Por um cabelo

Este golo, legal por um cabelo, valeu o apuramento do Japão em primeiro lugar do grupo da morte, à frente da Espanha, e enviou a Alemanha para casa. Este grupo teve ainda o condão de durante três minutos da última jornada, entre os 70 e os 73, Alemanha a Espanha estarem eliminadas pela Costa Rica e pelo Japão.

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Uma (dupla) lição para a selecção nacional

O que se passou ontem no Grupo E do Mundial foi sensacional. Antes da competição, poucos duvidavam que seriam a Espanha e a Alemanha a passar. A única dúvida era qual das duas passaria em primeiro. Hoje, chegaram a estar as duas eliminadas, mas a Espanha lá se safou, apesar da derrota contra o Japão-sensação. E que isto sirva de lição para a selecção (efectivamente, a selecção) nacional. Uma dupla lição: para não subestimar adversários teoricamente inferiores e para não se encolher perante os gigantes. Porque os gigantes também caem e ontem caíram dois. Se Portugal jogar tanto quanto sabe, com humildade e determinação, o caneco pode mesmo vir cá parar.

Aquele abraço

Ao fim de duas rondas só há três seleções com duas vitórias: França, Brasil e Portugal. Há a bem encaminhada Espanha, que esteve perto de fazer a mala à Alemanha. Há várias a jogar bom futebol, com destaque para as federações mais pobres com as vitórias do Gana, Senegal, Irão e Marrocos. E depois há uma mão cheia de parcerias que jogam muito, Griezmann e Mbappé, Vinicius e Richarlison, Pedri e Gavi, e outras duas, em Portugal e na Argentina, que seria um épico dramático ver chegar à final.

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Sabem o que não é proibido no Mundial do Catar?

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A solidariedade com a Palestina, que tantas e tantas vezes foi sancionada nos estádios das democracias europeias. Justifica tudo o resto? Não. Absolve a ditadura do Catar dos seus crimes? Absolutamente que não. Mas não deixa de ser assinalável que seja mais fácil a solidariedade com a Palestina no quadro de um regime autoritário do que nos supostos territórios da democracia e dos direitos humanos.

Fernando Gomes, a eterna mocidade que disse à gente o que é ser nobre e leal

O futebol português perdeu hoje uma das suas grandes figuras, dono de uma característica cada vez mais rara e caída em desuso na modalidade: Fernando Gomes era, entre muitas outras coisas, um homem decente.

Para quem, como eu, nasceu nos anos 80, o Bibota era uma espécie de divindade omnipresente, que entrava em todas as histórias do passado recente do nosso Porto, que ouvíamos aos nossos pais, avós e aos amigos deles. Por ser um avançado fora de série, fundamental na afirmação nacional e internacional do FC Porto, integrando o restrito lote de bibotas europeus, mas também pelo cavalheiro, pelo homem de princípios e exemplo de integridade que foi fora das quatro linhas.

Houve um tempo em que achei que o veria um dia como sucessor de Pinto da Costa, mas há muito que a doença tinha chegado para contrariar e enterrar as minhas expectativas. O nosso Bibota perdeu essa partida, contra um adversário implacável, mas morre de pé, como morrem os vencedores, porque é ele a expressão maior dessa eterna mocidade, que diz à gente o que é ser nobre e leal.

Descansa em paz, capitão Bibota 💙💙

Shhiiiuuuuuuuu!

Finda a primeira jornada os destaques vão para a Arábia Saudita e o Japão, que venceram a Argentina e a Alemanha, os derrotados, mas promissores, Senegal e Irão, Ochoa e Courtois, os melhores na baliza, o golo de Richarlison, o novo R9, a lesão de Jair Neymar, que coloca o Brasil entre os favoritos e, claro, o recorde de Ronaldo, a marcar em cinco Mundiais, e que não precisou de mais do que um jogo para calar a boca aos haters mais aziados.

Sobre o jogo de Portugal só Bernardo, Ronaldo, Fernandes e Dias têm lugar garantido na seleção, todos os outros estiveram muitos furos abaixo do que é preciso para se ir longe na competição. É tirar o Otávio e meter o Horta, tirar o Félix e meter o Leão, tirar o Guerreiro e meter o Mendes, tirar o Neves e meter o Palhinha, tirar o Danilo e meter o Pepe, tirar o Santos e meter o Mourinho e só tirar o poeta voador se forem a tempo de ir buscar o Éder.

A sério, Expresso? Pára para?

We have to be more cautious in describing quantitative relationships. The one thing that we were just looking at, the interactive things we can do with the new methods, and we have a figure that we will keep, which shows the inflation unemployment counterclockwise spirals in the 70s and the 80s where you have to go through this bulge in unemployment to get inflation down… I mean… clockwise spirals…. Anyway… Like that ⮏. Or, from your point of view, like that ↺.
Paul Krugman

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Pára para? Não era para para? Como em “uma lagosta para para me ver“? Ah! É pára para. OK.

Mais uma recaída. Exactamente. Efectivamente.

E qual é a explicação para factor?

Recaída? Deixaram de adoptar o AO90?

As duas coisas? Nem por isso? Que grande confusão. Tantas hipóteses, Expresso. Apesar de tanta conversa.

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Hoje, quinta-feira, 24 de Novembro de 2022, jogam

a selecção e a seleção. Efectivamente. Porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

O Mundial do Qatar, segundo John Oliver

Acho que ficou bem resumido.

Selecção iraniana goleia o Ocidente

Os jogadores do Irão foram goleados pela Inglaterra, num jogo em que golearam as democracias liberais em prova – Inglaterra incluída – rendidas à proibição do uso de braçadeiras arco-íris e t-shirts a dizer “direitos humanos para todos”. Desafiaram um regime tão violento como o qatari e recusaram-se a cantar o hino, em protesto contra a repressão no país. Ou, escrito em bom português futeboleiro, mostraram que têm uns tomates do crlh*!

Que grandes ovários!

Entretanto, no Qatar, a jornalista e antiga futebolista Alex Scott explica ao mundo porque razão as mulheres são o sexo fraco, com a mesma braçadeira arco-íris que os jogadores europeus tiveram medo de usar enfiada no braço. Isto de as mulheres fazerem mais barulho que os homens na luta pelos direitos humanos no Médio Oriente está a tornar-se um caso sério. Acho que devíamos pensar seriamente na possibilidade de substituir a expressão que evidencia coragem “que grandes tomates” por “que grandes ovários”.

O Mundial do Qatar, o lobista Sarkozy e as armas que al Thani lhe comprou

O Qatar garantiu a organização do Mundial em 2010. Na altura, Nicolas Sarkozy era presidente de França e lobista do violento regime Qatari. A UEFA, fundamental na escolha do Qatar, era liderada por Platini. E Platini foi um dos convidados para uma célebre reunião na residência oficial de Sarkozy, juntamente com o Vladimir do Qatar, Tamim bin Hamad al Thani. A reunião terminou com duas certezas: que o Mundial de 2022 seria no Qatar e que o Qatar encomendaria 14 mil milhões de dólares à indústria francesa do armamento. Pelo caminho, com os trocos que sobraram, ainda compraram o PSG.

Ainda bem que estas coisas não passam na televisão. É um aborrecimento, ter que levar com a realidade, quando há tanto futebol para ver.

Cultura de cancelamento no Qatar 2022

Os talibãs do cancelamento descobriram agora que irá começar um Mundial de futebol no Qatar e correram em matilha, apontando baterias à FIFA, promovendo um boicote que está condenado ao fracasso, porque a cultura woke apesar de histriónica, pode até conseguir boa imprensa e condicionar políticos no Ocidente, mas é irrelevante no Mundo. [Read more…]

Quando o dinheiro fala: o Mundial no Catar

“Catar exige à FIFA que proíba venda de cerveja nos estádios do Mundial”.

O Mundial de futebol que vai ter início no Catar este mês, está, desde o início, envolto em polémica.

Corrupção, escravatura no século XXI à boa maneira dos séculos passados, atropelos de quase todos os Direitos Humanos – as acusações são muitas, legítimas e fidedignas. E, ao contrário da narrativa vigente, as queixas não surgiram “só agora”. Há meses e anos que muitos activistas, em especial a Amnistia Internacional, alertam para o pontapé com força que o Catar dá nos Direitos Humanos… e muitos destes foram parar ao Terceiro Anel, isto é, estão lá soterrados em cimento. Já quanto à Amnistia, é risível ver que quando denunciou os abusos da entente de Putin na Ucrânia, todos aplaudiram; depois, a Amnistia apontou também o dedo à Ucrânia e a maioria fez “boooo”. Por fim, esses arautos descobriram também que a Amnistia defende que Israel impõe um Apartheid aos palestinianos e que acha que o Catar é um Estado construído sobre o sangue de escravos e afinal a Amnistia não presta e está do lado do mal. 

O Mundial de futebol de 2022 está, antes do começo, manchado de sangue. A única opção, a mais corajosa, seria, de forma concertada, que as Selecções apuradas não se fizessem representar. Ou, em contra-partida, se se fizessem representar, que tivessem, quando muito, a coragem e o brio de se manifestarem de alguma forma. A Selecção da Dinamarca foi uma das que decidiu, nas suas camisolas, fazer alusão à barbárie que é este Mundial. Consequência? Foram proibidos de as usar pela FIFA, para não ferir a susceptibilidade dos senhores representantes do Catar. E o que fez a Dinamarca? Assentiu de pronto, sem mais, com medo de perder o lugar… e os dólares pichados a sangue e petróleo.

A sociedade civil e a opinião pública, essas sim, acordaram tarde, ao contrário de muitas organizações não-governamentais e associações de activistas. Sabia-se, desde os primórdios, que o Catar não respeitava os Direitos Humanos, não respeita os trabalhadores, não respeita as mulheres, não respeita os homossexuais… mas não nos tirem a cerveja! Até porque, fomos aconselhados ontem pelo senhor Presidente da República portuguesa: “ah e tal, tudo bem os Direitos Humanos e coiso… mas e o golo do João Mário?!”. Disso ninguém fala! São quatrocentos casos de pedofilia na Igreja e seis mil e quinhentas mortes na construção de estádios de futebol no Catar… tudo coisa pouca para quem é tão popularucho. 

Talvez assim, sem álcool, muitos dos que não vêem quaisquer problemas com a realização deste Mundial, se insurjam contra a fantochada que é este “evento desportivo” que tem de tudo, menos a ver com desporto.

Quando há muito dinheiro à mistura, fala mais o pedaço de papel do que a carne do Humano.

Cristiano Ronaldo e a entrevista

Um jogador de futebol, provavelmente um dos melhores da história deste desporto, deu uma entrevista. Até aqui, nada de muito importante. Porém, antes mesmo da entrevista ter sido emitida, todo o cão e gato deu opinião sobre a dita. Já a tinham visto/ouvido? Não. Leram umas coisas no twitter (ainda existe?), viram umas linhas no facebook (uma magnífica fonte, como se sabe) e imediatamente tiraram conclusões. Os comentadores da bola “botaram” sentença. Os que amam o rapaz declararam o seu amor eterno. Os que o odeiam reforçaram o seu ódio. A jornalada (não confundir com jornalistas, essa espécie em vias de extinção) publicou umas coisas para procurar vendas e cliques. E essas “coisas” eram verdadeiras? Pergunta estúpida esta, como se isso nos dias que correm fosse importante. Frases retiradas do contexto? Resmas. Frases atribuídas ao jogador que afinal foram proferidas pelo entrevistador? Imensas. Frases que nem sequer foram proferidas? Demasiadas.

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O Ronaldo é o maior, mas…

O Ronaldo é o maior.

Não é maior que o Salgueiro Maia, nem que o Aristides, ou sequer que o Eça, mas é, à sua maneira e no seu tempo, o maior.

Ser o maior não implica ser perfeito. D. Afonso Henriques, que foi o maior, bateu na mãe. Humberto Delgado, que também chegou a ser o maior, e morreu por isso, começou por ser um apoiante do regime fascista. Todos têm os seus esqueletos no armário. Até os maiores.

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Quo Vadis Cristiano?

Cristiano Ronaldo é um exímio jogador de futebol, classe mundial, dos melhores na história do desporto-rei, coleccionou títulos e superou marcas que pareciam inatingíveis ao longo da sua brilhante carreira.
Faz parte da condição humana, inclusive dos atletas de eleição, a vida não perdoa e desportista algum escapa ao ocaso, mesmo que a longevidade não seja igual para todos e dependa de múltiplos factores, é importante saber quando e como terminar, ninguém gosta de ver um ídolo arrastar-se penosamente pelos recintos onde exibiu classe e triunfou. [Read more…]

Ninguém PÁRA este Benfica

Ninguém para? Não! Ninguém pára. Efectivamente. Na primeira página, para que não haja dúvidas.

O Mundial do Qatar e a FIFA vergada ao totalitarismo

O Mundial do Qatar é uma abominação. Pelos motivos que já todos sabemos. Também sabemos que a FIFA é cúmplice da barbárie, mas não sei se estava a contar com este nível de lambecusismo. Ou se calhar até estava. Afinal, foi graças a ela que tudo isto foi possível.

Na mensagem proibida, que tanto incomodou a FIFA, podia ler-se “Direitos humanos para todos”. Para uma organização que afirma ter como valores absolutos a transparência, a responsabilidade, a integridade, a solidariedade, a coragem, a justiça e – preparem-se – a democracia, acho que fica dito tudo o que há para dizer sobre a consistência da espinha dorsal da FIFA.

Foi uma óptima sexta-feira desportiva

FC Porto 0-1 Benfica e Knicks 130-106 Pistons.

O fato e o fat

The popular view that scientists proceed inexorably from well-established fact to well-established fact, never being influenced by any improved conjecture, is quite mistaken. Provided it is made clear which are proved facts and which are conjectures, no harm can result. Conjectures are of great importance since they suggest useful lines of research.
Alan Turing

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Imaginemos que estamos a deliciar-nos com um artigo científico em língua inglesa. Subitamente, damos de caras com o seguinte trecho:

The fat that the dip does not go to zero is fully accounted for by the fat that in the pair creation process there is some amplitude to have 2 atoms rather than 1 in an elementary mode.

O artigo é este (pdf) e o autor, além de ser dono de um invejável apelido (Alain Aspect) e de ter sido um dos vencedores do Nobel da Física deste ano, não escreveu obviamente a barbaridade que indiquei ali em cima, deixada à nossa fértil imaginação colectiva. Efectivamente, aquilo que Aspect escreveu foi isto:

The fact that the dip does not go to zero is fully accounted for by the fact that in the pair creation process there is some amplitude to have 2 atoms rather than 1 in an elementary mode.

Se Aspect tivesse grafado fat em vez de fact, teria tanta credibilidade como aquela que o Diário da República vem demonstrando desde Janeiro de 2012, ao grafar (grafar e não gralhar, como alguns querem fazer crer) as asneiras habituais. Eis um exemplo fresquíssimo:

No sítio do costume.

Desejo-vos um excelente FC Porto — Benfica (viva o Benfica!), um maravilhoso novo álbum (o segundo deste ano) dos Chili Peppers e, claro, um óptimo fim-de-semana.

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Sem rumo

“Don’t argue with me, Hemingway,” Miss Stein said. “It does no good at all. You’re all a lost generation, exactly as the garage keeper said.”
— Hemingway, “A Moveable Feast

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Felizmente, o jornal A Bola deixou de ter Vítor Serpa ao leme dos seus destinos. De facto, não lembra a um cacodemónio ter como timoneiro, num Portugal moderno, uma pessoa que faz a apologia da resistência silenciosa como forma de luta: quer em abstracto, quer, obviamente, no caso concreto, em relação ao AO90.

Além disso, trata-se de alguém que interpreta como geracionais comportamentos sui generis de indivíduos também eles, no seu direito, peculiares. Ora, o comportamento de Bruno de Carvalho é exclusivamente dele e não conheço estudos com amostras da população nascida em 1972 (da qual também faço parte) através dos quais se demonstre que os actos concretos indicados por Serpa relativamente a Carvalho sejam representativos de um comportamento geral da nossa geração.

Quanto à lógica dos raciocínios de Serpa, divirto-me, confesso, no labirinto do texto de despedida. Sabemos que eterno significa aquilo que não há-de ter fim, que dura sempre (se teve principio ou não, essa é outra questão). Todavia, no tal Portugal moderno há pouco mencionado, ler no mesmo texto “nenhum poder deve ser eterno” e “mais de trinta anos depois de ter assumido o cargo” dá-me tanta vontade de rir como a diferença entre a grafia anunciada e a grafia adoptada pelo jornal A Bola.

Serpa deixou de ser director, é certo, mas as recaídas, graças a Zeus e a todos os deuses, mantêm-se.

Desejo-vos uma óptima semana.

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Brevíssimo apontamento acerca do javardo

…. se não havia à mão arco ou besta, tinha o caçador de acercar-se aos braços do urso ou aos galhos do cervo ou aos dentes do javardo.
—  José Saramago

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Há quem tente chutar para canto a actualíssima notícia do javardo, por achar que se trata de uma questão de lana caprina ou, pior, por pensar que Sérgio Conceição tem razão. Como fui leitor compulsivo de Horácio (na Reclam), sou particularmente sensível à questão da ‘lana caprina’: alter rixatur de lana saepe caprina. Como leio dicionários (muitos), creio que Conceição poderá não ter razão.

Passo a explicar rapidamente a questão javardo e, depois, dir-vos-ei ao que venho.

Francisco Seixas da Costa, antigo diplomata e ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus, foi condenado ontem pelo Tribunal do Bolhão a uma indemnização de 6000 euros e a uma multa de 2200 euros, por causa deste chilreio:

Segundo a juíza,

Somos livres de entender que uma pessoa tem má educação, mas a palavra conta e a palavra tem peso. É diferente dizer que é grosseiro ou que é javardo. Podia ter dito tudo o que disse sem ter usado a expressão em causa. Aqui mostra-se a linha que não se deve ultrapassar.

Ora, uma das acepções atribuídas pelo Priberam a javardo é [Read more…]

Um grande resultado para memória futura

A selecção nacional de hóquei termina hoje a sua participação no Eurohockey Championship Qualifier A 2022 Men, que se disputa em Ourense. Independentemente do resultado final do embate com a Espanha, o último encontro do torneio, a Federação Portuguesa de Hóquei deve estar satisfeita porque o equipa sénior de todos nós conseguiu, a abrir a prova, um dos mais importantes resultados do hóquei português na variante de campo: a vitória sobre a Polónia, por 3-2. [Read more…]

História da Fundação dos FC Porto

Proposta de capa: Leonor Pinto


No dia 14 de Abril de 1893, um grupo de jovens da colónia inglesa, acompanhados de alguns desportistas portugueses, todos ligados ao Velo Clube do Porto, juntaram-se para jogar à bola.
Terá nascido nesse dia uma experiência efémera, que esses jovens baptizaram com o nome de FC Porto. Aínda nesse mês, foi formada uma Direcção que tinha António Nicolau de Almeida Kelly de Aguilar como presidente e Joaquim Ferreira Duarte como presidente da Assembleia Geral.
Sabemos que em Junho os associados do clube se reuniram para aprovar o Regulamento Interno. O que parecia ser um projecto com bases firmes revelou-se, afinal, um entusiasmo da juventude que pouco durou.
Em 28 de Setembro desse ano, nada aconteceu na história do FC Porto a não ser a publicação de uma notícia num jornal de Lisboa a dar conta da sua fundação.
Em Outubro, esse FC Porto terá feito uma tentativa para lançar o clube, convidando Guilherme Pinto Basto, do Club Lisbonense, para um jogo no Porto.
Mas Guilherme Pinto Basto declinou e, ao invés, fez o mesmo convite a Hugh Ponsonby, secretário do Oporto Cricket and Lawn Tennis Club, que aceitou.
O jogo acabou por realizar-se em Março do ano seguinte. Um jogo entre as cidades de Porto e Lisboa que o rei D. Carlos decidiu patrocinar.
O FC Porto de 1893 nada teve que ver com este jogo. Que decorreu no campo do Oporto Cricket, com o equipamento do Oporto Cricket e com Hugh Ponsonby como capitão de equipa. 10 dos 11 titulares jogavam no Oporto Cricket. [Read more…]

O FC Porto de Pinto da Costa é um circo


Não vale a pena virem falar do passado, dos milhares de títulos conquistados, dos 7 troféus europeus e mundiais e da transformação de um clube regional num clube internacional.
Pinto da Costa foi provavelmente o melhor dirigente da história do futebol. Mas hoje vive da gratidão de todos aqueles que, como eu, viveram toda aquela transformação. Vive do passado, mas a mim o que me interessa é o futuro.
A verdade é que Pinto da Costa e finito.
Há muitos anos. Embora Sérgio Conceição, com o seu trabalho, tenha vindo a esconder a incompetência de quem já não tem idade, nem energia, nem visão, para dirigir um clube como o FC Porto.
A incompetência de alguém cuja única preocupação, neste momento, é a de sustentar, com o dinheiro do clube, uma turba de comissionistas e de tachistas, na qual se inclui a sua família, dirigentes e empresários do seu círculo e uma guarda pretoriana constituída por macacos e macacas. [Read more…]

Selecção de ParaHóquei já em Amesterdão

Já está em Amesterdão, tendo em vista a participação no Campeonato Europeu absoluto de ParaHóquei (Eurohockey ID Championships Amsterdam), a selecção nacional da modalidade, que viajou esta madrugada.

Enquadrada pelos técnicos Hugo Santos e Patrícia Ângelo, pela FPH, e pelo dirigente da ANDDI, Manuel Carvalho, deslocaram-se os seguintes atletas: Diogo Costa, AD Lousada; Joaquim Pereira e Sérgio Areias, Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde; Paulo Nunes e Vasco Vicente, ARCIAL, Oliveira do Hospital; Luís Marcelo Rodrigues e Daniel Freitas, CAVA, Vieira do Minho; Fábio Coelho, Luís Almeida e Renato Oliveira, Clube de Gaia. [Read more…]

Horta pára o estágio? Porquê?

Chora, bebé!

Rui Santos e a sua agenda

https://twitter.com/i/broadcasts/1YpKkZvjLEExj?t=JKRBLAhBGIzdWFo00XKF6A&s=09

Depois de se ter esquecido que, a exemplo do FC Porto, também o SLBenfica e o Sporting foram recebidos pela Câmara Municipal da sua cidade. Realmente, é uma agenda que mais parece um queijo suíço….