O Chega é o farol do ódio e do racismo nas redes sociais

Esta página CHEGA Portugal Força Nacional foi cancelada em 2021 pelo Facebook. Era uma página onde desabridamente se incitava quotidianamente ao ódio e à violência racial, à misoginia, à homofobia e onde, mais pontualmente, se incitava ao genocídio de minorias étnicas. Tenho as capturas de ecrã e divulgarei aqui progressivamente a identidade dos prevaricadores (o que está abaixo é apenas um amuse-bouche do ódio que esta página destilou). Esta página em particular era gerida por um perfil falso, Sophia Vilaverde, que se declarava como militante do Chega e que comunicava com os integrantes do grupo como se fossem todos apoiantes do Chega. A maior parte dos comentários da página indiciam uma utilização muito intensiva de botes, mas os comentários mais ofensivos e que violam a lei são proferidos por perfis bem reais. Há obviamente polícias e militares, mas não quero contribuir para estigmatizar estes grupos, porque o que constatei é transversal e estende-se a todo o tipo de pessoas. Se há alguma coisa que une toda esta violência é a simpatia pelo Chega e por André Ventura. Apesar desta página ter sido cancelada, o Chega continua a ter páginas informais como esta e que estão ativas (lá iremos).

Por isso, mais importante que julgar os 591 militares e polícias, seria bem mais relevante investigar toda esta rede de botes e de páginas informais que o Chega criou para espalhar ódio nas redes sociais, como foram financiadas, e levar o Chega à pedra. Temos uma constituição muito clara sobre o que é a dignidade humana, logo se há uma associação qualquer que não respeita a nossa lei fundamental, estamos perante uma associação que não está dentro da legalidade.

Investigar o Chega por ódio e racismo organizado nas redes sociais

Finalmente houve coragem para abordar esta torrente de ódio que inunda quilómetros e quilómetros de páginas das redes sociais, onde se ameaça e onde se incita ao ódio e à violência contra minorias étnicas, mulheres emancipadas, jovens e homossexuais. Os meus parabéns ao consórcio de jornalistas do Público, do Expresso e da SIC Notícias.

Neste caso são sobretudo grupos privados de facebook de polícias e de militares, mas se consultarmos páginas informais criadas pelo Chega o cenário é idêntico, mas desta feita as páginas são públicas, onde os mesmos polícias e militares se exprimem da mesma forma. Isto é inconstitucional, é crime e é punível por lei. A ligação destas páginas públicas ao Chega não é escondida, quase todas são animadas por militantes do partido e por grupos organizados dentro das concelhias. Agora não há como fugir, deverá ser investigada a fundo a responsabilidade dos militantes do Chega que gerem as ditas páginas. Bastam uns cliques e confirmamos o teor da reportagem feita pelo consórcio de jornalistas, encontramos com muita facilidade paraquedistas, comandos, ex-combatentes, militares de várias patentes, seguranças privados e funcionários públicos destilando um ódio incomensurável e ameaças várias contra mulheres, negros, ciganos, violando largamente a lei. A ex-ministra Van Dunem e a ex-deputada Joacine, que acumulam ódios vários, são os principais alvos desta horda, batem-se records de indecência. A Inspeção-Geral da Administração Interna já confirmou que vai atuar em relação aos casos dos polícias, mas isto não pode ficar por aqui. O Chega tem que ser investigado e levado à pedra, com todas as consequências que daí deverão advir. Clicar aqui para reportagem da SIC Notícias.

A democracia, essa estranha, segundo Luís Montenegro

Luís Montenegro veio pedir “de forma muito serena”

(adoro este tique retórico dos políticos que precisam de explicar em que tom estão a falar enquanto falam no tom em que estão a falar, usando sempre adjectivos como sereno, frontal, firme. Imagino sempre isto transferido para o mundo da intimidade sexual, com os amantes a declararem que estão ofegantes de desejo enquanto ofegam ou outras coisas que os amantes costumem fazer lá no mundo dos amantes)

que Augusto Santos Silva exerça a sua “magistratura de influência parlamentar” de modo a que se concretize a eleição do candidato do Chega à vice-presidência da Assembleia da República. Se Santos Silva aceder e se a sua influência for assim tão grande, iremos assistir a essa lição de democracia que consistiria em ver deputados a votar de acordo com a influência do Presidente da Assembleia.

(a gente sabe que os deputados votam conforme o que lhes é ordenado pelas direcções partidárias e essa é uma perversão da democracia praticada há muitos anos no parlamento, em nome de uma coisa ilegítima a que chamam “disciplina de voto”. O facto de a perversão estar instituída não quer dizer que deva ser sempre praticada. O poder de Santos Silva dentro do PS e, por força da maioria absoluta, do parlamento, é uma realidade e será, com certeza, parte activa na não-eleição da vice-presidência chegana) [Read more…]

Não olhem para a Lituânia, olhem para Espanha

A Iniciativa Liberal (IL) está a seguir os passos do Ciudadanos, o que é mau prenúncio para o partido. Têm sido semanas difíceis para a agremiação. Não sei se por estar muito calor, o que dificulta o pensamento lógico, ou por estarmos em plena silly season, a verdade é que estas semanas não têm sido abonatórias… e basta olhar para Espanha (ao invés da obsessão com os antigos países do bloco soviético) para aprender a lição.

Em Espanha, o partido “liberal” Ciudadanos, uma cópia mais pequena e mais radical do Partido Popular (tal como aqui a IL é uma cópia mais radical do PSD), acabou reduzido a cinzas depois de anos a fazer figura de “anti” Estado, abrindo as portas ao VOX, partido da extrema-direita e aliado do partido português proto-fascista Chega.

Depois de tanto tiro no pé, o Ciudadanos foi colocado no caixote do lixo da História. Se a IL não começar a ser mais responsável nas suas posições e deixar de tentar igualar-se à extrema-direita para caçar votos, terá os dias contados, mesmo com a panóplia de seitas no Twitter ou de ‘memes’ espalhados pelas redes sociais.

A defesa acérrima aos lucros de empresas que expropriam o consumidor português, o intransigente preconceito ideológico que os faz defender o mercado a qualquer custo, dirigentes que, dizendo-se liberais, por mais do que uma vez têm mostrado tiques homofóbicos e xenófobos ou deputados a comparar António Costa a Viktor Órbán… nada disto beneficia a IL. Porquê? Porque já há um partido a quem os eleitores portugueses confiaram este papel: ao Chega. E porque a maioria dos que, nos últimos tempos, se reviram no partido, estão longe de se reverem nestas últimas atitudes em nada “liberais”.

Ou a IL se assume responsável e começa a ter posições políticas mais sérias, ou acabarão trucidados. É que isto de tentar desviar votos da esquerda sacando da bandeira LGBT, ao mesmo tempo que se tenta desviar votos da extrema-direita sacando da xenofobia e do populismo, vai dar merda – desculpem o meu francês, mas não sei dizer isto em lituano como vocês gostariam.

E da união da Opus Dei com o Chega, nasceu… o pai de Famalicão

Num país livre e democrático, seitas secretas e que conspiram na sombra contra o Estado de Direito não deviam ter lugar. É o caso da Opus Dei (ou da Maçonaria).
Da mesma forma, um Partido racista, xenófobo, homofóbico, aporofobico, é um Partido que afronta a Constituição da República e, como tal, também não devia ter direito a existir.
Ora, no Portugal do primeiro quartel do sec. XXI, a Opus Dei uniu-se ao Chega e pariu um espécime máis conhecido por pai de Famalicão. Um amish à moda do Minho.
Tal como a Opus Dei que lhe deu forma, afronta o Estado de Direito e as instituições democráticas e sente-se no direito de ter leis próprias para si e para os seus filhos, diferentes das dos comuns dos mortais.
Nada a que o Clero não tivesse direito nos tempos do Antigo Regime. Mas na altura, não precisavam de recorrer a tribunais.
É uma chatice.

E que direitos serão esses, Ritinha?

Rita Matias: “Há direitos que os homens têm que eu não quero”

Moção de censura

Se querem voltar aos debates quinzenais para fazer as palhaçadas que o CHEGA hoje fez na Assembleia da República, então estarão a dar razão a quem diz que tal só serve mesmo para quem fabrica soundbytes.

Tortilha de direita

O CHEGA quer governar o país, mas depois não sabe a diferença entre o 25 de Novembro de ‘75 e o de ‘76 e ainda equipara a data dos reaccionários ao 25 de Abril.

A Iniciativa Liberal quer governar o país, mas depois diz que em 1949 Portugal pertencia ao “mundo livre” e ainda troca a bandeira da Polónia pela da Indonésia.

Direita muito torta, esta.

Fotografia: jornal Expresso

PCP e Chega, a mesma luta – parte II

O cabotino populista e a censura

Aqui há dias, André Ventura disse tudo o que queria dizer na Assembleia da República. Santos Silva, Presidente da Assembleia da República, interrompeu para deixar um reparo, tendo o dito Ventura retomado o seu discurso para dizer tudo o que quis dizer.

Enquanto dizia tudo o que quis dizer e depois de dizer tudo o que queria dizer, André Ventura fez-se de vítima, erguendo um queixo queixinhas e cabotino, pior do que o pior actor de um western spaghetti. Queixou-se – depois de ter dito tudo o que queria dizer – de que tinha sido alvo de censura e chegou, até, a invocar o 25 de Abril.

Ainda estão vivas pessoas cujos textos foram censurados e cujos livros foram proibidos. André Ventura sabe isso muito bem, mas não é um português de bem. Mesmo não merecendo o 25 de Abril, tem direito à liberdade de expressão.

Gabriel Mithá Ribeiro, o doutorado útil do Chega, explicou, por assim dizer, que o racismo acabou com a dissolução formal do Apartheid na África do Sul, em 1994 – ou seja, num dia, havia racismo e, no dia seguinte, a partir de uma determinada hora, já não havia (sim, isto é afirmado por alguém que usa o título de historiador). Pela mesma razão, a censura, a partir do momento em que foi legalmente abolida, também não pode existir. Mithá Ribeiro, que é o doutorado útil do Chega, deveria explicar isso ao chefe.

O Chega é uma trupe de maus comediantes com sucesso, o que é preocupante, especialmente pelo que diz de quem vota neles.

Finalmente, fazer-me ficar do lado de Santos Silva é praticamente um milagre. Chego a ter medo de vir a contribuir para a canonização de Ventura. Felizmente, existe a memória.

A voz dos portugueses de bem

Alexandre Guerreiro, André Ventura e Putin entram num bar…

Foi o Daniel Oliveira que recordou estas duas publicações de Alexandre Guerreiro. Para quem, como eu e o Aventar, anda atento ao que Alexandre Guerreiro diz e escreve, não é novidade nenhuma.

A Rússia de Putin financia a extrema direita europeia. Obviamente, o Chega só por mero acaso seria uma excepção. Daí a este filho de putin estar sempre embevecido pelo Ventura é mais do que um salto. Com sorte ainda vamos descobrir que Guerreiro era o “homem da mala” entre Putin e o Chega. Alegadamente, claro….

Ucrânia e a extrema direita

Nada como um banho de realidade: alguma malta não se cala com a pretensa força da extrema direita na Ucrânia. Eu sei que basta um facho, eu sei. Mas vamos lá olhar para as coisas como elas são:


🇫🇷 34% (2017)
🇮🇹 17% (2018)
🇪🇸 15% (2019)
🇧🇪 12% 2019)
🇳🇱 11% (2021)
🇩🇪 10% (2021)
👉🇺🇦 2% (2019)

Ah, e em Portugal? O triplo da Ucrânia: 7,18% para o Chega.

Cristina Rodrigues: Do PAN ao Chega é um saltinho

A Cristina Rodrigues foi deputada eleita pelo PAN e depois, em ruptura coma direcção do partido passou a deputada independente. Agora é assessora do Chega.

A confirmação é da própria nas suas redes sociais: “Com toda a transparência quero dizer vos q irei trabalhar p o chega. As minhas funções serão jurídicas e foi me assegurada a possibilidade de continuar a trabalhar certos temas q acho prioritários. Apenas vos quero dizer q continuo aqui, sp disponível p ajudar no q me for possível“.

Do fundamentalismo animal ao fundamentalismo ideológico é um saltinho.

O meu Tom Tom, a Direita e as Direitas

O surgimento do Chega envergonha a minha direita. Sempre soubemos que eles “andavam por aí”, nalgumas conversas de café, no átrio de algumas empresas, nos corredores de algumas universidades. Com o Chega perderam a vergonha. Aliás, para ser justo, com as redes sociais perderam a vergonha e com o Ventura fizeram matilha. A minha direita sempre temeu que esta malta saísse da caverna. E porquê? O meu velhinho Tom Tom já vai explicar.

A minha direita, defensora dos três pilares fundamentais da sociedade (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) sabia que, com o surgir do Chega, outras direitas aproveitariam para atiçar a matilha e colocarem os gajos das cavernas a fazer aquilo que eles não queriam fazer/dizer e, com isso, como bem me avisou o meu Tom Tom, servirem de ponto de defesa para uma outra esquerda continuar a ser aquilo que sempre foi. A minha direita não precisa de comparar o Chega com o PCP. A minha direita sabe muito bem o que historicamente as ideias do Chega representam. Tal como sabe muitíssimo bem o que historicamente representa o comunismo internacional em geral e o PCP em particular.

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GPS: da esquerda para a direita

O Chega, nos últimos anos, foi um desbloqueador de alguma continência a que a direita se sentiu forçada durante alguns anos. Dito de outra maneira: alguma direita perdeu a vergonha e voltou a sentir o odor do 25 de Novembro, porque a direita adora o cheiro a extinção de esquerda pela manhã.

Muita dessa direita, alegadamente defensora da democracia, começou a aproveitar as críticas ao Chega para dizer que os extremos se tocam e que, portanto, o PCP ou o Bloco, por exemplo, eram tão maus como o partido de André Ventura, porque defendem ditaduras ou porque ser de esquerda é ser inevitavelmente defensor de ditaduras.

Algumas pessoas de esquerda ainda têm tentado explicar que há um espectro democrático que inclui partidos de direita, mas não o Chega, mesmo sabendo-se que esta espécie de partido é mais uma jogada populista do que uma agremiação ideologicamente consistente. A verdade, no entanto, é que a quantidade de nazis e de fascistas assumidos torna a subida do Chega preocupante. [Read more…]

Miguel Tiago e Alexandre Guerreiro entram num bar…

… e pedem os dois uma Vodka bem geladinha. O meu espanto é ver um comunista (Miguel Tiago) aliado a um próximo do Chega (Alexandre Guerreiro). Eu sei que segundo a teoria da Polaridade, “Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”. Eu sei mas não deixo de me espantar.

Também sei outra coisa, o José Milhazes incomoda muito esta malta. É bom sinal.

Alexandre Guerreiro e o Aventar

O jurista e comentador Alexandre Guerreiro diz que Putin e Lavrov receberam um relatório com a sua sugestão sobre como invadir o Donbass protegido pelo direito internacional. Ex-espião, nega ser pago para ser um “agente de influência”, mas assume que quer influenciar para que nem tudo o que vem de Leste seja diabolizado – Expresso.

Ao longo dos últimos dias, o Aventar publicou vários artigos sobre o “comentador” Alexandre Guerreiro que geraram uma enorme curiosidade dos leitores com audiências recorde no nosso blogue. Hoje, o Expresso publicou um trabalho sobre a personagem em causa. Um trabalho do jornalista Vitor Matos.

Nessa entrevista, alguns dos dados agora tornados públicos pelo Expresso já os leitores do Aventar os conheciam, nomeadamente a ligação umbilical à Rússia, a sua participação num evento da Universidade de MGIMO (Rússia) e da ligação desta (e do Alexandre Guerreiro) ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.

Agora sabemos quem pagou as despesas: “Na segunda participação, o governo da Crimeia ofereceu a viagem e a estadia” mas o homem continua a dizer que não é pago pelos russos. Aliás, começou por dizer que nunca recebeu nem um chupa-chupa para mais à frente reconhecer que afinal lhe pagaram a ida à Crimeia. Mais uma das múltiplas contradições da personagem, algo já visto antes nos seus escritos nas redes ou intervenções na SIC.

De todo o modo, depois de uma leitura atenta à peça jornalística, ficam algumas dúvidas que espero ver respondidas nos próximos tempos:

  1. O que é que realmente fazia no Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED)? Analisava o quê? Só para saber se era o gajo que tirava fotocópias e servia café ao chefe de serviço ou se era coisa mais importante e; por via do que temos visto (e nas companhias com se relaciona) , qual o motivo para ter sido exonerado do cargo no SIED? Sim, segundo as fontes do Aventar, o rapaz foi exonerado.
  2. Qual o motivo para, depois de ser exonerado do SIED, a  Presidência do Conselho de Ministros (PCM) lhe ter criado um posto de trabalho alegadamente “à medida” no governo da PAF, em 2015?

  3. Qual a relação entre a sua ligação à Rússia e em alguns dos seus posts partilhar ideias comuns com as do Chega? Será que temos aqui uma ponte?

Estou certo que vamos ter, aqui no Aventar (e não só), “cenas dos próximos episódios”.

(já agora, a foto deste artigo é de Alexandre Guerreiro, militante do PAN, sim, do PANe foi retirada DAQUI)

Alguém explique…

A este hipócrita que a culpa é do seu amigo Putin. Ou já se esqueceu de quem andou a financiar a extrema direita europeia?

Guerra na Ucrânia: Agora que a sociedade civil despertou…

….vamos então falar daqueles partidos que andaram a ser financiados pelo Putin. Sim, caro leitor/a, talvez não saiba mas o Vladimir andou (e anda?) a patrocinar muitos políticos, partidos e até comentadores que pululam pela Europa (e sim, Portugal não está isento).

Da Frente Nacional de Le Pen em França, ao Jobbik na Hungría, passando pela Aurora Dorada na Grécia, o VoX em Espanha além de  partidos na República Checa, Eslováquia e outros países bálticos. Depois temos Salvini em Itália ou Viktor Orbán na Hungria. O curioso é que todos eles pertencentes a partidos de extrema direita, parceiros do português Chega. Sim, o Chega está aqui metido até ao pescoço mesmo andando a berrar a favor da Ucrânia a ver se você, caro leitor/a, se esquece do que andaram a tecer loas a Putin e, alegadamente, a ser financiados por este. Aliás, estão boa parte deles na fotografia de entrada neste artigo – com o sorridente Ventura atrás. Diz-me com quem andas…

Por isso, caro leitor/a quando voltar a ir às urnas não se esqueça de quem este do lado errado da história, de quem pactuou com Putin. E sim, não tenho qualquer reserva mental, da mesma forma que não me calo com a posição do PCP (ou do Podemos aqui em Espanha) também não deixo passar o serviço que a extrema direita presta ao Putin.

E já agora, aqui fica a lista da vergonha na votação desta tarde onde o PCP e o Podemos não se envergonham de conviver alegremente com deputados destes partidos de extrema direita financiados por Putin. Para que ninguém se esqueça e para que nas próximas eleições europeias não se perca tempo a eleger deputados desta tropa.

 

PCP e Chega, a mesma luta…

Tal como não é expectável que a Rússia aceite que o mesmo resultado seja alcançado por via da acção do regime xenófobo e belicista instaurado na Ucrânia na sequência do golpe de Estado de 2014 e que envolveu o recurso a grupos fascistas e que nunca, até hoje, cumpriu os acordos de Minsk.

Este excerto retirado de um dos vários comunicados emitidos pelo PCP sobre a ocupação que está ser tentada pela Rússia sobre a Ucrânia é todo um programa. Considerar o que aconteceu como um golpe de Estado define bem o pensamento deste tenebroso partido que, em conjunto com o Chega, ainda existe. Sobre o que se passou em 2014 podem ver no documentário da Netflix de que falo AQUI.

Tão tenebroso como o PCP é o Chega que, agora, decidiu ser contra o seu amigo e financiador Putin. Mais um acto hipócrita e mentiroso. Nada de novo.

Da moralidade

A ser assim então o PCP também pode continuar no Twitter

João Oliveira, André Ventura e Putin entram num bar….

O Tribunal Constitucional já está a analisar a legalidade do PCP? Aproveitavam a análise ao Chega e era um dois em um…

Chega e PCP – Brothers in Arms

A extrema direita europeia e o PCP, a mesma luta

Comunicação Social: Esquerda? Direita? Volver…

se o twitter fosse uma mesa de voto em legislativas, a discussão pelo primeiro lugar seria renhida entre o Bloco e a IL mas se fosse colocada uma mesa de voto só para as redações, a disputa pelo lugar cimeiro seria entre o PCP e o Bloco? Mas é mesmo assim?

 

Nas redes muito se discute quem é que domina a comunicação social. Para uns, com o nosso João Mendes à cabeça, é a direita. Para outros, não senhor, é a esquerda até porque domina as redações – se o twitter fosse uma mesa de voto em legislativas, a discussão pelo primeiro lugar seria renhida entre o Bloco e a IL mas se fosse colocada uma mesa de voto só para as redações, a disputa pelo lugar cimeiro seria entre o PCP e o Bloco? Mas é mesmo assim?

Recentemente, Pedro Guerreiro (jornalista do Público) e João Zamith discutiam esta dicotomia “esquerda VS direita” sobre os artigos de opinião do Público. Zamith atirava que a opinião no Público estava dominada pela direita (João Miguel Tavares, F. Bonifácio, MJMarques, Paula Teixeira da Cruz, Francisco Mendes da Silva, etc) ao que Pedro Guerreiro recorda outros opinadores de esquerda (Mamadou Ba, Domingos Lopes, RT, JPP, Loff, etc). Estou a resumir o “bate papo” entre eles e não a transcrever ipsis verbis, só para avisar.

Já João Mendes tanto nos seus escritos no Aventar como nas suas intervenções nas Conversas Vadias como em tweets na sua página do Twitter, segue a opinião de que a comunicação social em Portugal é dominada pela direita e, mais recentemente, que o PCP está em desvantagem total nesta matéria por falta de comentadores nas televisões e jornais. Será que é mesmo assim?

Não é alheia a esta choradeira da direita e da esquerda sobre a comunicação social o mais recente deboche com o Chega. Ou seja, desde a noite eleitoral das legislativas temos assistido a um corrupio de eleitos do Chega nas televisões a opinar. A coisa dá audiências e as televisões não se fazem rogadas. 

Posto isto, a direita domina a comunicação social? Ou é a esquerda que interpreta esse papel na perfeição?

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Já alguém avisou Gabriel Mithá Ribeiro?

 

Gabriel Mithá Ribeiro é o coordenador do Gabinete de Estudos do Chega e tem ascendência africana, indiana e síria. É o senhor que está à esquerda, salvo seja.

Já alguém o avisou de que Diogo Pacheco de Amorim considera que os portugueses têm como cor de origem o branco e que pertencem à raça caucasiana?

Tendo em conta as origens e a cor de pele de Mithá Ribeiro, ainda mais escura do que a de Pacheco de Amorim, poderá continuar no Chega ou estaremos na véspera de tratamentos como o que fez Michael Jackson? Mais: tendo nascido em Moçambique, deveria voltar para a terra dele?

Seja como for, o Hitler também estava longe do estereótipo do alemão alto, louro e de olhos azuis. Isto tem alguma graça, por enquanto.

A cor de origem

Diogo Pacheco de Amorim deve ter sido vendedor de automóveis: “Ó meu amigo, isto está um bocado escuro, mas a cor de origem é branca – é raspar um bocadinho e recupera-se!”

Fui só eu que….

…reparei ou o Diogo Pacheco de Amorim não preenche os requisitos do Chega? É que aquela tonalidade pingo de cimbalino não engana….

 

A insuportável superioridade moral de João Miguel Tavares

Entre alguma direita democrática, há muitos que se distraem a defender o Chega. Para quem anda há tanto tempo a dizer que o crescimento do Chega se deve à esquerda (o que faz algum sentido), seria conveniente, nomeadamente para os eleitores do PSD, que a derrota monumental da direita nas últimas eleições

(sim, sim, não esqueçamos: derrota monumental da direita. Também não me esqueço da derrota monumental da esquerda, mas ficará para depois)

se deve à indefinição de Rio relativamente ao Chega – a origem da debandada dos votos de esquerda no colo do PS.

João Miguel Tavares resolveu dar uma lição de democracia a todos os que desprezam o Chega, mostrando-se escandalizado com o tratamento dado a elementos desse partido em debates televisivos e condenando os preconceitos revelados pelos adversários. Já Rui Rio, relembre-se, sentiu necessidade, na ausência de André Ventura, de explicar a posição do Chega relativamente à prisão perpétua. Podemos (e devemos) acusar o Chega de muita coisa, mas não de falta de agressividade ou, como se diz no futebol, de raça, algo que se aplica também aos chamados caceteiros, o que pode ser um elogio ou não. [Read more…]

A Direita e as Direitas – Crónicas do Rochedo 48

 

O principal pecado de RR começa logo nesta divisão. Rio era conservador às segundas, quartas e sextas e liberal às terças e quintas. Nos sábados e domingos dividia-se entre o descanso em Viana do Castelo e afirmar que era de centro esquerda. Em suma, RR era tudo e o seu contrário. No fundo, não era nada. E como não é nada, nada é o resultado da sua liderança no PSD. Um enorme nada.

 

A noite eleitoral de ontem foi um desastre absoluto para parte da direita portuguesa. O CDS-PP desapareceu do mapa que conta e o PSD levou uma pancada monumental. 

Podemos considerar que existem razões internas fruto das respectivas lideranças. Por um lado, temos o CDS-PP de Francisco Rodrigues dos Santos (FRS) que cometeu o erro de não ter feito as directas e, pelo outro lado, Rui Rio (RR) que foi péssimo na oposição. É uma leitura possível mas, a meu ver, simplista. 

Simplista porque o problema do CDS é anterior a FRS. O CDS estava em queda livre e vertiginosa desde que Paulo Portas desertou. A liderança de FRS foi minada desde o momento em que este decidiu, consciente ou inconscientemente, largar as amarras do “portismo”. A partir daí nunca mais teve sossego. Conviveu com um grupo parlamentar que não era o seu e com comentadores CDS nos diferentes órgãos de comunicação social que eram oposição à sua liderança e de fidelidade canina ao “portismo”. Como alguém escreveu (não sei se foi o Rui Calafate ou o João Gonçalves), FRS teve que viver rodeado de lacraus. O cúmulo foi ver como uns desertaram logo no momento anterior à campanha eleitoral e os restantes desertaram da campanha sem desertarem dos palcos oferecidos pelos OCS. Mesmo assim, sem grandes meios humanos, sem meios financeiros e sem boa imprensa até esteve bem na campanha eleitoral. Mas não foi suficiente. 

Por sua vez, Rui Rio com a vitória nas directas conseguiu ter tudo: os meios, a máquina, os opositores e até, pasme-se, boa imprensa. Mesmo assim, não evitou o desastre. Mesmo com a estratégia de comunicação do Rio bonzinho, tolerante e simpático. Quem não o conhecia até podia ser levado a acreditar. Quem conhecia o RR original (que ressuscitou na noite das eleições com o momento alemão) sabia que tudo aquilo era plástico. Não critico a opção dos seus estrategas de comunicação. Apresentar o RR original seria arriscar nem chegar aos 20%. Como os compreendo.

Contudo, o desastre eleitoral do PSD é mais complexo que isto. 

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