Acordo ortográfico no Parlamento: a luz ao fundo do túnel?

NAO2cA Assembleia da República resolveu constituir um Grupo de Trabalho para Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico (AO90), segundo proposta de Miguel Tiago, do PCP. O deputado comunista tem, pelo menos, o mérito de reconhecer a existência de críticas justas ao AO90, fazendo, ainda, referência ao recente adiamento da sua aplicação no Brasil.

Embora considere positiva qualquer movimentação que possa recolocar o debate sobre este assunto na ordem do dia, não posso, no entanto, deixar de manifestar preocupação, quando me apercebo de que tudo isto, na realidade, só acontece porque o Brasil pigarreou, o que, com a subserviência ao estrangeiro que nos caracteriza, faz com que tenhamos um ataque de ansiedade, preocupados por saber se devemos passar a tossir. Aqui, como em tantos outros aspectos da nossa vida como nação, limitamo-nos a olhar caninamente para cima, à espera da voz do dono: da Alemanha, chegam ordens para baixar salários, o Brasil quererá impor-nos o aprofundamento da simplificação ortográfica e Portugal rebola no chão, salivando por um osso.

Como se isso não bastasse, ao sabermos que há a intenção de “ouvir a opinião de académicos, professores, escritores, artistas, jornalistas, enfim, os que trabalham com a língua, e também professores, para darem conta de como está a ser implementado nas escolas”, podemos ficar com a ideia de que o Parlamento ignora que foram produzidos, há bastante tempo, vários pareceres fundamentados sobre os numerosos defeitos do AO90. Pode ser que a repetição desses pareceres proporcione aos deputados a compreensão que lhes tem faltado, uma espécie de luz ao fundo do túnel.

Nuno Crato, o demolidor

predioÉ célebre a frase atribuída a Goebbels: “Quando ouço falar de cultura, levo logo a mão à pistola”. Nuno Crato partilha, em grande parte, desta filosofia: sempre que pensa em Educação, dedica-se ao lançamento indiscriminado de cartuchos de dinamite. Talvez devido a um nefelibatismo alegadamente típico dos matemáticos, ao querer implodir o Ministério da Educação (MEC), limitou-se a rebentar com as escolas, naquilo que se poderá designar como explosão por simpatia, facto, afinal, pouco simpático.

Efectivamente, uma breve passagem pelas notícias sobre Educação permite-nos descobrir que o MEC tem uma estranha propensão para descobrir minhocas em todas as cavadelas. Esta ligação do Correio da Manhã dá acesso a três notícias esclarecedoras. [Read more…]

Marcelo transforma-se em boneca insuflável

“Requerimento do Presidente para o TC pôs-me a boca em ‘O’”

Noite de Reis: “mirra” é uma ordem

…e Gaspar é o seu mensageiro.

Oferta de emprego

Tem entre 24 e 29 anos? Não quer revelar as suas habilitações literárias? Quer ganhar mais do que um técnico superior da função pública? Traga o cartão do partido e poderá ser um especialista ao serviço do governo.

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“O que o país precisa para superar esta situação de dificuldade não é de mais austeridade. Portugal já vive em austeridade.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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Ainda havia material para mais uns textos e lá voltaremos, o mais tardar, em 2015. Já sabem responder-me a esta pergunta?

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“A politica de privatizações em Portugal será criminosa nos próximos anos se visar apenas vender activos ao desbarato para arranjar dinheiro.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Não se pode manter o país a gerir a austeridade sem reforma estrutural, sem crescimento.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Eu penso que não é dito que os salários mais baixos da função publica possam não perder poder de compra, isto é serem actualizados apenas pelo nível da inflação; e portanto só há duas maneiras de fazer isto: tributar mais, também, o capital financeiro, com certeza que sim.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Aqueles que hoje cumprem, esses não têm a ajuda de ninguém, esses pagam a crise. Esses têm de pagar mais impostos.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“…. de tratar os Portugueses à bruta e de lhes dizer: agora não há outra solução, nós temos um défice muito grande e os senhores vão ter que o pagar.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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(continua)

Acordo ortográfico: e agora, Manuel?

nao2c4No Brasil, foi decretado o adiamento da obrigatoriedade da aplicação do chamado acordo ortográfico (AO90) para 2016. É oficial.

O objectivo deste adiamento não é, ao contrário do que se possa pensar, “alinhar com Portugal a entrada definitiva em vigor do Acordo ortográfico”, tal como explica o Ivo Miguel Barroso e como se poderá confirmar a seguir.

Parece ser, ainda, possível entrever a possibilidade de um adiamento do adiamento, quando se sabe que o Senador Cyro Miranda chega a propor a elaboração de “um outro acordo, com maior participação da sociedade, e que só passasse a valer a partir de 2018.” É curioso notar, nesta declaração, o reconhecimento explícito de que o processo que levou ao AO90 não foi suficientemente participado, ao contrário do que afirmam muitos acordistas.

Nesta notícia, podem ler-se várias declarações que oscilam entre o delirante e o vácuo, características que, por vezes, se misturam. Entre outras ideias, há quem insista na mentira de que o AO90 – ou o(s) seu(s) sucessor(es) – facilitará “a circulação de livros em português e o ensino do idioma como língua estrangeira.” [Read more…]

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Na prática estão a preparar-se para aumentar a carga fiscal. Como? Reduzindo as deduções que nós podemos fazer em sede de IRS.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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Da série ai aguenta, aguenta (18)

Matar a fome na escola

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Não sou a favor de mais impostos. Acho que o Estado tem que dar o exemplo. Nós não devemos aumentar os impostos. O orçamento que foi apresentado na AR este ano, de alguma maneira, vai buscar a quem não pode fugir. E portanto precisamos de um Governo não socialista em Portugal.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Não podemos aumentar esta receita aumentando mais os impostos, porque de cada vez que tivemos um problema de finanças públicas em Portugal, a receita foi sempre a mesma: foi a de pôr as famílias e as empresas a pagar mais impostos.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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Da série ai aguenta, aguenta (17)

Aumento nas portagens, energia e telecomunicações ultrapassa inflação em 2013

Da série ai aguenta, aguenta (16)

Água privatizada é mais cara

E terá sido contactado?

Lippi não foi contatado pelo Real Madrid. Mais uma mutação, nascida de um cruzamento entre a  iliteracia reinante e o chamado acordo ortográfico.

Longe de mim defender Artur Baptista da Silva

…mas o que será mais grave? Aparecer na televisão, depois de enganar jornalistas, ou chegar a primeiro-ministro, depois de enganar um país?

Da série ai aguenta, aguenta (15)

Prepare-se para 2013: vem aí o pior

 

Passos Coelho trabalha para a ONU e irá estudar em Paris

“(…) o próximo ano não será de recessão.” (Festa do Pontal, Agosto de 2012)

Da série ai aguenta, aguenta (14)

“Portugueses vão ficar no limite dos recursos até para consumir o mínimo” (Ana Isabel Trigo de Morais, directora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição)

Instruções para o ano novo: o manual do perfeito grevista

chaplin

A greve é, só por si, um abuso, tal como o protesto, no fundo. A democracia e produtos derivados, aliás, devem permanecer num recanto da consciência e não devem ser exibidos em público, a fim de evitar atentados ao pudor.

O único grevista bom é, então, um grevista despedido, de preferência antes de chegar a pensar em fazer greve, porque isso já é, no fundo, uma heresia, um ataque à infalibilidade do governo e um desrespeito pelos nossos proprietários que só nos querem bem. E se o caminho for o empobrecimento de cada um de nós, há que aceitar, porque ínvios são os caminhos dos senhores e não nos cabe a nós alcançar os segredos da dívida interna.

Se, ainda assim, alguém sentir um impulso incontrolável por protestar ou por fazer greve, que saiba manter essa tara num recanto escondido do lar, longe na rua, longe, até, do cônjuge ou dos filhos. O cidadão responsável deverá fazer greve às escondidas, como deverá ser às escondidas que se dedicará às reprováveis práticas do onanismo. Aliás, num mundo ideal, em circunstâncias extremas, deveria ser normal a mulher bater à porta da casa de banho e perguntar, indignada, ao homem solitário: “Estás outra vez a fazer greve, grande porco?”

O grevista é, por definição, um milionário que ignora possuir uma fortuna. Assim, o grevista ganha sempre mais do que aquilo que é lícito e tem sempre mais direitos do que deveria ter, pela simples razão de que há sempre alguém que ganha menos, está desempregado ou teve papeira já na maioridade.

A greve deveria ser, no máximo, um direito reservado aos sem-abrigo, na condição de que estejam tão subnutridos que não tenham força sequer para balbuciar. O facto de não terem emprego faz deles, ainda, os grevistas ideais.

Felizmente, o nosso governo tem sabido contornar as maçadorias provindas de uma Lei cada vez menos Fundamental e antevê-se um mundo privatizado em que, por exemplo, os estivadores tenham medo de fazer greve. Já não faltará muito para que Portugal seja um paraíso semelhante à Coreia do Norte, graças à firmeza dos nossos queridos líderes.

Abreu Amorim vai passar a dizer que tem um primo muito alto que é polícia

… sempre que alguém criticar o governo. E vai chamar “feios” aos que não concordarem com ele. Bem feita!

Quem diz é quem é!

“Se aquilo que Manuel Martins quer para os ministros tivesse sido feito na Igreja talvez aquela desgraça intelectual hoje não fosse bispo…” (do facebook de Carlos Abreu Amorim).

A outra face do insucesso escolar

D. Manuel Martins diz que capacidades dos ministros deviam ser avaliadas

Mas a culpa da crise não era do Estado Social, dos salários milionários dos funcionários públicos, dos portugueses que viveram todos acima das possibilidades e dos grevistas que não devem protestar mesmo que lhes apertem os testículos num torno?

Buraco do BPN pode chegar aos 7 mil milhões de euros: Reportagem Especial (SIC Notícias)

Da série ai aguenta, aguenta (13)

Governo vai cortar mil camas nos hospitais do SNS. Num país em que há doentes internados em macas.

O Depardieu português

Nogueira Leite prometeu pirar-se se aumentassem os impostos. Já saiu da Caixa e deve estar a preparar a mudança para a Bélgica