E que tal reactivar a Rede Bombista?

RB

Cónego Melo e Ramiro Moreira: o líder espiritual e o terrorista

Isto não está nada fácil para o recém-formado Tea Party português. O investimento financeiro é brutal, dos jornais de campanha às redes de clones no espaço virtual – aproveito para deixar as minhas condolências à família e amigos babões de Maria Luz, o mundo da prostituição política ficou por estes dias mais pobre, uma verdadeira tragédia – os comentadores de serviço têm sido incansáveis a espalhar a mensagem de medo e a demonizar a possibilidade de uma alternativa de esquerda, a narrativa atingiu níveis inimagináveis, onde a obscenidade e o absurdo andam de mãos dadas, até o Assis fez o frete deu o ar da sua graça e o melhor que conseguem é subir 2% numa sondagem que apenas vem comprovar que, se as eleições fossem hoje, PS, BE e CDU continuariam com maioria parlamentar. Deve doer. [Read more…]

Peter Boone, o terrorista ultraliberal que pôs a economia portuguesa de joelhos

Boone

É hoje notícia que Peter Boone, economista, terrorista financeiro e colunista no blogue Economix do New York Times, foi constituído arguido pelo Ministério Público português por manipulação de mercado, uma acusação que remonta a 2010 e a uma série de artigos que foi escrevendo anunciando a catástrofe das finanças lusas. Enganou-se no diagnóstico? Nada disso! Até ajudou a acelerar a sua concretização. Até porque, nisto dos mercados, pouco interessa a saúde das economias e das instituições, que o digam os EUA e o Lehman Brothers. Interessa, isso sim, a voracidade da escumalha liberal que coloca países inteiros de joelhos para satisfazer a sua ambição extremista de lucros sem olhar a meios, que não se obtêm pela via da produtividade mas pela especulação terrorista. E o jihadista Peter Boone lucrou, e bem, com a nossa desgraça: um fundo de risco do qual era administrador – Salute Capital Management – lucrou cerca de 820 mil euros com a desvalorização das Obrigações do Tesouro Português numa única negociação de dívida pública. [Read more…]

Carniceiros

Cameron Salman

Foto@Daily Mail

Por estes dias, a propósito dos ataques aéreos russos contra posições do Estado Islâmico – dizem eles claro – David Cameron acusava o Kremlin de dar cobertura ao carniceiro Al-Assad porque, alegadamente, apenas um em cada 20 ataques atingia os jihadistas enquanto os restantes faziam recuar os rebeldes opositores do regime, que apesar de empunharem armas de fabrico ocidental, têm sido terreno fértil de recrutamento para os fundamentalistas e responsáveis pela morte de civis inocentes e outros atropelos aos princípios mais elementares da dignidade da vida humana. Não admira que os sírios queiram dali fugir a todo o custo.

O mesmo David Cameron que, indignado, se insurgia contra o apoio russo ao regime sírio, é o líder do governo que terá alegadamente feito um acordo secreto com a Arábia Saudita para que ambos pudessem integrar o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU). Há carniceiros e carniceiros e alguns deles têm muito petróleo pelo que devem ser acarinhados pelos moralistas ocidentais. A verdade é que o carniceiro Salman lá conseguiu um seu assento no CDHNU, apesar das execuções por bruxaria e dos bloggers chicoteados em praça pública perante a passividade dos falsos Charlies. [Read more…]

Entrevista de Bashar al Assad, presidente da Síria

a jornalistas russos de diversos órgãos de comunicação social.
bashar_al_assad
[RT/com versão transcrita em espanhol]

11.09.2001 – o dia que marcou o mundo para sempre.

11.09.2001

Esta foto mostra uma criança a caminhar, hoje, num parque em Winnetka, nos Estados Unidos da América, entre algumas das três mil bandeiras colocadas em memória das vidas perdidas nos ataques de 11 de Setembro de 2001.

Foi precisamente há 14 anos. O primeiro avião embatia, às 8h46, hora de Nova Iorque, contra a Torre Norte do World Trade Center. Este foi o primeiro dos quatro atentados levados a cabo nesse dia. Os outros foram contra a Torre Sul do WTC de Nova Iorque, às 9h03, um outro contra o Pentágono, às 9h37 e por fim um, às 10h03, em Shanksville, na Pensilvânia.

Em 77 minutos morreram 2996 pessoas, tendo ficado feridas 6291 pessoas, oriundas das mais diversas nacionalidades e credos. Este foi um ataque coordenado pela organização terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden.

A partir deste dia nada mais foi igual no mundo. Foram muitas as mudanças. O terrorismo passou a ser um dos alvos mais importantes dos EUA e da grande maioria dos países desenvolvidos do mundo ocidental. As nossas vidas também mudaram. Passamos todos a ser muito mais vigiados e controlados por muito que até às vezes não pareça. Passamos a viver debaixo de um enorme ” Big Brother “,  já narrado por George Orwell no seu livro, publicado em 1949, intitulado Nineteen Eighty-Four.

Os Estados Unidos responderam aos ataques do 11 de Setembro com o lançamento de uma guerra ao terrorismo, invadiram o Afeganistão para derrubar os Taliban, que abrigavam os terroristas da al-Qaeda. O mundo reforçou a sua legislação anti-terrorismo e ampliaram os poderes para uma aplicação mais rápida e efectiva da lei.

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Zeitgeist 1: The Movie

No dia do 14º aniversário do mal explicado ataque às Torres Gémeas, o documentário que esmiuçou o atentado e não só. Não se trata da verdade absoluta, mas traz consigo um conjunto de verdades que nos deveriam incomodar a todos. Conspiração?

 

Bipolaridade saudita

Nuns dias financia terroristas, noutros prende-os. Nem os restantes fanáticos os compreendem.

Terrorismo monárquico em Espanha

Aqui ao lado, opinar contra a Coroa nas redes sociais passa hoje a configurar crime de terrorismo. Na Europa, a liberdade de expressão vive dias de apoteose.

A destruição que paira sobre Palmira

Primeiro vieram as minas, depois as explosões. Em breve não restará nada. Se houvesse petróleo para trocar por alimentos

 

Ditaduras imunes a sanções

Raif

No país do wahhabismo e dos financiadores do terrorismo islâmico, o blogger Raif Badawi ficou ontem a saber que a pena de 1000 chicotadas e 10 anos de prisão por alegados “crimes” de insulto e renúncia ao Islão é mesmo para cumprir. Outra coisa não seria de esperar de uma nação governada por fundamentalistas sedentos de sangue que condenam cidadãos à morte por bruxaria.

Agora a ironia: no passado mês de Maio, a Arábia Saudita reiterou a sua intenção de presidir ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, poucos dias depois do regime ter colocado um anúncio para recrutamento de 8 novos carrascos para dar vazão ao crescente número de execuções e amputação de membros no país. Só nos primeiros 5 meses de 2015, as autoridades sauditas executaram 85 condenados, um crescimento assustador face aos 87 executados em todo o ano de 2014.

Com que moral queremos nós, ocidentais, continuar a apontar o dedo a russos ou norte-coreanos se nos continuamos a sentar a mesa com este tipo de “gente”? Um ditador é sempre um ditador, tenha o petróleo que tiver. Alguém tem por aí um pacote de sanções para estes animais?

Terrorismo Financeiro

Deutsche Bank paga 2000 milhões de euros por manipulação da Libor” (Público). Bom bom era arranjar uma prisão tipo Abu Grahib para enfiar estes gajos todos.

Iémen. Razões para o massacre.

O ponto de partida para uma melhor compreensão das dinâmicas actuais no Iémen, deve passar por uma leitura prévia do texto publicado a 23 de Janeiro, A Crise no Iémen.

As razões para o massacre da passada 6ª-feira em duas mesquitas xiitas de Sana’a (entre 137 e 142 mortos, as fontes contradizem-se), uma vez mais de forma quase telegráfica, sem no entanto ser simplista, são as seguintes:

1º É necessário clarificar, relativamente a um dos dados do referido texto, que a demissão do Presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi não foi irrevogável, continuando no cargo. Após a tomada de controlo da capital Sana’a pelos houthis, a Presidência, o Governo, as Embaixadas e demais instituições públicas, abandonaram a capital e rumaram até Áden, no sul, num movimento táctico, cujo objectivo principal foi o da procura da legitimação por parte da Comunidade Internacional, garantido de imediato e em simultâneo, já que as Embaixadas e respectivo pessoal, acompanharam institucionalmente o Governo legitimo do Iémen; [Read more…]

O “Bardo” tunisino. Razões para o massacre.

O massacre do Museu do Bardo (21 mortos), em Tunes, tem razões claras, as quais tentarei sintetizar de seguida, sem no entanto cair no simplismo.

1º Há dúvidas sobre se o objectivo seria verdadeiramente o museu, ou o Parlamento, muito próximo (aliás a notícia começa a ser veiculada como sendo um ataque ao Parlamento), no qual decorria a votação de uma lei anti-terrorista. É esta a convicção do Ministro dos Negócios Estrangeiros Taieb Baccouche e de muitos outros tunisinos; [Read more…]

O jihadista de Telavive

MO

Foto: The Cagle Post

O extremista Benjamin Netanyahu – e aqui o termo “extremista” assume roupagens de verdadeiro radicalismo numa óptica de violência indiscriminada, não se tratando, portanto, do termo novilinguístico desenvolvido pelo regime e respectivos assessores, os oficiais e os residentes nas colunas de opinião e blogues da corda – foi por estes dias à capital do império visitar os seus pares republicanos num acto público de pré-campanha eleitoral. Para além de apelar ao voto e ao medo, registo habitual dos jihadistas de Telavive, Netanyahu, foi relembrar os senhores que se seguem na Casa Branca que o Irão quer produzir armas iguais às suas e que tal é inadmissível.

O ainda primeiro-ministro israelita aproveitou para apelar ao bom senso da extrema-direita republicana avisando-os do perigo que um acordo com Teerão representa. Até porque, convenhamos, tendo o Irão atacado zero países nos últimos anos, a ameaça é real e deve ser encarada com tal. Se é para celebrar acordos com gente com gosto pelo totalitarismo, os EUA já dispõem de um leque variado de amigos como Israel, China ou os novos oligarcas nazis da Ucrânia. Radicais que cheguem e que sobrem. Até no campo do extremismo religioso, os norte-americanos têm já o seu aliado de peso, a monarquia totalitária ultra-radical da Arábia Saudita, uma referência do financiamento terrorista e da repressão, que pune a liberdade de expressão com chicotadas e queima bruxas na fogueira. Mais aliados radicais e totalitários para quê?

WARNING:

Vladimir Putin ameaça recontar a história do 11 de Setembro. Novo Incidente do Golfo de Tonkin à vista?

Castas à prova de austeridade

Tacho Laranja

Escrevo estas palavras depois de ler o artigo de hoje da Carla Romualdo que me deixou ainda mais céptico relativamente às movimentações em Portugal e Espanha no sentido de reforçar o combate ao terrorismo (que por cá simplesmente não existe e, a existir, Durão Barroso seria com certeza o maior culpado: prendam-no) através de medidas que visam sobretudo amputar liberdades, abafar a crescente contestação social e proteger as castas que instrumentalizam o regime em função das suas ambições e da vontade daqueles que os sustentam e lhes garantem confortáveis cadeiras nos conselhos de administração das empresas frequentemente brindadas com isenções fiscais e outros privilégios garantidos com o dinheiro dos nossos impostos.

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Crime, dizem eles

Esteve recentemente em discussão no parlamento espanhol uma reforma penal que inclui a introdução da pena perpétua, ainda que sob a forma de pena de 25 ou 35 anos a ser revista no seu termo, e com a possibilidade de ser ampliada. A medida, engendrada pelo PP e aprovada pelo PSOE, é pouco coerente com o terceiro lugar que Espanha ocupa entre os países da UE com mais baixa criminalidade, mas a reforma penal foi apresentada no contexto da luta contra o terrorismo, tema sempre sensível na sociedade espanhola, e ainda mais com a ameaça do jihadismo no horizonte.

Se a bandeira desta reforma penal é a possibilidade de castigar com pena perpétua os responsáveis por actos terroristas que originem a morte de cidadãos, “la chicha” – o miolo – está escondida, como lhe compete. Na prática, sob a capa da protecção face ao terrorismo, PP e PSOE uniram-se para aprovar uma lei que estenderá a definição de terrorismo a actos que até agora não eram mais do que contestação social, desobediência civil e boicote. A nova legislação passa a definir como delito terrorista “as desordens públicas” caso com elas se pretenda “obrigar os poderes públicos a realizar um acto ou a abster-se de fazê-lo”. [Read more…]

O heliocentrismo negado pela aviação e pela estupidez

Fico sempre na dúvida se estes radicais islâmicos são apenas patetas ou se usam argumentos desta categoria para manter os seus correlegionários na infinita estupidez subjacente a qualquer radicalismo religioso. E, como de costume, os piores exemplos acabam sempre por chegar desse nosso estimado aliado que é a Arábia Saudita, a referência maior no financiamento do fundamentalismo islâmico.

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Milícia Cristã

Sim, eles existem. O Estado Islâmico que se cuide!

Um pequeno golpe no terrorismo internacional

S&P

Na passada Terça-feira, a organização terrorista norte-americana Standard & Poor’s sofreu um pequeno golpe na sua actividade. Segundo o site da Agência Lusa, os fundamentalistas da S&P terão que pagar 1,3 mil milhões de euros para conseguir um acordo e fechar o processo judicial onde são acusados de manipulação de ratings pelo Departamento de Justiça, pela capital federal e por 19 estados norte-americanos. “Peanurs” diria Jorge Jesus.

Parece-me pouco. Sabemos bem que com fundamentalistas não se pode facilitar. Bom bom era bombardear os gajos, queimar tudo e prender os sobreviventes em Guantánamo, onde poderiam ser posteriormente sujeitos a técnicas democráticas de tortura, acompanhadas por fotografias em poses animalescas com primatas de uniforme, de forma a contarem tudo o que andaram ou não andaram a fazer.

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O imbecil e a ameaça jihadista que paira sobre Portugal

Cimeira das Lajes

O novo director do SIS, Adélio Neiva da Cruz, alertou ontem o país para o facto de Portugal não estar fora do radar dos jihadistas. Assim de repente, vêm-me à memória um determinado imbecil que em 2003 trocou as funções de primeiro-ministro pelas de mordomo e trouxe para o nosso país um terrorista e dois dos seus bobis europeus para juntos planearem a invasão ilegítima de um estado soberano.

O que se seguiu não é novidade para ninguém: os países governados pelos bobis foram vítimas de dois brutais atentados terroristas, o primata norte-americano continuou a semear o terror enquanto açambarcava poços de petróleo, o país invadido tornou-se mais violento e completamente ingovernável e o mordomo, esse imbecil, ganhou-lhe o gosto e fugiu do país para servir outros aristocratas. Já Portugal foi poupado da violência fundamentalista, possivelmente porque nem os radicais islâmicos levaram a sério o papel do imbecil que colocou o nosso país no seu radar. Quem diria que o inútil do mordomo até poderia dar jeito? Ou será que ainda não chegou a nossa vez? É que estes gajos sabem ser pacientes…

O verdadeiro perigo por detrás do ‘Estado Islâmico’ e dos terrorismos

lego_terroristaDiogo Barros

O atentado ocorrido a 7 de janeiro ao jornal satírico Charlie Hebdo reacende a questão do terrorismo islâmico da al-Qaeda, e também do Estado Islâmico a das suas supostas pretensões de reconquista dos territórios perdidos do Califado. A existência deste(s) grupo(s) terrorista(s) e as suas declarações serão, com muita probabilidade, o motivo mais claro e decisivo para fazer ressurgir o apoio popular a Estados totalitários, corporativistas e policiais, como os dos anos 20 e 30 do século XX. Estes, sim, o grande perigo para a liberdade.

Já se notam muitos tiques autoritários na atual III República para quem estiver mais atento ou for mais crítico. Tiques esses que não vêm de agora e são um claro sintoma de agonia do regime.
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De como se confunde a opinião pública

Santana Castilho*

Depois dos finlandeses terem decidido substituir nas suas escolas papel e lápis por teclado de computador, para as crianças aprenderem as primeiras letras, foi anunciado novo contributo insólito: o governo do Reino Unido quereria que educadores de infância e professores identificassem crianças potencialmente terroristas. Nem os bebés escapariam a tão estranha teorização pedagógico-securitária. Os educadores, que lá como cá já são tudo e mais alguma coisa, passariam agora a espiões dos espíritos dos recém-nascidos e das circunvoluções, eventualmente radicais, dos seus cérebros em formação. A confirmar-se esta aberração, estaria mais que justificado o título do Público de 4.1.15:

Governo britânico quer infantários a detectar crianças em risco de se tornarem terroristas”. Ou o do I, de 9.1.15:

Creio que em Portugal não se aprovaria tal idiotice”.    [Read more…]

Cuspir na liberdade de expressão

Manif prá fotografia

(a foto em cima é da Reuters. a de baixo terá muito provavelmente sido tirada por algum Charlie…)

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“Sensibilizados” pelos monstruosos ataques terroristas à redacção do Charlie Hebdo e em Port de Vincennes, vários dirigentes europeus e não só juntaram-se Domingo à manifestação que mobilizou mais de um milhão de franceses. Ou será que foram lá apenas para a fotografia? As imagens em cima parecem-me mais do que esclarecedoras.

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Why did the world ignore Boko Haram’s Baga attacks?

nigeria

Confesso que me identifiquei com esta pergunta do The Guardian.

Há uns anos, numa aula de estatística concluímos que a morte de milhares seria um número, enquanto a morte de um, se próximo de nós, seria uma tragédia.

Será esta a explicação? Será que vimos Paris com os mesmos olhos que vemos o nosso quintal, enquanto a Nigéria é noutro planeta? Será isto? Estará na nossa mente que alguém que morre em Paris é parte de nós e alguém que morre na Nigéria é algo extrínseco?

Não quero acreditar que uma vida em Paris vale mais do que uma vida em África, mesmo sabendo que esta Lei Sagrada é todos os dias violada pelo nosso modo de vida ocidental.

Na Nigéria, segundo a CNN, poderão ter morrido milhares de pessoas numa ataque que poderá ter durado vários dias. Como sempre, milhares de inocentes.

Será normal que o site do público não tenha, na sua página inicial, qualquer referência a este acontecimento trágico? Nem o JN, nem a TSF, nem…

Será que as bombas transportadas por crianças com dez anos são menos criminosas que o ataque de Paris?

Não sei se o ovo e a galinha são o melhor exemplo para estudar a propriedade comutativa, mas não é argumento da Comunicação Social deixar passar o que aconteceu na Nigéria, dizendo que  os consumidores não querem saber. Experimentem ir para lá, façam imagens em directo, cobertura permanente do local e depois digam-me se a resposta dos consumidores é ou não a mesma.

É que isto de ser Charlie é muito bonito, mas de palavras…

Viveiro de Terroristas: eis o Ocidente

osama_bin_laden_independentNa edição de 6 de Dezembro de 1993 – há 22 anos, – o Independent fazia um retrato amistoso de Osama Bin Laden, um soldadinho de chumbo a fazer a conveniente guerra aos soviéticos.
Quem alimentou esta gente e agora se queixa dos radicais, dos extremistas terroristas?

O fascismo da intolerância

islamCarlos Roque,
Maio de 2014

E eis que a Europa está a ser engolida pela extrema-direita…
O que é peculiar no fenómeno é que as análises que se fazem por aí só vão buscar a figura do nazismo para o justificar, quando, na verdade, o Hitler está morto e enterrado e é um outro facto que está a detonar tudo isto: a imigração islâmica.
Os muçulmanos quando chegam à Europa não estão interessados em participar no grande plano de Bruxelas. O que eles realmente fazem é tentar desenvolver comunidades autónomas em território europeu, com os seus micro-souks e pequeno comércio que não se mistura no resto da actividade económica europeia. As que vingam são as mais organizadas, habitualmente radicais e intolerantes, que se regem pela Sharia (a lei islâmica, que não respeita constituições).
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Evitar confundir religião com bárbara escumalha…

Questões de fé, neste caso o Islão, nada têm a ver com a barbárie ocorrida hoje em França. Segundo a própria doutrina a prática religiosa deve ser livre e não contempla os actos de violência que algumas bestas teimam utilizar em prol do fanatismo, visando o condicionamento das sociedades, buscando o confronto de valores, graças à visão distorcida dos livros sagrados. O ódio ao muçulmano será a pior resposta que a civilização ocidental pode optar. Nesta matéria há que continuar afirmando e praticando os valores da Liberdade, sem atender a raça, convicções políticas ou religiosas e outras, nem descurar naturalmente a acção policial na prevenção, repressão e severa punição judicial dos vermes que praticam hediondos atentados terroristas.

Charlie Hebdo – a barbárie mora ao lado

charliefy

O que aconteceu hoje no jornal “Charlie Hebdo” só será surpresa para os distraídos.

O Primeiro-ministro francês já disse uma parte do que tinha de ser dito: “acto de barbárie excepcional”. Porém, falta o resto. Falta uma verdadeira discussão séria, em França e na Europa, sobre o problema do terrorismo (interno). Sim, terrorismo sem qualquer acrescento. Nos media e nas redes em França todos (ou quase) falam em terrorismo islâmico. Pode ter sido. Ou não. Nunca esqueço que em Madrid (Atocha) o governo de Aznar se apressou a colar à ETA os atentados…

O problema é grave. Por força do comportamento extremista alucinado de uma minoria no seio das centenas de milhar de muçulmanos que vivem e trabalham na Europa, os partidos radicais estão a ganhar votos e poder. A Frente Nacional está a um passo de vencer as eleições legislativas francesas. É fundamental que a comunidade muçulmana na Europa lidere a batalha contra o terrorismo. É a única forma de evitar a escalada vitoriosa do radicalismo oposto. É sintomático que hoje, em França (e na Alemanha, na Bélgica, na Holanda, etc.) sejam outras comunidades outrora olhadas de lado (africanos, asiáticos, etc.) a apoiarem os partidos que defendem medidas radicais contra as comunidades muçulmanas.

Uma coisa é certa, por este andar vamos todos ser derrotados pelos radicais de um e outro lado. E o dia seguinte será negro…

In Memoriam

infâmia

 

 

 

 

 

 

 

 

Dedicado a todos os seres humanos que perderam a vida às mãos de bárbaros terroristas num dia infame.