Perigo iminente de golpe de Estado em Portugal

PSD em negociações com o BE sobre o objecto da comissão de inquérito à CGD. A geringonça absoluta.

Pela Escola Pública, estamos juntos?

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Continua…

Os invejosos e a ambição nacional

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Em artigo indignado, publicado no Correio da Manhã, o director da revista Sábado, Rui Hortelão, presenteou-nos com um daqueles clichés que não raras vezes é usado na defesa dos privilégios das nossas santas e imaculadas elites. Não há volta a dar: quem critica obscenidades salariais fá-lo por inveja, por hipocrisia e por falta de ambição nacional. Cambada de bandalhos.

A indignação de Hortelão surge na sequência de uma entrevista dada por António Mexia à Sábado, na qual o entrevistado falou sobre o seu salário de 6800€/dia. E, claro, num país à rasca, vários foram os que se indignaram com os valores, e isso aborreceu o director da Sábado, que fez questão de recordar a plebe que o senhor Mexia está à frente do maior pagador de impostos em Portugal. Porque, como todos sabemos, se uma empresa paga muitos impostos, os seus gestores devem ter um salário estratosférico a condizer. Não concordar com isto é ser invejoso, hipócrita e pouco ambicioso quanto à grandeza de um país que, obviamente, se mede também pelos salários dos gestores das suas maiores empresas. [Read more…]

Um jornal cita o Aventar

Um jornal cita o Aventar a propósito de um tweet da deputada Canavilhas, inspirado, porventura, no artigo do autor. O contrário, como  referido no artigo do jornal, é que seria impossível, atendendo às datas de publicação dos tweets do Aventar e da deputada Canavilhas.

Cerca de uma hora depois de partilhar a notícia e de sugerir a demissão da jornalista Clara Viana, a deputada socialista voltou ao tema na mesma rede social e continuou as críticas, dirigidas àquela jornalista em particular: “Reportagem e opinião não são a mesma coisa. Há espaço no Público para Clara Viana dar a sua opinião”, escreveu. Pouco depois, voltou ainda a partilhar um artigo publicado num blogue, intitulado “Manifestação pela escola pública: a estranha cobertura do Público”, onde o autor reforça a ideia defendida pela deputada.

O jornal, aparentemente, não sabe o nome do blog, pelo que aqui fica a ajuda. Chama-se Aventar.

Prestados estes dois esclarecimentos, pode o jornal corrigir quando for oportuno.

O jornal é o Observador.

Pedro Passos Coelho e o síndrome de Estocolmo

Refém

As lideranças do PSD e do CDS-PP, com o apoio das suas tropas estacionadas na comunicação social, vêm insistindo na narrativa de um governo refém dos partidos com quem firmou o acordo pós-eleitoral. Em declarações recentes, em que acusou o governo de ser “comandado” pelo Bloco de Esquerda, Pedro Passos Coelho afirmou

Há uma coisa que impressiona – não é o Partido Socialista, que escolheu um candidato a primeiro-ministro derrotado, estar à frente de um Governo; é que um partido, que é o Bloco de Esquerda, que tem 10% de resultado, esteja a comandar o Governo em Portugal.

(…) se a moda pega noutros países europeus (…) Não é aquele (regime) em que eu quero viver e democrático é que ele não é.

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Trump 2016

The end is near.

Actividade económica mantém queda iniciada no governo de Passos Coelho

O título deste post, propositadamente provocatório, é factual, como veremos mais à frente, e poderia ser uma alternativa àquele que o Jornal de Negócios fez há dias, numa machete digna de susto. Camilo Lourenço, jornalista de economia, logo atestou, pelo sarcasmo, que a coisa estava feia.
 
2016-06-17 camilo lourenco fb
Depois lemos o artigo, vemos os gráficos incluídos e concluímos algumas coisas.

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Quiosque Regional, #9, O Ribatejo

 

quiosque regional 009 O Ribatejo

O Ribatejo, Semanário regional do distrito de Santarém
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Manifestação pela escola pública: a estranha cobertura do Público

O Público, numa reportagem de Clara Viana, anunciou que a manifestação a favor da escola pública começou com duas mil pessoas. Nada mau, se tivermos em conta que uma manifestação pode começar com uma pessoa. No entanto, espera-se que a reportagem seja objectiva, pelo que o artigo é algo estranho, como se pode constatar, por exemplo, pela necessidade de corrigir o título da notícia. Com efeito, o título inicial “Manifestação pela escola pública começa em Lisboa com cerca de duas mil pessoas” foi entretanto mudado para “Manifestação pela escola pública junta alguns milhares de pessoas em Lisboa”.

O título inicial da notícia pode ser encontrado no Twitter e no Facebook, já que estas redes não actualizam as suas publicações quando a origem muda.

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Fugiu-lhes o teclado para a verdade :D

No site da UEFA logo após o final do jogo: 1-0 para Portugal. Fugiu-lhes o teclado para a verdade. 😀 Aposto que foi o mesmo amigo que apagou a luz e ligou o sistema de rega quando o Porto foi campeão no Estádio da Luz.

siteuefa

Henrique Monteiro indignado com o Expresso

Henrique Monteiro

Nós também, camarada Henrique, nós também.

Via Os Truques da Imprensa Portuguesa

O velho regime vai ter que esperar

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Adoro ver os ressabiados a estrebuchar nos seus blogues e jornais financiados pelas elites. Eles precisam – é também para isso que lhes pagam – a todo o custo, que o acordo à esquerda se desfaça, nem que isso custe o aprofundar da ruína pelo qual os seus caciques tanto lutaram durante mais de quatro anos. Afinal de contas, só assim poderão voltar a sonhar com as suas avenças e luvas, com os seus tachos em ministérios e secretarias de Estado e com as suas viagens em comitivas governamentais, aproveitando os recursos do Estado para potenciar os seus negócios enquanto se indignam em longas crónicas contra a heresia da intervenção estatal. Não são hipócritas. É apenas malta que acredita na exploração da maioria por uma minoria privilegiada, pela qual tantos ânus lamberam e continuam a lamber. [Read more…]

Elisabeth, Dallas, Geni

«Stagecoach" (1939)

«Stagecoach” (1939)

Certa mãe de um adolescente queixava-se a uma amiga que, para chegar à sua nova escola secundária, o filho tem agora de passar por uma rua onde há senhoras. “Daquelas. Sabes? Das de má vida.” E que as senhoras não se metem com o rapaz, mas dão mau aspecto à rua. Carregava muito na palavra “senhoras” e fazia um trejeito amargo com os lábios para que se percebesse que dizia “senhoras” para mostrar que ela o era, as outras é que não.

A amiga solidarizava-se com aquela angústia. Realmente. Nem devia ser permitido tão próximo de uma escola. Deviam estar lá num bairro delas, como na Holanda. Sabes que na Holanda é assim, explicava, elas estão proibidas de sair dali. Têm cada uma casinha, com uma lanterna à janela, podem ir para a montra, para se mostrarem, mas não podem sair dali. Era o que faltava andar a rondar as escolas, isso é que era bom. Ia logo tudo para o xilindró. [Read more…]

Os motivos dos fatos

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Amadeo de Souza-Cardoso, Caricatura de Emmérico Nunes (1909)(http://bit.ly/1sHl6FW)

Chacun, là-haut, sait mieux que le matador ce qu’il conviendrait de faire en bas. En outre, comme chez tous les publics, la critique prouve l’intelligence et l’enthousiasme se verse au compte de la crédulité, de la naïveté, de la bêtise.

— Jean Cocteau, “La corrida du 1er mai

Lembra-me um sonho lindo, quase acabado
Lembra-me um céu aberto, outro fechado
Estala-me a veia em sangue, estrangulada
Estoira no peito um grito, à desfilada

Fausto Bordalo Dias

***

Os leitores do Aventar conhecerão certamente a seguinte afirmação de Santana Lopes:

Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa).

Não será, contudo, todavia ou até mesmo porventura, o caso do jornalista que entrevistou o autor desta afirmação, ainda por cima, produzida em artigo escrito para o jornal em que a entrevista foi publicada. Efectivamente, uma vez que na entrevista nenhures se vislumbra qualquer referência à afirmação de Santana Lopes, o autor terá perdido, [Read more…]

La Mer, from London to Paris

Eis um delicioso clip do canal britânico ITV sobre o Euro 2016. Poderia perfeitamente ter sido feito pelos frogs, como montra dos encantos franceses. Mas, afinal, teve origem nos rosbifs, numa prova de fair play. A canção original completa, de Charles Trenet, pode ser escutada aqui.

Já que estamos no contexto da bola, aproveito para deixar um desabafo sobre a selecção. Gostava que esta mostrasse a audácia que tenho observado em outras equipas, que arriscam, mexem-se e chegam à baliza do adversário, em vez de andar em passinhos no meio campo, o que dá muita posse de bola, mas sem apresentar perigo. E já agora, que o “comentário de luxo”, como lhe chamaram os próprios comentadores da RTP, fosse menos luxuoso e mais ao estilo da BBC Sport, com análises gráficas, até no intervalo do jogo, e com ex-jogadores a analisarem a táctica e a técnica. Mas isto sou eu que nem ligo ao futebol, isto é, não mais do que um a bom jogo de ténis ou de snooker.

PSD domina comentário político na televisão

A análise do Laboratório de Ciências da Comunicação do ISCTE-IUL aos comentadores «residentes», nas televisões em Portugal revela que o partido com mais comentadores e que, simultaneamente, são militantes partidários é o PSD:

A análise realizada encontrou 27 espaços de comentário «fixo» de militantes partidários. O PSD tem 11 espaços de comentários fixos, o PS tem 7, o BE tem 4, o CDS-PP tem 3, o PCP e o L/TDA [ Livre/Tempo de Avançar] têm um cada. [European Journalism Observatory, 12 de Maio de 2016]

 

Espaços de comentário televisivo

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Mas a Dilma, sem estar acusada, é que foi demitida.

Lava-Jato faz cair terceiro ministro brasileiro. Agora é esperar pela reacção igualmente excitada da direita nacional.

Às vezes, o tiro sai pela culatra

2016-06-16 tiro pela culatra

Recordando:

ADSE: «(…)o Tribunal de Contas refere que, em Setembro de 2015, a ADSE usou excedentes gerados em 2014 e receitas próprias de 2015 para pagar mais de 29 milhões de euros ao Serviço Regional de Saúde da Madeira que resultou da utilização de unidades de saúde por beneficiários da ADSE entre 2010 e 2015. O Tribunal considera que dois secretários de Estado do anterior Governo “comprometeram dinheiros da ADSE para fazer face a uma despesa que é do Estado e que devia ter sido satisfeita pela dotação orçamental do SNS.”»

CGD: “A Caixa Geral de Depósitos tem, pelo menos, 1.300 milhões de euros em risco no resgate ao Novo Banco.”
O BES foi só mais um prego entre os tiros que o antecederam (p.ex. BPN) e que lhe sucederam (p. ex. BANIF). Um mealheiro do bloco central.

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As mulheres são umas insensíveis

A brincar com coisas sérias…

A «mentalidade pequena» de Cristiano Ronaldo

stock-vector-cartoon-baby-crying-vector-clip-art-illustration-with-simple-gradients-all-in-a-single-layer-216397903Quando eu era miúdo, vivia convencido de que era um dos melhores jogadores da minha rua, o que era verdade, porque não havia assim tantos miúdos na minha rua. Na realidade, tinha uns pés jeitosos, o que me valia umas marcações mais duras que me assustavam e/ou irritavam, levando-me a críticas azedas aos adversários, seres horríveis que não me deixavam driblar à vontade ou mostrar a minha esplendorosa visão de jogo. No fundo, não estava muito acima das criancinhas que ficam zangadas com as mesas contra as quais se magoaram, porque a culpa só pode ser da mesa.

Crescer, na minha opinião, não implica, infelizmente, corrigir os defeitos, mas obriga, no mínimo, a saber disfarçá-los. Quando se é uma figura pública e influente, essa obrigação torna-se mais premente.   [Read more…]

A máfia bancária e o fim do verde – código – verde

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Já tinha reparado nisso e agora confirmo que é geral.

Fazer um pagamento com cartão tornou-se ligeiramente mais complexo. Agora, antes de inserir o código, é preciso escolher o canal através do qual será feita a transacção. É indiferente para os clientes, mas há custos diferenciados para os comerciantes. [Jornal de Negócios]

O diabo está nos detalhes, tal como se constata neste caso. Agora, com os novos terminais de pagamento multibanco, antes de inserir o código passou a ser preciso escolher a rede de pagamento, se VISA (ou outra internacional), se MULTIBANCO. Por omissão, e aqui está o detalhe, a rede é a VISA (ou outra internacional). Para mudar, sabendo-se que se pode mudar, o que não é óbvio para quem está habituado ao verde – código – verde, é preciso carregar numa tecla de cursor e, só depois, é que começa a sequência verde – código – verde. Portanto, quem fizer como sempre, estará a pagar via rede VISA (ou outra internacional). Se bem que para quem paga não deverá haver diferença, já para o comerciante significará uma comissão bancária bem superior.

Se esta mudança tivesse sido desenhada para ter impacto nulo, então a opção pré-seleccionada seria o pagamento a rede MULTIBANCO. Como não é o caso, há a suspeita de se estar perante um truque para cobrar mais dinheiro aos comerciantes.

Vamos agora esperar, sentados, pela intervenção do Banco de Portugal para acabar com este novo truque para sacar dinheiro à conta do desconhecimento ou inércia dos consumidores. Até lá, já sabe, agora a sequência de pagamento passa a ser seta para baixo – verde – código – verde. Sempre que possa, use-a e, já agora, passe esta informação.

Adenda 1 (17/6/2016): Os cartões afectados são os que tenham modo “híbrido”, em que o cartão de débito passou a ter crédito associado. São uma inovação da banca que, há algum tempo, gerou polémica (ver estes artigos: 1, 2).

Adenda 2 (21/06/2016): Finalmente, a SIBS esclareceu a questão. O post foi actualizado para reflectir que em causa está a escolha do pagamento via rede VISA (ou por outra rede internacional) ou, como segunda opção, pela rede MULTIBANCO. A SIBS sublinha que a alteração não tem custo para o cliente, o que nunca esteve em causa, mas é omissa quanto aos custos para o comerciante.

Sinel de telhas de vidro…

… não atira pedras. O Luis M. Jorge explica.

Faz mal à saúde ser uma besta como João Malheiro

Não ligues, Rui. E parabéns.

O Estado ao serviço de interesses privados e de uma religião?

Santana Castilho*

Com uma Constituição que consagra a escola pública, resulta estranho que no próximo dia 18 esteja agendada uma manifestação para a defender. Todavia, motivações financeiras e ideológicas, que foram crescendo com forte protecção governamental desde 2011, criaram agora, com o apoio natural da Direita e com o envolvimento menos usual da Igreja, uma agitação social e política que a justifica. Com efeito, a reivindicação foi exposta e o discurso assinado: a escola privada teria um direito natural a ser financiada com o dinheiro público, chegando-se a admitir que a escola pública poderia fechar para que a privada sobrevivesse e continuasse. Assunção Cristas, que não pode desconhecer, por formação académica e responsabilidade política, a imposição constitucional de criação de uma “rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população” (artigo 75º da Constituição da República Portuguesa), defendeu o encerramento da escola pública em benefício da escola privada. Fê-lo sob pressupostos, é certo. Mas fê-lo para garantir a tença aos empresários da educação e com desprezo pela Constituição, da qual pode discordar mas à qual deve obediência como deputada da nação. O que está em causa é pois a necessidade de proclamar um “não” cívico claro, como resposta à pergunta que encima este artigo. [Read more…]

Euro 2016

Anda tudo com a pita aos saltos só porque demos 7 à Estónia. Mais um bocado e seremos campeões da Europa.
Convém não esquecer que somos uma merda de um país, governado por um primeiro-ministro que manda os portugueses emigrar e, no que à Selecção diz respeito, dirigido por um dos piores treinadores da nossa história mas que, voilá, faz parte da carteira do super-agente Jorge Mendes. Alguém cuja maior façanha, ao longo de 20 anos de carreira, foi perder um Campeonato Nacional para o Boavista tendo ao seu serviço jogadores como Vítor Baía, Deco, Capucho, Drulovic ou Jardel.
Quando escrevo, estamos a ganhar aos mancos da Islândia. Uma equipa que não tem vedetas nem vedetinhas de um país que vai dando lições. É possível que ganhemos. É até possível que, com a matéria-prima ao dispor, consigamos chegar longe. O que não mudará nada do que escrevi antes.

Emigração: a estratégia versus a declaração

costa profs frança

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Desmontar a propaganda nunca é fácil. Por reduzir a realidade a mensagens simplistas, torna-se necessário recuperar a totalidade dos factos para se descobrir a careca. [Read more…]

Estou-te a ver

vigilância

O “daesh” está a transformar-se numa espécie de franchising internacional para toda a espécie de psicopatas, oferecendo validação religiosa e moral para toda a sorte de psicóticos narcisistas. Por vezes, estes são tão alarvemente estúpidos – como acontece no assassino de Orlando – que se assumem simultaneamente inspirados pela Al-Qaeda, pelo Hezbollah e pelo Daesh, ignorando que estes movimentos são inimigos entre si.

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O bolso do contribuinte sempre à disposição…

Houve um tempo em que se discutiu a privatização da CGD. Apesar de ser contra a intervenção do Estado na economia, sou forçado a admitir que pública ou privada, a Banca em Portugal conta sempre com o bolso do contribuinte, pelo que a CGD não vai ser, nem o seria em qualquer situação excepção à prática vigente.

A grande vantagem da Banca privada seria à partida estar imune à instrumentalização partidária, se pensarmos que os maiores prejuízos agora revelados na CGD resultam da gestão de inspiração socrática de nos tempos em que foi liderada por Santos Ferreira e Armando Vara. Porém se nos lembrarmos que esta dupla também liderou o BCP numa espécie de nacionalização informal imposta pelo governo de então, sem esquecer o desastroso resultado da promiscuidade entre BES e empresas públicas, à cabeça das quais a PT, ou que a nomeação de gestores bancários por critérios de filiação partidária está longe de ser um exclusivo do PS, eu diria que o recente episódio da CGD é apenas mais um capítulo da novela “o estado a que isto chegou…”

Respeito

Confesso que não conheço o Rui. A cara dele não me é estranha, mas distraído como sou, é natural que o tenha visto na tv…

Tropecei hoje num texto que ele escreveu e que merece ser lido. Aqui ficam as palavras do Rui: [Read more…]

A emigração, ainda como arma de arremesso

Em Dezembro de 2011, Passos Coelho apontou a emigração como solução para os professores desempregados. Passados estes anos e com um novo governo, eis que António Costa recorre a argumentação semelhante para os mesmos profissionais.  Um olhou para os PALOP, o outro para França. Enfim, triste sina a de se ter que sair do país para se ter trabalho. Mas, ainda assim, há uma nota substancialmente diferente: o contexto. Enquanto que Passos Coelho exultava a que os portugueses saíssem da sua zona de conforto, Costa falava de um compromisso, feito pelo Presidente francês nas celebrações do 10 de Junho, para “desenvolver o ensino da língua portuguesa em França”. É um detalhe para quem emigra, mas as palavras de Passos Coelho não foram de circunstância, mas sim decorrentes de uma série declarações, proferidas por diversos membros desse governo, com o objectivo explicito de apelar à emigração como solução para o desemprego.   [Read more…]