O regresso de Jorge Coelho

Depois de 6 anos a mamar nas tetas do Estado, açambarcador de obras públicas inúteis, Jorge Coelho voltou à política com um forte ataque ao actual Governo. Não lhe podemos negar coerência. A construção das auto-estradas, hoje completamente vazias, foram o seu ganha-pão durante anos. E continuariam a sê-lo não fosse Sócrates ter ido passear para Paris.
Jorge Coelho não escondeu que o regresso à política lhe estava saber bem. Voltou aos comícios em Viseu e voltará ao comentário televisivo na quinta-feira. Cheira-lhe a poder?
Entretanto, Entre-os-Rios nunca aconteceu. E o tabuleiro de xadrez, já apareceu?

Vamos lá privatizar tudo: agora é a vez da água

Estes tipos são capazes de quase tudo? Não, estes cabrões são capazes de tudo, mesmo, desde que enriqueça alguns.

O leitor pensava que no séc XXI, com populações escolarizadas e especializadas, com tecnologia e meios de informação, com sindicatos e organizações sociais, com Unescos e cartas de direitos humanos, as pessoas estavam mais protegidas, defendidas e conscientes dos seus direitos? Erro seu, a barbárie é a de sempre, apenas munida de armas mais poderosas.

É apenas uma questão de tecnologia e de arranjarem formas de cobrar: um dia privatizarão o sol e o ar respiramos, com o apoio e directivas de Bruxelas, Washington, Pequim ou quem lhes suceda.

Acordo ortográfico: a prova faz-se já aqui ao lado

O jornalista Paulo Ferreira aproveita a sua tribuna para lançar críticas a uma visão idílica e irrealista que António José Seguro tem revelado sobre o Interior do país. A dada altura, afirma que isso não resiste à “prova dos fatos”. O contexto ajuda-nos a perceber que não há, aqui, referência às dificuldades das tradicionais alfaiatarias: o jornalista ou o revisor, profissionais da língua, caíram na tentação de suprimir consoantes, arrastados pela corrente do chamado acordo ortográfico (AO90), transformando, num passe de mágica, factos em fatos.

provadosfatos

É, assim, a prova dos factos que nos permite concluir que o AO90 é, afinal, um enorme erro ortográfico, uma vez que contribui para acentuar a iliteracia reinante.

Para ajudar Paulo Ferreira e outros seguidores, deixo aqui um vídeo em que, ressuscitando António Silva, é possível perceber o que é uma prova de fatos.

Repitam comigo

Portugal não é o Chipre. Portugal não é o Chipre.

Demissão já!

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Na ausência de alguém que apareça a fazer a defesa do Gaspar, venho, com este post, fazer a defesa do mais incompetente Ministro que alguma vez nos apareceu à frente.

Ups. Sim, enganei-me!

Quer dizer, não me enganei – esqueci-me foi do Relvas. Vamos lá então – Gaspar é, depois do Relvas, o mais incompetente Ministro. Ah! Calma!

Esqueci-me da Ministra que despeja velhinhos – passaria, então, a escrever que Gaspar é muito incompetente, mas numa lista onde Relvas lidera, com a Assunção logo ali à perna.

Sim, eu também me lembrei daquele que era para ser Ministro da Economia, mas não me consigo lembrar do nome dele –  sim, aquele das oportunidades para os desempregados e dos pastéis  de nata.

Também há Nuno Crato, que segundo o Expresso fugiu para o Chile e Paulo Portas que foi para a Índia preparar o despedimento de funcionários públicos.

Será que há por aí alguém que consegue vir fazer a defesa destes incompetentes? Eu, juro (quem mais mente?) que tentei, mas fugiu-me a tecla para a verdade.

E, estou-me nas tintas para os calendários eleitorais ou para a existência de alternativa! Demissão, já e depois se verá!

Nota: claro que não me esqueci de Passos Coelho, adjunto do Primeiro-Ministro – tenho é pena dele, coitado! O que é que ele vai fazer depois de ser despedido? Vai continuar a ser um gestor competente como foi até agora?

Brincar com o fogo

Os termos da “ajuda” do Eurogrupo a Chipre já não pode qualificar-se de roubo, como acontece connosco – por muito que a expressão incomode os virginais ouvidos do nosso 1º ministro. É um acto de guerra e uma ofensiva de uma irresponsabilidade criminosa. É também , estou convicto, a certidão de óbito do euro e, provavelmente, da Europa que muitos sonharam. Se além disso for um rastilho para a implosão do sistema bancário europeu, fico assustado, mas não surpreendido. Desde agora, pelos vistos, já não é necessário um governo cleptocrata avisar os cidadãos de que vai cortar-lhes o salário ou a pensão, ou espremê-lo com impostos. Basta os padrinhos de Bruxelas entrarem na nossa conta bancária e dela sacar o que entenderem. É oficial: a Europa está a ser governada por sociopatas.

Fahrenheit 451

O clássico da ficção científica de Ray Bradbury adaptado ao cinema por François Truffaut.

Legendado em português. Ficha IMDB.

Euro-confisco: lutam as oligarquias, arruina-se o povo

Creio ser positiva a ideia de lermos o artigo publicado aqui: Chipre Der Spiegel de 16-03-2013.  A generalidade da imprensa internacional que consultei refere-se de forma censurável ao confisco, por imposto súbito e criminoso, de 6,75% dos depósitos em bancos cipriotas até 100.000 euros ou de 10% a verbas depositadas acima de 100.000 euros – também foi decidido passar a aplicar uma taxa de 20 ou 25% (do género da taxa de 28% paga pelos depósitos a prazo em Portugal) e ainda aumentar o IRC de 10 para 12,5%.

Tudo isto – e provavelmente outras coisas que desconhecemos – foi deliberado pelos elementos do Euro grupo,  o fracassado Gaspar e outros ministros das finanças da zona euro, a Lagarde pelo FMI, um tal Asmussen do BCE e o inevitável Oli Rhen; todos eles aplicaram a medida de confisco pela calada da noite que, sublinhe-se, se prova ser a hora dos crimes mais hediondos, segundo os criminologistas.

Todavia, o lote de carrascos citados não foram os únicos nem os principais algozes. A Alemanha e os novos sudetas, Holanda e a Finlândia, assumiram também a concepção do criminoso acto. Veio a perceber-se que a D. Merkel, sempre ela, entrou em colisão com o Chipre, e há bastante tempo,  por aquele país se ter transformado em paraíso fiscal. Os principais depositantes são russos, britânicos e outros não-residentes perfazem perto dos 50%, sendo a restante metade, obviamente, cidadãos cipriotas. [Read more…]

O respeitinho é muito feio

moncorvoO chamado Presidente da alegada República dita portuguesa, Cavaco Silva, deslocou-se ao concelho de Torre de Moncorvo, onde foi injustamente vaiado, anteontem. Injustamente, porque merece muito pior do isso, tendo em conta as pesadas responsabilidades que tem no estado em que vivem muitos cidadãos, uma vez que, depois de ter sido um primeiro-ministro inevitavelmente medíocre, foi cúmplice de Sócrates, de quem se limitou a dizer mal, e faz parte do bando da troika, apoiando Passos Coelho, para quem ser primeiro-ministro não passa de um estágio remunerado para outros voos, como teremos ocasião de confirmar antes cedo que tarde. [Read more…]

O dia em que a União Europeia morreu..

Unknown

Quando li a notícia não acreditei. Por breves instantes pensei que era uma brincadeira do dia 1 de abril:

“Resgate no Chipre, aprovado no Eurogrupo, apresenta uma medida inédita, um imposto extraordinário sobre depósitos bancários. Para as contas de valor inferior a 100 mil euros, serão retirados 6,7%; para valor superior a 100 mil euros, serão retirados 6,7%; nas contas das empresas, 12,5%”.

Estamos perante um crime, como ontem lembrava, num programa de televisão, um comentador. Sim, um verdadeiro crime punido pela lei criminal de qualquer país civilizado. Um crime de roubo. Agravado, digo eu, pela forma como foi decidido. Além de um crime de roubo, estamos perante algo ainda mais grave, o fim da confiança dos europeus no seu sistema bancário. Quando qualquer um de nós vai a um banco e nele deposita o seu dinheiro, as suas poupanças, não o faz apenas por desejar uma determinada remuneração dos seus depósitos. Nos tempos que correm, o nosso dinheiro vai para o banco por uma questão de confiança e segurança – o receio é tal que já nem se discute muito a remuneração dos mesmos. [Read more…]

Sexta, Quando Gaspar se Demitiu

Fui dos que, perante a converseta técnico-trágica de Gaspar, na última Sexta-feira, entendeu tratar-se aquilo de uma despedida, como se subliminarmente estivesse a dizer: «A realidade é esta. Estou por tudo. Façam como e o que quiserem. Demitam-me, se forem capazes e capazes de fazer melhor que isto. Demitam-me e o País fará um mergulho a pique na confiança dos mercados: é em mim que o eixo imperial Berlim-Bruxelas confia. Mas demitam-me, vá lá. Alguém, por favor. E verão a roleta russa em que se metem e ao País.» Além disso, vimos uma curiosa divergência esquizofrénica de análises. Para a Troyka, estamos no bom caminho. Para o Governo, o Presidente, a Sociedade, as Oposições, mediante cada porta-voz dos Partidos, estamos no túmulo que diligentemente fomos cavando, sendo transversal e unânime que o Ministério das Finanças-Troyka fracassou, por excesso hirto de teoria e incompetência política na interacção com gente concreta. [Read more…]

TMN, Vodafone e Optimus: será que dá para ver este vídeo?

Exames do Salazar

O Sr. Ministro Nuno Crato resolveu introduzir exames no fim do 4º ano. Trata-se de mais uma medida ideológica que nãoEnsino Primário tem qualquer enquadramento pedagógico, mas que é muito bem aceite pelo sr. Senso-comum, que, infelizmente, também é parte importante da reflexão de muitos professores. Neste ponto, infelizmente, a ignorância de quem manda é acompanhada pelo desespero de quem trabalha.

Explico:

É normal (sim, a palavra não é excessiva!) encontrar alunos no 5º ano que não sabem ler ou escrever e quanto às operações, as tabuadas e outro tipo de conteúdos a situação é, em muitos casos catastrófica. Ora, para muitos docentes, a possibilidade de impedir a progressão dos alunos entre o 4º e o 5º é a solução para esta questão – ficam lá trás sugadinhos e não nos incomodam aqui. Pouco parecem preocupados em limpar o rio na nascente e estão apenas a pensar na foz.

Mas, Nuno Crato, na sua dimensão ideológica pró-pidesca, desconfia de tudo e de todos e resolveu fazer chegar às escolas um conjunto de normas para a organização destes exames que são absurdas e que mostram a desconfiança com que a administração olha para as escolas e, neste caso, para os professores. [Read more…]

O Papa Francisco

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No secular Subte de Buenos Aires.

Se fossem cipriotas

na Terça-feira deixariam algum do vosso dinheiro nos bancos?

Mais um homicídio policial

Assassinar um puto é fácil. Tão fácil, como difícil é viver em Portugal.

O chumbo

avaliaçao troika

A lenda de Fred Ille e Gwen Vilaine

Rennes MTO
MBO, Rennes, 2013

Passos Coelho é maluco!

papa

É a opinião do Papa Francisco e o fotógrafo estava lá.

Boa, Chico

Papa expulsa Bernard Law de S. Maria Maior.

Desapontamento?

Previsões do Gaspar

Ou incompetência?

Dedicado ao local onde vivo

O Aventar tem sido um espaço onde, com a ignorância dos não profissionais, tenho procurado pensar a política no seu sentido mais nobre. Não vivo da política, nem vivo para a política. Entendo a política no seu sentido mais nobre como a gestão da coisa pública, como a organização, feita pelos cidadãos, do colectivo e não apenas como a gestão dos interesses privados ou até dos interesses dos partidos.

E entendo que esta atenção sobre a política faz ainda mais sentido quando olhamos para a nossa realidade, para a nossa terra, para o nosso cantinho. Vem daí a minha insistência em trazer para o Aventar a realidade de Vila Nova de Gaia, o meu cantinho. Não falo, nem escrevo sobre Vila Nova de Gaia desde Viana do Castelo ou desde Lisboa, nem tão pouco da rua Guerra Junqueira.

Não falo como adepto do partido A ou do partido B  – aliás continuo a não entender a existência de ultras na política: esses adeptos incondicionais, que seguem o seu partido para todo o lado, ainda que esteja evidente aos olhos de todos a estupidez das suas escolhas. Basta pensar, por exemplo, nos defensores de Relvas que estão sentados hoje no Parlamento para encontrar exemplos desses ULTRAS, que saltam de tacho em tacho, atrás sabe-se lá do quê! [Read more…]

Jorge Jesus

Na Faculdade.

Insónia

insónia I

Pela primeira vez, ppc e a sua corja tiraram-me o sono.
Escrevo este texto às quatro da manhã, depois de ter acordado por volta das duas e não conseguir pregar olho. E por que é que isso acontece? Não, não é porque esteja a arder de desejo carnal pelo coelhito ou por algum dos seus hediondos assassinos a cobro. É porque, mais uma vez, mas hoje muito mais do que antes, me sinto soterrada. [Read more…]

Pensei que já existisse

“A criação de um consenso nacional é fundamental para o nosso futuro colectivo” – vítor gaspar

Então, o que é isto, se não consenso nacional?

Princípio de Gaspurphy

Muitos desvalorizam a macroeconomia, garantindo que as suas previsões e projecções nada têm de científico, não nos proporcionando certezas sobre nada. Discordo. Uma das certezas que nos oferece esta ciência é a de que, sejam quais forem, as previsões do ministro Gaspar acabam sempre por se mostrar erradas. O facto de esta regra não ter apresentado, até agora, nenhuma excepção, evidencia a possibilidade de ser apresentada como científica. É uma espécie de versão económico-financeira do principio de Murphy: se alguma coisa puder correr mal, correrá mal. Por isso, garantem Murphy e Gaspar, sorria hoje. Amanhã será sempre pior. (A não ser que queira fazer qualquer coisa a sério quanto a isso…).

Amante

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Porta dos Fundos

A Crise Portuguesa em 10 minutos

Um precioso documento, da ATTAC, que explica a crise e mostra o caminho para dela sair. Tão claro que até o Vítor Gaspar entenderia se quisesse.

Descarregar ATTAC Portugal – A Crise Portuguesa em 10 minutos.pdf (1,9 MB)

Tradução da Declaração da ‘Troika’ – 7.ª avaliação

Declaração da Troika relativa à 7.ª avaliação do programa aplicado a Portugal, datada de 15 de Março de 2013, foi traduzida a partir do original publicado no ‘site’ do Fundo Monetário Internacional.

Tal tradução é, publicada, no Aventar que, à semelhança de outras ocasiões, dá a conhecer a quem queira consultar um documento do qual, como é hábito, o governo português, que se saiba, não cuidou de divulgar em versão de língua portuguesa. Eis a tradução em causa:

Declaração da CE, BCE e FMI sobre a sétima missão de avaliação a Portugal [Read more…]

Demissão já, ontem era tarde

Nunca se viu nada assim. Um governo que desgoverna um país alimentado-se de mentiras, sobrevivendo por inércia, destruindo toda a economia, calcando e recalcando os governados. Um povo reduzido a números, vidas que se destroem no belo prazer de alimentar negócios, salvar a banca, vingar o paraíso perdido do Estado Novo.

Para um governo que é um erro não basta uma borracha: delete. Fim, finito, the end, emigrem, para Angola, para a China, para o raio que vos parta.

demissão já
Este texto será partilhado na página Demissão do Facebook, onde apelo a que outros surjam e os leitores cliquem. Desde já deixo esse desafio ao Luís Januário, ao Rui Bebiano, ao José Simões, ao Luís M. Jorge  e à Joana Lopes.