
A Carta de demissão de Gaspar
01/07/2013 by
A carta!
Que pelos vistos já tinha seguido em Outubro… Mas, já agora uma questão existencial – é possível alguém demitir-se de uma coisa que não existe?
E como fica aquilo sem um Primeiro-ministro?
Receitas de sangria e caipirinha para fazer em casa
29/06/2013 by
A canícula chegou e, com ela, o desejo de bebidas frescas e saborosas.
Muitas vezes achamos complicadas algumas coisas que, afinal, são simples e podemos fazer facilmente em casa. Uma caipirinha, por exemplo: achamos que temos que moer o gelo e não dispomos de máquina apropriada, precisamos de limas e só temos limões…
Pois que nada disso seja impedimento, podemos sempre substituir um ou outro ingrediente e fazer interpretações. Claro que, para uma caipirinha, precisamos de cachaça (aguardente de cana) mas, se apenas tivermos vodka, fazemos uma caipiroska. O resto, lima (limão em caso de recurso, mas menor quantidade), gelo e açúcar não exigem propriamente uma “logística” apurada. Quanto à receita, pode segui-la aqui, vai ver que, em poucos minutos, achará que valeu a pena.
O mesmo vale para uma sangria, conhecendo as bases podemos ser criativos.
Se não tem vinho tinto, use vinho branco. Prefere espumante? pois seja. Adapte as frutas, vinho branco casa bem com ameixa, pêssego e ananás, por exemplo, espumante combina na perfeição com frutos vermelhos, morangos incluídos . Consulte esta receita e adapte-a ao seu gosto.
Não abuse, digo eu, que ainda há muito Verão pela frente e oportunidades não faltarão.
À nossa, tchin-tchim.
A Acta dos Professores (iv): quem perde
27/06/2013 by
O tempo vai passando e os olhares que se cruzam são de satisfação, são de dever cumprido. Claro que também se junta
uma sensação de alívio porque não era fácil continuar a GREVE às avaliações que se manteve muito perto dos 100% até terça-feira.
Do que tenho lido e ouvido há algumas questões colocadas em cima da mesa que nunca estiveram em discussão, pelo menos no âmbito da luta do mês que agora termina.
Da parte dos docentes contratados até se conseguem queixar do facto da palavra contratados não aparecer na acta. Pergunto:
– quando se consegue que a DT continue na componente lectiva, estamos a garantir o quê?
– quando se consegue que as cinco horas entrem apenas na componente individual, estamos a defender o emprego de quem?
No caso dos docentes que pertencem aos Quadros de Zona Pedagógica existe uma outra questão, bem complicada. [Read more…]
As consequências
22/06/2013 by
São simples.
Não há reuniões de avaliação, não há notas e sem estas, as pautas não existem.
A primeira consequência é a inexistência de elementos que permitam tomar decisões sobre aprovações ou retenção, isto é, não vai ser possível saber quem passa ou não de ano. Sem esta informação não se poderão concretizar matrículas em novos anos ou até em novas escolas, tal como não será possível desenvolver o processo que levará à entrada na Faculdade.
Numa só expressão, se o ano lectivo 2012/2013 não termina, o que se segue não poderá começar e o arranque das aulas em Setembro começa a ficar realmente em causa.
O problema é sério, mas Nuno Crato e Passos Coelho parecem estar pouco preocupados com a situação que vai colocar em causa um sector vital da nossa economia – o turismo.
Pelo contrário, os Professores continuam muito preocupados e por isso estão disponíveis para continuar esta GREVE que já vai em 8 dias úteis. E as exigências são simples:
– a mobilidade especial (requalificação ou despedimento) não pode ser regulamentada;
– o aumento do horário de trabalho, a acontecer, deverá ser exclusivamente na componente individual (“trabalho de casa”);
– a direcção de turma tem que continuar a ser considerado serviço lectivo.
E, apesar dos números brutais da GREVE (sempre acima dos 90%), há ainda muitos professores que não fizeram qualquer dia de GREVE, ou seja, ainda temos muito caminho para andar. E, apesar da tradicional página em branco do Expresso ou dos posts de ocasião no Aventar, a gente vai continuar…
Um sono tranquilo
20/06/2013 by
Ser sindicalista é, nos tempos que correm, uma ocupação da moda. Isto, considerando o regresso à escrita de tantos Aventadores, antes entregues ao silêncio cúmplice dos jotinhas que nos governam. Quando o alfa e o omega da luta política lusa se destina a combater o Mário Nogueira, então poderei ir dormir tranquilo – o nosso trabalho está a ser bem feito.
Nos tempos de Sócrates fomos eleitos os inimigos públicos da Governação e agora, o PSD segue o mesmo trilho, com o mesmo tipo de linguagem, de argumentos e de provocações.
Voltaram os comunistas e as criancinhas ao pequeno-almoço… Só para complementar a informação, será que podem ajudar a clarificar tudo, apontando aqui o nome dos dirigentes sindicais (aqueles que assinam tudo!) militantes do PSD?
O poder foca a sua atenção nos sindicatos, esquecendo-se de governar – está tudo a funcionar bem do lado do contra-poder, aquele em que devem estar os sindicatos. E, ao contrário, tudo funciona mal do lado de quem dirige.
Quanto aos meninos que vivem à custa dos nossos impostos no parlamento, deixo uma sugestão simples: troco todo o dinheiro que o Governo transfere para os sindicatos pelo dinheiro que é transferido para a JSD ou então, a décima parte do dinheiro que é transferido para as agências de comunicação que, um dia atrás do outro, nos tentam enganar com as mentiras do sistema.
Tó Neto 1955 – 2013
17/06/2013 by
Acabo de saber da morte súbita do meu amigo Tó Neto.
Estive com ele há poucos dias, estava cheio de projectos e muito contente com as coisas que andava a fazer. Tinha projectos para o futuro a curto/médio prazo que passavam por Angola, uma ideia muito bonita e interessante para o qual se estava já a preparar, não apenas como músico, mas como documentarista e, importantíssimo para ele, como angolano.
Cheguei a visitar o camião-estúdio que tinha comprado para, como me dizia, ir filmar os lugares de Angola que ele sabia que iam desaparecer em breve.
Partiu domingo à tarde sem se despedir dos amigos e eu não sei como o homenagear. Prefiro pensar que foi filmar, à sua maneira, paraísos longínquos perto do Kuíto, onde os rios são tantos que lhes perdemos os nomes, enquanto nós aqui ficamos a ouvir músicas do seu último disco
Descansa em paz, Tó, foi um prazer ter-te conhecido.
Ministro da Economia confrontado com Borda D´Água
15/06/2013 by
Álvaro ri de Gaspar a bandeiras despregadas
Viagem a Atenas e ao futuro de Portugal
14/06/2013 by
Aviso à navegação: este relato não é asséptico, nem imparcial. É a história de uma ida a Atenas, o berço da democracia, agora transformado em laboratório de experiências pela Troika, que todos os dias mata em todos nós mais um pouco de esperança. É o relato do contacto, na primeira pessoa, com um estado policial, que nos deixa o sentimento de que, na Grécia, a polícia é um dos principais inimigos dos cidadãos. É a narrativa de uma perda pessoal. Do vazio que fica depois de nos roubarem algo que nos é precioso e vital. De nos sonegarem a memória. Mas é também a história de gente que resiste. Que teima em idealizar um sonho colectivo. Que persiste em ser solidária. E que acredita que todos os povos são irmãos. [Read more…]
Sacanas sem lei
12/06/2013 by
Eles julgam-se acima de toda e qualquer lei. Sonham que ainda vivem no Estado Novo e que todos os poderes estão concentrados nas suas mãos, até o poder judicial. O Tribunal Constitucional manda pagar os subsídios, mas eles mandam o Tribunal Constitucional à merda. A Comissão Arbitral impede os serviços mínimos na Educação, mas eles não aceitam. No Porto, o Tribunal suspende candidaturas autárquicas, mas eles continuam a fazer campanha como se nada fosse e já avisaram que vão concorrer em qualquer circunstância.
Sequestrado o Presidente da República, que não se chateia com essas coisas, e chantageado o parceiro de coligação, perderam toda a vergonha e até já brincam com os seus patéticos falhanços em tudo o que é previsões. São sacanas sem lei, porque a sua única lei é a de um poder reles e putrefacto que vai ter de cair mais cedo ou mais tarde.

Golpe de Estado
11/06/2013 by
O governo recusa-se a cumprir a deliberação do Tribunal Constitucional que impõe o pagamento do subsidio de férias este mês. Em segredo, argumentando com legislação que ainda não foi aprovada no parlamento. Enlouqueceram? não, assumiram-se: este governo não tem nenhuma legitimidade democrática. Lidamos com gente completamente fora-da-lei: há que metê-los na cadeia.
Mais Notícias da Horta (isto anda tudo ligado)
10/06/2013 by
O Clube
07/06/2013 by
António José Seguro e Paulo Portas chegaram hoje a Londres para encontro anual Clube Bilderberg, “instituição” que reúne a “nata” do mundo político, financeiro, militar e lobista em geral. Este Clube, composto por gente injustamente acusada de mexer todos os cordéis por trás de todos os eventos políticos e económicos relevantes no planeta Terra, vê-se forçado, devido a toda esta injustiça, a reunir à porta fechada, sem jornalistas (em sua representação estão os CEO’s dos principais grupos de comunicação social mundiais como Rupert Murdoch, esse arauto da informação isenta e de qualidade) e, regra geral, sob forte protecção das forças de autoridade do país anfitrião. Mas mesmo que fosse permitida a presença dos jornalistas no evento, a julgar pelo tipo de destaque mediático que estes encontros têm, o mais certo era que poucos marcassem presença. Afinal de contas, que interesse tem cobrir um encontro que reúne cerca de 150 dos principais players mundiais que tomam decisões por nós sobre quase todas as dimensões da nossa vida? Pffffff! Conspiradores… [Read more…]
A complexa relação de Passos com o tempo
03/06/2013 by
Antes “nem mais tempo…” . Agora, Passos diz “[ajustamento prosseguirá] durante muitos anos”. Que diferença! E quantos anos são muitos?
Mouseland (legendado)
01/06/2013 by
Qualquer semelhança com as democracias ocidentais é pura coincidência
João de Sousa
Cartas aos Mestres (I)
31/05/2013 by
Caro Mestre Cissé,
Tu que és “o melhor cientista que actua em Portugal e na Europa” em matéria de ciências ocultas, que és capaz de “supermagias negras e brancas”, resolvendo “em poucos dias e com eficácia qualquer problema”, tu que tens toda essa experiência acumulada de resolução formidável de tão vasto leque de sarilhos humanos, e cuja obra decerto merece o respeito da comunidade mundial de mestres milagreiros, faz o que estiver ao alcance do teu talento mágico Mestre, para tirar o mais depressa possível os portugueses da situação de calamidade social a que as políticas austeritárias os conduziram. Ajuda Mestre a que este Governo traidor do seu povo possa ser o mais rapidamente possível demitido e convocadas eleições legislativas.
Não esqueças porém, antes de dares por terminada a tua intervenção mágica, de estender a tua acção à Comissão Nacional de Eleições, levando a que difunda, em todas as televisões e em horário nobre, um programa consequente e de linguagem clara de apelo ao voto, que possa cabalmente explicar aos ignorantes as consequências dos actos impensados em que se obstinam, mesmo se julgando fazer bem. Que esse programa possa levar a maioria dos abstencionistas (doentes do espírito Mestre, atingidos pela descrença na redenção) a compreender que foi justamente esse quero-lá-saber relativamente à participação na vida política do País que nos conduziu aqui (um Governo eleito por uma minoria de votantes), e que não é abstendo-se de votar e/ou fugindo do País que poderão alguma vez começar enfim a construí-lo.
Age ainda Mestre de tal modo a que possam os actuais responsáveis pelos crimes de traição ao povo e abuso de poder do Estado sobre os cidadãos ser em tempo útil julgados, impedindo que aos padecimentos passados, provocados pelo branqueamento dos crimes do Estado Novo, se acrescentem novas doenças à memória histórica dos portugueses. Que o teu contributo mágico para a cessação do sofrimento do povo de cuja Língua e História és um herdeiro possa honrar os melhores laços que a ele te unem. Assim seja.
We will always have Paris…
31/05/2013 by
O presidente francês François Hollande resolveu responder à Comissão Europeia sobre a forma “abusada” com que a CE se intrometia nos assuntos internos do seu País e disse: “Bruxelas não tem nada que ditar o que Paris deve fazer”. Segundo a imprensa Francesa, Hollande encostou Bruxelas às cordas.
Eu cá que não sou de intrigas, nem tão pouco de esquerda mas, no entanto, fervorosa benfiquista, parece-me que posso dizer que por cá esta receita sempre seria mais bem vista do que qualquer pedido de simpatia. Não?
A ditadura é isto: serviços mínimos e requisição civil
25/05/2013 by
Até parece simples, não?
Se há quem lute, há sempre quem tente impedir essa luta. E há uma linha que separa os democratas dos ditadores.
Os democratas procuram perceber a raiz da luta e tentam caminhar no sentido da resolução dos problemas que levaram à sua marcação.
Os ditadores ignoram os motivos e procuram atacar a Greve.
Nuno Crato já escolheu de que lado quer ficar.
Fez chegar à FENPROF um texto em que se pode ler:
“Recebido o pré-aviso de convocação da greve nacional a ter lugar no dia 17 de junho durante o período de funcionamento dos estabelecimentos de educação ou ensino, solicita-se a V. Ex.ªs que até às 14h do dia 27 de maio, conforme o acórdão do Tribunal Constitucional n.º 572/2008, do processo n.º 944/2007, e nos termos do art. 400.º do RCTFP, alterado pela Lei n.º 66/2012, de 31 de dezembro, e 538.º do CT sejam indicados os serviços mínimos a garantir durante o referido período de greve.
A ausência de resposta até ao dia e hora acima indicados é tida, para os devidos efeitos, como a falta de indicação dos serviços mínimos da parte de V. Ex.ªs.”
Ora, como muito bem faz notar a organização sindical, tal intenção viola a legislação exigente. [Read more…]
O PIB cresce quando o Porto é Campeão
14/05/2013 by
Não sei quais foram os métodos usados por Carlos Guimarães Pinto para chegar às conclusões a que chega, mas suponho que tenha sido pura invenção.
Mas sabes uma coisa, João? Começando pelos últimos anos, em 2010 o Benfica foi campeão e o PIB desceu 3%. Já em 2011 o Porto foi campeão e o PIB subiu 5%.
Outro exemplo: em 2005 o Benfica ganhou o campeonato e o PIB subiu 3%. Mas no ano seguinte ganhou o Porto e o PIB subiu 5%. E no ano anterior, 2004, o Porto fora Campeão Nacional e Campeão Europeu e o PIB subira 14%.
Ou seja, o que me parece por estes números é que o PIB sobe mais quando o Porto é campeão e não o contrário. Para continuar a comparar, terei de ir a 1994, ano em que o Benfica foi Campeão pela última vez no séc. XX – já agora, nesse ano o PIB subiu 5%. Mas no ano seguinte, com o Porto Campeão, subiu 18%.
Os inícios dos anos 90 são paradigmáticos. Benfica campeão em 1989 e 1991 e subida do PIB de 8 e de 13%. Porto campeão em 1990 e 1992 e subida do PIB de 30 e de 22%.
E recuando mais ainda, poderia ir aos anos 80. O Benfica foi campeão em 1983 e 1984 e o PIB desceu 11% e 8%, respectivamente. O Porto voltou aos títulos e o PIB logo subiu 8% em 1985 e uns extraordinários 43% em 1986.
Os dados do Banco Mundial não deixam dúvidas. Podemos agora acabar com os disparates?
Nota: Limitei-me à comparação directa entre os campeonatos ganhos pelo Porto e pelo Benfica em anos consecutivos. Em quase todos os anos que não estão presentes no gráfico, foi o Porto o campeão, mas aí não havia termo de comparação com o Benfica. que desde 1983 ganhou apenas nos anos representados no gráfico.
Cidadão e político
13/05/2013 by
Rafael Barbosa, no Jornal de Notícia, escreve sobre as eleições em Vila Nova de Gaia, elaborando uma síntese sobre três dos candidatos. E, aqui está o primeiro erro de análise: o Bloco e o PCP também já apresentaram os seus candidatos, ambos, Gaienses envolvidos na vida da sua terra e que, por isso, não podem deixar de ser considerados nesta reflexão.
Tenho, desde há muito, defendido que a política não pode ser o primeiro emprego de alguém – tenho a certeza que, quem nunca trabalhou, jamais poderá ser um bom político: o filho do ainda Presidente de Gaia é um exemplo esmagador. Por outro lado, tenho imensa dificuldade em aceitar que alguém pretenda gerir uma realidade que desconhece. Não faz sentido algum que eu, eleitor em Gaia, residente e cidadão do Grande Porto, me candidate a deputado em Viana do Castelo ou em Faro, para depois nas autárquicas seguintes me ir apresentar a Beja ou à Maia. Não faz, ainda que a publicidade partidária tente argumentar em sentido contrário. Gosto, por isso, da forma como o Marco Martins, em Gondomar, e o Eduardo Vítor, em Gaia, se apresentam. São pessoas das suas comunidades, envolvidos e dedicados às pessoas das suas terras. Não estão, nem de passagem, nem de visita, nem tão pouco a tapar um buraco que outros abriram.
Posteriormente, o artigo procura resolver uma contradição que, parece-me, não é real: por um lado questiona as qualidades e as competências do Professor Eduardo Vítor Rodrigues (PS), apontando a sua falta de mediatismo. Por outro lado, atira-se a um dos candidatos do PSD, acusando-o de só ser mediático. Além de utilizador de adereços mais usados em atividades relacionadas com saltos de avião. [Read more…]
O conselho que vem das Falkland (sem taxa e sem termos que esperar pelo Natal)
10/05/2013 by
David Cameron afirmou, no âmbito da Global Investment Conference – iniciativa que se enquadra dentro dos trabalhos da “UK’s Presidency – G8” – que o Investimento Directo Externo (IDE) é a alavanca para o crescimento económico e sublinhou que o Reino Unido já começou a percorrer o seu caminho, sendo exemplo claro as recentes medidas anunciadas pelo Ministro das Finanças, George Osborne, para estimular o crescimento por via do incentivo às empresas, reduzindo o imposto cobrado de 28% para 24%, sendo previsto ainda a redução desta taxa em 20%, em 2015, tornando-se deste modo a mais baixa do G20. Esta medida posiciona o Reino Unido como o território mais competitivo do Mundo para atrair IDE (Investimento Directo Externo).
Em Portugal é suposto o cenário ser mais ou menos o mesmo.
Segundo o nosso Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, temos consciência de que é fulcral a redução do IRC para nos tornarmos competitivos em termos ficais e conseguirmos ter capacidade de atracção para o tão esperado IDE. [Read more…]
Amanhã é dia de Porto – Benfica…
10/05/2013 by
…e a metade do país que gosta do jogo de futebol (na qual me incluo) vai já fervendo em torno do despique.
O jogo é uma espécie de final que pode valer um título e isso torna-o mais apetecível, interessante, importante, perigoso, incendiário e pasto de provocações e demagogias.
Também por aqui, se calhar melhor aqui do que noutras circunstâncias, se vê quem é quem, o que vale e qual a dimensão humana de cada um. Eu, que sou benfiquista, espero que o Benfica ganhe, claro, ou, pelo menos, empate e seja campeão. Um portista quererá o mesmo para o seu clube, como é lógico.
Amanhã, quando começar o jogo, para mim, vão estar duas equipas em campo ( árbitros à parte ) e jogadores com nomes como Lima, ou Artur, James ou Helton. E não, não vai lá estar Salazar, nem a Pide, nem o centralismo lisboeta, nem o regionalismo, nem as batalhas miguelistas, nem as invasões francesas. Chamar “aquela equipa fascista” ou “os verdadeiros representantes do futebol português” tem tanto a ver com [Read more…]
‘Swaps’ – abordagens teóricas (V)
10/05/2013 by
– continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas(IV) –
‘Swaps’ Exóticos
Até agora tratámos com carne e batatas dos mercados de derivados, ‘swaps’, opções, contratos a prazo e futuros. Exóticos são as complicadas misturas daquilo que muitas vezes produzem resultados surpreendentes para os compradores.
Um dos mais interessantes tipos de exóticos é a chamada taxa variável inversa. No nosso ‘swap’ fixo para flutuante, os pagamentos flutuantes oscilaram com a LIBOR. Uma taxa variável inversa é aquela que varia inversamente com alguma taxa como a LIBOR. Por exemplo, o padrão pode pagar uma taxa de juro de 20% menos a LIBOR. Se a LIBOR é de 9%, então o inverso paga 11%, e se a LIBOR sobe para 12%, os pagamentos sobre o inverso cairiam para 8%. Claramente, o comprador de um inverso lucra desde que o inverso das taxas de juros caia.
Tanto o flutuador normal e como os flutuadores de taxas variável inversa têm uma versão sobrecarregada chamada ‘super-flutuadores’ e ‘super-inversos’ que flutuam mais do que um para um, com movimentos nas taxas de juros. Como um exemplo de um ‘super-inverso’ de taxa variável, considere um flutuador que paga uma taxa de juros de 30 por cento menos duas vezes a LIBOR. Quando a LIBOR é 10 por cento, o inverso paga
30% – 2 x 10% = 30% – 20% = 10%
E se a LIBOR cai 3% para 7%, então o retorno na taxa variável inversa aumenta de 6%, de 10% para 16%.
30% – 2 x 7% = 30% – 14% = 16% [Read more…]
Christine Lagarde – A mulher invisível
09/05/2013 by
Hoje, Christine Lagarde deu uma aula prática ao batalhão de jornalistas, repórteres de imagem e fotógrafos que aguardavam a sua chegada.
Enquanto os media perscrutavam os vários pomposos carros que iam chegando à procura da Directora do FMI, Christine Lagarde resolveu ir para a sua Conferência a pé (como qualquer outra pessoa comum). Chegou, passou à frente dos jornalistas, passou à frente dos repórteres de imagem, passou à frente dos fotógrafos, disse boa tarde aos assessores e entrou.
Comentário dos Media após alguns segundos: “Did anyone get her image?”
Aventando
09/05/2013 by
Escrever em blogues tem muito que se lhe diga. Particularmente, num projecto como o Aventar, que acompanho há muito tempo e vejo como isso mesmo: um projecto, mais do que um blogue. Babei-me, confesso, com o convite que me foi feito para, também aqui, deixar umas postas de pescada. Ou de sardinha, que eu sou de Leça da Palmeira e, até à década de 90, não faltavam fábricas de conservas. Hoje, restam duas. Mais lá para a frente havemos de falar sobre isto.
Para já fica a apresentação.
Pai, filho, irmão, paixão pelo vermelho em todas as vertentes da vida (encarnado é eufemismo do fascismo), envolvido, desenvolto, com o sotaque tripeiro exibido orgulhosamente na ponta da língua e dos dedos, incluindo o sotaque a que alguns chamam, erradamente, “palavrão”. Não é, é interjeição. Não sou especialista nem especializado em coisa alguma, comunista militante – fujam!, fujam! – foi a vida que me fez assim e só depois vieram os livros que me sustentam a argumentação.
Feita a apresentação, e logo que consiga perceber bem esta plataforma, vamo-nos vendo por aqui. Até já.
‘Swaps’ – abordagens teóricas (IV)
09/05/2013 by
– continuado de ‘Swaps’ – abordagens teóricas (III) –
‘Swaps’ de Moeda
FX (moeda estrangeira, abreviatura em inglês) representa o câmbio em moeda estrangeira, e os ‘swaps’ em moeda são algumas vezes designados ‘FX swaps’. Os ‘swaps’ em moeda são permutas de obrigações de pagar fluxos de caixa (cash-flows) numa moeda para obrigações a pagar noutra moeda.
‘Swaps’ de moeda surgem como um instrumento natural para cobertura do risco no comércio internacional. Por exemplo, suponha que uma empresa dos EUA vende uma ampla variedade de produtos da sua linha no mercado alemão. Todos os anos, a empresa pode contar em receber receitas da Alemanha na moeda alemã, ‘Deutschemarks’ ou DM em versão abreviada. As taxas de câmbio flutuam, isto submete a empresa a riscos consideráveis.
Se a empresa produz os seus produtos nos EUA e os exporta para a Alemanha, então a firma tem de pagar aos seus trabalhadores e fornecedores em US $ (dólares). Mas, está a receber algumas das receitas em DM (marcos alemães). A taxa de câmbio entre o US $ e o DM altera-se permanentemente. Se o DM aumenta de valor, as receitas recebidas da Alemanha têm um valor maior em US $, mas se o DM cai tais receitas descem. [Read more…]











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