Deve estar radioso António Mexia; hoje, acolitado pelos prestimosos ministérios do Ambiente e Cultura, várias autarcas locais (em estado de euforia), e vária outra dessa gente progressista que nos governa (a nós, não a eles), foi iniciar a construção de uma barragem inútil para, dizem, produzir electricidade!…
O Vale do Tua perece assim face aos interesses da Nação que, esses mesmos interesses, tornaram os municípios do Douro os mais pobres de todo o Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes, precisamente desde que as salvadoras barragens começaram a chegar;
Depois a salvação de Trás-os-Montes era o IP4, essa desastrosa estrada pejada de cadáveres lançada por Cavaco, o mesmo que, falando ainda recentemente de comboios, se manifestou seu adepto mas que, entre 1988 e 1992 tratou da tosse a cerca de 25% da rede ferroviária.
Tudo isto acontece num pequeno país que gasta o dobro do petróleo** per capita da Dinamarca, que tem o maior rácio de km de auto-estrada por habitante, o único em que a rede de auto-estradas é mais extensa que a rede de vias férreas, e com das piores taxas de salário e mobilidade da Europa.
Portugueses, se morrerdes todos embrenhados numa bola de petróleo em fogo, electrocutados e afogados logo a seguir, será pequeno castigo… aplaudirei de pé.
** o nosso problema – diriam iluminados tudólogos lisboetas – é mesmo esse, a falta de produção energética, não o excesso de consumo…
















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