúde, veio apelar ao bom senso dos enfermeiros. Que tal o Governo começar a dar o exemplo desde logo no Orçamento e naquilo a que chama de “défice reduzido”? Isto para além dos custos futuros para as novas gerações.
E por falar em bom senso, e, pelos vistos em falta de comunicação, a Marinha disparou contra embarcação da Polícia Marítima. Aquilo em alto mar deve ser uma seca, por isso o pessoal tem que se entreter com qualquer coisa. Podiam era ter um pouco mais de cuidado.
O Governo dos Açores teima em querer comprar Magalhães. Façam como o Ministro das Finanças, e usem um da concorrência… Até mesmo a nova engenhoca da Aple, que, pelos vistos, é um iPhone em ponto grande. Deve ser uma questão de hormonas ou fermento (dizemos nós que queremos é vender muitos Magalhães…)
Em cada sessão de abertura do ano judicial, é cada vez mais patente o desacerto da nossa Justiça. Aconselho a leitura, sem frases truncadas ou retiradas do contexto, do discurso integral de A. Marinho e Pinto para se perceber porque é que há gente que insiste em descredibilizá-lo.
Por fim, e apesar do que dizem os nutricionistas, e por via das dúvidas, dou de conselho aos amigos continuarem a comer presunto.
O Revolucionário iPad:
Atenção, não percebo nada de informática mas que o iPAD é lindo de morrer, lá isso é. Basta clicar e ver.
E se clicarem aqui podem ver o vídeo de apresentação, feita por Steve Jobs
Orçamento, frio, greves e companhia
O Governo, a ser esmiuçado em todas as suas contas de défice, despesa, investimento e impostos, cuja redução do défice Bagão Felix considera “frouxo” (considera isso e outras coisas mais…), assume uma faceta cada vez mais ecológica, usando até o Orçamento do Estado em prol do ambiente. Uma das medidas para combater o aquecimento global passará por congelar os salários na função pública. Duvido é que tal não vá aquecer os ânimos… Valerá a vaga de frio com ventos e temperaturas negativas, mas por quanto tempo?…É que as negociações com os sindicatos arrancam a 9 de Fevereiro. E o que irão fazer os gestores de órgãos executivos, que vão passar a ver os seus parcos bónus afectados?
Por falar em ambiente, em Portalegre o vento derrubou árvores. Esta natureza tem muito mau feitio.
A Aple está decidida a fazer concorrência ao nosso Magalhães, lançando hoje um novo computador táctil. Mais uma razão para Sócrates puxar as orelhas a Teixeira dos Santos que não usar um Magalhães na apresentação do Orçamento.
Entretanto Sócrates já percebeu que não é só o PS quer quer estar no Governo. O PSD também quer que o PS governe, como terá sido o caso da Lei das Finanças Regionais por causa da Madeira. A isto chama-se fritar em lume brando.
Na greve dos enfermeiros que durará até Sexta começou o festival dos números de adesão. Como em todas as greves sectoriais, lá vamos assistir a mais um marralhar de números entre sindicatos e Ministério.
O que se diz por aí
Como seria de esperar o Orçamento do Estado para 2010 não agrada nem ao BE nem ao PCP. Já se sabe que os socialistas sempre preferiram entendimentos à Direita. Habituem-se… que já é tempo.
Quanto às grandes medidas do Orçamento teremos hoje “novidades”.
Já José Sócrates pode-se considerar, realmente, como um um político com muita sorte, tal como diz Paula Teixeira da Cruz. Por várias vezes afirmei, e reafirmo: o PS governa graças ao PSD.
O caso “Casa Pia” conhece novos desenvolvimentos, e agora há já mais dois arguidos por força de denuncias feitas no âmbito daquele processo.
E em matéria de Justiça, continuamos a ter mais do mesmo, agora com a conclusão que mais de 80% dos advogados considera a Justiça lenta. A novidade estará nos cerca de 20% restantes.
Em Itália, Berlusconi arrisca a enfrentar um terceiro julgamento devido aos seus negócios. Coitado do homem: mas afinal quantas vezes terá ele de mudar a lei para que o deixem em paz de vez?
Na Taça de Portugal F.C. Porto defronta o Sporting. Vamos ver qual dois dois consegue ser menos mau.
Por fim, uma curiosidade: George Clooney quer criar roupa interior anti-scanner. Penso que Bin Laden será o primeiro a querer financiar o projecto, para que mais terroristas possam usar cuecas explosivas.
O que se diz por aí
Após o jogo com o Mafra, terá havido confronto físico entre Sá Pinto e Liedson no balneário, com murros á mistura. Entretanto o preço parece ter sido a demissão de Sá Pinto e eventual castigo a Liedson. Sá Pinto volta aos velhos tempos, a lembrar a selecção nacional e Artur Jorge. É de leão!
Do Haiti, vão chegando notícias díspares, desde resgates com sucesso, passando por expulsão de jornalistas no aeroporto por banda dos norte-americanos, até ao desespero de muitos haitianos e a evasão por mar rumo aos EUA.
Por cá, fala-se em redução acentuada do preço das chamadas telefónicas . A ver vamos em que é que isso se traduz em euros a cada um de nós.
Os condutores podem trocar a carta nos CTT. Para evitar a imobilização em filas no Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres.
Nesta praça global, parece que já há escutas do processo “Apito Dourado” disponíveis na Internet, tendo sido anunciada a sua disponibilidade no Youtube.
Também é noticiado que a embaixada espanhola em Portugal estaria a ser usada por rede mafiosa, segundo a “Operação Trufas Odesa” – que mais nomes irão inventar para operações de investigação criminal?!
Por fim, continuam os sinais de que em Portugal não há aumento de criminalidade violenta. Isto dos juízes quererem aulas de tiro deve ser apenas uma questão de enriquecimento curricular. Vamos ver daqui a uns tempos se os magistrados serão tão exigentes com os seus pares como são com os agentes policiais ou os cidadãos habilitados quando recorrem a armas de fogo para sua defesa pessoal.
A inesgotável fonte jornalística
A fonte anónima diz o que pensamos, o que escutamos, o que desconfiamos, desonerando a nossa pessoa de explicar, fundamentar ou provar.
A fonte anónima facilita a vida, e dá credibilidade sem compromisso.
A fonte anónima abre segredos, viola segredos, sem responsabilidades.
A fonte anónima é indesmentível, não conhece contraditório, e é sempre investigação.
A fonte anónima transforma a fuga de informação em sapiência, e as nossas palavras em palavras dela.
A fonte anónima dá sempre jeito, principalmente quando não existe.
O que se diz por aí
Segundo António Vitorino, Manuel Alegre tem de conquistar o centro. Parece-me algo difícil, para quem ainda não conseguiu, sequer, conquistar o próprio PS que teima em enxotar o “disponível”.
Na banca, tudo na mesma, pois continua, coitada, a tentar sobreviver. Isto ao mesmo tempo que as taxas Euribor cai consecutivamente, o que me princípio seria bom para empresas. Em princípio, pois há quedas que se compensam com subidas de encargos e afins.
Na Austrália, Frederico Gil deu-se mal no Open da Austrália. As coisas não correram nada bem, novamente. Agora há que levantar e seguir caminho.
Já Vítor Baía foi considerado o melhor guarda-redes português, numa classificação dos melhores guarda-redes, em que ficou em 18º lugar.
Na Expo 2010, em Xangai, Portugal abandonou o projecto de recriar a Praça do Comércio. Compreende-se: para ser realista teria de ser um pavilhão sempre com obras a decorrer o que ficaria caro e pouco estético.
Por cá, somam-se os indicadores de modernidade e de bem estar em Portugal: um terço dos portugueses sem meios para ter a casa quente.
O que se diz por aí
No Afeganistão, a actividade dos talibãs não descansou, e demonstra que o controlo militar do território é um trágico logro que só interessa à indústria do armamento.
Nos “Globos de ouro”, a minha querida Sandra Bullock foi uma das premiadas.
Pelas contas do Eurostat somos o terceiro país da Zona Euro a receber menos á hora. Eles têm é inveja dos nossos salários serem tanto competitivos.
Em outras contas, ficou-se a saber que a Caixa Geral de Depósitos comprou as acções a Manuel Fino mas não os respectivos direitos de voto. Tem acções mas não tem votos na Cimpor. Esta aquisição da Caixa, que pagou pelas acções um preço superior ao do mercado, revela-se a cada dia, um investimento cada vez mais estratégico: ficou sem direito de voto na cimenteira portuguesa que, por acaso, anda a ser bem cobiçada. Quem é fino, quem é?
Enquanto isso Manuel Alegre permanece disponível a recolher apoios. Quando tiver tempo, espera-se que se anuncie como efectivo candidato.
Por fim, uma promissora notícia para os estudantes com uma universidade de Sevilha a reconhecer o direito a copiar nos exames. Depois do “Processo de Bolonha”, talvez o “Processo de Sevilha”.
O Haiti visto pela tv
Como tenho a vontade de ver televisão desligada não tenho visto o Haiti. O Luís Januário viu:
O que se diz por aí
Depois do mau tempo, más notícias continuam a chegar dos Açores, enquanto prossegue a trágica contabilidade do Haiti, onde urge estancar a onda de violência pelo caos reinante.
No país da liberdade, uma mulher foi despedida por mostrar os seios a duas colegas e amigas do trabalho. Mais uma vítima do falatório e, possivelmente, da inveja.
Cavaco Silva irá na Segunda-feira visitar os agricultores da zona Oeste para lhes dar uma palavra de esperança e de ânimo, o que sempre ajuda a esperar pelas ajudas financeiras.
Entretanto o PS descredibiliza uma candidatura de Manuel Alegre às presidenciais, ao contrário do Bloco de Esquerda . Parece que Manuel Alegre ainda não percebeu que sendo tão convicto republicano, ou avança ou não avança. Ou está à espera de mais uma vaga de fundo partidária, para dar a vitória a Cavaco Silva?
Quem quiser ir assistir ao Mundial de Futebol, o melhor é levar uma tenda de campismo.
Por fim, o Governo já tem mais um argumento para construir um novo aeroporto fora de Lisboa.











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