O Colégio Paulo VI em Gondomar, um colégio com contrato de associação, admite a selecção dos alunos no seu Regulamento Interno

Pelo meu post anterior, já ficou provado à saciedade que o Colégio Paulo VI em Gondomar nunca poderia ter contrato de associação com o Ministério, visto que a condição principal para ter contrato de associação é não existir oferta pública na região. E em volta do Colégio Paulo VI, para além das 4 Escolas Secundárias do concelho de Gondomar e das inúmeras Escolas Secundárias do Porto e arredores, o que não falta é oferta pública (pode ter havido uma razão histórica para a assinatura deste contrato. Agora já não há).
Depois, há a questão da selecção de alunos. Uma escola com contrato de associação tem de aceitar todos os alunos da sua área de residência – é o que diz a lei. O Colégio Paulo VI não o faz. Selecciona os alunos pelo seu aproveitamento escolar e assume-o no seu Regulamento Interno:

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Albano Martins

Como toda a gente sabe, Albano Martins é um grande poeta, reconhecido nacional e internacionalmente, tendo realizado também magníficas traduções de poesia grega, italiana, sul-americana e espanhola. Licenciado em Filologia Clássica, é professor na Universidade Fernando Pessoa. Tem poemas seus traduzidos em espanhol, francês, inglês, italiano, chinês e japonês.

Foi galardoado pela República Chilena com o prémio “Diploma da Ordem de Mérito Docente e Cultural Gabriela Mistral ”, no grau de Grande Oficial. Este galardão chileno, considerado o Nobel da América Latina, foi entregue pelo Embaixador do Chile em cerimónia realizada na Universidade Fernando Pessoa, cerimónia organizada pelo Centro de Estudos latino-americanos, a que tive a honra de assistir. [Read more…]

Egipto, Tunísia e Países Árabes: a Revolução Dominó

Depois de fazer tudo o que os tiranos sempre fizeram nestes casos, -a velhinha repressão musculada, detenções arbitárias, etc. – o regime de Hosni Mubarak avançou com as medidas que os tiranos de hoje em dia tomam e cortou o acesso à internet e telemóveis. Mohamed ElBaradei, que regressou ao Cairo e se colocou ao lado dos protestantes, parece estar em prisão domiciliária (segundo a Antena1 há momentos), ao contrário do que afirmam notícias como estas.

As confrontações estendem-se já a várias cidades do país e vão continuar a alastrar. Depois da Tunísia e do Egipto, as manifestações por uma mudança de poder começam a fazer ouvir-se no Iémen e noutros países árabes.

Sem pretender fazer futurologia e sem arriscar prever o que se seguirá ou que tipos de regime surgirão, é certo que a geografia política do Norte de África e Médio Oriente está a mudar nestes dias. Está a fazer-se história nas ruas e assistimos em directo a uma revolução-dominó. [Read more…]

O ensino privado não é melhor que o público: selecciona os alunos, e claro que tem melhores resultados

Na discussão sobre os ensino privado alimentado pelos nossos impostos volta sempre o velho mito da suposta qualidade dos colégios. Aparentemente os pais escolheriam os colégios porque estes teriam melhores resultados.

Para começar esquece-se uma evidência: se fosse concedido aos pais escolherem a escola para os seus filhos e todos optassem pelo privado, além de o público ficar às moscas, gostava de ver a proclamada qualidade do privado que não pudesse seleccionar os alunos. Porque essa é a questão: quem escolhe alunos (como aqui provei que se escolhe, tendo em conta “o percurso escolar do aluno”) fica com os melhores e estes obtêm melhores resultados. É óbvio. Tão óbvio como este velho texto do Pedro Sales, que mantem a sua actualidade ranking após ranking:

O colégio São João de Brito é da Companhia de Jesus, a qual tem mais duas escolas com ensino secundário. O Instituto Nun´Álvares, em Santo Tirso, e o Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache – Coimbra. Como acontece com quase todas as escolas privadas no interior, têm um contrato de associação com o Estado. [Read more…]

Uma crise com nomes

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Comissão diz que reguladores e bancos são culpados de uma crise financeira que era “evitável” *

* Sim, é nos States. Mas tanto gostam de olhar lá para fora para nos comparar, como por exemplo neste recente caso de Espanha, podemos desta vez também fazer comparações, certo?

Escutas e mais Escutas

FACE OCULTA COM RABO DE FORA

Esta saga não acaba. Vara, Sócrates e companhia ainda nas bocas do mundo e em cópias guardadas em cofres, a sete chaves.

O pobre do ainda nosso Primeiro não sossega. Agora, e mais uma vez, veio a saber-se que existem mais cópias das escutas em que foi a apanhado. Pelos vistos andaram por aí a copiar, para memória futura as coisas que alguns querem que se não saiba, e, apesar das ordens mais ou menos rigorosas para que se destruam as provas de eventuais prevaricações do senhor Pinto de Sousa, sempre há alguém que se esquece de uma determinada cópia. [Read more…]

Miguel Sousa Tavares e a luz de Sophia: o lado bom da Força

Doação do espólio de Sophia de Mello Breyner à Biblioteca Nacional

Miguel Sousa Tavares faz-me lembrar Luke Skywalker, pois também dentro dele convivem o lado bom e o lado negro da Força. Tendo como ponto comum a frontalidade, há um Miguel Sousa Tavares inteligente e sensível, o mesmo que dirigiu a Grande Reportagem, por exemplo, e um outro que escreve e fala com a clava de um troglodita, quando defende o seu clube (é uma espécie de Leonor Pinhão de calças, pronto), quando ataca os professores ou quando argumenta com o volume de vendas dos seus livros como prova da qualidade dos mesmos. Hoje, tive o grato prazer de reencontrar o melhor Sousa Tavares: na companhia das irmãs, fez a doação do espólio da mãe, Sophia de Mello Breyner, à Biblioteca Nacional. Trata-se de um gesto absolutamente grandioso, de uma generosidade tão absoluta que só pode ser apanágio de pessoas que estão acima do portuguesinho egoísta, para quem a posse é um direito e a partilha é impensável. Vale a pena ler esta reportagem e apreciar as palavras de Miguel Sousa Tavares, com direito a brinde: uma história engraçadíssima que inclui Azeredo Perdigão, Sophia e dois patos.

vaga de frio

Entrando no Espoliado Reino Maravilhoso…

Pela outrora fronteira ferroviária de Barca d’Alva, Linha do Douro. A fotografia terá pouco mais de 40 anos.

A maior Biblioteca Digital de língua portuguesa em risco de fechar

O site Domínio Público é a maior bilioteca digital de língua portuguesa. Constituída, como o nome indica, por obras cujos direitos de autor caíram já no domínio público ou foram autorizadas pelos criadores a integrá-la, a bilioteca foi lançada em 2004 com o propósito de colocar

à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores – Internet – uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.

e ainda

promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos)

Criado por iniciativa do ministério de educação do Brasil, o projecto corre o risco de encerrar por falta de procura. [Read more…]

Docinhos Micro$oft

msQuando uma empresa que vende 35 milhões de euros por ajuste directo ao Estado português fala em oferecer software de “transparência”, só pode estar a referir-se ao celofane que envolve as caixas dos DVD  do Office e do Windows.

«E caso o governo português siga o ritmo dos restantes executivos europeus, passa a gravar e armazenar dados públicos dos cidadãos na “nuvem” controlada pela Microsoft, através da “plataforma Windows Azure”.» [ionline]

Gostava de saber quais são esses «executivos europeus» e porque razão estão a confiar o controlo de dados potencialmente sensíveis a uma empresa.

Finalmente, há a questão dos preços de licenciamento.

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Gilberto Madaíl, pá, a sério que não era preciso

Os homens providenciais sempre me assustaram. O mundo pula e avança graças a um conjunto de indivíduos e nunca por obra e graça de um só. Mesmo que esse homem especial tenha uma importância extra no desenrolar da história.

Gilberto Madail

Messi pode ser determinante no Barcelona mas se não tiver outros dez jogadores a ajudar não ganha nenhum jogo. Há um anos, quando Cavaco Silva garantiu que ou era ele ou o caos, tremi. Foi por isso que nunca fui fã do reeleito presidente da República. Por isso e por causa do episódio do consumo de bolo-rei com a boca aberta. É um crime comer bolo-rei daquela forma.

Há dias, Gilberto Madaíl admitiu recandidatar-se à liderança da FPF, depois de ter dito, várias vezes, que não, que não faria mais nenhum mandato. Comecei a ficar assustado.

Depois, já hoje, Horácio Antunes anunciou que desistia. O pior estava para aconter e, pumba, aconteceu. Hoje, Madaíl confirmou: se os novos estatutos forem aprovados, ele recandidata-se.

É que não era preciso. A saúde já não ajuda, a idade começa a pesar e a FPF até funciona em piloto automático.

privilégios

Paulo VI, o Colégio que tem um contrato de associação no centro de Gondomar e que selecciona os alunos


O post do João José Cardoso sobre a manifestação das escolas privadas em Lisboa fez-me querer saber quais são as 93 escolas que têm contratos de associação no país. Aqui estão elas.
Com espanto, verifiquei que uma das escolas que mantém contrato de associação é o Colégio Paulo VI, em Gondomar. Estamos em presença de um bom colégio, mas não é isso que está em causa.
Porque o que está em causa é o seguinte: é um colégio que não cumpre o principal requisito das escolas com contrato de associação – oferecer educação gratuita a uma região que não dispõe de oferta pública. É que, em redor do Paulo VI, a menos de 1 ou 2 km, existe uma extensa rede de escolas públicas, todas com capacidade para albergar mais alunos. No total, são 47 escolas primárias (1.º Ciclo), 7 escolas E B 2 3 (2.º e 3.º Ciclos) e 4 Escolas Secundárias – Gondomar, Rio Tinto, S. Pedro da Cova e Valbom. São números que respeitam apenas à cidade de Gondomar e às freguesias limítrofes e que não contabilizam, por isso, as freguesias mais afastadas da freguesia-sede, como Jovim, Foz do Sousa ou Melres. [Read more…]

O Descarrilamento

Que acontece quando um país troca o seu caminho-de-ferro por muitas auto-estradas “grátis“.

Portugal, esse país latino-americano

cartão do cidadão

Muito gritaram os socialistas – e bem – quando Manuel Ferreira Leite falou em suspender a democracia por seis meses. Mas onde estão agora essas vozes quando esta foi de facto suspensa por um dia para alguns milhares de portugueses?

Depois dos casos de justiça que se arrastam para darem depois em nada, dos grandes empresários que nada arriscam fora do papá estatal, dos ajustes directos milionários e do omnipresente Estado presente na sociedade e na economia, só nos faltam eleições suspeitas para o chavismo cá chegar.

Adenda

Ora aí está uma das vozes que clamou por causa da “suspensão da democracia” e agora vem com um discurso cauteloso. Transformar “problemas técnicos, num problema político”? Desde quando milhares de pessoas não terem podido votar não é um problema político?!

Acordo Ortográfico – a opinião de Durão Barroso

Para além do que sugere o vizinho Fernando Nabais, o acordo ortográfico trará mais que a unificação da escrita; ele trará – como aqui exemplifica um ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, ex-primeiro ministro de Portugal e actual presidente da Comissão Europeia – uma unificação fonética e semântica. “Taça do Mundo” não mais será taça do mundo, será copa do mundo. Resta saber de que tamanho.

Acordo ortográfico – a opinião de Scolari

De acordo com a base IV do Acordo Ortográfico, em Portugal e no Brasil passará a escrever-se “ótimo”, tendo em conta que o p de “óptimo” é mudo. Temos, efectivamente, aqui, um exemplo de unificação ortográfica. Pormenores como este são usados por alguns que defendem que o Acordo contribuirá para uma unificação da língua – como se a língua se reduzisse à ortografia –, com consequências positivas, como o aumento da circulação de livros portugueses no Brasil. Para além desta brilhante argumentação de Desidério Murcho, será interessante recordar um vídeo em que Luiz Felipe Scolari demonstra que continuará a haver muitas diferenças entre o Português falado na Europa e na América do Sul, por muito que se mexa na ortografia.

 

O estado da arte em Portugal

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/h9zsaozB7IZdr3YgFrkG/mov/1&color=0x4e00ff&frame=ROUND

Varela, Hulk, Calcanhar, James. Chapéu. Golo.

Portugal, esse país latino-americano

Portugal, esse país latino-americano Post movido para este local: http://aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2011/01/image213.png2011/01/27/portugal-esse-pas-latino-americano

Davos serve-se fria e o Magreb a ferver

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Davos, estância de neve suíça, é outra vez cenário do Fórum Económico Mundial. O acesso de contestatários às proximidades do local é interdito. Um militar de arma alçada é a força dissuasora. Há que proteger banqueiros, empresários e políticos. O ambiente de serena reflexão é imprescindível. Permite a crueldade da continuidade e, de resto, Davos serve-se fria.

Os homens das finanças e dos negócios, em Davos, não dispensam a  participação de políticos. Além de outros, compareceram Merkel, a proprietária do euro, Sarkozy, o presidente mais cabotino da história republicana francesa, e Cameron, um PM britânico gentil e sorridente, ainda que longínquo da capacidade de Blair, no número de sorrisos por segundo. De realçar que Merkel, Sarkozy e Cameron comungam de ideais do neoliberalismo e do nefasto modelo de globalização que arrasa a vida a milhões de seres humanos.  Porém, existe outro fenómeno comum entre eles,  o desemprego; Alemanha, França e Grã-Bretanha orbitam à volta de idêntico número de desempregados:  4.000.000 em cada país. Ainda agora, Sarkozy viu agravar-se a taxa do desemprego. É a Europa no fulgor da desgraça. [Read more…]

Cavaco prefere ser reformado a ser Presidente da República

Se um vencimento corresponde à justa remuneração por um trabalho, será justo alguém prescindir do seu vencimento? Cavaco fá-lo e pretenderá ter um gesto pedagógico e generoso para com um País cuja economia está deprimida. No entanto, não posso deixar de me perguntar: não foi alguém parecido com Cavaco que, há pouco tempo, criticou os cortes dos salários na Função Pública? Pergunto ainda mais: não será o Presidente da República uma espécie de funcionário público, o topo mesmo da Função Pública? Se admitirmos que sim, não estará Cavaco a cometer uma injustiça relativamente a Silva?

Entretanto, a partir do início deste ano, já não será possível acumular pensões com vencimentos de Estado. Cavaco Silva não é, portanto, abrangido por essa obrigação, uma vez que a lei nem sempre pode ter efeitos retroactivos. Mas, e se um homem sério, preocupado em dar um exemplo à classe política, resolvesse, mesmo sem ser obrigado, prescindir das pensões, enquanto receber um vencimento, antecipando o cumprimento de uma norma que contribuiu para aprovar? Era bonito, não era?

Adenda: Graças ao comentário pertinente e informado do leitor Marco Gomes, sou obrigado a corrigir o tiro. Na realidade, a nova lei obrigou Cavaco Silva a escolher: pensões ou vencimento. Optou pela fatia maior: as pensões. Afinal, não foi uma questão de generosidade.

The Portuguese-Siamese Treaty of 1820


Da autoria de Miguel Castelo-Branco, este livro é publicado pelo Instituto do Oriente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – ISCSP -, sob a chancela do ministério dos Negócios Estrangeiros/Missão comemorações Ásia. Com uma introdução do professor António de Vasconcelos de Saldanha, a obra oferece uma perspectiva revisionista na …”abordagem do lugar pioneiro de Portugal na implantação do modelo de negociação e redacção de tratados com potências do Sudeste-Asiático.”

Lyoncificado, José Sócrates passa a ser Joséonce Supéhr


Vamos Lyoncificar, tal qual Yannick Djaló e Luciana Abreu fizeram com a filha, Lyonce Viiktórya.
Assim, lyoncificando, o Primeiro-Ministro José Sócrates passa a ser Joséonce Supéhr, enquanto que o Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, Pedro Passos Coelho, passa a Pedronce Pakauiteka. Quanto ao nosso Presidente da República, eleito no Domingo, passaria a chamar-se Aníbalonce Carytuloja. Manuelonce Areeopla, Fernandonce Napalmah, Frankiiskonce Lindhuxa, José Manuelonce Cykojutra e Defensoronce Mianotyrka – conhecem estes nomes?
Passando para o futebol, Jorge Nuno Pinto da Costa é Jorge Nunonce Pohtencya, André Villas-Boas Andréonce Vekanuoma, José Eduardo Bettencourt José Eduardonce Brhuutáhl, Luis Filipe Vieira Luiis Fyliiponce Viríhl e Jorge Jesus Jorge once Jokaitore.
No «entertainement», Tony Carreira é Tonyonce Campiione e Ana Malhoa Anonce Mahravílha. Uma maravilha!
Já agora, lyoncificado, o meu nome passa a ser Riikardonce Sutyulaona.
Eu já lyoncifiquei. E tu, queres lyoncificar?

"Nenhum dos Anteriores"

Esta petição está em curso ne net:

“Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República,


1 – Os signatários e peticionários vêm solicitar a V. Exa. a apreciação, em plenário da Assembleia da República, da presente petição «Pela inclusão da opção “Nenhum dos anteriores” nos boletins de voto de futuras eleições».

2 – Considerando os elevados níveis de abstenção, bem como os votos de protesto manifestados sob a forma de votos brancos e nulos, que têm vindo a marcar de forma inegável os mais variados actos eleitorais, é nossa convicção que se torna necessário criar uma alternativa que possa mais acertadamente reflectir a opção dos que pretendem manifestar o seu voto de protesto.

3 – Por um aperfeiçoamento contínuo da democracia portuguesa, vimos desta forma propor que se inclua nos boletins de voto de futuras eleições a opção “Nenhum dos anteriores”.

Pedem e esperam o competente deferimento,

Os signatários”

Lembrei-me Agora, Desculpem!

UPS …
-Pssst, desculpe, olhe, fachabôre … não é que seja importante ou que perturbe alguma coisa, mas … lembrei-me agora … aquelas coisas que eu andei a dizer estes anos todos e que fizeram com que aqueles senhores todos fossem condenados ... eram mentira. Drogaram-me, sabe,  e obrigaram-me a dizer coisas que não eram … e só agora me apercebi das coisas que disse … desculpem … eu sei que é chato, mas … os outros senhores são todos inocentes!
Foi mais ou menos assim que o sr Silvino se lembrou, muito de repente, das coisas que lhe aconteceram há já alguns anos. Nesse entretanto, foi ouvido dezenas de vezes pelos agentes que prepararam o processo, foi ouvido em tribunal, leu jornais e ouviu as televisões, e nunca se tinha lembrado de ‘semelhante isto’.
Pelos vistos, as drogas que lhe deram na altura deveriam ter sido muito potentes, para só agora deixarem de fazer efeito. [Read more…]

Verdades privadas, mentiras públicas

A cidadão Barbara Wong tem o legítimo direito de ter um filho num colégio privado sustentado pelo estado, e de estar contra as medidas do governo que a colocam perante a questão de o colocar numa escola pública. Afirmá-lo e defender os colégios privados no seu blogue também não me parece incorrecto, antes pelo contrário.

Já a jornalista Barbara Wong quando escreve no Público de hoje isto

A tutela não vai ceder às pressões  – hoje duas dezenas de escolas serão fechadas pelos pais na região de Coimbra –, e mantém que os colégios que não assinarem as adendas aos contratos não serão financiados.
Até ontem, 57 já tinham firmado. Faltam 36. Todos são financiados para oferecer educação gratuita aos alunos de determinada região, onde não existe oferta pública.

(o sublinhado é meu) sabe que está a mentir. O mapa  da rede escolar pública e privada que publiquei ontem demonstra como isso não é verdade em Coimbra cidade, e na esmagadora maioria dos colégios de Coimbra distrito, acrescento. Estas escolas concorrem com a rede pública a quem roubam descaradamente alunos, numa das piores “parcerias público-privadas” que temos. Na maior parte dos casos nunca fizeram falta: muito simplesmente responsáveis locais pela educação, onde sobressai a viúva de Mota Pinto foram privatizando o ensino, dando chorudos lucros a empresários tipicamente portugueses: à sombra do estado é que estão bem.

É indigno, e digo-o na qualidade de leitor do Público. Na qualidade de professor já nem digo nada, mas artigos como este aqui criticado vão-se entendendo melhor.

O elefante na sala

As pessoas estão fartas dos políticos e das suas cantigas de embalar. Da esquerda à direita vemos todos os dias aparecerem novos casos que provam, sem sombra de dúvida, que a nossa classe política vive cada vez mais apenas para ela mesma. Desligada das necessidades e sentimentos daqueles que supostamente são a sua razão de ser, os eleitores e demais cidadãos pelos quais são responsáveis. Os políticos preferem chafurdar no pântano da pequena política, preferem o golpe mesquinho que lhes dá uma um pequenino ganho material, preferem representar “O Padrinho“.

Estas últimas eleições presidenciais são exemplo disso:


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Este inverno as revoluções andam pelo sul

egypte_manif_inside Sabe bem o Mediterrâneo a pedir mudança. A Europa mediterrânica está a ficar entalada entre o norte que a empurra para o sul da falência, e o seu sul, o norte de África que descobre que para mudar é preciso vir para a rua. Depois da Tunísia vem o Egipto. Há 2000 anos éramos províncias  do mesmo império.

Só meio milhão sem médico de família?!

buraco A ministra Ana Jorge diz que 500 mil portugueses estão sem médico de família.

Cerca de meio milhão de portugueses não tem actualmente médico de família, revelou hoje a ministra da Saúde, Ana Jorge.
Na Comissão Parlamentar de Saúde, a governante disse que, apesar do aumento do número de médicos de clínica geral e familiar, ainda há muitos utentes sem médico de família atribuído. [Público]

Ó senhora Jorge, será que não olhou por engano para a lista de espera de Massamá?! 500 mil sem médico de família? Não sei, mas parece-me que o desconhecimento dos números chegou às listas de espera. No que me respeita, posso dizer-lhe, sr.a Ministra da Saúde, que pagar os impostos e agora de forma mais intensificada (digamos assim, ok?), não me adianta nada. Fui há dias ao posto de saúde desse cogumelo urbanístico que é Monte Abraão e logo me foi dito que não tinha médico de família. Que havia uma lista de espera. Longa. Que se quisesse uma consulta , haveria distribuições de senhas às 9 e às 14 horas. E que teria que ir cedo porque as senhas esgotam. E não, não me seria possível marcar uma consulta para uma data futura porque isso era reservado para quem tivesse médico de família.

Demita-se, senhora Ana Jorge. Sempre melhorava o SNS, já que, sendo médica, passaria a ter tempo para atender doentes.