Ainda a propósito das praxes no Meco, tentei esforçar-me para me recordar de como foi a minha própria praxe académica.
Há dois episódios que recordo de forma relativamente pormenorizada. Um deles foi uma «aula-fantasma», «leccionada» por um veterano na disciplina de Civilizações Clássicas. Fizeram-nos escrever uma extensa lista de livros a consultar, entre os quais «A Arqueologia Espacial aplicada ao Império Romano», de Robert Aldrin, e muitos outros que nos fizeram duvidar da veracidade daquela aula.
O segundo episódio ocorreu nos jardins da Faculdade de Letras. Em fila, os caloiros foram conduzidos até um espaço mais amplo. Um a um, os «doutores» deram-nos ordem para cantar individualmente. A mim, mandaram-me cantar muito alto uma música do Quim Barreiros. Eu não sabia quem era o Quim Barreiros (fui um adolescente estranho) e, mesmo que soubesse, não estava disposto a cantar em frente a tanta gente. Naturalmente, recusei.
Insistiram e, como viram que dali não levavam nada, disseram-me que estava expulso da praxe e que até ao fim do curso não podia participar em nada.
– «Está bem». [Read more…]
A minha praxe
Fim
António DE Almeida, no exercício da sua liberdade, escreveu o seguinte comentário neste post: “Por acaso eu até defendo o direito à existência dos partidos nazis”
Na altura, nem sequer dei grande importância, afinal “eles” andam por aí a enxamear as caixas de comentários.
No dia seguinte, durante a leitura deste blogue, cruzo-me com um post a elogiar um artigo de Henrique Monteiro ilustrado com uma frase de Milton Friedman. Fui ver quem era o autor do post e reparei que o nome não me era estranho. De seguida, perguntei se era a mesma pessoa. Para minha surpresa, respondeu que sim, era o defensor da “existência de partidos nazis”.
Quando aceitei participar no Aventar já sabia que neste espaço escreviam várias pessoas com ideias muito diferentes uma das outras. E isso agradou-me. Sempre acreditei que da discussão nasce a luz. Mas tudo tem um limite.
A Europa atravessa um período muito difícil da sua História. Ainda ontem tomámos conhecimento de que a extrema-direita está à frente nas sondagens para as próximas eleições europeias. Na Hungria é aquilo que vamos sabendo. Ou seja, eles andam aí e, pelos vistos, também por aqui.
Por isso, por uma questão de princípio, não participarei mais neste blogue. Nunca, jamais, em tempo algum, aceitaria partilhar o mesmo espaço com alguém que defende “a existência de partidos nazis”. Isto é o grau zero da discussão política.
Porque não quis tomar esta decisão de forma precipitada, ainda fui ler os posts anteriores de António DE Almeida. Infelizmente só confirmou a minha decisão.
Já agora, vou aproveitar este parágrafo para sublinhar quanto é irónica esta nossa passagem terrena. Pelo que percebi dos posts anteriores de António DE Almeida, este está (ou estava, não sei) a trabalhar em Angola. Portanto, não deixa de ser irónico alguém que defende “a existência de partidos nazis”, que têm como uma das suas bandeiras o lema “morte aos pretos” (a realidade demonstra que o praticam), estar a trabalhar precisamente no território da Mãe África. Ah ironia!
No entanto, gostaria de alertar que nesta casa, no Aventar, continua a existir muita gente valorosa e defensora dos mais elementares princípios da convivência em sociedade. E, por isso, continuarei leitor deste espaço plural.
Mais uma vez, agradeço o convite e ressalvo que foi com muito prazer que aqui participei. Mas tenho princípios de que não abdico. Lá está, cada um tem os seus, estes são os meus. Apropriando-me de uma tirada de Marx (não é esse que estão a pensar, é outro) direi, “Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, não tenho outros…”
Continuarei no meu espaço a escrever e a divagar, orientando-me sempre pelos valores em que acredito e defendo diariamente. Ah, e nazis não são bem-vindos, claro…
Parafraseando alguém, “Não gosto de nazis, é uma coisa que me chateia, pá”.
PS. António DE Almeida, como prova de que não pretendo “tirar a Liberdade” a ninguém, sou eu que me retiro desta casa para que v. ex.a possa continuar a ter a liberdade de defender “a existência de partidos nazis”.
O lado errado da história
O Canadá mandou uma delegação de grande peso político ao funeral de Mandela: o actual primeiro ministro, Steven Harper, e três antigos primeiros ministros, os conservadores Brian Mulroney e Kim Campbell, e o liberal Jean Chrétien. A Mandela, desde que saíu da prisão e acabou com o apartheid, foi oferecida a cidadania canadiana, com passaporte e toda a parafernália burocrática inerente. Era, pois, um homem a quem o Canadá amava e a quem honrava. O governador geral não foi ao funeral porque a chefe do estado canadiano, Raínha Isabel II, já estava representada pelo Príncipe Carlos. O mesmo se diga da Austrália e da Nova Zelandia. A Commonwealth não é uma treta: funciona e tem poder.
Brian Mulroney, em entrevista que todo o país viu, explicou o tratamento dado a Mandela: “em todas as situações, temos de ter o maior cuidado para não ficarmos do lado errado da história”. E disse bem, porque é importante um país ficar do lado certo. Nenhum povo gosta de ficar do lado errado. Por uma daquelas travessuras em que a política é fértil, depois de Mulroney os barões do seu partido, o conservador, trataram de tornar impossível a eleição da primeira ministra provisória Kim Campbell, uma senhora que teria proporcionado ao país um enorme salto qualitativo, graças à sua notável qualidade política e cultural, o que representou uma garantida e duradoura estagnação. O Canadá não gostou de ter perdido o comboio da história e esse mal estar é cada vez mais evidente. [Read more…]
Ainda Eusébio e o Panteão
“Como se calculará, esta conversa vem a propósito do voto da Assembleia da República, que determina o depósito de Eusébio no Panteão. Contra a qual tenho quatro ou cinco objecções. Por um lado, não me cheira que Eusébio gostasse de se ver naquela companhia. Por outro, ninguém lhe pediu autorização para esse exercício de propaganda dos políticos, que ele talvez não apreciasse. E há mais. Há que Eusébio era um génio da sua profissão e de repente (tirando Garrett e Amália) o rodeiam de uma série de mediocridades, que nunca se distinguiram por terem ajudado a humanidade ou os portugueses. Sim, senhor, Eusébio merece um Panteão. Mas não aquele. Um Panteão no estádio do Benfica, ou perto dali, que as pessoas pudessem visitar sem medo de se irritar ou contaminar. Quanto ao Panteão Nacional, do que ele precisa com urgência é de um “saneamento” sucessivo, que o aproxime um pouco da realidade.”
Texto parcial do artigo de hoje de Vasco Pulido Valente (actual cronista no Público e um dos melhores Secretários de Estado da Cultura do pós 25 de Abril).
Pinto da Costa morreu
Calma. Este não é um post sobre nenhum habitante do Oceanário.
Não é também a expressão de um desejo benfiquista – sou sócio do Sport Lisboa e Benfica mas a mensagem de Eusébio é para mim algo com significado muito real. Corro riscos com este título, até porque os meus amigos azuis do Aventar lidam menos bem com a divergência clubística, o que me surpreende sempre muito. Nem que fosse por compaixão pelas minhas derrotas (ao minuto 92) bem mais frequentes que as deles, poderiam tolerar melhor as minhas bocas, mas voltemos ao rumo da escrita.
Orgulho-me do património Luso que retirou das práticas políticas e judiciais a pena de morte e, até como católico, jamais poderia desejar a morte de alguém.
O título do post é apenas um instrumento de provocação.
A pergunta ” E quando o Pinto da Costa morrer?” esteve presente nas conversas a propósito da morte do Eusébio. E, do que me apercebi, a referência era feita em torno de duas ideias: a cobertura mediática e o Panteão. [Read more…]
Elogio Fúnebre

Fernando Pessoa bebia uns copos de manhã, à tarde, à noite.
O maior poeta português do séc. XX era um alcoólico intratável.
Os bombeiros, o calendário, um Escarrador…
Os bombeiros de Setúbal fizeram um calendário que se tornou rapidamente num sucesso de vendas e ainda bem, na medida em que o objectivo do corpo dos de bombeiros era meritório.
Ora, fartinho de ser roubado, resolvi tornar-me um jovem empreendedor e acho que descobri um negócio com pernas para andar e não estou a pensar nas pernas de ninguém em especial.
Caro leitor (peço desculpa às meninas que nos acompanham, mas vão rapidamente perceber o sentido de género do resto da prosa):
– recorda-se dos cafés do Porto nos anos sessenta? Eu também não, mas ouvi dizer.
Algures em cima das mesas existia um objecto que permitia o depósito de matéria viscosa da parte alta do sistema respiratório.
O chave do sucesso desta ideia está no target – o uso de palavras em inglês no meio do texto dá sempre a ideia de elevação intelectual.
Haverá algum português que consiga evitar expelir saliva na presença de Passos Coelho, sobretudo acompanhada por mais matéria viscosa?
E, se pela frente aparecer Paulo Portas? O João Almeida ou…
Estou absolutamente convencido do sucesso deste objecto que poderá, inclusive, vir a ser exportado porque me parece que não faltarão tugas por esse mundo fora com vontade de cuspir nesta gente.
Cada família terá o seu e para além das mensagens de ano novo podem dar uso quase diário a esta nova ideia, desde que sintonizem o telejornal das oito…
Basicamente é assim: estou rico!
As minhas escolhas 2013 – Sons do Aventar
Mantendo uma velha tradição (desde 2005 que o faço), aqui ficam as minhas escolhas do ano de 2013 no mundo da música (de forma aleatória):
Agnes Obel – Aventine; The National – Trouble will find me; Austra – Olympia; Sigur Rós – Kveikur; Foals – Holy Fire; Editors – The weight of your love; Kodaline – In a perfect world; Laura Marling – Once I Was an Eagle; Daughter – If you leave; Pedro Abrunhosa – Contramão; Spain – The morning becomes eclectic session; Peixe:Avião – Peixe:avião; Fenech Soler – Rituals; Tom Odell – Long way Down; Vetusta Morla – Un día en el mundo
Uma referência especial aos Vetusta Morla: para quem ainda não conhece aconselho o seu último trabalho, um concerto ao vivo com a Orquestra Sinfónica de Murcia. Absolutamente espectacular.
Um fantástico 2014 para todos/as!
500.º Aniversário do Bairro Alto
Não visitava o Bairro Alto há anos. Hoje, Sábado, em digressão acidental pelo Chiado e zonas envolventes, fui parar à Travessa da Queimada – fiquem descansados os anti benfiquistas, desta ou daquela cor, que a sede de “A Bola” não fazia, nem fez, parte do roteiro.
Em boa verdade, esse roteiro informal não fora pré-definido por caminhos ou destino. Desemboquei na Travessa da Queimada involuntariamente.
Deparei-me com uma estreita mesa, de cinquenta metros de comprimento, com fatias de bolo-rei. Ao fundo, e com instalação sonora adequada, pude ver e ouvir uma sessão de fados. A minha a alma de lisboeta – alfacinha de gema – ficou arrebatada de euforia.
Estes eventos da cidade, erguidos do desterro, do esquecimento e até de temas historicamente desprezados pela comunidade citadina, transformam-se em felicidade do estado de alma. [Read more…]
Analogia
Fazia-se uma reportagem sobre golfe, na tv. “O objectivo dos jogadores é aproximar a bola do buraco e metê-la lá dentro“, explicava a jornalista. A seguir veio uma reportagem em que Passos Coelho explicava, em inglês (?), a sua estratégia para o país. Segundo percebi, era a mesma do golfista.
Muda o merceeiro, continua a mercearia holandesa
O escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa deixou-nos a seguinte frase:
Algo deve mudar para que tudo continue como está.
Veio-me à memória quando li o seguinte título no ‘Público’:
Accionista da Jerónimo Martins propõe Pedro Soares dos Santos para presidente
À Sociedade Francisco Manuel dos Santos, controlada pela família Soares dos Santos, justamente por se tratar de uma sociedade, é permitido ser accionista único da sociedade anónima JM – legalmente é obrigatório o mínimo de cinco sócios (accionistas), em caso de participações individuais.
A mim, pelo menos, não me causa a menor surpresa que, à renúncia à presidência pelo pai, o também comentador político Alexandre Soares dos Santos, suceda o filho Pedro. Tenho a certeza, pois, de que a mudança familiar de merceeiro não ameaça os interesses da JM e do paraíso fiscal da Holanda que, continuará, a embolsar os impostos sobre os lucros da dita sociedade.
JUNTOS contra o vEXAME
As organizações de Professores deram mais um passo no sentido da unidade na acção que a o vEXAME de Nuno Crato
nos exige. Este é o tempo de agir, mas não vale a pena trazer para a discussão argumentos sem sentido – eu quero lá saber o que tiveram ou deixaram de ter na, igualmente estúpida, avaliação de desempenho!
Vamos lá então, tentar sistematizar as questões:
a) Decisão política: para Nuno Crato a qualidade é uma consequência da avaliação. É assim no 1ºciclo, com o exame no fim da “antiga 4ª classe”, ou no 2º, com os exames no 6ºano. Para esta gente e, em certa medida para parte da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues, avaliar é classificar e qualquer aprendiz na formação inicial de Professores sabe que a avaliação é muito mais que isso. Logo, o exame aos Professores é um elemento de coerência políticas nas práticas de Crato. Já o mesmo não poderemos dizer do PSD que em 2008 se colocou ao lado dos professores contra a prova.
E, em jeito de avaliação da medida política, o chumbo é mais que certo: ninguém vai tratar da poluição do Rio Tinto junto à Marina do Freixo. [Read more…]
Contrastes
Ser membro de ‘força de segurança’ ou civil não é bem a mesma coisa. É dos livros e acabámos de ter flagrante exemplo. O que, todavia, não valida a abjecta desigualdade da reacção institucional ao exercício idêntico de direitos de cidadania; sobretudo, com recurso aos mesmos formatos e no mesmo local (AR) – manifestações de contestação de políticas do governo.
Participei na manifestação da CGTP a que se referem as imagens seguintes. No final, em período de desmobilização do vasto número de participantes, um grupo, digamos inorgânico, de jovens ‘radicais’ desempedrou os paralelepípedos em frente à escadaria da AR.
Assisti com surpresa que o fazia nas barbas e perante arrastada passividade do pelotão do Corpo de Intervenção (CI), a quem as pedras eram arremessadas. De súbito, certamente por táctica ou estratégia na escolha da oportunidade, os elementos da CI agiram assim:
Mesmo transeuntes sem a mínima ligação com os acontecimentos não se livraram de bastonadas.
O pândego João Miguel Tavares
João Miguel Tavares sempre foi um pândego, todos o sabem. E por mais que ouvi-lo em rádio seja extremamente desagradável (certas pessoas deviam abster-se de falar na rádio), a verdade é que o seu contacto próximo com o Ricardo Araújo Pereira tem tornado o homem mais divertido, mais humorado. Mais pândego.
Hoje, na última página do «Público», o João Miguel Tavares aborda a polémica do momento e, façamos-lhe essa homenagem, dá nome ao «consultor» a que a maior parte dos que escreveram sobre o assunto se recusou a dar nome. É isso mesmo, chama-se Fernando Moreira de Sá.
Está visto que João Miguel Tavares, desatento quando o assunto não é atirar-se a José Sócrates, não sabia quem era Fernando Moreira de Sá. Acredito. Se soubesse quem era, e se o conhecesse pessoalmente, não escreveria as alarvidades que escreveu.
«Amplificar a verdade» – lemos o vómito de João Miguel Tavares e percebemos que, afinal, foi esse o crime do Fernando Moreira de Sá. Desvendar aquilo que, afinal, como o próprio pândego-mor diz, «todos já desconfiávamos».
Capciosa provocação do governo ao TC
Membros do governo, das mais diversas áreas e hierarquias, têm difundido a mensagem – ou quimera? – de que foram feitos ciclópicos esforços para cumprir a Constituição, nomeadamente no domínio de medidas sociais e económicas do OGE 2014.
Estava em plena fase digestiva, pós-jantar, e senti fortes perturbações gastrointestinais, embora silenciosas, quando li no ‘Público’:
“Governo isenta de corte auxiliares, motoristas e secretariado dos gabinetes”
Assevero, com solene palavra de honra, que nada me move contra os auxiliares, motoristas e secretariado dos gabinetes. Que se governem, aproveitando o dinheiro dos contribuintes e a generosidade dos governantes. A estes exijo apenas equidade e justiça nas medidas.
O que, de facto, me desinquieta o espírito é verificar que o governo de Coelho e Portas, que move céus, terras, Berlim e Bruxelas contra a CRP, tenha o desplante de lançar tão capciosa provocação ao Tribunal Constitucional.
Efectivamente, tome-se em consideração:
- O princípio de confiança preceituado no n.º do 2 da CRP.
- O preceituado pelo n.º 2 do Artigo 13.º da CRP:
“Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”
És grande, Fernando Moreira de Sá!
Foi há alguns anos, ainda no período pré-socrático, mas lembro-me perfeitamente da forma como um amigo socialista narrou o seu dia-a-dia numa Câmara Municipal dirigida pelo PS. Um dia que começava com o Fórum da TSF, que ele estava incumbido de acompanhar. Diariamente, ou sempre que o assunto estava de alguma forma relacionado com a política, tinha de telefonar para a rádio e, fazendo-se passar por um anónimo ouvinte, deixar a sua opinião, obviamente em linha com as posições do PS.
Passou muito tempo e as máquinas partidárias modernizaram-se. É provável que ainda haja elementos destacados dos Partidos para acompanhar o Fórum (basta ouvir), mas agora o combate alargou-se e passa, em grande parte, pela internet e em especial pelas redes sociais.
É, pois, com enorme espanto que tenho vindo a acompanhar o coro de hipócritas que tem vindo a atacar o Fernando Moreira de Sá por causa da sua tese de mestrado, resumida na entrevista que deu ao Miguel Carvalho da «Visão».
Todos esses hipócritas sabem que é verdade o que o Fernando descreve. Era verdade nos tempos de José Sócrates, a um nível que já todos sabíamos escandaloso, continua a ser verdade com Pedro Passos Coelho e continuará a ser verdade no futuro, seja com quem for.
O que não percebo é o porquê de tanta irritação. Toda a gente sabe que toda a gente sabe. Mas desde que não se fale no assunto, tudo bem. A hipocrisia humana em todo o seu esplendor.
Lamento informar-vos, seus hipócritas, mas nem todos são como vós. Há quem insista em sair do rumo a que os vossos patrões vos querem condenar. Há quem insista em ter voz própria e não queira limitar-se a ser a voz do dono.
Por tudo isto, és grande, Fernando Moreira de Sá. E não só no sentido literal. És mesmo grande e eu tenho um enorme orgulho em fazer parte de um colectivo onde tu estás presente.
Não me apetece
Não me apetece isto. Não me apetece mesmo. Da mesma forma que cumprimentei ao entrar, cumprimento ao sair. Não me apetece. Não me apetece a condescendência, que me irrita tanto. Sou a favor do insulto claro e limpo, do confronto de ideias, da luta das palavras e de tudo o resto, mas não me apetece. [Read more…]
Não somos constitucionalistas, mas sabemos ler
Para a cáfila que anda a pôr a hipótese da declaração do “estado de emergência” (ou mesmo do “estado de sítio”!), a que agora se junta, entre clamores jornalísticos, o inefável Ângelo Correia, aqui se deixa o artigo da Constituição da República que rege essas excepcionais situações. Lembremos ainda que as intervenções do Tribunal Constitucional se têm baseado, não em supostos revolucionários princípios exclusivos da nossa Constituição, mas em valores presentes em qualquer Constituição democrática, por muito genérica ou contida que seja. Parece, pois, que o que incomoda o nosso governo não é o TC. É a própria democracia.
Artigo 19.º
(Suspensão do exercício de direitos) [Read more…]
The Bela Arte
Um filme ondulado. Realizado pelo ex-Aventador Gustavo Carvalho. Passa hoje no Porto no velhinho Cinema Nun’Álvares, pelas 22h15. Quem quiser ir ver, é só enviar mensagem privada para a página do Facebook do filme, para reserva de bilhete. Bilhetes a 5 euros. Não se arrependerão. Poderão é sair enjoados com tantas ondas eh eh.
Porto – 13h00 – Rotunda da Boavista
Concentração em frente à EDP em solidariedade com os moradores do Bairro do Lagarteiro.
Uma deputada “da Escola”
A Paula é uma camarada aqui de Gaia, no melhor sentido que a palavra pode ter. É uma mulher de muitas lutas, das lutas todas. Faz falta na sua escola e faz falta aos seus alunos. Ainda bem que continua on fire, desta vez como deputada no Parlamento.
Obrigado por levares a realidade das nossas escolas, a realidade da nossa terra até Nuno Crato. E até o teu nervosismo tão natural mostra que não és profissional da coisa, és uma de nós!




















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