Dakar 2012

Como sabem, sou um apaixonado pelo Todo Terreno. Eu sei, eu sei que me podia dar para pior. Enfim.

Acompanho o Dakar desde miúdo na televisão e ao vivo quando passou por Madrid e por Portugal. Agora andam pelas “Américas” e limito-me a ver pelo Eurosport e a acompanhar no site oficial. Ontem, o Dakar fez mais uma vítima. Um corajoso aventureiro argentino que perdeu a vida a cumprir um sonho. Sim, o Dakar é uma aventura e um sonho para muitos.

Pode ser que um dia destes consiga perder a cabeça, angariar apoios e cumprir um sonho antigo: participar num Dakar. Para isso, fico à espera que volte ao local de onde nunca devia ter saído: África. Posso sempre tentar fazer como aquele italiano que angariou apoios no facebook e leva no seu casaco de prova o nome de mais de uma centena de amigos que participaram na angariação de fundos.

Para ser perfeito, seria num Jeep. A verdadeira marca de 4×4. Assim como este:

Ou, pode ser que a minha sogra perca a cabeça e me empreste o Mini dela. Nesse caso, seria uma coisa deste género, em azul, sff:

Uma coisa é certa, gostava de ter ao meu lado o João Severino.

A Mensagem (2012)

Tenho andado arredado destas tricas políticas. Não me tem apetecido ouvir as mesmas coisas interpretadas de muitas maneiras diferentes, todas elas carregadas das razões que assistem a quem as faz. Mas desta vez, até porque os meus companheiros de ocasião assim o pretendiam, lá ouvi com a atenção possível, o senhor Presidente.
Até nem foi um discurso muito longo, pelo que nem me custou assim tanto estar atento. As mesmas palavras, a mesma maneira de falar, o mesmo olhar, o mesmo tom de voz. Tudo igual a tantas outras vezes. De diferente, se é que o foi este conjunto de recados ao governo, a ideia da necessidade de uma agenda para o crescimento da economia e do emprego como via para resolver a crise. Ideia que, nas palavras do senhor Presidente, deveria ser aproveitada pelos outros países da UE, mandatando o governo, através do discurso,  para implementar e defender tal ideia.
Eu não gosto muito de recados e ainda menos se forem dados publicamente, quando verifico que foi esquecido por quem os manda, o tempo em que teve funções executivas e as responsabilidades que lhe caberão na situação actual, desde as do tempo em que exerceu funções de líder do governo até às do tempo em que, antecipando o desastre que se adivinhava, não demitiu o governo anterior talvez por causa da sua própria agenda que tinha marcada uma reeleição a curto prazo. [Read more…]

Hoje dá na net: Software Mondego

Mais um documentário que navega no rio que me atravessa os dias:

Software Mondego é um espectáculo que mistura técnicas de documentário com manipulação de áudio e vídeo em tempo real. Criado no âmbito do projecto Pró-Memória, dirigido pelo realizador e visualista Tiago Pereira, pretende gerar uma sensibilização pedagógica para o registo documental do fundo cultural de uma região. O projecto incide em particular em tudo aquilo que podemos qualificar como património incorpóreo e imaterial, isto é, a tradição oral, na forma de lendas, contos, práticas rituais e paisagens sonoras. Tem por objectivo a produção de um obra artística híbrida, que trate estes documentos como elementos vivos, dispostos a serem manipulados e utilizados sem nunca perderem referência à sua origem.
Software Mondego tem como ponto de partida o Rio Mondego, onde foram realizadas com os alunos várias recolhas da sua paisagem sonora e visual. Foram captados e posteriormente editados em estúdio sons e imagens de forma a obterem-se várias amostras.

Boas Notícias, Más Notícias

Não tinha reparado que sendo hoje o primeiro dia do Ano seria totalmente impróprio dar más noticias , até porque a litania das queixas que aqui se ouvem  só difere das daí em grau e certamente não na natureza . Portanto vamos às boas  que são no entanto  poucas ,  mas nestes tempos as pessoas agarram-se a qualquer coisa , o que é preciso é fortalecer o animo . Não é por acaso que o slogan da 2ª Guerra  “Keep calm and carry on “ ganhou novamente uma inusitada popularidade.

Como boa noticia não me refiro obviamente às previsões da Goldman Sachs que dão a Grã-Bretanha a ultrapassar a Alemanha, o Japão e a França em riqueza criada. Nesta época festiva é normal que some people have a few too many, e por isso há que tomar estas noticias with a pinch of salt (and a couple of Alka-Seltzers ) .

Refiro-me sim  ao facto de que a Justiça Britânica estar em vias de se tornar uma das maiores exportações do RU. Pode estar perto o dia em que este país deixe de depender inteiramente da City e isto porque   muitos oligarcas russos  e não só   vão escolhendo  os nossos até aqui sorumbáticos tribunais para dirimir os seus pleitos de biliões . Só a acção que opõe Roman Abramovitch  (o dono do Chelsea ) a Boris Berezovsky vale seis , e com o fim ainda longe já rendeu  110 milhões de Libras aos cofres públicos .  Está agendada outra, esta contra Oleg Deripaska, o magnate do alumínio , que vale quase três biliões . Mas em breve a High Court em Londres será o palco da luta ( jurídica entenda-se ) entre Lev Leviev , o “rei” dos diamantes e Arkady Gaydamak que já foi dono do Portsmouth Football Club ;  mas desta não digo o valor para não vos fazer a cabeça andar ainda mais à roda .

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O que é feito do Paulinho das Feiras?

portasNas últimas semanas de 2011, aproveitei o tempo para visitar feiras ou mercados de província; como se queira. Percorri cidades e vilas do Alto Alentejo e da  Beira Baixa.

Falei com feirantes. A D. Ofélia, no Fundão, disse-me que a coisa está má: “Vende-se muito pouco, as pessoas já cortam na comida”, acentuou. Em Alpedrinha, a tia Odete, com a banca cheia de brócolos, couves, nabos, cenouras, cebolas, batatas e não sei que mais, também se lamentou da quebra de vendas. Mas, zangado, azedo, estava em Ponte de Sor o Sr. Ismael, homem de 70 anos, de semblante fechado e duro. Quando lhe perguntei pelo negócio, de mau humor e olhar furioso, gritou: “Estou farto de ser enganado, volte cá o Sr. Paulinho das Feiras que eu e os outros aqui do mercado, tratamos-lhe da saúde. Ele ou qualquer outro político, levam uma corrida em osso!”

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«Meu querido 2011»

Vamos contrariar os que disseram que 2011 foi um ano para esquecer ou que tudo foi mau para milhões de portugueses. Há  motivos para celebrar «em português» o ano que deixámos para trás: poupámos mais; somos mais solidários (e atentos) ; as exportações aumentaram; as emissões de CO2 diminuiram; ficámos a conhecer melhor o nosso país (férias cá dentro); a esperança de vida aumentou; o Fado é Património Cultural Imaterial da Humanidade; a Nazaré ficou no circuito mundial de ondas gigantes (1/Novembro, uma onda de cerca de 27,5 m !); as novelas portuguesas ganharam mais um Emmy; as escolas portuguesas de gestão entraram na lista das 40 melhores da Europa; o  número de famílias está a aumentar bem como a importância que lhes damos; etc. Por isto, parece-me lógico que 2012 terá também motivos para ser celebrado, não obstante as mais duras previsões…
Faça-se acompanhar 2012 com Esperança! (também pode ser lido no DN online, 3-12-2012 com o título «O ano de 2011 não foi assim tão mau» http://www.dn.pt/inicio/opiniao/opiniaodoleitor.aspx?content_id=2217647)

Uma ideia picante

Esta provocação não é só da minha cabeça, pertence também a Manoel de Oliveira e a outras cabeças, estou em crer: uma sociedade sem dinheiro, só com trocas.

Na Idade Média, a pimenta era usada como moeda de troca e chegava a valer mais do que o ouro…

Mexia, o homem eléctrico

Vídeo-montagem do Calimero Sousa, via Educação do meu Umbigo

Feliz 2012

Quando se deseja, deseja-se o melhor. Não se deseja o possível nem essa outra equivalente vertente de se desejar um feliz 2013. Os nossos desejos são o que quisermos e não o que se pode vir a ter. Ricos a pedir, ao menos.

Por isso, aos leitores e aos comentadores, aos meus colegas aventadores, aos que concordaram e aos que discordaram com o que aqui se foi escrevendo, aos bloggers vizinhos e aos que, dia a dia, de uma forma ou outra, lidam com a  nossa actualidade, a todos, votos de um feliz ano novo. E que seja possível ultrapassar com sucesso as dificuldades que nos esperam.

Para Começar Bem 2012 – De Braga para o Mundo…

TEDx_BRAGA com Miguel Gonçalves, sempre a bombar, e com sotaque à Braga.

Mete qualquer jotinha no bolso…

Hoje dá na net: Little Caesar

Little Caesar, filme de gangsters, o que tem sempre muitas afinidades com a nossa política. Uma espécie de antevisão do ano que agora se inicia! Com o sempre impecável Edward G. Robinson e com Douglas Fairbanks Jr.. Página no IMDB. Em inglês, sem legendas.

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog. (nota: o Aventar mudou-se para o alojamento WordPress.com em março de 2011, faltando portanto neste relatório mais de 2 meses)

Aqui está um excerto:

O Estádio Olímpico de Londres tem uma capacidade de 80.000 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.200.000 vezes em 2011. So fosse o Estádio, eram precisos 15 eventos esgotados para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

2011 resumido numa notícia sobre o Casino da Póvoa

És delegado sindical ou foste eleito para a Comissão de Trabalhadores? No Casino da Póvoa não levas cabaz de natal para não seres parvo:

Em declarações à TSF, Francisco Figueiredo (…) explicou que o que levou a esta decisão foi a não atribuição do cabaz de Natal a delegados sindicais e membros da comissão de trabalhadores, sem a empresa apresentar qualquer tipo de justificação.

Para o sindicalista, esta atitude de «assédio» visa afectar a «honra e a dignidade» dos trabalhadores em causa, criando «um ambiente hostil, degradante e desestabilizador». «Em último caso, pretendem com esta atitude dificultar ou impedir o exercício de funções sindicais», considerou.

A decisão, porque ainda há gente séria e honrada, foi a de marcar uma greve simbólica para hoje, ao menos quem assim é insultado dá-lhes um dia de salário na cara e assume a sua dignidade. Dá a quem? a Stanley Hun Sun Ho e a Daniel Proença de Carvalho, por exemplo, ao dono de Macau e à mais tenebrosa personagem da vida política portuguesa dos últimos 40 anos. Os intocáveis do regime são os primeiros a comemorar hoje a passagem do ano de 1974 para 1973. Estes, que serviram e sobretudo se serviram de poder, do CDS ao PS, tinham se aparecer.

Vaclav Havel

As ideias de Vaclav Havel (1936-2011) têm sido lembradas e sublinhadas por jornalistas (Henrique Monteiro no Expresso e Jorge Almeida Fernandes no Público) e até pelo padre Anselmo Borges (no DN).
Havel disse que 1) estamos a desenvolver desenfreadamente a primeira civilização ateia, uma vez que se “perdeu a conexão com o infinito e a eternidade” ; 2) preferimos o ganho a curto prazo; 3) somos arrogantes (achamos que conhecemos tudo e que “aquilo que ignoramos depressa o descobriremos, porque vamos saber tudo”; somos ingratos (” esquecemos o que as anteriores civilizações sabiam”); a recente crise financeira e económica “é um aviso contra a desproporcionada autoconfiança e o orgulho da civilização moderna” – ela é “como um pequeno apelo à humildade”; não tomemos nada como automaticamente garantido”; não somos Deus (a nossa “estúpida convicção de omnisciência”); é preciso convocar o “sentido de antecipação”.
Havel, que se dizia “meio crente”, tinha a “certeza de que tudo no mundo não é apenas efeito do acaso: “estou convencido de que há um ser, uma força velada por um manto de mistério. E é o mistério que me fascina.”
Falava, por isso, em “transcendência”, que considerava ser “a única alternativa real à extinção.”
Não quis silenciar o que pensava ser a verdade.
Como político, reconhecia o défice de legitimidade da política, que deve orientar-se por valores éticos e espirituais.
Havel acreditava que Humanidade ainda teria que passar por mais sofrimento “ antes de compreender quão incrivelmente míope pode ser um ser humano ao esquecer que não é Deus”.
A propósito disto, vem-me à memória a notícia sobre a ‘partícula de Deus’ que o CERN procura isolar. O Bosão de Higgs ou a ‘partícula de Deus’ é, segundo os cientistas daquela organização europeia de Pesquisa Nuclear, “a peça que falta no puzzle” para explicar porque existe o universo.
Quantos milhões de euros serão necessários gastar (em detrimento de descobertas essenciais no âmbito da Saúde e /ou no sentido de minimizar o sofrimento real de milhões de seres humanos) para fazer entender ao Homem que não pode explicar tudo, embora possa fazer todas as perguntas
Primeiros votos para 2012: mais ética e mais sensibilidade/espiritualidade na política e que a ‘partícula de Deus’ seja reconhecida como sendo, efetivamente, a  peça que só Deus sabe onde guardou e a que o Homem não tem nem terá acesso por mais que queime as pestanas!!

A emigração de professores e o insucesso educativo

O mais recente relatório do Conselho Nacional de Educação divulga alguns dados: um aluno que entre aos seis anos para o primeiro ano do primeiro ciclo (a antiga Primeira Classe), aos quinze deveria estar no nono ano, devendo iniciar a frequência do Secundário com dezasseis. Do universo de jovens com mais de quinze anos a frequentar a escola, no ano lectivo de 2009-2010, 43% ainda não estavam no Ensino Secundário. O estudo realça, ainda, o facto de que, em 2010, “14% dos alunos do sexo masculino que frequentavam o 12.º ano tinham 20 ou mais anos.”

Estes dados são, evidentemente, preocupantes e merecem uma análise aprofundada. O CNE conclui que “o sistema continua a não estar preparado para responder às necessidades da população que acolhe, utilizando muitas vezes a repetência como meio de superação de dificuldades.” Depois de se apontar como solução uma “mudança profunda na atitude dos professores e das escolas face ao insucesso dos seus alunos”, explica-se que isso se faz diagnosticando as dificuldades, para que haja uma intervenção precoce, tentando evitar a acumulação de retenções.

Nada de novo, vindo de uma entidade tutelada por Ana Maria Bettencourt. Nas escolas, os problemas são, na maioria dos casos, detectados e diagnosticados, mas muitos problemas de aprendizagem só podem ser resolvidos com trabalho individualizado e não no interior da turma, para não falar do peso que o ambiente socioeconómico tem no desenvolvimento intelectual dos alunos ou da pouca importância dada pela sociedade à Educação. Como, graças à mentalidade contabilistóide dos responsáveis políticos, as escolas têm vindo a ser privadas, cada vez mais, de recursos humanos, esse trabalho é impossível e, por muito boa vontade que exista, os problemas não são resolvidos, sendo certo que a reprovação acaba por ser o único recurso, mesmo sabendo da sua pouca eficácia. Ainda assim, se o CNE quisesse, mesmo, aprofundar esta investigação, ainda poderia chegar à conclusão de que há, provavelmente, demasiada benevolência por parte dos professores, sem o que a taxa de reprovação seria, ainda, mais alta.

Como de costume, em Portugal, as pessoas com poder de decisão ou de aconselhamento limitam-se a proferir leviandades: face ao insucesso educativo, que começa por um problema social, culpa-se os professores; diante do insucesso educativo, aconselha-se os professores a emigrar.

E na passagem de ano, como estamos de IVA?

É apenas uma dúvida surgida um destes dias numa cavaqueira: quem jantar fora, o ainda chamado Réveillon (um dos escasso galicismos ainda não assaltados  pelo anglo-barbarismo dominante), e só pagar o seu consumo depois da meia-noite, leva com o IVA de hoje ou com o IVA do ano que vem?

A mim não me afecta, janto em casa, e aproveito para desejar a quase todos um bom ano de 2013, ultrapassada a crise bissexta que amanhã se continua.

Quase todos: não inclui ladrões de salários, privatizadores de Portugal, angélicas invasoras e outros assaltantes. Pode ser que em 2013 já não estejam onde estão.

Hoje dá na net: “Este Sábado debate o futuro do país com Bagão Félix e Carlos Carvalhas”

Este sábado“, programa semanal da Antena 1 (sábados às 12h00) teve a presença, no passado dia 17, de Bagão Félix e de Carlos Carvalhas. Lados opostos mas com surpreendentes coincidências (MP3 do programa para ouvir).

 

Assuntos de mercearia

Lembro-me bem de um merceeiro, que, por razões que nunca consegui estabelecer, volta e meia embirrava e dava-lha para conferir primeiro o dinheiro que o cliente levava consigo, e só depois aviar o pedido: –  “Mostra lá dinheiro, rapaz!”, ordenava de dentro do balcão. A chamada grande distribuição acabou por lhe roubar a clientela: ali não só se vendia mais barato, como também só se pedia o dinheiro no final, na caixa.

O merceeiro de serviço no ministério da Saúde decidiu aumentar brutalmente as taxas ditas “moderadoras”, adiantando uma atenuante, nunca devidamente quantificada: mais gente será abrangida pelas isenções. O aumento entra em vigor a 1 de Janeiro; mas, conforme se pode ler de uma informação prestada pelo ministério, o diploma que “estabelece os critérios de verificação da condição de insuficiência económica dos utentes para efeitos de isenção de taxas moderadoras” só foi publicado a 27 deste mês, e ”o formulário online ainda não se encontra disponível no Portal da Saúde”. O formulário é que, depois de preenchido por algum técnico superior de entendimento e confirmado pelas chamadas entidades competentes, a bem da nação, entenda-se, será sujeito a aprovação “de quem de direito”, também a bem da nação. Ou seja: a 1 de Janeiro toda a minha gente mostra o dinheirinho à entrada dos estabelecimentos do SNS, ou então não há consulta para ninguém. A sorte deste merceeiro é que ele gere uma mercearia não sujeita às leis da concorrência, e se der prejuízo os clientes é que pagam – não ele, que tem uma reforma dourada à espera, no grupo Mello ou no grupo BES, os grandes beneficiários do ataque cerrado ao Serviço Nacional de Saúde.

Carlos de Sá

Paródia sobre a deportação de portugueses no Canadá

Um vídeo já com uns anos. Lê-se na página do vídeo:

Com o governo canadiano a deportar milhares de portugueses, o pessoal da  Canadian Broadcasting Company, CBC, decidiu emitir esta simpática paródia, retirada do programa  Rick Mercer Report.

Isto das deportações é caso sério. Até futuros ministros são mandados embora.

Doze ou dose?!

Shall we begin?

Há algum tempo que ganhei o hábito de fazer a uma viagem pelos blogs portugueses . Sózinho e aqui longe , sem bússula ou guia , vou à descoberta e noites tenho que quando chega a hora de terminar vejo com satisfação que a “pesca” foi boa , que li algo que valeu realmente a pena .
Inevitavelmente comecei a sentir a vontade de eu próprio “botar” palavra : Não sobre a politica em Portugal sobre a qual só tenho dúvidas e perplexidades , mas sobre o que se passa nesta minha pátria adoptiva , para onde ventos fortes e mar alteroso me fizeram arribar.
Eu, que fui nado e criado à beira-Tejo, penso que conservo apesar de tudo um certo olhar português sobre as coisas, e sinto muitas vezes um zelo missionário querendo que quem aí vive leia um livro que acho indispensável, veja um espectáculo ou programa que me parece imperdível ou simplesmente conheça melhor o que aqui realmente se passa . Continuo profundamente interessado pela politica daqui, talvez demasiadamente para o meu próprio sossego , pois na maior parte do tempo ela só me traz irritação e frustrações, fazendo com que a minha outra metade diga estar eu por vezes impossivel de aturar .
Também pensei maduramente em que língua escrever, mas rápidamente concluí que seria uma insuportável pesporrência não o fazer em Português. Porém desde já aviso os meus improváveis leitores que nesta língua tendo a ser prolixo e que o estilo me sai assim empiriquitado; bastantes vezes no passado escrevi páginas para no final tristemente concluir que não tinha dito nada do que queria. Será certamente uma prosa de emigrante: Uma mistura de palavras em português e inglês, no meu caso não por imodéstia, mas porque muita coisa já não sei como traduzir. Por exemplo gostaria que soubessem que eu sou “a bookish type of person”, mas como dizer em português? Que sou uma pessoa livresca, livreira ? [Read more…]

A EDP é vermelha!

“Levantar uma pedra para deixá-la cair depois sobre os seus próprios pés” é um ditado popular chinês que descreve os comportamentos de certos tontos. Os reaccionários de todos os países são tontos desse tipo. Mao Tsetung

A EDP já está, o BCP é já a seguir. O camarada Gaspar diz que “Portugal é um destino atractivo para os investidores estrangeiros”.

Porque será que no momento em que abrem as pernas ao imperialismo os reaccionários de todo o mundo e de todos os tempos ficam sempre assim,  alegres e felizes, até a pedra lhes acertar nos pés?

Barragem do Tua: O relatório do ICOMOS / UNESCO que o Governo tentou esconder

No seguimento da luta que tem vindo a desenvolver a favor do Vale e da Linha do Tua, o Aventar teve acesso ao Relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua e os seus efeitos na classificação do Douro como Património Mundial.

É um relatório arrasador, no qual a autora afirma peremptoriamente que «a área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial»; ou que «a construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade»; ou ainda que «Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo».
É com grande prazer, mas com enorme pesar, que publicamos hoje o Relatório da Missão Consultiva do ICOMOS / UNESCO para o Alto Douro Vinhateiro e impactos da construção da Barragem de Foz Tua. A tradução portuguesa é o nosso contributo para a defesa do Tua e do Douro.

Download do Relatório original (em inglês):
REPORT Advisory Mission Alto Douro ICOMOS_20110805

TRADUÇÃO PORTUGUESA a cargo de Ricardo Santos Pinto, Helder Guerreiro e Carlos Fonseca [Read more…]

Ciência e poesia

adão cruz

Encontrava-me num café de Paris na Place de Contrescarpe onde Edith Piaf un petit oiseau iniciara a sua carreira como cantora de rua.

Eu sonhava…

Nessa altura não era proibido sonhar.

Pelo contrário era obrigatório sonhar.

À medida que a luz da manhã crescia insubstancial e fria eu descia a Rue Mouffetard. [Read more…]

Hoje dá na net: Era uma vez no Oeste

Era uma vez no Oeste é o filme da harmónica (se não é o melhor papel de Charles Bronson, então qual é então?), um western do outro planeta, o planeta italiano de Sergio Leone e Ennio Morricone. Encontrá-lo completo no Youtube pareceu-me sorte a mais. Pois. Filme completo mas dobrado em português. Podia ser pior? podia, se não tivesse som não se ouvia a harmónica.

Mais um anúncio sem hipocrisias nem coca cola

Por acaso a minha versão favorita, a merecer melhor divulgação. Entretanto o vídeo do vascostmr vai em 150000 visualizações em 4 dias, o que é obra, enquanto um tolinho que mistura Bloco de Esquerda com Coreia do Norte dando a entender que o mal do país é a esquerda não estar distribuída entre Caxias, Peniche e Tarrafal se ficou por um terço de audiência. É a isto que eu chamo uma sondagem, ou como diria a coca cola, um estudo de mercado.

Educação: isso, agora, não interessa nada

O Paulo Guinote, em quatro textos (aqui, aqui, aqui e aqui), demonstrou que os argumentos demográficos que tornam desnecessários mais professores estão errados. Tudo começou com mais uma declaração infeliz do Primeiro-Ministro, logo secundado por Miguel Relvas e reforçado por Carlos Abreu Amorim, ainda com o apoio de insurgentes e outros marialvas defensores da reconversão, da emigração, da mobilidade como valores absolutos, contra as mariquices daqueles que se preocupam com a Educação e que, por isso, são simplesmente acusados de corporativismo. Um clássico, enfim.

Até ao momento, ninguém se insurgiu contra o estudo feito pelo Paulo Guinote (e gostaria de reforçar a palavra estudo), talvez porque decidiram, prudentemente, que o silêncio é a melhor defesa, depois de, imprudentemente, terem perdido tempo a escrever sobre temas que desconhecem, talvez aproveitando as preciosas informações de Michael Seufert, insurgente deputado do CDS que tanto tem perorado sobre Educação. Mais importante do que isso é, sem dúvida, exprimir saudades de Salazar.

Não tendo muito mais a acrescentar, remeto para outros textos que já escrevi (aqui, aqui e aqui), apenas para lembrar que, seja como for, o argumento demográfico é e será sempre insuficiente, porque as decisões sobre a necessidade de contratar mais ou menos professores vão e devem ir além disso, o que não é o mesmo que afirmar que é obrigatório garantir emprego a qualquer preço a todos aqueles que tenham formação para ser professor.

Em Portugal, decide-se, na maior parte das vezes, porque se decide que é preciso decidir alguma coisa. Com frequência, essas decisões assentam em critérios errados ou simplistas, o que vem a dar no mesmo. Há reflexões, contributos e estudos mais do que suficientes sobre Educação, continuamente ignorados e/ou ultrapassados por critérios alheios à vida das escolas. Enquanto isso acontecer, qualquer decisão sobre a necessidade de mais ou menos professores está inquinada e terá efeitos negativos sobre o futuro da Educação, mas isso, agora, não interessa nada, como diria Teresa Guilherme, numa frase que resume a filosofia política de quem tem andado pelo governo nos últimos anos.

Última oportunidade para 9 Novas Oportunidades

Momento ao-coração na última campanha eleitoral.

«O Governo extinguiu nove centros do programa Novas Oportunidades, depois de, na quarta-feira, ter divulgado que estava a analisar as candidaturas apresentadas ao financiamento intercalar que se prolonga até Agosto de 2012.» [JN]

Sem conhecer em particular estes nove centros encerrados mas face ao historial do programa o meu comentário é que nove fábricas de sucesso estatístico-educativo foram encerradas. Como bem lembra Paulo Guinote, é de se saber o que acontece aos respectivos dirigentes.

Hoje dá na net: It´s a Wonderful Life

It’ s a Wonderful Life (Do Céu Caiu uma Estrela) é um filme de Frank Capra, de 1946. Para além de ser extremamente natalício, é um fabuloso exercício sobre a importância que qualquer pessoa tem na vida dos outros, com a personagem desempenhada por James Stewart a ter a possibilidade de ver como seria a sua cidade se ele nunca tivesse nascido. Em Inglês, sem legendas.

A dúvida da saída de Portugal do Euro

Portugal e Grécia e a saída do euro

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Determinados comentadores, em especial blasfemos, são permanentes e fiéis seguidores das tradições da doutrina maniqueísta. Usando argumentos simplistas, tudo o que vem das suas hostes políticas é Bom; o proveniente do lado contrário é Mau. Não se libertam deste subjectivismo.

Com o título “A culpa é do euro!…”, este texto mistura a eito, e sem nexo, uma série de conceitos que vão do ‘upgrade’ da cadeia de valor industrial – de um tecido industrial depauperado e limitado à Autoeuropa e pouco mais – até aos ‘empresários de vão de escada’. O arsenal utilizado, sem consistência, vale para visar criticamente o Prof. João Ferreira do Amaral, académico que, faça-se justiça, desde sempre reprovou a adesão de Portugal ao euro.

A certa altura, LR alega:

O que mais impressiona nestas reiteradas declarações de Ferreira do Amaral, é constatar que persistem economistas do 1º Mundo a defender para os seus países o modelo das desvalorizações competitivas.

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