Novidades na academia de Coimbra

orxestra pitagoricaA Pitagórica já faz sondagens.

Quando Cavaco Silva tentou governar pela força (1994)

E Esta?

Alguém a esperava?

Último estudo de opinião dá uma subida nas intenções de voto ao partidos do Governo, apesar da crise e da entrada de enormes aumentos nas despesas dos contribuintes.

Marcelo transforma-se em boneca insuflável

“Requerimento do Presidente para o TC pôs-me a boca em ‘O’”

Subscrevo!

feira do livro

O blogue “Clube de Leitores”, que obteve 37,19% dos votos no nosso concurso do ano passado, tendo vencido a sua categoria, referiu ontem o fim da Feira do Livro do Porto.

Dando conta duma notícia do JN, “De acordo com o que noticiou o diário, na origem do problema está a recusa da Câmara Municipal do Porto em renovar o protocolo de quatro anos que terminou o ano passado, através do qual a organização da feira recebia 75 mil euros, apoio logístico e isenções camarárias”.

Ficamos a saber que a CMP não tem 75 mil euros para subsidiar um dos maiores eventos culturais da cidade.

Questão de prioridades, dir-se-á, e as corridas da Boavista são melhor investimento… Já os imperadores romanos nos tinham ensinado o “panem et circenses” para manter o povo feliz e contente.

O blogue adianta ainda, segundo Miguel Freitas, da APEL, “A avançar a feira iria realizar-se em Junho, mas para isso, segundo cartas enviadas pela APEL aos associados, terão de ser os editores a assumir a verba que a Câmara de Rui Rio deixou de atribuir”. E o secretário-geral da associação de livreiros não acredita que os sócios estejam dispostos a suportar gastos adicionais “num período de crise em que vivemos“. Junte-se o facto de  “os resultados comerciais no Porto não serem relevantes para a maioria das editoras“.

Perante esta situação, também eu subscrevo a frase lapidar do blogue: “Não há muitas palavras para estes acontecimentos para além de uma enorme vergonha e uma série de insultos que me queimam cada vez a língua”.

A luz do comboio é o que o Coelho vê da toca

Confesso que a escrita nem sempre é uma companhia fiel e de tempos a tempos o síndrome da folha em branco passa por comboioaqui. E foi preciso uma luz para me devolver o prazer de escrever.

Descobri ontem o significado da palavra Láparo. E percebi o que o pai do Láparo está a ver.

Se fosse um pouquinho maior e nem sequer estou a pensar no tamanho, talvez visse fome, miséria, despedimentos, empresas falidas, bancos geridos por ladrões, boys a tomarem conta de tudo o que dá lucro…

Mas é um ser vivo menor! É um simples pai de um láparo, escondido na sua toca que levantando as orelhas pensa que consegue ouvir um comboio, mas não percebe que a luz ao fundo do túnel não é a da saída, mas a do comboio que vem em sentido contrário.

Será que teremos força, quer para descarrilar este comboio da desgraça que alguém colocou no nosso caminho, quer para colocar o pai do láparo bem na frente do bicho?

Por que não te calas?

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2013 é o ano da esperança” – Pedro Passos Coelho

Ai, se o PPC e o Gaspar descobrem esta fonte de rendimentos…

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A história é simples e resume-se em poucas palavras. É um novo passatempo que está a fazer furor em Taiwan, mais concretamente, na cidade de Taichung. Quando um idoso está com cancro em estado terminal, aceitam-se apostas que tentam acertar em que momento a pessoa morrerá. Os apostadores são, muitas vezes, familiares e até médicos! Trata-se de uma nova moda de apostas por aqueles lados e consta que já abriram mais de 10 casas de jogo à custa desta actividade. Quem são os grandes impulsionadores da expansão deste nicho de mercado? Clubes de idosos (tipo casa de repouso, estão a ver?) disfarçados de instituições de solidariedade, que assim lucram e muito (vejam os números referidos em ambas as notícias) à custa de idosos doentes, provenientes sobretudo de famílias empobrecidas.

Tá chunga apostar assim na morte de outros…

Parabéns, temos dos impostos mais elevados da Europa

Por fim, estamos entre os ricos. Custou muito mas podemos erguer os braços ao céu, sorrir, quem sabe derramar uma lágrima ou outra e gritar um sonoro “conseguimos”.

Não é para todos. Já desconfiávamos que estávamos lá mas, agora, é um carimbo quase oficial. Um estudo da KPMG atesta que os “trabalhadores e pensionistas portugueses terão este ano a carga fiscal mais elevada quando comparada com os cinco países mais ricos da Europa”.

Por exemplo, os pensionistas lusos pagam três vezes mais impostos que os seus congéneres alemães. Embrulha, Merkel.

Dar manteiga?

Expresso   Revista   5 de Janeiro de 2013
Não fiquei a perceber muito bem como começou Marcelo Rebelo de Sousa a sua carreira política. Desconfio que algo entre a vichyssoise e um molho intragável.

Fonte: Expresso 5-1-2013

Amanita muscaria

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O Processo de Recapitalização do Banif é em si mesmo uma genialidade.

Maria Teixeira Alves

Blogs do ano 2012: a votação

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Com 511 blogs inscritos, as votações para a primeira fase do Concurso Blogs do Ano 2012 estão abertas. Dado o elevado número de participantes a votação na sua primeira fase, a decorrer até 19-01-2013, vai-se dividir por quatro urnas, ou seja, por quatro páginas, acessíveis a partir da página principal do concurso.

Cada leitor poderá votar em todas as 44 categorias a concurso. O controlo da votação é o das votações do WordPress/PollDaddy , impedindo a repetição do uso do mesmo IP no espaço de 24h. Sim, toda a gente pode votar uma vez por dia…

 

A exportar portugueses desde o séc. XVI

Remessas de emigrantes aumentaram 12,6%

Europeus à porta

O mês de Janeiro de 2013 é intenso para as selecções nacionais na variante indoor. Em ano de Europeu de sub-21, as equipas técnicas nacionais (a masculina, liderada por Rui Graça e Márcio Marques; a feminina, por Hugo Santos e Cláudia Fidalgo) já trabalham desde o início do ano com vista às competições que se disputam em Bratislava (masculinos), de 18 a 20, e Praga (femininos), de 25 a 27.

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Portugal, na deslocação à Eslováquia, terá pela frente, para além dos anfitriões, a Dinamarca, Turquia, Gales, Hungria e Eslovénia.

As linces, colocadas na série B, fugiram ao contacto com as anfitriãs, mas, mesmo assim, têm confrontos dificílimos: Polónia, República Checa e Suécia. A outra série juntou a Áustria à Bielorrússia, Rússia e Turquia.

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Jesus é castigado após a visita do Magos

A criança não se comportou devidamente perante os sábios. Mordeu o nariz ao Gaspar, que lhe segurava com dois dedos uma bochecha enquanto fazia: Buubuu, pausadamente, acrescentando, muito depressa para os seu ritmo habitual:

– Lindo menino, é pena não ter escalão familiar para usufruir do abono de família…

E assim Jesus experimentou de sua mãe as primeiras palmadas.

max ernestMax Ernst: A Virgem bendita castigando o menino perante três testemunhas: André Breton, Paul Éluard e o artista

Domingos aponta o caminho e o modelo

Domingos estreou-se na Galiza, e no comando do Depor, com uma vitória que poderia ter sido robusta. Colocou, na equipa inicial, quatro portugueses (Zé Castro, Bruno Gama, André Santos e Pizzi) e Evaldo que, me parece, tem dupla nacionalidade (portuguesa e brasileira). No segundo tempo, chamou ainda Nelson Oliveira. O adversário era a grande revelação da liga espanhola, o Málaga, do igualmente português a tempo inteiro, Eliseu.

Ora, o Málaga é o próximo adversário do FC Porto na Liga dos Campeões, prova em que o campeão nacional português é o nosso único representante, ultrapassada a fase de grupos que mandou pela borda fora Benfica e Sporting de Braga.

Suporte da vitória, “trabajo, orden y buen fútbol”, pilares que Domingos definiu desde a sua apresentação e que bem podem servir de modelo aquando dos jogos entre malagueños e dragões.

Já agora, digam-me se não é um gozo assistir a um jogo tão intenso, com seis portugueses em campo?! Pena não ter sido em Portugal!

Ah! O golo do Pizzi (na foto do Depor Sport, a iniciar a jogada), um mimo!

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Viva a crise! Viva!

as sete maiores fortunas nacionais tiveram um aumento de 13%, em 2012

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Construção (1971)


Chico Buarque, do álbum Construção (1971)

Noite de Reis: “mirra” é uma ordem

…e Gaspar é o seu mensageiro.

Jornalismo não é isto…

Como é habitual ao sábado, rumei ao quiosque do costume para adquirir os jornais. Pedido o cimbalino da praxe, a leitura começou. Quando chegou a vez do Público, esbarrei numa notícia da página 8. O título é todo um processo: “Menezes apoia-se na RTP para levantar bandeira da defesa da região Norte”. Logo no arranque a surpresa: “Depois de muitos silêncios, Luís Filipe Menezes fez um apelo para que a RTP2 fique no Porto”. Fiquei espantado. Imediatamente, fui ver a data da publicação. Por alguns segundos pensei, a sério, que me tinham vendido um exemplar antigo do jornal. Mas não. Era mesmo de hoje.

Espantado de todo, continuei a ler: “As declarações de Menezes causaram estranheza no seu próprio partido (…)ou mesmo quando a administração da RTP tomou a decisão de produzir em Lisboa o Praça da Alegria…”. Ou seja, a notícia (?) dava a entender que LFMenezes nada tinha dito quanto ao caso “Praça da Alegria”. Que coisa mais estranha! Mesmo tendo eu a certeza que não estava doido, dei-me ao trabalho de procurar algumas notícias da altura e verificar qual tinha sido a posição de Luís Filipe Menezes. Ora, vamos por partes:

No dia 6 de setembro, reparem, 6 de setembro de 2012 (ainda nem se falava na questão do Praça da Alegria), na apresentação do Porto Wine Fest, Luís Filipe Menezes afirmou à Comunicação Social: “o processo em curso na RTP deve ser uma nova oportunidade para a RTP Porto e os seus estúdios que podem ser o grande centro de produção do serviço público, nomeadamente aquilo que tem a ver comprodução da RTP Internacional, África, serviços de cultura e língua portuguesa”, transcrevi da peça da LUSA.

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Ser Feliz Com Nada

sugestãoMas por que motivo e por que diabo não poderei ser feliz com Nada?! Viver de belo-árvore-flor-livro, viver de céu, sol e mar, tratar das minhas pencas, cenouras, favas, couves, cuidar das minhas árvores, restringir-me ao essencial, abrir o olhos para o ecrã da vida muito mais que para o ecrã tóxico da grande mentira virtual, cumprir com o que me incumbe nas responsabilidades de pai e depois não consumir porra nenhuma. Nada. Não consumir, não comprar, não pagar, não gastar absolutamente nada, em primeiro lugar por não fazer parte desta turma de cus sagrados, sibilas, cérebros abençoados, especializados em viver acima das possibilidades de dois ou três portugais com o resto da gente como eu por estes dias a roçar a indigência pelas esquinas, a sensação de injustiça nos precipícios de onde ainda não se atiraram. Em segundo, por desdém e desprezo assumido para com esses prazeres legítimos que assumimos como naturais, um café, um sumo, um jornal, um chocolate, uma alegria comercial qualquer dentro do miserável espectro paupero-classe média dos vinte euros. Quando estou horas à beira-mar, sinto que, sim, eu posso. Por isso declaro desde já que abdico de consumir. Uma factura por cada pão. Uma grande paz por cada dia sem aquisições minorcas nem despesas fúteis nem recreio, nem coisa absolutamente nenhuma. Esses que venderam o cu para hoje passearem o espólio de anos de saque à mama da política que olhem para mim: façam bom proveito do furto. Tratarei de ser feliz com Nada.

Oferta de emprego

Tem entre 24 e 29 anos? Não quer revelar as suas habilitações literárias? Quer ganhar mais do que um técnico superior da função pública? Traga o cartão do partido e poderá ser um especialista ao serviço do governo.

Parvoíce

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O mundo a viver acima das suas possibilidades

Ora leiam este mapa, e mandem entroikar os que repetem a lengalenga sobre Portugal.

Facebook leva João Geraldo à Guatemala

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João Geraldo teve o desplante de ser bom, muito bom, numa modalidade em que os melhores estão a crescer numa cidadezinha de província, até agora apenas conhecida por um megalómano “metro” em vias de extinção, pelas alheiras e por ter sido o berço do Prof. Jesualdo Ferreira. Dizia alguém (uns garantem que foi La Rochefoucauld, outros afirmam que foi Alexandre Dumas) que “todas as generalizações são perigosas, até esta”, e eu não queria generalizar quando afirmo que o caso de João Geraldo é o paradigma do desporto amador em Portugal.

Alguém cresce desportivamente, conquista o direito de estar em representação do país numa prova global, e, depois, não tem dinheiro para se deslocar à final dum circuito mundial. Porquê? Porque a sua federação já não tem crédito: são muitas as dívidas, ninguém fia… [Read more…]

A palavra do ano é enrabado, diz-se entroikado na presença de estranhos

Sobre o evento “palavra do ano” com que a Porto Editora tenta copiar instituições de outras línguas, ficam uns dislates da minha lavra.
Infopédia regista enrabado, como “particípio passado de enrabar”Já o Houaiss acha enrabado um adjectivo, que se enrabou.
Para a Porto Editora a palavra mais votada, entroikado, é um adjectivo, aliás, um adjetivo. Não serei eu nesta casa a dissertar sobre este detalhe gramatical. O verbo neologismar, que aprendi com o velho e sábio José Pedro Machado e eles aceitam mas não dicionarizam, diz-me ao ouvido que o povo inventa quando precisa, ou acha graça, mas com um certo sentido, uma lógica. Raras vezes se neologisma a partir do vazio, sem uma raiz que seja sua mãe fonética, sem um pai etimológico, uma afenidade, enfim, o neologismo não usa ser órfão.
Ler a palavra entroikado como significando que está numa situação difícil; tramado, lixadoé digno dos pudores da Porto Editora, a que quando meteu o caralho nos seus dicionários já gerações de liceais se  tinham rido com a sua ausência.
Afirmo: a  palavra do ano é enrabado, eufemística, humorada e propositadamente dita entroikado. A língua ainda somos nós que a fazemos, se precisarem de referências procurem nos facebooks deste mundo; a troika não entroika, nem tal faria sentido – enraba; uns gostam, outros não.
Ah, e o mais das vezes, a palavra no ânus tem sido aplicada sem preservativo nem vaselina.

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Cu português contraindo-se perante a ameaça de novo entroikanço

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“O que o país precisa para superar esta situação de dificuldade não é de mais austeridade. Portugal já vive em austeridade.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

Ainda havia material para mais uns textos e lá voltaremos, o mais tardar, em 2015. Já sabem responder-me a esta pergunta?

Panteão Nacional

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O império, perdão, a SPA, contra-ataca

Poderá ser desta que eu passe a fechar os olhos ao facto da sociedade que se propõe defender o direito dos autores acabe, ela mesmo, a usar o nome desses autores sem para tal ter permissão. E que cada 100 € de taxas cobradas sob o pretexto de direitos de autor apenas reverta em 21,6€ distribuídos aos autores e em 16,2€ para os artistas.  Quem sabe se também não farei por esquecer as mentirinhas sobre o anterior #PL118 que acabou abandonado? E por deixar para trás das costas o facto desta associação estar falida, apesar da sua missão apenas consistir em recolher as taxas de direitos de autor e as distribuir pelos artistas e autores.

E tudo isto porque a SPA teve a original ideia de querer processar o estado português. Diz esta sociedade que o actual governo não está a cumprir a promessa eleitoral de apresentar uma nova lei da cópia  privada. Pois se ganhar tal processo está aberto o caminho para nós todos processarmos o estado por todas as processas não cumpridas, entre as quais as de não aumentar os impostos, de não cortar os subsídios e de com os negócios encostados ao estado. [Read more…]

Mudar (o Novo Estado de Passos Coelho)

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«Não se avance passo a passo. Defina-se um objectivo e avance-se para ele com decisão.» Pedro Passos Coelho em Mudar (Quetzal, 2010)

21 de Janeiro de 2010. Pedro Passos Coelho publicava o livro Mudar, editado pela Quetzal de Francisco José Viegas, seu director editorial. Boa casa, onde se edita alguma da melhor literatura portuguesa e estrangeira a que vamos tendo direito em Portugal – Vergílio Ferreira, José Rentes de Carvalho, Dinis Machado, mas também Thomas Bernhard, Saul Bellow, Susan Sontag, entre muitos outros autores importantes e onde pontuam também vários poetas. Livro bem feito, bem revisto, como costumam ser as edições da Quetzal. Apresentou-o Rui Ramos em Lisboa, Fernando Ruas em Viseu, Moita Flores em Santarém, Carlos Amaral Dias em Coimbra, e outros primeiros leitores noutros pontos do País por onde Pedro Passos Coelho (PPC) andou. Sucesso de vendas, várias reedições logo após a chegada da primeira fornada às lojas, todos queriam mudar. [Read more…]