-Passam hoje 37 anos desde que um grupo de jovens oficiais decidiu levar a cabo um golpe militar corporativo, para terminar com um regime político que apodrecia incapaz de resolver os grandes problemas de então, o maior dos quais a guerra colonial, sem solução política ou militar à vista, na Guiné estava até praticamente perdida. Apenas um mês antes, outra tentativa de levantamento militar a partir das Caldas da Rainha, havia fracassado. As unidades que não pegaram em armas naquele dia, permaneceram neutrais, o caso mais flagrante terá sido a Força Aérea, que manteve os aviões nas bases, sem alinhar com o golpe, mas não mexendo uma palha para defender o governo que agonizava.
-Quando ouço militares afirmarem que fizeram uma revolução, já nem há paciência para ouvir sempre os mesmos figurões, alguns sem qualquer papel de relevo nas operações, fico com os cabelos em pé, revolucionário foi o povo de Lisboa que acorreu ao Terreiro do Paço, depois ao Chiado, onde se refugiaram o Presidente do Conselho e alguns ministros, o mesmo povo que se manifestou junto à sede da DGS, que inexplicavelmente não foi considerada por Otelo e seus pares um objectivo militar, facto que permitiu à polícia política do regime destruir inúmeros documentos, disparar sobre civis e provocar as únicas vítimas a lamentar naquele dia. [Read more…]
















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