Os canalhas nunca são do seu próprio povo

A canalhice é como a estupidez, universal. Tal como a estupidez, torna-se tanto mais perigosa quanto mais poder tem o canalha. É nessas alturas que se vê com quantos paus se faz um canalha.

Chegados ao poder, os canalhas submetem povos, não lhes pertencem. Chegam a acreditar que o povo e respectivos pertences lhes pertencem. É por isso que o canalha bombardeia o seu povo, com bombas, se preciso for.

Por vezes, há pessoas sérias que abraçam os canalhas e declaram publicamente amizades profundas tão eternas como eternos são os amores enquanto duram e juram que os canalhas não são canalhas ou que não se deve meter o nariz nas canalhices dos canalhas, como a colher entre marido e mulher. O que dirão as pessoas sérias se os canalhas forem castigados pela sua canalhice?

Pedro Passos Coelho, numa espécie de “Por qué no te callas?”

Juan Carlos CAW35N6YAo ler a notícia, lembrei-me da célebre pergunta do rei Juan Carlos a Hugo Chavez: “Por qué no te callas?”. E pensei: o que é que PPC pretende dizer com estas afirmações? Os militantes do PSD, dos anónimos aos mediáticos, caso refiram a “crise política do País”, estão a “falar demais”.

Das palavras do líder social-democrata, há inúmeras leituras possíveis . Uma delas, porventura a mais excêntrica, é a de que Passos Coelho sofre da mesma síndrome de José Sócrates. Na ideia de ambos, parece diabólico questionar se o País está em crise? Também política, claro. Não entendo. Sinceramente, tenho de recorrer aos serviços de um psicanalista amigo, também conhecido por astrólogo, a fim de saber o que Pedro Passos Coelho pretende.

Em antecipação à análise psicanalítica, arrisco uma opinião; à medida que o tempo corre, o líder do PSD emite sinais de hesitação ou mesmo de inconsistência, só de imaginar a hipótese da governação na grave situação económica, social e política em que estamos atolados.

Sem militância em qualquer partido, PSD incluído, estou consciente de agir com conta, peso e medida.  E as dúvidas, sobre o futuro do País, emanam também de Pedro Passos Coelho estar ciente de que contributos deste tipo de gente  são decisivos para governar a bem dos portugueses. Está profundamente errado e assevero que estou mesmo a “falar de menos”. Mesmo sem conhecer a bitola do sistema métrico do líder “laranja” que afere o menos, o normal e o demais, para abordar a realidade do País e a sorte que o espera.

Quando os canalhas massacram o seu próprio povo

Da Líbia as notícias que agora chegam são as piores: ataques aéreos contra manifestantes, mercenários disparando sobre tudo o que mexe. Telefones cortados.

Nesta altura, exige-se uma intervenção firme dos governos que ainda tenham vergonha, sim, os mesmos que têm feito acordos com o clã Gadaffi. Os que tremem com o fim do tampão que tem largado no deserto os africanos que tentam emigrar para a Europa. Os que pensam no seu interessezinho estratégico, ou se borram com medo de uma religião igual à sua. Tenham vergonha, ou pelo menos lembrem-se que as revoltas bem podem atravessar o Mare Nostrum. Muito mais depressa do que imaginam.

Educação: ainda a influência do meio socioeconómico

Aqui há tempos, alguns aventadores manifestaram a sua perplexidade relativamente a uma espécie de estudo que, com base na análise de resultados de exames de 12º ano, chegava à conclusão de que cabia à Escola 70% da responsabilidade do sucesso dos alunos, ficando os restantes 30% a cargo de tudo o que fosse exterior à Escola, incluindo, portanto, o meio socioeconómico das famílias dos alunos.

Numa outra polémica que também passou aqui pela casa, alguns de nós referiram que o sucesso de muitas escolas privadas está ligado à selecção de alunos, com o estatuto socioeconómico a ter grande influência na respectiva vida escolar. Entre alguns comentadores levantou-se um pé-de-vento, vendo nisso a afirmação simplista de que ser pobre era o mesmo que ser burro. [Read more…]

A tropa de Kadhafi em deserção


Podem debalde procurar no Público, no Diário de Notícias ou no Expresso. Nem uma linha ou sugestão de algo que perturbe a eufórica festança da “liberdade”, já corporizada por quem se mete na primeira fila para o exercício do poder que aí vem.

Os assassinos de Anwar el-Sadat e treinadores dos aeronautas do 11 de Setembro, mais conhecidos como Irmandade Muçulmana do Egipto, declararam rejeitar a possibilidade de cristãos ou mulheres poderem candidatar-se à presidência do país. [Read more…]

Não Nos Deixam Em Paz, O Melhor Será Mudar Alguma Coisa Por Aqui

Não há maneira de nos deixarem sossegados.
Toda a gente sabe que vivemos na corda bamba, com o dinheiro com que vivemos a não ser o nosso, e a pagarmos juros usurários por ele. Claro que se os juros estão assim altos, a culpa só nos pode ser assacada, mas isso não convém dizer, ou ainda nos acontece o mesmo que nos países de língua árabe.
Ora por falar neles, olho para o preço do petróleo e vejo que continua a subir. Hoje de manhã, o Brent já ia nos cento e três dólares o barril. Desta vez por culpa da Líbia do senhor coronel. Ora se o preço dos nossos combustíveis já era muito alto e os nossos vencimentos muito baixos, agora com os nossos vencimentos a baixar cinco, dez e mais por cento, lá vão eles voltar a subir o preço da gasolina e a do gasóleo. Que vai ser de nós? [Read more…]

Libiartação à vista?

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Com centenas de mortos, começou a guerra civil que levará à Libiartação. O povo está quase a triunfar onde Reagan falhou: derrubar Gaddafi.

Quando o ditador cair, e não vai ser fácil, aguarda-se a intervenção de Sócrates, congratulando-se pelo papel que os magalhães que vendeu à Líbia tiveram na eclosão das revoltas. Aposto.

O comentador Pinguim sobre a boa educação e o golpe

o comentador pinguim - não basta ser rico para ser educado

As notícias: a boa-educação e o golpe.

a camaradagem masculina

a amizade masculina é camaradagem

Falar de camaradagem masculina, é um risco. O mundo latino pensa, de imediato, que a linguagem amorosa é de uso exclusivo do universo feminino, ou, quanto muito, do foro íntimo de um casal (homem-mulher).

Na actualidade há homens que rompem as barreiras classificatórias dos sentimentos, recorrendo ao uso das palavras que, até há pouco tempo, eram identificadas com a fragilidade do mundo feminino.

Na minha opinião, o engano é duplo: será que a mulher é tão frágil como se pensa e o homem tão masculino, que não saibe brincar com palavras atribuídas ao casal? Nestes dias, falar de camaradagem masculina, pode levar a enganos, sobretudo a partir das novas leis. Quanto à fragilidade feminina, com o mundo em crise financeira, é um facto quase impossível. Facto que faz a mulher mais masculina que feminina: deve trabalhar com todos os seus músculos e todo o seu corpo, caso se empregue como mestre-de-obras. As palavras podem enganar sobre a pessoa da qual falamos.   [Read more…]

A Utilidade d'um Submarino

Com o alto (90 metros) patrocínio da EDP.

Eles vão. E vocês?

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O que é um bom professor? O que é uma boa escola?

Quem escolheu ser professor, escolheu a mais impossível, mas também a mais necessária de todas as profissões. E sabe que não vale a pena acreditar que podemos tudo, que podemos tudo transformar. Não podemos. Mas podemos alguma coisa. E esta alguma coisa, é muitas vezes, a “coisa decisiva” na vida das nossas crianças e dos nossos jovens“. António Nóvoa

O que é um bom professor?
O que é uma boa escola?

E porque não antes…
Para que serve a escola?

E, nela ou fora dela, para que serve (se é que serve) um professor?
podemos responder às duas primeiras sem pensarmos na resposta às duas últimas?
tudo isto a propósito de um post fantástico da Professora Teresa Pombo e de alguns (muitos) comentários.
depois (ou durante) podemos discutir as tecnologias educativas, a motivação (ou falta dela) de alunos, pais, professores, escola (enquanto instituição) ou até da sociedade…

podemos pensar no modelo actual de formação inicial de professores, na formação nas universidades, institutos politécnicos, na boa e na má formação inicial mas também na boa e na má formação contínua. e má é toda aquela que não provoca melhoria dentro da sala de aula, na biblioteca, no site da escola, no blog do professor. má é toda a formação que não promove reflexão e avaliação sobre a forma como desempenhamos, ou não, o nosso papel. [Read more…]

Do Poder Político e da Fome

O Banco Mundial  há dias denunciou o crescimento exponencial da pobreza. Cerca de 44 milhões de seres humanos, informava, é o acréscimo de pobres. A causa é atribuída ao aumento de preços de matérias-primas necessárias à produção de bens essenciais. O preço do trigo, de Junho de 2010 a Janeiro de 2011, duplicou – 100% de aumento – . O milho passou a custar mais 73% no final do mesmo período. O fenómeno em si já é preocupante, mas é aterrador e desumano, densamente desumano deparar com a indiferença de meios de comunicação, a nível mundial. Silenciaram a notícia. [Read more…]

as minhas memórias-13-o dia de ontem e também o de hoje

o genocídio na Guatemala, e cruel e globalizado

A globalização do genocídio das crianças, antes, ontem e amanhã.

Embora os nomes dos actores tenham mudado, os factos continuam iguais. Não sou adivinho. Apenas observo o que acontece no mundo. Tremo de indignação.

Gostava de ver risos, notícias de que a vida está menos cara, saber que foi editada uma nova versão de uma obra de Bach, que o leite é mais barato, que os ordenados aumentaram, que a inflação está controlada por ter aumentado o Produto Interno Bruto (PIB)…. Que não é apenas o Presidente Chávez da Venezuela a recuperar o cargo, ou que a Rainha-mãe da Grã-Bretanha, foi um exemplo de vida cuja história me agrada ler; pregou um grande susto ao Fascismo na Segunda Grande Guerra, ameaçando o ditador nazi que havia de sofrer as penas do inferno, antes de este se matar em desespero, esse ditador que costumava dizer que Lady Elizabeth Bowes (Londres, [Read more…]

Eles saíram à rua a 20 de janeiro

Dicionário do futebolês – remate intencional

Imagine-se: um jogador, num dos raros momentos em que, por mérito próprio ou demérito alheio, tem alguns segundos para escolher o lado para onde vai rematar e lança a bola em arco ao poste mais distante. Seja golo ou não, há fortes probabilidades de o comentador de serviço considerar que se tratou de um “remate intencional”.

A partir do momento em que a expressão “remate espontâneo” teve direito à vida, na outra face da moeda teria de estar, logicamente, o “remate intencional”. Forças de expressão, já se sabe: na primeira, por absurdo, pretende acentuar-se a rapidez do movimento; na segunda, sai reforçado o facto de o gesto ser mais elaborado, graças ao aumento improvável do espaço e do tempo, dois factores reduzidos ao mínimo no futebol moderno, feito de pressões constantes e marcações ferozes. No meio desta selva em que vinte e dois homens se combatem numa mesma trincheira diminuta, é precioso aquele jogador que consegue pensar mais depressa, suscitando o comentário que define os melhores: “Parece que é fácil!”

Inspirando-nos em Orwell, o que nos permite aceitar mais facilmente o absurdo, poderemos dizer que todos os remates são intencionais, mas uns são mais intencionais que os outros. No vídeo que se segue, há remates e passes intencionais com fartura, ou não tivesse sido Rui Costa um jogador com tão boas intenções.

 

Marx, Durkheim e a teoria da infância

para os meus discentes do Curso de Antropologia do ano académico 2006 -2007, que me motivaram para a pesquisa destas ideias…

Não é a infância de Marx e Durkheim que vou analisar, mas sim, o que eles afirmaram sobre a infância, o meu tema preferido, o da criança.

Pouco se sabe do facto de Émile Durkheim, e a sua equipa, terem usado o método do materialismo histórico na análise da vida social. No entanto, no seu livro datado de 1888, publicado como obra póstuma em 1928, Le Socialisme, Durkheim, faz uma apreciação da obra de Marx, como escreve em Dezembro de 1897, na Revue Philosophique, no seu “Essais sur la conception materialiste de l’histoire”.

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O Impacto Ambiental na Linha do Tua

Alguns ambientalistas poderão dizer que a Linha do Tua não é Património “natural” porque interfere com a “natureza”: veja-se, na foto, o impressionante estrago causado pelo viaduto e ponte das Presas (muito próximo da foz do rio).

Ainda bem que um paredão de 90 metros de altura não interfere com a natureza mais do que afogar toda a biodiversidade ao longo de 16 km.…não faz mal!!!, cria-se a merda d’um parque natural, de preferência gerido pelas autarquias e pelo Instituto de Conservação da Natureza para, em conjunto, conservarem a natureza!… Nenhum proxeneta se lembraria de melhor.

A Estação Mais Alta de Portugal

A cerca de 866 metros de altitude, a estação ferroviária de Rossas é (foi) a mais alta de Portugal; do alto da Serra da Nogueira, mirando, de um lado, Bragança e, do outro, Macedo, Mirandela e o Douro, Santa Comba de Rossas viu passar os comboios entre 1906 e 1992. O IP4 chegou já depois de Cavaco Silva ter feito saber que as “acessibilidades” é igual a estradas. Ainda bem que jorra o petróleo no Beato

(foto de Detlef Schikorr, ca. 1973)

Um conto tradicional: a Educação é um terreno agrícola

Escolas. Directores lançam metas até 2015, mas avisam que não vão cumpri-las

 

A terra a quem não a trabalha

Era uma vez um senhor que tinha muitos terrenos. Esse senhor era conhecido por Zé, Zé Povinho para os inimigos. Como os terrenos eram muitos, o senhor Zé resolveu pedir ao engenheiro José Platão que tratasse deles. O engenheiro era um homem bem vestido e, como, por vezes, punha um ar sisudo, o senhor Zé Povinho acreditou que era um homem sério. O José Platão lá começou, então, a tratar dos terrenos. Como eram muitos, pediu a ajuda de outros amigos que também não percebiam nada de agricultura. Na Quinta da Educação, trabalhavam, há vários anos, dois caseiros que conheciam muito bem a propriedade: a Joaquina Docente e o Serafim Funcionário.

José Platão pediu, primeiro, ajuda a uma bruxa que era má e, depois, a uma fada que parecia boa. O problema era que aquela Quinta só podia dar bons frutos se as coisas fossem feitas com calma, porque os bons produtos agrícolas precisam do tempo certo, como explicaram a Joaquina e o Serafim. O José Platão queria morangos todo o ano e não queria gastar muito dinheiro. O que era preciso era que o Zé Povinho acreditasse que a terra estava a dar morangos. [Read more…]

Aproveitar o caso A. Vara, para reflectir…

-Não concordo ou pactuo com falta de educação, pelo que sou forçado a condenar a atitude de Armando Vara, no Centro de Saúde de Lisboa a que se terá deslocado na passada 5ª feira. Aproveito no entanto a oportunidade para questionar a obrigatoriedade de qualquer doente se deslocar ao Centro de Saúde para obter a necessária baixa médica, que lhe permita justificar uma falta ao trabalho.
Nos últimos 20 anos, fui forçado a duas paragens que me obrigaram a visitar um médico de família, que apenas sabe que existo, sem praticar qualquer acto médico em ambas as visitas. Não que eu tenha qualquer atitude menos elegante ou falta de cortesia para com o médico, mas visito com regularidade uma médica de clínica geral que está ao serviço da seguradora com a qual contratei um plano de saúde. Mas um dia apanhei uma gripe, evoluiu para pneumonia, recorri à urgência do Hospital privado mais próximo, fui diagnosticado, tratado e medicado, mas o médico que de facto me tratou, passou uma carta para que um colega que nunca me tinha visto até então, passasse uma declaração de incapacidade temporária, que me permitiu justificar as faltas perante a entidade patronal e receber da segurança social o subsídio de doença. Passado algum tempo, planeei uma intervenção cirúrgica, consultas, exames complementares de diagnóstico, cirurgia e reabilitação, tudo feito em Hospital ou clínicas privadas, mas uma vez mais apareci sem problema algum à frente do médico de família no Centro de Saúde, apenas a carta do cirurgião, acompanhada de alguns exames, bastaram para sair novamente munido do necessário papelinho.
Fará sentido ocupar um médico com trabalho burocrático? Tempo também é dinheiro, o que gastei no Centro de Saúde já não faz parte de qualquer terapia ou reabilitação, foram mesmo algumas horas mais que desnecessariamente também não trabalhei, mas justifiquei. Apenas não fui mal-educado com os presentes, nem passei à frente de alguém, esperei a minha vez, diminuindo a minha produtividade.

Há Moralidade? Então Comemos Todos!

SÓ O FEZ PORQUE PÔDE

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O sr Armando, entrou pelo CS dentro, passou à frente de toda a gente e exigiu um atestado médico. A drª médica, passou-o.
Ele, prepotente só o fez porque pôde, ela, submissa fê-lo porque quis.
Ele, prepotente, simboliza tudo o que de mal tem a nossa sociedade e o regime vigente, feitos de compadrios e de situações de favor, de falta de ética e de nenhum pudor, de arrogância e de mentiras, ela, submissa, também.
Porque se queixam, a directora do CS e a médica, então?
As queixas dos utentes, essas, eu entendo. Um gajo entra por ali dentro e faz o que eles gostariam de poder fazer? Está mal!
Ou comem todos ou há moralidade.
Agora a drª que fez o que bem entendeu, ou seja, que passou o atestado pedido pelo prepotente, queixa-se de quê? De ter feito um favor e depois se ter arrependido porque houve quem protestasse e não quer agora ficar mal vista?
Ora valha-me Deus!!!
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Salto à vara

Falta a opinião do visado, claro, que há-de dizer que esta denúncia integra fortes componentes políticas. Mas, assim, à primeira vista, a notícia do Público, citando a TVI, apresenta algumas falhas.

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A notícia diz que “Armando Vara (…) passou à frente dos utentes que aguardavam a sua vez (num centro de saúde) e exigiu a uma médica que lhe passasse um atestado médico, alegando estar com pressa e ter um avião para apanhar”.

Ficamos sem saber se Armando Vara ia ou não vestido com uma camisola do Esmoriz que alguém lhe ofereceu e se o motivo da pressa tinha a ver com algum almoço de robalos fresquinhos.

Senhor Primeiro-Ministro, V.Exa. é psicótico

Senhor Primeiro- Ministro, como imaginará, comparado com Alexandre Soares dos Santos, sou pobre, mesmo muito pobre. Sinceramente, ao ler esta sua teoria, tenho dúvidas se, uma vez destituído de fortuna, já me é permitido chamar-lhe mentiroso. Isto, a despeito de julgar certo e provado de que o é mesmo.

Por via das dúvidas e longe de mim ferir a sua fina sensibilidade, abandono a teoria da relação entre a materialidade do património e a habilitação para chamar mentiroso a alguém que o é, de facto. Uso uma alternativa. Talvez, até mais rigorosa e ajustada ao tipo de personalidade que o Senhor Primeiro-Ministro revela: “V.Exa. é psicótico”. Eis uma definição de psicose:

Psicose é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, pela psicologia clínica e pela psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa “perda de contato com a realidade”. Nos períodos de crises mais intensas podem ocorrer (variando de caso a caso) alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranóide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa.  

 Rogo-lhe, Senhor Primeiro-Ministro, que encare as minhas palavras apenas como mero contributo para eventual diagnóstico clínico. Sim, porque eu e milhões de concidadãos, estamos muito empenhados em tratar da saúde a V.Exa., como político da nação.

Crónica de uma moção chumbada

Crónica de uma morte anunciada Ontem na Antena 1, quanto ao anúncio da moção de censura a apresentar daqui a um mês depois, Francisco Louçã questionou como ser possível que o PSD e o CDS afirmem não a viabilizar sem conhecerem o respectivo texto. Mas ainda há dias José Manuel Pureza, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, afirmou explicitamente que o PSD cairá no ridículo se apoiar a moção de censura. Vemos que para uma coisa é relevante conhecer-se o texto da moção mas para outra já não.

Nessa mesma entrevista à Antena 1, Maria Flor Pedroso perguntou a Louçã porque é que, se como ele dizia, o texto da moção terá uma “fundamentação ideológica e de esquerda”, não dialogaram com o PCP, que já se havia manifestado disposto à apresentação de uma moção de censura, conseguindo assim maior unidade à esquerda. Com algumas evasivas, acabou por passar a ideia de que não o fizeram porque não o tinham que fazer, já que apresentar uma moção é um direito de todos os partidos. Percebe-se que a questão da iniciativa importa de sobremaneira. [Read more…]

Deolinda, Que parva que eu sou – o mp3

Depois dos vídeos e da letra, já pode ouvir ou fazer o download da canção-hino Que parva que eu sou, interpretada ao vivo pelos Deolinda.

[audio:http://aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2011/02/deolinda-que-parva-que-eu-sou1.mp3%5D

Download: Deolinda – Que parva que eu sou

Apoiar boas causas:

O PR After Work Norte vai procurar juntar os diferentes “Comunicadores” dispostos a participar num evento informal. Nada como aproveitar este momento especial para divulgar e apoiar três diferentes Instituições/Associações cujo trabalho merece todo o nosso apoio e que melhor local para o fazer do que este?

Já foi divulgada a primeira Associação, a “Animais de Rua“. Nos próximos dias serão divulgadas as restantes. Não se esqueçam de aparecer por lá.

PS ou PSD, qual a diferença?

O dois principais partidos portugueses, PS e PSD,  revelam poucas ou nenhumas dissonâncias em matéria de políticas e medidas de transformação do sistema que ambos desenvolveram e sustentam. Com a habitual sintonia,  e para salvaguarda dos interesses dos respectivos “boys”, chumbaram os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que visavam a limitação das remunerações dos gestores públicos. Isto, acentue-se, no mesmo ano em que fizeram vigorar um Orçamento Geral do Estado pautado pela austeridade, decretando o corte de remunerações dos funcionários públicos e trabalhadores de algumas – repito, de algumas – unidades do Sector Empresarial do Estado.

Uma vez mais, e nem mesmo com os imperativos da crise,  se vislumbram diferenças de vulto entre a escolha da “rosa” ou da “laranja”. Manuel Brito Camacho, um dos políticos da I República que os monárquicos mais detestam, celebrizou-se como autor da frase: “Só mudam as moscas, a merda continua a mesma”. De facto, enquanto os dois principais partidos permanecerem geminados, no tipo de liderança e orientação política, o País e os portugueses continuam subordinados a triste sina. Ainda assim, mantenhamos a esperança de que as moscas e a merda um dia, oxalá breve, sejam removidas de vez.

Avaliação de professores – a treta das quotas

O problema da chamada avaliação dos professores vai, lentamente, voltando a ser tema de debate e de discórdia, como se pode verificar aqui, aqui e aqui. Quando as pessoas que, em Portugal, se interessam, verdadeiramente, por Educação (uma minoria, digo eu), se aperceberem de que esta é uma questão muito mais do que corporativa, com reflexos terríveis na qualidade do ensino, talvez a Avenida da Liberdade venha a ser pequena para tanto descontentamento.

Entre os muitos disparates contidos neste imbróglio está a manutenção das quotas, erigidas por muitos ignorantes em condição sine qua non para que haja uma efectiva avaliação de mérito. A propósito disso, republico aqui um texto e uma adenda (ambos de Janeiro de 2010): [Read more…]

Bansky espalha provocações por Hollywood

O mais famoso graffiter do mundo, Banksy, está nomeado para o Oscars de melhor documentário por “Exit Through the Gift Shop”. O anúncio dos vencedores é no dia 27 mas consta que o desconhecido britânico que dá pelo nome artístico de Bansky já anda por Los Angeles.

Nos últimos dias surgiram nas ruas da cidade desenhos que são a imagem de marca do artista. Subversivos, divertidos, agitadores de consciências e provocadores. Charlie Brown com um cigarro e um garrafão de gasolina, uma criança a disparar lápis de cor, um rato a perguntar onde fica Hollywood e o Mickey a… o melhor é ver a imagem abaixo.

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