Prefiro uma Implosão Controlada do Regime

Cartaz 01Passos Coelho está no olho de um furação de miséria, convulsão social engolida em seco, custosa transformação paradigmática da economia portuguesa, colocando lá, onde antes estava a dívida para cobrir dívida, mais exportações num esforço titânico e brutal pelo equilíbrio do Estado. Suceda ou não suceda Passos nesse saneamento das Contas Públicas, conforme tenho repetido, o Regime caducou inexoravelmente. Corrompeu-se. Acabou. Os partidos estão de um lado. Os demais portugueses do outro. No meio, o vazio. No meio, o resvalar para a não-representação. Se tudo isto fosse apenas uma questão de política e de Governo, com os cofres repletos, teríamos força para mudar de imediato uma coisa e outra. Jamais tombaríamos na esparrela de conceder o voto à dissimulação e à autodestruição que nos faz morrer para salvar a face do País no contexto internacional.

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Afinal, PPC tem razão

Tenho que dar o braço o a torcer. Tantas vezes digo mal do nosso Pedro Coelho e, afinal, ele até tem razão. Vi nas notícias que cada vez mais famílias jantam juntas por não terem dinheiro para fazer refeições fora de casa.
Ao contrário do que eu constantemente digo, este senhor é um visionário. Ele sabe bem o que faz. Com a sua sábia acção, junta as famílias em torno da mesa de jantar. Não percebi se se tratava da mesa da sala ou da mesa da cozinha. [Read more…]

Pré-ruptura?

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Almada (Av. 25 de Abril) e Lisboa (Metro Restauradores)

Quase seis mil empresas falidas em 2012 and counting (vinte e cinco por dia declaram insolvência), o País cheio de jovens sem hipótese nem de pagar propinas nem de vir a arranjar trabalho, a vida portuguesa cheia de desempregados, as casas que começaram a comprar quando tinham emprego tornadas propriedades irrelevantes, milhares de esfomeados pelas ruas, crianças a passar fome nas escolas, os velhos sem dinheiro para se tratarem, as farmácias com problemas graves de fornecimento de medicamentos, um em cada cinco portugueses a viver no chamado limiar da pobreza (fronteira esbatida e vaga dos números euro-oficiais irrealistas), os empresários da restauração sem liquidez possível para aguentar os absurdos 23% de IVA exigidos pelo Governo, as lojas vazias, os funcionários de tudo em greve, a revolta a estoirar em cada português indignado, a fazer novos doentes entre os que calam a indignação, o PM a dizer em Cabo Verde que pode andar à vontade nas ruas de Portugal (piegas?), a justa greve dos estivadores de Lisboa e de Setúbal a perder força pela força dos desembarques de mercadorias que se estão a transferir para os portos do Norte, a polícia apedrejada com violência por miúdos doentes de revolta perante a passividade cúmplice dos mais velhos, as pessoas cada vez mais frágeis a chorar em todos os canais da tevê (piegas?), o realismo épico dos graffiti-stencils que se reproduzem em grande quantidade pelas ruas das cidades, os negócios sinistros com as escolas privadas em cima da escolaridade obrigatória paga pelos contribuintes, um milhão de manifestantes não-organizados a marchar contra a TSU em 15 de Setembro passado, e o PS a falar ainda e sempre de pré-ruptura social, enquanto se chega à frente (mas não demasiado) para defender os interesses subitamente superiores de Portugal junto da UE. Não é só Pedro Passos Coelho que tem problemas com a realidade. Também o PS não parece ser capaz de ver num país em escombros aquilo que todos nós (o povo, entenda-se) vemos: o fim da linha. Ou seja, o abismo de onde nos despenhamos há muitos meses, um estádio de ruína (e também, e como nunca, de ruína moral da governação) muito para além da ruptura. O que será preciso para sê-lo, sem eufemismos, no discurso da classe política dominante?

Nunca Mais Latrinarei

Cartaz 10Prometi a mim mesmo que, mesmo não tendo esgotado a raiva, nem a queixa, nem o nojo, não mais escreveria acerca de Sócrates. Nunca mais latrinaria. Nunca mais é nunca mais! Nunca mais falaria do passado socratista, da sua perfídia deliberada, do plano trapaceiro e pomposo de discursar gloriosamente ao arrepio da gestão corrente ruinosa e ao arrepio do oculto resvalar inexorável do País rumo ao Abismo; nunca mais escreveria da corrida alegre e impante contra os cornos da dívida massiva; não mais falaria do meu asco pela eventualidade do seu regresso às lides políticas [quem, não sendo louco, concebe esta ideia-frankenstein?], quando uma cela e uma pena exemplar lhe encaixariam na perfeição. Prometi que, mesmo sendo essa personalidade porventura o mais legítimo e justíssimo alvo de escárnio e execração por qualquer português com dois palmos de testa até aos cem anos de idade, também há limites para o meu auto-envenenamento por um justificadíssimo e legitimíssimo ódio de estimação. Prometi? Cumprirei!

Por mim mesmo. De resto, por mais que escreva, não há como purgar e expurgar o meu amado País de uma acção política toda maléfica, à qual, não se percebe porquê, logo com um Povo em polvorosa, a Justiça não põe mão. [Read more…]

As diferenças entre José e Pedro

José foi Pai por convite  e Pedro um amigo de Jesus. Não creio que, pela proximidade ao Mister, qualquer um deles tenha merecido passos_coelho_jose_socrates_lusauma convocatória para a cidade condal. Aliás, estes dois nomes, com muitas semelhanças e algumas diferenças, terão alguma dificuldade em encontrar um lugar simpático lá em Cima.

Acredito que possa haver perdão em doses industriais para distribuir a quase todos, mas palpita-me que perante o evidente interesse público do perdão, este vai a caminho de ser privatizado ou então convertido numa parceria público-privada.

Na prestação de contas educativas in loco, cá pela Litosfera, diria que há uma enorme diferença entre José e Pedro  – José fez mal, mas não procurou transformar e educação num negócio. Pedro olha para a Educação e para a cultura como uma coisa menor, vendável e apetecível aos amigos. [Read more…]

Pedro Passos Coelho, cidadão honorário de Vila Real e de Bragança

Primeiro, fecharam a Linha do Tua. Depois, interromperam as obras do Túnel do Marão. Agora, acabaram com a ligação aérea entre Bragança/Vila Real e Lisboa.
O encerramento da Linha do Tua é compreensível (não aceitável) quando se sabe que quem manda no país é a EDP. A interrupção do Túnel do Marão é compreensível (não aceitável) quando se sabe que quem manda no país é a Troika.
Mas acabar com uma ligação área para Trás-os-Montes que custava ao Estado 2,5 milhões de euros por ano??? 500 mil contos??? Li, não quis acreditar e fui confirmar. Isso gastam eles com 2 ou 3 assessores dos gabinetes! E os defensores do interior, nada têm a dizer? E os defensores do norte? E os defensores do Douro?
O único transporte público que os transmontanos têm para chegar ao resto do país é agora o autocarro. Nada que sensibilize em demasia os senhores do poder. Há-de chegar o dia em que eles simplesmente não poderão sair da sua terra. O que, visto por outro lado, sempre teria as suas vantagens. Há alguns anos atrás, podia ser que um certo indivíduo não pudesse ter ido para Lisboa para nos dar cabo da vida.

A Entrevista

Era preciso fundamentar melhor por que teremos de sofrer tanto e onde está a excessiva generosidade dos nossos magros subsídios de desemprego e magras pensões.

Passos está obcecado com o Ajustamento. Obcecado com o Défice. Obcecado! Não há País para além da sua missão divina com os números, com as metas, com os cortes. Compreendo a margem nula em que se movimenta e que naturalmente o obsessiona quanto à eficácia das suas medidas, mas se ele vê a sua missão histórica como histórica, vai demasiado só e demasiado movido a matemática para fazer sentido a gente sob um depauperamento e, logo, um cansaço moral difícil de descrever. Boa parte da economia move-se psicofuel. E esse está a faltar. Mesmo um incompreendido e um iluminado, conta em que Passos talvez se tenha, precisa das pessoas, de conquistá-las e, sobretudo, de as merecer. Serve-nos de pouco que a carreira internacional de Gaspar e o seu prestígio fora de portas sejam cada vez mais extraordinários e Passos seja olhado como um decisor implacável. Estava escrito em algum lado que teríamos de morrer da cura?

Ontem, na entrevista à TVI, ficou evidente que há um imenso trabalho de casa por fazer: aquele que envolve gente, que sente e ouve gente e ousa, por alguns momentos, esquecer os números. Talvez ainda se vá a tempo de mudar atitudes e tiques de feitor.

Não Snifarás o Incompetente Passos em Vão

Sou dos que não se perturbam demasiado com o que muitos passosfóbicos qualificam de subserviência exasperante deste Governo perante a corte de poderes externos que põem e dispõem da nossa vida por via dos cruéis Orçamentos deste Ajustamento. Nem tudo o que parece é, e o velho chinês caricatural, retratado a saudar com sorrisinhos e vénias sucessivas o legado estrangeiro, ao recebê-lo para negociações, é o mesmo que se comporta de forma inflexível e inquebrantável, entre esgares amistosos, levando sempre a melhor. Se neste Governo Possível houver homens para negociar à chinesa, poderemos bem com as suas aparentes mesuras e desmesuras subservientes e com a aparente anuência acrítica perante os interventores externos, desde que, lá no fundo onde a mão esquerda desconhece o que faz a a mão direita, se defenda o interesse geral. Ressalve-se tratar-se esta justamente de uma intervenção externa, a qual, por natureza, salvo determinados limites, põe e dispõe de facto das nossas vidas, e à qual ou obedecemos e cumprimos, de facto!, ou cumprimos e obedecemos na mesma. Quem tem argumentos ou os gera, negoceia. Quem está numa posição de força tende a dominar a negociação e nunca o contrário. Ponto.

Infira-se, portanto, que, para Passos, a obediência ao [e o cumprimento do] processo são um absoluto que nos relativiza, a nós, cidadãos, infelizmente. [Read more…]

A História de Peter Rabbit, de Beatrix Potter

Conheço estas histórias há muitos anos. Tenho, inclusivamente, em casa alguns livros em Inglês das aventuras do Peter Rabbit. Tenho t-shirts estampadas com as magníficas ilustrações dos livros, reminiscências de quando trabalhei como agente têxtil, com algumas das pessoas mais fantásticas que até hoje conheci.
Em Portugal houve uma tentativa de lançar estas aventuras, com o nome de Pedrito Coelho, mas nunca com o sucesso alcançado noutros países, vá-se lá saber o motivo.
Este Pedro Coelho é, juntamente com a sua família e os seus amigos, uma personagem fabulosa, doce, um bocadinho atrevidota, diria mesmo malandreca, um pouco larápia, mas um sonho de Coelho. [Read more…]

Alguns até tinham o descaramento de ter emprego

Primeiro-ministro diz que quem mais contesta o Governo é quem mais privilégios tinha antes da austeridade

Ai aguentamos, aguentamos! Resta saber até quando!

Santana Castilho *

Primeiro foi Vítor Gaspar, afirmando que “existe um desvio entre aquilo que os portugueses querem que o Estado social lhes forneça e os impostos que estão dispostos a pagar por esses serviços”. Depois foi Passos Coelho, com mais uma das suas eloquentes trapalhadas, falando da impossibilidade de adiar uma “reforma mais profunda” do Estado (como se já tivesse feito alguma!), caldeando-a com uma coisa que o país inteiro procura agora saber o que significa: “uma refundação do nosso programa de ajustamento”. Fechou o triângulo das trivialidades a boçalidade de um banqueiro, com o “ai aguentam, aguentam!”. Três figurões, com um considerável currículo de asneiras recentes nos negócios que dirigem, inquinaram maliciosamente uma questão essencial para todos. Não a de saber como conseguir o impossível, isto é, pagar em escassos anos uma dívida contraída pelo desgoverno de décadas e onerada por juros agiotas. Mas a de saber o que fazer para pôr a economia a crescer e nos aproximarmos de países que, não tendo mais recursos que o nosso, oferecem aos seus concidadãos um Estado social que os servos da senhora Merkel dizem não ser possível manter. [Read more…]

Motivos para a Greve Geral: de cabeça perdida ou partida

Os nossos governantes são os primeiros a contribuir para a GREVE GERAL.

Este, das duas  três: ou bateu com a cabeça ou está a bater-se ao tacho!

Outros, insistem numa visão ditatorial do futuro do país. Em Democracia ninguém, nem o adjunto do senhor Primeiro-Ministro Vitor Gaspar, talvez o pior primeiro-ministro da nossa história (sim, eu ainda me lembro do Santana Lopes), pode dizer que só há um caminho.

Meu caro  Pedro Passos Coelho, em Democracia os sentidos são sempre múltiplos e é isso que lhe vamos dizer daqui a pouco:

– não é inevitável que me roube a mim para capitalizar os bancos;

– não é inevitável que fale em reduzir gorduras no estados para depois entregar a TAP, a RTP, a CGD, a REN e outras empresas públicas aos seus amigos.

– não é inevitável que me roube o salário e os subsídios para pagar comissões à TROIKA e continuar a aumentar o défice.

Se quiser continuar  a grande velocidade para o fim, força! Mas vá sozinho. É por ali, pela porta da direita!

Pela boca morreu Passos

Santana Castilho *

O orçamento de Estado para 2013 quer tapar à bruta três enormes buracos: um enorme buraco resultante de uma enorme derrapagem do orçamento de 2012; um enorme buraco orçamental previsto para 2013; e um enorme buraco que resultará de uma enorme derrapagem na execução de 2013, prevista por antecipação, passe a redundância, no próprio orçamento de 2013. Com efeito, lá estão alguns milhares de milhões de “almofada”: para uma receita que, embora orçamentada, não será cobrada; para responder ao desemprego que esconde; e para suprir um corte na despesa que, embora orçamentado, acabará por não ser feito. Com 3 milhões de pobres e os restantes exaustos pelo confisco fiscal, com o PIB a cair entre 2,8 e 5,3 por cento (FMI dixit), só fanáticos suicidas orçamentam assim. É preciso pará-los.

A credibilidade técnica de Vítor Gaspar foi um mito com pés de barro. Estimou que as receitas do IVA subiriam 11,6 por cento e acabaram caindo 2,2. Previu, em Março passado, que o encargo do Estado com o desemprego cresceria 3,8 por cento e, em Agosto, já ia em 23. O consumo público contraiu 3,2 por cento em 2011 e a Comissão Europeia estima que contraia 6,2 este ano. O consumo privado caiu 4,2 por cento em 2011 e a CE prevê que caia 5,9 este ano. E Gaspar ignora, quando orçamenta e taxa. E ignora o Tribunal Constitucional. E volta a ignorar, com arrogância e desprezo, o presidente da República e o próprio FMI. Ignora tudo e todos. E ignora o “melhor povo do mundo”, que esmaga com impostos em 2013. [Read more…]

Carta de Seguro a Passos Coelho

Senhor Primeiro-Ministro
O diálogo político e institucional é uma das marcas identitárias do PS à qual permaneceremos fiéis e da qual não nos afastamos. Se o Primeiro-Ministro convida, formalmente, o PS para uma reunião, o PS não a recusa.

É esta conduta que temos adotado. Continuará a ser esta, em situações normais, a postura do PS no relacionamento com o senhor Presidente da República, como o Governo, com os partidos políticos e com os parceiros sociais. O diálogo é condição para o relacionamento institucional num regime democrático.

Por exclusiva responsabilidade do seu Governo, este diálogo foi praticamente inexistente, com claro prejuízo para o interesse nacional. O PS foi mantido à margem da condução de processos de enorme relevância para o interesse nacional, de que as cinco atualizações do Memorando de Entendimento, o envio para as instituições europeias do Documento de Estratégia Orçamental e o processo de privatizações são exemplos elucidativos. [Read more…]

A crise explicada às crianças

Era uma vez uma família que tinha 100 euros. Viviam felizes – os pais trabalhavam e os filhos andavam na escola. O Rex era o cão da casa e o Tareco era o gato.

Não eram nem mais nem menos do que outra qualquer família da sua terra, a terra das pessoas felizes.

Na televisão iam ouvindo que uns senhores, lá longe, na cidade, onde toda a gente vestia fatos cinzentos e gravatas azuis, andavam a fazer grandes negócios. Faziam coisas grandes, coisas muito grandes. É verdade que também faziam coisas menos grandes e algumas até muito pequenas.

Mas, de uma maneira ou de outra nunca usavam o seu dinheiro. Pediam emprestado. Iam aos bancos e diziam que precisavam de dinheiro para fazer uma rua nova. Faziam de conta que a rua custava 1000 euros, quando ela só custava 500. O Banco emprestava e eles faziam a rua por 500 euros e ficavam com os outros 500 só para eles. Muitas vezes os Bancos que emprestavam eram também parte do grupo que ia fazer a rua nova, mas isso explicamos mais tarde.

Mas, sabemos todos, quando pedimos uma coisa emprestada, temos que devolver. Certo?

Errado. [Read more…]

Será que é o Cavaco ou o Pedro?

Um e outro andam pelo Face.

Refundar o governo

Confesso que tinha o governo de Santana Lopes como um exemplo.

Sim, admito!

Pensei que não seria possível fazer pior. Enganei-me – acontece.

E Relvas é apenas uma parte da questão. Sabemos agora que teve equivalências a disciplinas que nem existiam. Um visionário, este boy! Sempre à frente do seu tempo

Do que se diz por aí, parece que é brilhante na gestão do aparelho, das secções, das distritais e nessas áreas nublososas da sociedade portuguesa – mas está agora visto que a excelência defendida por Nuno Crato é, na verdade, uma realidade na pessoa do sr. Ministro Relvas, o licenciado.

Mas, o problema do governo é o Relvas? [Read more…]

Assinar contra o orçamento

As questões médicas estão longe das minhas preocupações mais ou menos recentes e, talvez por isso, não vou longe na argumentação que permita distinguir esquizofrenia de bipolaridade. No entanto, esta ignorância, como tantas outras, não deixa de me permitir perceber que se tratam de patologias muito presentes em parte dos dirigentes partidários do nosso país.

Não, juro que não estava a pensar no Miguel Relvas. Não, no Gaspar também não que esse só tem um pólo. O negativo.

Desculpem a deriva boqueira, mas não resisti – deixem-me, caros leitores, retomar o caminho que tinha pensado para o post.

Dizia eu, que em todos os nossos dirigentes partidários existe algo de patológico na medida em que está sempre tudo bem quando a origem do mal é a sua casa partidária, acontecendo precisamente o contrário quando a maternidade da coisa é no jardim do vizinho. Recordo com alegria o “muito bem” que se ouve nos debates parlamentares.

As últimas aparições laranja, no meio do pânico que os tomou, voltaram-se para a anterior governação socialista. Apesar do que disseram antes, a verdade de ontem, como tantas outras, é hoje uma mentira. Como não conseguem dizer mais nada, atiram-se para os erros do Governo de Sócrates como se fosse ele o responsável maior pela incompetência de quem nos governa. Sócrates tem parte da responsabilidade, claro. E nem sequer quero entrar na quantificação dessas responsabilidades. Como cidadão estou-me completamente nas tintas para o passado porque esse, meus caros, já foi avaliado pelo povo quando votou nas mentiras do PSD.

O que temos agora é um conjunto de boys incompetentes que estão apenas com uma missão – deitar mão a tudo o que significar lucro, ou seja, transferir da esfera pública para a dimensão privada da sociedade tudo o que for financeiramente rentável: águas, tap, …

É por isso fundamental travar essa gente e impedir a aprovação do orçamento é apenas o primeiro passo, porque há outros caminhos.

Passos não quer ser cozido em lume brando

Sugiro que alguém aumente aí a temperatura.

Baixinho

Levanta-te porque aí em baixo não estás a ver bem!

Entregues aos melhores colocados?

Estarás a falar do Gestor Pedro Passos Coelho? Esse Liberal que viveu sempre à procura de dinheiro do estado de esquemas com os amigos para se governar?

É desse tipo de gente que estás a falar? Gente que nunca trabalhou?

E, além disso, há um pequeno detalhe – até agora, tudo o que fizeram, foi mal feita e deu resultados ao contrário do pretendido!

E eu pertenço a uma raça de homens que paga as dívidas dos outros

Passos: Pertenço a uma raça de homens que paga o que deve

Cromos deprimentes

Somos mesmo uns tipos com azar. No meio de 6 milhões não conseguimos ter uma liderança competente.” – esta é uma reflexão muitas vezes feita nos corredores vermelhos da Catedral.

E hoje dei por mim a pensar que esta angústia reflexiva se estendeu ao país e ao (des)governo.

São comportamentos e comentários que se sucedem uns atrás dos outros e que são exemplo de uma grande desorientação:

– o curso do Relvas,

– a cigarra do Miguel,

– as pieguices do Pedro,

– os ignorantes do Borges.

Quase apetecia perguntar, quem é o cromo que se segue?

Passos Coelho está cada vez mais próximo do PS

Seguro diz que Passos não aprende com erros

A ler

O “politicozinho” dizia-se liberal, porém o monstro não pára de engordar…

«O que é trágico, passado um ano, é que estejamos a sofrer o maior choque fiscal da nossa história moderna ao mesmo tempo que desperdiçamos uma oportunidade irrepetível de reformar o nosso Estado e a economia»

Continuar a roubar os mesmos

Agora em fundo azul, com ar triste, mas as trapalhadas são as de sempre. O roubo organizado vai continuar.

Foi por amor

Passos e Portas terão concretizado os votos perante Cavaco:

– “Sim, é nosso mútuo interesse manter este projecto que levará o país à ruína.”

– “Interesse?”, perguntou o Homem da Maria, acrescentando:

– “Mas, Sr. Portas, o sr. está casado por amor ou por interesse?”

– “Tem que ser por amor, sr. Presidente”. Eu não tenho interesse nenhum nisto”…

Pedro não sabe nadar, yô

Passos Coelho afoga-se na AR. Ou no ar,  nem de água precisa.

O cobarde entrou pela porta do cavalo

Está mais parecido com Sócrates a cada dia que passa. Já não bastavam as mentiras, as promessas não cumpridas, a desfaçatez, a falta de vergonha e a «coragem» de ser forte com os fracos, que não com os fartos.
Agora é também a cobardia e o medo do povo. Tanta cobardia e tanto medo que não tem qualquer problema em entrar pela porta do cavalo para fugir a uma manifestação pacífica.
Pela porta do cavalo! Que atitude tão indigna por parte de um primeiro-ministro! Será que não tem vergonha?
Também hoje, o Álvaro da Economia cancelou uma visita a Cinfães, onde também tinha à espera uma manifestação pacífica. A cartilha do chefe faz escola. Vão andar os próximos 3 anos a fugir do povo?

A entrevista de justificação de Passos Coelho

Um ingrato…

O indivíduo que nos governa oferece-lhe de mão beijada 20 milhões de euros por ano e o Belmiro ainda vem criticar a medida. Há cada ingrato neste mundo…