Decoração de lojas para este Natal

decoracoes de natal

Um homem das mulheres

Perdi durante anos o contacto com a ovelha negra da minha família, o mais ruinoso, boémio, mal comportado, sacana de tio que nos pode tocar em sorte, e apesar – ou por causa – disso, o favorito de qualquer sobrinha.

Voltei a falar com ele há pouco e encontrei um desses conquistadores arruinados pelo tempo e pela vida vagabunda mas que continua a sentir-se, e a ser, irresistível. Há muitos anos era um campeão da má vida, um gabarolas que ganhava todas as rixas de bares, até aquela em que lhe cortaram um tendão com um gargalo de garrafa, o que o deixou com um dedo mendinho perpetuamente espetado, sinal de elegância que pode condizer com a chávena de chá mas não com o copo de vinho tinto que ele costumava erguer. Se algum recém-chegado ao tasco tinha a infeliz ideia de fazer pouco do dedo espetado, acabava a noite nas urgências do Santo António. Acho que em alguns antros de má fama, o mendinho espetado ainda é recordado como uma lenda, como certas histórias de piratas. [Read more…]

Isabel Jonet e o pequeno-almoço dos pobres

isabel jonet pequeno almoco

Para que não restem dúvidas, fica aqui o recorte completo da entrevista de hoje ao Correio da Manhã. A ideia de que pais deixam filhos em jejum a caminho da escola por falta de tempo é sem dúvida fascinante. Entre os pobres que conheci e conheço, garanto que o problema não é esse, mas a simples falta de dinheiro (e admito, em alguns casos, acrescida de irresponsabilidade). Sim, no mundo real há 2,6 milhões de portugueses sem dinheiro.

Não é espantoso que a santa padroeira da caridade não perceba isto? não, não é. É que na sua classe social acredito piedosamente que muitos pais não tenham tempo para dar o pequeno-almoço aos filhos. Não vejo é grande drama nisso: chegam ao colégio e passam pelo bar. O pior que acontece é chegarem atrasados à aula.

Pão de todos para todos

pão de todos
A CAIS, que há muitos anos é para mim um exemplo de solidariedade e à qual me orgulho agora de pertencer como voluntária no núcleo do Porto, organiza pela terceira vez no Porto a iniciativa Pão de Todos para Todos. Nunca antes participei em nenhuma destas iniciativas. Pretendo fazê-lo desta vez. Tenho, agora, mais motivos: mostrar às minhas filhas que se pode ajudar os outros sem roubar nada da sua dignidade e mostrar aos meus alunos e todo o pessoal da instituição o profundo respeito que tenho pelo trabalho de todos eles.
No Porto, durará entre os dias 6 e 9 deste mês. Sempre entre as 14 e as 20 horas. No Campo Mártires da Pátria, junto ao Jardim da Cordoaria.
Em Lisboa, a 9ª edição decorre uma semana mais tarde, entre 13 e 16 de Dezembro, seguindo o mesmo horário, na Praça Martim Moniz.
Em ambas as cidades haverá uma padaria a fabricar pão, animação de rua com alguns nomes conhecidos, distribuição de pão e certamente muito para reflectirmos.
Convido todos a vir partilhar um pãozinho. E se me virem por lá, façam o favor de me cumprimentar. Ficarei feliz.

Rotinas

coelho gaspar

Oh Vitinho então tu foste dizer que íamos beneficiar dos mesmos benefícios que a Grécia sem teres consultado o teu chefe alemão?!
– Oh Pedro desculpa, saiu-me aquilo. Mas não há problema. Agora digo outra coisa. O pessoal já está habituado.

Américo Mascarenhas no Facebook

Há pais que não dão comida aos filhos só porque não têm dinheiro

Sacanas dos pobres, gente de má vontade.

Isabel Jonet volta a atacar

isabel jonet pequeno almoco 2

Entrevista completa.

Prefiro uma Implosão Controlada do Regime

Cartaz 01Passos Coelho está no olho de um furação de miséria, convulsão social engolida em seco, custosa transformação paradigmática da economia portuguesa, colocando lá, onde antes estava a dívida para cobrir dívida, mais exportações num esforço titânico e brutal pelo equilíbrio do Estado. Suceda ou não suceda Passos nesse saneamento das Contas Públicas, conforme tenho repetido, o Regime caducou inexoravelmente. Corrompeu-se. Acabou. Os partidos estão de um lado. Os demais portugueses do outro. No meio, o vazio. No meio, o resvalar para a não-representação. Se tudo isto fosse apenas uma questão de política e de Governo, com os cofres repletos, teríamos força para mudar de imediato uma coisa e outra. Jamais tombaríamos na esparrela de conceder o voto à dissimulação e à autodestruição que nos faz morrer para salvar a face do País no contexto internacional.

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Afinal, PPC tem razão

Tenho que dar o braço o a torcer. Tantas vezes digo mal do nosso Pedro Coelho e, afinal, ele até tem razão. Vi nas notícias que cada vez mais famílias jantam juntas por não terem dinheiro para fazer refeições fora de casa.
Ao contrário do que eu constantemente digo, este senhor é um visionário. Ele sabe bem o que faz. Com a sua sábia acção, junta as famílias em torno da mesa de jantar. Não percebi se se tratava da mesa da sala ou da mesa da cozinha. [Read more…]

Uma boa altura para falar da independência da Madeira

Assembleia da Madeira autoriza empréstimo de 4108€ por habitante. Conforme convém, há conversa de separatismo ou de cobertura do estado.

O dedo de Ângelo Correia

Respondo eu ao

até entrar no nosso quarto para vigiar para que lado da cama é que nos deitamos

Passos Coelho, o diz que não disse mas já tinha dito

Passos defendeu em 2010 co-pagamentos na educação.

Greve do Pessoal dos Recursos Humanos das Empresas com Trabalhadores em Greve

RECURSOS HUMANOS 2FIXE, FIXE, ERA UMA GREVE DESTA GENTE

Fixe, fixe, era que o pessoal dos Recursos Humanos das empresas cujos trabalhadores estão em greve, parcial, às horas extraordinárias, ou total, e que dessa greve resultassem prejuízos para os outros trabalhadores que necessitam dessas empresas a laborar para eles mesmos trabalharem (Soflusa, Transtejo, Carris, Metro, CP, STCP, TAP, etc., etc., etc.), ou cujos prejuízos para a economia nacional fossem por demais evidentes (estivadores dos portos Nacionais), também fizessem greve, nem que fosse por solidariedade.

Era ver se as greves grassavam da mesma forma por esse País fora.
Para quem não sabe ou anda distraído, algumas das funções dos Recursos Humanos são:
– Preparar os dados para o processamento informático dos vencimentos;
– Processar os documentos relativos às horas extraordinárias, despesas de deslocação e ajudas de custo;

Há freguesias e freguesias

Desta vez o Aventar vai mesmo fazer serviço público!

freguesias

Freguesias como Bendada ou Gême têm um nome bem interessante, mas há outras localidades com nomes bem originais como Lisboa, Paranhos, Maia ou até mesmo Vila do Conde. Nomes estranhos, pois claro.

Pelo que se pode ir vendo há nomes muito mais comuns como Coito da Enchacana, Paneleiro de Baixo ou Picha.

Confesso que comecei o post pensando que poderia provocar um sorriso num ou noutro leitor do Aventar – via mail, uma mensagem chegava dando nota do crime que seria a morte destas freguesias às mãos de um qualquer burocrata.

Acontece que me dei ao trabalho de verificar quantos destes nomes eram de facto referências a freguesias e a surpresa não foi assim tão grande – a esmagadora maioria dos nomes que fazem parte da lista não são nomes de freguesias.

Fico mais sossegado em saber que o Vale da Rata se vai manter.

Caraças, no meu tempo não era nada disto!!

Se descobríssemos uma coisa destas, não nos queixávamos. Outra coisa, não parece irónico só entrevistarem camafeus a propósito de uma polémica com o site Jeune Jolie?

Como cai um governo?

Sam Chinkes, solista de trombone tocandoPodia fazer um exercício simples, de google na mão, inventariar quem andou  a pedir a demissão do anterior governo, inclusive na rua,  e agora proclama que os mandatos se levam até ao fim. Pode ficar para outro dia, temos tempo.

Fiquemos pela forma. Proclamam que o governo não pode cair porque os governos constitucionalmente não podem cair na rua (esta recorda-me sempre o Marcello Caetano a pedir o Spínola para se render), o presidente que não se atreva e a maioria parlamentar é estável.

Anticonstitucionalissimamente  (ena, consegui usar esta palavra mítica) ou não, pergunto que faz um primeiro-ministro, que fazem os deputados e que faz um presidente da República quando episódios do caso Tecnoforma vão brotando, qual romance de uma vida, prometendo um final nada feliz.

A PGR não investiga, não há crime, por enquanto. Acreditar que será sempre assim quando as personagens principais do enredo se chamam Passos Coelho e Miguel Relvas parece-me muito ingénuo. E se alguém dá com a boca no trombone?  Muito mais fácil de acontecer no PSD que no PS, que a omertà não é para todos.

Desenho: Sam Chinkes

Momento Zen

Outros diriam que os extremos se tocam, eu digo que o bom senso toca a todos.

Pré-ruptura?

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Almada (Av. 25 de Abril) e Lisboa (Metro Restauradores)

Quase seis mil empresas falidas em 2012 and counting (vinte e cinco por dia declaram insolvência), o País cheio de jovens sem hipótese nem de pagar propinas nem de vir a arranjar trabalho, a vida portuguesa cheia de desempregados, as casas que começaram a comprar quando tinham emprego tornadas propriedades irrelevantes, milhares de esfomeados pelas ruas, crianças a passar fome nas escolas, os velhos sem dinheiro para se tratarem, as farmácias com problemas graves de fornecimento de medicamentos, um em cada cinco portugueses a viver no chamado limiar da pobreza (fronteira esbatida e vaga dos números euro-oficiais irrealistas), os empresários da restauração sem liquidez possível para aguentar os absurdos 23% de IVA exigidos pelo Governo, as lojas vazias, os funcionários de tudo em greve, a revolta a estoirar em cada português indignado, a fazer novos doentes entre os que calam a indignação, o PM a dizer em Cabo Verde que pode andar à vontade nas ruas de Portugal (piegas?), a justa greve dos estivadores de Lisboa e de Setúbal a perder força pela força dos desembarques de mercadorias que se estão a transferir para os portos do Norte, a polícia apedrejada com violência por miúdos doentes de revolta perante a passividade cúmplice dos mais velhos, as pessoas cada vez mais frágeis a chorar em todos os canais da tevê (piegas?), o realismo épico dos graffiti-stencils que se reproduzem em grande quantidade pelas ruas das cidades, os negócios sinistros com as escolas privadas em cima da escolaridade obrigatória paga pelos contribuintes, um milhão de manifestantes não-organizados a marchar contra a TSU em 15 de Setembro passado, e o PS a falar ainda e sempre de pré-ruptura social, enquanto se chega à frente (mas não demasiado) para defender os interesses subitamente superiores de Portugal junto da UE. Não é só Pedro Passos Coelho que tem problemas com a realidade. Também o PS não parece ser capaz de ver num país em escombros aquilo que todos nós (o povo, entenda-se) vemos: o fim da linha. Ou seja, o abismo de onde nos despenhamos há muitos meses, um estádio de ruína (e também, e como nunca, de ruína moral da governação) muito para além da ruptura. O que será preciso para sê-lo, sem eufemismos, no discurso da classe política dominante?

Nós não ganhamos, vós ganhais, eles ganham…

«Luís Filipe Vieira acrescenta que a partir de agora o verbo ganhar vai ser cada vez mais conjugado no Benfica.»
Vai, em todos os tempos e nas formas afirmativa e negativa.
Nós ganhávamos, nós ganhámos, nós ganharemos, que nós ganhemos, se nós ganharmos…

Educação: a ignorância atrevida dos governantes

Pedro Passos Coelho anda um bocadinho perdido – por muito menos o outro Pedro levou uns patins.

A confusão sobre o financiamento da Educação está instalada e já não há nada a fazer – todos percebemos o que querem os boys: garantir à custa do dinheiro do estado uma renda certinha, tal e qual o grupo GPS. Não se trata de iniciativa privada, de retirar ao público para deixar a iniciativa à esfera privada. A questão é muito mais simples e as declarações da CONFAP provam isso mesmo.

Não deixo no entanto de também considerar como lamentável a prestação da assessoria de comunicação do Governo – bastaria explicar a diferença entre obrigatório e básico. Entre ensino básico e escolaridade (educação?) obrigatório. [Read more…]

Leitura recomendada

O funcionário de António Costa.

Porto Canal e mística portista

 manutencaoArmindo de Vasconcelos

O “Porto Canal”, a estação de televisão que mais se aproxima do meu conceito de projecto para a informação privilegiada de um clube, mostra como o FC Porto contornou certas tentações, de que o canal Benfica TV é o exemplo acabado com o apanágio da chicana e do insulto. E isso faz toda a diferença!

Se me disserem que a Benfica TV, entretanto, inverteu este rumo desde que deixei de vê-la, então considero o que escrevi como registo histórico, removendo-a do presente.

É óbvio que o aberrante, por vezes, pode divertir-nos. A mais execrável conduta pode lançar-nos um sorriso no olhar. Temos esta particularidade de rir – ou sorrir – de tudo aquilo que, ainda que sórdido ou dramático, só pode ser visto à luz da caricatura. Eu próprio gozei imenso com aquela invenção pré-histórica de “transmitir” os jogos do Benfica com círculos num tabuleiro, que se mexiam, alegadamente mostrando o desenrolar do jogo que corria ao lado, na SportTV ou num canal generalista. Burlesco, no mínimo, como burlescos se tornavam alguns lugares comuns do insulto ao FC Porto, durante essas transmissões, mesmo quando o adversário não era o dragão. [Read more…]

A reportagem da TVI sobre o ensino privado, versão grupo GPS

Dizem que é uma espécie de gordura de estado: milhões a voar para ilegalidades várias, inspecções feitas com pré-aviso, ligações com actuais deputados e muitos reformados da política, o Grupo GPS é um caso de sucesso no enriquecimento em Portugal.

Alcançado como de costume: com o dinheiro dos seus impostos.

TVI – Reportagem completa sobre os colégios GPS

Já está disponível – rigorosamente a não perder.

Momento Zandinga

Governo atribui quebra de passageiros nos transportes públicos ao aumento da fraude

O Mapa Azul Marinho

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No seguimento daquel’outro que ligava Angola e Moçambique, já temos um novo Mapa imperial, desta vez facilmente denominável de Mapa Azul Marinho. O problema estará na disponibilidade que outras potências, em primeiro lugar a Espanha, demonstrarão quanto à aceitação deste delírio de grandeza. Num país onde a compra de dois, repito, dois submarinos – normalmente deveriam ser uns seis ou oito – é pasto fértil para as vacas sagradas da politiqueirice caseira, não deixa de ser uma bastante original “anexação”. Há uns cento e poucos anos, vibrava-se sempre que uma nova unidade – ver imagem acima – era incorporada na Armada. Hoje os tempos são outros.

Vamos a ver se não temos um Ultimatum dentro de algum tempo. O pior é que desta vez não terá a ver com uma vaga reivindicação de um espaço jamais ocupado. Aquele mar – encerrando um maná de riquezas futuras – já foi nosso e poderia voltar a sê-lo, se estivessemos entregues a outra gente. O problema é exactamente colocado assim: SE.

Essa é que é essa.

TVI – As Escolas do Grupo GPS

Uma reportagem de serviço público! Nada poderá ficar como estava depois da reportagem de hoje sobre os colégios GPS! Custa-me, sempre, perceber como estes FILHOS da PUTA se governam às nossas custas!

Não ter vergonha na cara

Há pouco, estava Maria de Lurdes Rodrigues, na SICn, a falar sobre Educação.

Polícias passarão a usar mamas anti-balas

Implantes salvam mulher de tiros à queima-roupa

Ulrich diz que os bancos aguentam, ai, aguentam, aguentam!

Bancos precisam de 474 milhões para prevenir perdas na construção e imobiliário