A crise dos refugiados explicada para lá da jihad nas redes sociais

As redes sociais têm esse problema: amplificam tudo, da eloquência à estupidez, da tolerância à violência, sem que a maior parte dos receptores tenham o cuidado de verificar fontes e enquadramentos. A crise dos refugiados e o acolhimento de que estão a ser alvo na Europa tem despertado o que de melhor e de pior existe no ser humano.

O melhor temo-lo visto nas TV’s e nos jornais: comitivas de boas-vindas, da Alemanha a Portugal, que recebem os refugiados com palavras de motivação, comida e brinquedos para as crianças. Famílias que se disponibilizam a acolher estas pessoas, instituições que procuram minimizar o seu sofrimento e apelos que se multiplicam no sentido de unir esforços para evitar que a tragédia assuma proporções bíblicas. Muitos têm sido inexcedíveis mas outros, movidos por sentimentos xenófobos ou apenas por pouco ou nada saber sobre o que realmente se passa e por se deixaram levar pela jihad que tomou conta das redes sociais e de muitas conversas de café, em larga medida alimentada por uma extrema-direita que encontra no medo instigado pela crise dos refugiados uma forma de crescer eleitoralmente, têm contribuído para uma campanha de desinformação que contraria a raiz democrática e humanitária que (supostamente) deveria nortear a União Europeia.

De uma forma simples, este vídeo ajuda a perceber aquilo que se está a passar. Verdade absoluta? Isso é coisa que não existe. Cabe a cada um dos caros leitores retirar as suas próprias conclusões.

 

 

Trauliteiros

Andaram um mês a gritar que a instabilidade aí viria se eles não fossem governo e hoje zurraram de alegria com a queda da bolsa e com a subida dos juros. Depois deste mês de terrorismo, já se sabia que se chegaria ao presente resultado.  Portugal à frente? Que ninguém se engane, a única coisa que à frente está é o lugarzinho no poder, custe o que custar, nem que seja para rebentar com isto.

Querem governar com uma minoria de menos de 2 milhões de votos. Depois de 20 chumbos no Tribunal Constitucional, demonstra-se que continuam a não querer jogar pelas regras estabelecidas. Há um Parlamento e parece que o Conselho não chega para governar.

Posso vir a ganhar pouco com o governo de esquerda. Mas esse pouco, somado ao que a direita me iria tirar, será mais do que suficiente para justificar a lição. Aprendam. Com o vosso radicalismo de direita conseguiram a união impossível.

Hoje parece que estava agendada a discussão do programa de governo. Aconteceu? Alguém deu por ela? O que é esse programa, afinal? Umas folhas impressas a corpo Arial 16, como o Guião da Reforma do Estado do irrevogável?

Os trauliteiros andam zangados, o que é compreensível. É chato morrer na praia, quando o gabinete já estava à vista.

Um Governo do lado do povo

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Le peuple des pauvres (JF Favre 2008)

Não creio estar a exagerar se disser que os últimos quatro anos foram os piores de todos desde que sou portuguesa. Piores para o povo, que vi fenecer, entristecer, partir, ser privado dos seus direitos humanos e constitucionais, destruído nos seus mais legítimos anseios, numa devastação que não julgava possível à acção política em democracia no decurso de uma só legislatura.

Incontáveis vezes escrevi sobre nós, meu povo, atingido por essa política com inaudita agressividade e revoltante indiferença por parte dos governantes. Escrevi sobre suicídios, sobre a desolação que passou a ser o cenário de todas as ruas de Portugal, sobre a indignação que bem vi a crescer-te no peito, sobre os mais pobres dos pobres, sobre o desinvestimento público na Educação, sobre a desigualdade na Europa, sobre as divisões da esquerda, também. Escrevi uma peça de teatro chamada Partir. Escrevi muito sobre a Europa. Traduzi o livro de Thomas Piketty sobre a desigualdade O capital no século XXI. E, tal como comecei a dizer em 2013, António Costa is the man. Acompanhado por outros homens e mulheres que finalmente compreenderam a que ponto era urgente começar a reverter a destruição. [Read more…]

Entrega das assinaturas – ICE anti-TTIP

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Hoje, 9 de Novembro, o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz recebeu 3.284.289 assinaturas da parte da Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) auto-organizada “Stop TTIP e CETA”. Os representantes e activistas que estiveram presentes pediram a Schulz que desse sequência a uma audição no Parlamento Europeu. A ICE auto-organizada foi lançada em Outubro de 2014, após a Comissão Europeia se recusar a registá-la como ICE oficial. A Comissão entende que uma ICE não pode conter pedidos negativos nem pode incidir sobre negociações em curso. A ICE “Stop TTIP e CETA” interpôs uma acção judicial contra a Comissão Europeia no Tribunal Europeu de Justiça, estando o resultado da mesma previsto para início de 2016.

Política do espírito

A partir de quarta-feira, ministros, secretários de Estado e dirigentes locais do PSD e do CDS lançam-se à estrada para realizar em dois dias 18 sessões de propaganda que deixariam António Ferro orgulhoso. “Jornadas Portugal Caminhos de Futuro”, assim se chama a iniciativa, no mínimo insólita para dias que não são de campanha eleitoral. [Expresso]

À sueca

Márcio Alves Candoso

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Assim ‘no escuro’, como se diz em alguns jogos de cartas, aposto que Cavaco Silva vai dar posse, com mais ou menos reacções vagais, ao Governo liderado por António Costa. Eu confesso que ‘pago para ver’ – hoje estou numa de jogo -, mas não poderá ser de outra maneira. E porquê?

Porque o Governo NÃO integra membros daqueles dois-partidos-que-a-gente-não-o-diz-o-nome. Essa terá sido a condição de Cavaco Silva para não pôr entraves à coisa – sem ‘virar a mesa’, portanto. Até porque, das forças que apoiam o Governo, quem mais perde com a ausência de PCP e BE é o PS. O que será uma pequena consolação para o refugiado de Belém, na altura de ter de engolir o sapo inovador, que é alcandorar ao poder um Governo de…. enfim, de esquerda. [Read more…]

Uma coligação exigente

É disto que eu gosto no Aventar – nunca temos o presente como o futuro que queremos ter.

Somos exigentes e queremos sempre muito mais.

Muitos, no Aventar (no país?), há anos que sonhavam ou antes, desejavam, um governo de esquerda. Os escritos da ala esquerda aqui do corner, sempre sublinharam o que nos unia, muito mais do que aquilo que nos separava. Sistema Nacional de Saúde? Escola Pública? Segurança Social? Podemos ou não encontrar pontes entre nós?

Era para mim tão óbvio o sim, que só pensava no dia em que toda a gente conseguisse ver o que me parecia evidente. Claro que também para mim, especialmente com José Sócrates, o PS se encostou, em algumas áreas, excessivamente à direita. Mas, faço minhas as palavras de Ana Benavente:

“Por mim, celebro o diálogo à esquerda. Rompeu-se um tabu. Viva a liberdade. Sempre estive muito mais perto do PCP e do BE do que do PSD ou do PP. Na acção, na vida, nas propostas e nas lutas.”

E, podemos e devemos, continuar a ser exigentes. Não imagino sequer, por exemplo, que a CGTP se transforme na UGT, estando para o Governo de Esquerda como a UGT esteve para os radicais de direita. Na educação, não tenho dúvidas que nunca o militante comunista Mário Nogueira se vergará a um Ministro da Educação como o militante laranja João Dias da Silva se vergava perante Nuno Crato. Aí, estamos todos de acordo.

Estaremos na rua sempre que se justifique e não deixaremos de apresentar sempre aquilo que são as nossas exigências. [Read more…]

Um amigo de

Não há recurso argumentativo mais rasca que usar o suposto testemunho de “um amigo do… (segue-se o nome do partido ou organização)” que nunca se identifica. O campeão deste truque para patetas é o Marques Mendes. Ontem, utilizou, em sua defesa, as palavras de um alegado amigo do PS. Por este modo, nada impede o orador de pôr o ausente “amigo” a dizer seja o que for. Ética? O que é isso?

Uma coligação contranatura

Não há nada que me agrade mais do que ver Passos Coelho cair. Ou mais ainda, que um futuro Governo PS esteja nas mãos do PCP e do Bloco.
Mas todos sabem – todos sabemos – que a coligação de Esquerda em preparação é completamente contranatura. O PS está muito mais próximo do PSD do que do PCP ou do Bloco. Sempre esteve e vai continuar a estar. Daí que esteja curioso para ver de que forma vai o PS compatibilizar o lobby de interesses que sempre o acompanha com os seus camaradas de circunstância.
Fui votante do Bloco e, enquanto tal, há uma série de medidas que espero que o Bloco viabilize. Estou em crer que terá de tomar a iniciativa para a maior parte delas, porque se for a esperar pelo PS, terá de esperar sentado.
Só para dar alguns exemplos, para além da reposição dos salários e das pensões, vou esperar pela taxação dos dividendos em Bolsa, pelo imposto sobre as grandes fortunas, pelo fim das rendas excessivas da EDP e, já agora, pela interrupção imediata das obras da Barragem do Tua (alô, Heloísa, estás aí?) e do Programa Nacional de Barragens, pelo fim dos imorais benefícios fiscais aos grandes grupos económicos, pela extinção dos contratos de associação nas zonas em que há oferta de Escola Pública, pelo fim dessa pouca-vergonha que é os milhões esbanjados em consultadorias e grandes escritórios de advogados e por aí fora. [Read more…]

E que tal reactivar a Rede Bombista?

RB

Cónego Melo e Ramiro Moreira: o líder espiritual e o terrorista

Isto não está nada fácil para o recém-formado Tea Party português. O investimento financeiro é brutal, dos jornais de campanha às redes de clones no espaço virtual – aproveito para deixar as minhas condolências à família e amigos babões de Maria Luz, o mundo da prostituição política ficou por estes dias mais pobre, uma verdadeira tragédia – os comentadores de serviço têm sido incansáveis a espalhar a mensagem de medo e a demonizar a possibilidade de uma alternativa de esquerda, a narrativa atingiu níveis inimagináveis, onde a obscenidade e o absurdo andam de mãos dadas, até o Assis fez o frete deu o ar da sua graça e o melhor que conseguem é subir 2% numa sondagem que apenas vem comprovar que, se as eleições fossem hoje, PS, BE e CDU continuariam com maioria parlamentar. Deve doer. [Read more…]

Também há ventos na Alemanha

Só para lembrar os distraídos: na própria Alemanha, a Turíngia é governada, desde o ano passado, por uma coligação de esquerda. E, caso curioso, foi a direita lá do sítio (CDU) que ficou em primeiro. Em segundo ficaram os comunistas do Die Linke e em terceiro os sociais democratas do SPD. E, vejam só e espantem-se, foi nomeado ministro-presidente Bodo Ramelow, comunista, com o apoio do SPD, que preferiu apoiar e coligar-se com os comunistas – mesmo sendo deles o ministro-governador – a ligar-se à CDU. E a vida prosseguiu. Suponho que sem a histeria que se vê por cá. Na Alemanha, gente. Por isso, acalmem-se e apreciem o Verão de S. Martinho.

Colóquio “Ortografia e bom senso”

ortografia e bom senso

Com a participação de António Fernando Nabais e de Francisco Miguel Valada. 9 e 10 de Novembro de 2015. [Read more…]

No que depende do PCP, o Governo da direita cai já na terça-feira

Comité Central viabiliza politicamente um Governo do PS com o apoio do PCP.
[TVI24]

Que Europa é esta?

“A união europeia é tão anti-democrática que ela própria não se aceitaria como estado-membro por não cumprir os padrões mínimos de uma democracia moderna. E no entanto, cerca de 80% da nova legislação que regula a nossa vida quotidiana é produzida em Bruxelas. Em grandes pacotes, as competências de decisão são transferidas para o nível europeu, enquanto os cidadãos perdem cada vez mais influência sobre políticas. Em Bruxelas, democracia continua a escrever-se com letra pequena.” (ONG Mehr Demokratie)

Senhores, quando se dignarão a democratizar a Europa? Para quando referendos a nível europeu, por exemplo sobre o TTIP e CETA, os tais negociados em segredo e que querem impingir-nos – alegando que vão criar emprego – para truncarem a soberania nacional dos países e potenciarem os lucros à custa dos cidadãos? Ó todo-poderosos, já viram que, após nos terem recusado o registo de uma Iniciativa de Cidadania Europeia para a suspensão do TTIP e do CETA, a fizemos na mesma e conseguimos, num ano, 3.284.289 assinaturas, três vezes mais do que as necessárias, e que foram 23 países, em vez dos 7 obrigatórios, que excederam o quórum estabelecido pelas vossas regras?

Vocês bem gostariam, mas não, não queremos ser as marionetas que de nós pretendem fazer e não podem pressupor a vosso bel-prazer que recebem o nosso GOSTO!. Queremos participar a sério, queremos discussões públicas e alargadas sobre democracia directa e participação dos cidadãos e queremos ser informados e intervir em legislação que mudará as linhas com que se cose a Europa de todos nós. Chega de secretismo e abuso de poder!

E já agora, a PàF ama este estado de coisas e, pressurosa de estar na fileira da frente dos entusiastas incondicionais, até a carta de apoio ao famigerado e escandaloso mecanismo ISDS, previsto no TTIP e CETA, subscreveu!

Proposta de Programa de Governo para a XIII Legislatura: 10 medidas políticas [“desacordizadas”]

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Criar condições para o exercício do direito de voto em qualquer ponto do País, independentemente da área de residência, sempre no respeito pelo princípio da verificação presencial da identidade.

A correcção dos erros de execução do mapa judiciário promovendo as alterações necessárias, sem prejuízo de proporcionar a realização em cada concelho de julgamentos que respeitem aos cidadãos desse mesmo concelho.

Avaliar a reorganização territorial das freguesias, estabelecendo critérios objectivos que permitam às próprias autarquias aferir os resultados da fusão/agregação e corrigir os casos mal resolvidos.

Criar condições de estabilidade do corpo docente e demais trabalhadores das escolas, quer com a vinculação, quer revogando o
regime de requalificação.

Estabelecer uma política clara de eliminação progressiva do recurso a trabalho precário e programas de tipo ocupacional no sector público como forma de colmatar necessidades de longa duração para o funcionamento dos diferentes serviços públicos. [Read more…]

Proposta de Programa de Governo para a XIII Legislatura: 10 medidas sociais [“desacordizadas”]

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Proibição das execuções fiscais sobre a casa de morada de família relativamente a dívidas de valor inferior ao valor do bem executado e suspensão da penhora da casa de morada de família nos restantes casos.

Revisão de valores desproporcionados e excessivos de coimas e juros por incumprimento de obrigações tributárias e introdução de mecanismos de cúmulo máximo nas coimas aplicadas por contra-ordenações praticadas por pessoas singulares, designadamente por incumprimento de obrigações declarativas.

Agilização das situações e condições em que pode ser negociado e aceite um plano de pagamentos por dívidas fiscais, tributárias e à Segurança Social.

Aumento dos montantes do abono de família, do abono pré-natal e da majoração para as famílias monoparentais beneficiárias de abono de família e de abono pré-natal.

Criação de uma nova prestação, o Complemento Salarial Anual, que visa proteger o rendimento dos trabalhadores que, em virtude de baixos salários e de uma elevada rotação do emprego ao longo do ano, não auferem rendimentos que os coloquem acima da linha de pobreza. Estes trabalhadores nunca chegam a obter protecção e não estão protegidos pelo subsídio de desemprego devido à elevada precariedade laboral. [Read more…]

A aldeia BPN

Aldeia BPN

Onde a justiça fica sempre à porta.

via Os truques da imprensa portuguesa, uma página no Facebook que vale mesmo a pena visitar!

Proposta de Programa de Governo para a XIII Legislatura

PDF aqui.

O verdadeiro problema está nas lideranças dos partidos políticos.

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Nestes últimos dias reli uma biografia de Francisco Sá Carneiro e alguns dos seus discursos.

Eu que acredito muito pouco nos principais actuais dirigentes do PSD questionei-me como foi possível uma deriva tão grande nos princípios, nos valores, nas causas, na ética e na coragem política que eram a força do PPD-PSD.

Francisco Sá Carneiro era mesmo um homem e um político único. Os seus discursos, o seu carisma, o seu olhar e a sua força transmitiam convicção, verdade, coerência e um verdadeiro e enorme sentido de estado.

Apenas, por isso, conseguiu fundar, com sucesso, um partido genuinamente português, fora da lógicas doutrinárias europeias puras da democracia-cristã, do socialismo ou do comunismo.

É pura evidência que estamos perante um problema grave de falta de lideranças, de homens e mulheres, que consigam voltar a mobilizar os portugueses para um grande e verdadeiro desígnio para o nosso país.

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As dores de crescimento da social-democracia

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Lamento ver António Costa tratado como um delinquente e o PS como se tivesse ensandecido. Na entrevista de ontem, na SIC-N, Ana Lourenço (uma boa jornalista, perdida para o discurso autoritário prevalecente, que não admite alternativa), esteve no limite do respeito. O tom (arrogante, embora com a suavidade formal que a caracteriza), o conteúdo (sem isenção) e o objectivo (malicioso) das suas questões revelaram uma vez mais a agenda da Impresa, e também a que ponto está impreparada para fazer uma entrevista política daquela importância num momento como este. Talvez apenas Flor Pedroso (para falar dos jornalistas das tevês) tenha essa preparação.

Sem surpresa, as perguntas procuraram uma vez mais questionar a legitimidade democrática da coligação táctica que tornou possível a convergência da social-democracia do PS e do socialismo das esquerdas (sendo certo que em 2011 o PSD e o CDS agiram de igual modo para poderem governar com maioria parlamentar), escrever o futuro próximo da esquerda à luz da sua História recente, e, sobretudo, defender a prorrogação da licença do clube de acesso reservado ao poder a que chamam “arco da governação”.

Terminada a entrevista, o canal interrompeu a emissão (um debate de comentadores sobre a entrevista de Costa) para dar voz a Francisco Assis.

Precisa-se Formador (com recibo ou sem recibo) em Barcelos

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Valores a oferecer:
10€/h + despesas de deslocação (sem recibo).
ou
15€/h + despesas de deslocação (com recibo).”

«O PS, enquanto partido, só pode sobreviver no futuro,

fazendo o que está a fazer.» [Da fidelidade à política, Maria João Cantinho]

Gaffe do dia: Luís Marques Guedes confunde acordo à esquerda com a propaganda do seu próprio partido

LMG

Em entrevista ao Expresso, o ministro Luís Marques Guedes afirmou que o potencial acordo à esquerda “parece mais um albergue espanhol do que um projeto de sociedade em conjunto”.

Chavões imbecis e propaganda barata à parte, que hoje é um dia negro para ambas após a trágica notícia que deu conta do falecimento desse ícone maior da manipulação de massas, Maria Luz, é interessante verificar que os múltiplos canais usados pela estratégia subterrânea do universo pafista consigam provocar a confusão nos mais altos oficiais do regime. Talvez Marques Guedes não saiba, talvez o ministro seja uma daquelas figuras com ar de senador impoluto que se destacam para estas estruturas de modo a credibilizar organizações opacas onde se movimentam personagens sinistras com nome de imperador, traficantes de influências e outros criminosos imunes. Talvez seja apenas ingénuo. [Read more…]

Acordo de esquerda

A SIC-N já passou para a oposição.

Determinação para o mal e para o bem e um país dividido

Angela Merkel é um fenómeno. Surpreendeu-nos com o abandono da energia nuclear na sequência de Fukushima. Indignou-nos – e indigna-nos!!! – pela sua posição quanto à dívida pública. E agora é essa mesma figura que se revela uma humanista intransigente, tudo arriscando e tudo fazendo em nome e em prol da defesa da universalidade da dignidade humana. Na sua política para os refugiados, Merkel não se cansa de repetir que estamos perante um desafio histórico, uma tarefa imensa, mas obrigatória. Tanto a nível europeu como a nível nacional, vem travando uma luta incansável e firme. Não é possível solucionar de imediato problemas que foram sendo criados ao longo de décadas e cujas causas são múltiplas e profundas (até Blair acabou de “apresentar as suas desculpas” admitindo que “os erros” na invasão do Iraque podem ter contribuído para o surgimento do grupo terrorista Estado Islâmico). De momento, resta gerir o imenso desafio de prestar assistência a milhões de refugiados.

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«O partido socialista neste momento não é dos militantes,

mas sim de todos os socialistas.»
[Ora aqui está um comentário interessante]

Carta Aberta a Francisco Assis

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«Caro Francisco Assis,

Como sabes o distrito da Guarda foi o único distrito onde o António José Seguro venceu.
Eu, como tantos companheiros, lutámos pela vitória de António José Seguro e atingimos os objetivos a que nos propusemos, mas foi um resultado muito curto e António Costa venceu e, sobretudo, venceu a Democracia. A partir desse momento e perante os resultados inquestionáveis o nosso líder passou a ser António Costa.
Tu foste sempre apoiante de António Costa e, como tal, nunca lhe regateaste elogios quer sobre as suas qualidades quer sobre a experiência política que tanto lhe reconhecias. Durante a campanha eleitoral para estas legislativas, tu próprio te insurgias contra o desgoverno que a coligação da direita trouxe ao nosso país, ou seja: mais pobreza, mais desemprego, mais emigração, mais desigualdade e mais dívida, sem resolver qualquer problema da nossa Pátria. Por conseguinte, participaste na campanha eleitoral, apoiando o secretário-geral, sem reservas e de forma incondicional, mas certamente distraído não registaste o facto do António Costa ter afirmado, com algum estrondo e significativo impacto, durante a campanha eleitoral, que não viabilizaria o orçamento da coligação.
Pois tens andado seriamente esquecido e deve ser ter sido do queijo da Serra que comeste aqui no distrito durante a campanha eleitoral, [Read more…]

Queremos ser escravos ou homens e mulheres livres?

Liberdade

Tenho ouvido por aí que o impasse político em Portugal está a afastar os investidores. Leigo que sou, perante notícias tão alarmistas que anunciam o apocalipse económico, tenho sérias dificuldades em perceber em que consiste tudo isto. Até porque o que nos é dito em TV’s e jornais é tão vago que só uma mão cheia de doutos iluminados parece perceber. Serão investidores que se preparavam para investir em Portugal e que, perante a possibilidade de um governo de esquerda, mudaram de ideias? E se mudaram, o que os fez mudar? Será a perspectiva de que um governo desalinhado com o liberalismo da precariedade poderá acrescentar umas migalhas aos custos de tão lucrativos negócios? Mas se eles continuam a ser lucrativos, porquê recuar? Por ganância? Fanatismo ideológico? Será apenas pressão para condicionar o normal curso da democracia em benefício das elites do costume? Chantagem? Talvez seja tudo junto. [Read more…]

Maria Luz morreu

O perfil falso “Maria Luz“, parte da estratégia de perfis falsos da PAF, desapareceu do Facebook.

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Desde Maio de 2014 até às eleições legislativas de 2015, este perfil falso arranjou cerca de cinco mil “amigos”. Este perfil e mais uns quantos perfeitamente identificados usaram imagens de mulheres atraentes para pescar amizades, constituindo uma rede de difusão de propaganda no Facebook. O princípio é simples. Um post publicado aparece automaticamente no mural dos amigos e dos amigos dos amigos. É uma ligação directa, sem filtro, aos potenciais eleitores.

Mesmo depois da campanha eleitoral, esta rede continuou a funcional e este perfil “Maria Luz” foi um veículo constante de propaganda anti-Costa, cheio de ataques pessoais. Agora foi apagado. Mas na Internet nada desaparece. Pode consultar as cópias desse perfil falso aqui.

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E Se Vier o Comboio?

tt_crato_comboio_linha_lesteEm Portugal é ilegal e inseguro a travessia de uma via férrea fora dos locais previstos para tal: as passagens de nível ou as passagens desniveladas. Mas isso não deixa de ser motivo para que audazes praticantes de todo-o-terreno motorizado se inibam e deixem de fazer figura-de-urso a atravessar a Linha do Leste, ali para os lados do Crato.
Resta saber qual seria o desfecho da audácia à aproximação de um comboio a 100 km/h, obviamente sem o tempo e o espaço necessário para se imobilizar antes de atingir tão estúpido obstáculo. [via maquinistas]