Diga ‘expectativa’!

expectativa2Prometi, ontem, que voltaria à expectativa, porque posso.

Vamos por partes, que é Agosto.

Os autores do chamado acordo ortográfico (AO90) valorizam aquilo a que chamam “critério fonético”. De modo simplista, isso quer dizer que devemos escrever conforme pronunciamos, o que, por sua vez, significa que não devemos escrever aquilo que não pronunciamos.

António Emiliano, entre outros, já explicou a impropriedade da expressão “critério fonético” e o disparate em que consiste. Mas deixemos isso, por instantes, porque a expectativa é grande.

Preocupados com o tal “critério fonético”, os autores do AO90 declaram basear-se numa certa e determinada norma culta. Confrontado com a dupla grafia da palavra “expectativa”, revisitei, mais uma vez, o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, em busca da transcrição fonética da palavra. Como puderam ver mais acima, embora se admitam duas realizações possíveis para a primeira sílaba, o C pronuncia-se. [Read more…]

Defender a Constituição…

…”mas a comissão entende que este abala o sigilo bancário e viola a Constituição.

Juro que não é embirranço

… mas precisei de parar a leitura para discernir o que é que ali estava escrito.

O QUESS também é referido pelo programa espacial chinês como “Micio”, em homenagem ao cientista e ótico da China Antiga, que há 2.500 anos inventou a primeira câmara escura. (DN)

Definição de “ótico” no Dicionário da Priberam da Língua Portuguesa

Sim, é uma palavra alterada pelo AO90, esse mesmo que, dizem, aproximou a escrita do português nos diversos países onde este é a língua oficial. Seria, então, de esperar que no Brasil se escreva “óptico” sem “p”, certo? [Read more…]

Postcard from between Niagara Falls and Washington D.C.

‘You are all set to go’ or ‘welcome to the land of the free and the home of the brave’

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Levanto-me às dez da manhã em Niagara Falls, com a vista absolutamente delirante das American Falls, ali mesmo à minha frente. Tomo banho, constato que tenho cada vez mais borbulhinhas de que não sei bem a origem (alergia ao calor, provavelmente… nunca me tinha acontecido) e saio para tomar o pequeno almoço. Tenho de fazer o check out até ás 11h, por isso despacho-me e regresso ao hotel. Pago e fico um bocado no átrio, à espera que sejam horas do meu autocarro para Burligton, onde hoje apanharei o comboio para Toronto. Não havia comboios diretos à hora que pretendia regressar e esta foi a solução encontrada.
 
O taxista que me levou a mim e ao trambolho que me acompanha, agora já com muita roupa suja dentro, fez um caminho diferente do de ontem. Não me falou no Cristiano Ronaldo e conduziu em silêncio. Até que eu lhe disse que o caminho por onde seguíamos, junto ao Niagara Parkway primeiro e depois serpenteando o rio, era muito bonito. Disse que sim e que todos os dias fazia dezenas de viagens por ali mas que lhe era impossível não ficar embasbacado a olhar para as cataratas. É mesmo. São poderosas. Já o disse ontem. E maravilhosas. E torrenciais, como convém a cataratas.
 
Apanho o autocarro, em frente à estação de caminhos de ferro. A viagem dura cerca de uma hora. Em Burlington a estação está em obras e não é muito agradável. O comboio das 14h07 foi cancelado, anuncia uma voz mecânica aos passageiros da plataforma 3. Teremos de apanhar o próximo, às 14h37, para a Toronto Union Station. Para ali ficamos. Fumo uns dois ou três cigarros. Ninguém me recrimina. O tempo está agradável, sem estar muito calor. Corre mesmo uma vaga brisa na estação. O comboio chega. É diferente do que tomei ontem, o rápido para Nova Iorque. Mais tarde neste dia hei-de arrepender-me de não ter apanhado hoje esse comboio, ou amanhã. Mas agora ainda não. A viagem de comboio dura mais uma hora. É simpática. Sossegada. Dá para ir apreciando a paisagem. Adoro viajar de comboio, já se sabe. Lamentavelmente tomei uma decisão errada: voltar para trás, para Toronto e apanhar o avião para Washington D. C. no aeroporto Billy Bishop, no meio do lago.
 

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As expectativas do acordo ortográfico

Ser professor dá-me, graças ao contacto com os jovens, a possibilidade de aprender, com bastante frequência, novas expressões e novas piadas, porque as modas, como é da sua natureza, vão variando entre o tempo e o espaço. Sendo um curioso da língua e da linguagem, fico sempre fascinado com a descoberta do desconhecido e é sempre com prazer que junto mais uma palavra ou mais uma frase à minha colecção de cromos linguísticos.

Recentemente, adquiri uma mutação humorística da célebre resposta “porque sim”, muito utilizada por pais cansados de explicar ordens. Trata-se da resposta “porque+forma do verbo poder”. Há pouco tempo, um jovem lançou como que uma adivinha: “Porque é que os romanos invadiram a Grã-Bretanha?”. Diante do desconhecimento revelado pelos ouvintes, respondeu “Porque podiam.” Simples e barato.

Na semana passada, li na revista dominical do JN uma entrevista a Rui Unas. A palavra “expectativa” surgiu grafada das duas maneiras aparentemente permitidas pelo chamado acordo ortográfico (AO90), como poderão verificar nas imagens publicadas mais abaixo. Por que razão é que o jornalista fez isso? Porque podia, claro, autorizado pelo Priberam, pela Infopédia e pelo Vocabulário Ortográfico Português. [Read more…]

A Protecção Civil e a prevenção dos fogos

João Faria Martins

seguro_incêndioNo que toca a tudo o que se relacione com fogos florestais, do que apreendo das notícias dos últimos dias, a Protecção Civil em Portugal funciona mais ou menos assim:

Imaginem um serviço nacional de saúde de um certo país no qual não existe qualquer tipo de medicina preventiva: não se fazem exames de rotina, não há consultas regulares com médicos de clínica geral nem tão-pouco com especialistas, ou um aconselhamento sobre modos de vida saudável. Quaisquer remédios ou tratamentos preventivos foram há muito abolidos; não se receitam comprimidos para a tensão alta, comprimidos para o colesterol, e afins. Jamais se trata em ambulatório, ou com medicação leve, só se opera. Não se encoraja o exercício físico, ou a alimentação saudável. Não se desencoraja o excesso de peso ou o tabagismo. [Read more…]

Um dia diferente

E a razão é simples: Évora não conseguiu a medalha.

Contudo, quanto ao resto, tudo exactamente na mesma:

Na falta de oposição, presumem-se verdadeiros os fatos?

Efectivamente, presumem-se verdadeiros os fatos.

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E o contacto é directo? Não, o contato é direto. Direto? Aliás, contato? Contato? Exactamente: contato.

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Como perguntou Barnardo, «who’s there?».

Melhor e actualizado, «is there anybody out there?»

Aparentemente, não.

A Força Aérea Portuguesa e os incêndios

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Tiago Cardoso Pinto

Não, a FAP não tem meios de combate a incêndios. Parem lá com a parvoíce. Já chateia tanta mentira e demagogia.
E não, não fica mais caro ao Estado alugar meios aéreos todos os anos. Ficaria muito mais caro comprar um elevado número de aeronaves para estarem paradas durante 9 meses. Os que falam dos restantes países europeus desconhecem que eles também alugam meios aéreos todos os anos. Com algumas excepções, é a protecção civil desses países que opera e gere os meios aéreos.
Deve o Governo investir em mais meios aéreos? Claro que sim, desde que fiquem na esfera da Protecção Civil e não dos militares, por diversas razões de ordem técnica e organizacional das forças de combate a incêndios no terreno. Um par de Berievs e mais dois Kamov dão conta do recado, quando aliados no Verão a meios aéreos alugados segundo concursos públicos transparentes e justos.
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Novidade mesmo é o parquímetro


© Osmat Fakih

Postcards from Canada #7

‘A raging torrent of emotion, that even nature can’t control – Niagara’*

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Há um filme de 1953, de Henry Hathaway, cujo trailer* começa assim… uma torrente de emoções que nem a natureza pode controlar… ao mesmo tempo que vemos as águas precipitando-se furiosa e descontroladamente formando as cataratas do Niagara. O filme tem, entre outros, Marilyn Monroe no papel de vilã. Há uma fotografia tirada durante a rodagem desse filme, no Tower Hotel, o mesmo onde estou. O restaurante do 26º piso chama-se também Marilyn.
 
Eu estou no 27º piso do Tower Hotel que basicamente parece um depósito de água. Uma coluna altíssima onde apenas existem os elevadores e no cimo dela 4 ou 5 andares, em redondo, formam o hotel. Quando reservei vi a torre, mas não me apercebi que o hotel era a própria torre. Reservei igualmente um quarto com ‘city view’, porque os com ‘falls view’ eram demasiado caros. Qual não foi, assim, o meu espanto, quando entrei no quarto, que é praticamente todo envidraçado, e dei de caras com as cataratas. Não as Horseshoe falls, as canadianas, mas as mais modestas (mas não menos impressionantes) American falls. Ganhei o dia e esqueci as vertigens. Passei longos momentos sentada no parapeito interior da janela a olhar para aquilo e a pensar ‘que maravilha’. É, de facto, uma maravilha a vista. Ainda há bocado as cataratas iluminaram-se de várias cores e eu estava feita parva, de boca aberta, do alto do depósito de água a olhar para aquilo e a sentir um misto de admiração e crítica.

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Censura no Facebook de Marco António Costa

Comentário apagado da página de Marco António Costa

Comentário apagado da página de Marco António Costa

Por duas vezes deixei um comentário num post de Marco António Costa e por duas vezes ele o apagou. A imagem acima é uma cópia desse comentário, quando colocado pela segunda vez. O post em causa é este: [Read more…]

«16,99 m Qualificação directa para a final!»

Efectivamente: directa. Parabéns, Nelson Évora.

«Nelson Évora entra hoje em Mação»?

Em Mação? Ah! Em acção! Efectivamente.

Postcards from Canada #6

‘One word isn’t all I am’

 
O Congresso acabou hoje. Da parte da tarde moderei as duas sessões do segundo grupo de trabalho que organizei com o Pavel que (creio que já o disse) não pode vir. A sessão é sobre os imaginários urbanos acerca do mundo rural e a forma como os mesmos moldam os territórios locais. Há apresentações da Irlanda, do Japão, da Islândia, dos Estados Unidos, da República Checa e a minha, de Portugal. É interessante observar que os processos e as dinâmicas de reconfiguração, por um lado, e as representações sociais (urbanas principalmente) sobre o rural, são idênticos em toda a parte. É a globalização, estúpida! Claro. Ou o McRural*, como eu gosto de lhe chamar. As apresentações são interessantes e a discussão, especialmente na última sessão, mais ainda. Fico contente com isto. Gosto do meu trabalho, e de trabalhar no que gosto, já se sabe. Gosto tanto que muitas vezes (talvez demasiadas, embora ultimamente menos) ocupo os meus ‘tempos livres’ a trabalhar.
 
A seguir ao fim do Congresso, resolvo vir a pé até ao hotel, com a desculpa de que, como hoje choveu em Toronto, está mais fresco e o passeio de cerca de 20 minutos far-se-á bem. De facto, choveu em Toronto e parece que se respira melhor nas ruas e que o ar não está tão pesado. Mas foi um erro vir a pé. Primeiro porque me enganei, por incapacidade de localizar o norte onde quer que me encontre. Quando dei por mim, tinha ido justamente para norte quando deveria ter caminhado para sul. Mal me apercebo do erro, uns 4 quarteirões depois, volto para trás pela Yonge st., passando novamente a Dundas Square e caminhando em direção à Queen st East. Quando chego a esta rua apercebo-me também do outro erro: não está mais fresco em Toronto. A humidade faz, juntamente com o calor, um efeito de sauna e estou a transpirar abundantemente (como, creio, nunca transpirei na vida). Sabe-se que não devemos estar numa sauna mais de 10 minutos seguidos, ao fim dos quais devemos tomar um duche frio. Pois. No meio da Queen st East não há, infelizmente, duches e a chuva parou de cair já há umas horas.
 

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Incêndios: o que tu podes fazer?

Aqui há anos – tantos que nem os sete dias da box me valem – havia uma piada entre os estudantes da Academia. A ideia era simples. Num primeiro momento, quando a malta se cruzava com Engenheiros, dizia:

– Os engenheiros são nossos amigos.

Ao que se seguia uma música:

– Vamos fazer amigos entre os animais, que amigos destes não são demais na vida … lá … lá…

Desculpem lá a franqueza, mas é sempre disto que me lembro quando vejo  a paixão sazonal que os tugas e as tugas sentem pelos nossos bombeiros e pela floresta do nosso país. E, apetece-me gritar bem alto, vão todos para …, mas acho que o momento é o que é e já que aqui estamos, vamos ao debate.

Perante um problema desta dimensão, a frase feita do Presidente faz todo o sentido: o que podemos, cada um de Nós, fazer para ajudar a resolver isto?

Do ponto de vista da Escola, creio que a questão se pode colocar a dois níveis:

  • na formação dos mais novos,
  • na dinamização de projectos de intervenção local.

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Postcards from Canada #5

26 feels like 36, Art, Live Jazz, Cristiano Ronaldo and Spring Rolls

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Está um calor insuportável em Toronto, desde que cheguei. Um calor com excessiva humidade que torna impossível caminhar sem nos desfazermos em água. O calor agrava-se perto dos edifícios, provavelmente por causa de tanto aparelho de ar condicionado. Sei que dificilmente se sobreviveria aqui sem ar condicionado mas é estranho pensar que aquilo que nos refresca contribui também para que as ruas se tornem mais quentes.
Toronto não é por muitas razões uma cidade agradável. Quero dizer, é uma cidade agradável mas contém (como todas as cidades) muitas contradições. As obras em muitas ruas, por exemplo. Os sem abrigo nos parques e nas ruas. O mau cheiro que se sente em demasiados sítios. As ‘traseiras’ de algumas ruas principais, com os seus parques de estacionamento, os seus espaços vazios, as suas casas em ruínas ou danificadas, que são como feridas abertas na modernidade ‘clean’ que sentimos ter a cidade, ao primeiro olhar.

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Soares da Costa reestrutura dívida com o alto patrocínio do contribuinte português

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Sempre que se fala em reestruturação ou perdão de parte da dívida portuguesa, um golfinho falece nas águas quentes e cristalinas de um paraíso fiscal caribenho. Indignada, a clique neoliberal coloca-se imediatamente em bicos de pés e vaticina um qualquer fim do mundo que há-de estar próximo. Honrar compromissos e pagar a quem nos emprestou para mostrar que somos pessoas disciplinadas e de bem são palavras de ordem nas paradas do nacional-liberalismo.

Coisa diferente acontece quando uma empresa, que durante anos distribuiu milhões por administradores, accionistas e afins, alguns deles ligados ao sector político que melhor se desenrasca no jogo das cadeiras, decide, ela própria, optar por um plano de reestruturação financeira e consegue um perdão parcial da dívida, em parte à custa dos contribuintes portugueses. Instala-se o silêncio absoluto no edifício do ministério da propaganda.

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Guia antipopulista para saber quem é pirómano

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Nuno Oliveira

1. Quem não limpa o mato dos terrenos (só 2% da floresta é do Estado)
2. Quem não actualiza finalmente o cadastro para que o ponto anterior se altere
3. Quem acabou com a Autoridade Florestal, Guarda Florestal, Viveiros, pontos de vigia, etc e fez o Fundo Florestal em vigor (adivinhem quem foi)
4. Quem acha que, sendo a fruta e cortiça duas exportações principais (entre outras), é uma ideia bestial apostar na celulose (em plena era digital)
5. Quem não taxou/impediu conversão de solo rural/florestal a urbano (maioria das habitações em risco)
6. Quem passou a competência logística do combate aos fogos do Exército e Força Aérea para empresas contratadas
7. Quem não associa os nossos hábitos e estilo de vida a extremos climáticos cada vez mais fortes (seca e mais de 30° desde Maio/Junho)
8. Quem não leva a sério o gado extensivo (ou outros ruminantes selvagens),na gestão de um território livre de incêndios e com economia baseada na ruralidade (em crescimento na Europa)
9. O doente ou criminoso que aproveita todas as condições anteriores para causar danos
10. Quem esquece os primeiros oito pontos para culpar só o nono.

Lista de beneficiários da Subvenção Mensal Vitalícia

A Caixa Geral de Aposentações publicou uma lista com os nomes dos políticos que recebem a Subvenção Mensal Vitalícia.

Custo mensal 442 314 EUR

Nesta soma não estão incluídas as subvenções reduzidas parcialmente, totalmente ou suspensas

Disponibilizo neste post uma cópia em formato fácil de tratar:

E em formato bom para os motores de busca:

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Adivinha

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Há cerca de duas semanas, Petra Hinz, deputada do SPD no parlamento alemão (Bundestag), sucumbiu às acusações e confessou que tinha aldrabado o seu curriculum vitae. Nem a licenciatura em Direito, nem o diploma do ensino secundário que dá acesso à universidade (Abitur), que constavam do seu currículo oficial, tinham afinal alguma vez sido por ela obtidos.

Acto contínuo, o seu partido exigiu a demissão de Hinz, considerando ter causado um enorme dano ao partido e à política em geral. De imediato, Hinz demitiu-se de todos os cargos no SPD, declarando posteriormente que apresentará a sua demissão como deputada a 31 de Agosto e que doará o seu salário deste mês a instituições sociais ou caritativas. Publicamente pediu “do fundo do coração perdão aos colegas, amigos e família, a todas as pessoas e ao público em geral” que nela confiaram. Fim da história.

Adivinha: O que aconteceria em Portugal num caso destes?

Imagem:Max Rossi – Reuters

Não tem por aí um assessor que lhe explique estas coisas, Drª Cristas?

AC

O sol já pagava imposto quando a senhora deputada era ministra, senhora deputada.

Não, senhora deputada. As casas com boas vistas ou exposição solar, independentemente da localização ou do rendimento do proprietário NÃO passam a ter o IMI agravado. O IMI só agrava para imóveis novos ou proprietários que venham a pedir uma reavaliação das suas casas.

O que parece inacreditável senhora deputada, é esse hábito que a senhora deputada tem de não saber a quantas anda. Não tem por aí um assessor que lhe explique estas coisas? Era suposto que essas pessoas a ajudassem a não fazer estas figuras.

Era uma questão tempo até um oportunista tentar tirar proveito político da desgraça

Marco António Costa a insinuar que os fogos se devem a menos Marco António Costa fez parte de um governo que esteve envolvido num esquema de corrupção quanto aos meios aéreos, em investigação no DIAP de Lisboa e envolvendo Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna. Agora insinua que os actuais fogos se devem ao um corte no orçamento da Protecção Civil. Quando o título da notícia é claro: “Meios aéreos na Protecção Civil permitem corte de 24 milhões nas despesas do MAI“. E, no próprio artigo citado por Marco António Costa, lê-se que “o corte mais significativo neste ministério ocorre na área da Protecção Civil, que regista uma poupança de 24 milhões de euros, a maior parte dela justificada pelo fim da Empresa dos Meios Aéreos que, pela primeira vez, não aparece no Orçamento do Estado.” Eis o oportunismo desmascarado, já anteriormente ensaiado pelos deputados Carlos Abreu Amorim e Duarte Marques.

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Postcards from Canada #4

The best is yet to come or my future life at Ikaria, in Greece

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Hoje levantei-me ainda mais cedo que o costume. Eram 7 da manhã e estava eu a pé. Desculpem tantas menções à hora de levantar. Já se sabe que sou noctívaga e estas horas parecem-me tão absurdas que tenho de falar sobre elas. Claro que 7 da manhã aqui equivale ao meio dia em Portugal. Novamente, suponho que afinal os meus hábitos não tenham sofrido grandes alterações. Apenas mudei de localização e fuso horário.
 
Levanto-me a estas horas porque tenho hoje, a partir das nove, a responsabilidade de moderar uma das duas Sessões de Trabalho que co-organizei com o Pavel (que não está em Toronto). A outra será no sábado de tarde. As apresentações correm bem, pese embora a reduzida audiência. O Congresso Mundial de Sociologia Rural tem mais de 70 Sessões de Trabalho e diante de tanta oferta há evidentemente uma grande dispersão dos congressistas. Ao meio dia termina esta Sessão de Trabalho sobre os impactos do turismo rural nas comunidades locais e saio para o sol abrasador da Dundas St West. Caminho uns escassos minutos até à Dundas Square – aparentemente a Times Square de Toronto – e como por ali uma coisa qualquer até serem horas de voltar ao congresso.

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Marcelo, de comentador a Presidente:

Há quantos anos anda o Senhor a dar palpites sobre os incêndios?

Estranha ordem de prioridades

Kamov

Foto@Público

Um helicóptero Kamov, um dos meios mais eficazes usado no combate aos fogos florestais, custa qualquer coisa entre os cinco e os seis milhões de euros. Como a informação que encontrei não me esclareceu, vou-lhe dar uma margem generosa e assumir um valor de mercado de 10 milhões de euros. Na sua frota de apenas 47 meios aéreos de combate aos incêndiosPortugal tem seis Kamov mas três estão avariados. Em Abril, o governo garantia serem meios suficientes. Porém, em Agosto, Portugal está a arder. Só na Quarta-feira, foram mobilizados cerca de 6000 bombeiros e mais de 1500 viaturas para fazer frente a 319 fogos florestais. [Read more…]

Postcards from Canada #3

Black squirrels, Real Utopias, the Best Country in the World and… Little Portugal

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Também hoje o dia começa cedo. Acho que me habituei bem à diferença horária, devido ao facto de ser noctívaga. Finalmente encontrei uma parte do mundo onde poderia aparentemente ter horários como os das outras pessoas.
Assim, são 8 da manhã quando salto da cama. Depois do pequeno almoço rumo ao G for Gelato, um sítio aqui mesmo à beira do hotel, no cruzamento da Jarvis st com a Adelaide st East que descobri ontem à noite depois de me ter enganado na rua para onde queria ir. Há acasos felizes. Este foi definitivamente um deles. Um café expresso excelente em vez dos baldes de água suja que te servem noutros sítios, incluíndo no próprio hotel. Ontem maravilhei-me diante do anúncio do café e perguntei ao empregado: ‘is that real expresso?’. Ele tirou-me um e disse: ‘depois diga-me o que achou’. Bebi um gole e exclamei: ‘just perfect’. De facto. Tão perfeito que hoje lá voltei a saboreá-lo e palpita-me que nos próximos dias assim será. Saí do café, fumei um cigarro no banco que têm à porta e segui pela Jarvis st abaixo até reencontrar o St. Lawrence Market para voltar a apanhar o autocarro turístico (já que o bilhete era de 48 horas). Saio duas paragens depois no Distillery Historic District que me tinha ficado debaixo de olho no passeio de ontem.

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Porque isto nos toca fundo no coração!

barroso2

“En consonancia, deberían retirársele los derechos de pensión a Barroso.”

Subscrever a petição europeia em:

https://act.wemove.eu/campaigns/barroso-y-goldman-sachs

Indignações selectivas da clique neoliberalóide

JSH

Não é amnésia Jorge. É mesmo aquela cara de pau a que muitos destes tipos já nos habituaram. E não se resume a esta situação, que como o teu post explica, e bem, não melhorou com a extinção dos Serviços Florestais levada a cabo pela clique neoliberalóide de Pedro Passos Coelho.

Mas se vamos falar sobre notícias que poderiam ser capa há um ano atrás e sobre o efeito que teriam, que dizer dos números do desemprego, que no primeiro semestre recuaram para níveis de 2009 e que no trimestre passado desceram para o valor mais baixo dos últimos cinco anos? Quantas capas teriam o Sol, o I ou o Correio da Manha dedicado ao tema e quão inchado estaria o peito dos distintos deputados? E o que dizem eles agora? Nada.  [Read more…]

O erotismo do medo

Helena Ferro de Gouveia

trump

É difícil entender os Estados Unidos sem olhar para a sua relação com o medo. Não é por acaso que este é o país que glorifica super-heróis em roupas coloridas que no último segundo e com as últimas forças salvam o mundo do apocalipse. Ou tem uma admiração pelos militares incompreensível para muitos no Velho Continente.

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Jornal PÚBLICO adopta novo design

PUBLICO novo design

Parece que o objectivo consiste em colocar em sintonia o grafismo com o texto.