
É uma história exemplar. Em Córdova, sul de Espanha, havia uma escola encerrada, o grupo escolar Rey Heredia. Encerrada quer dizer não utilizada para os fins para que foi criada, vazia, sem utilidade nenhuma, abandonada pelo governo e pela autarquia. Há coisa de um mês, um grupo de activistas decidiu ocupá-la, não para fins subversivos, conspiratórios ou etílicos, esses que tanto costumam perturbar as autoridades, mas para criar aquilo que lhes parecia fazer mais falta naquela zona: uma cantina social. É que a antiga escola Rey Heredia situa-se num bairro do Sector Sul da cidade, uma das zonas mais castigadas pela crise económica. E logo no primeiro dia de funcionamento, sentaram-se mais pessoas à mesa do que aquelas que os organizadores esperavam. [Read more…]








Não interessa agora nada quem tem razão na grande e dispensável novela pública Bárbara vs. Carrilho, embora este último não se poupe à hostilização canina da ex-mulher e ao desbragamento revelador ou ocultador de uma intimidade morta e enterrada, matéria a que deveríamos ter sido poupados. Não faltam por aí exemplos, por causa dos filhos ou do pretexto deles, de como a loucura toma conta da razão e o desvairamento toma desproporções e razões que a compaixão e o bom senso desconhecem: qualquer um de nós pode ser algoz ou vítima; qualquer um pode ser acusado injustamente de acções não praticadas nem sequer praticadas com o sentido que se lhes atribui, apenas por fusão sináptica e obsessão dos acusadores. Não é preciso ser-se displicente. Basta ser-se humano. Bárbara, no seu disciplinado silêncio e nas marcas do seu enorme sofrimento, consegue fazer avultar a sua dimensão de vítima absoluta, mas não será essa a matéria que me interessa aqui e explorarei neste post. 










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