Reality Showcrates II: o regresso do jornalismo de merda

O reality show favorito dos portugueses está de volta. José Sócrates viu a medida de coacção alterada para prisão domiciliária e, de repente, nada mais parece existir. Os telejornais abrem com José Sócrates e dedicam-lhe seguramente cerca de 1/3 da sua duração. Por todo o lado se discute Sócrates e tudo o resto – que conveniente – deixa de ter importância, seja a atribulada campanha para as Legislativas, a venda do Novo Banco aos camaradas do PCC, a alienação ao desbarato do património do Estado ou o futuro da Segurança Social. Já vimos este filme. [Read more…]

Crise mundial? Qual crise mundial?

Do ilusionismo ao stand-up, Pedro Passos Coelho é efectivamente um artista de variedades. Pena que o La Feria não o tenha levado…

Mais que discutir José Sócrates, há que discutir a Justiça…

José Sócrates não está abaixo nem acima da Lei, mas não é um cidadão qualquer. Desempenhando funções de Primeiro-Ministro entre 2005 e 2011, teve oportunidade de corrigir muitas injustiças e desvios do sistema judicial, mas não o fez. Está a ser vítima também de si mesmo, por inacção e omissão. Não estou obviamente a defender a condenação de alguém inocente, longe disso, um criminoso nas ruas é um erro, um inocente na prisão é uma tragédia. Aproveito apenas a mediatização deste processo para atacar a monstruosidade do sistema judicial português, que oferece prazos e garantias à acusação e poucos ou nenhuns direitos aos indiciados, antes de serem sequer acusados.

Por princípio não gosto que o Estado seja forte, aterra-me a ideia que alguém possa estar meses preso preventivamente, sem que lhe seja deduzida acusação. À excepção de presos em flagrante delito, prisão preventiva é algo que nem deveria existir. Qualquer suspeito deveria estar detido apenas 2 ou 3 dias para ser apresentado a um Juíz que deliberaria levar ou não o caso a julgamento. É assim que acontece nos Estados anglo-saxónicos onde a liberdade dos cidadãos é levada a sério e uma condenação injusta resulta sempre numa pesada indemnização à vítima do erro judicial. É assim também no Brasil, que renegou as tradições burocráticas do passado colonial, adoptando práticas modernas e mais justas.

Mas nos países latinos, o Estado é muito apreciado. “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado” é uma máxima teve a sua triste História, mas jamais teria sido levada à prática num país anglo-saxónico. Na Justiça portuguesa continua a ser aplicada e apreciada pelos vistos. PS e PSD são os grandes responsáveis pelo que não fizeram nos últimos 39 anos.

Isto é demasiado grave para ser ignorado (cont.)

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Na sequência do anterior post sobre  o projecto do governo, promovido pelo Sec. Estado da Cultura Jorge Barreto Xavier, para estabelecer um mecanismo de censura de sites completamente fora do poder judicial, um leitor deixou diversos exemplos sobre as consequências desta senda censória.

Recentemente, em mais um caso de denúncia de conteúdos ilegais, o Google atendeu ao pedido de remoção de um site sobre uma série televisiva. Acontece que o pedido, vindo de uma dessas entidades privadas zeladoras dos direitos de autor, incidiu sobre o site oficial dessa mesma série onde, naturalmente, não existem conteúdos ilegais (são os donos dos conteúdos). Isto significa que estes guardiões dos conteúdos ilegais não analisam se de facto há uso de conteúdos ilegais antes de mandar bloquear um site. E constata-se que o Google também não o faz antes de executar a ordem. Reina o livre arbítrio.

Os direitos de autor são apenas a ponta do icebergue, já que os pedidos de remoção de links que o Google tem recebido incluem empresas a tentarem tramar a concorrência e políticos a procurarem controlar o que se publica.

Barreto Xavier já tem um péssimo currículo quanto à defesa daqueles que o elegeram, graças ao favor que fez à SPA ao aprovar a taxa sobre os equipamentos electrónicos. Agora dá mais um passo no mesmo sentido. Não estamos perante um secretário de estado mas sim de um secretário da indústria.

 

José Sócrates e o Abade de Faria

abade-faria“Isto anda tudo ligado” é uma frase divina, sendo prova disso a quantidade de vezes que o povo a repete. Já lá vamos.

Neste momento, a casa em que José Sócrates exerce o seu direito à prisão domiciliária está cercada de jornalistas que se dedicam à adivinhação, o que faz sentido, tendo em conta que não há jornal ou televisão que não tenha o seu astrólogo ou cartomante.

Entretanto, os canais noticiosos dedicam-se a filmar microfones, o que nos tem permitido saber ingredientes de uma pizza e pouco mais, embora não devamos subestimar a cozinha mediterrânica. Não me espantaria que hoje Marcelo Rebelo de Sousa se dedicasse a uma análise semiótica do fast-food socrático.

Mas não chega. Neste mundo em que a Comunicação Social mantém relações próximas com as artes divinatórias, ainda ninguém explicou por que razão José Sócrates foi viver para uma rua que homenageia o Abade de Faria. É que isto anda tudo ligado. [Read more…]

As origens da tragédia…

O século XX mostrou que exceptuando os casos de legítima defesa após agressão,  a intervenção militar por parte de potencias em solo estrangeiro nunca trouxe bom resultado. O século XXI trouxe mais do mesmo. Mesmo à luz do 11 de Setembro seria no máximo aceitável um ataque punitivo ao governo do Afeganistão, mas jamais encontrarei justificação para a intervenção militar no Iraque em 2003, ao invés do que acontecera em 1991, mas com uma substancial diferença, nessa altura, alcançado o objectivo de libertação do país invadido, desbaratado o exército invasor no deserto, a coligação internacional deu por concluída a missão. Não existia qualquer ligação do Iraque aos atentados do 11 de Setembro, muito menos armas de destruição maciça. Aliás, se falamos em armas de destruição maciça como justificação, porque não invadir Israel, Índia, Paquistão, Rússia, China ou Coreia do Norte? [Read more…]

A tempestade que semeamos

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Não vale a pena insistir no óbvio, muito se tem escrito sobre ele. Que é uma catástrofe humanitária, uma fuga desesperada de quem não tem mais para onde fugir e procura um mínimo de segurança para si e para os seus. Que a Europa, que se gaba por ser o bastião da paz, da solidariedade e da tolerância tem demonstrado enormes dificuldades em lidar com o problema, incapaz como de costume de falar a uma só voz e poluída por sujeitos mesquinhos como Viktor Órban, o fascista a quem curiosamente a imprensa apelida de conservador – o facto de liderar um partido que pertence ao PPE será apenas uma coincidência – pois, como sabemos, radicais são os do Syriza. Que temos a sensibilidade de uma folha de Excel de um qualquer ministro das finanças pró-austeridade e que infelizmente ainda precisamos de ver a imagem de uma criança morta na praia para percebermos a dimensão apocalíptica da situação. Sim, já todos sabemos isso. Não nos permitimos sequer não saber. [Read more…]

Bem me parecia

que a crise dos refugiados não era um problema essencialmente europeu. É o The New York Times que o diz.
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“O século XXI será espiritual. Ou não será.” (André Malraux)

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André Malraux fotografado por Germaine Krull (por volta de 1930)

«O enfraquecimento ou o desaparecimento da religião parecem estar, para alguns, na origem do comunismo ou do nazismo. Será verdade que apenas um sentimento de entrega a algo que está acima e para além do ser humano pode criar as condições de tolerância e de compreensão entre os homens? Antes de mais: terão as religiões assegurado “as condições de tolerância e de compreensão entre os homens”?

Não foi o caso das religiões assíria [cujos deuses eram antropomórficos] e asteca [também politeísta, e xamanista]. (…) Algumas das leis mais atrozes foram enunciadas por sábios confucionistas; mas o confucionismo não passa de uma religião dos mortos. A mitologia grega não é edificante (…). Parece-me que há duas religiões que terão desempenhado o papel que a generalidade das pessoas considera verdadeiramente importante, as que unem o amor e a compaixão: o cristianismo e o budismo. Embora o tenham apenas podido desempenhar como deve ser durante uma parte da sua história.

O Cristo bizantino animou durante mil anos uma civilização de amor sem piedade. Dois em três imperadores bizantinos foram assassinados ou torturados. (…) No século XIII, o cristianismo ocidental cumpre um dos mais elevados destinos da História: constrange o Homem à virtude (…). Cria um herói submetido aos ensinamentos da sua fé (…) Através de Cristo, pelo seu exemplo. Mas não foi o suficiente.

Uma religião une os homens na medida em que faz de cada um próximo. Apesar de esse próximo se limitar, na maior parte dos casos, a ser um correlegionário, e, por mais superficial que tenha sido o humanitarismo do século XIX, somos forçados a constatar que coincidiu com um dos séculos menos cruéis da História… O principal adversário da tolerância não é o agnosticismo, mas o maniqueísmo: nazis e comunistas, mesmo se ateus, são maniqueístas. [Read more…]

Comboio de Refugiados Portugueses

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Desde os anos sessenta e durante mais de três décadas, o êxodo português em direcção a uma vida menos miserável, teve no comboio um grande aliado. Partir de comboio para as franças não era a sorte de todos; muitos dos “migrantes” (como agora se diz) portugueses que abandonavam o remanso de uma vida pobre e infeliz atravessavam as águas dos rios de fronteira a pé enxuto ou às cavalitas de um contrabandista espanhol, alto e espadaúdo.
A fotografia acima é da autoria de Joe McMillan, foi feita em 1966 na Linha da Beira Alta, não longe de Santa Comba Dão. A fotografia mostra um comboio Lisboa-Vilar Formoso, diz o autor, onde enlaçaria com um comboio espanhol. Possivelmente, esta circulação é um dos múltiplos desdobramentos ao serviço ferroviário internacional, tal era a procura. Chegaram a ser 10 comboios por dia a deixar Portugal. Se cada um levasse apenas 700 pessoas…
A máquina lá na frente fora fabricada na América quase 20 anos antes, aparecem também carruagens espanholas e outras fabricadas na Amadora. Lá dentro, portugueses buscando refúgio na Europa.
E se nos tivessem deixado náufragos?

Arame farpado da marca espanhola Mora Salazar,

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com sêlo de certificação ‘European Security Fencing’, é o fornecedor do Estado húngaro. “Limitámo-nos a fornecer o material, não fizemos a sua instalação”, afirmou o porta-voz da empresa. [canarias-semanal.org]

Religião, a mais diabólica invenção da Humanidade…

Ao longo dos séculos a fé dos povos tem sido habilmente explorada por teólogos canalhas que manipulam doutrina, incitando ao ódio e desconfiança. Se lermos os ensinamentos, cristianismo, islamismo e judeísmo apregoam a paz, a salvação. Se observarmos a prática, vemos intolerância, busca pela supremacia, utilizando muitas vezes a guerra para alcançar os desígnios…

Acordo Ortográfico de 1990: Iniciativa de Referendo

Recolha de assinaturas em Bruxelas (entre 5 e 15 de Setembro).

O medo

Então escolha lá, prefere guilhotina ou forca?

As pessoas andam inquietas. Pior do que isso andam com medo. Medo do que lhes poderá suceder com António Costa ou com Passos Coelho. Costa pede por aí “confiança”, ou seja, que não tenham medo dele. E Passos finge que as coisas voltaram, ou estão a voltar, a uma normalidade que as pessoas não reconhecem e não sentem. [VPV]

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Vasco Pulido Valente meteu o dedo na ferida. Saindo-se do circuito fechado onde circula a política, ou melhor dizendo, onde circulam os que acompanham a política e que estão a par do que nela se passa, há um país que não vai além do soundbites – quando a eles chega. Vejo-o nos colegas com quem trabalho, nos amigos, nos conhecidos. Ouvem e lêem os ecos da propaganda nos intervalos do xanax de zapping televisivo mas não acompanham os temas com uma profundidade que lhes permita sobre eles reflectirem e formarem opinião própria.

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Há dias assim…

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Hoje apetece-me apenas citar Salvador Allende.

Excepção à mediocridade…

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A tragédia humanitária que assola a U.E. por via do fluxo migratório descontrolado, importa pouco neste momento discutir causas, estatuto de refugiado ou imigração ilegal, tráfico de seres humanos ou qualquer outro factor, veio revelar uma vez mais que não existe qualquer sentimento ou noção de identidade europeia e por consequência política comum. De novo se erguem desconfianças, receios, rivalidades e até ódios enquanto se colocam obstáculos ou constroem barreiras, alicerçados na mesquinhez e falta de escrúpulos de politiqueiros que apenas servem para consumo interno dos diversos países que compõem a (des)união. Goste-se ou não, com maior ou menor concordância quanto às suas ideias políticas, por mais que custe a muito boa gente, a excepção é mesmo Angela Merkel, única chefe de Estado ou governo a merecer a designação de estadista, tudo o resto é mediocridade sem escrúpulos ou qualquer réstea de dignidade humana…

Sócrates em prisão domiciliária

Nove meses depois, o número 44 do Estabelecimento Prisional de Évora ficou disponível. José Sócrates segue para prisão domiciliária, sem pulseira electrónica. A justiça portuguesa seguiu o seu curso natural.

Não voto Nuno Crato (II)

IMG_20140926_110431Nuno Crato foi um dos mais competentes Ministros de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. E, tal apreciação, é de fácil validação –  que Ministro despediu mais gente?

Quem foi o Ministro que conseguiu ser mais eficaz a exterminar trabalhadores da Função Pública? Acertou!

Nuno Crato.

O primeiro ano lectivo preparado pelo sr. do plano inclinado foi o de 2011/2012. Ora, nas Escolas Públicas portuguesas no ano anterior tinham trabalhado 162625 docentes (os números são do próprio MEC). Em 2013/2014, o último ano com número conhecidos estiveram a leccionar 141850. Em dois anos 20775 trabalhadores despedidos. Conhecem alguma empresa em que isto fosse possível?

A esta hora, estará a pensar na profunda demagogia deste texto porque não estou a considerar a descida no número de alunos. No mesmo período o número de alunos nas Escolas Públicas desceu 6,24 % enquanto o despedimento atingiu 12, 77%.

Não foi a natalidade que despediu professores. Foram duas convicções:

  • para Nuno Crato,  menos escola pública é suficiente para formar os portugueses, porque isso de ser Doutor é apenas para alguns;
  • a Escola Privada deve ser apoiada e receber mais dinheiro porque os patrões dos privados são nossos amigos.

Nunca, como nesta legislatura se assistiu ao desinvestimento na Escola Pública.

Nunca, como com Nuno Crato, o dinheiro passou da Escola Pública, de todos nós, para a Escola Privada, que é, apenas de alguns.

Pela Escola Pública, dia 4 não voto em Nuno Crato.

#naovotonunocrato

Prioridades de plástico

McPassos

Se há área onde este governo tem sido competente, essa área é a das desigualdades. A promovê-las, leia-se, que a combatê-las, Passos Coelho tem sido tão eficiente como o McDonalds no combate à obesidade.

 

Paulo Portas: Não gosta

mas também não põe na beira do prato.

Migrantes, hoje são eles, amanhã posso ser eu ou tu.


“Se um estrangeiro vier residir contigo na tua terra, não o oprimirás. O estrangeiro que reside convosco será tratado como um dos vossos compatriotas e amá-lo-ás como a ti mesmo, porque fostes estrangeiros na terra do Egipto.”

Antigo Testamento, Livro do Levítico, 19, 33-34.

Bloco central vale cada vez menos

mas ainda existem 71% de portugueses disponíveis para votar nas forças políticas que nos trouxeram até a este abismo de dívida e desigualdade.

Grécia: O império contra-ataca

Bobolas

Era expectável. Há uma semana e meia, a minha bola de cristal avisou-me que as manipulações e as mentiras sobre o desenrolar do período que antecede o acto eleitoral grego deste mês estariam de volta e eis que, a poucos dias da votação, surge o primeiro do contra-ataque do império que controla a Grécia na sombra com a divulgação de uma sondagem que coloca a Nova Democracia 0,3% à frente do Syriza nas intenções de voto dos gregos. Os jornais portugueses apressaram-se a fazer eco deste estudo (JN, Jornal de Negócios, I e Diário de Notícias) encomendado pela cadeia televisiva MEGA ao instituto GPO, o tal que permitiu, pouco antes do referendo grego, que dados incompletos de uma sondagem por si feita, que colocava o SIM 4 pontos percentuais à frente do NÃO, tenham sido divulgados antes do tempo, dando origem a um espectáculo de manipulação de opinião pública. A realidade, essa, mostrou-nos o NÃO a esmagar o SIM numa relação 61,5%- 38,5%. [Read more…]

Convenientemente depois das eleições

Não vá dar-se o caso de alguém falar, durante a abertura do ano judicial,  sobre a incompetência e dolo com que a Justiça foi gerida pela inenarrável ministra laranja.

Isto tem um nome

Miúfa. Passos Coelho está a repetir a receita da múmia de belém: falar o menos possível. Medricas. Quem não deve, não teme, ó Pedrocas.

Liberalismo do PàF no seu melhor

Ryanair diz ter urgência na utilização do aeroporto do Montijo e até quer investir mas não a deixam. Nem a proposta de criar uma rota para a ilha Terceira foi aceite. Sem direito a explicações.

Sai da zona de conforto Pedro!

Depois do esquema para se esquivar ao debate a quatro, Passos Coelho deu uma nega aos Gato Fedorento e será o único líder de um partido com assento parlamentar a ficar de fora. Refugiado na propaganda, cobarde até ao fim.

Ainda veremos o exemplar Dias Loureiro ser elogiado pelo primeiro-ministro

joao rendeiro novo banco

Um absolvido  de burla qualificada no BPP foi convidado para comentar venda do Novo Banco aos chineses. (via)

Isto está tão bom que até temos espaço para mais refugiados do que os que nos pedem para aceitar

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É o que se lê nas entrelinhas da mensagem do ministro da propaganda Poiares Maduro. Se fosse sincera a intenção, fazia-se só, sem necessidade do circo mediático.

Mas claro que Portugal tem espaço para mais de 1500 refugiados. Há 450 mil lugares vagos, que foram quantos emigraram depois da senda austeritária (sim, inventei uma palavra) deste governo PSD/CDS, agora confundido em jeito de PAF.

Imagem: Festas do Bodo 2015, via Farpas, com direito a sessão solene com o ministro adjunto Poiares. Parece que a festividade aguentou com a solenidade. 

Não voto Nuno Crato (I)

Jpeg

Ensino Artístico

Nuno Crato foi um mau Ministro.

Não me enganei no tempo verbal, apesar de me ter enganado no tempo. Confuso? Eu explico.

Nuno Crato é, ainda hoje, um mau Ministro da Educação. Poderia escrever, péssimo!

Contudo, tenho um desejo muito forte de poder escrever, no dia 5 de outubro, Nuno Crato FOI um mau Ministro da Educação e por isso, caro leitor, este texto é prematuro e nasce um mês antes da data prevista para o aborto parto.

Falta um mês  e não consigo conter mais o silêncio – ficar calado é fazer parte de uma maioria silenciosa que, por demissão, se arrisca a repetir um erro.

E, sobre Nuno Crato, há tanto para escrever, que corremos o risco de tornar o Aventar um blogue de educação, erro que não queremos repetir. Mas, vamos começar por analisar uma das mais  recentes medidas de Nuno Crato e que se prende com o Ensino Artístico (Música, Dança, Visual).

A Constituição da República é clara – no 73º, por exemplo: “O Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que a educação, realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para a igualdade de oportunidades, a superação das desigualdades económicas, sociais e culturais.[Read more…]