O efeito Sócrates e o risco de “pasokização”

Na semana passada, o Fernando Moreira de Sá falou-nos sobre a mais recente sondagem da Católica que coloca a coligação PSD/CDS-PP à frente do PS. E apesar deste estranho alinhamento com a propaganda assente na manipulação de dados que tem caracterizado a narrativa da coligação:

O país está melhor? Está. O desemprego baixou, a economia parece estar a melhorar, o consumo das famílias a crescer (é um bom indicador de confiança económica), o sector imobiliário a mexer, o sector automóvel a vender, a banca novamente a emprestar, o Portugal 2020 a dar esperança.

penso que estamos de acordo no essencial: o problema do PS de Costa chama-se José Sócrates. Tal como daqui por outros quatro anos o problema do PSD se poderá chamar Marco António Costa caso o resultado final deste filme seja o expectável e os socialistas saibam, tal como os sociais-democratas convertidos em pseudo-neoliberais e os irrevogáveis centristas tão bem estão a saber fazer, instrumentalizar o caso. Aliás, o PSD parece mesmo querer entrar nesta arena à força com a reabilitação política em curso de Miguel Relvas.

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Estes gregos devem estar loucos

Sondagem GR

As sondagens, sabemos, valem o que valem. Ainda há poucos dias, a Universidade Católica revelou uma que coloca a coligação PSD/CDS-PP à frente do PS, o que levantou muitas dúvidas mas não lhe retirou legitimidade. Porém, foi o suficiente para que se começassem a ouvir discursos de vitória.

O Jornal da Tarde da RTP abriu com notícias sobre a Grécia e sobre a reunião do Eurogrupo de hoje. Rapidamente, o pivô da televisão pública deu voz aos gregos que, segundo o teleponto, pedem o afastamento de Alexis Tsipras das negociações, como forma de evitar mais humilhações do para o povo grego. Algo estranho se olharmos para a sondagem em cima levada a cabo há poucos dias pela Public Issue, que dá ao Syriza uns “modestos” 47,5% das intenções de voto, ou para as frequentes manifestações nas ruas de Atenas a favor do actual governo grego. Se isto não é ter o apoio do cidadãos, então já não devem restar muitos governos legítimos no Velho Continente. Já por cá, curiosamente, a vassalagem absoluta do bloco central aos ditames do FMI e dos oligarcas que governam a UE não parece granjear grandes resultados para os seus dirigentes. Juntos, PS, PSD e CDS-PP correspondem a 75% das intenções de votos, apenas 27,5% mais do que o Syriza consegue sozinho no seu país, isto apesar de contar com a oposição violenta da União Europeia em bloco. Estes gregos devem estar loucos.

O Labirinto de Costa

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Olho para a sondagem de hoje da Católica para o JN/DN/Antena 1/RTP e recordo-me dos primeiros dias de António Costa na liderança do PS.

O Secretário-Geral do PS, António Costa, tinha tudo para estar a um passo de ser o próximo Primeiro-ministro. Reparem: a classe média praticamente desaparecida em parte incerta. Os jovens viviam entre a certeza do desemprego cá e a esperança de qualquer coisa lá fora. Os professores estavam revoltados. Os médicos descontentes. Os funcionários públicos (essa enorme massa eleitoral) furiosos. Os trabalhadores frustrados. As empresas no fio da navalha. Depois temos os velhos problemas e os problemas velhos: BPN, BPP, privatizações, parcerias público-privadas, justiça, listas de espera nos hospitais, etc, etc, etc. Uma tempestade perfeita.

Entretanto veio a detenção de José Sócrates. E antes dele a “tralha socrática” dentro do partido e Mário Soares a falar em barda. Depois as eleições na Grécia. Uns cartazes espalhados pelo país com uma menina em pose religiosa, ao mais puro estilo de seita brasileira. E a demora em largar o lugar de presidente da Câmara de Lisboa. E as pressões internas para falar à comunicação social sobre tudo e um par de botas. O labirinto crescia em proporções dantescas.

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PODE(MOS) sim senhor!

É certo que é só uma sondagem, mas se o bloco central espanhol pode tremer com a ascensão de um novo partido, porque raio não haverá a nossa central nacional de corrupção e criminalidade de colarinho branco de tremer também?

Sondagens em Gaia

Os resultados das eleições em Vila Nova de Gaia fazem-me voltar à temática das sondagens.

Na página 8 do pasquim que se vendeu ao Menezes, um comentador, supostamente perito em sondagens, escreve:

“dois casos da A.M. do Porto – Gaia e Matosinhos. Em ambos os resultados eleitorais foram diferentes dos estudos. Em Gaia, o PS disparou para cima e o independente para baixo (…). A rever com atenção.

Isto, depois de ter justificado, na introdução do comentário que

“Os estudos efectuados a 5, 10, 20 ou mais dias antes das eleições são indicações ou tendências.

Até aqui, batatinhas. Mas, vejamos o que foi apontado pelas últimas sondagens divulgadas pelo JN – e já nem vou a outras que por aí foram faladas:

– Em junho, no JN: PS – 32,2%, Guilherme Aguiar – 30,7%, PSD / CDS – 22,7%;

– Em setembro, no JN: Guilherme Aguiar – 29,3%, PS – 29%, PSD / CDS – 25,1%.

Esta foi a sondagem publicada a 4 dias das eleições, sr. Comentador.

Também em Setembro, na RTP (Sondagem da Católica) – PS – 32% ; Guilherme Aguiar – 26%, PSD/CDS – 21%.

Pois bem, o Eduardo Vitor Rodrigues acaba por ganhar as eleições com 38,15%. Ou seja, na última sondagem do pasquim EVR tinha menos dez pontos. A Católica aproxima-se, mas fica longe…

O falso independente do PSD foi levado ao colo no braço esquerdo pelo pasquim, que uma vez por outra também recebia no regaço o candidato oficial. Tentou, até ao limite, mostrar que a coisa estava dividida, que todos podiam lá chegar

O PS ganha em Gaia com 38,15%, o PSD / CDS fica em segundo com 19,97% e o candidato oficioso em terceiro com 19,74%.

Isto é, o PS tem, sozinho, quase tantos votos como os outros dois juntos (diferença de 2161 votos) – era esta a proximidade prevista nas sondagens?

Não deveria a Direcção do Jornal de Notícias tirar consequências do papel que tiveram nestas eleições? Não considera a Direcção do Jornal de Notícias que a derrota em Gaia e, em especial, no Porto é também uma derrota editorial? Afinal os candidatos apoiados perderam, não?

Em Gaia há muitas coisas que animam

O tempo é sempre bom conselheiro. E o fim da campanha mostra o desespero de quem vai perder.

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Poderia recorrer à sondagem que dá a vitória ao Eduardo Vítor Rodrigues, mas não sou dos que confia muito neste tipo de instrumento de propaganda.

Mas há uma sondagem que é muito esclarecedora – a do desespero.

A imagem mostra um edifício que tem sido apontado há muitos anos como a futura sede da Junta de Freguesia. Foi há 4 anos uma das promessas eleitorais de quase todos os candidatos. Em 1460 dias nada aconteceu e a 5 dias das eleições eis que aparece um cartaz colocado pela junta de freguesia: “Aqui nasce obra”.

A Junta de Freguesia cá da terra liderada pela equipa da coligação Gaia na Frente, de Carlos Abreu Amorim teve, também esta semana, a lata de colocar a primeira pedra de umas capelas mortuárias num terreno que é privado – há informações que nos serviços camarários não entrou qualquer projecto. Aliás, estas capelas mortuárias (não existentes) são a capa da revista da Junta também publicada durante a campanha.

Querem melhor sondagem do que este magnífico exemplo de desespero?

Aí estão as sondagens

As sondagens são um instrumento de acção política utilizada pelas máquinas políticas, que as usam tal como um outdoor ou um espaço nas redes sociais. Não sei se os Partidos conseguem condicionar a forma como a Comunicação Social as divulga, mas se o PSD parece conseguir condicionar a CNE…

Do ponto de vista formal obedecem a algumas regras, uma das quais exige a sua publicitação na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Existe ainda uma dimensão de análise mais técnica que permite um olhar mais matemático sobre os dados disponíveis. O Pedro Magalhães ( Margem de Erro) é um dos melhores especialistas nesta área.

Vem isto a propósito da sondagem de hoje do JN sobre Matosinhos. Não sei se os dados estão martelados e por quem – não vou perder um minuto com isso. A minha pergunta é outra. Podemos ler, na publicação que “Foram efetuadas 838 tentativas de entrevistas e, destas, 123 (14,7%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião.

Isto é, 715 pessoas poderá ser uma amostra representativa do concelho?

E o que dizer sobre “a selecção foi feita de forma aleatória na lista telefónica”?

Quem é que hoje tem telefone fixo com indicação na lista telefónica? A propósito, ainda há listas telefónicas?

A Sondagem do Porto Canal – II

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Voltando ao tema:

É ou não é verdade que o Porto Canal, como antes anunciou aos seus espectadores, encomendou uma sondagem à Pitagórica para os concelhos dos debates organizados pelo canal?

É ou não é verdade que no debate de Matosinhos essa sondagem foi publicada. E algumas pessoas souberam, por antecedência de pelo menos cinco horas os respectivos resultados.

É ou não é verdade que um dos candidatos a Gaia pressionou fortemente o Porto Canal para a não divulgação dos resultados dessa sondagem?

O Porto Canal que conheço, os seus brilhantes profissionais, merecem que continue a aguardar e não a pensar outras coisas. Mas, será que ainda vou ter de ser eu (hoje) a tornar público os resultados da sondagem Porto Canal/Pitagórica?

Era escusado…

Inquérito eleitoral, Autárquicas 2013

No decorrer da campanha eleitoral, o Aventar, aproveitando recursos do concurso de blogues que realizamos há dois anos, vai promover um inquérito, que tecnicamente não é uma sondagem sobre as eleições autárquicas.

Pretendemos que seja não do Aventar mas de todos os blogues portugueses interessados em participar, colocando a votação no seu espaço, sendo o resultado sempre e automaticamente a soma obtida. Desta forma cremos que a representatividade dos inquiridos será a maior possível, chegando a leitores de todos os quadrantes políticos e municípios (embora por razões práticas seja impossível incluir no inquérito todos os concelhos, tentaremos abarcar os que têm mais de 25 000 habitantes)
Assim, lançamos aqui o convite a todos os blogues interessados: contactem-nos, nós responderemos.

Como aldrabar uma sondagem

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Via O Tempo das Cerejas

Vota, Camarada!

Sondagem SIC/ Expresso

Maioria dos inquiridos acha que Governo deve cair.

Crise nas Lideranças dos Partidos

Rio em grande.

Costa e Louçã também.

Mais uma pitagórica sondagem.

Governo com nota muito baixa.

Sondagem ou propaganda?

PS está a distanciar-se e a ganhar a preferência dos portugueses

Porquê!? – Sou levado a acreditar que os portugueses têm apenas aquilo que merecem… Edição: Coloquei o mesmo link no reddit, gostei da conversa.

Sondagem pública para gente de coragem

Anda aí alguém que ainda votava nos partidos deste desgoverno (responder na caixa de comentários)

Um quinto dos portugueses

ainda pensa em votar naquelas bestas?

Sondagem – Universidade Católica

PS – 31%
PSD – 24%
PCP – 13%
BE – 11%
CDS  – 7%

Aqui

Um país sem emenda

Passos Coelho e Paulo Portas, como Sócrates antes deles e outros ainda antes, têm usado a Democracia e o Estado para favorecer parentes e amigos, esbanjando o dinheiro que muitos cidadãos têm depositado nas mãos de políticos que, segundo a aparentemente cândida Almeida, não são corruptos, como se a corrupção não fosse, antes de mais, uma questão ética, que a legalidade perde valor quando os vários poderes são dominados pelos artistas do circo montado sob o arco governativo.

Parece que hoje António José Seguro engrossou a voz. Não o ouvi, mas aposto que proferiu tiradas épico-ridículas como “romper consensos” ou “é tempo de dizer basta” e pressinto que representou o dramalhão da responsabilidade e do sentido de estado, com texto retirado da peça “Se eu estivesse no governo, a música seria outra”. O problema é que, atrás de Seguro, estão zorrinhos, lellos, silvas pereiras, galambas, santos silvas e outras excrescências socráticas, gente que não conhece o arrependimento, que ignora a vergonha, que finge ser solução quando sempre foi problema e que entregou o país a uma outra alcateia que apenas difere na cor, mas cuja fúria predatória é igual.

Numa sondagem recente, o PSD terá sido ultrapassado pelo PS. Este país não tem emenda.

Olha o centrão acagaçado

Uma simples sondagem, com uma possível vitória do BE dos Gregos e o Centrão arranja logo maneira de se entender. Lá como cá…

Quer dizer, se calhar, nem por isso. Lá quem se acagaçou foi o centrão! Cá foi o povo!

Como matar um coelho

Down by Law de Jim Jarmusch. Qualquer insinuação política sobre este grande momento da história do cinema será considerada uma leitura abusiva da sondagem hoje publicada (que trocada por miúdos revela uma natural transferência de intenções de voto do CDS para o PSD) .

Declaração de interesses: nunca comi (conscientemente) coelho, por motivos religiosos (é muito parecido com gato, esse animal sagrado).

Estamos perdidos…

É uma premonição. Por outras palavras, fazer uma síntese do que tem acontecido nestes dias, falaria de fatalidade.

As curtas horas antes de se abrirem os comícios pata a corrida às eleições legislativas, tenho esse sentimento, referido antes: uma premonição. Nós, os do lado esquerdo dos partidos que correm, nós, os materialistas históricos, como é habitual, vamos perder. Como diz um filme que um dia vi intitulado Este País não é para velhos, mudava o título pelo de Este país não é para revolucionários como nós. Queremos igualdade, procuramos auto governo ou governo de freguesia, essas ideias de Babeuf de 1785, inspirador de Marx e de todos nós que o conhecemos e usamos as suas ideias, como Marx, como Allende. [Read more…]

Ódios?!

sondagem da Intercampus para PÚBLICO e TVIO spin master da actualidade pretende lançar na arena mediática a ideia de que quem se opõe à sua visão de governação o faz por ódio. Por ódio?! Será que correr para fazer empréstimos a juros exorbitantes para conseguir pagar salários tem algo a ver com ódio? 36.8% dos sondados parecem concordar com esta abordagem. Pois que tenham o que merecem. Só lamento que a minha carteira tenha que contribuir para estes desvairos (como este da Parque Escolar , só para citar um).

Seus palermas, sondagens há muitas…

Parece que é da Marktest, e sai amanhã. Encontrei no Facebook, entrego a quem provar pertencer-lhe:

PPD/ PSD (39,7%),
PS (33,4%),
CDS-PP (9,0%),
CDU (6,5%)
BE (4,8%).

C’um Catroga!

De Sócrates e da sua governação de 6 anos, os portugueses sabem o suficiente. O diagnóstico está  feito. Portanto, no presente, o que preocupa os cidadãos é o futuro, próximo e duro, sabendo à partida que o programa de governo, independentemente de partidos integrantes, é aquele que a troika estabeleceu neste memorando.

Relativamente às próximas eleições, os  votantes, em número normalmente abaixo dos abstencionistas, começam a dar indícios de poder a privilegiar o PS de Sócrates em relação à alternativa PSD. Esta sondagem do ‘Público’ é mais um sinal nesse sentido, a somar a outras divulgadas na última semana.

Parece-me oportuno interrogar: a que se deve esta quebra do PSD? Entre diversos motivos, cito: a imaturidade de PPC, a senilidade do ribatejano Catroga, um oportunista já denunciado no ‘Aventar’ pelo João José Cardoso; e sobretudo a incapacidade do conhecido economista falar claro e verdade. Nem sequer tem o cuidado de estar em sintonia com  Passos Coelho.

O líder social-democrata afirma-se contrário ao corte de salários, para compensar a´redução da TSU até 4%, preferindo aumentar os impostos sobre o consumo.  No entanto, Catroga, no ‘Prós e Contras’ de ontem, afirmou que os impostos não serão aumentados.

Bom, Catroga que manifesta  eloquente falta de condições comportamentais e intelectuais para o exercício de funções governativas, comunica mal, entrando gratuitamente em litígio  em diversas frentes. Ontem, foi com Silva Pereira, o que até seria natural, mas também com António Pires de Lima do CDS, seu antigo companheiro na Nutrinveste, e ainda com o Prof. Carlos Coelho que se encontrava entre a assistência.

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Sondagem dá empate técnico PS/PSD

A TSF divulgou uma sondagem da Marktest onde o bloco central, ou  melhor dizendo o próximo governo,  aparece empatado.

Não querendo dar demasiada importância a sondagens nesta altura do campeonato, fica mesmo assim desvendado o que há de comum entre Pedro Passos Coelho e Jorge Jesus.

Sondagem Aventar: Quando cai o Governo?

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Alguns leitores do Aventar acertaram na lotaria da queda do Governo. Infelizmente não haverá prémio pois o jogo, diz-se, estava viciado.

Sondagens à boca das urnas

Haverá expressão eleitoral mais parva? Pode ser que haja. Tipo 49 a 52 dentes para Cavaco Silva.

Ou, e actualizando:

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Sondagem presidenciais

Há coisas que só acontecem num blogue pluralista. Após um aventador, republicano dos 4 costados, ter proposto na sondagem “Em quem vai votar nas eleições presidenciais” a inclusão do sr. Duarte Nuno nas possíveis respostas, deu-se o curioso fenómeno de o mesmo ter tido uma votação massiva.

Claro que entre isto e a coincidência de o nosso monárquico de serviço ter espalhado a originalidade lá para os seus lados, não existe nenhuma relação de causa e efeito.

Mais uma vez se constata serem estas sondagens representativas do universo das pessoas-que-chegam-ao-Aventar-e-gostam-de-votar-nestas-coisas. E são sempre bem vindas.

Para fazer uma coisa, é necessário fazer o seu contrário

O leitor habitual do Aventar já deve ter reparado que levamos a efeito uma sondagem intitulada “Como vai votar nas Presidenciais?“, visível no topo da barra lateral direita do blogue.

A própria sondagem (aparte os nomes que a compõem e a sua posição relativa) mostra bem a dificuldade de coerência e a disfuncionalidade mental com que se vive cá no burgo.

Imagine que o leitor escolhe a opção “Não voto” (por acaso a que vai à frente na sondagem) e quer validá-la. Pois bem, primeiro clica “não voto” e, imediatamente a seguir, clica “vote“.

Se não vota, não pode dizer que não vota. E, para o dizer, é obrigado a contradizer-se perante o imperativo: Vote.

Não sei se é um retrato fiel do país. Mas que é muito aproximado, é.

Se As Eleições Fossem Hoje

SE … Mas Não São!

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Mas não são, que se fossem o PSD ganhava por larga margem. Dizem as sondagens.
E se o sr dr Passos Coelho não fizer o que deve, que é deixar passar o Orçamento, nem quando forem ele ganha.
Se o sr dr Passos Coelho não aprovar na generalidade o Orçamento, vem aí o FMI, mas se ele o aprovar não deixará de vir, virá mais tarde, mas vem de qualquer forma, e com maneiras mais duras e gravosas para todos nós.
O sr dr Passos Coelho vai ter de aprovar o Orçamento, porque se o sr dr Passos Coelho o não aprovar, irá dar ao ainda nosso Primeiro todas as possibilidades de, nos próximos seis meses se fazer de vítima, dizer a toda a gente e aos ventos que não pode governar por culpa do sr dr Passos Coelho. E todos sabemos a lata deste ainda nosso Primeiro. Irá, nessas circunstâncias, convencer toda a gente da sua capacidade e da sua falta de responsabilidade no que se estará a passar, e nas próximas eleições, vence de novo e com larga margem.
Assim o sr dr Passos Coelho tem a obrigação de deixar passar este Orçamento, de modo a obrigar o ainda nosso Primeiro e a sua equipa a governar (mal, como é seu hábito) e a demonstrar que não tem capacidade para o fazer. Até cair de podre, daqui a alguns meses, que se esperam muito poucos.
Se as eleições fossem hoje, o PSD ganhava por larga margem, mas não são, e não vale a pena embandeirar em arco por causa desta sondagem.