7 de Outubro: milhares de alunos sem centenas de aulas

Num mundo governado por gente que gosta tanto de exibir números, é bom que o leitor repare bem no título: por ser dia 7 de Outubro, estamos na quarta semana de aulas e há milhares de alunos sem aulas. Se juntarmos todas as aulas que não houve até hoje, não deve ser difícil chegar às centenas.

Raquel Abecasis, uma representante da direita idiota (pleonasmo?) chegou a dizer que a culpa é dos sindicatos e dos comunistas, ou seja, dos professores, essa classe poderosíssima que, na realidade, manda no Ministério da Educação. Uma pessoa mais impressionável pode chegar a imaginar que os ministros e os secretários de Estado nem conseguem chegar aos respectivos gabinetes, impedidos por uma horda de perigosos barbudos e barbudas revolucionários que ocuparam o edifício da 5 de Outubro em Abril de 1974 e ainda de lá não saíram. José Manuel Fernandes, sempre na palhaçada (ou não fosse membro da direita idiota), conseguiu declarar que isto dos concursos dos professores é tão difícil que não há computador que aguente e a culpa, já se sabe, é de Mário Nogueira e dos guerrilheiros entricheirados na sala de fotocópias do Ministério.

Entretanto, no dia 7 de Outubro de 2014, há milhares de alunos sem centenas de aulas. Pensai nestes números e, antes de organizardes milícias para combater os comun… os professores, lede. Lede muito. Lede, até, o texto de João Miguel Tavares, um homem de uma certa direita que, por vezes, contraria os pleonasmos. É o primeiro da lista.

Caro Nuno Crato: ainda aí está? – João Miguel Tavares

O que se passa nas escolas? Os casos contados pelos leitores

Eles ainda estão à espera de um dia de escola normal

À quarta semana de aulas há milhares de alunos com furos

Escola em Lisboa encerrada por falta de professores

Professores contratados admitem que “caos nas escolas” se mantenha na próxima semana

Adenda: texto fresquinho do Paulo Guinote – Implosão do Ministério da Educação e Ciência: objectivo atingido

“Barca do Inferno”? é mesmo!

Quero aqui deixar público o meu reconhecimento a Raquel Varela e Isabel Moreira pelo inglório mas empenhado esforço com que tentaram salvar do naufrágio a “Barca” do Nilton. Em vão. Manuela Moura Guedes e Marta Gautier encarregaram-se de tornar este novo programa irremediavelmente intragável. A “Barca” não navega. Afundou-se mal se fez ao mar.

Ébola em Espanha

Falta de formação, caos, improvisação: a denúncia já tinha sido feita há semanas por um dos enfermeiros, no seu blogue.

Um politico zangado

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Foto: Lucília Monteiro / Expresso

Marinho e Pinho, eurodeputado a prazo, foi entrevistado por Maria Flor Pedroso. Retrato de um político zangado, a derrapar nas curvas do seu próprio discurso. Cativará os votos do crescente magote de insatisfeitos com os políticos?  Eu cá acho difícil mas, depois de  meia dúzia de tiros ao lado, prognósticos só no fim do jogo. Vale a pena ouvir.

Escolas sem professores

Este filme de terror prova uma coisa: o quadro de tantas escolas está por preencher. Não é um erro só do Crato, mas dos seus antecessores.

Super Mário regressa…

Após uma bem sucedida carreira futebolística, Mário Jardel começa forte na política. E não está sozinho

Ativadas? I’ve smelled a rat

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© Brian Cliff Olguin for The New York Times (http://nyti.ms/1pGZbGN)

Como aconteceu ao James Bond, no final de Os Diamantes São Eternos, “I’ve smelled a rat”. De facto, quando se lê ‘ativar’ em vez de ‘activar’ ou ‘ativo’ em vez de ‘activo’, num texto aparentemente escrito em português europeu, devemos desconfiar. Sendo verdade que o Mouton Rothschild é um clarete, também não podemos esquecer que ‘ativar’ e respectivas formas flexionadas são características do português do Brasil.

Para que não haja dúvidas, consultemos a Folha de S. Paulo:

Cada conjunto de neurônios de localização só se ativa em um local específico.

Mais de 30 anos depois, em 2005, o casal Moser descobriu outro tipo de neurônios que se ativam no córtex entorrinal quando os animais estavam em uma região, formando um mapa.

Efectivamente: ‘neurônios’ e ‘ativa’ (como “em uma região” ou “em um local”, mas essa é outra conversa) indicam-nos que estamos a ler um texto escrito em português do Brasil.

Por isso, ao contrário daquilo que se lê no Expresso, as células nervosas identificadas por John O’Keefe não são *ativadas. Aliás, basta ler-se o texto de Ana Gerschenfeld, no Público de hoje, para rapidamente se perceber que “certas células se activavam”. Exactamente: activavam.

O Comité Nobel é claro

In 1971, John O´Keefe discovered the first component of this positioning system. He found that a type of nerve cell in an area of the brain called the hippocampus that was always activated when a rat was at a certain place in a room.

Por esse motivo, é incompreensível esta adaptação do Expresso:

John O’Keefe identificou, em 1971, o primeiro componente deste sistema de localização ao perceber que um determinado tipo de células nervosas de um ratinho, localizadas numa região do cérebro – o hipocampo -, eram ativadas quando este estava num determinado local de uma sala.

Dito isto, parabéns a John O’Keefe, May-Britt Moser e Edvard Ingjald Moser.

Hammerfest, 1945

Ecos de um discurso vácuo e a memória de uma eleição extraordinária – a ler.

Regresso ao tempo dos coronéis?

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Parece que a extrema-direita brasileira acordou hoje com hipóteses de regressar ao Planalto.

Da salgalhada que é o sistema político brasileiro, onde ainda domina a Globo embora os televangélicos  tenham conquistado algum terreno, resulta também a anedota de para os nossos jornalista Aécio ser o candidato socialista e social-democrata, que deve ser a área política de Passos Coelho, Dilma será trabalhadora e eu sou a Josefa de Óbidos.

É um risco que em termos internacionais, em particular para a América latina, pode ser um retrocesso grave. Mas que terá as suas vantagens: quero ver o “neoliberais” saudosos da ditadura a esfrangalharem a economia brasileira, a levarem com o povo nas ruas (povo pobre mesmo pobre, que os outros já lá andaram), e pode ser que a esquerda ganhe juízo. Desde que não acabe em ditadura militar (o que é sempre uma ameaça e vontade não lhes falta), às vezes a social-democracia aprende quando perde. E Dilma tem muito a aprender nas suas cedências aos oligarcas.

Sustenham a respiração:

Cavaco falou.

Subserviência linguística:

não bastava já o desonesto Acordo Ortográfico, o ingresso da Guiné Equatorial na CPLP e vai agora um filme português com legendas para o Brasil? Por acaso, houve já alguma novela brasileira com legendas em Portugal?

25 de Abril sem chaimites, sempre

José Xavier Ezequiel

MARINHO_E_PINTO_MPT_MAIO_2014

Marinho e Pinto, nada à vontade com a utilização pouco católica da célebre barriga de aluguer, que agora o obriga a assumir a paternidade da criança e a ganhar um vergonhoso ordenado no Parlamento Europeu, fundou hoje o seu próprio partido.

Foi em Coimbra. Chamou-lhe Partido Democrático Republicano, uma ideia praticamente genial. Não só é democrático, como é mesmo republicano, o clássico dois-pelo-preço-de-um do Minipreço. Melhor ainda, fez a sua activação (como agora se diz no mundo da publicidade) no dia da República. É muito bem visto. Assim, à primeira vista.

Contudo, em Portugal, onde (excepto o hilariante PPM) todos os partidos são republicanos e, até por razões constitucionais, são também democráticos, chamar a um novo partido — Democrático Republicano — é o mesmo que chamar vinho tinto ao vinho tinto e vinho branco ao vinho branco. Ficamos a saber o mesmo. É um PRD sem general, aquele perfume revolucionário na frase, “Tal como as nacionalizações não foram irreversíveis, as privatizações também não o serão”, a incessante busca de um novo e verdejante “25 de Abril sem chaimites”.

No mundo empresarial, este expediente seria liminarmente proibido: não se pode registar um cabeleireiro chamado Cabeleireiro, uma tasca chamada Tasca ou um bordel chamado Bordel. Porém, no subportugal partidário, tudo é possível. Para usar a sonora adjectivação do arrependido do MPT, um autêntico “regabofe”.

A verdade é que ainda existe um Partido Popular Monárquico (tudo junto, no mesmo partido) e até um Partido dos Animais e da Natureza. Por isso, já nem consigo ficar espantado por ver o fundador de um novo partido afirmar, no exacto dia da sua fundação — “Queremos pôr termo ao monopólio dos partidos.”

Dia Mundial do Professor

No Dia Mundial do Professor, é importante lembrar que o Ministério da Educação, que teve vários meses, para não dizer anos, para preparar um concurso de professores, conseguiu a proeza de falhar redondamente.

Em consequência disso, houve professores mal colocados. Nuno Crato pediu desculpa e prometeu que ninguém, incluindo professores, seria prejudicado.

Tendo em conta o que sabemos sobre o chefe do governo, seria surpreendente que uma promessa fosse mantida por algum dos seus subordinados. Assim, há centenas de professores que, ao fim de três semanas de aulas, serão obrigados a mudar de escola e/ou de terra, o que, para muitos, acontecerá pela segunda vez este ano lectivo. Para além disso, há milhares de alunos que serão afectados por mais uma mudança.

Hoje, é o Dia Mundial do Professor. Em Portugal, os professores estão a ser maltratados desde 2005.

Neste Dia Mundial do Professor, leia-se a história da professora Céu Bastos que, sendo de Bragança, foi colocada em Constância, para, pouco tempo depois, ser obrigada a ir para o Algarve. Mesmo que esta fosse a única vítima de um erro ministerial, haveria sempre demasiadas vítimas.

Nuno Crato, tal como as suas duas antecessoras, não merece perdão e desejo-lhe um resto de vida muito feliz longe da Educação. No entanto, cada vez mais dou por mim a perguntar-me se uma classe tão agredida e tão passiva terá menos culpas que ministros destes?

É preciso ter lata

cavacoSois vós a falar, Senhor Presidente? “Últimas décadas”, sabendo que ainda não completamos quatro após o 25 de Abril? Isto significa que admirais, senhor, as décadas anteriores a estas ou tentais excluir a década que governastes – mal, para mal de (quase) todos nós – na condição de primeiro ministro, no tempo em que ereis vivo?Tereis vós tido o topete de afirmar:
“os agentes políticos devem assumir, de uma vez por todas, uma cultura de responsabilidade e uma cultura de verdade”, em vez da “prática constante, sobretudo nas últimas décadas, [de] fazerem-se promessas e anunciarem-se medidas irrealistas com vista a conquistar o apoio dos cidadãos e o voto do eleitorado”.
Tendes uma distintíssima lata, concedo-vos. E uma absoluta falta de vergonha na cara.

To a god unknown


Joana Espadinha, do álbum Whatever It Is You’re Seeking, Won’t Come In The Form You’re Expecting (Sintoma Records, 2013)

Outras opiniões

Coloquei 3 questões ao professor José Manuel Faria, ex-militante do B.E. e actualmente próximo do Livre, blogger que costumo ler no Ruptura Vizela. As respostas são da sua inteira responsabilidade.

-Saiu do Bloco de Esquerda e aproximou-se no Livre de Rui Tavares. Muitas pessoas olham para Rui Tavares como alguém que à semelhança de Marinho e Pinto, usou um partido, neste caso o BE, onde o caro José Manuel militava, como barriga de aluguer, servindo como trampolim para voos mais altos, aparecendo agora como líder partidário. Isso não o incomoda?

-O Rui Tavares foi convidado pelo BE para integrar como independente a lista às europeias na posição 3. Nos lugares cimeiros, o Miguel e a Marisa, bons candidatos e, com forte possibilidade de eleição ( o BE estava em crescendo) eram as previsíveis apostas . A posição do Rui é daquelas que se oferecem a quem pode captar imensos votos (mais/valia) à espera de um “milagre” e foi o que aconteceu. Participou por convite do BE: atitude cívica sem filmes. [Read more…]

Viva a República

E porque não com o CDS-PP ou BE?

-Há que ter a mente aberta…

O Pedro Manuel:

«a encarnação do “último homem” de Nietzsche (…), um homem pós-histórico (…), homem anónimo (…) sem substância (…), representante perfeito da pequena burguesia planetária que herdou o Mundo» para levar a Humanidade «ao encontro da sua destruição». António Guerreiro, genial como sempre, no Ípsilon/Público de anteontem.

Negócios da China

Honk Kong

Numa altura em que ocidente democrático se insurge contra barbaridades variadas perpetradas por russos e árabes (só alguns claro, a Arábia Saudita, por exemplo, continua a ser uma excepção e um exemplo de respeito pelos direitos humanos), Portugal continua de portas escancaradas para o investimento dessa nação plural que é a República Popular da China. E se dúvidas restassem quanto ao grau de abertura e respeito pelos valores ocidentais que supostamente defendemos, a vice-ministra chinesa Xu Lin esclareceu-as por completo na sua recente visita a Portugal para integrar um painel da uma conferência organizada pela Associação Europeia de Estudos Chineses na Universidade do Minho. Foi um belo momento de convivência democrática.

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Liberdade e Capitalismo…

Nos tempos do maior criminoso da História da humanidade, capaz de suplantar em número de troféus vítimas, carniceiros como Joseph Stalin ou Adolf Hitler juntos, nasceu em Hangzhou, China, quando a revolução cultural estava no auge sob a liderança do pérfido Mao Tsé-Tung, um rapaz pobre, que actualmente conhecemos por Jack Ma.

A visita de Nixon à sua cidade natal levou hordas de turistas, atraídos pela rara beleza natural do lugar, com os quais o pequeno Jack (alcunha que um turista incapaz de pronunciar o seu nome, lhe atribuiu e que haveria de acompanhar Ma Yun até ao presente) conviveu, levando-o a aprender inglês o que mudaria a sua vida para sempre.
Vítima da política isolacionista, algo comum às ditaduras, não importa a ideologia, é manter o povo na ignorância, Jack Ma influenciado pela cultura ocidental, começou por fundar algo parecido com as páginas amarelas, com o apoio de colegas da faculdade, à qual apenas conseguiu entrar à 3ª tentativa, não é filho de dirigentes do Partido ou tem origem em famílias ricas tradicionais, fundou algo parecido com a Amazon, ou e-bay. Entrou recentemente na bolsa em Wall Street, com uma cotação inicial próxima do Facebook.
Pesquisem o que entenderem sobre a Alibaba, que não irão encontrar funcionários a trabalhar e dormir em turnos parecidos com submarinos em cenário de guerra, ou algo do género. Ao invés, irão encontrar instalações que nos habituámos a ver em Silicon Valley, com funcionários motivados. Para Jack Ma, os clientes estão em 1º lugar, os funcionários vêm em seguida e depois os accionistas, todos eles de grande importância, pois a falha em qualquer destes 3 vórtices implica o colapso.
A Alibaba também não é capitalizada pelo governo chinês, embora esteja obrigada a respeitar Leis e regulamentos, não muito diferentes de outros países no mundo, basta estar atento ao dossier Wikileaks, para perceber o envolvimento das agências governamentais na Google e outras empresa tecnológicas…
Aos detractores do capitalismo, crentes em economias planificadas, este exemplo mostra como é possível criar valor, melhorando a vida das pessoas, quando existe Liberdade. Empreendedores, pessoas visionárias, nascem em qualquer lugar, uns serão bem sucedidos, outros nem tanto. O que jamais terá sucesso será um burocrata financiado, obrigado a cumprir um qualquer obscuro caderno de encargos, apenas porque algures alguém decidiu que sim.
No fundamental, será isto que nos divide. E dividirá para sempre. Mesmo que algumas inovações estejam destinadas a fracassar, ou que o sucesso imediato de alguns não se confirme, serão sempre a busca do lucro e sucesso os motores do génio e criativiadade humanos…

Cratenstein

Nuno Crato, qual Victor Frankenstein em versão imbecil, não consegue enfrentar o monstro que criou. Mas também não quer. Em vez de ficar horrorizado com o resultado da sua obra, como aconteceu com o original, justifica-a, desculpa-a e, no cúmulo da estupidez, insiste em elogiá-la.

Mas ele que se cuide, não vá a “Criatura” virar-se contra o criador e, como acontece na história de Mary Shelley, atacar-lhe a amada que, no caso de Crato, é a sua posição, o seu cargo, a sua glória efémera junto dos patetas. E, finalmente, exterminar o seu próprio “pai”.

La Casta

03-10-2014 19h23

Outubro, Montanha, quarto crescente.

Enquanto alguns são detidos na Alemanha

Em Portugal não existem sequer indícios de ilegalidades. Como é bom viver num país onde a justiça funciona…

Mentir é feio

Lula da Silva costuma dizer que governar bem é fazer o óbvio e o processo de colocação de professores é um daqueles que é tão simples que não é fácil entender de onde vem tanta confusão.

Como já antes escrevi, enquanto o concurso é nacional, corre tudo bem. Quando o Governo resolve introduzir outras variáveis no concurso, então está o caldo entornado.

A explicação é simples: para os concursos dos professores dos quadros, nas escolas “normais” o MEC faz uma lista (de graduação) em que entram apenas dois factores – nota de curso e o tempo de serviço. Simples e eficaz. Completamente aceite por toda a classe como o mecanismo mais eficaz de criar uma lista ordenada.

Quando chega à fase de escolher os professores contratados, Passos Coelho resolve inventar e introduz outras variáveis, nomeadamente nas candidaturas às escolas TEIP (“mais complicadas”) e às escolas com Autonomia (uma coisa que não existe).

E a prova de que o erro está no concurso “especial” resulta deste facto – o concurso dos professores dos quadros não deu erro e o concurso que colocou docentes a contrato nas escolas “normais” está fechado também sem erros.

Só há erros onde Passos Coelho resolveu inventar.

Perante o erro, há duas semanas atrás no Parlamento, um personagem de quem me recuso a dizer o nome, pediu desculpas e acrescentou duas afirmações mais: vamos corrigir o erro e nenhum professor será prejudicado.

Pois, está visto como são sentidas e honestas as palavras dos homens de confiança de Passos Coelho.

E, se me permitem, esta reflexão vai direitinha para Pedro Passos Coelho uma vez que não há Ministro da Educação:

– a Joana é uma mulher com 30 anos. Tem um filho com 5 e vive em Espinho. Foi colocada na Amadora. Tirou o filho do Jardim de Infância aqui no Norte e rumou a sul, montou uma casa nova e começou a dar aulas na sua nova escola. O filhote teve que se adaptar a uma nova realidade. Hoje, a mãe do Pedro, a Joana, foi chamada à Direção: és o elo mais fraco. Estás despedida.

Sabe, senhor Primeiro Ministro, o que eu estimo é o que lhe desejo. Espero que os seus filhos ou os seus netos possam sentir o mesmo que está a sentir o Pedro. E, já agora, aos seus desejo o mesmo que o senhor desejou à Joana.

Dia Mundial do Animal

dia_mundial_animalMas não esqueçam: o mau trato a animais é crime!

A Amnésia

Educação em estado de Citius

A justiça entrou no PC e não saiu?

Não há crise, suspende-se.

No caso dos Profs, saiu quem não devia?

Não há crise, anule-se!

A incompetência que ministra este governo

incompetencia

Houve uma altura em que pensei que este governo fosse maquiavélico ao ponto de nos querer lixar, fazendo-o com uma estratégia de aparente incompetência. Hoje tenho a certeza que nos quer lixar mas que, simultaneamente, é incompetente. Vejamos apenas três exemplos. [Read more…]

Estranha forma de afrontação do poder

Submarino

Pedro Passos Coelho, líder dos ministros coitadinhos que pedem desculpa e mais recente Calimero da política portuguesa, tem apostado no discurso do homem vertical que está debaixo de fogo porque afrontou interesses poderosos. À parte do banqueiro Salgado, e apenas após este ter caído em desgraça, não se conhecem ainda esses poderosos interesses que o rapaz da Tecnoforma afrontou. A menos que queiramos assumir como real o discurso de alguns radicais de direita que catalogam os sindicatos como interesses poderosos da sociedade portuguesa. Terão o seu poder mas, tanto quanto se sabe, ainda não chamam boys do PSD ou do PS para os seus conselhos de administração, não influenciam a legislação nem beneficiam de prescrições milionárias em regime de total impunidade.

Posto isto é interessante ver a postura dos partidos da maioria na aparente recta final do mediático e polémico caso dos submarinos. Há duas semanas, os deputados da maioria, na habitual defesa dos seus interesses pessoais e partidários, decidiram chumbar a vinda de Paulo Portas à comissão de inquérito por considerarem a sua presença “desnecessária”. Já na Quarta-feira ficamos a saber que, no entender de PSD e CDS, os trabalhos da comissão de inquérito que investiga a aquisição de equipamentos militares como os submarinos ou os blindados Pandur estão terminados. Isto apesar de, segundo revelou o jornal Público, se estar mais perto do que nunca de descobrir o destino final dos 30 milhões pagos pelos alemães à ESCOM. Sabemos pelos jornais que uma parte acabou dividida entre os pobrezinhos da Comporta. Mas diz-se por ai que houve mais alguém a receber uns milhões. Terá sido o irrevogável? [Read more…]