Parece que uma charlatanice qualquer é praticada numa escola onde se deveria ensinar ciência. Não me espanta. Primeiro porque com a actual lei de gestão privatizadora é fácil o unanimismo, todos os que pertencem aos órgãos da escola fazem parte da equipa do chefe, o líder, o iluminado, mesmo tratando-se como neste caso de alguém com os fusíveis estragados. E depois porque, naturalmente e como em todas as profissões, há professores ignorantes, que acreditam em astrologia ou decifram o seu futuro num tarot qualquer.
Embora o conceito de gestão de liderança aumente os riscos, e muito, tal já sucedia antes, diga-se em abono da verdade, razão pela qual as escolas têm de ter limites na sua autonomia, científica e pedagógica. Todas as escolas, incluindo as privadas onde de resto outras charlatanices, nomeadamente religiosas, são praticadas. Templo sim, mas do saber.
A propósito deste assunto o José Manuel Fernandes está mais preocupado com o “que se ensina em muitas aulas de História” e eu compreendo-o. Se o obrigassem a repetir o 9º ano teria fortes probabilidades de alcançar a repetência. A ciência não se compadece com as vigarices que debita todos os dias e que a sua tolerância perante este caso é flagrante exemplo.








Esta frase dá arrepios, num país onde a juventude está tão mal preparada e as regiões desertas. A desertificação irá acentuar-se, tudo porque é necessário poupar uns tostões,enquanto se esbanjam milhões em gabinetes com doze motoristas, assessores, consultores externos, frotas automóveis, megainvestimentos que ninguem sabe muito bem para que servem.





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