
Se este coelho escapa ao celofane, ainda assistimos ao regresso do killer bunny. Então, só o castelo de claras de ovo o parará. Pense nisto quando comer a próxima mousse de chocolate.
Vou-te apanhar…
“Não estraguem o que está feito”

O custo do Banif nas contas é, assim, de 2463,2 milhões de euros, o equivalente aos 1,4% do PIB. Mesmo sem este impacto não seria cumprida a meta de 2,7% traçada pelo anterior Governo. A dimensão do Banif acabou por ser superior ao esperado. Aliás, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) tinha estimado que um custo equivalente a 1,2 pontos percentuais do PIB. [Público]
Em tempo de eleições vale tudo, não é? Meta do défice falhada (novamente), bomba-relógio de 1.4% do PIB escondida e a constatação da farsa que foi o jornalismo económico. A um mês e tal do fim do ano, disse o génio para não estragarem o que eles tinham feito.
Passos Coelho com os dias contados na liderança do PSD

A foto em cima, por si só, já dava uma boa posta. Presumo tratar-se de um desses congressos opulentos financiados pelos nossos impostos e, para além do abraço, com a devida distância de segurança, entre Morais Sarmento e Pedro Passos Coelho, podemos ver todo um conjunto de barões na primeira fila, Aguiar-Branco relegado para a segunda linha com cara de poucos amigos e sem aparentemente aplaudir o que é que aquela gente toda aplaudia – talvez ainda ressabiado pela emboscada montada pela máquina de propaganda que levou Passos ao poder no PSD – e, mesmo ao lado do líder, se a vista não me engana, aquele ex-patrão do ex-primeiro que foi escolhido para elaborar o programa de governo apresentado pela caranguejola nas últimas eleições e que recebeu uns ajustes directos muito generosos do governo de Passos Coelho. Coisas para a posteridade. [Read more…]
Atentados em Bruxelas: a forma encontrada por Deus para punir Obama

É a leitura da fundamentalista cristã Michele Bachmann, militante da organização jihadista Tea Party, dos ataques de ontem em Bruxelas. Bachmann entende que os atentados em Bruxelas foram a forma encontrada por Deus para castigar Obama pela heresia que foi a sua visita a Cuba. Bíblia numa mão, M4A1 na outra. Allahu Akbar!
Marcelo isola (ainda mais) Pedro Passos Coelho

Na Segunda-feira, os deputados do PSD da comissão parlamentar de finanças endereçaram uma carta ao primeiro-ministro, pedindo esclarecimentos sobre o alegado envolvimento de António Costa nas negociações em curso entre o regime angolano Isabel dos Santos, o BCP e o BPI, com base numa peça publicada na passada Sexta-feira no Expresso, onde se podia ler “Costa dá luz verde a Isabel dos Santos no BCP”. A pergunta que abre a missiva não podia ser mais clara: “A que título e com base em que competência constitucional ou legal atuou o senhor primeiro-ministro?”. [Read more…]
Da profecia da desgraça

Projecções do Conselho de Finanças Públicas, dadas ontem a conhecer ao país, revelam que o défice orçamental português será, ainda este ano, inferior a 3% do PIB, o que permitirá a Portugal sair do Procedimento por Défices Excessivos na Primavera de 2017, altura em que o INE notificará o Eurostat relativamente ao défice orçamental de 2016. Apesar das reservas, antevendo uma trajectória tangencial, o organismo antecipa mesmo que o défice se manterá abaixo dos 3% pelo menos até 2020, mesmo sem necessidade de recorrer a medidas extraordinárias. [Read more…]
A palhaçada
Santana Castilho*
Segundo a Rádio Renascença, o diploma que instituía o modelo integrado de avaliação externa das aprendizagens no Ensino Básico poderia ser vetado. Para o evitar, Governo e presidência da República, leia-se Tiago Rodrigues e Isabel Alçada, terão negociado um regime transitório, que assenta na não obrigatoriedade das provas de aferição e na possibilidade de ressuscitar os exames dos 4º e 6ºanos, ainda que sem contarem para classificação.
O que de mais generoso me ocorre para qualificar este quadro cobarde, gerador de confusão e instabilidade, caracterizado por três modelos de avaliação num mesmo ano lectivo, três, é que se trata de uma deriva de irresponsáveis. A ser verdade o que disse a Renascença, como pode ter passado pela cabeça do Presidente da República vetar um diploma que, por mais sem sentido que fosse (e era) não feria nenhuma disposição da Constituição e leis correlatas? Como entender que Marcelo presidente passe a vetar normativos de governo, porque Marcelo, comentador, os criticou?
Felizmente tinha uma arma…
Uma boa razão em defesa posse de armas. Espero que a Justiça o absolva, afinal não se perdeu nada, excepto não ter atingido os restantes…
Análise sobre a situação no Brasil
Em Bruxelas como em Bagdad, em Paris como em Cabul

Madrid, Londres, Burgas, Paris, Ancara, novamente Paris e agora Bruxelas. O terror em larga escala, com a assinatura dos fundamentalistas islâmicos, insiste fazer parte do quotidiano do Velho Continente.
Não existe desculpa possível para a barbárie. Argumentações exclusivamente baseadas no imperialismo norte-americano ou no apetite voraz do capitalismo selvagem não chegam para explicar o fenómeno, apesar de desempenharem o seu papel. Afinal de contas, por onde circulam os milhões que financiam o terrorismo? Quem vende as armas? Quem lhes compra o petróleo e as obras de arte que não são destruídas para a fotografia como vimos em Palmira? E onde estão os mecanismos para controlar os terroristas de fato e gravata? Existem? Serão eles tão eficientes como a paranóia securitária exportada pelos terroristas de Estado norte-americanos, que parece crescer na exacta mesma medida que o terror? [Read more…]
O que esconde Carlos Costa?

O governador do Banco de Portugal (BdP) insiste em não disponibilizar um conjunto de documentos solicitados pelos deputados no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso Banif, que inclui o já célebre e aparentemente secretíssimo relatório do Boston Consulting Group sobre as falhas na actuação do BdP no caso da queda do BES. O BdP argumenta tratar-se de um documento sigiloso, ao qual só o próprio BdP poderá ter acesso, obstruindo desta forma o apuramento da verdade sobre mais uma catástrofe bancária que os contribuintes, representados pelo Parlamento, pagaram e continuam a pagar. Não nos estão a contar a história toda. O que esconde Carlos Costa?
Carta de Bruxelas
Marisa Matias*
Escrevo de Bruxelas, onde hoje ocorreram atentados terroristas hediondos. Perdoem-me a crueza das palavras, mas escrevo de Bruxelas como tenho escrito de tantos lugares onde todos os dias morrem pessoas vítimas do terrorismo. Sim, todos os dias morrem pessoas vítimas de terrorismo. E, sim, tenho estado e tenho escrito de muitos desses sítios.
Ainda no Domingo estava em Piréus, na Grécia, onde continuavam a chegar refugiados que fugiam do terrorismo e da guerra. Nesse Domingo morreram quatro crianças. Ainda há duas semanas outro destes hediondos atentados aconteceu em Bagdad, ninguém deu por isso.
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O longo epílogo capitalista
Abespinham-se quando as suas verdades são postas em causa pelas verdades dos outros mas borrifam-se para o modo como as suas são construídas, mesmo quando o são à custa do respeito pelos outros. Outros que não se reduzem aos que usam os ignorantes/desesperados que se fazem explodir. Não falo só de bombas, mas do capitalismo, que também directamente as alimenta, e da sorridente subjugação de tudo quanto é humano em que assenta a sua lógica. Também lhe podem chamar globalização financeira, terciarização, terceiromundização, precarização, colonização, parasitação, animalização, filhadaputização. Não há inocentes mortos, há indecentes vivos. E carne viva para canhão. Resta-nos evitar as manhãs, as aglomerações e as horas de ponta.
Atentado em Bruxelas: alguém ouviu o alerta da Central Geral Sindical de Serviços Públicos?

A Europa vive um novo dia de pânico e sobressalto. O duplo atentado de hoje em Bruxelas choca, revolta, mas não surpreende. Pelo menos a mim e à Central Geral Sindical de Serviços Públicos belga, que tinha alertado recentemente para falhas detectadas nos protocolos de segurança do aeroporto de Zaventem. A fazer lembrar os múltiplos avisos que a administração Bush recebeu e ignorou no início da década passada, que alertavam para a possibilidade de um ataque terrorista de grande dimensão, que poderia envolver aviação civil. Resta-nos o luto e sentimento de impotência perante a cobardia do método e a falta de respostas dos nossos responsáveis políticos, incapazes de conter a fúria terrorista mas sempre atentos à ameaça imaginária de uma Rússia imperialista, que tudo o que queria era continuar jogar o jogo do capitalismo.
Enquanto Rui Moreira anda a brincar aos aviões, o Museu das Marionetas do Porto vai fechar
Pois é, o Museu das Marionetas do Porto, como o conhecemos, vai fechar na rua das Flores. Depois de um investimento brutal da companhia no restauro de um prédio do centro histórico, numa rua que na altura não era chique, o sonho sonhado por João Paulo Seara Cardoso desaparece porque os novos proprietários decidiram um novo destino para o edifício. Não sei qual será esse destino, mas não me admirava que fosse o mesmo que aqui há atrasado a Daniela Major abordou relativamente a Lisboa.
E no entanto, não teria sido preciso assim tanto para dar um fim diferente a esta história. O Museu das Marionetas até tinha direito de preferência na aquisição do prédio. Teria bastado um bocadinho de vontade política.
Mas essa, sabemos por onde anda. Enquanto o Museu das Marionetas é desalojado, o Presidente da Câmara do Porto anda entretido a brincar aos aviões e a publicar livros sobre o assunto. É que há muita gente a andar de avião e não tanta assim a ir às marionetas. A TAP dá muitos votos e Rui Moreira já se arvora em representante de todos os nortenhos. Uma ampla região que vai desde os galos de Barcelos até, quem sabe, às salsichas frescas de Vigo.
O Fredo Brilhantina, que podem ver no vídeo aqui em cima, é que a sabia toda.
A estratégia do PSD vive da possibilidade de o país falhar
Não é por acaso que a direita amplifica todos os sinais negativos para o país, ignorando os que sejam positivos. Por exemplo, quando os juros sobem parecem gralhas, mas quando descem calam-se que nem ratos. Ou ainda, veja-se o triste espectáculo que foi a actuação do PSD na votação do orçamento, só na esperança de que o orçamento não fosse aprovado.
Toda esta actuação, contrária ao interesse nacional, tem como único objectivo permitir o regresso rápido ao poder e, em última análise, permitir a sobrevivência política de Passos Coelho e da sua clique. Por isso, desejam ardentemente um novo resgate, mesmo que isso rebente com o país. Em 2011 não o tinha percebido, mas agora, olhando para o modo de actuação da direita, torna-se claro. O PSD, na altura, chumbou o PEC IV para aceder ao poder imediatamente, com um contexto político disruptivo que lhe deu a possibilidade de mudar as regras do jogo praticamente sem contraditório (só o Tribunal Constitucional o abrandou, mas sem o parar).
Grandes feitos do governo PSD/CDS
Estado chinês ganha quase €400 mil por dia na EDP. A este ritmo, quanto falta para se acabar o dinheirito da venda? Portugal à frente, sempre.
Como se faz uma escola?
Apesar de o ponto de partida poder induzir em erro, a reportagem sobre a Escola Básica 123 do Curral das Freiras deve ser lida com muita atenção, porque proporciona ensinamentos acerca do modo como as escolas se devem organizar para ajudar os alunos provenientes de meios desfavorecidos. Proporciona ensinamentos a quem queira aprender, entenda-se.
Explico-me, antes de mais, acerca do ponto de partida: a reportagem só acontece por causa dos resultados dos exames, insistindo, portanto, na ideia de que estes servem para avaliar a qualidade do trabalho das escolas (o próprio título da peça é indicador desse tique: “Escola da vila mais pobre da Madeira é uma das melhores do país”). [Read more…]
Brasil: golpe (de Estado) mediático em curso?
Perante a cobertura mediática da crise política no Brasil, que não se tem pautado pela isenção e que insiste em tratar de forma diferente aquilo que é igual, a televisão Al-Jazeera apresenta-nos uma nova perspectiva sobre os acontecimentos que tem marcado o Brasil, com o foco na cobertura mediática da imprensa brasileira, cujos principais órgãos de comunicação social são controlados por famílias ligadas ao regime ditatorial e, actualmente, à direita brasileira. O caso da Rede Globo e da família Marinho, que ergueu o seu gigantesco império de comunicação social com o apoio da ditadura, ilustra bem o seu posicionamento e a forma sectária como tem acompanhado a crise brasileira. [Read more…]
Angola e Brasil: dois pesos, duas medidas

A crise política no Brasil prolongar-se-á durante semanas, vários meses talvez. Por motivos óbvios, a cobertura mediática e o ímpeto opinativo a que vimos assistindo no nosso país tenderá igualmente para se prolongar no tempo. Cá como lá, existem aqueles que alinham no discurso do golpe de Estado fabricado, orquestrado pela direita brasileira e pelos saudosistas do regime militar, descontentes com os avanços sociais operados no Brasil nos últimos anos, ao passo que outros procuram argumentar que os casos que envolvem Lula da Silva e outros altos dignatários do PT são o espelho de uma esquerda corrupta que deve ser imediatamente apeada do poder. O debate é intenso, gerador de ódios e ninguém é poupado. Ou não fosse a corrupção transversal à política brasileira. [Read more…]
Sport TV, esse canal anti-Benfica
dizem os Pedros Guerra desta vida. Agora imaginem que este lapso do comentador era ao contrário.
Brasil, o fim da linha para Dilma e Lula da Silva?
Os acontecimentos no Brasil dominaram a semana política em Portugal, o que não aconteceu em nenhum outro país, à excepção do Brasil é claro. E começando precisamente por aqui, subsistem ainda resquícios de paternalismo colonial, não por acaso partilhado com outros países e cidadãos europeus em assuntos relativos às suas antigas colónias. O primeiro erro dos europeus é arrogarem-se insuportavelmente como civilizacionalmente superiores, julgando os povos dos outros continentes à luz dos seus valores políticos e filosóficos. Apesar de séculos como colonizadores, raramente compreendem os povos árabes, asiáticos, africanos, ou latino-americanos, resultado da incapacidade de verem para além do seu umbigo, que levaram em meados do sec XX os povos colonizados a inúmeras revoltas e lutas pela independência no mundo inteiro, para se libertarem de governos europeus e colonos que tratavam nativos como servos e ainda consideravam estar a praticar o bem. Após desastrosas intervenções no exterior, o velho continente está a braços com tragédias humanitárias que mais não são que consequências da sua desastrosa política de tentar levar a democracia a quem não a quer, deseja ou compreende. [Read more…]
Breve sumário da crise política brasileira
A era da informação trouxe-nos um obstáculo de maior quando nos debruçamos perante este tipo de acontecimentos: a cada hora que passa, o rol de informações e contra-informações que os órgãos de comunicação social nos dão a conhecer a uma velocidade, diria, de torpedo, fazem com que por vezes, o nosso discernimento sobre o ponto de situação seja cada vez mais difícil e confuso. Grande valia no mundo actual é conseguir, no meio do cataclismo informativo que nos injectam, conseguir criar uma âncora que nos permita fundar uma opinião limpa e isenta.
Sobre a actual crise brasileira, resumidamente, chego a 4 conclusões e 3 dúvidas:
Banca, negócios e esquemas
A edição de hoje do Público traz um exemplo do que poderia ser o jornalismo com mais frequência. Uma investigação sobre negócios envolvendo a banca, prejuízo para o Estado e olhos fechados da CMVM e BdP.
O Ministério Público abriu em Fevereiro um inquérito a um negócio imobiliário de 32,4 milhões de euros, firmado entre ex-banqueiros, gestores e empresários ligados ao Finibanco e que foi fechado em 2013, no Montepio. Apesar de decorrer em paralelo à OPA, Banco de Portugal e CMVM não o detectaram. [Público, 20/03/2016, Cristina Ferreira]
É a história de um esquema continuado ao longo do tempo, perante a conivência de instituições de fachada, com os resultados que temos vindo a conhecer. Por vezes ouvimos falar dos empresários e das virtudes das suas iniciativas. Depois vemos os grandes negócios sustentados pela fraude e, sendo tantos os exemplos e tal a extensão do ataque ao Estado, pergunto-me se será disto que estarão a falar.












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