Señoritas (2006)

A Naifa, do álbum 3 minutos antes de a maré encher (2006)
Música de João Aguardela e Luís Varatojo, letra de Tiago Gomes

Franquelim Alves, o mal pago

8-empregos-8 e apenas 2709 euros por mês. Assim se escapa ao fisco em Portugal.

O camilourenço, a História e a Economia

Camilo Lourenço camilourenço, dicionarizado a preceito pelo João José Cardoso, desde há muito demonstrou ser um provocador mentecapto. Saiu a terreiro com nova imbecilidade, hostilizando a História como área do conhecimento científico humano – área sublime, entendo eu.

Sou economista, membro da respectiva ordem. Em defesa da verdade, mais do que da ‘minha dama’, entendo que, reagir com fragilidade a Camilo Lourenço camilourenço, para desvalorizar a Economia, como ciência social, é igualmente censurável. A polémica desce a baixo nível e naturalmente ao mundo da subjectividade. Mais a mais, invocando Margaret Tatcher, engenheira química, que, em sintonia com Reagan, foi grande obreira da desregulação dos mercados originária da crise sistémica. Registe-se-lhe também o feito de fundadora do modelo das PPP que o advogado e trabalhista Blair aproveitou e outros disseminaram pela Europa – de Cavaco a Sócrates tivemos, entre nós, excelentes intérpretes dessa ruid(n)osa melodia, pela qual estamos e vamos pagar milhares de milhões.

No curso que frequentei, além de Sociologia, Psicologia Social e Psicossociologia e outras áreas sociais, integrava-se a disciplina de História Económica e Social, ministrada pela Prof.ª Miriam Halpern Pereira, doutorada pela Sorbonne, universidade onde foi assistente do Prof. Pierre de Vilar. A ideia de que os economistas estudam só números é imprecisa, embora os mais responsáveis pela imagem sejam eles próprios.

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Pedro, O Coelho

Chico do Vale.  Via Música Portuguesa a gostar dela própria.

2M: Luís Varatojo

spaLuis Varatojo, da Naifa, na Gala da Sociedade Portuguesa de Autores, escreveu o discurso no cartaz do Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena.

Concluiu dizendo que “o povo é quem mais ordena”. Foram embora sem levar o prémio. Que se Lixem os Corações Obedientes!

(via Facebook)

Nova funcionalidade no Blogometro

A partir de agora o Blogometro  mostra as estatísticas mensais da blogoesfera.

 

Agenda

Agradeço-vos, Marquesa
O convite p’ra almoçar
E a promessa, à vossa mesa
De champanhe e caviar

Peço perdão, nas não posso
Tem de ficar p’ra depois
Pois a hora do almoço
Está cativa, dia dois

Faço vénia respeitosa
E osculo a vossa mão
Nessa hora jubilosa
Vou à MANIFESTAÇÃO!

Casados com comunhão de teses

Professora e vereador apresentam teses semelhantes.

É o chamado plágio conjugal.

Crise zona euro

Os países excedentários são tão responsáveis pelos desequilíbrios como os países deficitários. A única resposta à divergência crescente entre as economias dos Estados-membros da UE será a solidariedade, mediante um programa político de convergência de interesses. Fonte: Le Monde

Vamos dicionarizar Camilo Lourenço

basta+de+camilo+lourenco
Não é muito frequente nome próprio virar substantivo ou adjectivo, mas acontece; Miguel de Vasconcelos que o diga. Camilo Lourenço merece.

O Luís M. Jorge já nos legou uma primeira tentativa de sistematização do conceito de Camilo:

O mundo dos Camilos obedece a valores testados em séculos de miséria abjecta e desespero universal. Antigamente eram feitores e capatazes, hoje são jornalistas e lideres de opinião. Os Camilos Lourenços dão imenso jeito. Todos os ricos deviam ter um.

A mais recente aparição camilolourençiana (muito cuidado com o isolar do Camilo, não se ofenda o Castelo Branco) acrescenta a noção de ignorante e pregador da indigência cultural, essa salazarenta reaparição do culto das habilitações mínimas para que se obtenha a exploração salarial máxima.

Miguel Relvas, por exemplo, é um autêntico Camilo Lourenço camilourenço da política, e fico-me por aqui antes que resvale para o pleonasmo. No território educativo és um camilolourenço camilourenço substitui com vantagem o gasto e usado cábula, tal como de um curandeiro armado em médico alternativo se dirá com vantagem: eis um camilolourenço camilourenço da medicina.  Os exemplos, a utilidade e enriquecimento da língua portuguesa tendem para o infinito. Vamos a isto, a língua por enquanto ainda é nossa, e se alguém reclamar do neologismo, grandola-se para ficar sossegado.

Adenda: corrigido camilolourenço por camilourenço.

França: 3,2 milhões de desempregados

O Le Monde abriu um véu sobre o que os franceses saberão de fonte oficial logo mais à tarde: o desemprego está em imparável, malgrado as palavras doces e mentirosas de Hollande. Fonte: Público

Diz-me, espelho meu, haverá alguém mais inútil do que eu?

Sem título

Eat Stop Eat – O jejum intermitente de 24 horas

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Um livro com uma teoria interessante de Brad Pilon acerca das vantagens do Jejum Intermitente de 24 Horas (Intermitent Fasting) na perda de peso e de gordura corporal. Uma teoria que vai buscar muitas das suas bases aos primórdios da História do Homem, cujo organismo se habituou desde os tempos do Paleolítico a longos períodos sem alimentos. E se a esperança de vida nessa altura era pequena, não se devia certamente ao tipo de doenças a que estamos habituados nas sociedades ocidentais desenvolvidas.
Elencando todos os benefícios para a saúde da prática regular (uma vez por semana) do jejum intermitente – aumento da sensibilidade à insulina, protecção cardiovascular, metabólica e neurológica, redução da pressão arterial, aumento dos níveis hormonais, desintoxicação do corpo, etc. – Brad Pilon faz uma aproximação à Dieta do Guerreiro ou à Dieta do Paleo, que se inspiram precisamente no tipo de alimentação praticado pelo Homem do Paleolítico. Um tipo de alimentação anterior à agricultura, onde não existiam alimentos processados e onde os hidratos de carbono eram praticamente inexistentes.
É provável que a esmagadora maioria das pessoas nunca tenha ouvido falar do Jejum Intermitente. Por uma razão muito simples: a maioria dos estudos ligados à alimentação e à nutrição, e depois adoptados pelos nutricionistas, é patrocinado pela indústria alimentar. E como é óbvio, à indústria alimentar não interessam os estudos que dizem que não se deve comer por um dado período de tempo. À indústria alimentar, interessam os estudos que dizem que devemos comer de 3 em 3 horas…
«Eat Stop Eat», de Brad Pilon, hoje na net. Para ler mais, ver aqui.

Factura

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Baixa lisboeta, ontem. Pedir factura, mas isso já não existe. Dizem.

Mural

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Ladrões de Bicicletas

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Ojt7ZgDNmnk&w=260]

De Vittorio De Sica. Legendado. Ficha IMDB

Construção embargada

“Os portugueses sentem-se pouco europeus”, leio por aí. Olha que novidade. Os portugueses nunca se sentiram verdadeiramente europeus por todas as razões que os separam desse povo imaginado, indistinto e vago, constituído por gente culturalmente muito diversa entre si, cidadãos de um império alargado em combinações possíveis. Os portugueses são um povo demasiado (ou suficientemente, conforme a perspectiva) ancorado materialmente na sua identidade (na sua terra concreta, a que sempre regressam, propulsados pela saudade) para conseguirem projectar-se numa utopia a que a realidade tem conferido crescente distância. [Read more…]

A recessão já chegou à língua

recessãoEsta notícia do Sol é um autêntico repositório da recessão em que vive o uso da língua portuguesa. O jornal, que não segue o chamado acordo ortográfico (AO90), recorre aos serviços da Lusa, praticante do alegado acordo. Resultado: a notícia referente à recepção de alunos estrangeiros no Instituto Politécnico de Leiria (IPL) terá aparecido como “receção” no texto da agência noticiosa e transformou-se em “recessão” no jornal.

Vale a pena repetir: por várias razões, a iliteracia já era imensa no reino da língua portuguesa. O AO90 veio agravar o problema e a confusão entre “receção” e “recessão” confirma, entre outros aspectos, a importância das chamadas consoantes mudas. Recorrendo à imagem sempre profícua da construção civil, estamos longe de resolver problemas nas fundações e andamos entretidos a colocar telhas que não se seguram e deixam entrar entrar chuva por todo o lado.

Por outro lado, também não é bom sinal que se use a expressão ‘kick-off’, quando a língua portuguesa já deu o ‘pontapé de saída’ há vários anos.

Adenda: faltou dizer que descobri a notícia no mural do Francisco Belard.

Tranquilizemo-nos! Os Orixás garantiram a felicidade ‘pós-troika’ a Cavaco

orixásPresidente da República, ex-primeiro ministro e pioneiro do  desenvolvimento irracional que, de resto prolongado por outros, teve como desfecho o estado a que chegámos (Saravá Salgueiro Maia!, com enorme saudade) continua a ser figura libidinosa da nossa democracia. Mais a mais, tendo sido professor de Finanças Públicas e quadro do Banco de Portugal, seria expectável um mínimo de sensatez  nas declarações públicas, intervaladas por longos e misteriosos silêncios. Todavia, o discurso incoerente, porque demasiado premonitório e duvidoso, constitui uma das  idiossincrasias do PR.

Em encontro com 50 jovens empresários – por deformidade nacional, estamos viciados em números redondos e personagens quadradas – Cavaco, crente na predição dos Orixás,  sentiu-se  compelido à adivinhação. Na cerimónia, decidiu tecer prematuros e infundados elogios ao período “pós-troika” – um período que, por influência dos Orixás, tem o privilégio de conhecer antes de qualquer outro ser humano, português, maori ou de qualquer origem.

Com sabedoria de quem está animado pela crença na mitologia ‘yoruba’, ainda dissertou sobre a mecânica de alavancas:

“aos empresários da economia pós-troika”, Cavaco Silva afirmou que “as alavancas disponíveis para provocar o crescimento económico são o investimento nacional e estrangeiro, as exportações, turismo; acompanhados de uma redução menos drástica do consumo privado”. [Read more…]

Eleições italianas: um dia para a história

Beppe-Grillo

O Movimento 5 Estrelas, um espaço de cidadania num país onde a esquerda há muito se tornou residual, é o grande vencedor das eleições italianas (em 3º lugar com 25%).

O homem da Goldam Sachs, Monti, é derrotado em toda a linha. Berlusconi perde qualquer relevância política (sim, ainda existe, como uma vez me explicava um amigo italiano, “é aqui que vive o Papa”). Em 1º ficam aqueles que nem uma coisa de esquerda sabem dizer, e a quem agora cabe o ingrato papel de deixar arrastar o sistema político italiano, até próximas eleições (o caos, que horror, escreve-se no Público, como se a austeridade liberal não fosse mais caótica do que isto).

Parabéns Beppe Grillo, afinal é possível devolver a política aos cidadãos.

Depois da Grécia, a Itália.  O caminho demora a ser trilhado,  mas basta ver os resultados nas sondagens da Syriza depois de uma votação com uma pistola germânica apontada à cabeça dos gregos para entender que é esse o caminho da Europa atacada pela especulação financeira,, por um Euro à medida de alguns, e pela inevitável austeridade deliberadamente apontada ao estado social, aos direitos conquistados pelos europeus ao longo de dois séculos.

Nós por cá votamos no sábado, caminhando pelas ruas, primeira etapa: correr com eles. O resto logo se vê.

Greve de Fome em Cabeceiras de Basto

Segundo o autarca local num monólogo televisivo, qual lapa agarrada à rocha, Cabeceiras de Basto é “o centro do Norte”. Claro!

Relvas, Qualidades Humanas e Políticas

Estou numa etapa da minha vida marcada pela distensão na militância cívica, pelo amor à minha paz de espírito e pela compaixão pelo próximo. Procuro fundamentalmente abster-me de chatices. Mas sempre que acidentalmente passo os olhos pelo que escreve um socratista, a advogar mais Sócrates, claro, tenho imediatamente uma recaída, sobretudo quando o ponto de partida ou o termo de comparação é Relvas. Reagir, para mim, é como palitar os dentes. Como diria António Costa, ó’bam’á’ber: ninguém no seu inteiro juízo terça argumentos contra ou a favor de Relvas.

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«Os licenciados em História são inúteis para a economia» (III)

Diziam os antigos romanos que até as coisas belas devem ser úteis. Pois Camilo Lourenço, para além de não ser útil a quem quer que seja, de beleza… enfim, fico-me pelas reticências. Se fosse licenciado em História, perceberia que não serve mesmo para nada.

2M: Maré da Educação (II)

No Porto,  às 15h, em frente à DREN.

Em Lisboa, às 14h30, em frente ao MEC.

Mais informações no Face do evento.

Turcas tramaram belgas

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O CF “Os Belenenses” não conseguiu a promoção à divisão superior (Trophy) europeia, tendo-se classificado em 5.º lugar no Campeonato europeu feminino de clubes, em hóquei de sala, que decorreu no Pavilhão Acácio Rosa, em Belém. Salvou-se a organização e a grande lição de comunicação. E um grande entusiasmo à volta da prova.

Com apenas um empate no jogo inaugural e uma vitória folgada no segundo, o Belenenses foi vítima sobretudo da explosão que o hóquei turco feminino está a ter e que apanhou todos desprevenidos, até a grande favorita, a Bélgica, que apenas conseguiu ser segunda, à frente da Irlanda e da Suécia. Atrás das meninas da Cruz de Cristo, quedaram-se galesas e húngaras, estas últimas, despromovidas.

Grove Menzieshill HC e HK Zrinjevac são os clubes despromovidas da Divisão B, que poderão defrontar o Lisbon Casuals HC que, este ano, conquistou o título nacional, quebrando a hegemonia que vinha pertencendo, exactamente, ao Belenenses, e conquistaram o direito a representar Portugal na prova, em 2014. [Read more…]

Inutilidades

Hoje, ao ler o Aventar, lembrei-me de Caeiro e de Pratt.

A utilidade, a empregabilidade, em determinadas áreas é uma questão que não faz sentido: qual é a utilidade da Música, da Matemática pura, dos Estudos Clássicos que destruíram em Portugal, e da Filosofia, que quiseram destruir mas não conseguiram? São coisas que têm a ver com o exercício da liberdade humana. Para mim, a ideia do livro nunca foi a ideia do útil, mas sim a do imprescindível, do amigo. Perguntar para que serve a Filosofia é o mesmo que perguntar para que serve um amigo: para tudo e para nada.

            – António de Castro Caeiro

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«Os licenciados em História são inúteis para a economia» (II)

E qual é a utilidade de Camilo Lourenço? Nenhuma, a não ser servir para fazer uns broches fretes ao Governo. Mas já há tantos a fazer o mesmo…

Ele dorme bem

No sábado será acordado.

Censura é isto

Para os choramingas do Relvas: ” No final da conferência de imprensa, a PSP identificou Nuno Ramos de Almeida, um dos membros do Que se lixe a troika, e questionou qual tinha sido o assunto da conferência de imprensa à porta do aeroporto.”

«Os licenciados em História são inúteis para a economia» (I)

Alguém me pode dar o número de contribuinte do Camilo Lourenço?