Nada sobrou do que fora planeado. Défice sem controlo, estado por reformar, desemprego galopante, crescimento económico em queda, acentuada perda de competitividade, necessidade de um segundo empréstimo, sociedade muito mais desigual e agora juros proibitivos. Esta governação é um completo falhanço.
A questão dos juros e do acesso aos agiotas, perdão, aos mercados, era a razão apontada para Cavaco não demitir este governo que, claramente, procura operar na ilegalidade, que não está a cumprir o programa eleitoral e que é manifestamente incompetente – o mais incompetente dos governos que já tivemos.
Já nem esta desculpa sobra. Só uma múmia permanecerá inactiva, sem demitir esta cabeça oca, adequada à boa ressonância de um tenor mas inútil para governar. Só a incapacidade de decidir e o medo do que a História dele relatará o impedirão passar ao acto.
E no entanto, a questão é mesmo esta. Dimitir estes que nos enterram para dar lugar aos anteriores que abriram a cova? O meu país está num beco sem saída e ocorre-me que é altura daqueles que têm vivido de costas para a política tomarem as rédeas do seu próprio destino.






















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