Da série ai aguenta, aguenta (11)

Aumenta o desemprego entre trabalhadoras domésticas

Se é assim, ich bin ein berliner

Merkel não sobe impostos para poupar classe média

Depois de ter decepado milhares de portugueses

Marcelo diz que Passos “deu uma canelada” a Cavaco

Benjamim Niputa, ou uma estória de Natal (conclusão)

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Benjamim Niputa exportava toda a felicidade que lhe ia na alma. Ria, enroscava-se numa longa gargalhada, dava graças, saltava, dançava como que imbuído de um batuque imenso, bem no fundo de si, telúrico.

Sentados na messe, os oficiais comentavam. Bebendo no bar, os sargentos riam. Sentados no chão da caserna, os soldados abriam o cantil e escorropichavam o resto do vinho servido ao jantar. Em profusão, como convinha nas festas.

Os dias seguintes iam correndo ao sabor das exigências militares, das saídas para a Beira ou para a Manga, onde, a coberto de um filme indiano da moda, se apalpavam, nas filas de trás, as intimidades das damas convidadas para a sessão da noite. O Natal era no quartel.

A comissão fabriqueira das solenidades continuava o seu trabalho, estendendo gambiarras pelo arame farpado, cada caserna mostrava do que era capaz, encimando a porta de entrada com enfeites das mais variadas formas. Uma arte original, mas autêntica, invadia os corações. [Read more…]

Um homem, um cume

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Morreu Maurice Herzog com 93 anos, o primeiro homem a atingir o cume de Annapurna, uma das 14 montanhas mais altas do mundo.

A sua vida deu um filme, um best-seller e muitas capas de revista. Foi ainda ministro do Desporto, presidente da câmara de Chamonix e membro do Comité Olímpico durante 25 anos.

Aos 31 anos, fez o que nenhum outro desportista tinha feito até então: escalou os 8091m de altitude do gigante nepalês, sem recurso a oxigénio suplementar. Com custos, claro. Pagou um preço muito alto: a amputação dos dedos.

Nós vemos apenas o que eles têm a menos, estes homens que atingem o cume de montanhas sentem que têm mais.

Até chegava a explicar aos opositores por que razão eram presos e torturados

Jaime Nogueira Pinto. “Salazar em ditadura explicava tudo o que estava a fazer”

Da série ai aguenta, aguenta (10)

Perto de 375 mil pessoas com subsídio de desemprego em Outubro, mais 81 mil que em 2011

O ser humano será uma causa perdida?

É esta a pergunta que Frei Bento Domingues faz hoje no PÚBLICO.

Depois dos últimos dois acontecimentos (a morte da menina de 9 anos em Gaia e o massacre em Newtown) a questão faz todo o sentido.

Não transcrevo todo o texto, apenas a sua conclusão: “São os caminhos de inclusão ou de exclusão que avaliam o coração das pessoas, das famílias, das sociedades e das políticas.”

Para pensarmos juntos.

Corrupção

via Transparência Internacional

TAP

tap

Vai-te Foder!

Pedro Passos Coelho, e que descontos fez, por exemplo, Marques Mendes para auferir quase três mil euros de subvenção mensal?

Não culpem as armas, mas o atirador…

-Estou plenamente consciente que este texto irá ser maioritariamente lido por portugueses, residentes em Portugal, que discordarão das minhas palavras e convicções, ainda assim não pretendo ficar calado perante o pensamento quase unânime, detesto unanimismos, que domina a sociedade europeia e por contágio também a portuguesa, sobre a questão da aquisição e porte de armas.

-Começo por dizer que também lamento as vítimas, por serem crianças a quem foi negado um futuro o crime ainda ganhou contornos mais hediondos, mas fossem idosos com 90 anos residentes num lar, para mim era exactamente igual, prezo a vida humana. No entanto, ao contrário de outros autores do blogue e não só, sempre que um louco atenta nos EUA contra a vida humana a questão volta à ribalta, com a condenação da NRA e sua defesa da Liberdade, Constitucionalmente consagrada na 2ª Emenda. [Read more…]

Em 500 anos nunca houve fome?

Enquanto houver Misericórdias não há razão para haver fome em Portugal.

Manuel Lemos dixit.

Ensino

ensinovia Elfi Kürten Fenske

Benjamim Niputa, ou uma estória de Natal (1)

A memória prega-nos algumas partidas, há que assumir, sobretudo quando a idade, dizem ou nós sabemos, nos traz mais depressa recordações de antanho do que as mais recentes. Há um nome científico para isso, mas não estou para ir pesquisar, não importa para a estória.

Imaginem, então, que, por entre iluminações natalícias nas ruas, as lojas abertas até mais tarde, o costumeiro bulício de gente apressada, vos vem à memória um Natal com 38 anos de idade.

E quem é Benjamim Niputa? Hoje, não sei quem é, se existe ainda, o que fez nas últimas quase quatro décadas. Se está vivo, se foi morto por um animal selvagem ou vítima de uma bala perdida numa guerra civil que o atropelou, se é feliz, se tem – ou não – filhos, se seguiu a carreira militar, se é polícia, se abraçou o apelo das suas mãos prendadas para a arte e hoje é um pacato artesão de um país africano de língua oficial portuguesa. [Read more…]

O mal maior

Nancy a mãe de Adam Lanza coleccionava armas e segundo alguma imprensa tinha por hábito levar os filhos a sessões de tiroteio ao alvo. Dias em família, como o deste vídeo – há dezenas no youtube.

Nancy foi a primeira a morrer. O horror, o mal, tem um nome: National Rifle Association. Tal como os acidentes acontecem quase sempre com armas descarregadas, os loucos sempre que matam carregam antes uma.

Persépolis

Prémio do júri do Festival de Cannes, 2007, escrito e realizado por Satrapi e Vincent Paronnaud

Legendado em português (clique em CC). Ficha IMDB

RTP Porto e mau spin…

Eu não tenho nada contra as Casas de Pasto, bem pelo contrário. Só não confundo alhos com bugalhos. Acredito que Alberto da Ponte perceba bastante de gestão e de fornecimento de águas e cervejas às “Casas de Pasto”. Já no que toca a administrar a RTP, as minhas dúvidas crescem de dia para dia.

Vamos por partes.

Sou insuspeito: apoiei o PSD nas últimas legislativas e sempre defendi que não se justifica ter dois canais públicos em sinal aberto. Ou seja, nem sou da oposição nem contra, em parte, a privatização ou encerramento de parte do universo RTP/RDP. Melhor, a minha ligação ao Porto Canal aconselha silêncio e até agrado. Só que não embarco em “tangas”.

Reparem neste pormenor delicioso: “Porto perde Praça da Alegria e ganha grande projecto”. Pelo amor da santa, caro Alberto da Ponte, esse tipo de spin é “gato escondido com o rabo de fora”. Pior, é “rabo escondido com o gato de fora”. Verdadeiramente confrangedor e amador.

Se querem fechar a RTP Porto tenham tomates, porra! Sejam corajosos e digam-no de uma vez por todas e deixem-se de floreados. O Norte já não se espanta. Quem não se lembra da “nacionalização” da NTV? Quem já esqueceu a partida dos Bancos? Da Bolsa? Sempre com promessas, ao mais puro estilo spin, de grandes projectos a caminho? [Read more…]

Acordo ortográfico: Rui Tavares é mais ou menos a favor

nao2c4Rui Tavares, historiador e europedutado, escreve semanalmente no Público e decidiu que as suas crónicas sejam publicadas segundo as regras, por assim dizer, do chamado acordo ortográfico (AO90).

Há dias, resolveu republicar um desses textos no facebook. Não estando aqui em causa o conteúdo, que subscrevo inteiramente, um comentador notou que o cronista acordista usara a forma verbal “pára”, proscrita pelo AO90. Sempre combativo, Rui Tavares respondeu: “pára ou para têm ambos o uso possibilitado pelo AO. Para evitar confusões uso pára. Mas diga-se de passagem que sempre disse que a norma oficial, esta ou a anterior, é sobre a escrita oficial. Faz todo o sentido que se use a língua com critério e criatividade em simultâneo, e isso depende de cada um.”

Mais tarde, acabou por reconhecer que se enganara, no que respeita ao conteúdo do AO90, o que lhe fica bem. Na realidade, e de acordo com a Base IX, art. 9.º, do AO90, a forma “pára” desaparece: “deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição”.

Apesar disso, voltou a defender o direito a fazer “adaptações no uso pessoal” e acaba por reconhecer que o acento em “pára” é necessário. Depreende-se, portanto, que qualquer um tenha direito, por exemplo, a acentuar conforme lhe apeteça, independentemente das regras ortográficas em vigor, ou até a prescindir de acentos, se considerar que o contexto é suficiente para que não haja ambiguidade. Segundo Rui Tavares, portanto, um conjunto de regras ortográficas é uma espécie de self-service em que cada um escolhe o que mais lhe agradar.

Não se negando ao debate, o cronista ainda dispara mais umas opiniões avulsas, sendo de realçar o reconhecimento de que algumas consoantes eliminadas pelo AO90 tinham valor diacrítico, o que, no fundo, equivale a dizer que deveriam ter sido conservadas, tal como o acento em “pára”. Já não deve faltar muito para que Rui Tavares, fazendo um uso pessoal da ortografia, acabe por renegar, na prática, o AO90, mesmo que o defenda, em teoria.

Da série ai aguenta, aguenta (9)

Salários. Em dois anos houve trabalhadores a perder mais de 5000€

Matar na Estrada

Em Portugal dá menos cadeia que roubar para comer.

“Se Portugal não negociar agora irá fazê-lo daqui a seis meses de joelhos”

A frase não é de nenhum dirigente do BE ou do PCP. É o título de uma entrevista publicada hoje no Expresso, e o seu autor é Artur Baptista da Silva, coordenador do Observatório Económico e Social da ONU para a Europa; ONU que propõe uma uma renegociação da dívida portuguesa em três pontos, que me parecem bem razoáveis e sensatos.

Claro que estes que nos governam, apoiados por um terço dos portugueses que dizem votar, não estão para aqui virados. A crise é uma oportunidade para negócios e vinganças. Acabar com os direitos conquistados,  transformar Portugal numa estância turística com empregados dóceis, e distribuir ao Domingo distribuir esmolas pelos pobrezinhos. O sonho de uma vida, desde os bancos da jota. Clique na continuação deste artigo (e eventualmente nas imagens) para ler os textos publicados no Expresso: [Read more…]

A ilegalidade do PR

A notícia é simples e direta. Os atos do Presidente da República são contra a constituição. Esta notícia não é novidade, estou certa que é conhecida por todos. Um programa que subscrevi, dá-me notícias ao minuto. A notícia é simples e é fornecida por um antigo governante do PS, Pedro Silva Pereira, que foi Ministro do Executivo de Sócrates. Podíamos perguntar se será uma vingança do PS contra o PSD mas quem conhece a Silva Pereira e a lei, não pode pensar de outra maneira. O antigo Ministro de José Sócrates, não é homem de maldades nem de vinditas. É como é: faz uma análise da lei e lança uma conclusão: ou o Presidente da República “finge que não vê e promulga, como fez no ano passado, ou cumpre o seu juramento de ‘fazer cumprir a Constituição’ e pede a fiscalização da constitucionalidade”.

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This Is America

Massacre explicado aos ingénuos.

A mama do Estado

“Foi o Estado que pagou as minhas mamas”

Da série ai aguenta, aguenta (8)

Apoios vão ser ainda menores: Pensão de sobrevivência, Pensão de invalidez, Pensão de Velhice, Subsídio familiar por doença, Rendimento Social de Inserção, Subsídio de desemprego.

Quando Chove

couto-de-cambeses-rio-esteNo Vale d’Este.

Agente infiltrado

“Na América Tudo é Grande”

Até as tragédias.

Homenagem a Joana Vasconcelos

homenagem a JVApropriação, descontextualização e subversão de Fernando Campos.