Os economistas terão uma resposta técnica. Não sendo o meu caso, limito-me a opinar sobre a minha memória dos anos 80. Nesse tempo, de cada vez que havia uma crise orçamental, desvalorizava-se o escudo e todos ficavam mais pobres de um instante para o outro. A inflação era galopante e os juros concedidos aos depósitos a prazo andavam na casa dos dois dígitos. Pura ilusão, já que esses juros nem cobriam o que a inflação levava. Quem tinha meios para isso, teria as suas contas em moeda estrangeira para fugir a este problema. Os restantes mortais simplesmente viam as suas poupanças desaparecer e, simultaneamente, o mesmo salário numérico não chegava para as mesmas compras.
Hoje, com o euro, tal mecanismo não é possível ao nível de um só país mas também ficamos mais pobres. Pagamos mais impostos e cada vez sobra mais mês no fim do ordenado. Mesmo imaginando que sair do euro não teria outras implicações, se fosse possível termos neste preciso momento o escudo, logo este seria desvalorizado como nas décadas anteriores. O mesmo empobrecimento nos atingiria porque o que é importa é resolver o problema e isso passa por parar o descontrolo da despesa. Não vejo por isso que sair do euro seja uma opção, já que o problema não é a moeda mas o que com ela se faz.




















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