Um fardo de palha

Há duas hipóteses. Ou a ignorância é tanta, que o idiota não percebe o que é que está a comparar. Ou, por outro lado, os meios justificam os fins. Eu acho que estamos perante um caso de acumulação.

“Da mesma forma que Estaline se considerava o único interpretador correcto do verdadeiro comunismo, parece-nos que estamos perante um caso em que Mário Nogueira e o Partido Comunista Português, com o senhor ministro da Educação e o Partido Socialista a dizerem ámen, julgam-se os únicos iluminados naquilo que diz respeito às políticas de educação em Portugal”, justifica ao Expresso Cristóvão Simão Ribeiro, líder da JSD.

O ser em causa não percebe duas coisas. A primeira é sobre a falha na lógica do raciocínio. Se aceitarmos como válida a explicação e atendendo ao facto de defenderem um modelo radicalmente diferente (até falam em o ensino público estar a fazer concorrência desleal ao ensino privado), então é igualmente válido dizer que os do seu clube também são os únicos “iluminados” quanto a políticas educativas. Consequentemente, justificar-se-ia, nesta lógica da batata, meter a cara do seu querido líder onde espetaram a do Nogueira. Ou, mais apropriadamente, para estar no extremo político correcto, meter as belas faces destes jotinhas numa montagem onde rapazolas de braços esticados cumprimentam um Passos ornamentado com um bigodinho daqueles.

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JSD, hitleriante

JSD

A JSD – e muita dessa nova direita radical que saiu recentemente do armário – tem, indubitavelmente, um fetiche com a União Soviética. Um fetiche que faz emergir o que de mais demagogo e idiota existe entre as camadas jovens de um partido outrora posicionado no centro-esquerda, hoje acantonado no sector mais radical da direita, imediatamente antes do PNR.

Em Novembro foi engraçado vê-los meter os pés pelas mãos com um cartaz que retratava a tomada de Berlim pelas tropas soviéticas, que só por acaso até combatiam ao lado dos EUA e do Reino Unido contra a Alemanha nazi, a qual era apresentada pelos doutos jotinhas com uma conotação negativa, numa tentativa falhada de atacar o acordo de esquerda e cujo resultado foi uma humilhação pública. Durante alguns dias, a JSD voltou a ser anedota nacional. Hitleriante. [Read more…]

Escola Pública: Faça a sua parte, assine!

Há momentos em que tudo se torna mais simples e, ainda que a vida seja feita de muitos tons, a verdade é que há situações em que a realidade nos apresenta duas partes. De um lado os amarelos, do outro, os defensores da Escola Pública. Já fez a sua opção? Assine!

Os fatos são constantes

Chomsky

Foto: Graeme Robertson/The Guardian

«unfortunately the world won’t go away»

Noam Chomsky

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Como é público, os “fatos constantes” portugueses nasceram em Janeiro de 2012, no Diário da República.

Exactamente: em Janeiro de 2012.

Efectivamente, são constantes.

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Nick Menza (1964-2016)

CETA: Luz verde para a destruição do planeta

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Imagem Reuters

Desde que, há três semanas, a Greenpeace divulgou grande parte do texto do TTIP, lá vão aparecendo nos media portugueses, aqui ou ali, artigos dedicados ao assunto – tarde, mas melhor do que nunca. Já o irmãozito canadiano do TTIP, o CETA, que, pressurosamente e pela mão do Conselho da UE, lhe pretende aplanar a entrada, é votado ao ostracismo pelos nossos gloriosos meios de comunicação.

E no entanto, as funestas disposições – à cabeça das quais está uma justiça paralela para investidores (ISDS/ICS) que pode condenar estados a indeminizações milionárias por regulamentação social ou ambiental – também lá estão consagradas.

Um outro “exemplozinho” é a importação de combustíveis resultantes de areias betuminosas canadenses. O petróleo assim produzido tem formidáveis custos ambientais, muito superiores aos dos combustíveis fósseis convencionais. Na região de Alberta, no oeste do Canadá, áreas imensas de bela floresta boreal são dizimadas e transformadas em desoladas paisagens lunares, com montanhas de enxofre e enormes lagos artificiais cheios de caldo tóxico (ver Fotos aqui). [Read more…]

A propósito do mais recente êxito do liberalismo pró-subsídio(-dependente)

Já tem uns dias, mas é tão certeiro que dói:

A conclusão de Marques Mendes é simples: as escolas privadas são por natureza melhores (“não é por acaso que nos rankings as escolas públicas vêm todas cá para baixo”) e o corte do financiamento público deixará o acesso à melhor educação apenas ao alcance dos ricos. Se a referência aos rankings reduz ao absurdo a defesa do indefensável, o exemplo escolhido prova a falácia do argumento. É que o Agrupamento de Escolas de Paços de Brandão recebeu em 2015, pela mão do ex-ministro Nuno Crato, um crédito de horas “pela eficácia educativa” e “redução do abandono escolar”. Foi mesmo, de entre todos os agrupamentos do país, um dos oito que receberam a distinção máxima.

Marques Mentes“, de Mariana Mortágua (JN). O resto está aqui.

Arranjem-lhes um quarto, pá!

Marcelo e Costa, os novos best friends forever

Heresias de um catavento

será que assusta os mercados?

Era isso mesmo que diriam

UE

Daniel Oliveira (via Facebook)

Enquanto, em vez de sanções, vierem conselhos e ameaças durmo muito bem. Até acontecer alguma coisa vamos acompanhando a gestão política que, em Bruxelas, se faz de regras elásticas e ouvindo José Gomes Ferreira a explicar, com algum desalento, que não é desta mas será da próxima. Pode ser que aconteça. Basta que politicamente seja vantajoso para alguém com poder junto da Comissão e que não signifique, para as componentes europeias da troika, assumir que as suas intervenções foram um falhanço. Sanções agora, era isso mesmo que diriam. Há que esperar para poder contar outra história.

Nada escapa à fúria soviética da geringonça

nem a pobre da alheira transmontana. Oremos.

Portugal-Brasil em 1922

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Ilustração Portuguesa, 2.ª série, número 872, 4 de Novembro de 1922.

Bilhete do Canadá: RTP e jornais

Noite de 19 de Maio.  RTP.

PALAVRAS E ACTOS. Moderado por Carlos Daniel.  Convidados, João Galamba (PS) e Nuno Melo (CDS).  Não há nada a fazer com  Nuno Melo e a sua desonestidade intelectual.  Usa a chicana e a regateirice como armas para esconder a ignorância e a impreparação. É abissal a diferença entre ele e Galamba. Mas Melo é deputado europeu.  Grande gamela os europeus andam a sustentar…

NOTICIÁRIO.   António Costa, após anunciar o Simplex, pegou no brinquedo, divertiu-se e divertiu: pôs uma vaca a voar.   Levar certas coisas na gozação é a melhor maneira de estar ao lado do povo, que é trocista e gosta de rir.

DOS JORNAIS.  Duarte Marques, aquele que vem de Mação como o super-juiz, está radiante: foi encarregado de entregar à FCT os documentos fornecidos ao PSD pelo fulano que fez uma falsa denúncia contra o ministro da Educação.  Há tipos assim, vivem das queixinhas e das manobras pidescas. Porque será que isso tem a ver com a mediocridade, a inferioridade?

O país do “mas”

Numa reportagem sobre o Simplex nos centros de saúde, ouvi duas admiráveis expressões ditas por dois cidadãos portugueses:

“Isto está a ficar um bocadinho no século XXI” e “Tenho de andar nos médicos”.

Parece-me que algumas das características mais importantes da portugalidade se reúnem nestas duas frases. Por um lado, está o entusiasmo moderado. Sim, há avanços, inegavelmente há avanços, o português reconhece-os, mas desconfia do seu alcance, mantém sempre uma reserva de cepticismo, e o máximo que pode reconhecer, em Maio de 2016, é que se alcançou “um bocadinho” de século XXI. Porque o português sabe que o avanço brilha, o avanço refulge, mas o avanço é enganador. E, a qualquer momento, o português inflamado pela miragem do Simplex tecnológico, baterá com os dentes todos num demolidor “estou sem sistema” ou num impreciso “a impressora está desfigurada”, que o fará retroceder ao passado dos requerimentos, dos P1s, da palavrinha à senhora doutora, da chamadinha, do “ela não me está a atender”, do “volte para a semana”. [Read more…]

História dos Fatos Sociais e fator issues

En sa robe, couleur de fiel et de poison,
Le cadavre de ma raison
Traîne sur la Tamise.

Émile Verhaeren

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A propósito do “Doutor em Estratégia ou História dos Fatos Sociais” e dos “fator issues”, mencionados em artigo recentemente publicado no portal das comunidades portuguesas na Bélgica www.luso.eu (apresentado com versão ligeiramente modificada no Público de ontem), eis as imagens do caos.

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E hoje? Teremos História dos Fatos Sociais? Haverá fator issues? Não! Hoje, [Read more…]

Jornalistas, Jornalismo

“A gente aqui faz um jornalismo mais ágil, mais dinâmico, mais moderno. Jornalismo-jornalismo já está meio ultrapassado, não dá para ficar apurando, correndo atrás de fontes, checando informação”.
Porta dos Fundos, a falar verdade todas as Segundas, Quintas e Sábados.
Vamo-nos rindo…

Lições do Brasil

Carlos Araújo Alves

1 – A Democracia não se basta com uma Constituição, com um aglomerado jurídico que a suporte, com eleições livres e universais; precisa de tudo isso, mas para ser efectiva a Democracia tem de estar fundada numa larga maioria de cidadãos democratas prontos a construí-la e a defendê-la.

2 – A descoberta e exploração de petróleo ajudou o PT a melhorar as condições de vida dos mais desfavorecidos; o “dumping” no preço do petróleo arrasou com o PT, com o Brasil e com a esperança de milhões de brasileiros em fugir à miséria.

3 – O PT falhou redondamente na sua promessa de erradicar a corrupção económica e política do Brasil; falhou e acomodou-se a ela. Imperdoável para quem defende ideais de justiça económica e social.

A tentativa de “relvização” de Tiago Brandão Rodrigues

sabado

A revista Sábado deu o mote, o ministério da propaganda fez o resto. De um momento para o outro, Tiago Brandão Rodrigues é o Relvas do governo socialista, o gajo que deu o golpe na academia. Com a diferença que, ao contrário do que aconteceu com o ex-braço direito de Passos Coelho, a academia saiu em defesa do ministro da Educação e desmentiu o professor que acusou Brandão Rodrigues de se ter apropriado ilegalmente de 18 mil euros atribuídos pela FCT: [Read more…]

Portugal sob chantagem e ameaça da direita europeia. Com o alto patrocínio de Pedro Passos Coelho

PPE

Na metrópole, ontem foi dia de decidir sobre a aplicação de sanções à periferia. A indisciplina daqueles que decidiram mudar, ainda que de forma muito ligeira, a distribuição enviesada dos sacrifícios, esteve em vias de ser virtuosamente punida, isto apesar de ser dos seus antecessores, e não deles, a responsabilidade pelos indicadores negativos que poderiam levar às penalizações.

Na metrópole, representantes do PSD e CDS-PP, responsáveis por mais de quatro anos de metas sucessivamente falhadas, que em parte nos conduziram a este impasse, encontram-se refugiados num silêncio cúmplice enquanto o seu líder pede a cabeça dos portugueses, numa movimentação inédita que contrasta com os regimes de excepção aplicados no passado às exemplares potências do centro. [Read more…]

Ministro comete crime de apresentar queixa crime contra a Sábado por esta ter praticado um crime

O Direito, ah, o Direito, essa ciência inexacta e críptica e, pelos seus meandros e alçapões, por vezes tão maligna. O esforço que é necessário fazer para esclarecer alguns cidadãos dos seus obscuros desígnios.

Não será certamente o caso de bem intencionados “jornalistas”, a quem o interesse do público à informação rigorosa e isenta, intensa luz que os guia na sua ânsia de verdade, tantas vezes lhes inunda a ética e a deontologia. Esses sabem que o Direito é o agente da mais pérfida censura quando contra eles se vira.

Tomemos como exemplo um hipotético título jornalístico:

“Tiago Brandão Rodrigues cometeu um crime”

Tiago Brandão Rodrigues não é uma hipótese. É uma pessoa. E vá, ministro da Educação. Digamos que o hipotético título é de um órgão de comunicação social detido pelo grupo Cofina, insuspeito de lançar ataques ideológicos nos seus pasquins. E assentemos em que esse órgão é uma revista. Digamos, a “Sábado”. Decerto que não se importará de emprestar o seu reputado nome a este pequeno exercício de pedagogia.

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Hugo Vieira, o goleador com o empresário errado

MdB

Hugo Vieira, tal como Daniel Carriço que hoje ergueu pela terceira vez consecutiva a Liga Europa, ficou fora da convocatória de Fernando Santos para o Euro2016. É estranho que, tendo apontado 21 golos ao serviço do Estrela Vermelha, que este ano conquistou o campeonato sérvio, Vieira tenha sido excluído pelo seleccionador. Entre os eleitos de Fernando Santos, apenas o singular Cristiano Ronaldo marcou mais que Hugo Vieira. Quem segue para França é Éder, o avançado do Lille que se ficou por uns modestos seis tentos na época que agora termina, e cujo empresário, ao contrário de Vieira, é Jorge Mendes. Há quem diga que isto anda tudo ligado…

Fotomontagem via Memes da Bola

Embrulha!

Alexandra Leitão, Secretária de Estado da Educação, usa texto enviado pelo Ministério da Educação do governo anterior ao Tribunal de Contas para esclarecer a ilegalidade dos contratos de associação em zonas onde não exista carência de escolas públicas.

Dá gosto ver os peões da direita a rebolarem os olhos ao levarem com os seus próprios argumentos.

Os contratos de associação, o Presidente, o Cardeal e, já agora, o Papa

Santana Castilho*

Existem problemas bem mais graves que aquele que ocupa a actualidade política há quase um mês: porque o Governo decidiu (e bem) não continuar a financiar alunos de colégios privados que operem em zonas onde existam vagas em escolas públicas, criou-se um alarme social que já mereceu referências (particularmente significativas e nada inocentes) do Cardeal Patriarca e do Presidente da República.

Toda a polémica respeita a 3% (79 escolas, para ser exacto) de toda a rede de ensino privado, composta por 2.628 escolas. Mas rápida e maliciosamente foi apresentada como um ataque a todo o ensino privado. Estas 79 escolas propalaram a probabilidade falsa de virem a ser despedidos cerca de quatro mil professores, quando esse número representa a totalidade do seu corpo docente e o Estado já garantiu, reiteradamente, que nenhum aluno, de nenhum ciclo de estudos em curso, deixará de ser financiado.

Sendo certo que os contratos de associação sempre foram instrumentos sujeitos à verificação da necessidade de recorrer a privados para assegurar o ensino obrigatório, é igualmente certo e óbvio que sempre foram marcados pela possibilidade de cessarem, logo que desaparecesse a necessidade. Porquê, então, tanta agitação, apesar do senso comum apoiar a decisão e a Constituição e a Lei de Bases do Sistema Educativo a protegerem? Porque o corte futuro de cada turma significa 80.500 euros a abater ao apetecível bolo anual de 139 milhões; porque, a curto prazo, ficarão inviáveis os colégios que vivem, em exclusivo, da renda do Estado e dos benefícios fiscais decorrentes do estatuto de utilidade pública; porque, dor maior, muitos desses colégios têm projectos educativos de índole confessional católica.

Com este cenário por fundo, não retomo argumentos que estão mais que expostos. Prefiro recordar intervenções de diferentes protagonistas e, com elas, afirmar que será politicamente curioso seguir os próximos desenvolvimentos. [Read more…]

Cidadania ao vivo

marianna

“O que posso eu, sozinho, fazer contra o TTIP/CETA? pergunta-se meio mundo a si próprio”,  lia-se no cartaz de uma manifestante, aquando dos protestos contra os tratados que no mês passado reuniram 90.000 pessoas em Hannover. E de facto, o argumento de que não adianta empenhar-se porque não se consegue nada, está amplamente difundido, roubando força à cidadania. É lamentável que, enquanto cidadãos de países como a Turquia ou Angola arriscam a vida pelo direito ao protesto, quem dele dispõe, tão levianamente abdique de o exercer.

Esse não é porém o caso de Marianne Grimmenstein, uma professora de música de 69 anos residente em Lüdenscheid, uma pequena cidade alemã de 80.000 habitantes.  [Read more…]

A isenção jornalistica da TVI

TVI

Capturado pela agenda ideológica da esquerda radical“.

Tenham medo, tenham muito medo…

via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Ditador e aspirante: uma história de amor

Trump Putin

O beijo será uma consequência natural do namoro de longa data. Putin não foi poupado nos elogios feitos ao potencial próximo ditador neoliberal, Trump devolveu a gentileza. O mundo será um lugar mais bonito com Putin e Trump nas duas extremidades do telefone vermelho.

Na imagem: mural na Lituânia, via Futurpop

Demência moral

a espera

Alguém que tenha a caridade de explicar ao responsável pela governação do país durante 348 dos 365 dias de 2015 que ele até poderia ter tido ausência de défice se tivesse adiado despesa qb mais um mês.

Varrer o BANIF para debaixo do tapete, até ter rebentado nas mãos do inquilino seguinte, não serve de argumento para fazer de conta que não foi nada com ele.

Passos Coelho insistiu que Portugal teve um défice de 3% em 2015, se se descontar a despesa com o Banif.

Não é por se insistir na mentira que esta passa a verdade. Mesmo com as vozes do dono a fazerem de caixa de ressonância na comunicação social.

A demência, no entanto, não fica por aqui. Mandam recados para Bruxelas a pedir que Portugal não seja castigado por défice excessivo. Há logo a questão da linguagem, tão ao gosto católico, do pecado e penitência. O irónico é que, como vimos, o pecador estava a pedir, nem mais, nem menos, do que absolvição para si mesmo. [Read more…]

Neoliberalismo no séc. XXI: retrocesso e criminalidade financeira

EUA

Até agora, 32 empresas ligadas a Donald Trump foram identificadas nos Panama Papers. Os documentos revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas mencionam o nome de Trump 3540 vezes. Ironicamente, uma parte significativa dos seus apoiantes diz que votará em Trump alegando que o sistema político está corrompido e que o candidato Republicano trará a mudança.

Via Uma Página Numa Rede Social

Tantos rottweilers e nem um que ladre a Mario Draghi

MD

Quando Mario Draghi foi convidado a participar no Conselho de Estado por Marcelo, a polémica instalou-se. A esquerda, quase em uníssono, criticou o convite. À direita, a satisfação era generalizada. Espera lá Costa, que já aprendes uma lição! E Draghi por cá passou, dando o ar da sua graça, espetou uns quantos alfinetes no governo e regressou à sua fortaleza, sobre a qual a conselheira económica de Angela Merkel, Isabel Schnabel, afirmou tratar-se de uma “quase instituição política“, “apesar de não responder a qualquer controlo parlamentar. Coisas da democracia moderna. [Read more…]

Esconder, encobrir, ocultar e impor!

parliamentsImagem: Iniciativa Europeia contra o TTIP e o CETA

Na sexta-feira passada, a bancada do partido alemão „Die Linke“ (digamos, o BE português) apresentou no parlamento alemão uma moção contra a aplicação provisória do CETA, o acordo de livre comércio e investimento da UE com o Canadá (correspondente ao TTIP com os EUA). Numa sala quase vazia, foram discutidos os prós e contras, a natureza mista ou não-mista do CETA e ainda pretensamente divisadas as partes que são da competência exclusiva da UE. No fim, como era de recear, em vez de ser votada no parlamento, a moção foi remetida para as comissões relevantes. [Read more…]

Carta do Canadá – Os brasis

Eu sei de vários Brasis. Tenho-os encontrado ao correr dos anos. O primeiro Brasil que eu encontrei foi o da música, dos sambinhas meio ingénuos, meio marotos. Era o tempo de Carmen Miranda. Ficou-me esse gosto pela batida brasileira (tão próxima da batida angolana), aquele jeito solto de rimar o pão nosso de cada dia. Depois veio o tempo das greves académicas em Portugal, da ditadura no Brasil, e a descoberta de Bethania,  Caetano Veloso, Gilberto Gil,  Chico Buarque, Tom Jobim  – a fazerem o contraponto de resistência às toadas baianas de Dorival Caymi e às figuras esculpidas em prosa por Jorge Amado. E a descoberta, deslumbrada, da poesia brasileira, que leio tanta vez.

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