Juan Carlos não abdica daquilo para que não foi eleito

franco juan carlos

Não há regime mais abjecto que o monárquico. Defender a entrega da chefia do estado a alguém apenas porque é filho de outro alguém, que por sua vez ali estaria por vontade divina, é em tudo contrário aos mais elementares princípios de uma civilização moderna.

Claro que umas monarquias, como a norte-coreana, são ainda mais repugnantes que outras, e é verdade que sob a tutela de um rei pode existir alguma liberdade e democracia, mas estarão sempre incompletas, falta-lhes o elementar princípio de que todos os homens nascem livres e iguais, em direitos e deveres.

O que se passa hoje na nossa vizinhança, onde um nacionalismo doentio tem como símbolo máximo da sua unidade um rei que jurou fidelidade a um assassino, Juan Carlos, o Bourbon herdeiro de um regime fundado por golpistas criminosos que derrubaram uma República referendada, “abdica” em favor de quem não vai a votos, mas é seu filho. Uma monarquia esbanjadora nos gastos, baseada numa montagem mediática chamada 23F, tenta a sua continuação. Há que referendá-la, por muito que isso custe aos vendedores de revistas cor-de-rosa.

Sim, Carolina

Na semana passada a Sílvia Caneco trouxe no i esta arrepiante história daquilo em que nos estamos a tornar, enquanto sociedade. Primeiro revoltei-me, depois angustiei-me, e depois fui tentanto digerir aquilo, enquanto olhava para o meu filho, da idade da Carolina. Só um pouco mais  novo que os rapazes que lhe fizeram aquilo. Apanhei-o à porta da escola e olhei para lá. Vi as raparigas todas a saírem para a rua, tão cheias de graça e de vida. Foi nesse dia que recebi uma mensagem Mãe que Capotou, a perguntar o que poderíamos fazer. Foi também quando a Sónia Morais Santos partilhou a ideia que nascera em modo quadripolar. E foi o que me fez voltar ao Aventar, para vos dizer que é preciso devolver a vida à Carolina e aos pais dela. Depois soube que está tudo a encaminhar-se. Indignem-se, por favor, mas reajam. O mínimo que podemos fazer por nós e pelas nossas Carolinas é isso. Não permitir que voltem a pintar-lhe lagartos na saia.Dúvidas e dádivas podem ir bater ao e-mail quadripolaridades@hotmail.com

Ou de como a blogosfera continua a ser uma âncora, no meio desta tempestade.

 

Retrato de um mundo de desigualdade extrema

Raoul Vaneigem

«Como pudemos chegar a esta fúria económica que remete o planeta para a avidez financeira, não tolerando rasto de vida que não mereça ser sacrificado no altar do lucro, pilhando os recursos humanos, animais, vegetais e minerais, com uma raiva lucrativa que é a própria essência do niilismo e do terrorismo?

O poder do dinheiro e o dinheiro do poder sempre foram inseparáveis. A loucura do dinheiro e do poder desenfreado caminham lado a lado, fustigados pela avidez ascética e pelos prazeres reduzidos aos dejectos da carência afectiva. No seu rasto, o dinheiro sempre atraiu o sangue, a corrupção, a violência. Os privilégios exorbitantes que lhes são doravante consentidos, acrescentam o ridículo ao odioso.

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O Dr. Coelho resolve

coelho amputa

O governo que viola sistematicamente a lei e que continua impune afirma: “O Tribunal Constitucional (TC), com a sua decisão, insiste em querer arrastar o país para o passado e eu julgo que os portugueses estão interessados em ver o país progredir e andar para a frente”. Quando é que o Estado de direito terminou sem que tivéssemos dado conta?

Dia da Criança

dia da crianca

o mendigo basilius

o mendigo basilius

António Costa: um acto de coragem

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© Luís Barra (bit.ly/RTvDek)

Através do Expresso, ficámos a saber que José Sócrates considera um acto (exactamente: um acto) de coragem a disponibilidade manifestada por António Costa. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990? Não, nem pensar. Há esperança? Claro que há. Enquanto houver acto, há esperança.

Sons do Aventar – Arcade Fire no RiR

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O António de Almeida, aqui no Aventar, escreveu que nunca foi ao Rock in Rio por não apreciar o conceito. Compreendo-o. Ontem, por causa dos Arcade Fire, fui pela primeira vez ao RiR. Andei anos a resistir. Até gosto do conceito “festivais” (Paredes de Coura e o Primavera são muito bons) e apenas não conhecia o RiR. Aquilo é uma espécie de “Disneyland Paris”.

Francamente, o RiR é totalmente diferente. Ontem fiquei na dúvida: ou o RiR não é para os Arcade Fire ou será que os Arcade Fire não são para o RiR? Independentemente da velha “guerra de números” destas coisas (a organização diz que eram mais de 47 mil almas a assistir, valor que só se for com IVA e já na taxa esperada para os próximos tempos pós TC, 25%), a verdade é que foram bem menos que nos outros dias, a acreditar nos tais números. Sinceramente, os Arcade Fire são uma banda para um “Primavera Sounds” ou “Paredes de Coura” e não para um festival como este. São públicos muito distintos e tirando os “ferrinhos” da banda, o resto da malta não é apreciadora do estilo nem tão pouco da forma.

O concerto foi bom. Não tanto, na minha opinião, como afirma Vítor Belanciano. Foi bom, ponto. Não foi excepcional. E o som não estava grande espingarda, sobretudo mais atrás (o vento não ajudou). Depois de umas horas passadas sobre o espectáculo, sou levado a concluir que os Arcade Fire não são para o RiR. No fundo, pelo que me apercebi, uma parte importante também não vai ao RiR pela música e não o escrevo como uma crítica negativa. Faz parte da filosofia da coisa. Não é por eu gostar mais do “Parque Warner” que vou afirmar que o “Disneyland Paris” é mau. São diferentes.

Por isso, contas feitas, soube a pouco para quem gosta destes fantásticos canadianos.

Estratégia de sobrevivência política

Não se percebe bem, se é que existe, a estratégia de António José Seguro. Por um lado pede eleições antecipadas, várias vezes tem desafiado o primeiro ministro a demitir-se para ouvir os portugueses, na passada sexta-feira votou uma moção de censura na A.R. que se aprovada implicaria a queda do executivo. Por outro, desafiado, recusa ouvir os militantes do próprio partido, refugiando-se numa legitimidade estatutária, que embora exista, não é menos legítima que a do governo continuar em funções até às próximas legislativas. Como referi aqui, a vitória escassa do PS não fazia prever a tempestade que se levantou, mas o líder da oposição revelou-se completamente incapaz de gerir a crise interna, num primeiro momento entrincheirando-se no aparelho do partido, depois disparando em todas as direcções. Por princípio sou favorável à proposta para redução para 180 deputados e introdução de círculos uninominais. Mas como isso se aplica? Será para eleger à primeira volta ou será necessária uma segunda? Serão permitidas candidaturas independentes nos círculos uninominais? [Read more…]

Para quem não assistiu

Nunca fui ao Rock in Rio. Não aprecio o conceito. Mas se estivesse em Lisboa hoje, muito provavelmente teria aberto uma excepção, para assistir a uma das minhas bandas preferidas, Arcade Fire. Fica aqui um vídeo com uma pequena amostra das capacidades desta fabulosa banda canadiana.

homenagem a varela pècurto

varela pècurto

Vigarista

Depois dos pequenos partidos crescerem nas europeias, Seguro quer só 180 deputados. E que tal demitir o povo e nomear outro?

A festa joga-se em Valongo, mas pode fazer-se no Porto

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Dois clubes do Grande Porto respondem hoje à noite à grande interrogação de toda a época de hóquei em patins: o campeão nacional vai ser o FC Porto ou a AD Valongo?

Na voz dos capitães, vai ser um grande jogo. O do FC Porto pode vencer a prova pela 14.ª vez; o de Valongo gostaria de acordar amanhã e ler em “O Jogo”, que o entrevistou, que a sua equipa foi a vencedora, campeã nacional pela primeira vez.

Ver a equipa verde-negra nesta luta pelo título, na última jornada, faz-me rebobinar a fita para outros tempos e para uma realidade diferente, o tempo em que os valonguenses jogavam num rinque, no jardim da vila, a Praça Machado Santos, mesmo ao lado da estrada nacional e atravessavam-na já equipados de patins e tudo, porque o rinque não tinha balneários.

Sem bancadas, com a assistência apoiada na vedação, aglutinada dentro de uma trincheira de oleado, montada para que as pessoas não entrassem directamente e pudessem ser vendidos bilhetes, à chuva e ao sol, como Deus mandasse. [Read more…]

Era fatal

Não adianta fazer platónicos votos para que o PS trate em paz dos seus problemas, deste modo fazendo contrato: nós deixamos o PS em paz e o PS deixa-nos em paz a nós. Nada a fazer.

Tal como aqui se prognosticava desde a fala de António Costa na Quadratura, o programa ia ser fazer a cantada à esquerda para casar com a direita. E digo cantada porque toda esta retórica é e será oca de ideias e propostas concretas de entendimento e recheada dos truques habituais, com uma nota só, como o samba: convencer o pagode de que não há alianças à esquerda porque a esquerda “radical” não quer comprometer-se. Soares, ontem, até lembrava os “bons tempos” – que lata! – de Álvaro Cunhal em que foi possível a unidade (referia-se às presidenciais, em que ele, Soares, enfrentava na 2ª volta um recente – posteriormente reciclado – delfim do regime deposto). [Read more…]

Passos Coelho e Cavaco Silva, os maiores inimigos da Constituição Portuguesa

O primeiro-ministro, comprova-se mais uma vez, é o inimigo n.º 1 da Constituição portuguesa. A mesma que jurou respeitar, mas que tem desrespeitado constantemente. O presidente da república também, pois para ele tudo estava bem com o Orçamento proposto pelo Executivo.
Governar assim é fácil. O Tribunal Constitucional até pode ter chumbado as medidas, mas a verdade é que já passaram 5 meses em 2014 e que o que roubaram aos Funcionários Públicos e aos reformados já ninguém devolve.
Mesmo que saiba o que vai acontecer, o Governo sabe também que pelo menos uns meses de redução salarial consegue garantir sempre. Aconteceu assim agora, aconteceu assim também com os subsídios subtraídos e nunca devolvidos.
Sem ilusões, é esperar pelos próximos ataques dos inimigos da Constituição.

A regra de três

é sempre simples. (clique para somar: Ângelo+Mota-Engil+estivadores)

A minha corporação defende a tua contra os diabéticos

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Caiu a máscara à associação profissional, dita Ordem, dos enfermeiros. Uma juíza também ficou mal na fotografia.

A única vez em que sentei o cu no mocho, como arguido (a priori já “condenado”) em processo, foi por chamar distraído a um juiz, e amnésico a um meirinho. Já em democracia, mas vítima do corporativismo.

Foi por delito de liberdade de imprensa, a única benesse foi pagar a multa, que ressarciu os ofendidos, em prestações. E lá se foi o vencimento de de mês e meio, ou dois, que, pelos vistos, era o que valia a honra de Suas Excelências.

Anos mais tarde, num jantar em casa de amigos, acabei por conhecer a delegada do Ministério Público que deduziu contra mim a acusação numa terra então perdida entre caciquismos, terra sumida atrás dos montes. O funcionário, pelos vistos, tantas fez que acabou demitido; o juiz, ao que me foi dito, acabou mais tarde “desterrado” para os Açores – já não havia colónias – e por lá ficou, não sei se como juiz, mas por certo jubilado e com uma pensão muito superior à minha, que a multiplica por cinco ou seis, ou… Malgré tout! [Read more…]

Quer que o Google se esqueça de si?

Já existe um formulário para enviar o pedido.

O IVA poderá ir aos 25%

caso o Constitucional inviabilize mais alguma medida geradora de receitas.

O Vilares morreu

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Ontem recebi uma notícia horrível. Daquelas que não esperamos e que nos caem como um baque. Li e reli a mensagem escrita que recebi. Telefonei a quem me enviou a mensagem. Sabendo que não era, não podia ser, brincadeira, tive aquele pensamento irracional de que talvez o telefonema apagasse a mensagem recebida.
Claro que isso não aconteceu.
Era verdade. O Vilares morreu.
Pior, morreu há 15 dias e nós não soubemos de nada. Como se aquela presença se tivesse apagado. Ponto.
Odeio velórios e funerais, mas já aprendi que eles são uma forma de nos despedirmos das pessoas que nos dizem alguma coisa. São um meio de prestarmos o nosso apoio à família enlutada. Por isso, me custa tanto saber da partida de alguém que conheço e não poder estar presente na despedida, nem que seja durante apenas meia hora.  [Read more…]

Esta é a minha gente. À Porto!

Assisti, pela televisão relacionada com o clube maior da cidade do Porto, ao jogo entre o FCP e o SLB, em andebol, que conferiu aos dragões o hexacampeonato. Os atletas tinham acabado de entrar no reservado palco da história maior do clube, os recordes, os directores acotovelavam-se para cumprimentarem o Presidente, o Presidente desfazia-se em cumprimentos e abraços, os atletas saltavam, o treinador vestia a camisola de um campeão que vai partir para a Polónia, até que surge na pantalha o momento sublime da tarde: perdido algures na assistência, o grande capitão de Viena, João Pinto, limpava as lágrimas enquanto perpassava pela sua cara o supremo sopro da emulação clubista. [Read more…]

História infantil ou o “Euro-Não Euro” explicado às crianças

(plateia infantil atenta; o contador começa)

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Era uma vez um avião muuuiiito bonito chamado Euro. Nesse avião iam, em passeio, meninos e meninas de todos os partidos, embora alguns gostassem mais do avião que outros. Tinham sido as suas famílias a fretá-lo – embora, valha a verdade, todos tivessem sido obrigados a pagar. Iam muuuuiiiito contentes, embora não soubessem ao certo o programa da viagem. De repente – horror! – o avião pegou fogo! “Não tenham medo”, diziam os meninos que gostavam muito do avião, entre os quais os que vestiam bonitas camisas laranja e cor de rosa tinham visível ascendente sobre a maioria dos outros. “Os nossos pais garantiram-nos que é seguro e muito bom. Vamos ficar aqui sossegados que tudo se resolverá, o fogo apagar-se-á.”

“Não!”- gritaram alguns pequenos de camisas sortidas e de cores mais ou menos indistintas. “Antes queremos morrer da queda que queimados! – gritavam, fazendo menção de se dirigir para a porta. Entretanto, um puto de conspícua camisa vermelha foi-se dirigindo para o fundo da cabina. “Onde vais, ó comuna?”- perguntou-lhe um dos garotos. “Vou ali ao fundo providenciar, à cautela, um para-quedas. E, já agora, um extintor…”.
E assim, meninas e meninos, acaba a nossa história, disse o contador. Perceberam? Siiiiiim – responderam as crianças. Para os seus botões, o contador sussurrava: se estes percebem, porque diabo não percebem os crescidos?

Rigidez laboral

Assim não vale a pena investir em Portugal – diz a  Peugeot/Citroën. E tem razão.

Admirável mundo velho

competitivos

Jorge Almeida Fernandes disserta hoje no Público sobre o populismo do Podemos, o novo partido que em poucos meses escavacou o bipartidarismo espanhol. Entendem estas almas plácidas e serenas que está tudo bem como está e não poderia estar melhor, criticando todos os movimentos que dão voz precisamente ao que estão fartos de que isto fique sempre na mesma.

O conservadorismo é um ideologia muito meiga, querida e terna. O conservador não quer mudanças porque o conservador está bem como está, embora eventualmente possa ficar melhor se tiver acesso ainda mais simplificado a um paraíso fiscal. O conservador é normalmente de direita, mas numa Internacional dita Socialista qualquer até se diz de esquerda, mas da responsável. Responsável por termos chegado a este ponto, após décadas de terceira via, a tal que acha inevitável ser tão liberal como uma Thatcher, e que para gáudio do mesmo Jorge Almeida Fernandes agora enterra as ruínas da esquerda italiana. Responsável pelo aumento da desigualdade e pela liberdade de os mercados financeiros assaltarem à mão desarmada todos os povos e todos os direitos que conquistaram. [Read more…]

From Lisbon with tactics

CULTURA - Antonio Costa presidente da Camara Municipal de Lisboa na a

Apesar do desastre, este PSD diverte-me. Sempre feroz quando o PS puxa da cartada da antecipação das eleições, reforçando que este governo exerce funções no âmbito da legitimidade que lhe foi concedida pelas urnas, e que é inegável, o PSD-Lisboa reagiu imediatamente à intenção de António Costa em disputar a liderança do PS pedindo eleições antecipadas na Câmara Municipal de Lisboa. Ainda não há data para o congresso e as laranjas lisboetas já estão a contar espingardas. Já agora, onde estava mesmo Pedro Santana Lopes antes de ser nomeado (não confundir com “eleito“) para Primeiro-Ministro? Ganda nóia, estava presidência da CML. Claro que tal constatação não passa de um detalhe curioso e pouco relevante.

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Despedimento colectivo

Ao contrário daquilo que por aqui se escreve, os manifestantes não contestam qualquer despedimento *coletivo. Aquilo que os manifestantes contestam é um despedimento colectivo. Basta ouvir as declarações de António Baião. Se Baião pretendesse mencionar um despedimento *coletivo, teria pronunciado  [kuɫɨˈtivu]. Contudo, Baião pronuncia [kuɫɛˈtivu], isto é, colectivo.

Aliás, o colectivo do cartaz dissipa quaisquer dúvidas acerca daquilo que os trabalhadores contestam. É escusado virem alguns OCS inventar a roda, deturpar declarações e perturbar o normal funcionamento da ortografia portuguesa europeia.

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“Quem semeia miséria colhe raiva”

Em Barcelona, e desde o início desta semana, as ruas ardem, literalmente, de descontentamento. Há perseguições policiais, dezenas de detenções, caixas de multibanco destruídas, contentores incendiados, barricadas. Consequências da decisão do autarca Xavier Trias que ordenou o despejo de Can Vies, um centro social gerido por iniciativa popular. Num edifício ocupado desde 1997, organizaram-se, ao longo dos últimos anos, oficinas de teatro, debates, apresentações de livros, peças de teatro, concertos, jantares comunitários, e até um jornal de bairro: “La Burxa”. Can Vies tem sido um lugar emblemático daquilo a que se vai chamando “movimentos alternativos”, uma espécie de laboratório onde várias gerações foram construindo utopias e dando corpo a projectos sociais com impacto directo na vida da gente de um bairro operário, o de Sants, com grande tradição de associativismo e múltiplas cooperativas.

Ora, uma “escola de militância”, como alguns lhe chamaram, transcende as suas quatro paredes, e o despejo foi sentido como uma afronta às gentes de Sans. O rastilho de Can Vies incendiou o bairro, em seguida a cidade, e os tumultos já chegaram às vizinhas Lleida, Tarragona e Girona. [Read more…]

Casa roubada, trancas à porta

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Esmiuçados os resultados das eleições europeias e constatado o crescimento exponencial dos partidos eurocépticos, vários líderes do pote burocrata europeu correram a alertar para o perigo que tal representa para o projecto europeu. Destacadas personalidades como Angela Merkel, Durão Barroso, Jeroen Djisselbloem, David Cameron ou François Hollande, vieram imediatamente a terreiro falar no problema do emprego e no seu compromisso para o combater. Não sei o que será mais idiota: se esta lógica de “casa roubada, trancas à porta“, se o simples facto de só se terem lembrado desse problema quando sentiram a sua posição ameaçada pelos radicais democraticamente eleitos.

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Um governo para porcos

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Fábricas, pedreiras e suiniculturas, toca a legalizar.

Legislativas

Passos Coelho, no seu estilo de traste dialéctico, inaugurou a campanha eleitoral para as legislativas, discursando – na condição de 1º ministro! – com violência, grosseria e sem qualquer consideração dos mecanismos legais parlamentares contra o PCP – pela sua iniciativa da Moção de Censura – e contra o PS – pelo facto de este se encontrar em processo de discussão de liderança.

Passos e o seu títere Portas perderam qualquer noção do que significa vivência democrática – nos termos da lei e, até, do mais elementar bom senso. Isto não é um governo, é um caso clínico.