
Fico sempre muito comovido quando um oficial de alta patente do PSD fala ao país sobre aumentos de impostos. Como se a história, por momentos, deixasse de existir e não tivesse o líder do partido do deputado Leitão Amaro imposto ao país o célebre “brutal aumento de impostos” que havia garantido em campanha não ser uma possibilidade. Quanto ao IMI, e apesar da história mal contada pela direita parlamentar, a verdade é que o governo Passos/Portas já aplicava a polémica taxa do sol. Mas isso agora não interessa nada que esta coisa do hashtag do PSD vale tanto como a velha história dos anéis que não eram para vender ao desbarato ou como aquela outra que garantia que os despedimentos não seriam liberalizados. Levar Portugal a sério? Yeah right.
Fotomontagem via Facebook Partido Social Democrata

Não, não vou teorizar sobre as razões de Portugal ser, de longe, o país com mais incêndios e área ardida da Europa. Não vou especular sobre causas e, muito menos, soluções. É que todas elas são claras há décadas. A sua repetição – enunciadas por pessoas verdadeiramente conhecedoras e agitadas pelos papalvos de serviço habituais -, de cada vez que estamos nesta situação, já tem alguma coisa de ritual. Uma espécie de liturgia do fogo, que nem evita o mal disfarçado entusiasmo com que certos dispositivos noticiosos chafurdam nos dramas alheios, sem qualquer réstia de contenção ou sentido da mais elementar decência. Depois de rever todas abordagens sérias e fundamentadas, mas pouco excitantes para a telenovela jornalística, alguém irá falar, de novo, na “imperiosa necessidade de mais meios para combater o fogo”. Aparecerão propostas. E nós perguntaremos quem, de uma vez por todas, tem a coragem política de as denunciar e pôr as questões no seu devido lugar.



O Sr. Trump já nos habituou – felizmente, mais aos americanos do que a nós – à porcaria que aquela lixeira em forma de boca vomita. Ultimamente, não raras vezes com a posterior justificação de que estava a brincar, tem atacado de forma violenta Hillary Clinton. Se na semana passada, já os limites do razoável foram mais uma vez atingidos com a sugestão de que a Rússia deveria espiar a conta de email da adversária, ontem, 3ª feira, dia 9/8/2016, a coisa foi muito para além do aceitável. Este nojo com duas patas, este ser do mais podre que há, apelou a que, se Hillary ganhasse as eleições, os defensores da 2ª emenda 

Roubada no Facebook de alguém. Desconheço o autor. Se alguém souber quem é, por favor avise. Merece ser conhecido.





O circo à volta do negócio dos jogos é algo que me incomoda e muito. Sou desde criança um seguidor fiel das transmissões da RTP (obrigado Serviço Público!) e, se calhar por isso, no ensino secundário fiz o curso de Desporto. Ali, na saudosa Escola do Cerco, na zona oriental do Porto vivi algumas das mais fantásticas experiências desportivas da minha vida. Para além da experimentação de quase todas as modalidades colectivas, tive ainda o prazer de conhecer melhor as diferentes disciplinas do atletismo e como elas são exigentes. Percebi, muito cedo, como os processos são cruciais, quase sempre mais importantes que os resultados.


Imagem Campact







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