Quo vadis Grécia? – II

Com posições extremadas dificilmente seria possível alcançar um acordo sem que alguém perdesse a face. A Grécia está como qualquer devedor obrigada a respeitar os compromissos assumidos ou entrará em incumprimento, com tudo o que isso acarreta para o futuro. A única janela possível para um entendimento futuro será uma vitória do SIM em referendo, que as primeiras sondagens parecem projectar, o que permitiria mesmo que falhem o pagamento ao FMI na próxima terça-feira, solicitar o retorno à mesa das negociações. Mas caso esse hipotético cenário se verifique, terá a Grécia governo no dia 6? É que um SIM implica aceitar austeridade, o que deita por terra o programa do Syriza, obrigando Tsipras, Varoufakis e seus pares a governarem com um programa diferente do que apresentaram ao eleitorado e com o qual não concordam. Uma eventual vitória do NÃO significa a saída da moeda única, mas agora legitimada pelos gregos. O que agradará a boa parte do Syriza. A convocação de referendo foi uma forma de resolver em definitivo o impasse, mas também uma jogada arriscada por parte de Tsipras que decide a sua carreira política e talvez até a sobrevivência do próprio Syriza.

A ousadia vai ser duramente punida

Lagarde critica manutenção do referendo e BCE fecha torneira. Que fique claro quem é que manda.

Depois de Paula Teixeira da Cruz, Pires de Lima

Isto ainda é pior do que se pensava. Depois de Paula Teixeira da  Cruz ter usado o estado a favor a favor do seu partido, ficámos a saber que não é caso único.

Desta vez foi o ministério da economia a ser usado para avaliar o programa do PS.

Isto vai parar onde? Depois de tanto discurso moralista e acusador de gastos no passado, eis que vemos que era conversa de hipócrita (como se já não soubéssemos).

Vá, moralistas de 2009, não se coíbam de falar. Deputado Carlos Abreu Amorim, estes ainda são os ministros que conhecia?

Democracia na UE: a nota de rodapé que diz tudo

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O texto do comunicado do Eurogrupo (excluída a Grécia, que não foi chamada para a reunião), numa tradução muito rápida:

«Desde o acordo de 20 de Fevereiro de 2015, relativo à extensão do actual programa de assistência financeira, ocorreram intensas negociações entre as instituições e as autoridades gregas, com o objectivo de alcançar uma solução satisfatória para a referida extensão. Atendendo ao prolongado bloqueio nas negociações e à urgência da situação, as instituições apresentaram uma proposta exaustiva sobre a questão dos condicionalismos políticos, recorrendo à flexibilidade prevista no actual acordo.

Infelizmente, apesar dos esforços empreendidos em todos os planos e do total apoio do Eurogrupo, a proposta foi rejeitada pelas autoridades gregas, tendo estas últimas abandonado as negociações unilateralmente a 26 de Junho. O Eurogrupo sublinha as significativas transferências financeiras e o apoio acordado à Grécia ao longo dos últimos anos. O Eurogrupo esteve até ao último momento aberto a ponderar a continuação do apoio ao povo grego através da prossecução de um programa orientado para o crescimento.

O Eurogrupo toma nota da decisão do Governo grego de avançar com uma proposta de referendo, com data prevista para Domingo, 5 de Julho, ou seja, posterior à expiração do programa. O actual programa de assistência financeira à Grécia expira a 30 de Junho de 2015, o mesmo acontecendo com todos os acordos a ele relativos, incluindo a transferência pelos Estados-membros de títulos de dívida e activos financeiros líquidos.

As autoridades da zona euro estão preparadas para fazer o que for necessário para assegurar a estabilidade financeira da zona euro.»

Portugal 5 – Alemanha 0


Angela Merkel atribui a derrota da selecção alemão à nacionalidade grega do árbitro. Passos Coelho não comenta.

Grécia/eurogrupo: fim de jogo

eurogrupo_grecia Numa clara retaliação ao anúncio do Governo grego de referendar mais austeridade para a Grécia, o Eurogrupo (sem unanimidade, naquela que será uma violação dos tratados europeus) anunciou a recusa de extensão do prazo para lá de dia 30 de Junho. Questionado sobre a hipótese de o povo grego dizer SIM a mais austeridade, Jeroen Dijsselbloem afirmou não reconhecer credibilidade ao actual Governo grego – todavia eleito pelo povo da Grécia, ao contrário das instituições que questionam a sua legitimidade. O comunicado do Eurogrupo aqui.

A farinha de que são feitos os euro-boys

Eurogrupo começa com críticas à “decisão lamentável” do referendo na Grécia. Presidente do Eurogrupo criticou o primeiro-ministro grego, que decidiu referendar as propostas dos credores. [DN]

Grécia obrigada a pagar antes do referendo

O poder estabelecido faz o seu movimento.

Dijsselbloem confirmou que o prazo final para o próximo pagamento é mesmo a próxima terça-feira, e disse que o Governo grego não tem credibilidade suficiente para prometer implementar o que os gregos decidirem em referendo. [P]

E a Europa da suposta união terminou oficialmente hoje.

Ministros das Finanças suspendem reunião e voltam a debater já sem a presença do ministro grego Yanis Varoufakis; [P]

E quais foram os grandes motivos da “discórdia”? Os credores não aceitam um imposto de 12% sobre lucros superiores a meio milhão de euros, querem menos 1% no aumento de IRC, recusam que as empresas paguem mais segurança social e querem que a restauração pague 23% de IVA.

Aqui está a barreira intransponível. A não ser que, como é óbvio, a agenda escondida seja outra.

Paula Teixeira da Cruz: não é erro o que foi propositado mas é profundamente errado

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Lembram-se da campanha eleitoral para as europeias de 2009 quando Elisa Ferreira, de visita ao  bairro do Viso, no Porto, afirmou que «pintaram os bairros sociais mas esqueceram-se de dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS»? Eu recordo-me perfeitamente e também me lembro muito bem de quanto o PSD e o CDS cavalgaram esta afirmação durante a campanha.

Esta declaração, quando comparada com o caso de Paula Teixeira da Cruz,  que documenta preto no branco o uso do estado pelo PSD, sendo grave, torna-se uma coisa menor, face a quanto é errado mandar directores gerais estudarem o programa eleitoral de outro partido. [Read more…]

Abstenção

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Autoria desconhecida

A situação da Grécia numa curta frase

A intransigência dos credores face às pequenas diferenças das propostas gregas serve para quebrar a insurreição da Grécia face ao poder estabelecido. Pura consolidação do TINA.

Fundamentalismo fiscal

…penhora de “gambas panadas com molho de laranja à parte”, uma “salada verde”, um “bacalhau com espinafres gratinado”, um “cheesecake com coulis de frutos vermelhos” e “pãezinhos”.

Quo vadis Grécia?

Aqui chegados concordo em absoluto com a convocação de referendo na Grécia. Ainda que não subscreva o J.J.C. na verdade o jogo já cansa, caro Jorge, ninguém joga sozinho e haveria que colocar um ponto final em toda esta novela. O programa do Syriza apresentado aos eleitores significava o fim da austeridade. Essa promessa, Tsipras não poderá cumprir qualquer que seja o resultado do referendo. A formulação da pergunta não será indiferente, mas se os gregos optarem pelo sim ao acordo com os credores estarão a desautorizar os negociadores e passar um cartão, veremos se amarelo ou vermelho ao governo. Se votarem não, terão que assumir as consequências, saindo do Euro. Isto caso a consulta aos gregos anunciada para dia 5 venha mesmo a realizar-se, o que não é líquido ainda, mas um acordo de última hora que possa ser considerado aceitável por todas as partes parece agora estar fora de hipótese, apesar dos políticos europeus já terem por diversas vezes mostrado possuir coluna vertebral parecida com uma enguia, principalmente em questões europeias…

Discurso de Alexis Tsipras

A tradução deste discurso foi feita por Isabel Atalaia a partir da tradução não oficial para inglês de Stathis Kouvelakis. Em ambos os casos, as traduções foram feitas com grande urgência, por se entender prioritário difundir um discurso de importância fundamental. Por esse motivo, este texto será actualizado caso se verifique a necessidade de fazer qualquer alteração que salvaguarde a sua fidelidade ao original.

Compatriotas,
Durante estes seis meses, o governo grego tem travado uma batalha em condições de asfixia económica sem precedentes para implementar o mandato que nos foi dado, a 25 de Janeiro, por vós.

O mandato que negociávamos com os nossos parceiros visava acabar com a austeridade e permitir que a prosperidade e a justiça social regressassem ao nosso país.
Era um mandato com vista um acordo sustentável que respeitasse quer a democracia, quer as regras europeias comuns e que conduzisse à saída definitiva da crise.

Ao longo deste período de negociações, fomos convidados a executar os acordos concluídos pelos governos anteriores através dos memorandos, embora estes tenham sido categoricamente condenados pelo povo grego nas recentes eleições.

Apesar disso, nem por um momento pensámos em render-nos. Isso seria trair a vossa confiança. [Read more…]

Aprender mandarim ou o primado do empresarialês

top120charactersArriscando uma sociologia de bolso, diria que, desde os anos 80, pelo menos, o mundo está dominado pelo empresarialês, uma religião (e, portanto, uma linguagem) cujos seguidores proclamam que tudo no universo é uma empresa. Para os cultores do empresarialismo, cabe ao gestor dirigir o mundo, com a avaliação substituída por rankings, ou seja, por listas ordenadas (o gestor, apóstolo do empresarialismo, confunde avaliação com classificação, mas, como qualquer membro de uma seita, não admite argumentos).

Esta religião é seguida por todos os políticos do arco da governação, o que tem condicionado, evidentemente, as decisões sobre todas as áreas. Tudo é, portanto, economia, empresa, dinheiro, excel.

O mais grave é que esta mentalidade já se entranhou no resto da sociedade. Vejamos alguns exemplos, antes de chegarmos (ou voltarmos) à importância dada ao ensino do chinês nas escolas portuguesas. [Read more…]

A ideia foi sempre vender

Bruxelas confirma que Governo não invocou interesse nacional para estaleiros de Viana. Portugal à frente estorva aos negócios.

Referendo na Grécia

Tsipras vai submeter as propostas dos credores a consulta popular. Chama-se democracia e não costuma agradar ao regime. Que o diga Papandreou.

Almada, Barreiro e Seixal à venda

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Objectivo: fazer da Margem Sul «um oásis para o investimento», afirmou o Presidente da Câmara de Almada. O projecto, dito “de posicionamento global”, aqui. Sessões públicas de divulgação do plano de marketing no dia 29 em Almada (na Lisnave), e nos Paços do Concelho do Barreiro no dia 30.

“Isto não é um jogo.”

É uma criançada.

A tensão subiu na cimeira do Conselho Europeu, quando o seu presidente, Donald Tusk, voltou a dizer que “o jogo acabou”, a propósito das negociações com a Grécia. Alexis Tsipras respondeu dizendo que “a Grécia tem 1.5 milhões de desempregados, 3 milhões de pobres e milhares de famílias sem rendimentos que vivem da ajuda dos avós. Isto não é um jogo.”

“Nem você, sr. Tusk, nem ninguém deve subestimar o que um povo pode fazer quando se sente humilhado”, prosseguiu Tsipras, explicando que a Grécia apresentou propostas com medidas difíceis para um país em crise. Para o primeiro-ministro da Grécia, a mudança de posição dos credores durante a semana “reflecte infelizmente as posições mais extremistas do FMI e que não são diferentes dos anteriores programas”. [infoGrécia]

Eis um presidente sem autoridade mas com um ar de mandão.

A destruição que paira sobre Palmira

Primeiro vieram as minas, depois as explosões. Em breve não restará nada. Se houvesse petróleo para trocar por alimentos

 

E ganhou

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A fotografia foi esta.

Não confundir canalhas com Vila Flor

O meu companheiro de blogue João Mendes já escreveu sobre o tema aqui em baixo. Além de subscrever, não posso deixar de acrescentar.

Quem são estes filhos da puta (pedindo desculpa às ditas pela ofensa de os apontar como seus filhos) que se dedicam a semelhante? Tradição? Não brinquem comigo. Isto é selvajaria e é crime. E não confundir esta meia dúzia de selvagens com a população de Vila Flor.

Isto é um bando de rasteiros. Isto é tropa do mesmo calibre daquela outra que se embebeda e termina a noite a espancar as mulheres e os filhos. São os mesmos que abandonam os cães no meio do monte depois de um dia de caça. O  problema é mais fundo e grave. Existe um número, nada pequeno, de “pessoas” que gostam e retiram prazer de todo o tipo de selvajaria contra os animais. Aqueles que carregam no acelerador quando um gato atravessa uma estrada, que pegam numa pedra quando vislumbram um gato num muro, que se dedicam a fazer pontaria a cães e gatos com a sua arma de chumbos ou a enfiar a cabeça de uma galinha num buraco de terra. Normalmente são os mesmos que gozam e batem nos mais pequenos, humilham as namoradas ou mulheres e no auge da sua cobardia praticam todo o tipo de selvajarias aos mais idosos e indefesos. São escumalha que anda no meio de nós, a maioria das vezes sendo nós cúmplices pelo silêncio, pelo “deixa andar” ou pelo tradicional “entre homem e mulher, ninguém meta a colher”.

Desta vez, a coisa foi filmada. Desta vez, é possível identificar autores. Desta vez, a justiça terá de ser feita. De forma civilizada. Mesmo que a nossa vontade primitiva fosse atar um pano encharcado em álcool aos tomates destes cabrões e chegar um fósforo. Como não somos iguais, nem queremos ser, vamos aguardar que as autoridades façam o seu trabalho. Rapidamente.

Brutalidade primitiva no país dos brandos costumes

Na senda de outras tradições dignas de homens das cavernas, como a tortura do porco em Braga ou o frequente massacre de touros por cobardes com lantejoulas protegidos por um grupo de forcados, descobri hoje mais um belo exemplo de crueldade gratuita que consiste em prender um gato num pote de barro, colocar o pote no alto de um poste revestido por uma espécie de palha (que extraordinariamente não foi ingerida pela organização) e por fim chegar fogo ao poste, ficando os apreciadores de tortura animal a observar a subida do fogo até que o pote caia e o animal morra ou fique seriamente ferido.

Que existam pessoas que tiram prazer do sofrimento dos animais já todos sabemos. Estes habitantes de Mourão, concelho de Vila Flor, parecem apreciar o espectáculo e pactuar com a selvajaria. Mas faz-me sempre alguma confusão que estes actos de tortura troglodita sejam levados a cabo no âmbito de cerimónias religiosas, dedicadas a um santo de uma religião cujos ensinamentos incluem não maltratar animais. Serão todos hipócritas, estúpidos ou não-praticantes? Talvez sejam só pessoas que gostam de violência. No país dos brandos costumes, enquanto outros animais nos torturam de formas mais sofisticadas, adeptos da brutalidade primitiva descarregam em animais indefesos e escondem-se atrás da desculpa esfarrapada e idiota da tradição. Caso não partilhem com estes indivíduos o gosto pela tortura, podem assinar esta petição.

Adoro moralistas.

Mais cedo ou mais tarde saboreiam o beijo do escorpião.

Carta muito franca e aberta às militantes anti-aborto

Cervatos erotico

Sexo é bom. Fazê-lo bem feitinho ainda é o melhor que levamos desta vida.

Compreendo que cada um é em boa parte a vida sexual que teve, ou no vosso caso não tem. Já não percebo como a ejaculação precoce, a frigidez, ou muito simplesmente a coisa mal feita pode levar alguém a militar numa causa de invejosas, sendo a inveja um pecado.

Sabeis, ó isildas, que o prazer obtido numa relação sexual não reprodutiva, vulgo queca, depende sobretudo dos vossos parceiros?

Homem que é homem tem cinco órgãos sexuais activos, por esta ordem: o cérebro, que trata dos outros, as mãos, que excitando nos excitam, a língua que opera milagres, a pele toda, excluindo talvez os calcanhares, e aquele que não sabeis denominar, seja ele pénis ou pila ou pixota, a tal parte que ejacula e reproduz a espécie. Falta um? falta: a alma, a paixão, o amor, ajudam, mas não são indispensáveis. [Read more…]

Para a próxima mete os quadros do ministério a fazer chamadas

Mais uma da inenarrável ministra da justiça.

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Ministra da Justiça usa dirigentes públicos para fins eleitorais
Os directores-gerais receberam um e-mail a pedir, com “urgência”, que identificassem as medidas do programa eleitoral do PS que já foram realizadas por este Governo ou que estão em vias de o ser. A ordem está a gerar incómodo. [DN]

O email é chato. Tem a mania de persistir.

Eis a verdadeira razão para a existência das nomeações políticas. Nestes anos de profundas transformações, já alguém ouviu falar em mudanças neste domínio? Pois. E antes que me venham falar da CRESAP, deixem-me rir.

Portugal, o porta-aviões dos camaradas do PCC

CapChina

Houve um tempo em que receber rasgados elogios de um oligarca chinês com estreitas ligações ao Partido Comunista Chinês poderia ser considerado como algo de extremamente negativo. Tanto mais se esse elogio fosse enviado para a direita do espectro. Mas os tempos mudam e o governo de Pedro Passos Coelho terá poucos e tão leais amigos como a armada chinesa que tão bem tem sabido aproveitar a época de saldos de quatro anos que o actual governo lhes proporcionou.

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Foto de corpo inteiro

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e telefonista? é em Barcelos.
(in Barcelos Popular de 25 de Junho)

Má gestão, swaps tóxicos e especulação: Marco António Costa está de volta

Visão

Pensavam que o cerco ao imperador tinha chegado ao fim? Nada disso! Miguel Carvalho da Visão está de volta com mais uma peça onde aquele que é conhecido como Big MAC nos corredores do PSD se vê associado a mais um conjunto de “anomalias”. Responsável pelas finanças da CM de Gaia durante 4 dos 5 anos que lá passou como nº 2 de Luís Filipe Menezes, Marco António Costa viu a sua acção governativa “censurada” por 19 vezes num documento do Tribunal de Contas alusivo às contas de uma autarquia que é uma das mais endividadas do país. “Gestão pouco prudente“, “falta de sinceridade, transparência e fiabilidade na previsão de receitas“, “falta de racionalidade e prudência na efetivação dos gastos” ou “falta de cumprimento atempado dos compromissos assumidos, acumulando dívidas a fornecedores” são algumas das expressões que surgem neste relatório onde nem os famosos swaps faltaram: 13 contratos que geraram perdas na ordem dos 2,3 milhões de euros. O cerco aperta-se.

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A ler. Depois não digam que não foram avisados.

Grécia: tradução de artigo de Paul Krugman no NYT.