Mário Centeno

é uma lufada de ar fresco no discurso económico sobre Portugal. Na entrevista a Vítor Gonçalves, em tom cordato e claro, referiu as gravosas consequências da descapitalização das famílias para o desenvolvimento do País. Mas também o desinvestimento público na educação dos portugueses. É por aí, sem dúvida.

Cavaco e as falsas opções de escolha

O mundo comentador tem andado animado sobre o que Cavaco irá decidir. Irá dar posse ao governo PS apoiado pelo PCP e pelo BE? Ou irá manter o governo do PSD/CDS em gestão? O fiel da balança, dizem, está naquilo que o Cavaco considerar mais estável. Esta é uma falsa questão.

  1. Imaginemos que Cavaco considera que um governo PS/PCP+BE é instável. Neste caso, manterá o governo PSD/CDS em funções e haverá eleições lá para Março.
  2. Por outro lado, vamos supor que Cavaco considera um governo PS/PCP+BE estável e mandata Costa para formar governo. Imaginemos ainda, neste cenário, que, afinal, este governo de esquerda não será estável. Então, se as coisas correrem muito mal, haverá eleições lá para Março, assim se caindo na situação 1. Se correrem mais ou menos poderá haver eleições lá para o meio do mandato, o que corresponde a uma situação melhor do que a 1. E se tudo corre bem, haverá daqui a quatro anos, e a situação é muitíssimo melhor do que a 1.

Note-se que, para se avaliar se uma situação é melhor ou pior, se está a utilizar o padrão Cavaco, segundo o qual importa ter estabilidade.

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Então vamos lá brincar ao Photoshop

catarina martins(clicar para ampliar)

O post do Carlos levou-me à velha questão sobre o que nos dizem as imagens. Parecem objectivas, por serem concretas, mas estão carregadas de subjectividade, desde o enquadramento, passando pela luz e pela própria selecção da imagem a usar, só para citar alguns exemplos. O Photoshop trouxe uma nova dimensão de manipulação, acentuando ou suavizando detalhes, manobrando as cores e a luz e alterando drasticamente as formas. Ou construindo realidades alternativas. Nada de novo, mas muito mais simples agora.

A bonequização do corpo, com as formas impossíveis e com os filtros de eliminação de “imperfeições”, visível em tudo o que seja revista e publicidade, é uma fonte de constante ansiedade, mesmo que não consciencializada, pela figura inatingível que contrasta com a imagem que nos olha de frente no espelho. A publicidade, aliás, vive muito deste conceito de criar uma necessidade que será, supostamente, resolvida pelo produto anunciado. Seja ele um carro ou iogurte.

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Nada de amores

Na pensão de sobe-e-desce, a empregada sacudia as colchas para a rua. Olhos concupiscentes fixaram-se nelas. Esvoaçavam com o pesadume dos tecidos velhos, gastos, deformados. A empregada sacudia-as com esforço, um rosto cansado e sofrido, uma imigrante de leste que trabalha sem folgas. Os velhos que passam o dia à porta da pensão conhecem o ritual das cinco, o sacudir das colchas. Não têm dinheiro para subir, limitam-se a andar pela rua, de trás para a frente, a meter conversa com as meninas, que são quase todas cinquentonas, à espera do milagre, da benesse, do dia em que as encontrarão de cabeça tão perdida, ou de coração tão apertado, que lhes darão uma borla, só para dizerem que não foi por dinheiro, só para se sentirem mais livres. Mas o dia nunca chega, ou pelo menos ainda não chegou. E eles andam sempre por ali, pés cada vez mais arrastados, a ver que se lhes acabam os dias e nada de amores. [Read more…]

Coincidências

coincidencias

No Porto.

Não nos desiludam

yes

Nem nos venham dizer daqui a uns meses que não sabiam o que vos esperava. Dessa história já Portugal se fartou. Arregacem as mangas, coloquem o interesse nacional acima dos vossos partidos e façam o que vos compete. Sim, vocês podem. Mas é preciso querer.

via Luís Vargas@Twitter

O antigo dono disto tudo?

Eu sei que o mundo não é a preto e branco, embora, por estes dias, tudo pareça flutuar entre o laranja e o vermelho. E, até por isso, vou entrar no desafio e questionar o Carlos Garcez Osório: Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, entre a “nova dona disto tudo” e este tipo de pessoas que agora apresento em vídeo (ao minuto 7.50), será que a escolha a fazer, resulta em alguma divergência entre nós?

Obviamente, não estou a fazer trocadilhos foleiros. Estou a falar da substância do conteúdo do que vai na mente deste tipo.

Sublinho algumas palavras que até poderiam passar em branco, coisas deste género”as meninas do bloco de esquerda”, “esganiçadas…”

Mas, daquele orifício do sistema digestivo do senhor saiu algo verdadeiramente inacreditável: “não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada.”

Será que o personagem costuma pagar? É isso.

“Contra o marido, lá em casa (…) Com o tempo iriam colocar o personagem fora de casa e a coisa até poderia continuar…

E o aborto, e o casamento e a adopção…

Ainda há dúvidas sobre a evolução social que os acontecimentos de ontem reflectem?

Nunca como agora está clara a divisão em Portugal, entre o poder de alguns, suportado no passado e nas tradições e o poder, partilhado e construído por todos, suportado na evolução permanente da sociedade.

Pode e deve haver divergência económica, cultural e claro, social. Mas, não podemos querer voltar à idade média, ou podemos? Portugal não é o que este senhor defende e, também por isso, a votação no Parlamento mostra de forma clara o que Portugal pensa sobre algumas das coisas que este personagem defende.

E, para terminar, finalmente descobri que para ele a tradição é um elemento estrutural da vida em sociedade. Não deve, estou certo, questionar as mulheres que são mortas, todos os anos, às mãos destes medíocres. É da tradição!

«O ‘Jornal de Negócios’, relativamente à maioria parlamentar de esquerda que rejeitou o governo da coligação PàF,

tem tido um comportamento impróprio de um jornalismo da democracia, i.e., responsável, imparcial e consonante com os interesses do País.»
[Carlos Fonseca disse-o e agora repetiu-o]

jornal_negocios

A (nova) dona disto tudo

catarina

foto Gonçalo Santos (sabado.pt)

Paulo Cunha e Silva (1962-2015)

Não há que ter ciúmes uns dos outros. Num sistema complexo, o conjunto é mais do que a soma das partes, mas as partes passam a ser mais do que aquilo que são se funcionarem autonomamente e entregues à sua solidão cósmica.

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Hipocrisia e choque com a realidade

Apesar de toda a propaganda disseminada pela PAF, tanto directamente pelos políticos que a compõem, como pela legião que vagueia na comunicação social, o gráfico seguinte traduz o que foram quatro anos e meio de transformação do país pela direita mais obcecada na entrega do Estado a privados que o país alguma vez conheceu.

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O «inverno demográfico» como pretexto

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Palavra dada é palavra honrada

LM PPC

Na sua intervenção da histórica tarde de ontem, António Costa usou a expressão “palavra dada é palavra honrada” e o galinheiro em que se tinha transformado a bancada parlamentar do PàF explodiu em histerismo. Uma reacção que não deixa de ser curiosa vinda da facção liderada por Pedro Passos Coelho, que se fez eleger em 2011 com um conjunto de falsas palavras dadas que não foram honradas, apesar do seu conhecimento da realidade do país.

Costa termina a sua intervenção e o senhor que se segue é Luís Montenegro. Orador perspicaz, o líder da bancada parlamentar do PSD soube dar uso à expressão e virá-la contra António Costa. Mas, perante a indignação daquele que em tempos vaticinava que “a vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor“, e longe de querer fazer a defesa do líder do PS que até mereceu alguns dos mimos desferidos por Montenegro, vou tentar aqui repetir o exercício feito pelo distinto maçon, ainda que sem o brilhantismo de tão capacitado mestre da retórica: [Read more…]

Carta do Canadá: Maré Alta

Agora foi a Roménia. Acabo de ver a reportagem duma manifestação popular em Bucareste durante a qual milhares de pessoas gritaram que, se foram capazes de lutar contra a ocupação soviética, também o são para liquidar uma classe política corrupta. Porque, de fonte limpa, já se sabe que houve corrupção da grossa naquela discoteca que operava sem licença e na qual um incêndio matou um elevado número de pessoas. O primeiro ministro, um social democrata, teve a decência de se demitir imediatamente.

Nos dias que correm, torna-se cada vez mais grave a fraude cometida pela Volkswagen e outras marcas de renome da indústria automóvel da Alemanha. Passado o pasmo de se saber que, afinal, na pátria de Merkel também há grandes podres, segue-se a revolta internacional por um país arrogante, sobranceiro, que de forma tão cruel tem humilhado os países do sul da Europa e, principalmente, a Grécia. Os réis da competência e da auto-proclamada seriedade, estão aos nossos olhos como vulgares trapalhões. Pormenor que, até agora, só era conhecido pelos coca-bichinhos que se informam: na verdade, a Alemanha colaborou alegremente na corrupção dos partidos gregos do arco da governação lá do sítio e foi por isso que se mandou ao ar quando um atrevido Syriza sacudiu a Grécia pelos ombros e a acordou. Teve, ao menos, essa virtude. A Alemanha é, hoje, um caldeirão em fervura lenta, mas fervura que vai da esquerda à extrema direita. Ainda temos muito filme para ver.

Em Espanha, nossa vizinha, a corrupção tem sido tão grande e tão prolongada que os jovens do Podemos e do Cidadãos tiveram de saltar à rua e mobilizar o povo. Vai ser lindo. [Read more…]

« Em lugar de acusarem Costa por ter feito aquilo que disse que ia fazer

– terminar com “o arco da governação” – e apresentar uma alternativa, seria talvez mais instrutivo interrogarem-se sobre o seguinte: porque é que perdemos a maioria absoluta que tínhamos, mesmo concorrendo juntos?»
[Argumentos e falácias, António Pinho Vargas]

Morreu Helmut Schmidt, um dos maiores estadistas do século XX

A Europa ficou hoje mais pobre com a morte de Helmut Schmidt aos 96 anos.

Helmut Schmidt, uma das figuras maiores da social-democracia europeia, exerceu as funções de Chanceler da República Federal da Alemanha, entre 1974 e 1982, numa coligação entre social-democratas e liberal-democratas.

Helmut Schmidt desempenhou um papel determinante em plena guerra fria, deixando a sua indelével marca pessoal no processo de normalização das relações com a Alemanha Oriental e na aproximação com a ex-União Soviética e com os países do comunistas da Europa do Leste.

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E se…

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o Cavaco se demitisse?

A luta dos camaradas da direita

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Foto: Tiago Miranda@Expresso

Hoje viveu-se um dia histórico. Pela primeira vez, um acordo entre os partidos de esquerda com representação parlamentar derrubou um governo minoritário, dando expressão à maioria dos portugueses que no dia 4 de Outubro se deslocaram às urnas e rejeitaram a coligação PSD/CDS-PP.

Vivem-se dias de mudança em Portugal, dias verdadeiramente singulares. E se o inesperado acordo entre PS, BE, PCP e Verdes não fosse, por si só, extraordinário, as mudanças na nossa sociedade não ficam por aqui. E o discurso da direita nunca mais será o mesmo.

Quem nunca ouviu amigos, conhecidos ou mesmo responsáveis políticos dos partidos de direita falar em manifestações como uma perda de tempo, uma demonstração do esquerdismo caviar, uma desculpa para quem não querer trabalhar? Pois bem, hoje tivemos a segunda de duas manifestações desse novo sector da direita que faz manifestações e que empunha palavras de ordem como aquela que podemos ver na foto que abre estas linhas, e que nos remete para um universo “gato fedorentiano”: “A necessidade de consolidação das contas públicas não é uma questão ideológica“. Experimentem entoar tipo palavra de ordem. Soa mesmo bem. [Read more…]

Aviso à navegação…

Um governo incompetente que não deixa saudades foi derrubado por uma associação de trafulhas dispostos a esbulhar e parasitar o dinheiro que não lhes pertence sob o manto protector de colecta de impostos… Não há almoços grátis nem razões para festejar! Dito isto, espero que o inútil que ocupa o palácio de Belém emposse A.Costa e seus capangas para que a choldra vá novamente a votos até final de 2016, preferencialmente sem PAF nem os rostos que a lideraram e que Assis coloque ordem no Largo do Rato, mas para isso não teria que se limitar a conquistar a liderança do PS, seria necessário atirar para o baú do esquecimento César, Galamba, Santos e mais uns quantos…

Está feito

Até nunca.

Manifestação de apoio ao governo: quando uma imagem vale mais que mil palavras

Emplastro

O povo está com a PàF!

A legenda, porém, é enganadora. Onde diz “Pedro Passos Coelho” leia-se “Emplastro”.

«A direita chama desenfreadamente por Portugal,

parece que o perderam pelas europas.»
[No Facebook de Joana Villaverde]

Ferozes anti-europeístas

Então, ó rapaziada da direita, o vosso camarada Cameron a desancar na Europa e na UE – ameaçando abandoná-la -, mostrando-se um feroz “anti-europeísta” – como vocês e os jornalistas pouco dotados dizem – e vocês calam-se? Deixam-no continuar a governar o Reino Unido? Nem mandam lá o Abreu Amorim ou o Nuno Melo pôr aquela malta toda na ordem? Delenda Albion, I say! Long live Steps Rabbit, I say! Ou assim..

Portugueses,

O Aventar apresenta, em primeiríssima mão, um rascunho do discurso que Sua Excelência o Presidente da República proferirá aos portugueses após a rejeição do programa do Governo na Assembleia da República! Este documento foi-nos sigilosamente facultado por um amigo do Aventar ligado ao partido que ainda suporta (sublinhamos o termo) o Senhor Presidente e que integra a sua casa civil. Não garantindo que espelhará a intervenção que fará nos próximos dias, o Aventar está assim em condições de assegurar a sua autenticidade enquanto rascunho. [Read more…]

Outono Vermelho

Vermelho

Eles estão impacientes. A máquina de propaganda era uma das mais fortes e bem oleadas de que havia memória, a estratégia de se fingirem de mortos resultava a ponto de haver quem não soubesse que o PàF era afinal uma coligação entre o PSD e o CDS-PP, os trambolhões da campanha do PS faziam a sua parte e algumas sondagens chegavam mesmo a atribuir maioria absoluta às tropas de além-Troika. A coisa não correu como esperado mas nem tudo estava perdido. Não seriam os primeiros a governar com maioria relativa. [Read more…]

Passos tem mais encanto na hora da despedida

Ferreira Fernandes, como habitualmente na mouche, despede-se de Passos.

Paulo Trigo Pereira

na sua primeira intervenção como deputado independente pelo PS, lembrando a legitimidade democrática não apenas  do Governo cessante como do que se posiciona para ser empossado, e fazendo a Passos Coelho duas perguntas fundamentais. Aqui.
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O PPD / PSD está em ” estado de coma “

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O que é feito do PPD/PSD fundado por Francisco Sá Carneiro? Onde estão os princípios, os valores, as causas e a ética política defendida por Sá Carneiro?

O PPD/PSD de Sá Carneiro era um partido do centro que, comparado com este “ novo PSD “ com toda a certeza seria, hoje em dia, um partido de centro-esquerda que defendia o estado social assente em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E que estes pilares deveriam ser garantidos pelo Estado.

Há vários anos que o PSD está doente porque o exemplo de destacados militantes como Dias Loureiro, Duarte Lima, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Arlindo de Carvalho e Oliveira Costa, feriram de “morte“ a credibilidade do Partido Social Democrata, a partir de meados da primeira década de 2000, em que foram tornados públicos vários casos escandalosos que envolveram estes e outros militantes do partido.

Entretanto as maiores distritais do partido foram tomadas por dirigentes políticos medíocres, carreiristas, sem quaisquer méritos, completamente dependentes da política. A partir daí passou a valer tudo para manterem os seus lugares, porque estes e apenas estes valiam para a manutenção dos seus lugares e das suas enormes clientelas.

Mais tarde, em 2010, com Pedro Passos Coelho ascenderam a lugares cimeiros do partido dirigentes políticos do tipo “ trepa-trepa “, em que o mérito era medido em função do número de votos dos “ exércitos “ que comandavam e que valiam exclusivamente para a eleição do presidente do partido. A mediocridade passou a ser premiada. Quanto pior melhor que assim não incomodavam. E esta passou a ser regra.

Se até então o PSD estava doente passou a viver em “ estado de coma “.

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Não há futuro sem memória

No seguimento do actual momento político recordo aos actuais dirigentes do PSD uma entrevista que Francisco Sá Carneiro deu, em 21/11/1979, ao extinto semanário “Tempo” em que afirmou

“sou estruturalmente antipresidencialista e sempre entendi que, em Democracia, a política deve ter no Parlamento a sua razão e o seu objectivo.”

Estou convicto que se, muitos destes “novos donos” do PSD, conhecessem o pensamento político do fundador do PPD/PSD sobre o papel fundamental e primordial do Parlamento não tivessem dito e repetido tanta asneirada.

A crise dos refugiados explicada para lá da jihad nas redes sociais

As redes sociais têm esse problema: amplificam tudo, da eloquência à estupidez, da tolerância à violência, sem que a maior parte dos receptores tenham o cuidado de verificar fontes e enquadramentos. A crise dos refugiados e o acolhimento de que estão a ser alvo na Europa tem despertado o que de melhor e de pior existe no ser humano.

O melhor temo-lo visto nas TV’s e nos jornais: comitivas de boas-vindas, da Alemanha a Portugal, que recebem os refugiados com palavras de motivação, comida e brinquedos para as crianças. Famílias que se disponibilizam a acolher estas pessoas, instituições que procuram minimizar o seu sofrimento e apelos que se multiplicam no sentido de unir esforços para evitar que a tragédia assuma proporções bíblicas. Muitos têm sido inexcedíveis mas outros, movidos por sentimentos xenófobos ou apenas por pouco ou nada saber sobre o que realmente se passa e por se deixaram levar pela jihad que tomou conta das redes sociais e de muitas conversas de café, em larga medida alimentada por uma extrema-direita que encontra no medo instigado pela crise dos refugiados uma forma de crescer eleitoralmente, têm contribuído para uma campanha de desinformação que contraria a raiz democrática e humanitária que (supostamente) deveria nortear a União Europeia.

De uma forma simples, este vídeo ajuda a perceber aquilo que se está a passar. Verdade absoluta? Isso é coisa que não existe. Cabe a cada um dos caros leitores retirar as suas próprias conclusões.