Preparativos para esta grande jornada de solidariedade.
O Banco Alimentar Parlamento já está na rua
amar uma mulher

o amor dos meus amores, pela sua doçura, paciência e dcompanhia
…para a mulher que trata de mim… ela sabe quem é
Não é simples definir a palavra amor. Ainda mais, se estamos apaixonados por ela.
Por ser um sentimento, é capaz de não precisar definição. Os sentimentos vivem em nós, multiplicam-se em nós, fuzilam-nos sem morrer e fazem de nós seres felizes, especialmente se tratam da nossa saúde, não no sentido calão de ironia, mas na realidade tomam conta de nós e ficam tristes se vêm que nos próprios, aparentemente, não cuidamos estes corpos doentes e envelhecidos, que, não entanto, ainda têm a força de trabalhar com ímpeto e gracejo.
Amar uma mulher hoje em dia, e que o amor permaneça ao longo do tempo, com a fiel companheira da nossa cronologia, que apenas tem um homem, esse que a ama e mais nenhum, que eu saiba. Não pior felonia que as mulheres que amamos, por causa da sua libido, andem também com outros, esse amor que em todos os meus textos, denomino amor de meia hora, que não exprime sentimentos nem apoio. Se assim for, seria uma prostitua e era mais fácil pagar às senhoras de rua que amar a nossa
O orçamento não está atrasado
Dizem que a entrega de uma parte do orçamento foi adiada. Nada de novo, e não percebo os protestos da oposição.
O orçamento já foi aprovado pelos bancos. Lá que agora finjam discuti-lo e votá-lo no parlamento até compreendo, mas escusam exagerar.
As ex-SCUTs e o jumento
Lembram-se de, há uns bons anos, António Costa ter feito uma acção de campanha sobre o trânsito entre Lisboa e um concelho qualquer dos arredores ao qual era candidato à presidência da autarquia? Lembram-se que o agora autarca de Lisboa levou um jumento a competir com um Ferrari para ver quem chegava mais depressa à capital?
Ora, foi do jumento que lembrei nestes dias de debate sobre as portagens na SCUT. Não para fazer qualquer corrida comparativa mas apenas sobre o paradeiro do bicho. Acho que sei onde anda. E com a ajuda de uns cenários, todos vós irão descobrir também.
Cenário 1: Um gajo quer chegar ao aeroporto do Porto. A principal via para lá chegar é a A41. E, sim, adivinharam, deixou de ser SCUT ontem, 15 de Outubro. Alternativas: as ruas dentro das localidades entre qualquer ponto e a entrada da aerogare em Vila Nova da Telha; Ou utilizar a VRI, que continua a ser de borla. Ora, um gajo tem de ir a Matosinhos para poder chegar ao aeroporto sem pagar portagens.
Já consigo ver as orelhas e o focinho do jumento.
Pornografia no Baixo Tâmega
A merda continua, há-de continuar porque o povo daqueles bandas é soberano, ainda que particularmente analfabruto. Estão perdoados.
“Joaquim Monteiro da Mota e Silva, presidente da Câmara Municipal do Celorico de Basto, torna público, em cumprimento da deliberação desta Câmara, de 6 de Outubro de 2010, que no próximo dia 22 de Outubro de 2010 se vai proceder pelas 11 horas, no salão nobre do edifício dos Paços do Município, em Celorico de Basto, se procederá à alienação em hasta pública dos travessas, carris e restante material ferroso existente na extinta linha do Tâmega (entre o km 25,724 e o km 45,439)”
Quem tem razão é o Malmaior.
A ex-Baixa de Lisboa

Já foi “a Baixa”. Local de passeio, de compras para uns e de olhares sonhadores para outros, que debruçados sobre montras de tecidos, bolos, jóias ou bibelots, esperavam por melhores dias. Foi o motivo de orgulho português, de uma modernidade setecentista que adequou Lisboa à sua condição de capital imperial. Muitos aqui pacificamente flanaram, enquanto outros, do alto dos seus cavalos, por ela passearam como conquistadores e dela logo saíram à pressa, como derrotados e efémeros invasores. O próprio arquitecto Speer, à cata de ideias para as faraónicas construções destinadas a um muito provisório Reich, por ela vagueou, confessando a sua admiração pela pureza das linhas, pela luz, grandeza da perspectiva e seca modéstia nos ornatos. Aqui deparou com essa sublime pobreza do supérfluo, confirmando a grandeza. A Baixa, foi o centro da atenção daquele Poder que tinha a perfeita consciência do cenário oferecido aos lisboetas e que impressionava quem numa galeota dourada – Eduardo VII, o poderoso kaiser Guilherme ou o president Loubet – desembarcava em visita oficial.
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Ranking das escolas: Comparação 2001 – 2010 ou os efeitos nefastos de Maria de Lurdes Rodrigues

São estes os verdadeiros números do «ranking» que interessam. À medida que as medidas de Maria de Lurdes Rodrigues foram sendo implementadas, as escolas públicas foram desaparecendo do mapa:
Média 2001/2006 – 2 escolas públicas nos 10 primeiros lugares; 6 nos 20 primeiros; 10 nos 25 primeiros; 33 nos 50 primeiros. 2007 – 1 nos 10 primeiros; 5 nos 20 primeiros; 9 nos 25 primeiros; 28 nos 50 primeiros. 2008 – 0 (ZERO) nos 10 primeiros; 3 nos 20 primeiros; 7 nos 25 primeiros; 23 nos 50 primeiros.
No «ranking» de 2009, por exemplo, havia uma escola pública nos vinte primeiros lugares. E mesmo essa, não serve de grande exemplo: só levou a exame 14 alunos. Agora há duas.
Foi a isto que conduziu a política educativa da Ministra da Educação e do anterior e actual Governo. E de quem é a culpa que as escolas públicas estejam a desaparecer progressivamente dos primeiros lugares do ranking?Deve ser dos professores. Os tais que, pelos vistos, dantes não eram avaliados, mas que conseguiam melhores resultados para os seus alunos do que agora.
Ou então é dos alunos. Aqueles que são cada vez menos responsabilizados e cujo sistema facilita cada vez mais a sua progressão, ao ponto de se querer acabar com as reprovações. Aqueles que vêem que tanto faz reprovar porque se está doente ou porque se vai para o café. Aqueles que vêem que tanto faz estudar ou não.
Das senhoras ministras? Que ideia! Nem pensar! Então não se vê o clima sadio que ela criou nas escolas para professores e alunos. Então não se vê como as escolas privadas vão esfregando as mãos de contentes?
Muito mais haveria a dizer sobre isto. Porque, no fim de contas, as escolas privadas não são em nada melhores do que as públicas. Algumas serão, a maioria não. A falácia destes números, onde tanto vale uma escola com 50 exames como outra com 500, e onde tanto vale seleccionar os alunos como acolhê-los a todos, não esconde, no entanto, o desaparecimento das escolas públicas desde 2005.
Desde o dia em que Maria Lurdes Rodrigues entrou no Ministério da Educação para enfernizar a vida a toda a comunidade educativa com os milhares e milhares de diplomas, leis, decretos e despachos que diariamente ia vomitando para cima das escolas.
A História lhe fará a justiça devida.
SCUT e TGV, o mesmo problema
O principal problema nesta questão das scut é que não deviamos estar a perguntar se as devemos pagar ou não, mas sim se elas deviam ser construidas.
Essa era a principal questão mas também é uma questão que já não faz sentido…
Ficamos assim somente com o sentimento de injustiça de quem paga e vê outros a não pagar, de quem não pagava e não tem alternativas e passa a pagar.
Tudo isto ao mesmo tempo que quem criou um modelo insustentável tenta resolver o problema sem nunca assumir que o criou.
Voltando à questão inicial, a pergunta deveria ser se queremos ou não estas estradas.
Porque me parece que grande parte destas estradas foi construida não na perspectiva de resolver um problema (mobilidade) mas com o simples objectivo de construir estradas, aliás auto-estradas, de preferência através de contratos de exploração garantidissimos para quem os explora.
Resumindo e clarificando
Depois de um intenso esforço de decifração vou tentar resumir e clarificar este comentário do sr. deputado Ricardo Gonçalves:
“Eu não disse aquilo que dizem que eu disse porque eu não disse aquilo que disse. Dizem que digo o que sei que não disse porque dizem o que dizem apenas por dizer. Não é o meu caso: eu não digo o que digo porque o que digo não digo. Ou seja, digo e não digo mas não digo como dizem que digo. O que eu digo e o que eu digo não são a mesma coisa. O que eu digo é que o que eu disse não é o que eu disse. Se não compreendem o que eu digo, não digam que disse o que não disse tendo dito o que disse. Tenho dito.”
os aguerridos chilenos
O Morro de Arica, vergonha do Chile
Falar da República do Chile, é falar da fortaleza dos seus cidadãos, da sua força, das suas lutas pelo viver e sobreviver. A República foi fundada a 18 de Setembro de 1810, numa primeira instância. Colónia da coroa de Espanha, e com o rei Fernando VII de Borbon, sequestrado e levado para França por Napoleão Bonaparte, a população do país, especialmente a de Santiago, sentia que não tinha quem a governasse. O Governador, Mateo de Toro y Zambrano, feito Conde da Conquista pelo Rei para poder gerir as suas posses, reunia todos os requisitos para o cargo: Mateo de Toro Zambrano y Ureta (Santiago, 20 de Setembro de 1727 – Santiago, 26 de Fevereiro de 1811), vizconde prévio de la Descubierta, conde de la Conquista y cavaleiro de la Orden de Santiago, militar e político criollo chileno. Convocou uma reunião de notáveis para escolherem quem havia de governar a colónia, porque não havia rei. Como é evidente, os notáveis eram os senhores de posses, nobres também, como já relatei noutros ensaios, editados neste sítio de debate académico.
De facto, esse 18 de Setembro é uma metáfora por causa do rei Fernando VII, ao voltar do seu exílio em França, querer recuperar as suas colónias. Para isso, enviou um exército que os chilenos, durante quatro anos, souberam muito bem combater até há expulsão dos denominados godos, do território nacional, o que aconteceu em 1818, após a vitória, com colaboração da República Argentina (livre desde 1805), na batalha de Maipú.
Até àquela data, a maioria dos líderes independentistas teve que fugir para Mendoza, na Argentina. Formaram o Exército dos Andes, a cargo do general argentino José de San Martín, no qual participava Bernardo O’Higgins, líder das milícias chilenas. Este Exército Libertador, que inicialmente contava com 4.000 homens e 1.200 militantes da tropa de auxílio, para condução de mantimentos e munições, cruzou a
Mas quanto nos custa a cantina da Assembleia da República?
O comentário do deputado Ricardo Gonçalves despertou-me uma pequena dúvida . Diz ele:
[Os políticos] Terão que se adaptar à crise, nem que para tal seja necessário abrir a cantina da Assembleia da República, à noite, para que lá coma quem quiser. Não vejo nisso nenhum problema, pois é um espaço gerido por uma empresa privada, sendo um sítio digno e aprovado pela ASAE. Em vários parlamentos da Europa a cantina está aberta ao jantar, sem que os opinadores lá da terra se escandalizem.
Gerido por uma empresa privada? Mas será que a cantina da AR dá lucro?
Consta do Orçamento da AR para este ano (Diário da República nº 28 – I série – 10 de Fevereiro de 2010 – Resolução nº 11/2010) a rubrica:
Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria – 960.850,00
prevendo-se a receita de 260.000,00 proveniente da venda de senhas de refeição.
É só fazer as contas, e duplicar, almoço e jantar. Claro que isto não é uma simples subtracção. Mas quanto nos iria custar o jantar do ilustre deputado na “cantina” da AR, pelo qual ele iria pagar 4,65 euros ?
Paulo Bento na entrevista de Judite de Sousa
Está confirmado: o homem está mesmo a receber lições de Português.
Comentário de Ricardo Gonçalves (deputado)
Exma(o). Sr(a).
São-me atribuídas afirmações que, no essencial, nunca proferi. São, por isso, falsas e injustas. Limitei-me a constatar o facto de que os políticos têm os maiores cortes nos vencimentos. Não critiquei esse facto, nem me queixei da situação.
Sei muito bem as dificuldades e as angústias pelas quais os portugueses estão a passar. Disse – e mantenho – que os políticos devem dar o exemplo em todos os aspectos, devendo ser os primeiros a assumir as medidas de austeridade. Terão que se adaptar à crise, nem que para tal seja necessário abrir a cantina da Assembleia da República, à noite, para que lá coma quem quiser. Não vejo nisso nenhum problema, pois é um espaço gerido por uma empresa privada, sendo um sítio digno e aprovado pela ASAE. Em vários parlamentos da Europa a cantina está aberta ao jantar, sem que os opinadores lá da terra se escandalizem. Já foram tomadas medidas como cortarem os cafés e os chás que sempre eram servidos durante as reuniões das comissões.
Mas tudo bem! Cabe aos políticos darem o exemplo. [Read more…]
Victor Baptista partindo a loiça de Coimbra
Quando o presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS e seu deputado perde as eleições tudo pode acontecer. Como escrever isto:
Desta vez vem de dentro para fora. O desmentido vem já a seguir.
Banco Alimentar Parlamento – O cabaz básico

É este o cabaz básico que o Aventar tem preparado para pedir aos portugueses que, no Sábado, quiserem estar no Banco Alimentar Parlamento para ajudar o deputado Ricardo Gonçalves a suprir as dificuldades que está a atravessar.
Como se pode ver, pedimos apenas produtos de primeira necessidade, baratos e acessíveis a qualquer bolsa. A lógica é sempre a mesma: quem tem um pouco deve dar a quem não tem nada. E se olharmos para a lista, veremos que aquilo que o Aventar pede é meramente simbólico. Simbólico, como se sabe, é quando não custa nada a quem dá mas significa muito para quem recebe.
Sábado à tarde, no Porto. Estaremos lá. Todos e mais alguns. Apenas e só com um objectivo: fazer o bem.
BLOGUES PARTICIPANTES NO BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO DO AVENTAR
A educação e a cultura no OGE de Sócrates
Passo a passo, a proposta de OGE do governo de Sócrates vai-se perfilando no horizonte dos portugueses. Trata-se, efectivamente, de perspectiva medonha para centenas de milhares de famílias. A ser viabilizada, grande parte dos cidadãos viverão 2011 como o “annus horribilis” do pós-25 de Abril – e vá lá saber-se quantos anos mais se seguirão. Ou então, o FMI o ditará. Estamos encurralados, sem cápsula que nos retire do aterro.
Sócrates e as suas equipas conduziram o País a situação muito complexa, em resultado de lemas de incompetência e de falta de honestidade política – fiquemos por aqui. Hoje, a credibilidade internacional de Portugal está, de facto, deteriorada, como alegam os nossos banqueiros. Todavia, estes omitem terem sido dos principais impulsionadores da crise financeira com que nos debatemos. Convém lembrar-lhes o fortíssimo protagonismo na estruturação dos chamados ‘consórcios’ para obras faraónicas, em simultâneo com a destruição do tecido económico; ou seja, as políticas seguidas desde Cavaco Silva. Sócrates acabou por desferir o golpe fatal e diria inevitável, mesmo que o PSD renuncie.
Regressemos, entretanto, à proposta governamental do OGE. Por ora, detenhamo-nos, apenas, na redução das deduções de despesas de educação no IRS . Esta “simples” medida constitui outra mácula do ataque disparatado ao sistema educativo, já vitimizado pelas ‘Novas Oportunidades’. O jornal ‘Público’, em título, ainda chegou a anunciar o aumento do IVA dos livros de 6% para 23%. Se assim sucedesse, seria mais um atentado ao papel da literatura na formação cultural dos portugueses, em acréscimo ao que já se verifica nos programas escolares e é denunciado por Maria do Carmo Vieira em “O Ensino do Português”.
Adeus SCUTs, olá CCUTs
Amanhã começam a pagar-se portagens nas SCUTs do Norte e Centro do país. As SCUTs dos outros pontos do país só para o ano. Desta forma se faz um Portugal a várias velocidades. Nada de novo, já estamos habituados. A questão é que o povo do Norte, o utilizador mais frequentes destas vias, continua a ser a cobaia.
Eu ainda sou do tempo em que o Porto e o Norte tinham sedes de grandes bancos. Ainda sou do tempo em que a indústria nortenha tinha um grande peso na economia nacional. E, claro, ainda sou do tempo em que os políticos do Norte tinham voz activa.
Agora não há nada disso no Norte. Também não haverá SCUTs. As vias passam a CCUTs, Com Custos para os Utilizadores.
O Norte foi alvo de vários desgovernos durante muitos anos. Este é apenas mais um deles. É preciso acabar com as SCUTs? Comece-se no Norte. É preciso mais fundos para Lisboa e Vale do Tejo? Vai-se buscar ao Norte. Assim é fácil. Tal como é fácil o povo do Norte deixar que assim seja e aceitar estas merdas. A culpa é nossa.
"Quem vive? Portugal, Portugal, Portugal", "Quem manda? Os bancos, os bancos, os bancos"

Ricardo Salgado entrou optimista e saiu confiante. Se à entrada para a reunião com o líder do PSD o presidente do Banco Espírito Santo dizia que “há que ter confiança no futuro”, duas horas depois, à saída, afirmava acreditar, não já no futuro, mas nos “políticos do nosso país para se encontrar uma plataforma de entendimento”.
do Público
Actualização:
Os banqueiros Faria de Oliveira (CGD), Carlos Santos Ferreira (BCP), Ricardo Salgado (BES) e Fernando Ulrich (BPI) já saíram do Ministério das Finanças, onde estiveram reunidos com Teixeira dos Santos.
Mineiros do Chile. A Ave Fénix do patriotismo

a morte desafiada pelos chilenos, uma Fénix Univesal...
Falar de Mineiros do Chile, todos sabemos o que siginifica: trinta e três pessoas soterradas numa mina de cobre no Norte do Chile, a 35 quilómetros da cidade mais próxima, Copiapó, desconhecendo-se, durante 19 dias, do seu paradeiro e se estavam vivas ou mortas. A mina de São José, com mais de cem anos de exploração, pertencia ao Estado do Chile, após a nacionalização de todo o cobre existente no país, em 1972, pelo Presidente da República, Salvador Allende.
En 1810, año de su primera junta nacional, Chile producía unas 19.000 toneladas de cobre al año. A lo largo del siglo la cifra fue creciendo hasta convertir al país en el primer productor y exportador mundial. Sin embargo, a finales del siglo XIX comenzó un período de decadencia, debido por un lado al agotamiento de los yacimientos de alta ley y por otro al hecho de que la explotación del salitre acaparaba las inversiones mineras. En 1897 la producción había caído a 21.000 toneladas, casi lo mismo que en 1810. [Read more…]
Limpar o rabo à Constituição

A proposta, enunciada ontem no programa de Carlos Vaz Marques, na TSF, é do Candidato Vieira.
Segundo o mais credível dos candidatos a Belém, a primeira medida a tomar quando for eleito será mandar imprimir a Constituição da República em papel higiénico.
Toda a gente devia ser obrigada a ler a Constituição e é no quarto de banho que as pessoas lêem mais. Assim, diz o Candidato Vieira que, se as pessoas não lerem com os olhos que têm na cara, poderão ler com outro olho qualquer!
Uma ideia fantástica e a prova de que é este o único homem que pode tirar Portugal do rumo em que se encontra. Ele e, claro, o poeta António Ribeiro Ferreira. Só por um deles é que vale a pena sair de casa nas próximas Presidenciais.
Iludir o óbvio não nos salva
Por SANTANA CASTILHO
A tendência para iludir o óbvio foi classificada por Freud como a primeira paixão da humanidade. Não me recordo se o ilustre “psi” clarificou que é sempre a fuga à violência de uma realidade que explica o mecanismo dessa estranha paixão. Mas posso garantir-vos, com a
experiência dos desaires que sofri, que iludir o óbvio nunca nos salva.
É óbvio que agarrar nos mais de dois mil milhões de euros do Fundo de Pensões da PT e com eles reduzir artificialmente o défice público é uma intrusão inqualificável na gestão de uma empresa privada e uma trapaça política que catapulta um enorme risco futuro para o Estado, leia-se contribuintes.
É óbvio que transformar quatro mil milhões de divida privada do BPN em divida pública, a pagar agora pelos funcionários públicos, pelos reformados e pelos desempregados, foi mais fácil que meter na prisão os responsáveis.
É óbvio que só um desmesurado despudor permite ao Governo dizer que não sabia que tinha um submarino para pagar.
É óbvio que antes da estafada crise global já o Governo tinha aumentado a despesa corrente do Estado em mais de 12 mil milhões de euros e arrecadado, de aumento de impostos e
contribuições para a segurança social, mais nove mil milhões. [Read more…]
Hoje sou mineiro
Um mineiro feliz, e chileno também.
Vão sair todos sãos e salvos como se usa dizer, salvos pela aldeia global e a tecnologia que ela pode chamar. Teriam apodrecido como os mineiros desta cantiga popular asturiana, não estivéssemos todos a olhar para a mina que não vemos.
E um deles já fez um poema:
O nosso Raul Iturra está ali a torcer o sofrimento acrescido do homem que olha os seus compatriotas a voltarem um a um da terra que os emprenha, mas amanhã regressa feliz e contente, podem crer, um verbo derivado do querer.
Hoje Morreu uma Amiga
“Conheci Isabel Sousa na Biblioteca Raul Brandão, em Guimarães, há muitos anos. Depois, encontrei-a em muitas outras (S. João da Madeira, Espinho, etc.), ou em iniciativas invulgares (pão com livros, pizzas e livros, etc) que ela inventou, organizou e defendeu. Onde ela estava, estava também a paixão pelas bibliotecas, pelos livros, pelas salas onde os livros se guardavam e abriam. Morreu esta noite ao fim de um ano difícil e de muito sofrimento. Amanhã, de manhã, a (sua bela) Granja despede-se de Isabel. Todos os que gostam das bibliotecas portuguesas ficam mais tristes, muito mais tristes.“
Big Brother da mina: E depois da saída?
O ‘big brother’ global em que se transformou a operação de salvamento dos 33 mineiros chilenos soa a um tradicional ‘dejá vu’. O uso do pleonasmo é aqui propositado. Só assim se pode comparar à mega transmissão do que se passa na mina de San José.
A chegada à superfície de cada um dos estafados homens foi relatada em detalhe. Um a um, com todos os detalhes. Nome, idade, estado civil, número de filhos, doenças existentes, as funções e a biografia. São heróis, claro. Merecem todo o destaque. Quantos dos heróis de pacotilha do mundo em que vivemos seriam capazes de superar o que eles superaram? Com aquele sacrifício…
Sejamos honestos. A cobertura informativa foi feita desta forma porque prometia ser um espectáculo. Cheio de emoção, que, no fundo, é aquilo que anima as nossas vidas. Eles merecem.
A dúvida reside no depois. Depois da saída, depois dos primeiros dias, depois de contadas as histórias, depois de feitas as reportagens, os documentários. O que será depois?
Na televisão ouço falar em milagre, em homens que nunca mais serão esquecidos. Será assim?
O Banco Alimentar Parlamento é já no Sábado
É já no próximo Sábado, pelas 16 horas, na cidade do Porto (local a designar), que o Aventar vai promover o seu BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO, destinado à recolha de alimentos para o deputado socialista Ricardo Gonçalves, que ainda recentemente confessou com inegável vergonha que o dinheiro não lhe chegava para comer.
Como todos sabem, o Aventar é um blogue de causas sociais. Não de causas fracturantes, como outros, mas de causas sociais. E todos nós, sejamos de Esquerda ou de Direita, preocupamos-nos com os mais pobres, os mais necessitados, aqueles a quem as carências deixam marcas iniludíveis e inultrapassáveis.
E no dia em que soubemos que havia no nosso País um deputado a passar fome, fomos os primeiros, de forma comovida, a mobilizar-nos. Porque um tribuno notável como Ricardo Gonçalves não pode fazer o seu trabalho se não se alimentar correctamente. Não pode exercer com a dignidade que o cargo exige. E quem sofre é Portugal.
Sabemos que os portugueses são solidários. E tudo o que entregarem no Sábado ao BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO terá como destino a humilde residência do deputado Ricardo Gonçalves. Não custa muito ajudar. Quem tem alguma coisa deve ajudar quem não tem nada.
O Aventar convida desde já os seus leitores a juntarem-se, no Sábado à tarde, no Porto, a esta cruzada de solidariedade. Da mesma forma, o Aventar convida todos os blogues que se quiserem juntar a nós. Seremos 10, seremos 100, seremos 1000. E nas páginas do Aventar haverá espaço para agradecer a cada um.
No Sábado, vamos todos fazer o bem!
BLOGUES PARTICIPANTES NO BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO DO AVENTAR (Em actualização)
Passos Coelho resistirá aos banqueiros?
A despeito das responsabilidades por profundas crises, e mesmo considerando os casos de salvação com dinheiros públicos, o poder dos bancos continua granítico e subjugador do poder político. Até Eric Cantona o reconhece. Portugal, é claro, não se furta à regra. E, goste ou deteste, é nesta lógica de relação de poderes que Pedro Passos Coelho receberá esta tarde, às 17h00, os líderes dos quatro principais bancos portugueses. Portanto, lá estarão, na sede do PSD, Faria de Oliveira (CGD), Ricardo Salgado (BES), Fernando Ulrich (BPI) e Santos Ferreira (BCP).
Em jeito de aparte: é curioso que, ao encontro, não compareçam BPN e BPP para esclarecer quando devolvem aos cofres públicos os 6 mil milhões de euros com que o Estado os suportou; ou seja, a verba de que o Governo diz necessitar para cumprir o deficit de 4,6% em 2011. Enfim, são contas complicadas, de momento.
O objectivo dos banqueiros é pressionar Pedro Passos Coelho para viabilizar o OGE para 2011. Ignora-se se a versão a viabilizar é justamente aquela que o governo propõe, contemplando as medidas anunciadas por José Sócrates: – aumento de impostos e corte em despesas? Pedro Passos Coelho sempre tem dito “não ao aumento de impostos”. Mas agora é para valer? Deixamos a pergunta no ar e, na altura própria, teremos a resposta.
Sabemos que os banqueiros vão utilizar um argumento de peso: a crescente falta de credibilidade do País para se financiar externamente, sector público ou privado. Passos Coelho terá, assim, de escolher entre duas credibilidades: a do País ou a dele próprio. Será que resistirá aos propósitos dos banqueiros? Este tornou-se o País do permanente ‘suspense’.
o meu poema azul

(adão cruz)
Não sei fazer uma rosa nem me interessa
não sei descer à cidade cantando
nem é grande a pena minha.
Não sei comer do prato dos outros nem quero
não sei parar o fluir dos dias e das noites
nem isso me apoquenta
não sei recriar o brilho do poema azul…
…e isso dá-me vontade de morrer.
Procuro para além das sílabas e dos versos
a voz poderosa mais vizinha do silêncio
o meu poema azul…
o suspiro de Outono onde a brisa se aninha
no breve silêncio do perfume do alecrim.
Lugar das palavras e dos versos
no caminho do teu rosto junto ao rio dos teus olhos
onde a vida se faz poema
e o mar se deita nos lençóis de luz do fim do dia.
Procuro para lá das sílabas e dos versos
encontrar meu barco à entrada do mar
onde repousa teu corpo entre algas e maresia
meu amor perdido num campo de violetas.
O meu poema é tudo isto
que me vive que me ilude que me prende
ao lugar azul que procuro dia e noite
por entre os versos do meu ser.
O poema mais lindo da minha vida ainda não nasceu
não tem asas nem olhos nem sentimento
que o traga um dia o vento se vento houver
que a saudade o encontre onde ele estiver.
Dizem que no cimo dos pinheiros ainda é primavera
mas tão alto não chego.
Mais à mão
molho a minha camisa primaveril
no regato cristalino
que vai correndo por entre os dedos
num solo de violino.
Vestido de tempo sem espaço e de espaço sem tempo
tento fundir a neve com o calor da nudez
em versos que tecem mais tarde ou mais cedo
o mundo das sombras.
Não sei colher uma rosa
nem sei descer à cidade cantando
sou apenas aquele que ontem dormia
sobre um poema azul
e das asas da ilusão se desprendia.
Sou aquele que ontem se despia
nos braços do poema que vivia.
Sou aquele que ontem habitava
em silêncio
o poema que acontecia.
Sou aquele que ontem sonhou…
em vão…
com o poema azul de mais um dia.
ainda melhor do que o melhor cabrito do mundo

(Foto adão cruz)
Há umas semanas atrás eu coloquei um texto aqui no Aventar, intitulado “O melhor cabrito do mundo”, confeccionado na “Casa no Campo”, em Espinheiro, Moldes, Arouca.
O meu amigo Engº Adelino Silva Matos, meu paciente e meu grande amigo há mais de trinta anos, enviou-me um mail dizendo: – meu caro amigo, o sr. não sabe o que é cabrito -. Tem de vir a minha casa comê-lo, confeccionado por minha irmã Flora Matos. Marque o dia e traga quem quiser.
Oh! Se eu fosse a levar quem quisesse! Vão comigo a minha irmã e meu cunhado, os meus companheiros de navegação em águas boas e más. [Read more…]
Petição contra a legalização do cultivo de organismos geneticamente modificados na Europa
Porque o mundo é maior do que o nosso quintal, os cidadãos europeus mobilizam-se numa petição que visa impedir o cultivo de organismos geneticamente modificados na Europa, a partir deste pressuposto:
A Comissão Europeia autorizou recentemente a cultura de organismos geneticamente modificados (OGM) pela primeira vez em 12 anos, pondo os interesses dos lobbys OGM acima das preocupações sanitárias dos cidadãos, apesar de 60% dos Europeus pensarem ser necessária mais e melhor informação antes de cultivar alimentos que poderão ameaçar a sua saúde e o ambiente.
Uma iniativa recente permite que 1 milhão de europeus possam apresentar oficialmente propostas de leis à Comissão Europeia. Mais informação em inglês ou em francês. Leia e, se concordar, assine.
Adenda: Também existe em português, aqui.


A Figueira vista da





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